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BOLETIM INFORMATIVO -ABRIL/2007

Título: Exportações: o menor crescimento da região
Trigo explica grande parte da redução do déficit com o Brasil
Data: 16/04/2007

Se o saldo negativo do intercâmbio reduziu-se 32% durante o primeiro trimestre, as vendas deste cereal foram responsáveis por 60% da baixa.
O saldo negativo da balança comercial da Argentina com o Brasil no primeiro trimestre deste ano reduziu-se 31,9% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo indica uma recente pesquisa feita pela consultora Abeceb.com.
“O comércio com o Brasil durante o primeiro semestre de 2007 teve como resultado um déficit de 583 miulhões de dólares, o que significou uma redução do saldo negativo de 31,9% em relação ao mesmo período do ano passado”, revelou o estudo.
A consultora ressaltou que em março os envios alcançaram os 898 milhões de dólares, o que implica um aumento de 46,5% em relação ao mesmo mês de 2006, com um acrécimo de 2.283 milhões de dólares.
Por outro lado, as importações totalizaram em março 1.156 milhões de dólares, com um aumento de 20% em relação ao mesmo mês do ano passado, com um acréscimo de 2.866 milhões nos três primeiros meses de 2007.

Sem dúvidas, estas cifras estão longe de implicar uma contração concreta do desequilíbrio, já que mais de 60% da queda do déficit se explica pelas vendas de trigo argentino.
Sobre isso, enquanto o principal sócio comercial no bloco aumentou sua demanda em volumes, o preço médio do cereal, durante o mesmo período, aumentou quase 35%.
Foi assim que a relação entre preço e quantidade fez com que o cereal aumentasse sua participação dentre as exportações de 12,9 para os atuais 17%.

Manufaturas

Por outro lado, como é histórico, a Argentina mantém com o Brasil um persistente saldo negativo no que diz respeito às manufaturas de origem industrial (MOI). O déficit das MOI aumentou significativamente nos últimos anos, alcançando em 2006 os 6.153 milhões de dólares – 17,3% superior ao registrado em 2005.
Comparado com 2003, o déficit ampliou-se aproximadamente 214%, como efeito de um aumento nos níveis de atividade externa. O déficit das MOI no período janeiro-fevereiro de 2007 é de 1.037 milhões de dólares, somente 7% superior ao mesmo período de 2006. Entre os principais segmentos deficitários estão o setor automotriz, tanto em veículos como em autopartes.