Conjuntura do Agronegócio

1. Decisão da AGU regulariza área de Mata Atlântica para a agricultura

Um parecer da Advocacia Geral da União anunciado nesta quinta-feira, 19, pelo presidente Jair Bolsonaro deve beneficiar mais de 220 mil produtores de 10 estados brasileiros. O documento determina a aplicação do novo Código Florestal, permitindo que milhares de propriedades embargadas em regiões de Mata Atlântica possam voltar a produzir.

O parecer da AGU foi anunciado durante reunião realizada no Palácio do Planalto. O documento reconhece que propriedades inseridas na região da Mata Atlântica e que já eram consideradas produtivas até julho de 2018, voltam a ser regularmente autorizadas a seguirem produzindo.

Nos últimos anos, diversas regiões consideradas regulares pelo novo Código Florestal foram embargadas com justificativa que seriam áreas protegidas pela Lei da Mata Atlântica. “Essa medida faz com que 200 mil agricultores do Brasil possam produzir. São áreas que representam 30% da área cultivada de café em Minas Gerais e 85% da área de maçã na região Sul”, disse o presidente Jair Bolsonaro.

O parecer deve atingir 936 municípios em 10 estados brasileiros. De Acordo com o ministro André Luiz Mendonça, da Advocacia Geral da União, os produtores que foram multados nesse tempo, poderão recorrer.

“Os senhores devem produzir e procurar os órgãos que os multaram para reverter essas multas. Além disso, podem ir às instituições financeiras buscar crédito para produzir riquezas para esse país. O nosso pedido é que produzam e preservem, mostrando para o país e para o mundo que se pode produzir com preservação e se pode preservar com produção”, disse.

As multas dadas pelo Ibama passam dos R$ 800 mil e os danos cobrados pelo Ministério Público somam cerca de R$ 17 milhões. “Existe uma percepção da mudança de cultura da burocracia. É um presente de natal para milhares de agricultores para voltar a gerar riqueza”, completou Mendonça.

Apesar da boa notícia, nem tudo está resolvido para os produtores rurais do Sul do Brasil. O Bioma Pampa, típico da região, não foi englobado no parecer da AGU e, de acordo com o senador Luis Carlos Heinze, será preciso ingressar com um novo processo pedindo para que o novo código florestal seja aplicado às propriedades que estão alocadas neste bioma.

“Resolvemos o bioma da Mata Atlântica, mas agora temos que trabalhar essa questão do bioma Pampa, que é uma pendência que temos a resolver”, disse o parlamentar.

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Fonte: Canal Rural

2. No Brasil, verão não deve ter influência de El Niño e La Niña, diz Inmet

O verão no Hemisfério Sul começa no próximo domingo, 22, mais especificamente à 1h19 e termina no dia 20 de março de 2020 às 3h50, no horário de Brasília. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), não deverá haver influência do fenômeno El Niño ou La Niña no período, o que indica que as chuvas ficarão dentro da normalidade no período.

Segundo análise do Inmet, as condições da temperatura da superfície do mar no Oceano Pacífico Equatorial estão dentro das suas características normais, sem significativos desvios em relação à média, indicando que a área do fenômeno El Niño está em sua fase neutra, portanto sem atuação de El Niño ou La Niña. Os modelos de previsão indicam probabilidade elevada de que a condição de neutralidade se mantenha ao longo de todo o verão.

Vale ressaltar que o verão é especialmente importante para atividades do agronegócio, para geração de energia, por meio das hidrelétricas, e para a reposição hídrica e manutenção dos reservatórios de abastecimento de água em níveis satisfatórios.

A estação é caracterizada pela elevação da temperatura em todo país, em função da posição relativa do sol mais ao sul, tornando os dias mais longos que as noites e com mudanças rápidas nas condições de tempo, ou seja: chuvas fortes; queda de granizo; ventos com intensidade variando de moderada à forte e descargas elétricas, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.

Com a neutralidade do Pacífico Equatorial, outras regiões oceânicas devem assumir o protagonismo na influência sobre o regime de chuvas durante os primeiros meses de 2020 no Brasil, como a temperatura na superfície do oceano Atlântico Sudoeste junto à costa do Rio Grande do Sul, Uruguai e norte da Argentina, e o Atlântico Subtropical, próximo à costa do Nordeste brasileiro.

Norte

Na Região Norte, a previsão climática para o trimestre indica um predomínio de áreas com probabilidade de chuvas dentro da faixa normal ou abaixo. No Nordeste, haverá o predomínio de áreas com maior probabilidade de chuvas acima da média nos estados da Bahia, Alagoas e Pernambuco, assim como no sul dos estados do Maranhão e do Piauí. Nas demais áreas, há um risco das chuvas ficarem abaixo da média do período.

Nordeste

A previsão para o verão indica o predomínio de áreas com maior probabilidade de chuvas acima da média nos estados da Bahia, Alagoas e Pernambuco, assim como no sul dos estados do Maranhão e do Piauí. Nas demais áreas, há um risco das chuvas ficarem abaixo da média do período. As temperaturas serão predominantemente elevadas na região, porém, nas localidades onde há a probabilidades de chuvas acima da média, os termômetros devem registrar temperaturas levemente inferiores à média.

