Conjuntura do Agronegócio

1. CCJ da Câmara aprova PEC que permite agropecuária em terra indígena

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (27) proposta de emenda constitucional (PEC) que permite a exploração agropecuária em terras indígenas.

Foram 33 votos a favor do texto, com 18 votos contrários e uma abstenção.

O texto, que ainda tem que passar por comissão especial e plenário, define que as comunidades indígenas possam explorar "de forma direta e autônoma" suas terras.

No entanto, representantes de povos indígenas são contra a mudança, patrocinada pela bancada ruralista. Manifestantes foram à comissão nesta terça com cartazes como "o artigo 231 não precisa ser modificado" e "não precisamos de PEC para produzir".

Depois da votação, eles gritaram palavras de ordem como "demarcação já, arrendamento não". Um dos manifestantes gritou: "vocês tratam a gente como criança, mas nós sabemos o que é melhor para nós".

"Esse artigo é considerado direito fundamental como cláusula pétrea, não poderia ser modificado por interesses estranhos, pessoais, e para a exploração de terceiros", afirmou a deputada Joênia Wapichana (Rede-RR).

Segundo a parlamentar, única indígena eleita em 2018, o texto parte de premissas equivocadas ao dizer que hoje as comunidades não podem praticar autonomamente esse tipo de atividade. "Absurdo porque nós já fazemos isso. Nós precisaríamos de apoio sim, mas para desenvolver atividades produtivas", afirmou.

Já os deputados favoráveis à mudança afirmam que o artigo apenas formaliza uma exploração que já existe, que seria consumada nas terras pelos próprios indígenas.

"Observamos que essa matéria é de suma importância para o desenvolvimento do nosso país", afirmou o Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG). "De forma nenhuma a PEC obriga a exploração", disse.

Depois de acordo com a oposição, o relator Pedro Lupion (DEM-PR) votou pela rejeição da PEC 343, um texto apensado à proposição original.

Essa segunda proposta permitia o arrendamento de até metade das terras indígenas e a exploração de mineração em seus territórios, inclusive sem que fosse necessário aval do Congresso.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou na segunda (26) que, caso o tema "gere mais narrativas negativas" para o país, não instalará a comissão especial para analisar o texto, deixando-o parado na CCJ. Não há ainda definição sobre isso.

O texto avança na Casa em meio a uma crise ambiental que atinge a Amazônia e gerou desgaste para o Brasil no exterior.

Nesta terça, o presidente Jair Bolsonaro utilizou uma reunião com governadores, cuja pauta seria a prevenção de novos incêndios criminosos, para criticar terras indígenas.

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Fonte: Valor Econômico

2. Acordo abre espaço para o Brasil na Suíça e na Noruega

Com sua forte competitividade, a agricultura brasileira terá boas oportunidades de negócios, a partir da entrada em vigor do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta) - formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein -, acreditam negociadores.

Autoridades de Suíça e Noruega lamentaram o "timing" da conclusão do acordo, por causa da confusão envolvendo as queimadas da Amazonia e dos protestos contra Jair Bolsonaro. Mas a avaliação dos dois principais mercados da Efta é positiva, e esses países consideram o tratado essencial para suas empresas manterem competitividade em Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

"O Brasil vai ter acesso a cotas OMC com tarifa zero, o que não é oferecido a os outros países com os quais a Efta tem acordo", diz Lucas Ferraz, secretário de Comércio Exterior, exemplificando uma das vantagens que terá o agronegócio brasileiro. A avaliação é de que o Efta fez ao Mercosul a melhor oferta agrícola entre os 29 acordos que já firmou.

Suíça e a Noruega fizeram ofertas de acesso ao mercado separadas. No caso da Suíça, haverá permissão para a entrada sem tarifas de café torrado, etanol, suco de laranja, fumo não manufaturado, melões, bananas, uvas frescas, amêndoas e manteiga de cacau. E o Mercosul passará a disputar com os outros países com os quais a Suíça tem acordo, só que com tarifa zero, cotas de 22,5 mil toneladas de carne bovina, 54,4 mil de carnes de frango, peru, suína e suas preparações, 22.250 de batatas, 70 mil de cereais e produtos derivados (exceto soja), e 70 mil toneladas de grãos para consumo humano.

