Conjuntura do Agronegócio

1. Agricultores entregam reivindicações ao governo de Mato Grosso

Agricultores de Mato Grosso têm recorrido a “vaquinhas” para tapar buracos em estradas, conta Marcelo Paludo, de Sapezal (MT). Segundo ele, fatos como esse causam indignação ao setor produtivo, que não vê o imposto recolhido para o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) retornar à sociedade. Nesta quarta-feira, dia 15, mais de mil produtores tomaram as ruas da capital, Cuiabá, para protestar contra a cobrança sobre a produção de milho. O grupo, que responde por 50% da produção estadual de soja, também exige o aumento dos investimentos em logística.

Em janeiro deste ano, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, sancionou uma lei que ampliou o número de culturas que deveriam pagar o tributo. Para o milho, por exemplo, o produtor passou a pagar R$ 8,33 por tonelada que for vendida para outros estados e outros países. Isso equivale a R$ 0,50 por saca do cereal.

O produtor rural Ari Baltazar Langer, de Gaúcha do Norte (MT), diz que as rodovias estaduais de acesso ao município não são pavimentadas e estão em péssimas condições, o que se reflete diretamente no custo do frete. Além disso, o preço do diesel é outro dilema: R$ 4,46 por litro. “Com custos acima de 60 sacas por hectare, não fecha mais conta. Precisamos ter um gasto menor e um diesel mais barato”, afirma.

O presidente do Sindicato Rural de Diamantino, José Cazeta, relata a situação geral do estado: “Você vê mais de meio bilhão de reais passado na Assembleia Legislativa, aproximadamente R$ 60 milhões para o Tribunal de Contas e Judiciário, enquanto hospitais públicos ficam onze meses sem receber; saúde arrebentada e o governo dizendo que não tem saída”, conta.

Antônio Galvan, presidente da Aprosoja-MT, espera que o governo entenda que não é o momento de cobrar mais impostos sobre o setor, especialmente em cima do milho. “E também que necessitamos dessa infraestrutura tão sonhada, tão falada e tão dita. Esperamos que o governador Mauro Mendes não venha ser mais um governador de promessas”, afirma.

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Fonte: Canal Rural

2. Guerra comercial provoca maior saída de capital de mercados emergentes em 7 meses, diz IIF

Os mercados emergentes registraram nas últimas semanas a maior saída de capital desde outubro do ano passado, uma vez que as tensões entre a China e os Estados Unidos aumentaram, informou o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) em um relatório divulgado na quarta-feira.

O presidente dos EUA, Donald Trump, surpreendeu os mercados globais na semana passada ao aumentar as tarifas sobre produtos chineses em meio às negociações comerciais, dizendo que a China quebrou os compromissos feitos anteriormente. Pequim retaliou na segunda-feira.

As saídas de capital dos mercados emergentes foram lideradas pelas ações chineses, que tiveram saídas de 1,5 bilhão de dólares na segunda-feira, após investidores já terem retirado 2,5 bilhões de dólares na semana passada, segundo o IIF.

As saídas de Taiwan atingiram 400 milhões de dólares na quarta-feira, enquanto outros países emergentes asiáticos, como a Coreia do Sul, Índia e Indonésia, "refletiram a tendência da China, destacando os riscos das tensões comerciais entre EUA e China para o mercado emergente mais amplo", disseram os economistas do IIF Jonathan Fortun e Greg Basile.

Mas os investimentos em títulos permaneceram estáveis, com a Tailândia registrando seus maiores fluxos diários em quase três meses nesta semana, de mais de 240 milhões de dólares.

O IIF disse que as saídas de capital recentes chegaram a cerca de 1 bilhão de dólares, a maior desde a retirada de 1,1 bilhão de dólares em outubro passado.

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Fonte: Reuters/Notícias Agrícolas

3. Em meio a guerra comercial, presidente da China prega abertura e diz que nenhuma civilização é superior

A China será mais aberta ao mundo, disse o presidente Xi Jinping nesta quarta-feira, classificando como "estúpidos" aqueles que acreditam em uma superioridade cultural, em seu primeiro discurso público desde a intensificação das tensões comerciais com os Estados Unidos na semana passada.

A China e os Estados Unidos estão envolvidos em uma crescente guerra comercial, que inclui a imposição de tarifas sobre as importações um do outro. Pouco antes de Xi falar, o governo anunciou um crescimento surpreendentemente mais fraco nas vendas no varejo e na produção industrial em abril.

A China anunciou na segunda-feira que vai elevar as tarifas sobre 60 bilhões de dólares em produtos norte-americanos a partir de 1º de junho, em retaliação à decisão dos EUA de elevar as tarifas sobre 200 bilhões de dólares em importações chinesas.