Centro-Oeste

A previsão para o verão indica maior probabilidade de que o acumulado de chuvas seja dentro da faixa normal ou acima em grande parte da Região Centro-Oeste, exceto no centro-sul do Mato Grosso, sul de Goiás e parte do Mato Grosso do Sul, onde há probabilidade de chuvas inferiores à média. Já para as temperaturas, as previsões indicam que as mesmas devem ultrapassar a média ao longo da estação.

Sudeste

Para o Sudeste, a previsão para os próximos três meses é de chuvas variando dentro da faixa normal ou acima em grande parte de Minas Gerais e no centro-norte do Espírito Santo. Nas demais áreas, as probabilidades indicam o risco de chuvas abaixo da média.

Região Sul

A previsão indica maior probabilidade de chuvas dentro da faixa normal ou acima em praticamente toda a região, principalmente no Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina.

As temperaturas devem ser predominantemente elevadas, porém dentro das características típicas do verão na região.

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Fonte: Canal Rural

3. China anuncia que isentará tarifas adicionais sobre mais produtos dos EUA

A China informou nesta quinta-feira, 19, que irá suspender tarifas sobre alguns produtos dos Estados Unidos como prometido durante a primeira fase de negociações. De acordo com notícia divulgada pela Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado em comunicado. este é o segundo conjunto de mercadorias dos EUA a ser excluído da primeira rodada de contramedidas tarifárias da China contra as medidas do país norte-americano.

A lista dos produtos ainda não foi divulgada, mas segundo o governo, as isenções serão válidas de 26 de dezembro de 2019 a 25 de dezembro de 2020, afirmou o comunicado. As tarifas que já foram cobradas não serão reembolsadas, afirmou.

Os demais produtos dos EUA sujeitos à primeira rodada de tarifas adicionais da China não serão excluídos por enquanto. O governo informou ainda que a comissão continuará a trabalhar no processo de isenção e divulgará as listas de isenção de mercadorias dos EUA sujeitas à segunda rodada de tarifas adicionais em devido tempo.

Nesta quarta-feira, 18, a China divulgou que pode retomar compras de etanol dos EUA, como parte de como a China aumentaria as importações dos Estados Unidos em até US$ 200 bilhões nos próximos dois anos, a fim de cumprir seus compromissos no âmbito do acordo comercial da primeira fase anunciado na semana passada.

Esse acordo, ainda a ser assinado oficialmente, inclui a compra de US$ 40 bilhões a US$ 50 bilhões por ano em commodities agrícolas, um nível que alguns analistas duvidam que seja viável.

Para ajudar a atingir esse número, Pequim planeja reiniciar as compras de etanol, aumentando ou renunciando as tarifas da guerra comercial sobre o combustível, disseram pessoas familiarizadas com o assunto, que pediram para não serem identificadas.

A importação de etanol à base de milho dos EUA ajudaria a China a compensar a desaceleração da produção doméstica e alcançar a meta de expandir a mistura do combustível mais limpo na gasolina no maior mercado de automóveis do mundo.

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Fonte: Canal Rural

Insumos

4. Agência americana autoriza uso de dez agrotóxicos no cultivo de cânhamo

A agência de proteção ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) aprovou o uso de dez novos agrotóxicos na agricultura americana e incluiu pela primeira vez o cânhamo (hemp, em inglês) na lista de cultivos que podem receber aplicações.

O cânhamo pertence ao gênero Cannabis, mas, diferentemente da maconha, tem baixo teor de tetrahidrocanabinol (THC) e pode ser usado em medicamentos, cosméticos, alimentos e como fibra vegetal.

Dos novos agrotóxicos aprovados, nove são compostos biológicos e um é convencional. Além do cânhamo, os produtos também poderão ser utilizados em culturas como milho, sorgo e cana-de-açúcar, segundo o administrador da EPA, Andrew Wheeler.

A aprovação para o cânhamo foi possível graças à última Farm Bill, de 2018, que retirou o produto da lista de substâncias controladas passou a incluí-lo na lista de culturas agrícolas que pode receber apoio do governo.

Em outubro deste ano, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) publicou uma regra permitindo o cultivo de cânhamo no país de acordo com planos estaduais aprovados em âmbito federal e estabelecendo um plano federal para aqueles Estados que ainda não tinham seus planos estaduais. Com isso, o cultivo de cânhamo passou a ser elegível para diversos programas de apoio do USDA.

A primeira safra de cânhamo nos Estados Unidos com apoio do governo ocorrerá no ano que vem. Com a medida da EPA, os agricultores poderão antecipar as compras de insumos para realizar o cultivo. Em nota, o secretário do USDA, Sonny Perdue, disse que o governo está apoiando “os esforços dos agricultores americanos para cultivar cânhamo a tempo da primeira temporada de cultivo”.

Um dos Estados onde os agricultores se preparam para o cultivo de cânhamo com apoio estatal é em Kentucky, onde há produtores que já tinham licença estadual para produzir. De acordo com dados oficiais do Estado, quase mil produtores rurais do Estado cultivaram cânhamo em 2019.

“Os produtores de cânhamo em todo o país estão olhando para nossa experiência em Kentucky com essa cultura emocionante, e eu estou comprometido a ajudar nossos produtores, processadores e fabricantes para aproveitar todas as vantagens do potencial do cânhamo”, declarou o senador republicano de Kentucky Mitch McConnell, em nota.