A Suíça ainda abrirá cotas específicas para o Mercosul, também sem tarifa, de 3 mil toneladas de carne bovina, 7 mil de milho, 1 mil de frango, 200 de carne suína, 2 mil de mel, 2 mil de oleaginosas (incluindo de soja), 600 de batatas, 500 de farinha de milho e 500 de cebolas.

Já a Noruega reservará ao Mercosul o acesso à cotas OMC de 1.084 toneladas de carne bovina, 1.381 toneladas de carne suína, 221 de frango e 10 mil toneladas de trigo. Os noruegueses abrirão também cotas exclusiva ao Mercosul de 665 toneladas de carne bovina, 200 de frango, 10 mil de milho e farinha de milho, 5 mil de farelo de soja e 9,5 mil de melaço de cana.

Para contemplar seus interesses exportadores, o governo suíço realça as concessões do Mercosul para queijos, café, confeitaria, chocolate, biscoitos, bebidas energéticas e produtos de tabaco. No caso do café, os suíços importam o grão e o exportam depois com valor agregado, o que torna o país um dos maiores vendedores mundiais do produto.

Vale lembrar, finalmente, que a Suíça concederá acesso livre para produtos industriais (incluindo produtos da pesca) do Mercosul assim que o acordo entrar em vigor. A expectativa é que a ratificação do tratado ocorra em 2021.

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Fonte: Valor Econômico

3. Empresas brasileiras temem impacto de crise global da Amazônia, diz FT

As principais empresas brasileiras e entidades ligadas ao comércio internacional de produtos do país se uniram ao clamor global sobre os incêndios na Amazônia, na medida em que aumentam os temores de que a crise ambiental possa atingir os negócios, diz o Financial Times (FT) em reportagem desta segunda-feira.

Segundo o FT, a reação do governo brasileiro até o momento não foi suficiente para conter a onda global de críticas, com as empresas brasileiras — muitas das quais sob risco de boicote por parte de consumidores e países — entrando na briga.

“Não há dúvida de que isso é uma preocupação para o setor privado”, diz Gabriella Dorlhiac, diretora de políticas da Câmara de Comércio Internacional no Brasil, que representa algumas das maiores empresas do país, na reportagem. “Há muitas pessoas boas no setor privado fazendo um bom trabalho em sustentabilidade. Mas isso não nos exime de não dizer nada. O setor privado quer mostrar que está fazendo sua parte e tem práticas sustentáveis”, disse a dirigente ao FT.

“Muitas empresas brasileiras, particularmente no setor do agronegócio, sentem que estão sendo injustamente prejudicadas pelas ações de agentes ilegais ou inescrupulosos que operam na pouco povoada e superficialmente monitorada região amazônica”, diz o texto.

Elas temem, segundo o FT, que a crise resulte em perda de competitividade ou mesmo em boicotes, na medida em que os compradores ambientalmente conscientes abandonem os produtos brasileiros.

“As declarações do presidente são importantes. Tanto que a situação que estamos vivenciando agora foi agravada por essas declarações”, disse Blairo Maggi, ex-ministro da Agricultura, cuja família é dona do Grupo Agroindustrial Amaggi, ao FT. “Temo um boicote aos produtos brasileiros. Nós não somos uma ilha isolada, somos um país que se relaciona com outros países e que precisa prestar atenção ao modo como o mundo está indo.”

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Fonte: Valor Econômico

Insumos

4. Piora cenário para venda de máquinas

Depois de começarem o ano esbanjando otimismo, as indústrias de máquinas agrícolas chegaram ao segundo semestre revendo suas expectativas para o comportamento do mercado, sobretudo por causa da restrição de recursos no crédito rural a juros controlados. Fabricantes já reconhecem que o cenário sugere desde um recuo de 5% até um crescimento de 5% das vendas, considerando principalmente tratores, item mais negociado no segmento.

Divulgada no início do ano, a previsão da Associação Nacional das Indústrias de Veículos Automotores (Anfavea) ainda é de crescimento de 10,9% para as vendas como um todo. Em 2018, foram vendidas 47,7 mil unidades. Levantamento divulgado pela entidade no começo de agosto, contudo, revelou quedas de 9,4% em julho ante o mesmo mês do ano passado e de 3,4% nos sete primeiros meses de 2018, para 24,6 mil unidades.