Xi fez os comentários em um fórum em Pequim organizado pelo Ministério da Propaganda, chamado Conferência sobre Diálogo de Civilizações Asiáticas. Ele não fez referência direta às tensões comerciais nem aos Estados Unidos, concentrando-se em apresentar a China como um país que não ameaça e aberto a todos.

A civilização chinesa é um "sistema aberto" que continuamente realiza trocas e aprende com outras culturas, incluindo o budismo, o marxismo e o islamismo, disse Xi ao fórum.

"A China de hoje não é apenas a China. É a China da Ásia e a China do mundo. A China no futuro assumirá uma postura ainda mais aberta para abraçar o mundo", acrescentou.

Nenhum país pode ficar sozinho, disse Xi, talvez dando um golpe indireto na agenda "América Primeiro" do presidente norte-americano, Donald Trump.

"As civilizações perderão a vitalidade se os países voltarem ao isolamento e se afastarem do resto do mundo", disse Xi.

"Os povos dos países asiáticos esperam se distanciar do fechamento e esperam que todos os países adotem o espírito de abertura e promovam a comunicação, a conectividade e o comércio harmonioso".

A China se incomodou com os comentários divulgados na mídia norte-americana no mês passado de uma autoridade do Departamento de Estado que disse que os Estados Unidos estavam envolvidos em "uma luta com uma civilização realmente diferente" quando se trata da China.

"É estúpido acreditar que a raça e a civilização de alguém são superiores às outras, e é desastroso reformular deliberadamente ou mesmo substituir outras civilizações", disse Xi.

O presidente chinês não ofereceu novas medidas concretas para abrir a China, além de propor um plano de promoção do turismo na Ásia, e mesmo assim ele não deu detalhes.

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Fonte: Reutere/Notícias Agrícolas

Insumos

4. Governo costura nova medida para elevar disputa no crédito

Como parte da estratégia do governo Jair Bolsonaro para ampliar a concorrência no segmento de crédito rural, o Ministério da Economia quer mexer na lei para permitir que bancos privados também operem com taxas de juros subsidiados, um privilégio exclusivo de bancos públicos e cooperativas há quase três décadas no país. Como os subsídios tendem a ser cada vez mais escassos, o plano também prevê a realização de leilões nos quais os bancos disputariam esses subsídios.

Na prática, a Lei 8.427/1992 criou uma vantagem competitiva para o Banco do Brasil, líder histórico em crédito rural, que a atual equipe econômica sinaliza a todo tempo querer pôr um fim, ainda que não imediatamente. É a equalização que permite que o BB pratique em seus financiamentos taxas de juros mais baixas (a média foi de 7,5% ao ano nesta temporada 2018/19) que as de mercado (de 9% a 11% ao ano) sempre que seu custo financeiro para captar recursos é mais elevado que o custo para emprestar ao tomador - um produtor rural, por exemplo.

Nesse caso, o Tesouro cobre a diferença - ou seja, "equaliza" (subsidia) essas operações de crédito rural com um montante que atualmente chega a cerca de R$ 10 bilhões, com recursos públicos, para tornar a operação mais atraente ao tomador. No entanto, o governo não subsidia as taxas de juros de qualquer financiamento no meio rural, e são aqueles baseados em poupança rural, cujo saldo atualmente em torno de R$ 180 bilhões - nas mãos de BB, Bansicredi, Bancoob e BNB - os que mais recebem esse apoio. Como recebe subsídios do Tesouro para equalizar as taxas de juros, a poupança rural, assim definida pela finalidade da aplicação dos recursos, é uma das principais fontes de recursos de crédito rural do país, com menor custo de captação.

É aí que mora a vantagem do BB. O banco é responsável pela captação de cerca de 90% da poupança rural depositada em todo o país, dada a grande capilaridade de sua rede de agências espalhadas pelo interior, que abriga os principais polos do agronegócio e onde a poupança ainda é uma aplicação muito frequente, apesar de render uma remuneração considerada baixa aos poupadores.

A poupança rural responde por 44,4% do "funding" do Banco do Brasil e é a principal fonte de recursos para sua carteira de crédito rural - que soma quase R$ 190 bilhões -, ainda que sua participação, que já foi superior a 50%, esteja diminuindo diante da escalada de outras fontes, como as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) - a fatia das LCA no funding de crédito rural do BB saltou de 15,3%, em março de 2018, para 21,4% em março deste ano.

"A conversa é direta e reta: queremos aumentar a concorrência no crédito rural. Mas vai ser tudo bastante gradual. Ninguém vai virar a mesa, porque tudo o que a gente não quer é provocar um distúrbio na agricultura", afirmou ao Valor o subsecretário de Política Agrícola e Meio Ambiente da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia, Rogério Boueri.

