Fábrica da Efacec na Argentina constitui nova fase de internacionalização da empresa
Cristina Barreto
O presidente da empresa portuguesa, Luis Filipe Pereira, afirmou hoje que a Efacec avança para uma nova fase do seu processo de internacionalização, com a inauguração de uma fábrica na cidade argentina de Córdoba.
"OSegundo Luis Filipe Pereira, citado pela agência Lusa, o novo projecto na Argentina reflecte o desafio de passar de uma empresa portuguesa com forte presença internacional para uma empresa global que quer concorrer a nível mundial com os grupos multinacionais.
"A Efacec é provavelmente a empresa mais internacional de Portugal, presente em mais de meia centena de países", referiu o responsável.
O que se pretende é "transformar a Efacec, de uma empresa portuguesa com forte presença internacional, para o conceito de uma empresa global, embora com raíz portuguesa", o que é muito diferente, na opinião do seu presidente.
Mas, este é "um modo de firmar-se para além do mercado interno e ganhar competitividade em termos de custos num mercado de concorrentes multinacionais", explica Luís Filipe Pereira.
Ao produzir num país como a Argentina, que combina moeda desvalorizada com mão-de-obra barata, mas com qualificação, o custo fixo diminui e a Efacec torna-se mais competitiva em termos globais.
Com o aumento da capacidade de produção permitido pela nova fábrica para equipamentos de média e alta tensão, a Efacec prevê abastecer não só a América Latina mas também, numa segunda fase do processo, exportar componentes fabricados na Argentina para a montagem de equipamentos em Portugal.
"A prioridade é sermos mais competitivos em termos de custos", salientou o presidente da Efacec.
"Acredito que os componentes de média tensão serão como commodities no futuro" e, para a Efacec estar nesse mercado, tem de "competir em custo", para o que precisa ter "escala de produção". Por isso, "ampliamos a nova fábrica aqui na Argentina. Temos objetivos ambiciosos", fez questão de afirmar Luis Filipe Pereira.
"Com os componentes fabricados aqui e exportados para Portugal, poderíamos reduzir em 30 por cento o custo do produto final em um ou dois anos", segundo os cálculos do administrador-executivo da Efacec, Alberto Martins.
O novo pólo industrial visa abastecer a América Latina, mas principalmente o triângulo Argentina, Brasil e Chile, três países onde as grandes obras no sector energético vão ser um dos pontos neuvrálgicos no futuro.
A região está a analisar e debater a integração energética, e é necessário ampliar a capacidade de geração de energia, de transmissão e de distribuição, três áreas para as quais a Efacec pode fornecer equipamentos.
A fábrica argentina também confere visibilidade à tecnologia portuguesa e reforça uma nova imagem de Portugal no mundo.
"Portugal passa a ser conhecido internacionalmente a um nível de tecnologia, o que até agora não acontecia. Em termos da imagem do país, pode ser importante para futuras negociações e para melhorar substancialmente a posição no que respeita a qualificação dos produtos", defendeu o Secretário de Estado de Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro.
A presença da Efacec em novos mercados pode ainda vir a arrastar outras empresas portuguesas. "Criam-se relações comerciais que podem ser importantes para as empresas que vivem neste universo, mesmo não sendo do grupo Efacec", frisou o responsável governamental.
Para o presidente da Efacec, Luis Filipe Pereira, um país torna-se mais rico à medida que possui mais empresas internacionais.
"O que faz o crescimento são as empresas, não são os Estados. Um país é mais forte e assegura bem-estar aos seus cidadãos se tem uma economia forte. E o que faz a economia são as empresas",
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