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BOLETIM INFORMATIVO - MARÇO/2009

Argentina quer mudar o acordo automotivo

A tendência é que a reivindicação seja de que de 30% a 40% das peças "nacionais" sejam feitas na Argentina

O governo argentino pressiona o Brasil para mudar o acordo automotivo. Ele quer alterar as regras de nacionalização de veículos do Mercosul e garantir um percentual fixo de fornecimento para as fábricas de seu país.

Pelo acordo atual, 60% das peças dos veículos que circulam no Mercosul sem pagar tarifa de importação devem ser produzidas no bloco - não há exigências em relação ao país. A tendência é que a reivindicação seja de que de 30% a 40% das peças "nacionais" sejam feitas na Argentina.

Segundo fonte do governo argentino, o país colocará o assunto em discussão na quarta-feira, quando empresários dos dois países se reúnem em Buenos Aires para discutir acordo de limitação das exportações brasileiras de alguns produtos. Os argentinos argumentam que têm déficit estrutural no setor automotivo com o Brasil por conta do comércio de autopeças. Em 2008, o déficit foi de US$ 2,7 bilhões - US$ 1,7 bilhão, ou 62%, vieram das autopeças.

Montadoras e fabricantes de autopeças brasileiros são contra qualquer modificação nas regras do acordo automotivo. O argumento é que as vendas no mercado argentino não garantem escala suficiente para a produção local de peças, tornando os veículos mais caros. A sugestão do governo brasileiro é realizar acordos de limitação de exportação em algumas autopeças, as mais sensíveis para as indústrias argentinas.

Fonte: http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?codmateria=5475593&dtmateria=2009-3-23&codcategoria=89&Tp=1