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BOLETIM INFORMATIVO - DEZEMBRO/2007

Ministro da Economia argentino rejeita plano de renegociação da dívida
Há 3 dias

BUENOS AIRES (AFP) — O ministro da Economia da Argentina, Martín Lousteau, rejeitou nesta quinta-feira o plano de reabertura de troca da dívida, destacando que o acerto de contas com o Clube de Paris não é sua prioridade.

Em suas primeiras declarações desde a posse da presidente Cristina Kirchner, o ministro afirmou que "os que não entraram na negociação da dívida foram muito mal assessorados. De forma alguma pensamos reabrir a troca. Há uma lei que fechou qualquer oportunidade", disse Lousteau, em entrevista à televisão.

A Argentina encerrou a negociação para a saída da maior moratória da história do país em 2005, no valor de US$ 81,8 bilhões, com adesão de 76,15% e descontos de 45% a 75%, de acordo com o título trocado.

Mas a proposta de reestruturação do débito foi rejeitada por possuidores de bônus que detêm quase 24% da dívida inicial e que insistem em pedir a reabertura da troca, inclusive em fóruns judiciais.

Além disso, Lousteau negou que a renegociação da dívida em moratória no valor de US$ 6,5 bilhões com o Clube de Paris seja um assunto urgente para Cristina Kirchner.

"O Clube de Paris é importante porque reduz o custo do financiamento, mas não é urgente. Vamos esperar o tempo que for necessário para negociar em função de nossos interesses", disse o ministro.

Lousteau afirmou que o FMI se mostrou disposto a facilitar o diálogo da Argentina com o Clube de Paris, acrescentando que a instituição tem a mesma visão que a equipe governamental com relação aos tempos de negociação.

O ministro se encontrou terça-feira com o diretor-gerente do FMI, o francês Dominique Strauss-Kahn.

Apesar de ter-se manifestado disposto a ajudar, Strauss-Kahn afirmou que a negociação da Argentina com o Clube de Paris deve ser feita sem interferência do Fundo.

A Argentina precisa liquidar esta dívida para favorecer a chegada de novos investimentos europeus no país, que registrou crescimento econômico de quase 45% acumulado desde 2002, mas que arrasta problemas como uma inflação crescente e déficit na área energética.