Conjuntura do Agronegócio

1. Clima afeta oferta e mantém frutas e hortaliças em alta

As frutas e hortaliças com maior saída nesta época do ano nas principais Ceasas do país - e que têm maior peso no cálculo do índice de a inflação oficial, o IPCA - ficaram mais caras em março e continuam nas alturas em abril, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Entre as frutas, sobem de forma mais expressiva o mamão e a banana, enquanto na cesta das hortaliças os destaques ascendentes são tomate e batata.

Joyce Rocha Fraga, gerente de Modernização do Mercado Hortigranjeiro da Conab, explicou que, diferentemente do que se imaginava, os preços desses itens ainda não começaram a recuar de forma significativa em abril porque a oferta ainda não se normalizou. "Um arrefecimento nos preços tende a acontecer somente em julho, quando o clima mais seco deverá favorecer a qualidade da produção", afirmou.

No caso do tomate e da batata, há um agravante: a redução na área plantada nos últimos anos, que ajudou a alavancar os preços com mais força. Ambos subiram nas oito Ceasas pesquisadas pela Conab em março na comparação com fevereiro. Na Ceasa de Goiânia (GO), o tomate subiu quase 90%, enquanto em São Paulo (SP) a alta foi de 32%. "Os preços pouco atrativos em 2018 fizeram com que os produtores migrassem para outros cultivos, o que resultou em menos produto entrando no mercado", disse ela.

No caso da batata, a maior alta no mês passado, de 30%, ocorreu na Ceasa de Belo Horizonte (MG). O produtor João Emílio Rocheto, do Grupo Rocheto, sediado no Estado, disse que a combinação entre clima instável e redução de área levou os preços a um patamar que não era visto desde 2016. "Como a agricultura vive de ciclos, essas altas devem estimular uma nova aposta dos produtores na cultura depois de 2,5 anos de preços baixos. Isso aumenta a oferta, derruba os preços e assim vai", afirmou.

Entre as frutas, registraram aumento mais expressivo em março o mamão, a banana e a laranja. A escalada de dois dígitos, no caso do mamão, foi consequência da redução da oferta nas principais regiões produtoras (sul baiano, Espírito Santo e norte de Minas Gerais) em razão do excesso de chuvas e das altas temperaturas, em meio à manutenção na demanda. O mamão formosa chegou a se valorizar mais do que o papaya, segundo a Conab, por causa da qualidade do produto. A safra de formosa foi menos prejudicada por problemas nas lavouras, que desencadearam o aparecimento de manchas e fungos nas frutas.

A banana também teve altas de preços em todas as Ceasas do país em março, com destaques para a da capital paulista (31,2%) e a de Belo Horizonte (22,8%). De acordo com o analista de mercado Rodolfo Hackmann, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a guinada da banana nanica foi resultado da antecipação da colheita em janeiro no Vale do Ribeira (SP) e em Santa Catarina e da redução da produção em fevereiro, após vendavais derrubarem várias plantas no campo. Para Hackmann, a normalização da oferta deverá vir em maio.

Apenas a maçã e melancia, que são frutas da época, registraram queda de preços no mês passado. O clima mais ameno colaborou para reduzir a procura pela melancia e dar refresco aos preços, mas ela ficou ainda mais barata depois da chegada ao mercado da safrinha paulista e da grande oferta fornecida pelo município de Teixeira de Freitas (BA).

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Fonte: Valor Econômico

2. Balança comercial tem superávit de US$ 1,193 bi na 3ª semana de abril

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,193 bilhão na terceira semana de abril, informou a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia. O valor decorre de exportações de US$ 3,832 bilhões e importações de US$ 2,638 bilhões no período.

Em abril, o saldo positivo da balança soma US$ 4,759 bilhões e, no ano, totaliza US$ 15,274 bilhões. A corrente de comércio (soma de exportações e importações) totalizou US$ 117,4 bilhões entre janeiro e abril, queda de 2,1% sobre igual período do ano passado.