Diante desses números e do movimento nas concessionárias, a AGCO, fabricante das marcas Massey Ferguson e Valtra, já espera que as vendas de tratores recuem 5% no Brasil em 2019. No começo do ano, a expectativa era de alta de 5%.

Em 2018, as vendas de tratores alcançaram 38,8 mil unidades no país, segundo a Anfavea. "O crédito oficial acabou em abril e só voltou a circular na segunda quinzena de julho. Perdemos quase três meses de negociações", afirmou ao Valor Alexandre Assis, diretor de contas-chave da AGCO. "A demanda aumentou nos últimos 15 dias, mas não creio que será suficiente para compensar o período em que as vendas foram interrompidas".

As vendas totais de colheitadeiras, em contrapartida, deverão crescer perto de 10% no país, segundo Assis. No ano passado, segundo a Anfavea, foram 5,78 mil unidades. "O Cerrado puxou as vendas, pela necessidade de renovação de maquinário e pela abertura de novas áreas de grãos".

O novo diretor de mercado Brasil da New Holland - marca do grupo CNH Industrial -, Eduardo Kerbauy, está mais otimista. "Acredito que no segundo semestre será possível recuperar as vendas do primeiro e o setor encerrará o ano com crescimento de 5%". No início do ano, a expectativa da companhia era de avanço de 5% a 10% para as vendas do segmento (tratores e colheitadeiras). As perspectivas para as vendas da empresa estão em linha com suas projeções para o mercado como um todo.

Para Kerbauy, essa recuperação será possível devido ao aumento da produtividade da segunda safra de milho, dos preços do cereal, da guerra comercial entre China e Estados Unidos e das cotações da soja, que devem favorecer os agricultores no curto prazo e estimular aquisições. Isso tudo aliado ao novo Plano Safra, que destinou R$ 9,6 bilhões ao Moderfrota, linha oficial voltada à aquisição de máquinas.

A John Deere é outra que reduziu as expectativas. "Agora, esperamos que as vendas no ano calendário se igualem às de 2018", afirmou o diretor de vendas da companhia, Rodrigo Bonato. No começo do ano, a projeção estava em linha com a da Anfavea. "Acredito que a queda de vendas de alguns produtos deve ser compensada pelo aumento de demanda de outros".

Segundo Bonato, o menor crescimento do segmento sucroalcooleiro, que vem passando por sucessivas dificuldades - ora de clima, ora de preços -, afetou as vendas de tratores. Por outro lado, a demanda está aquecida por maquinário para algodão, que chegou a faltar no verão. A marca espera ampliar as vendas neste ano, disse ele, sem citar percentuais.

"Os produtores estão com um otimismo responsável e buscando mais tecnologia", afirmou. Isso significa que eles poderão, por exemplo, adquirir menos produtos, mas de maior valor, ou apostar em atualizar as tecnologias nas máquinas que possuem.

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Fonte: Valor Econômico

5. Importação de defensivos agrícolas aumenta 36% no ano

As importações brasileiras de agroquímicas aumentaram 36% no primeiro semestre de 2019 na comparação com os seis primeiros meses de 2018. Foram comprados no exterior um total de US$ 1,11 bilhão em defensivos agrícolas. Em volume, o aumento foi de 24%, de acordo com dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Os fungicidas foram os produtos com maior crescimento nas importações, com expansão de nada menos que 60% (em Dólares norte-americanos) sobre o ano anterior. De acordo com o Consórcio Antiferrugem, o aumento ocorre devido ao avanço da ferrugem asiática da soja, que é o maior e pior problema enfrentado pelos produtores rurais brasileiros nessa cultura.

Para se ter uma ideia, os custos anuais para o controle da ferrugem da soja superam os US$ 2,8 bilhões a cada safra. Enquanto na temporada 2003/04 eram feitas 1,5 aplicação, na safra 2017/18 subiu para 3,4 pulverizações.

