Inflação em alta já acirra greves na Argentina
Paulo Braga - Buenos Aires
Uma greve de maquinistas de trem na região de Buenos Aires provocou ontem transtornos para a população. A paralisação, que terminou antes da hora do rush vespertino, afetou 1,5 milhão de pessoas e ilustra a insatisfação em relação aos salários. As manifestações vêm crescendo com a expectativa de que a renda seja corroída ainda mais pela inflação, que está em alta ... Leia Mais
Gafor amplia operação logística na Argentina
A Gafor Logística, uma das mais tradicionais transportadoras e operadoras logísticas do Brasil, com faturamento previsto de R$ 270 milhões para 2005, e que recentemente incluiu em seu portfólio de clientes a Pullman, fabricante de pães e bolos do mexicano Grupo Bimbo, acaba de triplicar sua frota de distribuição a serviço da Coca-Cola da Argentina. A sede da Gafor em Buenos Aires é sustentada por pontos de apoio operacional em Bahia Blanca, na Argentina, Santiago e Montevidéu ... Leia Mais
Argentina quer compensação por uso de estradas para transporte
as próximas semanas, representantes das chancelarias argentina, chilena e brasileira realizarão reuniões para discutir outra reclamação da Argentina na relação com seus vizinhos: o país reivindica uma compensação pelo transporte de cargas do Brasil e do Chile pelas suas estradas ... Leia Mais
Aproveitamos para dar as boas vindas ao mais novo sócio da Câmara,
A empresa S.A.F. ENGENHARIA LTDA., fundada em 1997,
é uma empresa de Consultoria e Assessoria,
especializada na aplicação de Métodos e Tecnologias inovadoras.
EVENTOS
A Câmara de Comércio Argentino Brasileira de São Paulo reuniu cerca de 60 pessoas no dia 03 de agosto , no Hotel Renaissance para assistirem a palestra
“Desenvolvimento Sustentável do Mercado de Gás Natural, Uma Agenda Positiva Mínima Para Um Suprimento Estável”, ministrada pelo Sr. Marco Aurélio Garcia Tavares , Diretor de Comercialização de Gás da Repsol YPF , a mesma que auspiciou o evento.
A palestra foi enriquecida pelas ilustres presenças dos debatedores:
- Dr. Cláudio Vaz – Presidente da CIESP – Centro das Indústrias do estado de São Paulo.
- Dr. João Carlos de Souza Meirelles – Secretário da Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo.
- Dr. Luis Domenech – Presidente da COMGAS.
O objetivo deste encontro foi propiciar um debate aberto sobre todos os temas que afetam o mercado de gás no Brasil, de forma que os formadores de opinião relacionados à indústria e ao Governo de São Paulo possam agir de forma estruturada na defesa de uma agenda mínima para este segmento.
Fotos:
ARTIGOS
Indisciplina, el problema del Mercosul
Por Félix Peña
Es un lugar común afirmar que el Mercosur es una unión aduanera "imperfecta" o "incompleta". Se la presenta como evidencia de fracaso o, al menos, de una meta no cumplida que sería la de una "completa" o "perfecta".Es una cuestión relevante que hace a la imagen del Mercosur, condiciona la revisión del arancel externo común e incide en la flexibilidad para negociar con otros países o bloques... . Leia Mais
Participação da Câmara de Comércio Argentino Brasileira de São Paulo na II Conferência Mundial para as Relações Internacionais, em Buenos Aires
A II Conferência Mundial para as Relações Internacionais será realizada no período de 16 a 20 de agosto de 2005, no Centro de Convenções La Rural , na cidade de Buenos Aires, Argentina. O evento contará com a participação de delegações provenientes dos cinco continentes. A organização desta Conferência tem como principal objetivo estabelecer um encontro acadêmico, profissional e cultural que fomente um intercâmbio democrático entre seus participantes.
O principal tema será “Desenvolvimento e Cooperação no Novo Milênio”. Os temas compreendem questões que vão desde o meio ambiente até discussões acerca dos conflitos atuais.Dentre as palestras a questão da “Segurança Internacional” como agenda mínima será tratada por Luanna Marche Fioravante – estagiária desta entidade - no painel “Terrorismo: Um Panorama Atual”, marcando a presença da Câmara de Comércio Argentino Brasileira de São Paulo no evento e em posteriores workshops.
As matérias aqui divulgadas refletem exclusivamente a opinião dos autores.
Oportunidades Comerciais
Confira as oportunidades de negócios publicadas através de nosso serviço de divulgação de oportunidades comerciais, visitando nossa página na internet: www.camarbra.com.br
Para anunciar suas oportunidades de negócios, clique aqui .
Parcerias
A Câmara de Comércio Argentino - Brasileira de São Paulo assina acordos comerciais com as seguintes empresas:
- Telefônica: tarifas especiais nas ligações para Argentina e outros destinos de longa distância
- Hotel LAFAYETTE de Buenos Aires - Preços promocionais para os associados da Câmara nas tarifas de acomodação.