A média diária de exportações até a terceira semana de abril subiu 4,2% para US$ 977,9 milhões, quando comparada ao mesmo mês de 2018. Os três grupos de produtos elevaram suas vendas, liderados pelos itens básicos (+7% para US$ 510,1 milhões). Entre eles, os destaques foram petróleo em bruto, carnes de frango, bovina e suína, algodão em bruto, milho em grão e café em grão. A venda de manufaturados também cresceu 6,9% para US$ 348,6 milhões, com destaque para máquinas e aparelhos para uso agrícola (exceto trator), tubos flexíveis, de ferro/aço, partes de motores e turbinas para aviação, torneiras e válvulas, máquinas e aparelhos para elevação de carga e descarga). Os embarques de semimanufaturados subiram 4,6% para US$ 119,2 milhões, por conta de semimanufaturados de ferro/aço, ferro-ligas, açúcar em bruto, celulose e catodos de cobre.

A média diária de importações até a 3ª semana de abril somou US$ 637,9 milhões, 2,9% abaixo de abril do ano passado. Nesse comparativo, reduziram os gastos, principalmente, com bebidas e álcool (-36,8%), veículos automóveis e partes (-22,5%), equipamentos mecânicos (-11,0%), plásticos e obras (-5,6%), equipamentos eletroeletrônicos (-1,7%).

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Fonte: Valor Econômico

3. Agricultura criará zoneamento climático em áreas atingidas pela seca no Nordeste

Um novo modelo de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para a região Nordeste começará a ser elaborado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. Segundo a pasta, em nota, reunião técnica do projeto de pesquisa da Embrapa Avaliação de Riscos e Resiliência Agroclimática (Arra), na próxima quarta-feira, 24, no Recife, discutirá os sistemas de produção mais promissores para as áreas de maior vulnerabilidade e escassez de água por falta de chuva. "Os sistemas selecionados terão prioridade nas ações do ZARC, destacando suas vantagens para orientar e estimular sua adoção por produtores da região."

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Fonte: Estadão Conteúdo/Revista Globo Rural

Insumos

4. Cade aprova compra da Campeã Agronegócios por controlada da Aqua

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a aquisição do controle da Campeã Agronegócios, empresa do segmento de sementes de soja, pela Rural Brasil, controlada pelo fundo de private equity Aqua Capital.

A transação envolveu 70% do capital social da Campeã Agronegócios. “A Campeã considera a presente operação uma boa oportunidade de negócio que lhe garantirá aporte de capital para incrementar sua produção de sementes e a qualidade de seus serviços de comercialização varejista, em geral”, apontou parecer da superintendência.

O órgão avaliou que o negócio permitirá a oferta de sementes em diversos setores agrícolas de vários Estados, como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Tocantins e Pará. A superintendência verificou que essas empresas contam com menos de 20% neste mercado.

“Conclui-se que a presente operação, por não ensejar possibilidade de abuso de poder dominante tampouco de fechamento de mercados, não acarreta prejuízos ao ambiente concorrencial, podendo ser aprovada por rito sumário”, informou a superintendência.

Com o parecer favorável à aprovação por parte da superintendência, o negócio entre as companhias não precisa ser julgado pelo Tribunal do Cade para ser aprovado.

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Fonte: Valor Econômico

5. Embrapa reporta "lucro social" de R$ 43,5 bilhões em 2018

A Embrapa informou que seu "lucro social" alcançou R$ 43,52 bilhões em 2018. O valor foi calculado a partir da análise do impacto econômico de 165 soluções tecnológicas e de cerca de 220 cultivares desenvolvidas pela estatal.

"O lucro social é um valor decorrente dos benefícios econômicos recebidos pelo setor produtivo com a adoção das soluções tecnológicas geradas pela Empresa. Esse valor é calculado por meio da soma dos lucros obtidos pelos adotantes dessas soluções. Quando relacionamos em 2018 o lucro social de R$ 43,52 bilhões com a receita operacional líquida de R$ 3,57 bilhões, temos então o índice de retorno social de R$ 12,16 para cada real aplicado na Embrapa", diz Flavio Avila, pesquisador responsável pela área de Avaliação de Desempenho Institucional, da Secretaria de Desenvolvimento Institucional (SDI).