Segundo o Consórcio Antiferrugem, uma iniciativa da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), essa doença fúngica se espalha rapidamente por todo o país, o que força os sojicultores a aumentarem a quantidade de pulverizações. Outro problema que foi muito relatado nessa cultura é a crescente resistência do fungo aos produtos disponíveis no mercado.

Os maiores gastos dos brasileiros com as importações de fungicidas ocorreram na França, de acordo com a lista da Secex. Outros países como Reino Unido, Alemanha, Índia e Colômbia também estiveram no topo da lista dos principais fornecedores para o Brasil dessa classe de produtos.

Quanto às outras classes de defensivos agrícolas, ouve crescimento de 27% nas importações de herbicidas neste primeiro semestre de 2019, sendo que os Estados Unidos e a Índia foram os principais países fornecedores. Já as compras de inseticidas subiram 32% no ano, somando US$ 519 milhões, sendo que as compras foram majoritárias na China e Estados Unidos.

De acordo com especialistas, essa disparada na importação de defensivos agrícolas este ano se deve a uma reposição de estoques – que estavam muito baixos na temporada anterior. Segundo ele, para melhorar seus balanços, as indústrias elevaram o fornecimento de produtos para as distribuidoras nos últimos anos, deixando o mercado bastante abastecido.

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Fonte: Agrolink

6. Melhoramento produz planta resistente a vírus

A tecnologia de melhoramento de plantas desenvolvida na Universidade de Queensland, na Austrália, está produzindo culturas que podem resistir a vírus e introduzir outras características economicamente valiosas, um desenvolvimento que pode ter um enorme impacto na produção mundial de alimentos. Muitas das culturas mundiais poderão em breve combater os vírus sem o uso de sprays químicos, graças à tecnologia de melhoramento de plantas desenvolvida na Universidade.

Com duas colaborações de pesquisa com corporações multinacionais já sob seu cinto e uma luz verde dos órgãos reguladores dos Estados Unidos, a Nexgen Plants acredita que pode ter um enorme impacto no problema global multibilionário de doenças virais das culturas. A chave para o potencial da tecnologia é que a resistência ao vírus e outras características são introduzidas através da manipulação da genética existente da planta.

“Não estamos introduzindo nenhum DNA estrangeiro", diz Brian Ruddle, diretor da Nexgen Company. “Isso facilita muito as coisas do ponto de vista regulatório. Estamos replicando o melhoramento natural, mas de maneira mais rápida e direcionada. A tecnologia Nexgen também pode ser usada para introduzir outras características economicamente importantes nas culturas ao redor do mundo, incluindo tolerância à seca e ao sal, resistência a pragas e doenças e melhorar a produtividade. Essa tecnologia reduzirá a necessidade de pulverização e reduzirá o desperdício. Muito foi escrito sobre como temos que melhorar a produção mundial de alimentos. Isso pode ter um grande impacto”, completa.

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Fonte: Agrolink

Proteína Animal

7. KFC começará a servir “frango frito vegano” da Beyond Meat

A KFC iniciou, nesta semana, a testar o frango frito à base de vegetal (vegano) da empresa americana Beyond Meat em um dos restaurantes da rede em Atlanta, nos Estados Unidos. Isso torna a rede subsidiária da Yum Brands a primeira da cadeia nacional de fast-food norte-americada a introduzir um item de frango Beyond, passando na frente das gigantes Popeyes e Chick-fil-A.

A KFC vai considerar o feedback dos clientes para determinar se o produto será lançado em uma escala mais ampla. As alternativas de frango à base de plantas da KFC incluem pepitas e asas desossadas. No início deste ano, a Beyond retirou o frango vegano – o primeiro produto da empresa - das prateleiras dos supermercados após concluir que não estava dentro dos padrões.

Notícia na ítnegra

Fonte: Globo Rural

8. Alta de preço da carne bovina no varejo

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no varejo, na média de todos os estados e cortes pesquisados, o preço da carne bovina subiu 0,16% na semana passada. As contínuas altas no mercado atacadista estão forçando os açougues e supermercados a subirem os preços da carne, mesmo em uma época desfavorável para o consumo.

O Rio de Janeiro foi o único estado com recuos na semana, de 0,2%. Em São Paulo o mercado ficou praticamente estável, com valorização de 0,06%. Minas Gerais teve ajuste positivo de 0,1%, em média. O Paraná foi o estado que teve a maior alta da semana, 0,7%.

