Conjuntura do Agronegócio

1. Argentina: Preços da cesta básica devem subir 5% antes de tabelamento

Antes de serem congelados por seis meses, os preços de mais de 60 produtos da cesta básica argentina deverão ter ajuste médio de 5%. Segundo reportagem da rede de TV local Todo Noticias, depois dessa alta o valor dos produtos permanecerá fixo até o fim de outubro.

O leite, no entanto, sofrerá um ajuste de 40%, em comparação com o preço dentro do programa “Preços Cuidados” – tabelamento de preços de mais de 500 produtos, revisto a cada três meses. As medidas anunciadas na quarta-feira foram batizadas de programa “Produtos Essenciais” e são, segundo o governo argentino, uma ampliação do “Preços Cuidados”.

No “Produtos Essenciais”, 64 produtos como óleo, arroz, farinha, leite e açúcar terão preço fixo por seis meses. Segundo a Secretaria de Comércio Interior, o acordo é “voluntário” – as empresas teriam se comprometido com o abastecimento desses itens em 2.500 pontos de venda que aderiram ao programa.

Ao jornal “Clarín”, no entanto, o presidente da Associação de Proprietários de Açougues da Cidade de Buenos Aires, Alberto Williams, advertiu que os açougues não terão estoque suficiente dos cortes de carne eleitos pelo programa a “preços populares”, pois a demanda de carne supera a oferta que o governo definiu.

Segundo a Todo Noticias, 18 empresas participaram do novo programa, dentre elas Pepsico, Arcor, Molinos, Mastellone e Quilmes. Mondelez e Unilever ficaram de fora.

Em off, fontes do setor de supermercados disseram que o acordo é realizável, mas creem que empresas provedoras desses produtos podem ajustar preços de outras mercadorias para “compensar”.

Na quarta-feira, o governo argentino anunciou que o congelamento de preços será acompanhado de “campanhas de inspeção”. A fiscalização está a cargo da Secretaria de Comércio, mas será executada por “atores da sociedade civil”, segundo a Todo Noticias.

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Fonte: Valor Econômico

2. Comitiva liderada por autoridade agrícola dos EUA irá a Taiwan

Uma comitiva liderada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) fará uma viagem a Taiwan entre os dias 22 e 25 de abril, segundo um comunicado do órgão. Visitas oficiais do governo americano à cidade foram autorizadas pelo presidente Donald Trump no ano passado, num ato de aproximação entre Washington e Taiwan desde que os americanos romperam relações diplomáticas com a cidade em 1979.

Em nota à imprensa, o administrador do Serviço Agrícola Estrangeiro do USDA, Ken Isley, disse que “Taiwan e os Estados Unidos têm uma relação de negócios duradoura e favorável”.

Ele ainda classificou Taiwan como “uma economia dependente de importações e com uma real afinidade pelos produtos agrícolas dos EUA por causa de sua qualidade, custo e segurança”, acrescentando que isso “aumenta as excelentes oportunidades para os exportadores americanos”.

A comitiva será composta de representantes de 49 empresas e organizações privadas americanas do ramo agrícola, dos governos de três Estados americanos, além de um representante da área agrícola do governo de Samoa. O grupo terá encontros de negócios e reuniões para posicionar os produtos americanos no mercado de Taiwan.

Desde fevereiro de 2018, autoridades americanas podem viajar a Taiwan por causa do “Taiwan Travel Act”, que incomodou as autoridades chinesas, já que estas consideram Taiwan uma província rebelde.

A viagem da comitiva agrícola americana a Taiwan ocorre em um momento em que Estados Unidos e China tentam avançar em um acordo comercial, que deve destravar as exportações agrícolas americanas, e também em um momento em que se deterioram mais as relações entre Pequim e Taiwan.

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Fonte: Valor Econômico

3. Incerteza econômica faz agroindústria patinar

Dependente do comportamento da economia em geral pelo peso que têm os setores de alimentos e bebidas, a agroindústria do país corre o risco de patinar em 2019 e nos dois próximos anos caso as reformas estruturais que estão na agenda do governo de Jair Bolsonaro e do Congresso permaneçam no atoleiro.

É o que aponta o Índice da Produção Agroindustrial Brasileira (PIMAgro) desenvolvido pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) e calculado com base, principalmente, nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV.

Nos cruzamentos mais pessimistas entre esses dados - o que inclui o piso das estimativas para o PIB, mas um dólar mais atraente para as exportações -, o PIMAgro sinaliza crescimento de 0,22% para a agroindústria em 2019 e avanços de 0,16% em 2020 e de 0,1% em 2021. Nos cenários mais otimistas, que perdem força a cada semana de divergências em torno da reforma da Previdência, os incrementos chegam a 4,15%, 4,38% e 4,02%, respectivamente.

