07 de dezembro de 2018

Publicação: Automotivebusiness

Volkswagen cortará custos para investir € 11 bi e preservar lucro

Companhia prevê reduzir € 3 bi em gastos até 2020 e aumentar produtividade das fábricas em 30%

REDAÇÃO AB

Em reunião de fim de ano com a imprensa esta semana na sede do grupo em Wolfsburg, na Alemanha, executivos da Volkswagen confirmaram que a fabricante irá fazer investimentos de € 11 bilhões de 2019 a 2023, principalmente em eletromobilidade e plantas para fabricar os novos modelos elétricos. Mas, para executar o plano sem comprometer sua meta de margem mínima de 6% de retorno sobre faturamento, vai adotar uma agenda de corte de custos estimada em € 3 bilhões até 2020 e elevar, na média, 30% a produtividade de suas fábricas. Em resumo, o objetivo é melhorar o desempenho financeiro para financiar os aportes em tecnologias e novos recursos

Entre as medidas anunciadas, está a simplificação do portfólio de modelos de veículos da marca e a redução do número de variantes, com foco em aumentar o compartilhamento da plataforma modular MQB, que atualmente é base construtiva para 60% dos carros do Grupo Volkswagen e deve aumentar esse porcentual para 80% nos próximos anos, com a produção estimada de 50 milhões de veículos, que vão se somar a outros 50 milhões já fabricados sobre a MQB. A ideia é comunizar o maior número possível de componentes, reduzir a complexidade de produção, aumentar ganhos de escala e reduzir custos. Na Europa, 25% das variações de motor-câmbio hoje oferecidas com baixa demanda vão sair de linha. Os processos administrativos, segundo a companhia, serão “mais enxutos”.

“Precisamos forçar o ritmo de nossa transformação para nos tornarmos mais ágeis e eficientes. É mandatório seguir com melhorias substanciais. O que já conquistamos até aqui continua não sendo suficiente”, diagnosticou Ralf Brandstätter, chefe de operações (COO) e membro do board da Volkswagen responsável por compras.

Brasdstätter destacou que será preciso uma espécie de pacto pela eficiência para fazer frente aos investimentos de € 11 bilhões até 2023 que a fabricante pretende fazer em eletromobilidade, direção autônoma, digitalização e serviços de mobilidade. Desse total, € 9 bilhões serão gastos integralmente na ofensiva de eletrificação da Volkswagen, que prevê a aceleração do plano inicial de lançamento de elétricos sobre a nova plataforma modular elétrica MEB.

A marca alemã aumentou de 10 milhões para 15 milhões sua estimativa de produção de veículos sobre a MEB em uma “primeira onda”. Existem atualmente dois carros 100% elétricos programados para lançamento até o fim de 2019, mas este número deverá crescer para 20 até 2025, quando a Volkswagen pretende vender 1 milhão de unidades desses modelos por ano.

Na Alemanha, a planta de Zwickau entrou na fase final de conversão para dedicar 100% de sua produção a elétricos a partir do fim de 2019, quando serão lançados comercialmente os primeiros modelos da família ID ali produzidos – a começar pelo compacto que já vem sendo chamado de “Fusca da eletromobilidade”. Fábricas em Emden e Hannover também serão convertidas até 2022. Estes serão os três maiores centros de fabricação de elétricos da Europa. Mas a ofensiva também acontecerá fora do continente europeu. Na China, as plantas de Anting e Foshan começam a produzir elétricos em 2020. Em breve a companhia também pretende decidir locações para fazer carros a bateria na América do Norte.

FORNECEDORES MAIS ENVOLVIDOS

Faltando menos de um ano para o início da produção dos primeiros ID em Zwickau, a Volkswagen reuniu esta semana em sua sede na Alemanha os presidentes de 30 fornecedores da plataforma elétrica MEB, já em preparação para sustentar a primeira linha de modelos elétricos da marca, que chegarão ao mercado com alto grau de digitalização e conectados em nuvem. A Volkswagen Automotive Cloud está sendo desenvolvida com parceiros. A ideia, segundo a fabricante, é explorar as novas possibilidade que surgem de oferta de serviços e criar o que chama de “criar o maior ecossistema automotivo do mundo”.