- Hospital Israelita Albert Einstein concederá descontos aos executivos e associados da Câmara de Comércio Argentino Brasileira de São Paulo que realizarem a Revisão Continuada de Saúde (check-up) na Unidade Einstein Jardins.
- Hotel Obelisco Center Suítes: Preços promocionais para hospedagem para os associados da Câmara nas tarifas de acomodação. (US$45 a diária para associados da Câmara).
- Hotel Nogaró – Plaza de Mayo: Preços promocionais para hospedagem para os associados da Câmara nas tarifas de acomodação.
- Yahoo! Negócios Mercosul : Os associados à Câmara podem participar sem custo algum do diretório de empresas durante a feria digital no próprio site da Yahoo!Brasil no mês de Outubro. Para mais informações visitar: http://br.yahoo.com/publicidade/negocios_mercosul.html
Para mais informações sobre estas parcerias entrar em contato pelo telefone: 3842-6667 o por e-mail: camarbra@camarbra.com.br
Conflito Paralisações por reajuste salarial afetam serviços públicos
Inflação em alta já acirra greves na Argentina
Paulo Braga De Buenos Aires
Uma greve de maquinistas de trem na região de Buenos Aires provocou ontem transtornos para a população. A paralisação, que terminou antes do hora do rush vespertino, afetou 1,5 milhão de pessoas e ilustra a insatisfação em relação aos salários. As manifestações vem crescendo com a expectativa de que a renda seja corroída ainda mais pela inflação, que está em alta.
Segundo nota do sindicato dos maquinistas, a greve foi suspensa depois de um "pedido pessoal" do presidente Néstor Kirchner. Numa reunião de duas horas com os ministros do Trabalho, Carlos Tomada, e do Planejamento, Julio de Vido, as autoridades teriam assumido o compromisso de atender às reivindicações dos trabalhadores até a semana que vem. Eles exigem um aumento do salário-base de 1.200 para 1.820 pesos mensais.
Além da paralisação dos ferroviários, funcionários de um dos maiores hospitais públicos da cidade entraram ontem no quarto dia de greve. Professores da rede pública da província de Buenos Aires também pedem reajuste de salário e ameaçam cruzar os braços.
Os protestos se intensificam em um contexto de inflação em alta. O índice de julho, divulgado anteontem, ficou em 1%, e a taxa acumulada no ano supera 6%. Analistas advertem que aumentos de salários em setores onde não houve crescimento da produtividade podem agravar ainda mais o problema inflacionário.
Anteontem, o ministro Tomada tentou dar uma leitura positiva para o crescimento dos conflitos trabalhistas. Segundo ele, o que alguns estão qualificando como incremento da "conflitividade" não é mais que um sinal de que a economia está crescendo. "Prefiro ter 10 mil trabalhadores reclamando por aumentos de salários a 10 mil pobres pedindo subsídios estatais."
Tomada disse ainda que o índice de desemprego deve cair para 12% ainda neste ano. Segundo os dados referentes ao primeiro trimestre, a taxa era de 13%, subindo para 16,6% se forem considerados desempregados os beneficiários de um subsídio estatal de 150 pesos mensais pago a desempregados.
Os dados mostram que a quantidade de desempregados continua alta apesar do forte ritmo de crescimento da economia, que no ano passado foi de 9% e nesse ano deve superar a marca de 7%.
O poder de compra dos salários também não voltou ao patamar da época da conversibilidade. De acordo com dados do Ministério da Economia, em abril deste ano o salário real médio de um trabalhador argentino na comparação com dezembro de 2001 resultava 7,2% inferior.
Também pesa o fato de que os trabalhadores absorvidos pela economia estão ganhando cada vez menos. Segundo um informe divulgado no mês passado pela consultoria SEL, os empregos novos têm uma remuneração média de 420 pesos mensais, valor que é cerca de 40% inferior à média geral dos assalariados. O dinheiro é suficiente para adquirir metade de uma cesta básica usada como referência para calcular quem está em situação de pobreza. voltar
Gafor amplia operação logística na Argentina
A Gafor Logística, uma das mais tradicionais transportadoras e operadoras logísticas do Brasil, com faturamento previsto de R$ 270 milhões para 2005, e que recentemente incluiu em seu portfólio de clientes a Pullman, fabricante de pães e bolos do mexicano Grupo Bimbo, acaba de triplicar sua frota de distribuição a serviço da Coca-Cola da Argentina. A sede da Gafor em Buenos Aires é sustentada por pontos de apoio operacional em Bahia Blanca, na Argentina, Santiago e Montevidéu. A internacionalização é uma forma de crescer e acompanhar as demandas dos embarcadores no âmbito do Mercosul.