O professor Felippe Serigati, que liderou a criação do indicador, e a pesquisadora Roberta Possamai, que participou do processo desde o início, explicam que a agroindústria acompanha o comportamento da economia em geral mais de perto porque a participação de alimentos e bebidas em sua composição chega a quase 52% e que, nesses dois setores, a demanda é mais inelástica e atrelada à renda dos brasileiros.

"Em outros setores, como papel e celulose e carnes, por exemplo, os reflexos das exportações são maiores. Mas alimentos e bebidas dependem do crescimento da economia, e esse crescimento tem perdido fôlego em meio ao compasso de espera ligado ao ambiente político", diz Serigati.

Da fatia de 51,6% dos produtos alimentícios e bebidas no PIMAgro, os primeiros representam 41,3% e os segundos, 10,3%.

O grupo dos alimentícios é formado por produtos de origem animal (21,6%) e vegetal (19,7%), ao passo que o das bebidas se divide entre alcoólicas (5,2%) e não-alcoólicas (5,1%).

Entre os produtos não-alimentícios, que têm peso de 48,4% no indicador, o segmento têxtil é o mais importante (17,4%), seguido por produtos florestais (12,7%), insumos agropecuários (7,9%), fumo (3,8%), borracha (3,4%) e biocombustíveis (3,1%). A soja em grão, carro-chefe do agronegócio brasileiro, tem influência marcante sobretudo nas oscilações do segmento de insumos, que inclui fertilizantes e defensivos.

Os pesquisadores da FGV Agro realçam que os modestos crescimentos projetados para a agroindústria do país até 2021 virão depois de uma contração de 1% em 2018. Essa queda, afirmam, derivou dos efeitos do desgaste político do fim do governo Temer sobre o ritmo das reformas econômicas e também da greve dos caminhoneiros.

"Como a economia brasileira, durante 2017 a indústria e a agroindústria vinham recuperando o fôlego do seu crescimento, mas a trajetória mudou notadamente após a greve dos caminhoneiros", escreveram Serigati e Possamai em sua análise. "O fato é que a greve prejudicou fortemente a agroindústria", pontuaram.

Entre janeiro e abril de 2018 - o movimento dos caminhoneiros foi no fim de maio -, o crescimento acumulado da produção agroindustrial do país chegou a 4,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Entre maio e dezembro, contudo, houve retração de 3,1%.

Nos quatro meses que antecederam a greve, apontam os cálculos da FGV Agro, os produtos alimentícios e bebidas acumularam crescimento de 4,1%, mas no restante do ano houve queda acumulada de 7,2%. No caso dos produtos não alimentícios, ainda houve variação positiva no período pós-greve (1,8%) em 2018.

Com uma nova ameaça de greve dos caminhoneiros no ar, provavelmente em maio, a agroindústria instalada no país já sabe, portanto, que as projeções contidas no PIMAgro, que já não são nenhuma maravilha, poderão até piorar.

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Fonte: Valor Econômico

Insumos

4. Inverno nos EUA causou mais impacto que o previsto à Corteva

A Corteva, divisão agrícola da americana DowDupont, informou nesta manhã que os efeitos negativos do inverno rigoroso dos Estados Unidos em seus resultados do primeiro trimestre do ano foram maiores que os inicialmente estimados.

A múlti projeta agora vendas líquidas de US$ 3,4 bilhões na área agrícola de janeiro a março, retração de 11% ante o mesmo período de 2018 (US$ 3,8 bilhões). E lprevê ucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ao redor de US$ 665 milhões, queda de 25% em igual comparação.

Inicialmente, a Corteva havia divulgado que as inundações durante o mês de março no Meio-Oeste dos EUA haviam provocado queda de vendas líquidas entre 4% e 6% no primeiro trimestre. A queda do Ebitda estava estimada entre US$ 125 milhões e US$ 150 milhões, o que resultaria em cerca de US$ 741 milhões, considerando a pior expectativa.

As enchentes de março atrasaram severamente as entregas de sementes no início de abril. Segundo a Corteva, as novas estimativas levam em conta que menos de 50% das entregas de sementes planejadas nos últimos cinco dias do trimestre ocorreram. Nesse período de pico de entrega, em circunstâncias normais e com base na média histórica a expectativa era que apenas um dia de vendas de sementes dos EUA gerasse cerca de US$ 25 milhões a US$ 35 milhões em Ebitda operacional.

Para o primeiro semestre de 2019, a divisão prevê que as vendas líquidas vão cair um dígito baixo (entre 1% e 5%) na comparação anual e que o Ebitda operacional recuará de 3% a 5% em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a julho de 2018, as vendas da Corteva somaram US$ 9,5 bilhões e o Ebitda ficou em US$ 2,6 bilhões.

Segundo a múlti, as entregas estão em linha com as expectativas atuais e as orientações revisadas do primeiro semestre refletem a possibilidade de redução de área de grãos nos Estados Unidos, menor área de milho que o esperado e atrasos contínuos para o início da temporada de plantio, devido a eventos climáticos adicionais.