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Fonte: Valor Econômico

6. Americana Indigo estabelece suas bases no Brasil

"Agtech" avaliada em mais de US$ 3 bilhões, a americana Indigo, startup criada em 2014, encerrou a fase de testes no Brasil e começa a estabelecer bases sólidas no país para expandir seus negócios.

A companhia atua em duas frentes principais, que se multiplicam: biotecnologia e digitalização. Na primeira, oferece aos agricultores sementes tratadas com micro-organismos capazes de elevar a produtividade das lavouras; na segunda, conta com soluções baseadas em inteligência artificial tanto para facilitar o monitoramento de propriedades quanto para eliminar intermediários em operações como compra e venda de grãos ou contratação de fretes.

Com esse perfil, a startup fundada como Symbiota e com uma grande "biblioteca" genômica se tornou um "unicórnio" e recebeu pouco mais de US$ 250 milhões em investimentos em 2017, parte dele de um fundo soberano de Dubai. E começou a crescer nos Estados Unidos e em outros países ou regiões fortes em agricultura e/ou em consumo, como Argentina, Austrália, Índia e Europa.

"Atraímos financiamento por causa da nossa visão de negócios: Com biotecnologia e digitalização, aprofundamos o conceito de 'descommoditização' e mostramos que o agricultor pode produzir mais e ter melhores margens, e que o consumidor pode comprar aquilo que quiser de quem quiser e com rastreabilidade", afirma Dario Maffei, vice-presidente de Global Markets e América Latina da Indigo.

A empresa abriu seu escritório no Brasil há 14 meses. Na safra 2018/19, que começou a ser plantada em setembro, sua semente "probiótica" Indigo Soja foi cultivada experimentalmente por 15 grandes produtores em uma área total de cerca de 70 mil hectares, ao mesmo tempo em que a comercialização de uma solução digital para melhorar a estrutura financeira das transações agrícolas.

Para o ciclo 2019/20, o objetivo é que a Indigo Soja seja adotada por pelo menos 500 produtores, em uma área da ordem de 500 mil hectares. Paralelamente, a empresa aguarda o licenciamento de sementes de milho e algodão que estão na fila em Brasília para ampliar o portfólio. "Nesta safra, nossa semente proporcionou, em média, ganhos de produtividade de 4,6%. Com a evolução do produto, os ganhos na próxima safra poderão ficar em 7% ou 8%", afirma Maffei.

Enquanto no Brasil é a versão "1" da Indigo Soja que está sendo comercializada, nos EUA já é a versão "3", mais produtiva. Segundo o executivo argentino, por aqui as sementes estão sendo adotadas sobretudo em polos de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. No Paraná, diz o executivo, no momento está havendo um trabalho de aproximação com cooperativas para acelerar vendas.

No campo da digitalização, a empresa aposta, além das soluções que permitem a eliminação de intermediários em operações de compra e venda de grãos, barter (troca de insumos por produção) ou na contratação de fretes, em um serviço de monitoramento por satélite das plantações incorporado com a aquisição da startup TellusLabs, no fim de 2018.

E se nasceu em Boston, onde está seu maior centro de pesquisa, é a partir do Brasil que a Indigo espera acelerar seu crescimento. "É um país fundamental no agronegócio. Já representa de 30% a 40% da receita fora dos EUA, mas tem potencial para responder por 50% do bolo total", afirma Maffei.

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Fonte: Valor Econômico

Proteína Animal

7. JBS inaugura laboratório para atender plantas no Pará e em Tocantins

A JBS informou hoje que inaugurou um laboratório de análises em Redenção, no Pará. A unidade atenderá à demanda de quatro abatedouros de bovinos da companhia — Redenção, Marabá e Santana do Araguaia, no Pará, e Araguaína, no Tocantins. Em nota, a JBS informou que o novo laboratório fará cerca de 3,5 mil análises por mês.