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Fonte: Scot Consultoria/Agrolink

9. Produção de carne de frango crescerá 1,5%

A produção de carne de frango em 2020 crescerá 2,5%, para 13,975 milhões de toneladas, com a demanda global, especialmente da China, impulsionando o crescimento devido ao impacto da peste suína africana na Ásia. Foi isso que informou um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

“Além disso, a economia brasileira deve se recuperar no próximo ano com um crescimento projetado do PIB de 2 por cento, inflação mais baixa e taxas de desemprego em declínio. Além disso, espera-se que os preços dos alimentos se estabilizem no próximo ano devido a um abundante cultivo de milho e oleaginosas. O preço da carne de frango no mercado doméstico deverá capturar participação de mercado de carne bovina e suína”, diz o texto do relatório.

O USDA acredita que as fontes comerciais continuam otimistas de que as exportações para a China permanecerão firmes no próximo ano devido ao surto da Febre Suína Africana (AFS) na Ásia. “Prevê-se também que a demanda doméstica por carne de frango aumente devido à recuperação esperada da economia brasileira em 2020, projeção de inflação mais baixa e queda nas taxas de desemprego”, completa.

“Outros fatores que contribuem para a perspectiva otimista do próximo ano incluem: os custos de alimentação provavelmente permanecerão estáveis devido a um recorde de safras 2019/2020 de soja e milho, um número acima da média de pintos colocados em operações de cultivo de carne nos últimos meses, refletindo os produtores 'confiança no mercado, o peso vivo médio das aves continua a crescer devido à melhoria da genética e aos preços competitivos do produto brasileiro. O último fator assume uma taxa de câmbio média acima de R $ 3,85 por dólar americano”, conclui o relatório do USDA.

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Fonte: Agrolink

Agroenergia

10. Falta de CAR pode barrar usinas no RenovaBio

Alguns produtores de biocombustíveis estão buscando se credenciar para o primeiro ano de vigência do programa RenovaBio mesmo com fazendas sem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) - que comprova se o terreno está cumprindo com as regras do Código Florestal. A tentativa, porém, pode ser barrada na Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Das consultas públicas em curso até agora, a usina da Nardini em Vista Alegre do Alto (SP), a unidade da CerradinhoBio em Chapadão do Céu (GO) e as duas plantas da Abengoa Bioenergia, localizadas nos municípios paulistas de São Luis e São João, inscreveram algumas fazendas sem CAR. Esses processos foram inspecionados pela SGS Sustentabilidade, uma das firmas credenciadas para o programa.

Essas firmas são responsáveis por atribuir aos produtores a nota de eficiência energética de uma usina - ou seja, o quanto o biocombustível produzido "economiza" em emissões de gases-estufa ante o combustível fóssil substituto. A nota é equivalente à quantidade de Créditos de Descarbonização (CBios) a serem emitidos pelo produtor.

No credenciamento da Nardini constam 196 imóveis sem CAR, sendo que dois tiveram o CAR cancelado e oito informaram apenas o CAR estadual. No credenciamento da CerradinhoBio, uma fazenda não teve o CAR informado. Nos processos da Abengoa Bioenergia, 35 imóveis não tinham CAR em 2018, sendo que um teve o registro cancelado.

A SGS Sustentabilidade entende que a resolução 758 da ANP, publicada em novembro e que estabeleceu regras para a certificação, prevê uma exceção com relação à biomassa adquirida especificamente no ano passado, já que a inscrição de produtores rurais no CAR só passou a ser obrigatória em 2019.

"Como a resolução [da ANP] não pode retroagir, a biomassa adquirida antes da obrigatoriedade do CAR pode ser aceita. Mas é uma situação temporária", diz Fabian Gonçalves, gerente da SGS Sustentabilidade. Em sua interpretação, os credenciamentos para 2020, por estarem sendo realizados com base nos dados e regras de 2018, ainda não seriam obrigados a cumprir com o CAR.

