|
O caso do “Raspa Pote” e o mistério da pizza filosofal
Outro dia encontrei na internet, um trabalho muito interessante do jovem Raspa Pote, no qual ele nos demonstra que nem sempre o que parece pedra é pedra e muito menos descontrole verbal.
Sua demonstração é clara. As batatadas que ouvimos, raramente são mancadas. Muito pelo contrário, são premeditadas e meticulosamente estudadas. São, também, balões de ensaio, testes da recepção de propostas ou projetos, e ainda mais, podem ser anúncios de algum novo avanço no bolso do cidadão.
Vejamos uma declaração de muito efeito que circulou pela imprensa nos últimos dias "Talvez se sinta arrependimento no Brasil porque bancos importantes como o Banespa foram praticamente doados, vendidos a troco de nada (foi a venda de banco estatal com o maior ágio da História, tipo "nunca antes") Jogou-se em cima dos bancos a irresponsabilidade dos governantes que gerenciavam esses bancos ou que muitas vezes usavam esses bancos para fazer os caixas dois da vida em época eleitoral. Por isso que todos os bancos públicos estavam quebrados". Depois de ler esse esclarecimento, lembrei-me do companheiro Delúbio, o inovador dos princípios da contabilidade e sua criação "recursos não contabilizados". Além disso, surgiu nos meus olhos a imagem do "homem da gravata borboleta" diretor do Banco do Brasil, depondo na CPI do Mensalão.
Felizmente, o procurador geral da República tem outras fontes de informação, como programas de rádio e outros que tais, patrocinados por dinheiro público e, por isso mesmo, apresentou denúncia no STF sobre o caso Mensalão. Denúncia essa, que foi brilhantemente aceita pelo ministro relator.
E a campanha contestando que a carga tributária no Brasil é excessiva? A fundamentação desse plano fica clara, quando entendemos que a gastança é intocável, uma vez que o governo federal não pretende apertar o cinto, mesmo com a queda das receitas, indicando quadro pior que o estimado.
Vamos ficar atentos, porque 2010 é ano eleitoral. Os prefeitos precisam ficar tranquilos e felizes e, sem dinheiro do governo federal - com a queda dos valores distribuídos pelo Fundo de Participação dos Municípios, já estão reclamando e recebendo o recado que a aprovação da Emenda 29, engordada com a Contribuição Social para a Saúde, pode significar mais R$ 12 bilhões a serem repassados para eles. O que pode ajudar muito todo o espectro de candidatos em 2010, tanto da situação como da oposição. Preparemo-nos, porque essa conta vai chegar para nós, os cidadãos, que não temos a oportunidade de participar dos sorteios de bônus no Senado Federal.
Como fecho de ouro das análises de Raspa Pote, temos o entendimento do presidente da UNE "protestar contra a CPI da Petrobras, sob o generoso patrocínio do acionista majoritário da empresa, é exercer o sagrado direito à liberdade de expressão".
CARLOS ANTÔNIO BARROS DE MOURA é empresário e Diretor da Associação Comercial de São Paulo e escreve às 5ªs feiras na edição impressa do DIÁRIO DE GUARULHOS
www.diariodeguarulhos.com.br |