“A Volkswagen está consistentemente forjando sua ofensiva elétrica à frente. Isso também inclui a cooperação com parceiros fortes. O novo ID irá oferecer tecnologias e ideias das mais inovadoras companhias dessa indústria”, afirmou Brandstätter. “Entramos agora em uma fase decisiva. Em cerca de 12 meses o novo ID irá definir uma nova era para a Volkswagen, comparável em importância ao primeiro Fusca e ao primeiro Golf. Estamos preparando esse acontecimento muito cuidadosamente com os nossos parceiros”, acrescentou Thomas Ulbrich, membro do board responsável por eletromobilidade.

A fabricante afirma ter envolvido os principais fornecedores no desenvolvimento da família de elétricos ID, que desde 2016 já apresentou protótipos de um compacto (espécie de novo Fusca), o ID Buzz como versão elétrica de uma nova Kombi para passageiros e carga, o SUV ID Crozz e o carro de competição ID Pikes Peak, que para fazer marketing da nova geração de carros da marca quebrou o recorde de velocidade na subida de serra de mesmo nome na Califórnia, Estados Unidos.

“Redefinimos a cooperação com os fornecedores. Dizemos o que precisamos e eles nos dizem rapidamente como podem produzir com a melhor qualidade e eficiência possível. Isso significa que podemos incorporar de forma muito rápida as melhores inovações ao carro. Os clientes se beneficiam diretamente com esse novo tipo de parceria”, destaca Brandstätter.

Os fornecedores parecem gostar do novo modelo de relacionamento. “Para o ID, estamos buscando habilidades nas áreas de redes e eletrificação para trabalhar juntas. Para nós, esse modelo de cooperação mostra como podemos ser bem-sucedidos em moldar juntos o futuro da mobilidade no contexto de transformações complexas”, avalia Elmar Degenhart, CEO da Continental.

07 de dezembro de 2018

Publicação: Automotivebusiness

“Meu desafio é repensar processos e levar a Volkswagen aonde ela precisa ir”

Fabio Rabelo, head de digitalização e novos modelos de negócio da Volkswagen, conta como uma montadora tradicional inova com novos serviços e recursos de conectividade

GIOVANNA RIATO, AB

Até 2015 o slogan global da Volkswagen era Das Auto, um pretensioso O carro. Muita coisa mudou na organização nestes três anos com a crise gerada pelo dieselgate, fraude nas emissões de poluentes dos carros que fez a companhia repensar sua estratégia global, e pela transformação digital que deixou claro o fato de que empresas automotivas precisam entregar muito mais do que automóveis. É justamente este o trabalho de Fabio Rabelo, head de digitalização e novos modelos de negócio da companhia para a América Latina. Enquanto a matriz da empresa desenvolve soluções globais, como a plataforma We de serviços prometida para os próximos anos, o executivo cuida da evolução local da Volkswagen, adequada ao consumidor brasileiro.

Ele entrou na companhia há seis anos como responsável pelo marketing digital e, há dois, migrou para estrear a área de inovação, abrindo caminho para ampliar o horizonte de uma empresa que trabalha há 80 anos focada em fazer o tal Das auto. O mindset de Rabelo é outro: entregar a melhor experiência para o cliente – algo que não se limita apenas ao carro.

“Meu desafio é rever os processos como um todo, olhar para jornada do consumidor e levar a companhia aonde ela precisa ir. Precisamos reinventar a empresa em serviços e conectividade para os clientes que estão com o celular na mão e não querem esperar”, diz.

Rabelo defende que o automóvel segue como um produto cobiçado pelo consumidor – principalmente quando se trata do brasileiro. Ainda assim, ele entende que se a indústria não investir na própria reinvenção, concorrentes oferecerão a novidade que as pessoas precisam. “Nós vendemos o sonho e isso vai continuar assim, mas cada vez mais quem precisa se locomover usa outros recursos, como aplicativos de corridas. Precisamos apostar em sistemas e ferramentas novas”, acredita.