Nesse sentido, a Economia articula com a bancada ruralista a aprovação, ainda neste ano, de um projeto de lei que tramita no Congresso desde 2017, mas que deverá prever, agora, a criação de leilões para que os bancos disputem esses recursos de equalização. Por envolver o Legislativo, porém, não haverá tempo hábil para a implementação da medida já no próximo Plano Safra (2019/20), que entrará em vigor no dia 1º de julho.

Segundo Boueri, melhorar a competitividade dos subsídios que o governo injeta no Plano Safra, onde é estabelecido o pacote de crédito rural do governo, é inclusive uma recomendação cada vez mais frequente da Controladoria-Geral da União (CGU) para a equipe econômica. E, nesse contexto, a ideia é concentrar os recursos de equalização para "quem mais precisa" - médios e pequenos produtores. Daí os leilões.

Com os leilões, a ideia é que as instituições financeiras façam lances para ofertar taxas de juros e, assim, concorram pelos recursos disponíveis pelo governo. Conforme Boueri, o objetivo não é baixar as taxas de juros do financiamentos aos produtores, mas distribuir melhor os recursos públicos, de forma que o Tesouro subsidie mais operações de crédito rural com o mesmo montante. Os leilões poderão ser regionais.

Enquanto os bancos privados veem com bons olhos a medida, o Valor apurou que o Banco do Brasil a encara com reservas, ainda que mesmo assim tenha condições de sair vitorioso nas primeiras disputas, pela experiência nas operações subsidiadas. Uma fonte do BB avalia como "irreversível" o movimento do governo para reduzir a participação da instituição no segmento de crédito rural, mas defende que as mudanças sejam cautelosas. "O mercado vai se regulando, mas somos um banco de mercado e vamos buscar fatias de mercado, assim como nossos concorrentes", analisa a fonte.

Carlos Aguiar, diretor de Agronegócios do Santander, diz que já conversou sobre a ideia dos leilões com o governo e reconhece que essa maior concorrência sempre foi defendida pelas instituições privadas, cada vez mais atentas ao agronegócio. "Vemos como positiva a ideia de abrir os subsídios para os privados, mas, ao mesmo tempo, esse é um mar desconhecido para nós. Não sei se devemos entrar tanto no Pronaf [agricultura familiar]", afirmou ele.

No caso do setor cooperativista, apesar de os bancos Sicoob e Sicredi já poderem receber subsídios, as cooperativas de crédito também serão beneficiadas, já que o Conselho Monetário Nacional (CMN) já autorizou que elas usem recursos da poupança rural a partir do segundo semestre. Márcio Freitas, presidente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), não acredita, porém, em um impacto significativo no volume de crédito agrícola ofertado pelos bancos com os leilões. "A medida é benéfica e ajuda as cooperativas, mas o governo está caminhando mais num rumo de tirar responsabilidade dos bancos públicos", disse.

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Fonte: Valor Econômico

5. Irrigação: CNA defende revisão de norma para descontos em energia elétrica

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defende a revisão da resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que passou a exigir de irrigantes e aquicultores o licenciamento ambiental e a outorga para os descontos na energia previstos na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

Em nota, a entidade destaca preocupação quanto à morosidade tanto na concessão quanto na renovação do licenciamento e da outorga das duas atividades, que levam em média dois e quatro anos, respectivamente, o que pode resultar no cancelamento dos descontos para a irrigação e a aquicultura no horário das 21h às 6h, “trazendo impactos econômicos negativos para os produtores rurais”.

O vice-presidente da CNA e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, que na terça-feira discutiu o assunto com o diretor da Aneel Rodrigo Limp, disse que “há uma dificuldade muito grande com os órgãos ambientais que dão essa licença”. “A demora no licenciamento ambiental irá resultar no cancelamento dos descontos e precisamos de uma alternativa para solucionar essa questão”, relatou Schreiner.

O assessor técnico da Comissão Nacional de Irrigação da CNA, Gustavo Goretti, acrescentou que, além da perda dos descontos, a medida afeta culturas como feijão, tomate e arroz irrigado em regiões onde essas atividades movimentam a economia.

Conforme a entidade, o diretor da Aneel disse que vai analisar a demanda “para buscar a melhor alternativa sem prejudicar o setor produtivo”.

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Fonte: Estadão Conteúdo/Canal Rural

6. Caminhoneiros: linha de crédito será liberada na próxima semana

A partir da semana que vem os caminhoneiros passarão a ter acesso à linha de financiamento de R$ 500 milhões para compra de pneus e manutenção de veículos, conforme promessa feita pelo governo no mês passado para evitar uma nova greve da categoria.

