Argentina quer renegociar dívida de US$ 6 bilhões
O governo argentino tenta avançar nas negociações com o Clube de Paris sobre uma dívida de US$ 6 bilhões em atraso desde janeiro de 2002. O ministro de Economia, Martín Lousteau, acompanha a presidente Cristina Kirchner em visita à França. A proposta é pagar cerca de 25% da dívida, mas sem a ingerência do Fundo Monetário Internacional (FMI), segundo a imprensa argentina. Os outros 75% seriam refinanciados.
O assunto foi discutido no encontro de Cristina com o presidente francês Nicolás Sarkozy, ontem. Desde o ano passado, o governo argentino, primeiro com Néstor Kirchner, depois com sua mulher, Cristina, mantém conversas com os sócios do Clube de Paris - Alemanha, Holanda, França, Espanha, Japão e Estados Unidos.
No fim desta semana, desembarcará em Buenos Aires o assistente da Secretaria de Estado para Assuntos Hemisféricos dos Estados Unidos, Thomas Shannon, com quem o governo também discutirá o assunto. Os EUA tendem a apoiar a Argentina, assim como a França.
O governo pagaria US$ 1,5 bilhão e refinanciaria o restante. Mas, com as reservas internacionais argentinas atualmente na casa dos US$ 50 bilhões, há países contrários ao refinanciamento.
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