O diretor da ANP Aurélio Amaral afirmou ao Valor que a situação dos produtores anterior à publicação da resolução (em 27 de novembro de 2018) será avaliada pela diretoria da agência, mas ressaltou que os produtores terão que ter o CAR registrado até a data da publicação da resolução. Ele observou, ainda, que a inscrição no CAR é um fator de elegibilidade no programa. "Sem o CAR, o produtor nem entra", afirmou ele.

Os processos de credenciamento com áreas sem CAR são minoria nas consultas atuais e, mesmo nos processos em que constam, representam uma pequena parcela dos imóveis. Após a consulta, o credenciamento é submetido à ANP, que pode sugerir mudanças ou até negar processos. Ainda não há prazo para a ANP realizar essa avaliação.

Felipe Bottini, sócio da Green Domus, firma que também está realizando inspeção dos produtores, entende que o CAR é obrigatório para todas as áreas credenciadas desde o primeiro ano e que a resolução da ANP não desobriga a fazenda de ter CAR em 31 de dezembro de 2018. "Prescindir do CAR fere o espírito da lei", argumenta.

Para Gonçalves, os produtores que apresentaram áreas sem CAR o fizeram porque pretendem regularizar a situação neste ano, o que os manteria elegíveis para 2021. O credenciamento vale por três anos, mas todo ano os produtores terão que refazer os cálculos de emissões e volume de biomassa elegível.

Se a nota ou o volume elegível que forem recalculados tiverem um decréscimo superior a 10% da nota ou volume anteriores, o produtor é obrigado a se recertificar. Se a diferença for superior a 10%, a nova certificação é opcional.

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Fonte: Valor Econômico

11. Índia deverá aprovar novo apoio ao açúcar

Apesar de enfrentar uma investigação (painel) na Organização Mundial do Comércio (OMC) por violar regras de livre mercado no mercado de açúcar, a Índia caminha para aprovar nesta quarta-feira, em seu gabinete de ministros, um novo - e grande - pacote de apoio a seu setor açucareiro.

Segundo informou o jornal "The Times of India" com base em declarações de fontes que preferiram o anonimato, o programa deverá contemplar subsídios para a exportação de 8 milhões de toneladas na safra 2019/20, que começará em outubro.

De acordo com o jornal indiano, o pacote deverá destinar 90 bilhões de rúpias (mais de US$ 1,3 bilhão) para as usinas de açúcar.

O principal apoio deverá ficar em 9,50 rúpias por quilo para as usinas viabilizarem exportações. Atualmente, os preços internacionais de açúcar branco são equivalentes a 20 rúpias por quilo, enquanto o custo de produção médio no país está em 33 rúpias por quilo. O preço mínimo de apoio do governo ao segmento é de 31 rúpias por quilo na porta das indústrias.

No ano passado, Nova Déli aprovou um pacote para apoiar a exportação de 5 milhões de toneladas de açúcar. O volume efetivamente embarcado com o apoio do governo até o momento ficou em 3,8 milhões de toneladas, e a indústria indiana estima que chegará a 4 milhões de toneladas até o fim da safra atual.

Apesar do estímulo para reduzir a pressão da oferta doméstica, o país continua com excedente de açúcar nos estoques. A indústria estima que terá 14 milhões de toneladas armazenadas em novembro, 9 milhões a mais que o necessário.

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Fonte: Valor Econômico

12. Setor de etanol cobra promessas de Trump

O Cinturão do Milho dos Estados Unidos tem muita influência em Washington - especialmente no momento. E isso está vindo a calhar para as empresas de etanol, que têm perdido algumas batalhas para o setor de combustíveis fósseis.

No último ano, políticas que obrigam que a gasolina vendida nos EUA inclua biocombustível feito de milho colidiram contra o alívio dado pelo governo Trump às refinarias de petróleo em um complicado sistema que mantém o fluxo de combustível produzido com o cereal. E essa briga entre as indústrias chegou ao ápice na semana passada.

O debate se dá sobre o Padrão de Combustíveis Renováveis, ou RFS (na sigla em inglês), o primeiro estabelecido pelo Congresso como parte de uma lei de energia de 2005 e expandido significativamente em 2007. O RFS obriga que grandes quantidades de etanol sejam misturadas na gasolina.