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Fonte: Valor Econômico

5. Com estoques elevados, Mosaic corta produção de fosfato

A gigante americana Mosaic, uma das maiores empresas de fertilizantes do mundo, com forte presença no Brasil, continua sofrendo com o excesso de estoques. A companhia anunciou hoje que vai cortar em mais 150 mil toneladas sua produção mensal de fosfato nos Estados Unidos. Em setembro, a companhia já havia anunciado uma redução de 500 mil toneladas na produção em 2019 por causa dofechamento de uma unidade nos EUA.

Em seu último balanço trimestral a Mosaic estimou que venderia entre 8,3 milhões e 8,5 milhões de toneladas de fosfato neste ano. A empresa é a maior produtora de fertilizantes fosfatados do mundo. De acordo com a Mosaic, a redução será mantida até que a relação entre oferta e demanda se regularize. Em nota, o CEO da Mosaic, Joc O’Rourke, disse que um decepcionante nível de aplicação de fertilizantes na última safra dos EUA aumentou os estoques e desvalorizou as cotações.

Além das medidas adotadas na área de fosfatos, a Mosaic manteve a redução da produção de potássio no Canadá, que já havia sido anunciada.

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Fonte: Valor Econômico

6. Mais um ano de crescimento da venda de adubos

Em linha com uma tendência de aumento que parece não ter fim, as vendas de fertilizantes voltarão a crescer no Brasil em 2019, impulsionadas pelo avanço do plantio de soja, milho e algodão. Conforme analistas e empresas do ramo, a alta em relação ao ano passado, quando a demanda alcançou 35,5 milhões de toneladas, deverá ficar entre 2% e 5%, o que poderá levar o volume total a superar 37 milhões de toneladas.

Segundo os dados mais recentes divulgados pela Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda), de janeiro a julho as entregas das misturadoras (fabricantes dos produtos finais) às revendas espalhadas pelo país somaram 17,7 milhões de toneladas, 5,3% mais que no mesmo período do ano passado. Estimativas indicam, contudo, uma leve desaceleração das vendas nos últimos meses.

“Parte do aumento expressivo apontado pela Anda no primeiro semestre, quando as entregas cresceram 7%, refletiu uma recuperação de mercado após o caos logístico provocado pela greve dos caminhoneiros em maio do ano passado. Mas, no ano, o crescimento deverá ficar em 2%”, disse Priscila Richetti, gerente sênior de inteligência de mercado e operação de suprimentos da subsidiária da norueguesa Yara no Brasil - a empresa lidera as vendas no país, com participação de 25%.

Eduardo Monteiro, diretor de distribuição da filial da americana Mosaic, outra gigante global do ramo, com fatia de 20% no mercado brasileiro, também aposta em 2%. “A boa rentabilidade dos produtores incentiva o maior uso da tecnologia nas lavouras”, afirmou ele.

Enquanto Marcelo Mello, analista da consultoria INTL FCStone, argumentou que o cenário positivo para o milho pode ter aberto espaço para um aumento de investimentos em adubos e impulsionado a taxa de crescimento anual para entre 3% a 5%, “o que é bastante”. “O plantio de milho safrinha foi feito na janela ideal e os preços ficaram atrativos”, disse.

De acordo com a Conab, a colheita da safrinha se recuperou em relação à quebra do ano passado, avançou 37% e atingiu o recorde de 73,8 milhões de toneladas.

Outra cultura com expansão no ano, e que colaborou para puxar as entregas de fertilizantes, foi o algodão, conforme observou o analista Matheus Almeida, do Rabobank, que projeta crescimento das vendas de adubos como um todo no país em 2019 da ordem de 2% a 3,5%. Na safra 2018/19, a produção da pluma foi calculada pela Conab em 2,7 milhões de toneladas, 35,9% mais que no ciclo anterior. Ele destacou, ainda, que as compras para o plantio de soja nesta safra 2019/20 também ganharam ritmo a partir de maio, quando a relação de troca do grão por fertilizantes melhorou.

Na última semana de agosto, pouco antes do início da semeadura da safra 2019/20, o produtor precisava de 15,61 sacas de 60 quilos de soja para comprar uma tonelada de fosfato monoamônico (MAP), 23% menos que no mesmo período de 2018. Em dólar, nos portos brasileiros, o preço do MAP recuou 37% em outubro ante o mesmo mês de 2018 e atingiu seu piso em 13 anos. A ureia, carro-chefe dos nitrogenados, caiu 30%, ao passo que o cloreto de potássio recuou 20% - ambos tangenciando mínimas de dois anos.

Embora não tenha contribuído para essa queda de preços, já que registrou forte aumento das vendas até setembro, o Brasil, quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo, se beneficiou dela. “Foi um ano especial para os fertilizantes, com quedas atípicas de preços”, disse Mello. Elas são explicadas pela redução no consumo em países como China, Índia e EUA, que lideram, nesta ordem a demanda global.

