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BOLETIM INFORMATIVO - NOVEMBRO/2007

AFETADO PELA QUEDA DO DÓLAR
LUCRO LÍQUIDO DA REPSOL YPF CHEGA A 2.448 MILHÕES DE EUROS

• Resultado de refino e marketing aumenta 3,6%
• Vendas de produtos petrolíferos crescem mais de 5%
• Resultados da área química aumentam 3%
• Gás e eletricidade crescem 8,3%
• Dívida diminui 33%
• Encargos financeiros caem 70%
.

A Repsol YPF obteve nos nove primeiros meses de 2007, lucro líquido de 2.448 milhões de euros, 7,7% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Esta redução ocorreu, fundamentalmente, devido à depreciação de 8% do dólar frente ao euro, que passou de 1,24 dólares/euro nos nove primeiros meses de 2006 a 1,34 dólares/euro no mesmo período de 2007.

O resultado das operações da companhia, que registra maioritariamente seus ingressos em dólares e reporta seus lucros em euros, também foi afetado pelo efeito do tipo de câmbio euro/dólar em 276 milhões de euros, e ficou em 4.267 milhões de euros, frente aos 5.066 milhões de euros dos nove primeiros meses do ano passado. Enquanto o EBITDA aumentou 6.381 milhões de euros.

Por áreas de atividade, destaca-se o crescimento de 3,6% dos resultados da área de refino e marketing, que ficaram em 1.669 milhões de euros. Também se destacam os crescimentos registrados na área química e de gás e eletricidade, que aumentaram 2,9% e 8,3%, respectivamente. Enquanto a área de exploração e produção, cujo resultado operativo se reduziu 28,3% foi especialmente afetada pelo já mencionado efeito euro/dólar, o aumento generalizado dos custos da indústria e por uma produção menor.

Redução significativa da dívida. Encargos financeiros caem 70%

A dívida financeira líquida da Repsol YPF até setembro de 2007 ficou em 3.936 milhões de euros, frente aos 5.870 milhões de euros registrados em setembro de 2006, o que representa uma redução de 32,9 %.

Além da diminuição da dívida, a política de prudência financeira desenvolvida pela companhia se refletiu em uma significativa redução dos encargos financeiros que, no período de janeiro a setembro, chegaram a 117 milhões de euros frente aos 387 milhões de euros do mesmo período do ano passado. Esta redução de 69,8% obedece, entre outros fatores, ao menor gasto financeiro por interesses, conseqüência do menor endividamento líquido médio da companhia, ao aumento da rentabilidade dos investimentos financeiros e ao efeito positivo nas diferenças de câmbio.

Os investimentos realizados nos nove primeiros meses de 2007 subiram 3.646 milhões de euros, e se destinaram, fundamentalmente, às áreas de exploração e produção (2.184 milhões de euros) e de refino e marketing (588 milhões de euros).


ÁREAS DE NEGÓCIO

Exploração e produção: investimentos de 2.184 milhões de euros

O resultado das operações da área de exploração e produção no período de janeiro a setembro de 2007 foi de 2.073 milhões de euros frente aos 2.890 milhões de euros obtidos no mesmo período de 2006. Esta redução ocorreu, entre outros fatores, devido ao efeito da depreciação do dólar frente ao euro, que teve um impacto negativo de 167 milhões de euros, à menor produção de óleo e gás e às variações contratuais que apresentaram um resultado de 239 milhões de euros menos, ao fim das atividades em Dubai (123 milhões de euros), ao incremento generalizado dos custos da indústria (189 milhões de euros), assim como às amortizações técnicas (85 milhões de euros) e à maior atividade exploratória que provocou maiores gastos de exploração, e que reduziu o resultado em 109 milhões de euros.

A produção total de hidrocarbonetos nos nove primeiros meses de 2007 chegou a 1.058.300 barris equivalentes/dia, 7% menos que o ano anterior. Esta diminuição houve, principalmente, por causa da menor produção na Venezuela como conseqüência da migração dos convênios operativos a empresas mistas; na Bolívia pela entrada em vigor dos novos contratos; em Dubai pelo fim das atividades e na Argentina pela ruptura do poliduto Magallanes e o declínio de determinados campos.

