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BOLETIM INFORMATIVO - AGOSTO/2008

BRASIL E ARGENTINA TÊM EMPRESAS MAIS IMPORTANTES DO CONTINENTE
13/08/2008

SANTIAGO DO CHILE, 13 AGO (ANSA) - As multinacionais latino-americanas mais importantes são brasileiras e argentinas e, apesar de relativamente pequenas em comparação com suas rivais, passaram a representar nos últimos dez anos 25% das multinacionais mais importantes do mundo.     A constatação é da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), que em sua última revista publicou que 85 das 100 empresas mais desenvolvidas da região e 35 das 50 companhias mais lucrativas são originárias do Brasil e da Argentina.

O artigo compara essas empresas com as existentes na Índia e na China e menciona as características em comum que explicam seu sucesso. "Todas vêm de países grandes e de rápido crescimento, capazes de dar suporte a grandes empresas nacionais. Todas dispõem de recursos de baixo custo, como mão-de-obra e matéria-prima. E todas cresceram ao redor de áreas difíceis e superaram a falta de capacidade de gestão, aspectos jurídicos e financeiros muito instáveis e sistemas logísticos e infra-estruturas deficientes em seus países de origem", enumerou o artigo.

O autor do artigo, Javier Santiso, destacou também outra tendência importante: a crescente conexão entre países do hemisfério Sul. Empresas chinesas estão investindo na Ásia, mas agora também se voltam para a África do Sul e outros países africanos.

A América Latina não só está na mira das empresas da China como também das companhias indianas e uma parceria com a Ásia poderia ser a tendência mais promissora deste século, ilustrando uma das maiores mudanças registradas pela economia mundial.

"O que chamamos de Centro, os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é cada vez menos o centro do comércio e dos fluxos de capital mundial, tanto que a Periferia (os países emergentes) é cada vez menos a periferia", escreveu Santiso, concluindo que "está se tornando mais complicado definir a fronteira entre países ricos e pobres". (ANSA).

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