Desde 2017, a JBS vem ampliando os investimentos na área de qualidade. Naquele ano, a companhia contratou o ex-chefe do serviço sanitário dos Estados Unidos, Alfred Almanza, para comandar a área de qualidade da companhia em todo mundo. O executivo foi contratado como uma resposta da JBS à Operação Carne Fraca.

No ano passado, os laboratórios da Friboi — que reúne as operações de carne bovina da JBS no Brasil — fizeram, em média, 63,3 mil testes por mês. De acordo com a JBS, houve crescimento de 19,7% na comparação com a média de 52,9 mil testes mensais de 2017.

Com a inauguração em Redenção, a companhia passou a ter 11 laboratórios de análises para as operações de carne bovina no Brasil.

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Fonte: Valor Econômico

8. Importações de lácteos caíram 36% em março, aponta Cepea

A queda na importação de lácteos reduziu o déficit na balança comercial em março, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O déficit atingiu 72,8 milhões de litros em equivalente leite, volume 67,4% menor que os 121 milhões de litros registrados em fevereiro.

As importações recuaram 36,5% em volume no mês passado, para 80,9 milhões de litros — o menor desde março de 2018. Já as exportações de produtos lácteos cresceram 23,8% em volume em março ante ao mês imediatamente anterior, para o equivalente a 8,1 milhões de litros.

De acordo com o boletim do leite do Cepea, o movimento pode ser explicado pela queda na oferta de matéria-prima na Argentina e no Uruguai. Os dois países são os principais exportadores para o Brasil e diminuíram 37% e 57%, respectivamente, o volume de leite em pó embarcado quando comparado ao mês anterior.

Com a queda no volume, os preços subiram 2,7% na mesma comparação, a US$ 2,66 por quilo. A alta na taxa de câmbio, que chegou a R$ 3,83, também reduziu a atratividade da compra de produtos internacionais, segundo o Cepea.

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Fonte: Valor Econômico

9. Frigoríficos reabrem em São Paulo com melhora nos mercados, diz ABPA

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, disse que plantas frigoríficas estão sendo reabertas em São Paulo, por causa da melhora nas perspectivas para os mercados de carnes no âmbito nacional e internacional. “Muitos fechamentos foram ocasionados pelas consequências da Operação Carne Fraca e agora vemos que este efeito negativo sobre o setor está sendo revertido”, afirmou nesta segunda-feira, dia 22, após encontro com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, na sede da entidade, em São Paulo. O executivo não revelou quais empresas estão reabrindo unidades, mas disse que inclui os mercados de aves e bovinos.

A primeira etapa da Operação Carne Fraca foi deflagrada pela Polícia Federal em março de 2017 e a segunda, batizada de operação Trapaça, no ano passado. As duas operações investigavam fraudes e corrupção nos sistemas de fiscalização sanitária de proteína animal do país. Agora, Turra afirma que a imagem do Brasil melhorou a partir de medidas que foram tomadas ao longo da cadeia. Além disso, a demanda externa para carnes tem expectativa otimista em razão do surto de peste suína africana (PSA) na Ásia, principalmente na China.

À reportagem, o diretor executivo da ABPA, Ricardo Santin, acrescentou que o efeito dessa movimentação no mercado externo para os preços da proteína animal é uma das causas que beneficiam a retomada dos frigoríficos neste ano. O destaque, atualmente, é o setor de suínos, que já passa por aumento nos valores do animal vivo e da carne. “Veremos algo muito maior em termo de preços no segundo semestre”, estimou.

Suínos

Levantamento mais recente do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que os cortes de suínos no atacado do estado de São Paulo têm alta expressiva neste mês. Entre março e a parcial de abril, calculada até a semana passada, o preço da costela suína teve o maior aumento entre os cortes acompanhados pelo Cepea, de 14,5%, com média a R$ 11,04 por quilo. O valor do corte carré está em R$ 7,57 por quilo, elevação de 3%. A paleta sem osso registra valorização de 6,6% de março para abril, com média de R$ 7,30 por quilo.

