Kirchner convoca eleições presidenciais na Argentina
(Publicado em 08.05.2007, às 23h52)
O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, assinou nesta terça-feira (8) o decreto por meio do qual convocou as eleições presidenciais no país para 28 de outubro deste ano. O ministro de Interior da Argentina, Aníbal Fernández, anunciou a jornalistas que o decreto de convocação também determina que, se houver segundo turno, a votação decisiva ocorrerá em 25 de novembro.
Ainda não se sabe se Kirchner concorrerá à reeleição. Ao mesmo tempo, aumentam os indícios de que a primeira-dama argentina, a senadora Cristina Fernández, será a candidata da ala governista pela Frente Para a Vitória, que agrupa setores da esquerda e do peronismo. Analistas acreditam que Kirchner e sua esposa mantêm deliberadamente o mistério, que deverá terminar em junho, segundo fontes no governo argentino.
Até o momento, os únicos candidatos confirmados são de oposição: Roberto Lavagna, ex-ministro da Economia no governo Kirchner, apoiado pela opositora União Cívica Radical (UCR) e setores peronistas em choque com o atual presidente; Elisa Carrió, ex-deputada de tendência moderada respaldada pela homogênea Coalizão Cívica; Ricardo López Murphy, economista, líder do partido Recriar, de centro-direita; Carlos Menem, ex-presidente argentino, peronista de direita que governou por dez anos a partir de 1989 e que será apoiado por um novo partido chamado Lealdade e Dignidade.
Pela lei argentina, um candidato é eleito presidente em primeiro turno se obtiver 45% dos votos. O vencedor do primeiro turno também pode ser declarado eleito se obtiver mais de 40% dos votos e dez ou mais pontos porcentuais de vantagem sobre o segundo colocado. Caso contrário, os dois candidatos mais votados disputam o segundo turno.
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