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Economia - Brasil e Argentina assinam contrato de troca de moeda
Objetivo da iniciativa é reforçar a liquidez do principal sócio no Mercosul
Assunção — Brasil e Argentina devem assinar no próximo dia 3, em São Paulo, o contrato de troca de moedas (swap), no valor de R$ 3,5 bilhões, que está pronto há quase um mês. O objetivo imediato da iniciativa seria reforçar a liquidez do principal sócio do Brasil no Mercosul e seu terceiro maior parceiro comercial. O anúncio foi feito ontem após reunião de ministros da área econômica e dos presidentes dos bancos centrais do bloco nos arredores da capital paraguaia.
Adicionalmente, o governo brasileiro espera que esse contrato ajude na estratégia do novo ministro da Economia da Argentina, Amado Boudou, de retomar o diálogo com os credores internacionais, como o Fundo Monetário Internacional e o Clube de Paris. O mecanismo prevê que o Banco Central brasileiro transfira até R$ 3,5 bilhões para o BC argentino, que terá liberdade para injetar esses recursos. Haverá restrições com relação a conversão de reais para dólares, que terá de ser submetida antes ao aval do BC brasileiro. O BC argentino, por sua vez, deverá retornar o valor que vier a tomar do Brasil, em pesos, mas com remuneração baseada na taxa básica de juros (Selic), hoje fixada em 8,75% ao ano.
Sem grandes acordos à vista, os presidentes do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Urugua), os de Chile e Bolívia (membros associados) e da Venezuela (país em processo de adesão) se reunirão, hoje, em Assunção, em uma cúpula onde, além dos temas internos, será abordada a crise global, a epidemia da gripe e a situação em Honduras. A presença do venezuelano Hugo Chávez na cúpula não foi confirmada nem negada oficialmente. A adesão plena da Venezuela ao Mercosul foi aprovada em meados de julho de 2006 pelos quatro países-membros do bloco. Porém, o protocolo ratificando o ingresso só foi votado até agora pelos parlamentos da Argentina e do Uruguai, segundo as informações do Correio do Povo. |