Para o ano, a Corteva confirmou a projeção de crescimento de vendas entre 1% e 2% e um Ebitda operacional de cerca de US$ 2,8 bilhões. A divisão espera superar o declínio no primeiro semestre com ajuste de preço e aumento de volume de produtos de alta demanda e lançamentos, bem como com a aceleração na entrega de sinergia de custos, resultando em uma melhora no desempenho do segundo semestre em relação ao ano anterior.

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Fonte: Valor Econômico

5. Embrapa desenvolve cultivar de alface do tipo crespa tolerante ao calor

Para driblar a elevação das temperaturas em regiões produtoras de hortaliças, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveu uma cultivar de alface do tipo crespa tolerante ao calor.

A semente, batizada como BRS Mediterrânea, é resultado das pesquisas de desenvolvimento de cultivares mais adaptadas às mudanças climáticas. O principal diferencial da nova cultivar em relação a outros materiais comerciais é a tolerância ao florescimento provocado por altas temperaturas.

Segundo o pesquisador Fábio Suinaga, coordenador do programa de melhoramento genético de alface da Embrapa Hortaliças em Brasília, houve um esforço de pesquisa para adaptar a espécie - natural de climas mais amenos - às condições tropicais do Brasil. "Principalmente porque temperaturas elevadas podem fazer a planta florescer antes da hora e produzir látex, uma substância que provoca um amargor nas folhas", explicou.

Suinaga pontua que há um limite da própria variedade de até onde pode ir a tolerância ao calor excessivo. "Mas ainda não chegamos nesse limiar. Em geral, as cultivares podem ser mais adaptadas ao clima tropical de altitude, com picos de altas temperaturas, mas noites mais frias", afirmou.

De acordo com a Embrapa, a cultivar de alface se destaca pelo vigor no crescimento vegetativo - em média, sete dias mais precoce que as cultivares comerciais no mercado. "Mesmo em condições de temperatura superior à faixa ideal de cultivo, as plantas atingem o ponto de colheita, com qualidade e padrão comercial, em um menor intervalo de tempo", ressaltou a estatal, em nota.

Já é possível comprar a cultivar em distribuidores de hortaliças. "Há uns três meses que ela já pode ser encontrada. O preço é bem similar às demais cultivares da variedade", disse Suinaga.

A nova semente pode ser cultivada em todas as regiões produtoras de alface do país, em qualquer sistema de produção (campo aberto, hidroponia ou cultivo protegido). Ela possui também tolerância às principais doenças de solo da cultura: fusariose (fungo) e nematoides-das-galhas (um verme que ataca a planta).

A validação da cultivar foi realizada em conjunto com a empresa Agrocinco, que possui contrato de parceria em pesquisa e desenvolvimento com a Embrapa baseado na lei de Inovação Tecnológica e está licenciada para comercializar as sementes.

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Fonte: Valor Econômico

6. Mercado de capitais é alternativa para financiamento

Grandes e médios produtores agrícolas podem usar o mercado de capitais como alternativa para o financiamento da safra. De acordo com o diretor técnico da Sociedade Nacional da Agricultura (SNA), Fernando Pimentel, é vital buscar uma alternativa ao modelo de financiamento agrícola atual em função da situação fiscal do país e a insegurança jurídica do Brasil, que podem comprometer a oferta de crédito nos próximos anos.

“Essa mudança de cultura de negócios exige ajustes legais nos títulos de crédito Agro, maior governança operacional e equilíbrio do judiciário nas decisões. Muitas vezes, no afã de proteger o devedor, o judiciário acaba prejudicando as cadeias de financiamento. O juiz, em que pese a correta aplicação da Lei, de preservar também o financiador. Eles têm convivido com uma onda de recuperações judiciais, em muitos casos desnecessárias, que tendem a prejudicar o setor como um todo. O Direito Fiduciário é base para o mercado de capitais”, explica Pimentel.

Segundo o diretor da SNA, as instituições financeiras já preparam linhas não reguladas com maior volume: “Existe uma intenção do Governo de fomentar o mercado de capitais em operações estruturadas na forma de FIDC, CRA e CDCA, operadas entre bancos/securitizadoras e empresas que operam crédito comercial”. Essas empresas seriam as indústrias da cadeia produtiva e distribuição de insumos, bem como cooperativas e cerealistas.

Já para os pequenos produtores – inclusive os da agricultura familiar – o caminho pode ser o Crédito Rural Regulado. Pimentel revela que as discussões entre os ministérios da Agricultura e Economia já indicam um direcionamento nesse sentifo: “A ideia central seria subvencionar menos o crédito e mais o seguro rural. Deixando para o mercado o financiamento dos médios e grandes”.