O limite do crédito individual será de R$ 30 mil e poderá ser buscado nos bancos que fazem financiamento indireto para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável pela administração da linha. “Já tivemos reuniões com os bancos esta semana para discutir a operacionalização para garantir o repasse”, informou ontem o presidente do BNDES, Joaquim Levy, em coletiva para divulgar o lucro recorde de R$ 11,1 bilhões no primeiro trimestre.

Levy afirmou que o Ministério da Economia já autorizou os empréstimos e que faltam apenas “pequenos ajustes” para colocar a linha em prática. “Já recebi sinalização do Ministério da Economia, a gente está pronto para isso. A diretoria agora vai finalizar o modelo que já está pré-aprovado. Que liguem as máquinas!”, brincou.

Em maio do ano passado, a parada de dez dias dos caminhoneiros por causa do aumento do diesel tirou 1,2 ponto porcentual do Produto Interno Bruto (PIB), o que poderia enfraquecer ainda mais a previsão do crescimento para este ano, já reduzido por 11 vezes pelo mercado financeiro no relatório Focus, publicado pelo Banco Central. Atualmente, a previsão dos economistas é de alta de 1,45%, ante a previsão do governo de crescimento em torno dos 2,0%.

O executivo explicou que para o BNDES a linha também é positiva, já que o banco é responsável pelo financiamento dos caminhões que serão preservados. “Quero que o ativo que eu emprestei tenha o máximo rendimento e mantenha seu valor por muitos anos. A ideia é dar condições para ter certeza que no momento de desafio do setor, o caminhoneiro vai poder preservar o capital dele”, disse Levy. Para ele, a linha poderá chegar sem a menor dificuldade a R$ 1 bilhão, “vai depender da demanda.”

Resultado

O BNDES divulgou nesta terça-feira, dia 14, um lucro trimestral recorde de R$ 11,1 bilhões, ante R$ 2 bilhões em igual período de 2018, puxado principalmente por venda de ações de empresas como Petrobrás e Fibria. O banco está reduzindo participações societárias que considera maduras, e com isso as operações de vendas de ações tem superado os ganhos com intermediações financeiras, cada vez mais baixas por queda de demanda.

No primeiro trimestre de 2019, a carteira de crédito líquida do BNDES caiu de R$ 497 milhões para R$ 489,7 milhões, refletindo a redução dos financiamentos. Segundo Levy, o banco pretende reduzir cada vez mais sua participação nos créditos direcionados, ou seja, aqueles cujas taxas são determinadas pelo governo, para deixar mais espaço para os créditos livres, que não possuem essas amarras. Entre 2015 e 2019 o crédito do BNDES caiu de 11,3% para 7% do PIB, enquanto as demais instituições, como Caixa e Banco do Brasil, entre outras, registraram queda de 15,2% para 14,5% do PIB.

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Fonte: Estadão Conteúdo/Canal Rural

Proteína Animal

7. Marfrig lucra R$ 4,3 milhões no trimestre e promete gerar caixa

A Marfrig Global Foods, segunda maior agroindústria de carne bovina do mundo, reportou ontem um lucro líquido de R$ 4,3 milhões no primeiro trimestre, o que representa uma expressiva melhora na comparação com o mesmo intervalo do ano passado, quando a companhia teve prejuízo de R$ 202,7 milhões.

O desempenho positivo da Marfrig foi ajudado por um ganho contábil extraordinário de pouco mais de R$ 70 milhões. Na prática, a empresa reportou um "ganho por compra vantajosa" ao adquirir a argentina Quickfood, que era da BRF, por um montante (US$ 54,9 milhões) inferior ao valor contábil dos ativos.

No primeiro trimestre, a alta do dólar impulsionou o faturamento da Marfrig. No período, a receita líquida atingiu R$ 10,1 bilhões, crescimento de 7,6% em relação aos R$ 9,4 bilhões dos três primeiros meses do ano passado.

Operacionalmente, os negócios nos Estados Unidos compensaram o pior desempenho no Brasil. De janeiro a março, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado atingiu R$ 571 milhões, um crescimento de 15,9%. A margem Ebitda ajustada cresceu 0,4 pontos percentuais, para 5,7%.

Nos EUA, onde a Marfrig controla a National Beef - quarto maior frigorífico do país -, o desempenho foi positivo, impulsionado pelo crescimento das exportações e pelos preços mais altos da carne no mercado americano, afirmou ao Valor o vice-presidente de finanças e de relações com investidores, Marco Spada.

Em contrapartida, no Brasil os resultados foram piores, disse o executivo. Devido ao clima mais chuvoso, a qualidade dos pastos melhorou e levou os pecuaristas a segurarem as vendas de gado, argumentou Spada.