Deduzidas as variações contratuais de Dubai, Venezuela e Bolívia, os níveis de produção dos nove primeiros meses de 2007 se mantiveram similares aos do mesmo período de 2006, com uma leve redução de 0,5%. Os efeitos mencionados se compensaram parcialmente com a maior produção no resto das áreas, especialmente Brasil, Trinidade e Tobago e Líbia.

Os investimentos realizados até setembro de 2007 na área de exploração e produção chegaram a 2.184 milhões de euros, que se destinaram fundamentalmente, à aquisição de 28% do campo Genghis Khan no Golfo de México, aos investimentos nas plantas de regaseificação dos projetos de Canaport, no Canadá, Perú LNG, assim como aos investimentos em desenvolvimento.

Refino e marketing: vendas crescem 5,3%

O resultado das operações de refino e marketing até setembro de 2007 subiram 1.669 milhões de euros, frente aos 1.611 milhões de euros do mesmo período do ano anterior, o que representa um crescimento de 3,6%.

Este aumento dos resultados ocorreu por causa da melhora da margem de refino em 0,94 $/barril e de um maior nível de destilação. O indicador de margem de refino no período janeiro-setembro foi de 7,52 $/barril frente aos 6,58 $/barril do mesmo período de 2006. Em marketing, as margens de comercialização tiveram um bom comportamento tanto na Espanha como na Argentina.

As vendas totais de produtos petrolíferos alcançaram 46,1 milhões de toneladas, com um aumento de 5,3%. Na ABB (Argentina, Bolívia, Brasil), as vendas aumentaram 11,7% enquanto na Espanha foram superiores 0,2%. No resto do mundo as vendas cresceram 14,4%, superando 7 milhões de toneladas. Por outro lado, as vendas de marketing próprio aumentaram na ABB (12,3%), no resto do mundo (24%) e na Espanha (0,3%).

As vendas totais de GLP em nível mundial aumentaram ligeiramente, 0,8%, com reduções de 2,3% na Espanha e de 5,2% na ABB, embora com fortes incrementos no resto da América Latina (11,1%) e no resto do mundo (11,1%).

Os investimentos realizados na área de refino e marketing nos nove primeiros meses de 2007 aumentaram 588 milhões de euros, 19,5% superiores ao exercício anterior, e se destinaram principalmente aos projetos de refino em curso, a melhorias operativas e de instalações, segurança e meio-ambiente, qualidade de carburantes e conversão.

Química: 2,9% a mais de resultado operativo

O resultado das operações da área química no período janeiro-setembro de 2007 alcançou 214 milhões de euros frente aos 208 milhões de euros do mesmo período de 2006, o que representa um aumento de 2,9%. Este aumento foi conseqüência das melhores margens internacionais dos negócios na Europa, e apesar da menor produção na Argentina pela restrição do abastecimento de gás natural.

As vendas totais de produtos petroquímicos chegaram a 3.486 mil de toneladas, 4% inferiores ao mesmo período do ano anterior.

Os investimentos na área química até setembro de 2007 aumentaram 121 milhões de euros, 5,5% inferiores ao mesmo período de 2006. Os principais investimentos em curso são a construção de uma planta de benceno e a ampliação da capacidade da planta de óxido de propileno/estireno monômero, ambas em Tarragona.

Gás e eletricidade: resultado cresce 8,3%

O resultado das operações da área de gás e eletricidade no período de janeiro a setembro de 2007 subiu 391 milhões de euros, frente aos 361 milhões de euros do mesmo período do ano anterior, o que representa um aumento de 8,3%. Estes resultados refletem a evolução favorável dos resultados da Gas Natural SDG, destacando os crescimentos da atividade de distribuição na Espanha e América Latina e, especialmente, os de comercialização de gás natural na Espanha.

Os investimentos em gás e eletricidade foram de 221 milhões de euros, 6,4% a menos que nos nove primeiros meses do ano passado e se dedicaram, fundamentalmente, à atividade de distribuição na Espanha e aos projetos de geração de eletricidade.