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Fonte: Agrolink

Proteína Animal

7. China ampliou estoque de carne suína antes de notificações de PSA

O aumento de 202,4% nas exportações de carne suína do Brasil para a China em 2018 e a redução dessa mesma negociação no primeiro trimestre deste ano apontam que o país asiático pode ter gerado um estoque antes das primeiras notificações de Peste Suína Africana (PSA) em seu território. Entre janeiro e março de 2019, a China comprou US$ 68,5 milhões em carne suína brasileira. No mesmo período do ano passado, já havia adquirido um total de US$ 87,6 milhões.

As primeiras notificações de PSA pela China à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) ocorreram em agosto do ano passado. O Anuário da Suinocultura Industrial, publicado em dezembro, revela que de janeiro a outubro o país havia ampliado em 94 mil toneladas o volume de importação dessa proteína.

Para o analista da área de proteína animal do Rabobank, Adolfo Fontes, a hipótese de que a China antecipou as compras de carne suína antes de notificar os surtos de PSA à OIE é válida. O país asiático costuma manter estoques elevados dessa carne congelada, justamente para a segurança alimentar. “A China trabalha com estoque de carnes congeladas há alguns anos e estão usando estoques no momento”, afirma.

O pesquisador Luizinho Caron, da Embrapa Suínos e Aves, também aponta que existe essa possibilidade. O fato de a China ser um país muito fechado impede que exista uma análise do cenário real da PSA em seu território.

Ele destaca ainda que o caso chinês se diferencia de outros países em relação à forma como a doença costuma se espalhar. Em geral, afirma Caron, a PSA entra pelas fronteiras e se dissemina pelo interior dos países. “Quando a China começou as notificações, a doença já estava espalhada por todo o território”, diz.

Um dos motivos que levariam a China a uma possível antecipação das importações seria a manutenção dos preços. O crescimento das importações alimentado por um surto como o observado na China levaria a uma grande valorização da carne.

Adolfo Fontes, no entanto, afirma que os estoques estão chegando ao fim e que o país asiático deverá voltar às compras nos próximos meses. “Teremos uma China muito mais compradora no segundo semestre”, avalia. Nesta semana, no entanto, o ministro da Agricultura, Han Changfu, afirmou que situação da Peste Suína Africana na China está "sob controle efetivo".

Reflexos até 2022

Apesar dos estoques elevados, a China iniciou um processo de abate de matrizes que deve deixar reflexos, aponta Luizinho Caron. Isso porque, com a medida, o país perderá grande parte de sua produção de leitões.

O último levantamento do Rabobank estima que a China perderá algo entre 25% e 35% de sua produção de carne suína. Além disso, haverá um recuo que pode variar entre 30% e 40% no rebanho. “Então, a recuperação do rebanho a como era em 2018 pode demorar até três anos”, afirma Adolfo Fontes. Os produtores de outras proteínas, como carne de frango e bovina, também devem se beneficiar.

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Fonte: Suinocultura Industrial/Agrolink

8. China afirma que Peste Suína Africana está controlada

A situação da Peste Suína Africana na China está "sob controle efetivo", segundo o ministro da Agricultura, Han Changfu. Restrições relativas a 108 dos 122 focos da atual onda foram suspensas, disse ele, acrescentando que a produção de suínos vivos e suínos é "geralmente estável".

No entanto, a agencia de notícias Xinhua relatou o comentário de Han de que a China enfrenta uma situação grave na prevenção e controle da PSA devido à natureza da doença e ao padrão disperso de produção de suínos no país.

Nas últimas duas semanas, relatórios oficiais do ministério da agricultura em Pequim para a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) incluem a PSA em duas novas regiões - na Região Autônoma de Xinjiang Uygur e na Região Autônoma do Tibet - bem como novos casos em Yunnan.

O primeiro surto em Xinjiang ,região mais a noroeste da China, ocorreu na primeira semana de abril, afetando um rebanho de suínos de 200 animais na capital, Urumqi. Desde então, mais dois surtos foram confirmados em fazendas na prefeitura de Kashgar, incluindo em uma fazenda de criação do condado. Estes três surtos levaram à perda de mais de 1.100 animais em Xinjiang através da mortalidade ou destruição.

Ao sul de Xinjiang fica o Tibet, a doença foi identificada pela primeira no começo de março. Relatórios oficiais para a OIE do ministério da agricultura da China descrevem três surtos confirmados na área da cidade de Nyingchi (também conhecida como Linzhi), a primeira em uma fazenda na cidade de Bujiu, e depois em rebanhos menores em Bahe e Yigong. Ao todo, 5.750 porcos foram perdidos para a doença no Tibete.

Assim como Xinjiang e Tibet, a província de Yunnan, no sudoeste da China, também registrou um novo surto de PSA.

Mongólia declara que está livre da PSA

A agência de saúde animal do país declarou que a situação da PSA está "resolvida" para a OIE.