Com a arroba do boi gordo mais cara, a rentabilidade das operações da empresa no Brasil foi prejudicada. De fato, o indicador Esalq/B3 para o boi gordo - referência para os preços do animal no país - registrou alta. O preço médio do boi gordo no primeiro trimestre foi de R$ 151,83 por arroba, valorização de 4,3% ante a média do mesmo intervalo do ano passado e de 2,1% em relação ao quarto trimestre de 2018.

Diante desse cenário, o lucro bruto da Marfrig na América do Norte somou US$ 171 milhões (o equivalente a R$ 643,8 milhões), um aumento 18,6% na comparação anual. Por outro lado, o lucro bruto na América do Sul diminuiu em quase 30%, para R$ 279 milhões.

Além do impacto negativo do clima chuvoso, os negócios da Marfrig no Brasil também forem responsáveis pela queima de caixa da empresa no primeiro trimestre. De acordo com Spada, a empresa teve fluxo de caixa negativo de R$ 1,4 bilhão no período. "Mas era esperado", ponderou. O executivo explica que a decisão tomada pela Marfrig em março de aumentar as exportações elevou também a necessidade de capital de giro, o que afetou a geração de caixa. No entanto, isso deve se reverter ao longo deste ano.

A expectativa de Spada é que, graças à demanda da China - o país sofre com um surto de peste suína africana -, as exportações de carne passem a representar perto de 60% do faturamento da operação brasileira. No primeiro trimestre, as vendas ao exterior a partir do Brasil foram responsáveis por cerca de 40% da receita, conforme o executivo.

A aposta da Marfrig na melhora dos resultados no Brasil e do negócio é tamanha que a empresa divulgou metas ('guidances') ambiciosas para o ano. De acordo com Spada, a companhia deve gerar um fluxo de caixa livre entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão em 2019. A projetação é que a receita líquida fique entre R$ 47 bilhões e R$ 49 bilhões neste ano. A margem Ebitda deve encerrar o ano entre 8,7% e 9,5%, bem acima do resultado do primeiro trimestre. "Vamos virar muito", afirmou o executivo.

Com o melhor desempenho esperado, a Marfrig deve encerrar o ano com um índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) inferior às 2,39 vezes do fim de 2018, disse Spada. No fim de março, esse índice subiu para 2,76 vezes devido à queima de caixa.

Notícia na ítnegra

Fonte: Valor Econômico

8. Marfrig anuncia criação de comitê de sustentabilidade

A Marfrig Global Foods anunciou a criação de um comitê de sustentabilidade que funcionará como órgão de assessoramento ao conselho da companhia. O comitê será composto pelo diretor da área, Paulo Pianez Junior, pelo coordenador, Roberto Silva Waack, e pelos conselheiros Daniela Mariuzzo e Alain Emile Henri Martinet. “A criação do comitê vai ao encontro de um dos pilares da companhia que é o respeito ao meio ambiente, ao bem-estar animal e a conservação de recursos”, informou a Marfrig, em nota.

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Fonte: Valor Econômico

9. Nos laboratórios, a carne do futuro está quase no ponto

A proteína do futuro pode não ser de insetos sintéticos, como já foi retratada em obras de ficção científica. De olho em um cenário de escassez de proteína animal na forma como é popular hoje e na mudança de hábitos dos consumidores, grandes grupos do agronegócio estão investindo em alternativas mais palatáveis.

Em mais um passo nessa direção, a Cargill anunciou ontem que fará um aporte na startup israelense Aleph Farms, que desenvolve bifes 3D. A múlti americana faz parte de um grupo de empresas, liderado pela VisVires New Protein, que decidiu financiar o que parecia impossível e, juntas, alocaram US$ 12 milhões na Aleph. O objetivo é que o bife 3D chegue ao mercado comercial em um prazo de três a cinco anos.

Não foi a primeira rodada realizada pela Aleph para atrair investimentos. Fundada em 2017, a empresa já havia levantado US$ 2,25 milhões para suas pesquisas com The Kitchen, Peregrine Ventures, CPT Capital e New Crop Capital.

"A tecnologia pesquisada não é geneticamente modificada e depende de um processo natural que ocorre nas vacas para regenerar e construir tecidos musculares". A descrição poderia ter sido pensada por Steven Spielberg, mas está disponível no site da Aleph Farms. A empresa desenvolveu uma maneira de isolar as células responsáveis por esse processo e cultivá-las fora do animal para formar o mesmo tecido complexo típico dos bifes.

Também não é o primeiro investimento da Cargill em carne de laboratório. Em 2017, a companhia foi uma das primeiras "patrocinadoras" da Memphis Meats, fundada em 2005 e que se tornou uma das líderes no desenvolvimento de carne a partir de células animais. A Tyson Foods, maior produtora de carnes dos Estados Unidos, foi outra gigante que investiu na Memphis, em 2018.

