Argentina: bancos já aplicam em papéis privados
Buenos Aires (Argentina) - Com o país crescendo quase dois dígitos por quatro anos seguidos, os investidores na Argentina começam a se sentir confiantes para trocar os papéis públicos para os títulos privados.
As aplicações dos bancos da Argentina em títulos públicos caiu cerca de dez pontos percentuais em 2006, segundo relatório do banco Río, filial local do espanhol Santander. A redução foi de 44% dos ativos, em 2005, para 33,2%, em 2006.
Além disso, os bancos aumentaram o crédito ao setor privado em 39% e melhoraram sua margem financeira em 2% do total de ativos do sistema, ante 1,4% em 2005.
"Para o primeiro bimestre do ano, e assumindo que o crédito ao setor privado continua crescendo com taxas que vinha registrando, é de se esperar que a margem por intermediação dos bancos permaneça em alta", afirma o relatório.
Segundo o banco, o crédito ao setor privado se expandiu para 22 bilhões de pesos, cerca de US$ 7,050 bilhões, em 2006. Os ventos que sopram a favor dos bancos se refletem na Bolsa de Buenos Aires, na qual o setor tem liderado o índice Merval, graças aos bons resultados apresentados ano passado e à revalorização da carteira de bônus públicos em poder.
O presidente Néstor Kirchner oficializou a decisão de subsidiar a produção de suínos e bovinos para consumo interno, em decreto no Boletín Oficial de la República Argentina , o diário oficial argentino. Os produtores terão compensação no preço do milho e da soja utilizados para a engorda dos animais.
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