Houve 11 surtos confirmados da doença na Mongólia entre o início de 2019 e o mais recente começou em 6 de fevereiro.

Vietnã

Três províncias do Vietnã, Ha Noi, Hung Yen e Hai Duong ,são as primeiras a declarar que a PSA foi contida com sucesso. De acordo com o Vietnam News , estes são os primeiros a fazer tal declaração, o que é possível após 30 dias sem novas infecções.

A mesma fonte informa que o PSA foi relatado em 23 das províncias e cidades do Vietnã até o dia 6 de abril, e 73.000 porcos foram abatidos.

PSA retorna para a África do Sul

O vírus ASF foi confirmado como a causa da morte da maioria dos 36 suínos em uma fazenda em Ditsobotla, na província Noroeste da África do Sul, no início de abril, de acordo com o relatório oficial do Departamento de Agricultura da OIE.

A doença foi detectada pela última vez no país em dezembro de 2018, e acredita-se que o contato com espécies selvagens seja a fonte da última infecção. O surto ocorreu fora da zona de controle PSA do país.

Europa: Novos casos de PSA em suínos domésticos na Romênia e Ucrânia

Nas últimas duas semanas, a autoridade veterinária na Romênia relatou à OIE quatro novos surtos de FAE em suínos domésticos. Todos os casos ocorreram em pequenos rebanhos de quintal em locais no sudeste, leste e noroeste do país.

O serviço estatal de saúde animal da Ucrânia informou à OIE o retorno da PSA a uma região após uma ausência de um ano, e novos surtos em duas áreas que relataram casos anteriores recentemente.

De acordo com a última atualização da Comissão Europeia (CE), houve 109 surtos de PSA na Europa até agora este ano. A Roménia comunicou 82 destes surtos, a Itália 16, a Ucrânia 10 e a Polónia 1.

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Fonte: Suinocultura Industrial/Agrolink

9. Ministério fará trabalho integrado com estados contra peste suína

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), decidiram realizar uma ação integrada para instituir programas de erradicação da peste suína clássica e de outras doenças na região. Na semana passada, dois focos de peste suína clássica foram detectados em criações familiares no município de Lagoa do Piauí, a 42 quilômetros de Teresina.

De acordo com o governador, cerca de 800 animais tiveram que ser abatidos. De outubro a dezembro de 2018, foram encontrados 41 focos de PSC em 18 municípios do Ceará, levando ao abate de 2.600 suínos.

Em nota, a Agricultura disse que Dias pediu à ministra investimento conjunto do ministério com as vigilâncias sanitárias estaduais para combater as doenças. Uma reunião técnica será realizada nos próximos dias para dar início ao trabalho.

“Precisamos resolver de uma vez por todas esse problema sanitário no Brasil”, disse a ministra na nota. Conforme a pasta, já havia intenção de lançar até junho um programa de erradicação da peste suína clássica. Hoje, parte do Nordeste e da Região Norte é considerada área não livre da doença. No Nordeste, só Bahia e Sergipe são considerados livres de PSC, doença que não é transmitida aos humanos, mas obriga a vigilância sanitária a eliminar os focos da doença abatendo os rebanhos de áreas próximas à ocorrência.

Ainda de acordo com o Ministério, atualmente é proibido o trânsito de suínos do Nordeste (exceto de Bahia e Sergipe) para os estados livres da doença, o que inclui todos os do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Barreiras de fiscalização são montadas nas divisas dos estados para impedir o trânsito de animais da área não livre da doença. A Secretaria de Defesa Agropecuária do ministério diz que será necessário realizar um programa de vários anos para erradicar a PSC do território nacional, assim como foi feito, com sucesso, em relação à febre aftosa que atinge bovinos.

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Fonte: Estadão Conteúdo/Canal Rural

Agroenergia

10. RenovaBio tem primeira consulta pública sobre nota a produtor

A consultoria ambiental Green Domus — firma inspetora credenciada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para atribuir notas de eficiência energética a produtores de biocombustíveis que querem participar do RenovaBio — abriu a primeira consulta pública do programa a respeito de uma avaliação de uma companhia.

Contratada pela Olfar, produtora de biodiesel a partir de gordura animal e óleos residuais, sediada em Porto Real (RJ), a Green Domus calculou que o biodiesel produzido emite 80,8 gramas de gás carbônico equivalente por megajoule (MJ) gerado.

Aaté o dia 17 de maio, a avaliação feita pela firma ficará sujeita a contribuições de outros participantes no processo de consulta pública.

O RenovaBio prevê que todas as notas de eficiência energéticas atribuídas aos produtores deverão ser submetidas a consulta pública antes de servirem de base para a emissão de CBios.

Finalizada essa etapa, a ANP atribui ao produtor de biocombustível a quantidade de CBios correspondente a sua nota de eficiência. Esses papéis serão vendidos às distribuidoras de combustíveis para que estas possam cumprir com suas metas de descarbonização, conforme prevê o RenovaBio. As distribuidoras deverão começar a cumprir com suas metas de descarbonização a partir de 2020.