Nos EUA, segundo Mello, a frustração se deu em dois momentos marcados por excesso de chuvas - na colheita do ciclo 2018/19 e no plantio da temporada 2019/20 - o que abarrotou os estoques americanos. Na China, pesou sobre a demanda a política do governo de promover “crescimento zero” no uso de fertilizantes minerais. Já na Índia, Priscila Richetti, da Yara, esclareceu que a demanda esperada nos leilões estatais ficou aquém do esperado.

Mas a queda de preços, desencadeada no exterior, deve ser sentida no bolso do produtor brasileiro somente no ano que vem. Almeida, do Rabobank, estima que as despesas com fertilizantes na safra 2019/20 tenham aumentado 15% para quem produz soja, cultura que lidera a demanda nacional e cujo plantio está em alta, e 10% para os produtores de milho. Assim, elas passarão a representar 32% e 31%, respectivamente, dos custos totais “dentro da porteira”. Já em 2020/21, disse o analista, poderá haver uma redução de até 15% no caso das duas culturas.

Para o ano que vem, Mello, da INTL FCStone, espera uma recuperação dos preços dos fosfatados e dos nitrogenados, que poderá gerar altas de 10% em um mês”. “De olho nisso, muitos produtores estão discutindo fechar suas aquisições para a safra de verão de 2020/21”, disse. O movimento também é percebido pela Mosaic. “Para as entregas de 2020, estamos vendo um grande estímulo de compras antecipadas.

Produtores capitalizados estão aproveitando o bom momento da relação de troca e garantindo margem na soja que será semeada em setembro do ano que vem”, afirmou Eduardo Monteiro.

No caso do potássio, a pressão deverá continuar até que a China negocie seus contratos anuais, que funcionam como uma referência para o mercado. Para a consultoria Stifel, o recuo de estoques no país poderá acelerar as negociações.

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Fonte: Valor Econômico

Proteína Animal

7. Moody’s mantém rating da BRF

A agência de classificação de risco Moody’s manteve o rating da BRF em “Ba2” e alterou a perspectiva para a nota de crédito da empresa de alimentos de “negativa” para “estável.

De acordo com a Moody’s, a evolução na perspectiva para o rating da BRF reflete a reestruturação feita pela companhia nos últimos trimestre, com venda de ativos para reduzir as dívidas e reorganização operacional.

A agência também citou a epidemia de peste suína africana na China. A doença impulsionou os preços internacionais das carnes e ajudou a BRF a gerar fluxo de caixa livre em 2019, movimento que deve se estender no ano que vem.

“A companhia está em um claro caminho de recuperação, o que esperamos que continue ao longo de 2020, refletindo as medidas de reestruturação já implementadas e a melhora do mercado doméstico no Brasil”, avaliou a Moody’s.

A expectativa da agência de classificação de risco é que o negócio halal (voltado aos mercados muçulmanos), que responde por 20% das vendas da BRF, continue registrando “margens saudáveis”, sustentadas por um melhor mix de vendas e menores custos.

Do lado negativo, a Moody’s enfatizou a menor diversificação geográfica do parque fabril da BRF — muito dependente do Brasil — e a concentração das vendas em carne de frango. A companhia não produz carne bovina.

Além disso, a agência argumentou que a BRF está muito exposta ao câmbio e aos preços dos grãos. Atualmente, 45% da vendas da BRF são geradas no exterior e 58% das dívidas estão denominadas em moeda estrangeira.

Para que o rating da BRF seja elevado pela Moody’s, a empresa precisa manter o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) abaixo de 3 vezes de forma sustentável.

Notícia na ítnegra

Fonte: Valor Econômico

8. Fortuna de criador de porcos na China é a que mais cresce no mundo

Na China, a crise da carne suína preocupa consumidores e levou a inflação ao maior nível em anos no mês passado. Mas ela também está por trás de alguns sucessos. Qin Yinglin é o maior deles.

O patrimônio líquido do presidente do conselho da Muyuan Foodstuff mais que quadruplicou este ano para US$ 8,6 bilhões e a fortuna dele é a que mais cresce no Bloomberg Billionaires Index, um ranking das 500 pessoas mais ricas do planeta.

De acordo com dados do Ministério do Comércio da China, os preços da carne suína no atacado mais que dobraram em 2019 e estão por trás da maior taxa anual de inflação ao consumidor em sete anos. A epidemia de peste suína africana levou à morte de milhões de porcos.

Já o lucro da Muyuan aumentou 260% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2018, impulsionado pelo encarecimento da carne suína. A empresa e outros grandes produtores provavelmente ampliaram sua participação de mercado, enquanto companhias menores não resistiram aos prejuízos, segundo a Fitch Ratings.

“Algumas empresas estão em grandes dificuldades porque não conseguem reproduzir seu rebanho suíno”, explicou Li Chen, analista da Fitch. “Mas algumas estão tendo grande lucratividade.”

Reis da carne de porco

Qin não é o único a lucrar com a crise. Também se destacam a WH Group, maior produtora mundial de carne suína, listada em Hong Kong, e a New Hope Group, que cria porcos e produz ração animal. O presidente do conselho da New Hope, Liu Yonghao, agora tem um patrimônio líquido de US$ 11 bilhões, quase duas vezes mais do que ele tinha no final de 2018.

A maior parte da fortuna de Qin vem de uma participação de 60% na Muyuan. Ele detém as ações diretamente e com sua esposa por meio da Muyuan Industrial Group, segundo o relatório de resultados referentes ao terceiro trimestre.