A Gafor teve seu início em 1951 como oficina de automóveis e caminhões, quando também transportava derivados de petróleo. Hoje, incorpora outras cargas e oferece soluções porta a porta que incluem intermodalidade, armazenagem, consultoria e desenvolvimento de projetos de logística. Na operação da Pullman, a Gafor faz a coleta dos produtos na fábrica, transfere até dois centros de distribuição próprios, separa os pedidos por rotas e clientes, faz a distribuição final e a retirada de produtos com prazo de validade vencida. voltar
Argentina quer compensação por uso de estradas para transporte
Nas próximas semanas, representantes das chancelarias argentina, chilena e brasileira realizarão reuniões para discutir outra reclamação da Argentina na relação com seus vizinhos: o país reivindica uma compensação pelo transporte de cargas do Brasil e do Chile pelas suas estradas.
A demanda se dá com base em um artigo do Acordo sobre Transporte Internacional Terrestre. O texto do acordo diz que, "nos casos de transporte em trânsito por terceiros países, também se celebrarão acordos entre os países interessados assegurando uma justa compensação pelo uso da infra-estrutura do país transitado, sem prejuízo de que bilateral ou tripartitemente se acorde que o país transitado possa participar desse tráfego".
A demanda por uma compensação da Argentina nesse tráfego é antiga. Segundo reportagem publicada ontem no jornal argentino "Clarín", a expectativa é que neste ano o movimento de cargas do Brasil e do Chile por território argentino supere o 1,3 milhão de toneladas de produtos. No ano passado, segundo o diário, foram 750 mil toneladas no total, o que representou a utilização de mais de 4.000 caminhões.
O país vizinho reclama que esse trânsito por rotas argentinas é gerido somente por empresas de transporte chilenas e brasileiras, diferentemente do que está previsto em acordos internacionais assinados pelos três países. De acordo com informações da subsecretaria de integração econômica do Mercosul, ligada à chancelaria argentina, ocorrerá na próxima semana uma reunião com representantes de relações exteriores do Chile.
A partir dessa reunião, será marcado também encontro com os representantes do Brasil com o objetivo de discutir o tema. Uma das reclamações do país vizinho é que os caminhões do Chile e do Brasil utilizam sua infra-estrutura, sem que a Argentina seja compensada por isso.
Argentina chegou a barrar a entrada de veículos zero km brasileiros. NTC&Logística reivindicou medidas junto às autoridades brasileiras.
Indisciplina, el problema del Mercosur
Por Félix Peña
Es un lugar común afirmar que el Mercosur es una unión aduanera "imperfecta" o "incompleta". Se la presenta como evidencia de fracaso o, al menos, de una meta no cumplida que sería la de una "completa" o "perfecta".
Es una cuestión relevante que hace a la imagen del Mercosur, condiciona la revisión del arancel externo común e incide en la flexibilidad para negociar con otros países o bloques.
En realidad, la unión aduanera completa está implícita en el objetivo del mercado común definido en el Tratado de Asunción. Pero su plazo de plena concreción quedó indeterminado. Sobre el arancel externo común sólo se prevé que incentive la competitividad externa.
El arancel vigente resulta de una decisión del Consejo del Mercado Común, que puede ser modificada por consenso. En tal caso, se supone que reflejará un punto de equilibrio en demandas de protección efectiva de cuatro economías desiguales. No es tarea fácil. Requiere un enfoque de "geometría variable".
Para discriminar en el tratamiento arancelario de productos importados desde un socio con respecto a similares originados en terceros países, la unión aduanera debe ajustarse a los requerimientos del GATT-1994.
Su artículo 24 institucionaliza excepciones al principio de no discriminación -artículo 1°- en el caso de que dos o más territorios aduaneros queden comprendidos en una unión aduanera.
Basta leer su párrafo 8, inciso A, para entender que lo que define es la figura de una unión aduanera "incompleta". Surge claro de la historia de la negociación del GATT. Una vez "completa", sería un territorio aduanero único, como lo es la Unión Europea.
Las reglas de la OMC brindan un margen de flexibilidad que el Mercosur puede legítimamente aprovechar. El problema no es que la unión aduanera sea incompleta. Pero sí lo es el hecho de que es indisciplinada, es decir, que su flexibilidad resulte de actos unilaterales de los socios. Es lo que puede afectar el necesario equilibrio de intereses nacionales en juego.
Institucionalizar la flexibilidad para que sea previsible es entonces la verdadera asignatura pendiente de un Mercosur que aspire a incentivar la transformación productiva en el ámbito del mercado ampliado.
Es en esta perspectiva que conviene situar la cuestión de la revisión del arancel externo común y la de estrategias compatibles de negociaciones comerciales internacionales.
El autor es especialista en relaciones económicas internacionales. Esta columna se realiza con la colaboración del Instituto de Comercio Internacional de la Fundación BankBoston. E-mail: fpena@fbkb.com.ar . En Internet: www.fpena.fundacionbankboston.edu.ar