Quase toda a gasolina dos Estados Unidos contém 10% de etanol graças à lei, e a política tem beneficiado a demanda por milho. Pequenas refinarias impuseram objeções, dado que muitas enfrentam problemas logísticos para misturar o produto.

O custo de comprar os crédito no lugar de fazer a mistura pode ser elevado e, eventualmente desastroso. Todo ano, muitas refinarias pedem isenções à Agência de Proteção Ambiental (EPA), e lobistas de milho e de etanol têm protestado contra essas isenções - especialmente diante outros desafios econômicos enfrentados atualmente por Washington, como a disputa comercial com Pequim.

Trump prometeu uma expansão do programa de etanol enquanto candidato, mas traçou uma linha tênue entre os grupos conflitantes. No início do mês, por exemplo, a EPA concedeu isenções de mistura de etanol para 31 refinarias, mais do que quatro vezes o nível de 2015.

Grupos de lobby de milho e etanol ficaram furiosos, e os preços das ações de empresas como Pacific Ethanol, Green Plains e Renewable Energy Group caíram. No fim da semana passada, uma concessão parece ter começado a tomar forma - a agência Reuters informou que o governo Trump estava considerando aumentar as cotas de mistura de biocombustível nos próximos anos.

As ações das empresas de etanol inicialmente pularam ante a notícia. E os preços do etanol, que caíram mais de 20% desde junho, recuperaram parte das perdas, embora os do milho tenham ficado estáveis, mas por causa de informações "baixistas" relacionadas à safra dos EUA.

O negócio de milho em geral é muito maior que o etanol, e o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estimou que a produção americana alcançará 353 milhões de toneladas nesta safra, enquanto a Associação de Combustíveis Renováveis (RFA) diz que as concessões às refinarias cortarão a demanda em 5,7 milhoes de toneladas - a EPA tem atrelado as isenções que concede à demanda por milho.

É bom ter amigos em altos postos, mas as refinarias podem ter um aliado mais poderoso do que Donald Trump - o mercado.

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Fonte: Valor Econômico

Grãos e Grandes Culturas

13. Prêmios pela soja brasileira voltam a registrar forte alta

A guerra comercial entre Estados Unidos e China continua a beneficiar produtores e tradings de soja no Brasil. Depois de um período de calmaria nas disputas entre as duas maiores potências econômicas do mundo, a decisão do presidente americano Donald Trump de impor uma nova rodada de tarifas sobre produtos chineses fez os prêmios pagos pelo grão brasileiro registrarem nova disparada nos portos do país.

Em Paranaguá, no Paraná, os prêmios já alcançaram, em média, US$ 1,45 por bushel (medida equivalente a 27,2 quilos) em agosto, quase 53% acima da média de julho (US$ 0,95). Esse prêmio é uma espécie de ajuste em relação às cotações praticadas na bolsa de Chicago, que refletem, sobretudo, a realidade do mercado americano. E por aqui a demanda da China está mais aquecida do que por lá, uma vez que, logo do início da troca de agressões comerciais, Pequim taxou as importações da oleaginosa dos EUA em 25%. Ontem, em Chicago, os contratos futuros para novembro fecharam a US$ 8,5925 por bushel, praticamente o mesmo patamar de um ano atrás.

"O último gatilho para a alta dos prêmios foi a reação de Trump de criar novas tarifas contra produtos chineses. Depois veio a contrapartida da China de elevar a tarifa de soja americana de 25% para 30%. E, apesar de nos últimos dias as partes terem dado sinais de que voltarão a negociar, os prêmios no Brasil continuam firmes", diz o analista Carlos Cogo. Os valores praticados costumam oscilar diariamente, explica, mas levando-se em consideração as médias até ontem, a valorização dos prêmios da soja em grão em Paranaguá chegou a 13,4% em apenas uma semana.

Cogo lembra que a média histórica para os prêmios no porto Paranaense nos últimos cinco anos para agosto é de US$ 0,55 o bushel.

Em Paranaguá, o pico dos prêmios aconteceu em outubro de 2018, no ápice da guerra comercial entre Washington e Pequim - o valor chegou a bater em US$ 2,50 o bushel. De lá para cá, o patamar diminuiu, mas os valores continuaram positivos. Ao longo desse período, o piso mensal foi em abril passado (US$ 0,30 por bushel), auge do escoamento da colheita brasileira da safra passada (2018/19). "A demanda garante esses prêmios e tem compensado o baixo patamar de preços em Chicago", afirma Cogo.

