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ECONOMIA

Competitividade da Indústria brasileira na América do Sul

Estudo recente da CNI – Confederação Nacional da Indústria – analisou o histórico das exportações brasileiras para os países da América do Sul e classificou os produtos em 4 categorias:

•  Consolidados – Grupo composto pelos produtos nos quais as exportações brasileiras para os países sul-americanos possuem uma posição relativamente sólida;

•  Ameaçados – Grupo composto pelos produtos nos quais as exportações brasileiras para os países sul-americanos tiveram uma boa posição no passado, mas o desempenho vem sendo negativo nos últimos anos;

•  Potenciais – Grupo composto pelos produtos nos quais identifica-se bom potencial de exportações do Brasil para os países sul-americanos, mas este potencial ainda não está devidamente realizado;

•  Emergentes – Grupo composto pelos produtos nos quais as exportações brasileiras para os países sul-americanos, eram pouco significativas, ou mesmo iguais a zero, no passado, mas que evoluíram recentemente.

Neste e nos próximos textos estaremos abordando a participação da Argentina, como país importador de produtos brasileiros, em cada um destes grupos.

Produtos Consolidados

Nos produtos consolidados o Brasil teve uma participação média 41% do total das importações destes produtos pelos países da América do Sul.

Analisando a participação nas exportações dos produtos consolidados no total das exportações brasileiras, com o market share brasileiro nas importações de cada país da América do Sul é possível estabelecer um “índice de consolidação de comércio”. Este indicador é bastante útil, pois permite identificar com clareza três grupos de países com características distintas:

•  Os de maior nível de consolidação do comércio, cujos índices são maiores do que 100%: Argentina, Paraguai, Bolívia e Uruguai;

•  Os de nível intermediário de consolidação, com índices entre 85% e 100%: Venezuela, Equador e Chile;

•  Os de nível mais baixo de consolidação, com índices inferiores a 85%: Peru, Colômbia, Suriname e Guiana.

País

Exportações Brasileiras para o país

Importações do país

Total

(US$ Milhões)

Produtos Consolidados (US$ Milhões)

Particip.

Produtos Consolidados

(US$ Milhões)

Com origem Brasil

US$ Milhões

Market-Share

Argentina

10.814,7

8.988,4

83,1%

14.941,3

7.544,9

50,5%

Paraguai

1.095,8

652,2

59,2%

919,8

627,8

68,3%

Bolívia

637,0

450,2

70,7%

764,4

349,4

45,7%

Uruguai

927,8

599,8

64,6%

1.168,7

485,9

41,6%

Venezuela

2.885,6

1.906,6

66,1%

3.876,6

1.185,6

30,6%

Equador

759,7

477,3

62,8%

1.542,3

431,4

28,0%

Chile

3.754,1

2.150,3

57,3%

7.029,3

2.268,5

32,3%

Peru

1.216,8

687,9

56,5%

2.162,1

585,7

27,1%

Colômbia

1.767,2

866,3

49,0%

2.471,8

837,5

33,9%

Suriname

33,5

14,4

43,0%

30,3

11,2

36,8%

Guiana

18,3

9,5

52,1%

23,3

6,3

27,1%

Total

23.910,7

16.803,1

70,3%

34.930,2

14.334,2

41,0%

Fonte: Ministério do Desenvolvimento e CNI

Entre os países com os quais o Brasil possui maior nível de consolidação de comércio, o volume mais significativo de produtos consolidados refere-se às exportações para a Argentina. Foram identificados 973 produtos consolidados (de um universo de pouco mais de 5.000 produtos) e exportações de quase US$ 9 bilhões, representando nada menos que 83% de tudo o que o Brasil exportou para este país em 2005-2006. Nestes, o market-share médio do Brasil alcançava mais de 50%, sendo que na grande maioria dos produtos o Brasil é o principal fornecedor da Argentina.

Destacando-se em ordem de importância, os produtos da Indústria Automotiva (53 itens, exportações de US$ 3,2 bilhões em 2005-2006, com o Brasil sendo responsável por quase 2/3 das importações argentinas), os Químicos e Petroquímicos (185 itens, exportações de US$ 1,6 bilhão), os Equipamentos Eletrônicos (20 itens, US$ 953 milhões, com destaque absoluto para os telefones celulares), os produtos de Siderurgia e Metalurgia (140 itens, US$ 782 milhões) e as Máquinas e Equipamentos (118 itens, US$ 527 milhões). Nestes setores, os Estados Unidos aparecem sistematicamente como o grande concorrente do Brasil no mercado argentino, é a China também tem uma participação bastante relevante, assim como os países europeus.

Sobre a ECM Assessoria & Marketing

A ECM Assessoria & Marketing é uma consultoria com foco em planejamento de mercado e em estudos setoriais personalizados. Exportações e setor têxtil são apenas alguns dos diversos tópicos da economia brasileira em que a ECM procura desenvolver relatórios analíticos e customizados. Para conhecer um pouco mais dos nossos serviços, acesse nosso site :

www.ecmmkt.com.br