A produção de carne em laboratório responde a uma grande demanda do consumidor, sobretudo em países desenvolvidos: a redução do impacto ambiental da produção de carne e o bem-estar animal. Nos laboratórios, a carne ainda é carne, mas não há animais abatidos nem a emissão de gases de efeito estufa.

"Comer realmente carne sem causar toda a destruição do planeta é o que significa 'carne limpa'", aponta um vídeo institucional da Just Meat Company, que tem sede em San Francisco, nos EUA, e aposta na produção de carne de frango a partir de células coletadas de penas das aves.

As startups defendem que a carne de laboratório também é mais segura do ponto de vista alimentar, já que não apresenta risco de doenças animais e não precisam de antibióticos ou vacinas para ser produzidas.

Com os investimentos crescentes, espera-se abreviar o tempo para a chegada da carne de laboratório no prato do consumidor. Não há nada do gênero nas gôndolas e nem legislação que regule esse mercado.

A realidade mais próxima hoje são as alternativas desenvolvidas a partir de vegetais. Exemplos de startups nessa área não faltam, e já há oferta disponível para consumo. Esse mercado também cresce a reboque de mudanças nos hábitos de consumidores que querem reduzir a ingestão de proteína animal.

A própria Cargill investe nessa área. Nesse sentido, em 2018 anunciou uma joint-venture com Puris, maior produtora de proteína de ervilha na América do Norte.

E há outros movimentos importantes nessa frente. Nesta semana, informou a agência Reuters, a Impossible Foods, que produz hambúrguer sem carne, fez uma rodada com investidores e atraiu cerca de US$ 300 milhões. Apostaram na empresa Bill Gates, cofundador da Microsoft, além de Google, UBS e Temasek.

Na semana passada, a americana Beyond Meat, fabricante de carne à base de vegetais, lançou seus papéis na bolsa de Nasdaq, com um valor de mercado inicial de US$ 1,5 bilhão. O montante já saltou para a casa dos US$ 4 bilhões.

Segundo da Grand View Research, o mercado de produtos que substituem alimentos à base de carne deverá alcançar US$ 5,8 bilhões até 2022, e ninguém quer perder uma fatia desse mercado.

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Fonte: Valor Econômico

Agroenergia

10. Guerra comercial afetou fortemente indústria de etanol dos EUA, diz Conselho de Grãos

A guerra comercial entre Estados Unidos e China está afetando fortemente a indústria norte-americana de etanol, disse nesta quarta-feira Mike Dwyer, economista-chefe do Conselho de Grãos dos EUA, em um evento da Semana do Açúcar de Nova York.

“Sem as proteções tarifárias, provavelmente forneceríamos 90% ou mais de toda a necessidade de importação de etanol da China”, disse Dwyer, em painel com o economista-chefe da Associação de Combustíveis Renováveis, Scott Richman.

O conflito comercial entre os países avançou cerca de um ano após a China anunciar que focaria no lançamento da gasolina E10, que contém 10% de etanol, até 2020, o que deveria alavancar a demanda do país por etanol dos EUA.

“A realidade é que a guerra tarifária nos afetou fortemente. Ela teve um timing horrível”, afirmou Dwyer. “Se essa guerra comercial terminasse amanhã, você veria margens aumentando em 10 centavos de dólar por galão”.

Apesar de medidas domésticas ajudarem, como a prometida expansão de tipos de gasolina com maior quantidade de etanol – E15, por exemplo –, as questões comerciais precisam ser solucionadas para que a indústria prospere.

“As exportações são o futuro da nossa indústria, até mais que o E15”, disse Dwyer.

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Fonte: Reuters/NovaCana

11. Brasil busca autorização da China à cana geneticamente modificada, diz ministra

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, solicitará na quinta-feira que autoridades chinesas deem sinal verde para as exportações ao país asiático de açúcar produzido a partir de cana-de-açúcar geneticamente modificada, variedade que deverá ser amplamente utilizada pelo Brasil nos próximos anos.

Nesta quarta-feira, a ministra disse à Reuters em Pequim, em sua primeira visita à maior compradora de produtos agrícolas do Brasil, que levantará o assunto durante uma visita à Administração Geral de Alfândegas da China na quinta-feira.

O argumento das autoridades brasileiras será de que o açúcar não possui traços de genes modificados depois que a cana é processada, algo semelhante ao que ocorre com o óleo produzido a partir de grãos de soja transgênicos.

“Nós exportamos açúcar e iremos exportar açúcar feito de cana geneticamente modificada. O açúcar, por si só, não é geneticamente modificado, então iremos explicar a respeito do processo científico e mostrar o motivo pelo qual o açúcar não deve ser considerado pela ciência um produto transgênico”, disse Cristina à Reuters, por intermédio de um tradutor.