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Fonte: Estadão Conteúdo/Canal Rural

Agroenergia

10. Gigante do açúcar, Cosan aposta fichas em infraestrutura

O homem no comando da Cosan tem demonstrado pouco interesse em falar sobre açúcar e álcool, o negócio que deu origem à companhia. Para Marcos Lutz, a ferrovia é a história da vez.

Se a operação sucroalcooleira da Cosan passa por um momento de marasmo após anos de preços baixos para o açúcar e políticas que restringiram a expansão do etanol no Brasil, o conglomerado encontra-se pronto para investir “dezenas de bilhões de reais” em um plano para expandir a malha de trilhos e transformar a logística de transporte no país, afirma Lutz, o diretor-presidente da empresa.

“’Hot commodity’ de matéria hoje é infraestrutura no Brasil”, afirma o executivo de 49 anos, durante uma entrevista na sede da Cosan, em São Paulo.

Para Lutz, o Brasil reúne todas as condições para continuar a expandir sua produção de alimentos – o país é o maior exportador mundial de soja, carnes, café e açúcar – ao longo das próximas décadas, ao mesmo tempo em que enfrenta deficiências crônicas em sua infraestrutura.

“Inverno de subinvestimento”

“A gente vê hoje uma oportunidade clara, que deriva de um longo inverno de baixo investimento em ferrovia”, afirma.

A Cosan ocupa uma posição central nos planos do País para ampliar sua malha ferroviária. O governo Jair Bolsonaro quer dobrar a capacidade de transporte de cargas por trilhos por meio de concessões que exigirão cerca de R$ 25 bilhões em investimentos nos próximos anos.

No mês passado, a Rumo, empresa controlada pela Cosan, ganhou um primeiro leilão ferroviário para completar e operar 1.537 quilômetros da Norte-Sul, linha que vai interligar os portos de Santos (SP), o maior do Brasil, e Itaqui (MA). A Norte-Sul foi desenhada para ser a espinha dorsal de uma rede de ferrovias cruzando os principais estados agrícolas.

A Rumo também está na fase final do processo de renovação da Malha Paulista. Os termos do acordo preveem investimentos para mais do que dobrar a capacidade da ferrovia, que liga o porto de Santos às regiões de soja e milho do Mato Grosso. A Rumo prevê desembolsar até R$ 15 bilhões em investimentos até 2023, enquanto analisa diversas outras oportunidades de investimento, segundo Lutz.

“São investimentos que a ferrovia brasileira nunca viu”, afirma.

A aposta vem conquistando os investidores. Nos últimos três anos, o valor de mercado da Rumo mais do que quadruplicou – o maior ganho entre os rivais globais – alcançando a marca de R$ 27,4 bilhões. O operador ferroviário agora vale mais do que a própria Cosan SA, a empresa listada em São Paulo que controla os negócios de energia do grupo Cosan, e seus títulos de dívida são negociados acima do valor de face.

Tanto a Cosan SA quanto a Rumo são unidades controladas pela Cosan Ltd, que é listada em Nova York.

A Cosan SA controla diretamente a Raízen, a maior processadora de cana-de-açúcar do mundo e a segunda maior distribuidora de combustíveis do Brasil, em associação com a Shell. A subsidiária arrematou a maioria dos terminais portuários leiloados este ano no Brasil como parte de seus esforços para a aumentar a capacidade de movimentação de combustíveis no Norte e Nordeste.

A Cosan também deve fazer parte das conversas envolvendo a venda de refinarias da Petrobras, afirma Lutz. Embora o negócio de refino não pareça particularmente atraente para a empresa, potenciais interessados nos ativos da Petrobras podem tentar estruturar um arranjo com a Raízen a fim de assegurar um comprador de longo prazo para seus produtos.

“Como um grande player de distribuição, vamos ser parte dessa história de qualquer maneira”, disse Lutz. “Não sei como vai ser – se vamos comprar uma pequena participação, fazer um contrato de fornecimento de longo prazo ou um acordo comercial diferente – mas vamos ter de olhar isso a fundo”.