Nascido na província de Henan em 1965, Qin se formou em criação animal pela Universidade Agrícola de Henan, de acordo com o website da empresa dele. Após a graduação, ele foi trabalhar em um empreendimento estatal, mas saiu três anos depois para abrir um negócio de criação de porcos em sua cidade natal, Nanyang.

Ele começou com apenas 22 porcos e hoje sua empresa abate cerca de 5 milhões de animais por ano.

A companhia desinfeta caminhões, esteriliza ração com calor e filtra o ar nas fazendas para evitar a propagação da peste suína africana, afirmou Qin ao jornal "South China Morning Post" em entrevista publicada em março.

Não há vacina aprovada contra a doença, que pode ser fatal para porcos, mas não afeta a saúde humana.

“A peste suína traz benefícios e danos”, disse Qin na entrevista. “Precisamos enfrentar esse furacão violento e torná-lo uma excelente oportunidade para o nosso desenvolvimento.”

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Fonte: Valor Econômico

9. Bolsonaro quer criação de gado em terra indígena para derrubar preço da carne

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse nesta quinta-feira, 19, que a criação de gado em terra indígena pode ajudar a derrubar o preço da carne. "Temos de criar mais boi aqui para diminuir o preço da carne. Eles podem criar boi", comentou o presidente, dirigindo-se a indígenas que o acompanhavam em frente ao Palácio da Alvorada.

Bolsonaro afirmou que deve enviar um único projeto ao Congresso para regulamentar exploração comercial de gado, agricultura e minério em terras indígenas. O presidente chamou a proposta de "lei áurea para o índio", em alusão à lei que terminou com a escravidão em 1888. "Quero dar independência para eles. Se eles querem pegar a terra, arrendar para alguém plantar soja, milho, faça isso. Respeitando a legislação", declarou Bolsonaro.

Bolsonaro disse que o projeto está pronto e o governo estuda o melhor momento para entregá-lo ao Congresso. O presidente afirmou que já viu líderes na Câmara contra a proposta. "Contra por quê? Vão continuar explorando terra deles (dos indígenas). Extração de maneira ilegal, extração mineral ilegal, (como) vem acontecendo", comentou Bolsonaro.

O presidente afirmou que há interesse estrangeiro em demarcar terras indígenas e torná-las "independentes" para explorar o território. "A ideia não é protegê-los. É pegar o que eles têm de bom lá, ou a gente acha que o estrangeiro está preocupado com o futuro dela e dele? Não tá preocupado", disse.

Bolsonaro também insinuou que o governo já deixou propositalmente de atender índios doentes. "Já tivemos problema no pelotão de fronteira do Exército. Chega o índio picado de cobra (lá). Não deixava ser atendido e o índio morria. Não queriam que os outros índios vissem que nós poderíamos curar alguém picado de cobra. Qual era a intenção disso?

Deixar as terras virgens, intactas, para serem exploradas no futuro por outros povos", disse o presidente.

Comissão aprova PEC

Em agosto, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou parecer pela admissibilidade de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê atividades agropecuárias e florestais em terras indígenas. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), porém, não instalou comissão especial para discutir a proposta, passo seguinte necessário para a tramitação do texto.

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Fonte: Estadão Conteúdo/Revista Globo Rural

Agroenergia

10. Usinas poderão emitir pré-CBios a partir de 24 de dezembro; comercialização em bolsa ainda não está definida

Na última sexta feira (13), no Rio de Janeiro, o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) se reuniram com os produtores de biocombustíveis para apresentar o produto mínimo viável (MPV) da Plataforma CBio.

Participaram da reunião Aurélio Amaral, diretor da ANP; Daniel Antonelli, gerente do departamento de novos negócios do Serpro; Danielle Ornellas, especialista em regulação da ANP; Carlos Orlando Enrique da Silva, superintendente da ANP, e Leonardo Aquino, analista do Serpro.

A plataforma foi desenvolvida pelo Serpro como parte das medidas que concluem a atuação da agência na definição da estrutura do RenovaBio. É por ela que será possível emitir o lastro dos créditos de descarbonização (CBios) e integrar as informações que serão passadas às usinas, aos bancos – que atuam na escrituração dos títulos – e à ANP, todos com diferentes níveis de acesso.

Atualmente, o mecanismo só garante que os produtores certificados cadastrem as notas dos biocombustíveis vendidos e tenham um saldo chamado “pré-CBio”, uma vez que a parte de escrituração e a subsequente comercialização em bolsa ainda não foram definidas e divulgadas. A lista oficial de escrituradores tampouco está definida pelos agentes públicos.

O que se sabe até então é que três bancos já estão em conversa com o Ministério de Minas e Energia (MME): Santander, Itaú e Citibank, conforme o coordenador de biocombustíveis do órgão, Paulo Costa. Durante a reunião, os profissionais do Serpro reafirmaram que a definição dos escrituradores é de responsabilidade do MME e ainda não há definições.

Com a plataforma homologada, os produtores terão direito de acumular pré-CBios a partir do dia 24 de dezembro, conforme versa a lei, porém a data de início da venda dos créditos ainda não está definida. Fontes consultadas pelo novaCana indicam estimativas como “até abril” ou ainda mais amplas, como “no primeiro semestre de 2020”.