O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) do Brasil desenvolveu variedade de cana geneticamente modificada que é resistente à broca da cana, o que pode reduzir os custos com pesticidas.

Algumas usinas no maior exportador mundial de açúcar já estão testando a variedade nos campos.

O governo brasileiro aprovou o uso comercial da cana transgênica, e a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, concluiu que o consumo do açúcar feito da variedade é seguro.

“A produção dessas variedades crescerá muito no Brasil, então é algo que precisamos discutir”, disse Tereza Cristina.

A China, em geral, tem sido lenta na aprovação de alimentos geneticamente modificados. No mês passado, uma autoridade do Ministério da Agricultura do Brasil reclamou que as aprovações chinesas levam de cinco a seis anos, ante 240 dias em 2010.

A ministra afirmou que também levantará questão a respeito das 79 unidades de carne brasileiras que buscam aprovação para a exportação de carnes bovina, suína, de frango e outras para a China. Até o momento, apenas dez delas foram inspecionadas por autoridades chinesas de qualidade alimentícia.

“Uma das coisas que discutiremos é se é necessário que visitem todas as unidades, ou se podem selecionar algumas como amostra”, disse Cristina.

Ela acrescentou que o ministério está construindo uma nova relação com a administração alfandegária da China, que apenas recentemente assumiu o papel de aprovar importações, depois de uma alteração promovida pelo governo chinês.

Segundo a ministra, o Brasil é um dos poucos países capazes de abastecer a China com quantidades suficientes de carne quando o país passar por uma ampla queda na produção de suínos, o que deve ocorrer ainda neste ano, devido ao surto de peste suína africana na nação asiática.

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Fonte: Reuters/Nova Cana

12. Usinas da Cofco priorizam etanol com chuvas no Centro-Sul

As chuvas que assolam o Brasil levam usinas na principal região produtora de cana-de-açúcar do país a fabricar ainda mais etanol em detrimento do açúcar, segundo a Cofco International, que controla quatro usinas no país.

O clima úmido tem afetado o teor de sacarose na safra deste ano, fazendo com que as usinas produzam mais etanol, disse Marcelo de Andrade, chefe de soft commodities da trading da Cofco, maior empresa de alimentos da China, em entrevista durante a Semana do Açúcar de Nova York. Além disso, é mais lucrativo produzir etanol do que açúcar, e a demanda pelo combustível está em alta.

“Está chovendo e, portanto, o conteúdo de sacarose não decola”, disse Andrade na terça-feira. “As usinas continuarão maximizando o etanol até que os níveis de sacarose aumentem e, se isso não acontecer, vai haver muito pouco açúcar”.

O teor de sacarose nas usinas da Cofco é de quase 4 quilos a menos por tonelada nesta safra em comparação com o ano anterior, disse Andrade. Os atrasos na colheita por causa das chuvas também colocam em risco as sobras de cana nos campos das usinas da empresa, disse.

“Estamos operando a plena capacidade e já estamos atrasados em relação ao ano passado”, disse. “Todo dia que chove, o final da colheita se estende e, portanto, há mais risco de que a sobra de cana não seja moída”.

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Fonte: Bloomberg/NovaCana

Grãos e Grandes Culturas

13. Espanhola El Ciruelo compra produtora de uvas Labrunier

A espanhola El Ciruelo comprou 100% da Labrunier, empresa líder em produção, venda e exportação de uvas de mesa no Brasil, que pertencia ao Grupo JD. A operação inclui a Bravis, braço comercial da Labrunier, com subsidiárias no país e na Holanda. O preço da aquisição não foi divulgado.

Conforme informações de mercado, transações de compra e venda no setor são avaliadas, mundialmente, de quatro a seis vezes o Ebitda anual, e a margem Ebitda do segmento fica em torno de 15% a 20%.

Com 2.422 hectares, as plantações da Labrunier se localizam no Vale do São Francisco, na Bahia e em Pernambuco. A empresa tem uma das maiores áreas experimentais do mundo para desenvolvimento de variedades de uva. Do total produzido, 60% é vendido no mercado doméstico, e 40% direcionado para exportação.

A Duff & Phelps é assessora financeira da operação, representando a família brasileira que era dona da Labrunier, enquanto a Garrigues assessorou os compradores. A operação está sujeita a aprovações das agências regulatórias do Brasil, da Holanda e da Espanha.

Segundo o diretor-executivo da Duff & Phelps, Alexandre Pierantoni, com a transação, a empresa espanhola terá acesso a “produtos frescos e a colheitas durante o ano todo”.