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Fonte: Bloomberg/NovaCana

11. Preço do etanol continua disparada com chuvas limitando moagem e demanda aquecida

Os preços do etanol continuam em alta forte nas usinas do Estado de São Paulo, principal produtor do Brasil, com suporte da menor oferta neste início de safra do centro-sul e da demanda aquecida, na avaliação do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

Entre 15 e 18 de abril, o Indicador Cepea/Esalq para o etanol hidratado em São Paulo fechou a 1,9846 reais por/litro (sem ICMS e sem PIS/Cofins), alta de 4,66 por cento em relação à semana anterior.

O valor é o novo recorde histórico em termos nominais em mais de 16 anos de avaliação da instituição de pesquisa e supera o anterior, de R$ 1,9528 litro, da semana encerrada em 11 de março de 2016.

No caso do etanol anidro (misturado à gasolina), o indicador atingiu 2,1038 reais/litro (sem PIS/Cofins), acréscimo de 8,67 por cento ante a semana anterior. O valor é o maior desde o da semana finalizada em 11 de novembro de 2016, de R$ 2,1094 o litro.

“Em boa parte da semana passada, usinas tiveram dificuldades na entrega do produto, devido ao clima chuvoso, que limitou a moagem. Diante disso, as unidades que tinham o etanol em tanques conseguiram negociá-lo a pronta-entrega a preços maiores”, disse o Cepea.

Do lado das distribuidoras, o interesse se manteve firme, em decorrência do final de semana de Páscoa. “Alguns compradores que não conseguiram garantir a retirada do produto já adquirido precisaram voltar ao mercado e realizar novos negócios para entrega rápida a preços maiores”.

Na semana anterior, o preço do hidratado, utilizado diretamente nos veículos, já havia subido mais de 15 por cento nas usinas paulistas, segundo a média do Cepea.

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Fonte: Reuters/Nova Cana

12. Preço do açúcar bruto fecha em queda na ICE e maio é negociado a 12,54 cents/libra

Os futuros do açúcar bruto registraram recuo na ICE nesta segunda-feira. O contrato maio do açúcar bruto fechou em queda de 0,22 centavo de dólar, ou 1,7 por cento, a 12,54 centavos de dólar por libra-peso, após atingir pico de 12,80 centavos, máxima em mais de uma semana.

Ainda assim, os preços se mantiveram dentro de seu intervalo recente. O vencimento tem operado entre 12 centavos e 13 centavos pela maior parte de 2019.

O mercado futuro de açúcar branco em Londres, por sua vez, permaneceu fechado devido ao feriado de Páscoa, enquanto tanto os mercados de Londres quanto os de Nova York não abriram na Sexta-feira Santa.

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Fonte: Reuters/NovaCana

Grãos e Grandes Culturas

13. Real e produção do País causam preços baixos do café apesar de demanda

Embora o café nunca tenha sido mais popular do que nos dias de hoje, os preços do grão estão no menor nível em mais de uma década. Uma libra-peso de arábica, a variedade de preferência da maior parte das cafeterias, tem saído por menos de US$ 1 desde o início de março na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), menos do que muitos produtores dizem ser o custo de plantio e processamento. Fatores que propiciaram a ampla oferta de café incluem grandes avanços na produção e um colapso no valor da moeda do Brasil, maior produtor mundial.

Para esta safra, espera-se mais um superávit de oferta e o principal responsável é o Brasil, que aumentou ainda mais sua participação na produção global de café. O País ganhou participação de mercado que pertencia a países da América Central por causa da ajuda do governo em pesquisa e desenvolvimento - incluindo a mecanização da colheita, enquanto outros países ainda usam métodos manuais. "O problema é que (outros países) não conseguem suportar a onda de oferta do café brasileiro", disse o ex-chefe de pesquisa da Volcafe Coffe Research, subsidiária da ED&F Man, Keith Flury.

Além disso, quando a moeda do Brasil se desvaloriza, o mesmo acontece com o café. "As causas dos preços baixos do café em dólar são a alta produtividade da produção brasileira, o dólar forte e o real brasileiro fraco", disse o economista Jeffrey Sachs, diretor do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Columbia. "Basicamente, o Brasil está reduzindo custos globais", disse.