Na reunião, Ornellas explicou que a equipe teve “pouco tempo viável para fazer o sistema” e completou: “elegemos o produto mínimo viável que fosse bom para ser usado logo de largada. Isso garante que quem está certificado possa entrar com a solicitação em 24 de dezembro e já consiga visualizar o saldo de pré-CBio. As próximas fases estão sendo desenvolvidas com o Serpro, já estamos nos reunindo com os escrituradores, com o Paulo Costa, do MME, e com a B3 para levantar as necessidades”.

Porém, Evandro Gussi, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), comentou sobre o programa de forma diferente durante a coletiva de imprensa da entidade no último dia 17.

“A regulação está totalmente pronta. A partir de 24 de dezembro, as usinas certificadas podem, a partir da nota, emitir CBios. O Serpro e a ANP já apresentaram a plataforma, a agência analisará se a nota é válida, calculará os CBios e a usina procurará um escriturador. A B3 já está avançando e vai entregar o fundo de liquidação dessas operações no tempo adequado”, disse o presidente.

Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da Unica, complementou dizendo que “a partir de janeiro, as empresas já terão direito de emitir CBios” e expressou que, até dezembro de 2020, o mercado irá ofertar a quantidade de créditos necessária para cumprir a meta. “Quem não acreditava [no cumprimento da meta], pode acreditar”, completa.

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Fonte: NovaCana

11. Novo mandato de combustíveis renováveis nos EUA frustra expectativas

O novo mandato de combustíveis renováveis dos Estados Unidos para 2020 desapontou tanto a indústria de etanol americana como a brasileira. Embora a Agência de Proteção Ambiental (EPA) tenha mantido o mandato para os biocombustíveis convencionais (como o etanol de milho americano) e aumentado o mandato para os biocombustíveis renováveis (como o etanol de cana), manteve brechas para o não cumprimento das misturas por parte das refinarias e continuou a prever um volume menor de compras do produto brasileiro.

O mandato para os combustíveis renováveis em geral, que inclui todos os tipos de biocombustível, foi elevado dos 20,04 bilhões de galões (75,9 bilhões de litros) propostos inicialmente, em julho, para 20,09 bilhões de galões (76,0 bilhões de litros) - acima dos 19,92 bilhões (75,4 bilhões de litros) deste ano.

Todo o aumento, porém, foi alocado apenas no mandato de biocombustíveis avançados (que economizam mais de 50% em emissões de gases-estufa em relação aos fósseis), que ficou em 5,09 bilhões de galões (19,3 bilhões de litros). Já o mandato para os biocombustíveis convencionais (que economizam no mínimo 20% em emissões) seguiu em 15 bilhões de galões (56,8 bilhões de litros).

Porém, a EPA continuou a estimar uma redução das importações de etanol brasileiro (que se enquadra como biocombustível avançado) ante 2019. Embora essa estimativa não seja uma determinação de cumprimento obrigatório, serve de baliza para o mercado e direciona investimentos, explica Letícia Phillips, representante da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) nos EUA. A projeção para 2020 é que os EUA importarão 300 milhões de litros de etanol de cana brasileiro, 40 milhões a mais que o projetado na proposta inicial, mas aquém dos 541 milhões que devem ser importados este ano.

Apesar de a EPA ter aumentado o mandato para os biocombustíveis avançados, categoria em que o etanol de cana se enquadra, biodiesel e biocombustíveis celulósicos, também considerados avançados, foram os beneficiados, já que seus mandatos foram elevados ante os deste ano para 9,2 bilhões e 2,2 bilhões de litros, respectivamente.

Outro ponto que gerou frustração foi a brecha deixada para o não cumprimento desses mandatos - como já tem ocorrido, desvalorizando os “créditos” (RINs) comprados pelas refinarias dos EUA.

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Fonte: Valor Econômico

12. Conab eleva estimativa para a produção de cana na safra 2019/20

A produção de cana-de-açúcar deverá alcançar 642,7 milhões de toneladas no Brasil nesta safra 2019/20, segundo estimativa divulgada hoje pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume previsto é 20,4 milhões de toneladas maior que o estimado em agosto pela estatal e, se confirmado, representará um aumento de 3,1% em relação ao ciclo 2018/19.

A área de colheita foi ampliada em 100 mil hectares e passou a ser calculada em 8,48 milhões de hectares, em queda de 1,3% ante a temporada passada. Mas o cenário para a produtividade média das lavouras melhorou, de 74,22 mil para 75,78 mil quilos por hectare, 4,9% acima do resultado da safra passada.

Segundo a Conab, no Centro-Sul, principal região produtora do país, a produção deverá chegar a 589,05 milhões de toneladas, com aumentos de 3% em relação à previsão anterior e de 2,9% na comparação com 2018/19. No Centro-Sul há uma redução de área de 1,6%, de acordo com a estatal, para 7,58 milhões de hectares.

Na média nacional, a previsão da Conab para o açúcar total recuperável (ATR) desta safra foi elevado e alterou a percepção sinalizada no relatório de agosto. A estimativa divulgada hoje é que o ATR atinja 193,4 quilos por tonelada, ante os 137,2 do relatório anterior e 0,7% acima da média de 2018/19.

