A tendência é que a reivindicação seja de que de 30% a 40% das peças "nacionais"
sejam feitas na Argentina
O governo argentino pressiona o Brasil para mudar o acordo automotivo. Ele quer
alterar as regras de nacionalização de veículos do Mercosul e garantir um percentual
fixo de fornecimento para as fábricas de seu país.
Pelo acordo atual, 60% das peças dos veículos que circulam no Mercosul sem pagar
tarifa de importação devem ser produzidas no bloco - não há exigências em relação
ao país. A tendência é que a reivindicação seja de que de 30% a 40% das peças "nacionais"
sejam feitas na Argentina.
Segundo fonte do governo argentino, o país colocará o assunto em discussão na quarta-feira,
quando empresários dos dois países se reúnem em Buenos Aires para discutir acordo
de limitação das exportações brasileiras de alguns produtos. Os argentinos argumentam
que têm déficit estrutural no setor automotivo com o Brasil por conta do comércio
de autopeças. Em 2008, o déficit foi de US$ 2,7 bilhões - US$ 1,7 bilhão, ou 62%,
vieram das autopeças.
Montadoras e fabricantes de autopeças brasileiros são contra qualquer modificação
nas regras do acordo automotivo. O argumento é que as vendas no mercado argentino
não garantem escala suficiente para a produção local de peças, tornando os veículos
mais caros. A sugestão do governo brasileiro é realizar acordos de limitação de
exportação em algumas autopeças, as mais sensíveis para as indústrias argentinas.