GRANDES DECISÕES, GRANDES DESAFIOS

O executivo entende que o momento é de grandes escolhas para a indústria automotiva. “Precisamos tomar decisões muito importantes rápido porque o cliente é sempre ansioso. Em 2010 um carro legal tinha espaço para colocar 6 CDs. Hoje um automóvel minimamente interessante tem um rádio que sincroniza Spotify”, diz. Esta não é exatamente uma tarefa simples em uma empresa com a história e o porte da Volkswagen. Há certa resistência a cada nova ideia, aponta o executivo, que se especializa cada vez mais em contornar o primeiro “não” para conseguir tocar novos projetos.

Segundo ele, o caminho para receber aprovação é chegar com um planejamento robusto nas mãos desde o primeiro momento. Se a conversa começar com “eu acho”, há boas chances de ela não avançar, admite. Rabelo reconhece também que o excesso de questionamentos fortalece os projetos.

"Há uma resistência natural, que existe em qualquer lugar. A vantagem aqui é que temos muito suporte da liderança da companhia para criar novas soluções. Nosso compromisso é garantir a entrega para o consumidor e, por isso, colocamos o foco lá na frente”, conta.

O time de Rabelo conta apenas com seis pessoas que, como ele mesmo diz, precisam inspirar e puxar os outros 16 mil funcionários da companhia no Brasil. Cada projeto é feito de forma colaborativa, conectando outras equipes e profissionais conforme as demandas surgem.

ELEMENTAR, MEU CARO WATSON

Foi preciso transpor algumas barreiras, mas Rabelo viu a resistência ao novo recuar na companhia quando a área de novos negócios fez seu primeiro grande lançamento: o manual cognitivo lançado no fim de 2017 com o Virtus. O recurso foi desenvolvido em parceria com a IBM, baseado na plataforma Watson, para tornar mais fluída a experiência do consumidor com o carro, conta Rabelo.

O executivo diz que, em um mundo digital, recorrer a um livro no porta-luvas para entender sobre um aspecto do automóvel soa como uma experiência rudimentar. Segundo ele, o manual cognitivo propõe uma nova relação com o automóvel. Por meio do aplicativo Meu Volkswagen no celular, o consumidor faz perguntas quando tem uma dúvida sobre o veículo, que rapidamente é respondida pelo sistema.

“Antes o cliente procurava no Google quando queria saber algo sobre o veículo, mas esta é uma ferramenta imprecisa neste caso, que não consegue trazer todas as informações. Com o aplicativo, nós conseguimos entregar o que ele quer”, conta. Tudo é feito por comandos de voz e o sistema precisa entender a dúvida do cliente independentemente de seu sotaque ou maneira de formular a pergunta, afinal, nenhum Sherlock Holmes ficaria feliz com um Watson que não consegue entregar as respostas. Rabelo conta que a tecnologia se torna mais precisa à medida que as pessoas a utilizam com novos questionamentos. “Hoje temos 92% de assertividade, mas a tendência é melhorar. A satisfação dos clientes que usam é bem alta.”

Depois da estreia no Virtus, a solução já foi implementada no Jetta, no Tiguan e, em breve, deve estar em toda a gama, ampliando consideravelmente as 12 mil perguntas mensais que o Watson tem recebido sobre os carros da Volkswagen. O projeto, diz Rabelo, é um case da companhia no mundo. “Fomos o primeiro país e a primeira marca a fazer algo do tipo.” Inovação made in Brazil, assegura. “Logo lançaremos em outros continentes”, diz.

USAR DADOS PARA CALIBRAR ESTRATÉGIA

Apesar dos bons resultados que Rabelo diz já ter gerado com o manual cognitivo até aqui, o grande potencial da solução está no que ela vai se transformar no futuro. O maior ativo é a enorme quantidade de dados sobre os consumidores que o sistema é capaz de captar, algo que vai ajudar a Volkswagen a tomar suas decisões estratégicas mais para frente. “Eu consigo saber qual modelo o cliente tem, quais são as suas dúvidas, o que é ou não intuitivo no carro”, diz.

O sistema já oferece recursos como agendar revisões na rede de concessionárias da marca, mas o plano é incluir outros recursos de conveniência. “Estamos discutindo parcerias com redes de postos de gasolina, com delivery de comida e prefeituras”, enumera. A meta ainda não é gerar receitas, mas entregar comodidade.