Segundo a Conab, na safra 2019/20 35,3% da cana processada será destinada à produção de açúcar, praticamente o mesmo percentual de 2018/19 (35,5%) e abaixo do previsto em agosto (39,1%). Com isso, a produção brasileira de açúcar deverá somar 30,15 milhões de toneladas, 5,2% menos que o indicado na estimativa anterior mas volume 3,8% superior ao da temporada passada.

Já a produção total de etanol de cana deverá crescer 4,6% entre os ciclos e somar 33,84 bilhões de litros. No relatório anterior, a previsão para 2019/20 era de 30,28 bilhões de litros. A oferta de etanol anidro deverá subir 9,6%, para 10,22 bilhões de litros, enquanto a de hidratado tende a ficar em 23,62 bilhões de litros, com alta de 2,6%.

Ainda conforme a Conab, a produção de etanol de milho deverá ficar em 1,69 bilhão de litros em 2019/20, com expressivo aumento de 114% em relação ao volume de 2018/19. Em agosto, a estatal previa 1,35 bilhão de litros.

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Fonte: Valor Econômico

Grãos e Grandes Culturas

13. Fazenda Futuro vai atravessar fronteiras

Aqui, no futuro, não adianta falar em desenvolvimento sustentável matando boi e usando mais recursos naturais”. Foi assim, em tom provocativo, que a Fazenda Futuro transmitiu, em agosto, as boas-vindas à gigante Marfrig, que acabara de se tornar concorrente no negócio de hambúrguer feito de planta.

Em longo anúncio publicado nos grandes jornais, a foodtech liderada pelo carioca Marcos Leta dava estocadas na ambição da rival brasileira de ser a maior do planeta na fabricação de hambúrgueres. “O mundo não pertence só aos gigantes, mas aos transformadores”, dizia o texto.

Ironicamente, a rede comercial que dá vazão às exportações brasileiras de carne sustentará a projeto da Fazenda Futuro de se estabelecer globalmente. Se o plano desenhado por Leta prosperar, o Brasil passará a ser conhecido como um grande fornecedor de proteínas vegetais que imitam a carne.

“Qual foi a sorte? Como nascemos no Brasil e não na Tailândia, os grandes compradores de carne do mundo inteiro estão aqui”, afirmou Leta, em entrevista concedida ao Valor em um espaço compartilhado mantido pela Fazenda Futuro na capital paulista.

Com seu hambúrguer à base de plantas desde maio em lanchonetes e varejistas- o Futuro Burger é campeão de vendas no Pão de Açúcar -, a foodtech atraiu a atenção de importadores que experimentaram o produto, abrindo o canal que viabilizou a entrada da novata brasileira no mercado da Europa.

Nesta semana, a Fazenda Futuro fez a primeira entrega do produto na Holanda. Na sequência, virão Inglaterra e Alemanha. A ideia é que, em dois anos, as exportações à Europa rendam € 40 milhões (o equivalente a R$ 180 milhões). Leta guarda o faturamento no Brasil a sete chaves, mas estima-se que a foodtech faça atualmente 60 toneladas de hambúrguer por mês. Tomando como base o preço do produto nas gôndolas - R$ 17,99 por uma caixa com dois hambúrgueres de 115 gramas -, o faturamento anual da Fazenda Futuro poderia se aproximar de R$ 50 milhões.

Para sustentar os planos de expansão, a Fazenda Futuro recebeu em julho um aporte de capital de US$ 8,5 milhões. O investimento, liderado pela gestora brasileira de venture capital Monashees, avaliou a companhia em US$ 100 milhões. O controle da foodtech permanece com Leta e o seu parceiro Alfredo Strechinsky - juntos, os dois criaram a sucos Do Bem, que foi vendida em abril de 2016 para a Ambev.

Os recursos viabilizarão a ampliação da capacidade da fábrica de Volta Redonda (RJ), de 113 toneladas para 550 toneladas mensais - a produção efetiva só vai se aproximar da plena capacidade ao longo de 2020. “O plano é chegar a 1,5 mil toneladas por mês”, afirmou Leta, sem especificar prazos.

Para atingir esse plano, o mercado externo não será suficiente. É preciso ampliar a presença no mercado doméstico, que movimenta R$ 20 bilhões anuais em hambúrguer. Pelas projeções da Futuro, o produto vegetal terá mercado potencial de R$ 1,2 bilhão em 2023.

Mas aumentar a fatia nessa frente está longe de ser trivial. No Brasil, o mercado de proteínas vegetais é um jogo cada vez mais renhido. Além da Marfrig, que concentra a atuação no food service - a empresa fornece ao Burger King -, a Seara lançou recentemente uma ampla linha de produtos vegetais, com quibe, empanados “sabor frango” e hambúrguer, é claro. A BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, também prepara a entrada no mercado de proteínas vegetais.

A concorrência dos frigoríficos, que faturam dezenas de bilhões e têm bala na agulha para investir, não assusta o fundador da Fazenda Futuro. Na avaliação dele, o consumidor de carnes à base de plantas não deve aceitar a presença dos frigoríficos tão facilmente. Na visão dele, não é apenas um mercado.