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Fonte: Valor Econômico

11. Executivos da Raízen renunciam ao cargo; conselho elege novo diretor de operações

Dois executivos da Raízen renunciaram aos cargos – o diretor de operações, João Alberto Fernandez de Abreu, e Pedro Mizutani, diretor sem designação específica –, segundo ata de reunião do conselho de administração da companhia divulgada nesta quinta-feira.

Para o lugar de Abreu, o conselho nomeou o engenheiro Francis Vernon Queen Neto, enquanto o posto de Mizutani foi mantido vago, sem previsão de ser assumido por um novo executivo.

Queen Neto, antes vice-presidente de Operação de Açúcar, Etanol e Cogeração da empresa, terá mandato na diretoria de operações até 1º de junho de 2020.

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Fonte: Reuters/NovaCana

12. Tereos Internacional mantém busca para ampliar financiamento, dizem fontes

O grupo francês de açúcar Tereos ainda está trabalhando para encontrar mais bancos para distribuir o risco de um empréstimo de 250 milhões de euros garantido no início deste ano, disseram duas fontes familiarizadas com o assunto.

A Tereos, segunda maior produtora de açúcar do mundo, tem lutado com condições ruins do mercado desde que a União Europeia encerrou o regime de cotas, em 2017, alertando que isso causaria perdas pelo segundo ano consecutivo nesta temporada.

A endividada cooperativa disse em fevereiro que havia firmado um empréstimo de 250 milhões de euros com BNP Paribas, Natixis e Rabobank, para recomprar metade de seus bônus de 2020 com um ano de antecedência.

A Tereos lançou uma rodada com cerca de 10 bancos, incluindo outros membros de seu pool bancário e alguns novos, em uma oferta para distribuir o risco, segundo as fontes.

A chamada, por 50 milhões de euros, não atraiu nenhum interessado até 15 de abril, afirmaram.

“O grupo está em diálogo constante com seus parceiros financeiros em várias operações ao redor do mundo. O grupo não comenta estas discussões privadas, que, vistas isoladamente, podem dar uma visão enganosa do financiamento do grupo”, disse a Tereos em um comunicado via e-mail.

Potenciais interessados foram afastados pelas condições ruins enfrentadas pelos produtores de açúcar europeus, com um colapso nos preços, mas também pelo alto índice de dívidas da empresa, que batia 2,7 bilhões de euros ao final de 2018 (alta de 4,5 por cento ante 2017), e pelos fracos resultados esperados para este ano, disse uma fonte.

“O problema aqui foi o risco significativo. O preço oferecido falhou em atrair bancos”, afirmou uma fonte. “Isso significa que eles terão de pagar mais e ir para outro lugar.”

Natixis e BNP se recusaram a comentar. O Rabobank não estava imediatamente disponível para comentários.

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Fonte: Agência Estado/NovaCana

Grãos e Grandes Culturas

13. Kraft Heinz e os estragos das baixas contábeis

Quando as ações da Kraft Heinz caíram 27% em 22 de fevereiro, um dos principais culpados foi um ajuste contábil que atende pelo nome aparentemente benévolo de “goodwill”. A Kraft tirou de uma tacada só US$ 7,3 bilhões do balanço por causa da queda no valor de seus alimentos refrigerados nos Estados Unidos e de seus negócios de varejo no Canadá, o que resultou em um prejuízo de US$ 12,6 bilhões no quarto trimestre.

O rombo foi fruto das várias aquisições, que foram fundamentais para a criação da Kraft Heinz. Quando uma empresa compra outra, o preço geralmente excede a soma de ativos e passivos tangíveis e intangíveis do balanço. A diferença, registrada como um ativo que reflete a reputação da empresa, a fidelidade do cliente e outros pontos fortes, é chamada de “goodwill”, ou ágio por expectativa de rentabilidade futura.

Às vezes, no entanto, esse ágio tem que ser reduzido ao seu “valor recuperável”, o chamado “impairment”, devido a mudanças na natureza de um negócio, questões legais ou outros fatores. Quando isso acontece, seu valor precisa ser “baixado” do balanço. Essas baixas entram como despesas nas demonstrações de resultados, o que faz estragos no lucro. O mercado financeiro tende a ignorar essas perdas não recorrentes, mas isso não aconteceu no caso da Kraft.

As regras contábeis exigem que as empresas avaliem o ágio pago por expectativa de rentabilidade futura uma vez por ano, embora elas possam escolher quando fazê-lo durante o ano.

As companhias do S&P 500 tinham US$ 3,3 trilhões em “goodwill” no fim do ano, cerca de 10% dos ativos. Embora a baixa da Kraft tenha surpreendido Wall Street, às vezes é possível detectar o problema antes que ele ocorra. Esse pode ser o caso de empresas como Bayer e Cigna.

