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BOLETIM INFORMATIVO - NOVEMBRO/2009

Nunca antes na história do tropicalismo

“Confesso que fiquei preocupado com Caetano Veloso”

Há gente maldosa que espalha a quatro ventos que o primeiro e único baiano, pelo menos até o presente momento, que morreu de estresse, foi Luís Eduardo Magalhães. Certamente, um assunto como esse gera muitas controvérsias. Por isso, confesso que fiquei preocupado com Caetano Veloso, quando li nos jornais sua declaração sobre o Nosso Guia. Transcrição: "Minha candidata à Presidência é Marina Silva…Pode botar aí. Não posso deixar de votar nela. É por demais forte, simbolicamente para eu não me abalar. Marina é Lula e é Obama ao mesmo tempo. Ela é meio preta, é uma cabocla, é inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro…"
Pensei que o mundo fosse acabar! Mas, Nosso Guia engatou logo uma resposta "fui chamado até chamado de analfabeto… é muito engraçado, tem gente que acha que inteligência está ligada à quantidade de anos de escolaridade que você tem. Não tem nada mais burro que isso." E fiquei tranquilo, porque Caetano falou uma coisa e Nosso Guia falou outra coisa.
Esses debates são complicados para o ministério da propaganda, muitos companheiros, não importando de que hora, saíram a deitar falação. Por isso, Caetano treplicou "Detesto essa mania de que nada se pode dizer que não seja adulação a Lula".
Para tentar entender toda essa polêmica, basta aceitar que o mundo se divide entre os maus e os bons, e entre os últimos, logicamente, se encontra sempre Nosso Guia, que por isso está sempre certo.
A maior prova disso está na gestão dos recursos humanos da administração federal, porque nas principais carreiras beneficiadas com grandes aumentos salariais desde 2003, houve redução da diferença entre o salário de admissão, que teve grandes aumentos, e o do fim de carreira. Logo, mau desempenho ou baixa avaliação, não levam o funcionário a perdas. Até mesmo, notas péssimas não geram qualquer preocupação. Se for concursado, não pode ser demitido e ganha muito mais do que ganha alguém na iniciativa privada, que precisa cumprir metas e ter bom desempenho. A conclusão lógica é simples, para que melhorar o desempenho! O povo paga a conta e não reclama.

Outra prova, podemos encontrar na entrevista do Prof. Carlos Guilherme Mota ao Estadão (08/11). Vejamos alguns pontos levantados pelo Prof. Mota "O descolamento de Lula do PT foi ruim para a consolidação de uma cultura de partidos no País". E aí que entra Dilma? Pergunto! Mota disse mais "defino o cenário como superpresidencialismo, desbussolado e pitoresco, em que se produz a montagem de um novo bloco de poder". Mais adiante, Prof. Mota compara o peronismo com o lulismo, analisando as questões levantadas por FHC em artigo no Estadão (01/11) e conclui "vejo algo pior, porque o populismo de Perón politizava, enquanto o pobrismo do Brasil avilta".
Carlos Antônio Barros de Moura, empresário de Diretor da ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO, escreve às 5ªs feiras na edição imprensa do DIÁRIO DE GUARULHOS www.diariodeguarulhos.com.br 12/11