Inflação em queda
Argentina consegue manter crescimento e reduzir alta de preços
Buenos Aires - A inflação de junho na Argentina foi de 0,5%, anunciou o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). Grande parte dos analistas econômicos ligados ao setor financeiro calculava que seria de 0,7%. A inflação acumulada no primeiro semestre deste ano foi de 4,9%, inferior aos 6,1% registrados no mesmo período de 2005.
Os números indicam que o governo do presidente Néstor Kirchner, contrariando dogmas neoliberais, está conseguindo manter o crescimento econômico, ao mesmo tempo em que desacelera a alta da inflação. Especialistas analisam que são grandes as chances de a Argentina cumprir ficar abaixo do teto de 11,5% de inflação para este ano.
O governo especula que a alta dos preços poderia ficar em 10%. Analistas financeiros, ouvidos pela Agência Estado, previam que até maio calculavam que a inflação anual chegaria a 12% e estão revendo seus cálculos. A contenção da inflação se deve, em grande parte, aos acordos de controles de preços feitos com vários setores empresariais argentinos, entre eles os de supermercados, vestimentas e produtos escolares.
Preços sobem no Chile
A inflação no bem comportado - para os padrões neoliberais - Chile foi de 0,6%, o nível mais elevado em um mês de junho nos últimos dez anos. O aumento foi provocado por altas nos preços dos combustíveis (setor onde o Chile é amplamente dependente das compras no exterior) e alimentos.
No primeiro semestre, a inflação acumulada foi de 2,1%. O Banco Central reavaliou seus cálculos e anunciou que a inflação em 2006 será, no máximo, de 3,4%. O número anterior, calculado no início do ano, era de 2,7%.
Já no Uruguai a inflação também caiu, para 0,3% em junho, ante 0,6% em maio. O acumulado no primeiro semestre deste ano é de 3,88%. O governo do presidente Tabaré Vázquez calcula que a inflação deste ano será inferior a 6,5%. Em 2005, a inflação uruguaia foi de 4,9%.
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