Cristina Kirchner admite desaceleração econômica na Argentina
Há 1 dia
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BUENOS AIRES (AFP) — A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, admitiu nesta quarta-feira que houve uma desaceleração do crescimento econômico no país, atribuindo o fato à greve agrária, e criticando o 'establishment' financeiro e as agências de classificação de risco.
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Em um ato político nesta quarta-feira na localidade de San Martín, Cristina disse que o Produto Interno Bruto (PIB) argentino aumentou 6,5% em junho em relação ao mesmo mês de 2007, abaixo do ritmo que vinha crescendo, e ligou a desaceleração ao conflito agropecuário.
A paralisação dos produtores rurais na Argentina começou em março deste ano e se estendeu por quatro meses. Os agricultores interromperam a comercialização de grãos para exportação e bloquearam estradas, provocando o desabastecimento interno.
Apesar disso, Cristina Kirchner destacou a marcha da economia, argumentando que o PIB cresceu 8,1% durante o primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2007 e 8,5% entre julho do ano passado e junho deste ano.
Superada sua pior crise, a economia argentina engrenou uma vigorosa recuperação a partir de 2003, ano em que o PIB nacional registrou uma melhora de 8,8%. Desde então, esse crescimento continuou apresentando bons números, alcançando um pico em 2004 (9,0%) e 2005 (9,2%) e diminuindo um pouco o ritmo em 2006 (8,5%) e 2007 (8,7%).
No ato, realizado no Instituto Nacional de Tecnologia Industrial (INTI), centro de pesquisa e desenvolvimento tecnológico estatal, a presidente questionou as agências de classificação de risco, poucos dias depois da Standard & Poor's ter rebaixado a classificação da Argentina, em meio a turbulências financeiras causadas por bônus da dívida nacional.
"Querem classificar riscos, e querem convencer a nós, argentinos, de que estamos com problemas", disse.
"Alguns setores do establishment financeiro internacional talvez não nos perdoem nunca por termos refinanciado a dívida (com os credores externos privados) e recuperado a capacidade de decisão", continuou Cristina, referindo-se à moratória da dívida argentina com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
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