De acordo com o diretor da World Coffee Research, um grupo financiado pela própria indústria, Greg Meenahan, com preços tão baixos, alguns produtores cortam gastos com fertilizantes e defensivos. "Os plantios ficam piores e a safra do ano que vem tem mais perdas", disse Meenahan. A Colômbia, um dos principais exportadores do mundo, aumentou neste mês os auxílios a produtores de café. "Há pessoas da América Central migrando para os EUA e africanos indo para a Europa por causa do preço do café", disse o CEO da Federação Nacional de Produtores de Café da Colômbia, Roberto Vélez.

Alguns analistas afirmam que, na temporada que se encerra em 2020, pode haver um pequeno déficit na produção global por se tratar de um ano de bienalidade negativa no Brasil. No entanto, o tratamento dos agricultores "é excelente e isso diminui os efeitos do ciclo da cultura", disse Carlos Mera, analista sênior de commodities do Rabobank.

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Fonte: Estadão Conteúdo/Revista Globo Rural

14. ADM anuncia Chris Boerm como presidente do negócio de grãos

A gigante do setor agrícola Archer Daniels Midland (ADM) anunciou, na última sexta-feira, 19, que o executivo Chris Boerm assumirá o comando da divisão de negociação de grãos da companhia. Boerm, que já é responsável pela operação de transportes da ADM, substituirá Wes Uhlmeyer, que está deixando a companhia.

A ADM está reestruturando os seus negócios, num momento em que perde rentabilidade nas operações norte-americanas, em virtude do conflito comercial dos EUA com a China e de anos de produção volumosa de grãos e preços baixos.

Na semana passada, a ADM divulgou um plano de aposentadoria voluntária aos funcionários das unidades dos EUA e do Canadá. Um porta-voz da companhia afirmou que a empresa poderia recorrer a demissões, embora a medida, se aplicada, afetaria uma parcela pouco expressiva do seu quadro global de funcionários, contabilizado em 31,6 mil pessoas. A mudança em cargos de alto escalão na ADM acompanha processo semelhante em suas concorrentes, como Cargill, Bunge, Louis Dreyfus e Gavilon.

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Fonte: Estadão Conteúdo/Revista Globo Rural

15. Colheita da safra 2018/19 de soja entra na reta final e atinge 92%, diz AgRural

A colheita de soja da safra 2018/19 no Brasil atingia 92% da área plantada até quinta-feira passada (18). O levantamento é da consultoria AgRural, divulgado nesta segunda-feira, 22. Na quinta-feira anterior, o índice atingia 88% na semana anterior, 91% um ano atrás e também 91% na média de cinco anos. Os trabalhos continuam concentrados nas áreas mais tardias da Região Sul e do Norte/Nordeste do País.

No Rio Grande do Sul, as chuvas registradas na semana deixaram o ritmo um pouco mais lento, mas a produtividade é favorável. Na região do Matopiba (acrônimo formado com as iniciais dos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), o tempo firme favoreceu o avanço das colheitadeiras na semana, informa a AgRural.

Nesta reta final, a preocupação dos produtores da região é com áreas que receberam muita chuva no início de abril, quando estavam entrando em maturação. O receio é de que, agora, na colheita dessas áreas, surjam problemas de qualidade causados por aquelas precipitações.

No início de abril, a AgRural elevou sua estimativa de produção de soja na safra 2018/19 do Brasil de 112,9 milhões para 114,6 milhões de toneladas, por causa da melhora das condições climáticas em fevereiro e março. Mesmo assim, a produção é inferior ao potencial de 121,4 milhões de toneladas, em virtude do tempo quente e seco de dezembro e janeiro, que prejudicou o enchimento de grãos em áreas plantadas mais cedo. A estimativa de produção passará por uma nova revisão na primeira quinzena de maio, informa a consultoria.

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Fonte: Estadão Conteúdo/Revista Globo Rural

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