“O propósito do plant based surgiu para combater um sistema de produção de carne que você desmata, gasta muito recurso e tem sacrifício animal. Quem empurra esse segmento são os jovens, de 18 a 34 anos, e essa galera compra a experiência inteira. Não quer financiar um frigorífico porque no final do dia vai continuar matando boi”, argumentou.

De espírito combativo quando o assunto é a indústria tradicional, o empresário tergiversa quando perguntado sobre a possibilidade de vender a Fazenda Futuro para um gigante da carne. “Diria que é muito mais um projeto de vida do que um projeto de construção de uma marca”, disse, ressaltando sua crença de que o Brasil pode se tornar um “player global de plant based”.

Quando o futuro chegar, acredita o empreendedor, não só produtos mais simples como hambúrguer e almôndega serão feitos a partir vegetais como ervilha, soja e grão de bico. “Vai ter tecnologia para chegar em um pedaço de carne, um bife”, projetou Leta.

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Fonte: Valor Econômico

14. Taxa sobre exportação de grãos na Argentina deverá gerar arrecadação adicional de US$ 750 milhões

O aumento das alíquotas dos impostos sobre as exportações de produtos agrícolas na Argentina deverá gerar uma arrecadação adicional ao fisco do país de US$ 750 milhões, segundo estudo elaborado pela Bolsa de Rosário que leva em conta a produção já negociada e o que ainda poderá ser exportado nesta safra 2019/20. Dessa forma, os seis principais grãos comercializados pelo país renderiam ao governo argentino US$ 5,27 bilhões em impostos de exportação.

Se um aumento adicional de tarifas também for implementado, como permite a Lei de Emergência, a bolsa diz que a arrecadação das vendas de soja, milho, sorgo, girassol, trigo e cevada ao exterior renderia mais US$ 113 milhões. Esse cenário considera uma elevação de 3 pontos percentuais nas taxas sobre os embarques de soja e subprodutos do processamento.

Ocorre que as áreas produtoras da Argentina estão sofrendo com uma forte seca, que poderá levar a uma quebra de safra de 8%, avalia a bolsa. Nesse cenário, a arrecadação com as alíquotas impostas no Decreto 37/2019 seriam de US$ 640 milhões e US$ 710 milhões, se levada em conta a elevação delas pela Lei de Emergência (ainda não adotada).

“A rentabilidade das culturas será afetada significativamente durante a campanha 2019/20, como resultado do aumento das taxas para exportação, especialmente em trigo e milho, condicionando o investimento para a nova campanha 2020/21” diz o estudo divulgado pela Bolsa de Rosário.

Para 2020/21, portanto, quando serão plenamente observados os efeitos do novo regime tributário do Decreto 37/2019, estima-se uma queda na área semeada e na produção de cereais e oleaginosas. “A nova estrutura tributária muda completamente as decisões dos produtores sobre investimentos, área de plantio e tratos culturais das lavouras”, diz o estudo.

Com menor preço recebido por cultura, a probabilidade é de quedas nas áreas de cultivo de 217 mil hectares para os cereais e de 303 mil hectares para as oleaginosas, calcula a bolsa. Tendo em vista o cenário de novo aumento das tarifas, as áreas de cultivo poderiam cair em 845 mil hectares para os cereais e em 325 mil para as oleaginosas. Em termos gerais, o milho e o girassol seriam os produtos mais afetados, com reduções de 3,2% e 4,3% na área semeada, calcula a bolsa.

Com a menor adoção de tecnologia, a Bolsa de Cereais afirma que a produção de cereais e grãos no país cairia 2,5 milhões de toneladas com os impostos atuais e 4,2 milhões de toneladas se implementadas as taxas máximas do decreto emergencial.

“Esses cenários assumem que a campanha atual (209/20) será normal em termos climáticos. No entanto, existe a possibilidade de que a seca resulte em uma redução significativa na renda dos produtores e, portanto, em uma menor disponibilidade de recursos para atender aos custos de um novo plantio”, diz a bolsa.

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Fonte: Valor Econômico

15. Lucro da General Mills aumenta 69% no 2º tri fiscal, para US$ 581 milhões

A companhia de alimentos General Mills, dos Estados Unidos, obteve lucro líquido de US$ 581 milhões em seu segundo trimestre fiscal, encerrado em 24 de novembro, informou a empresa na quarta-feira, 18. O resultado representa aumento de 69% ante igual período do ano fiscal anterior.

Em termos ajustados, o lucro aumentou 11%, para US$ 0,95 por ação, superando o resultado de US$ 0,88 esperado por analistas consultados pela FactSet. A receita no trimestre ficou em US$ 4,4 bilhões, estável na comparação anual e em linha com a expectativa de analistas. As vendas orgânicas cresceram 1% no trimestre na comparação anual.

As vendas de ração para pets aumentaram 16%, para US$ 389 milhões. A General Mills comprou em fevereiro do ano passado a empresa do segmento Blue Buffalo, por cerca de US$ 8 bilhões.

As vendas líquidas no varejo na América do Norte somaram US$ 2,68 bilhões, praticamente sem variação na comparação anual. As vendas da unidade de cereais cresceram 5%.Para todo o ano fiscal de 2020, a companhia reafirmou a perspectiva de crescimento de 1% a 2% das vendas orgânicas.

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Fonte: Estadão Conteúdo/Revista Globo Rural

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