Piora de desempenho

Grandes fusões e aquisições geralmente geram mais ágio, e são os maiores destruidores desse valor quando os compradores pagam mais do que deveriam. A Kailash Concepts, empresa de análise quantitativa, descobriu que as empresas do índice Russell 1000 que fazem grandes aquisições têm um desempenho inferior ao mercado em até oito pontos percentuais nos 12 meses seguintes. Mais do que isso, as empresas que fazem as maiores aquisições tendem a estar no quintil superior das empresas com base em uma relação de ágio para ativos totais.

“Historicamente, uma relação alta entre ágio e ativos tende a ser prejudicial para o retorno em 12 meses”, diz Bill Roddy, sócio da empresa.

A Heinz comprou a Kraft Foods em 2015 por US$ 55 bilhões em um negócio apoiado pelos controladores da Heinz, a Berkshire Hathaway e a 3G Capital. Além da baixa de ativos, a Heinz também anunciou em fevereiro que vai cortar seus dividendos trimestrais em 36% e que está sendo investigada pelo regulador do mercado de capitais (SEC, na sigla em inglês) em conexão com suas práticas contábeis.

A Kraft não está sozinha quando a questão é julgar mal o valor de aquisições. A General Electric (GE) baixou US$ 22 bilhões em 2018, embora tenha pagado apenas US$ 17 bilhões pelos ativos de energia da Alstom que ela reavaliou. Os US$ 60 bilhões de ágio restantes da GE representam 19% dos ativos.

Como identificar o risco

Existe alguma maneira de identificar se o ágio corre risco de ser baixado? Robert Willens, um consultor de contabilidade e analista de impostos veterano de Wall Street, recomenda focar na rentabilidade do ativo, que mostra quanto a empresa obtém de lucro para cada tostão investido. O aumento pode indicar que um comprador está espremendo mais lucro de uma aquisição. Mas o declínio da rentabilidade pode sinalizar que uma baixa está prestes a acontecer. A GE teve uma rentabilidade de 2,3% sobre os ativos em 2014, um ano antes de adquirir a Alstom; o indicador foi negativo em 2,3% em 2017.

A alemã Bayer comprou a americana Monsanto em 2018 por US$ 57 bilhões, numa aposta no futuro da agricultura. O negócio aumentou a conta do ágio em cerca de US$ 26 bilhões, levando o total para US$ 43 bilhões, ou 30% dos ativos. No ano passado, no entanto, a Bayer perdeu dois processos que apontam o herbicida Roundup da Monsanto como cancerígeno. Se a Justiça continuar a decidir contra a empresa, que enfrenta milhares de ações relacionadas ao Roundup, o preço pago pela Monsanto pode ser questionado.

As ações da Bayer caíram quase 10% em uma única sessão em março, quando a empresa foi considerada responsável. Isso custou US$ 6 bilhões em valor de mercado, ou cerca de 10% do preço de compra da Monsanto. A Bayer não respondeu a um pedido de comentário sobre uma possível baixa desse ágio.

A Cigna também fez uma grande compra no ano passado, a administradora de benefícios farmacêuticos Express Scripts por US$ 68 bilhões. O acordo gerou US$ 38 bilhões de ágio. O investidor ativista Carl Icahn opôs-se ao negócio e criticou o modelo de negócios dessas administradoras, que negociam preços de medicamentos para clientes de planos de saúde.

Os reguladores também estão examinando as práticas de fixação de preços de medicamentos do setor, e a Amazon.com, que comprou a farmácia on-line PillPack no ano passado por US$ 1 bilhão, representa uma possível ameaça competitiva. Se as margens de lucro do setor forem reduzidas, o preço de compra da Cigna poderá ficar caro. Um corte de 25% no ágio gerado pela compra da Express Scripts custaria US$ 9,5 bilhões, ou 15% do valor de mercado atual da Cigna.

A empresa diz que fez seu teste de impairment anual antes de fechar a compra da Express Scripts e que não faria mais comentários.

Aquisições bem-sucedidas

Nem todas as aquisições destroem valor. A Walt Disney tem US$ 31 bilhões em ágio por rentabilidade futura, boa parte gerada pela compra da Lucasfilm, Pixar e Marvel Entertainment. Esses negócios foram muito bem-sucedidos, contribuindo para o crescimento médio anual de 16,3% dos lucros da Disney nos últimos 10 anos.

Willens descreve o “goodwill” como “a propensão dos clientes a retornar ao mesmo lugar”. Os clientes voltaram aos cinemas para os sucessos da Disney, mas se vão continuar voltando para comprar os produtos da marca Oscar Mayer da Kraft ou o Roundup da Bayer ainda não está claro.