Logo chegam ao mercado outros frutos do trabalho da equipe de Rabelo. O primeiro é o Volkswagen Connect, sistema que mostra todas as informações de diagnóstico do automóvel direto no celular do consumidor. A novidade estreia no SUV T- Cross, em 2019, e será outra ferramenta para que a organização use dados para entender como é a rotina de uso do carro. Mais uma novidade que deve ganhar força em 2019 é a concessionária digital, conceito desenvolvido pela área de novos modelos de negócio que aposta em recursos tecnológicos para vender carros. Com estas estreias, a companhia dá muitos passos ao mesmo tempo.

“O digital evolui muito rápido. Toda vez que aprendo a fazer o meu trabalho, tudo muda”, brinca Rabelo.

Mesmo que a corrida seja injusta, ele assegura que vale a pena acelerar o passo para tirar o atraso. Afinal, lembra ele, inovar é muito mais do que fazer o famigerado Das Auto, é buscar a reinvenção na palma da mão do consumidor, direto no smartphone.

07 de dezembro de 2018

Publicação: Automotivebusiness

Cadeirinhas infantis à venda apresentam pouca proteção

Estudo realizado pela Proteste e Latin NCap teve até cinto rompido no impacto

REDAÇÃO AB

Um teste feito com cadeirinhas infantis pela associação de consumidores Proteste e o Latin NCap encontrou problemas com produtos à venda no Brasil. As cadeiras chamadas multigrupos (para crianças entre 9 e 36 quilos) obtiveram os piores resultados.

Em regra elas sobrecarregam a região do pescoço e permitem o deslocamento das crianças para a frente durante colisões, aumentando o risco de que elas batam no banco da frente. Segundo a avaliação, o desempenho dos produtos foi preocupante no teste de impacto frontal a 64 km/h, demonstrando que numa situação real a cadeira não protegeria a criança de lesões graves na cabeça, pescoço, face e coluna.

Os ensaios foram realizados com bonecos simulando altura e peso de crianças reais de acordo com cada grupo de cadeiras. O veículo empregado nos testes foi o Volkswagen Golf. De acordo com o estudo, o modelo da marca Kiddo Max Plus teve o cinto de segurança rompido na configuração bebê-conforto e a parte do colo do cinto afundou no abdômen do boneco preso ao cinto de segurança do carro, voltado para o banco do motorista. Conhecido como efeito submarino, esse fenômeno pode causar ferimentos graves.

O modelo Maxi Cosi Milofix obteve bom resultado, mas provocou esforços na região do pescoço. A cadeirinha se adapta aos diversos tipos de fixação e ancoragem mas só pode ser utilizada em carros citados em uma lista de veículos que vêm com o produto. O ponto negativo é que se trata, em grande parte, de automóveis europeus, não disponíveis no Brasil. Essa falta de clareza obriga o consumidor a ter de contatar o fabricante.

No que se refere à colisão frontal, uma boa constatação é que as cadeirinhas do grupo 0+, até 13 kg, alcançaram bons resultados. Isso mostra que artigos voltados para grupos específicos tendem a oferecer mais proteção do que as cadeirinhas evolutivas, que podem ser utilizadas de recém-nascidos a 36 kg.

Outra falha séria, e o ponto recorrente mais fraco desses dispositivos, é a falta de segurança no impacto lateral em razão de os apoios laterais não serem suficientemente dimensionados para preservar a região da cabeça da criança. Nenhum modelo foi considerado completamente seguro. Seria um ponto carente de regulamentação, segundo a Proteste.

MELHOR DO TESTE

Dos bebês-conforto, o modelo Chicco Key Fit foi o melhor do teste por apresentar os resultados mais adequados em segurança e facilidade de instalação. Os modelos Burigotto Touring Evolution 3042 e Lenox Cozycot receberam o título Escolha Certa pelo bom custo-benefício.

Entre as cadeirinhas multigrupos, a Maxi Cosi Milofix foi a mais bem avaliada e a Cosco Auto Envolve foi eleita a Escolha Certa, também pelo custo-benefício. A Proteste levou os resultados ao Inmetro e à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), pedindo medidas para o modelo cujo cinto rompeu e apresentou o problema potencialmente grave do efeito submarino.