"Enquanto o cenário atual continuar, e as incertezas internacionais perdurarem, a tendência é que os olhos dos players continuem voltados para a soja brasileira. De modo geral, a bonificação portuária, aliada ao aumento da taxa de câmbio, segue a impulsionar e a sustentar as negociações no mercado interno", reforça análise divulgada pelo Instituto Matogrossense de Economia Aplicada (Imea), órgão ligado à federação estadual de produtores rurais (Famato).

Como resultado, aponta o Imea, o preço da soja disponível em Mato Grosso, que lidera a produção do grão no país, está em alta. No início da semana alcançou R$ 70,47 a saca de 60 quilos, um incremento de 2,24% em relação à segunda-feira passada.

O fato de os prêmios estarem atraentes, contudo, não será capaz de evitar uma forte queda nas exportações brasileiras de soja este ano. Isso porque, embora esteja privilegiando a matéria-prima do Brasil - que encabeça as exportações mundiais, à frente dos EUA -, a China, que lidera com folga as importações globais, está comprando volumes menores. Boa parte dessa queda decorre da forte redução do plantel de porcos do país asiático, em decorrência da epidemia de peste suína africana. Com menos animais, a China precisa de menos soja, que junto com o milho é um dos principais ingredientes das rações.

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Fonte: Valor Econômico

14. Acordo comercial enviará mais grãos dos EUA para o Japão

Um novo acordo comercial entre os Estados Unidos e o Japão, anunciado em 25 de agosto na França, pede que os japoneses comprem o milho excedente dos Estados Unidos. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o acordo provavelmente será assinado na reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, acrescentou que, embora ainda haja muito trabalho a ser feito na linguagem final do acordo, "chegamos a um consenso com sucesso em relação aos elementos centrais relacionados ao comércio agrícola e industrial".

O representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, disse que o acordo se concentra na agricultura, nas tarifas industriais e no comércio digital. O Japão vai comprar US$ 7 bilhões em produtos agrícolas norte-americanos, principalmente milho, segundo o acordo, informou a Reuters.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, observou que a maior parte das compras "potenciais" de milho viria do setor privado. O relatório é uma boa notícia para os agricultores americanos, que viram suas exportações agrícolas serem atingidas quando os Estados Unidos e a China se envolveram em uma guerra comercial. O acordo foi bem recebido pelos grupos agrícolas dos EUA, incluindo o US Wheat Associates (USW).

"Estamos muito felizes que este acordo acabará com a crescente vantagem competitiva de custo que as importações de trigo canadense e australiano obtiveram com o acordo Global Trans-Pacific Partnership (CPTPP)", disse Doug Goyings, presidente do USW e um fazendeiro de Paulding, Ohio. “Queremos agradecer aos negociadores do escritório de representação comercial dos EUA e do escritório de comércio exterior e relações exteriores do USDA por trabalharem duro para evitar mais perdas de exportação para agricultores como eu”, completa.

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Fonte: Agrolink

15. Café arábica opera em campo misto na sessão desta 4ª feira na Bolsa de Nova York

Na manhã desta quarta-feira (28), os contratos do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com perdas no primeiro contrato e ganhos nos demais de 35 a 30 pontos.

Por volta das 09h35 (horário de Brasília), o contrato setembro/19 era negociado a 93,80 cents/lb, com uma queda de 35 pontos. O contrato dezembro/19, trabalhava com uma valorização de 35 pontos, a 97,50 cents/lb. O vencimento de março/20, registrou uma alta de 30 pontos, a 101,05 cents/lb.

No Brasil, no último fechamento, o café tipo 6 duro registrou uma valorização de 2,34% em Oeste da Bahia com saca a R$ 394,00. Já na região de Araguari (MG), a saca teve uma queda de 2,27% e está cotada a R$ 430,00. No município de Patrocínio (MG), a saca estava cotada a R$ 410,00 com um recuo de 1,20%.

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Fonte: Agrolink

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