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BOLETIM INFORMATIVO - NOVEMBRO/2007

GAZETA: FG planeja estrear na Argentina em 2008
A Ferramentas Gerais (FG), maior distribuidora de suprimentos industriais do Brasil

A Ferramentas Gerais (FG), maior distribuidora de suprimentos industriais do Brasil, está prestes a ampliar sua área de atuação para o exterior. O plano da companhia gaúcha prevê pelo menos quatro unidades na América do Sul até 2011, mas o primeiro destino será a Argentina, já em 2008, conforme o presidente da empresa, Jorge Logemann. Os outros mercados onde a FG pretende por enquanto aportar são Chile e Colômbia.

Embora não descarte o crescimento orgânico, Logemann dá a entender que a forma a ser utilizada pela empresa para entrar em outros países será a aquisição. "Podemos pegar um pequeno estabelecimento local que trabalhe apenas com algumas linhas e daí expandir", diz Logemann. Ele explica que, à semelhança do que acontece no Brasil, os mercados da Argentina e Chile para o setor de Manutenção, Reparo e Operação (MRO) é dominado por pequenos players regionais focados em um número limitado de itens.

O executivo lembra que, mesmo sendo disparada a líder do setor no Brasil, a FG não chega a ter 10% do mercado nacional, que é avaliado em R$ 13 bilhões anuais.
No Brasil a FG já conta com 14 unidades em oito estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco) e planeja entrar no mercado do Rio de Janeiro também ano que vem.

Com a consolidação do Sudeste, a ordem em seguida é cobrir o restante do Nordeste e depois ir para os estados do Centro-Oeste e Norte do País. Assim a FG pretende crescer a uma taxa anual de 20% ao ano para chegar a 2011 com um faturamento de R$ 1,5 bilhão, o dobro do estimado para este ano, R$ 770 milhões.

Abertura de capital

Para sustentar este crescimento, a FG projeta investir R$ 250 milhões nos próximos quatro anos. O Grupo SLC, controlador da empresa, já aportou R$ 100 milhões. O restante, segundo Logemann, virá da própria geração de caixa e de outras fontes de financiamento.

Logemann não descarta, por exemplo, abrir o capital da FG, a exemplo do que ocorreu este ano com a SLC Agrícola, outra empresa do grupo. Os recursos serão aplicados em novos Centros de Distribuição (CDs), estoque, aquisições e crescimento orgânico. A FG já adquiriu um terreno e pretende construir um novo CD na zona Norte de Porto Alegre, um investimento de R$ 25 milhões.

Lojas dentro de fábricas

Outra forma de crescimento que vem ganhando força na FG é por meio das 'factory stores', lojas instaladas dentro das indústrias. Hoje já são 30 unidades nesse formato operando dentro das instalações de grandes companhias como Usiminas, Sadia, Klabin e Copesul.

"O volume de pedidos de factory stores disparou nos últimos quatro meses. É mais do que a nossa capacidade de instalar", diz o diretor de vendas, Sergio Bica. Segundo ele, a meta para 2008 é expandir no ritmo de duas novas lojas dentro de fábricas por mês. O setor industrial tem o maior peso nas vendas da FG, com uma fatia de 64% do total comercializado. Em seguida vêm os prestadores de serviços (15%), revendas (11%) e consumidor final (10%).

Pelo fato de ter grande parte da demanda gerada pela atividade industrial, o desempenho da FG é considerado um termômetro da economia. "O mercado está bastante aquecido em setores como metalmecânico e agronegócio . Nos últimos dois meses as vendas cresceram 18% em relação ao mesmo período do ano passado", diz Logemann.

Segundo Bica, as informações que a empresa vem recebendo dos clientes indicam um expressivo volume de vendas para 2008, em níveis superiores aos verificados em 2007.

Aumento das importações

A FG, que em outubro comemorou 50 anos, comercializa hoje 300 mil itens entre ferramentas, suprimentos, máquinas e equipamentos, sendo 120 mil a pronta-entrega. O dólar baixo também tem estimulado a empresa a importar. Conforme Logemann, a FG adquire do exterior até 15% dos produtos que vende, "sendo que há alguns anos era próximo de zero".

A FG também tem crescido por meio de aquisições. Em 2004 comprou a Metalsolda e, no final do ano passado, a Rexel, as duas no Estado de São Paulo. (Caio Cigana - Gazeta Mercantil).