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BOLETIM INFORMATIVO -ABRIL/2007

Título: Exportações: o menor crescimento da região
Data: 16/04/2007

As vendas para o exterior cresceram por volta de 75%,mesmo assim,a Argentina é o país que menos aumentou o seu montante de exportações nos últimos cinco anos. O restante da América do Sul exportou entre 92% (Uruguai) e 238% (Peru). Por sua vez, Chile que em 2001 exportava menos que a Argentina, a superou em 2006 vendendo ao exterior acima de 26%. E o Brasil que havia duplicado, agora triplica as exportações argentinas.

Este boom de exportações da região, com resultados inferiores para a Argentina, se explica pela elevação dos preços internacionais das matérias primas agroindustriais. Segundo a CEPAL, entre 2001 e 2006, em dólares as exportações latino-americanas se duplicaram, como resultado de um aumento dos preços de quase 50%, enquanto isso as quantidades exportadas cresceram 33%.

A elevação dos preços mundiais beneficiou em maior proporção aos países exportadores de petróleo, minerais e metais. Assim somente em 2005 e 2006, Chile, Peru e Venezuela, registraram os maiores aumentos de intercâmbio ao alcançar variações de 33,7%, 25,7% e 20,4%, respectivamente.

Argentina se beneficiou da elevação do preço internacional da soja e de outros cereais, mas não da elevação do petróleo e da carne por falta de produção interna, como fizeram a Venezuela e Uruguai. Pelo aumento da demanda interna, pela caída na produção doméstica ou por restrições internas para não desabastecer o mercado doméstico, os saldos de exportações argentinas diminuíram, apesar de que em dólares se vendeu mais ao exterior porque a elevação dos preços ajudou a compensar as menores quantidades exportadas.

A menor performance exportadora argentina em relação ao resto se destaca, porque se deu no contexto de uma forte desvalorização do peso que atingiu mais que o dobro a paridade do cambio: com relação a 2001, a paridade cresceu 130%, o mais alto de toda a América Latina, segunda a CEPAL. A exportação teve assim um duplo benefício.

Em contrapartida, vários países latino-americanos revalorizaram suas moedas e exportaram mais, por preço e quantidades, com uma paridade mais baixa. Entre 2001 e 2006, a paridade no Brasil caiu 25%, no Chile, 13%, no Equador baixou 7,3% e na Colômbia quase 6%, de acordo com a CEPAL.

Alejandro Mayoral, ex-secretário de Comércio Exterior, disse que o menor ritmo exportador argentino possui diversas causas. “Equador e Venezuela se beneficiaram pelo alto preço internacional do petróleo. Chile foi favorecido pela elevação do cobre. Brasil desvalorizou antes que a Argentina e possui uma estrutura de exportação mais diversificada.No caso argentino, subiram os preços da soja, outros cereais e alguns commodities industriais, como o alumínio e o aço, a estrutura exportadora está bastante primária e concentrada em poucas mãos.