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Fonte: Valor Econômico

14. Brasil exportará arroz para o México e importará feijão, diz ministra

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, anunciou neste sábado que o Brasil passará a exportar arroz para o México e, em troca, passará a importar feijão mexicano. A informação foi postada no Twitter pela própria ministra, que está viagem oficial a Niigata, no Japão.

Em outro post na rede social, Cristina publicou vídeo ao lado do secretário da Agricultura e Desenvolvimento Rural do México, Victor M. Villalobos. “Quero aqui dizer da felicidade dos nossos produtores de arroz, principalmente do Rio Grande do Sul, que esperavam por essa oportunidade de exportar arroz para o México e nós de receber o feijão mexicano para completar o nosso prato principal do Brasil, que é o arroz com feijão”, disse a ministra no vídeo postado.

Em nota conjunta, os ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores se posicionaram sobre a negociação fechada com o governo mexicano. “A decisão reforça a posição do Brasil como um dos dez principais exportadores mundiais de arroz e representa um passo importante para a diversificação das relações comerciais com o México, país com mais de 120 milhões de habitantes e que importa cerca de 80% do arroz consumido no país”, traz a nota.

De acordo com o Ministério da Agricultura, a viagem da comitiva brasileira ao Japão faz parte de etapa da “Missão Oficial à Ásia”. Cristina participou de almoço com representantes da Argentina, Canadá, México e Estados Unidos, a convite do USDA “Western Hemisphere Agricultural Group”, no âmbito do G-20. A agenda oficial ainda prevê sessão plenária com ministros de agricultura do G-20 e encontros bilaterais com o comissário europeu para Agricultura e Desenvolvimento e com a ministra alemã Julia Klöckner.

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Fonte: Valor Econômico

15. Cotações da soja tendem a seguir em baixo patamar

Apesar de prever queda considerável da produção americana de soja na safra 2019/20, que está em fase inicial de plantio, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) traçou um cenário ainda confortável para a oferta global do grão na próxima temporada, o que tende a manter as cotações internacionais sob pressão. Segundo o órgão, os estoques finais deverão representar 31,8% da demanda mundial, ante 32,6% neste ciclo 2018/19.

De acordo com o USDA, principal referência para os fundamentos que influenciam os preços na bolsa de Chicago, nos EUA a colheita deverá alcançar 112,95 milhões de toneladas em 2019/20, 8,7% menos que em 2018/19. Mesmo que no Brasil, que passará a liderar a produção, o volume previsto de 123 milhões de toneladas (5,1% maior que neste ciclo 2018/19) se confirme, a produção mundial, nas contas do USDA, cairá 1,8%, a 355,66 milhões de toneladas.

A queda da produção americana está ligada às disputas comerciais entre Washington e Pequim, que desde o ano passado limitam as vendas de soja dos EUA à China. O país asiático reagiu à medida anunciada pelo governo de Donald Trump e taxou o grão americano em 25% e tem dado preferência à matéria-prima de outras origens, principalmente do Brasil. O recuo também tem relação com a própria desaceleração do crescimento da economia chinesa e com o surto de peste suína africana que atinge o país asiático e vai reduzir a demanda para a produção de ração.

Conforme o USDA, as importações chinesas de soja deverão se manter no patamar mais baixo em que se encontram. Para 2018/19, a previsão é que alcancem 86 milhões de toneladas, ante 94,1 milhões em 2017/18, e para 2019/20 a estimativa chega a 87 milhões de toneladas - 57,7% das importações mundiais.

Mesmo nesse contexto, as exportações americanas, conforme o USDA, vão aumentar de 48,31 milhões de toneladas, em 2018/19, para 53,07 milhões em 2019/20, em parte graças ao incremento das vendas para outros destinos. Já os embarques do Brasil foram projetados pelo órgão em 75 milhões de toneladas, ante 78,5 milhões no ciclo 2018/19.

Apesar da melhor perspectiva desenhada para os embarques dos EUA, e da promessa de Donald Trump de financiar a compra de volumes expressivos de produtos agrícolas dos produtores americanos caso a China reaja ao novo aumento de tarifas sobre bens chineses imposto por Washington, as cotações da soja voltaram a recuar em Chicago na última sextafeira, o que influenciou também o mercado de milho.

Na bolsa de Nova York, o algodão também não passou incólume, já que a China é grande importadora - e deverá ampliar as compras no exterior para recompor seus estoques. E isso embora o USDA tenha projetado aumento das exportações americanas em 2019/20, mesmo que em ritmo menor. Mas, mais uma vez, é o Brasil que tende a ser beneficiado, para se firmar como o segundo maior exportador da pluma do planeta. Conforme o órgão, os embarques brasileiros chegarão a 1,8 milhão de toneladas, 41,4% mais que em 2018/19.

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Fonte: Valor Econômico

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