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Fonte: Valor Econômico

14. Painel na OMC conclui que cotas de grãos na China são inconsistentes

Um painel aberto na Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2017 a pedido dos Estados Unidos concluiu que a política da China de cotas de importação de trigo, arroz e milho são inconsistentes com os compromissos do país asiático junto ao órgão.

Em relatório divulgado hoje, a OMC recomenda que o Órgão de Solução de Controvérsias (DSB, na sigla em inglês) peça à China para adaptar sua política para que elas estejam em conformidade com os compromissos assumidos pelo Partido Comunista Chinês.

Atualmente, a China aplica cotas tarifárias de importação, válidas por um ano. Os interessados precisam requerer participação na cota todo ano, entre os dias 15 e 30 de outubro, para o ano seguinte. Os volumes são alocados dentro das cotas por um órgão chinês. Caso os requerentes não consigam cumprir com as alocações determinadas, podem pedir uma realocação até 15 de setembro do ano vigente da cota, e o rearranjo é feito até 30 de setembro do mesmo ano.

O governo americano argumenta que as cotas tarifárias da China não são completamente utilizadas. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima que, se a cota fosse completamente preenchida, a China teria importado até US$ 3,5 bilhões em milho, trigo e arroz apenas em 2015.

O painel concluiu que não são transparentes, previsíveis nem justos os critérios de elegibilidade, os princípios de alocação, os procedimentos de realocação e o processo de comentários públicos chineses.

O painel também avaliou que não há transparência quanto às porções dentro das cotas reservadas às tradings estatais chinesas. Os americanos acusam os chineses de aplicarem regras diferentes às estatais do país em relação às tradings não controladas pelo Estado chinês.

Além disso, o painel ainda concluiu que os requisitos para o uso de trigo e milho usados dentro das cotas chinesas não são previsíveis, não têm procedimentos claramente especificados e não garantem que não se inibiam participantes de participar do processo.

Por outro lado, o painel não considerou que os Estados Unidos provaram que as cotas chinesas são inconsistentes com a provisão doméstica na China.

Em comunicado, o USDA afirmou que o resultado foi “a segunda vitória significativa para a agricultura dos EUA neste ano”. A primeira, disse, veio em uma disputa travada entre os dois países, também na OMC, que concluiu em fevereiro que a China forneceu apoio “distorcivo” aos produtores locais através de políticas de apoio de preço contrariando as regras do órgão internacional.

“Essa segunda vitória importante para os Estados Unidos demonstra que o presidente Trump vai dar todos os passos necessários para reforçar as regras comerciais e garantir comércio livre e usto para os agricultores americanos. O governo vai continuar a pressionar a China a entrar em acordo com suas obrigações na OMC prontamente”, afirmou Robert Lighthizer, representante dos Estados Unidos para a área comercial, em nota.

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Fonte: Valor Econômico

15. UE deverá produzir 311,6 milhões de toneladas de grãos

A colheita de grãos nos 28 Estados membros da União Europeia (UE) na temporada 2019/20 deve somar 311,6 milhões de toneladas. Caso o número seja atingido, será a quarta maior colheita de grãos da UE já registrada, bem próximo do que foi registrado nas temporadas 2008/09 e 2015/16 e apenas 16 milhões de toneladas abaixo do recorde de 2014/15. As informações foram divulgadas pelo escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na UE.

No ciclo 2018/19, a produção calculada para a UE é de 285,8 milhões de toneladas. Com a perspectiva de aumento de produção, o USDA avalia que o conglomerado de países voltará a ganhar relevância nas exportações, o que pode pressionar preços na bolsa de Chicago. A previsão inicial do adido local é a de que a UE exporte 34,6 milhões de toneladas de grãos, ante 31,6 milhões calculadas para 2018/19.

A produção de milho deve totalizar 64,25 milhões de toneladas no ciclo 2019/20, aumento de 1,2% em relação a 2018/19, crescimento puxado pela maior produção na França, Alemanha e Polônia, mesmo com menores expectativas para Romênia, Hungria, Bulgária e Itália. Em nota, o USDA destaca que as perspectivas são baseadas na intenção de plantio dos agricultores.

O consumo de milho na UE deve cair em 2019/20, já que a concorrência com o trigo deve se intensificar para usos de ração. Em 2018/19, alimentos e usos industriais, que representam cerca de 25% do total na UE, deve crescer marginalmente, impulsionado por aumento de biodiesel de milho na Hungria.

As exportações de milho da UE devem ficar em 2,5 milhões de toneladas em 2019/20, acima das 2 milhões de toneladas da previsão oficial do USDA para o ciclo 2018/19.

Com relação ao trigo, a produção na UE deverá alcançar 153,5 milhões de toneladas na temporada 2019/20, alta de 12% em relação ao ciclo 2017/18 (137,2 milhões de toneladas). Com a maior produção, o USDA calcula que as exportações também aumentarão, passando de 24 milhões para 26 milhões de toneladas.

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Fonte: Valor Econômico

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