Honda informou que investirá 100 milhões de dólares na Argentina.
BUENOS AIRES (Reuters)
A montadora japonesa Honda informou que investirá 100 milhões de dólares na Argentina para produzir um automóvel compacto a partir do segundo semestre de 2009, em outra aposta do setor que é o maior pilar da indústria manufatureira local.
A fábrica que a Honda pretende construir na Argentina será a terceira da empresa japonesa na América Latina, depois do Brasil e do México.
"Para expandir melhor o negócio ... foi decidida a radicação industrial na Argentina", disse à imprensa Sho Minekawa, presidente da Honda Sul-americana.
A produção de veículos na Argentina tem forte expansão há vários anos, ainda com grande capacidade ociosa. No primeiro semestre de 2007, acumulou um crescimento de 30,2 por cento, segundo a Associação de Fábricas de Automóveis (Adefa).
Indicado a ministro da Economia, Miguel Peirano, que havia anunciado a notícia em uma coletiva de imprensa, disse que o projeto criará 800 vagas de trabalho diretamente.
"Isso é fruto de um mercado interno sólido, da confiança que geraram os fundamentos da economia e uma dinâmica dos investimentos no setor", sustentou Peirano, que assumirá formalmente o novo cargo na tarde de quarta-feira.
Os fabricantes argentinos esperam registrar um recorde este ano na produção de carros, com mais de 500 mil unidades.
O presidente da Honda na Argentina, Kenzo Yoshino, comentou que o investimento de 100 milhões de dólares servirá para a compra do terreno onde ficará a fábrica, sua construção e o início das operações.
A economia argentina atravessa seu quinto ano consecutivo de expansão a taxas superiores a 8 por cento anuais e o consumo doméstico, que representa dois terços do Produto Interno Bruto (PIB), explica a maior parte desse crescimento.
Leandro Risso, gerente geral da operação de automóveis da Honda na Argentina, assegurou que a nova fábrica produzirá 30 mil carros anualmente, dos quais 60 por cento serão destinados à exportação, principalmente para o mercado brasileiro e o resto da região.
(Por César Illiano e Jorge Otaola)
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