Home
buscar
 
seta HOME

seta ASSOCIE-SE

seta QUEM SOMOS

seta SERVIÇOS

seta RECURSOS HUMANOS

seta ECONOMIA

seta CARTÃO CAMARBRA

seta INFORMES

seta OPORTUNIDADES COMERCIAIS

seta ASSOCIADOS

seta CONCILIAÇÃO E ARBITRAGEM
  seta INTRODUÇÃO
seta ESTATUTO
seta REGULAMENTO
seta ARBITRAGENS ESPECIAIS
seta ARTIGOS

seta BOLETINS

seta EVENTOS

seta FEIRAS E CONGRESSOS

seta TURISMO E CULTURA

seta LINKS E ENDEREÇOS

seta FALE CONOSCO


 

ÍNDICE DE BOLETINS

2011 - ABRIL
2011 - MARÇO
2011 - FEVEREIRO
2011 - JANEIRO

2010 - DEZEMBRO
2010 - NOVEMBRO
2010 - OUTUBRO
2010 - SETEMBRO
2010 - AGOSTO
2010 - JULHO
2010 - JUNHO
2010 - MAIO
2010 - ABRIL
2010 - MARÇO
2010 - FEVEREIRO
2010 - JANEIRO

2009 - NOVEMBRO
2009 - OUTUBRO
2009 - SETEMBRO
2009 - AGOSTO
2009 - JULHO
2009 - JUNHO
2009 - MAIO
2009 - ABRIL
2009 - março
2009 - fevereiro
2009 - janeiro

2008 - novembro
2008 - outubro
2008 - setembro
2008 - agosto
2008 - julho
2008 - junho
2008 - maio
2008 - abril
2008 - março
2008 - fevereiro
2008 - janeiro

2007 - dezembro
2007 - novembro
2007 - outubro
2007 - setembro
2007 - agosto
2007 - julho
2007 - junho
2007 - maio
2007 - abril
2007 - março
2007 - fevereiro
2007 - janeiro

2006 - dezembro
2006 - novembro
2006 - outubro
2006 - setembro
2006 - agosto
2006 - julho
2006 - junho
2006 - maio
2006 - abril
2006 - março
2006 - fevereiro
2006 - janeiro

2005 - dezembro
2005 - novembro
2005 - outubro
2005 - setembro
2005 - agosto



BOLETIM INFORMATIVO - AGOSTO/2006

Argentina cresce 8,4% no segundo trimestre; construção civil dispara

BUENOS AIRES - A economia argentina continua acelerada. Cresceu 8,2% no mês de junho em relação ao mesmo mês de 2005 e acumulou expansão de 8% no primeiro semestre de 2006. Em relação a maio, o crescimento foi de 0,4%. Os dados fazem parte da Estimativa Mensal de Atividade Econômica (Emae), uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) calculada pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec).

Em termos dessazonalizados (ou seja, eliminando o efeito de férias, datas comemorativas etc.), a atividade econômica do país cresceu 8,4% no segundo trimestre de 2006 em relação ao mesmo perído de 2005, acima dos 8,1% do primeiro trimestre.

Os motores da expansão foram o forte ritmo da construção civil, da indústria automobilística e do setor exportador. O Indec informou ainda que as exportações do país atingiram US$ 11,786 bilhões no primeiro semestre de 2006, com alta de 10,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A construção civil é o que mais cresce. Nos seis primeiros meses do ano, o setor acumula expansão de 26,5%, sendo 31,7% só em junho. E pode crescer ainda mais, se funcionar um pacote de medidas de estímulo à aquisição da casa própria anunciado ontem pela ministra da Economia, Felisa Miceli. As medidas incluem a permissão para que os bancos financiem até 100% das residências de valor até 200 mil pesos (US$ 66 mil), e 90%, se o valor da residência estiver na faixa de 200 mil a 300 mil pesos. Os candidatos a empréstimos poderão dar ao banco, como prova de renda, recibos de aluguéis pagos, o que, espera-se, facilitará a entrada dos trabalhadores informais no sistema de financiamento imobiliário.

Para analistas argentinos, os dados do Emea são positivos. Mas eles estão cada vez mais preocupados com a falta de sustentabilidade desse ritmo de crescimento da economia e prevêem desaceleração ainda este ano. Aldo Abram, diretor da consultoria Exante, diz que a Argentina vem crescendo consistentemente na faixa de 8% a 9% desde 2003, estimulada pela retorno da confiança do consumidor após a forte crise de 2001 e 2002 e pela volta dos investimentos públicos, pessoais e corporativos.

Mas o ritmo desses investimentos está caindo. " A partir de agora, a economia vai desacelerar porque os investimentos estão caindo " , disse Abram, que prevê uma alta de 7,8% do PIB do país este ano, contra 9% em 2005. Para 2007 e 2008, ele prevê crescimento ainda menor, 6% e 5% respectivamente.

" O indicador (Emae) é positivo, mas faltam investimentos [em infra-estrutura] e um dos temas mais críticos é o da energia " , comentou o economista Alejandro Ovando, da consultoria Investigações Econômicas Setoriais (IES). Um relatório divulgado na terça pela Secretaria de Energia mostrou que a produção de petróleo no país caiu 3,18% no primeiro semestre, para 18,9 milhões de metros cúbicos, alimentando as suspeitas de que o ritmo de crescimento poderá colidir com a falta de capacidade energética em um futuro próximo.

Ovando alertou que há projetos de incentivo do governo a novos investimentos em petróleo e gás que estão pendentes de aprovação no Legislativo, e já há notícias de indústrias, no interior do país, que tiveram que suspender a produção por falta de energia.

Mauro Leos, analista de risco soberano da agência Moody´s, disse em Buenos Aires que a Argentina está vivendo um ciclo de hipercrescimento, resultado de condições favoráveis da economia global. Para ele, a expansão " exagerado " pode obrigar o país a um duro ajuste.

(Janes Rocha | Valor Econômico)