07 de dezembro de 2018

Publicação: Automotivebusiness

Audi inicia montagem de três modelos na Argélia

Fábrica erguida pela Sovac S.P.A. em 2017 já produzia modelos Volkswagen, Skoda e Seat

REDAÇÃO AB

A Audi e seu importador argelino Sovac S.P.A. iniciaram a montagem dos modelos A3 Sportback, A3 sedã e Q2 na Argélia. Eles sairão de uma linha de montagem em Relizane, capital da província de mesmo nome. Com a inclusão dos modelos Audi a fábrica está apta a produzir 200 carros por dia. A planta da Sovac Production S.P.A. da Argélia fabrica automóveis do Grupo Volkswagen desde 2017.

A linha de montagem foi iniciada por Peter Will, chefe de planejamento e direção de projetos CKD/MKD/SKD na Audi, e Mourad Oulmi, CEO da Sovac S.P.A. "A entrada da Audi na fábrica multimarcas do grupo é um passo lógico no mercado em crescimento da Argélia", afirma Will. “Estamos garantindo a qualidade da Audi e atuando de forma sinérgica com as outras marcas do grupo.”

No ano passado a Sovac Production S.P.A. da Argélia construiu uma unidade de produção em uma área de 150 hectares na região de Relizane, a 220 quilômetros a oeste de Argel. A capacidade de produção diária aumentou gradualmente para cerca de 200 carros. Os modelos Volkswagen Golf, Polo, Tiguan, Passat e Caddy, Skoda Octavia, Rapid e Fabia, e Seat Ibiza, Arona, Leon e Ateca são montados na fábrica.

07 de dezembro de 2018

Publicação: Automotivebusiness

Prefeitura de São Paulo relança licitação que pode renovar frota de ônibus da cidade

Concorrência prevê contratos de 20 anos e expressiva renovação de veículos

REDAÇÃO AB

A Prefeitura de São Paulo relançou na quinta-feira, 6, os editais de licitação para operar os ônibus da capital, considerada a maior concorrência do transporte público na América Latina. Segundo informações do Diário do Transporte, a entrega das propostas está prevista para 18 de janeiro de 2019. Os novos contratos deverão promover considerável renovação dos mais de 14 mil ônibus que operam hoje na cidade, pois será proibida a circulação de veículos com mais de 10 anos e a idade média obrigatória da frota será reduzida a cinco anos, com inclusão de modelos mais "limpos", movidos a gás natural, biometano e propulsão elétrica ou híbrida.

A publicação ocorre após ajustes nos contratos determinados pelo TCM (Tribunal de Contas do Município), que na época do primeiro lançamento dos editais, em 24 de abril deste ano, apontou 51 irregularidades, 20 improbidades e 19 necessidades de correções, bloqueando a concorrência que estava prevista para 8 de junho. Feitas as correções pela Prefeitura, o texto voltou para o TCM, que o liberou em outubro após revisões e só agora foi relançado. A licitação ocorre com cinco anos de atraso, já que o último contrato venceu em 2013 e desde então o poder executivo municipal tem assinado contratos emergenciais para a continuidade da prestação do serviço.

Com duração de 20 anos e que podem ser prorrogados por mais um ano, os contratos tiveram o valor corrigido para R$ 71,1 bilhões. Na ocasião de seu primeiro lançamento, em abril, o valor era de R$ 68,1 bilhões. Atualmente, o sistema de ônibus tem cerca de 9,5 milhões de passagens por dia, 1.340 linhas distribuída pela cidade e é operado por 14.377 ônibus, segundo a SPTrans. Com o novo edital, o sistema perderá 132 linhas.

Os editais determinam três tipos de subsistema de operação: o estrutural (R$ 28,12 bilhões), operado por ônibus maiores, como os padrons (motor traseiro e piso baixo), articulados, superarticulados e biarticulados, que trafegam por grandes avenidas, ruas de grande movimento e por corredores que fazem a ligações entre os terminais, passando pelo centro da cidade. O local de articulação regional (R$ 20,79 bilhões), inédito na cidade e que funcionará como um sistema intermediário, ligando bairros mais distantes a centros regionais (sem passar pelo centro da cidade) por meio de ônibus básicos, com motor dianteiro. Já o subsistema local de distribuição (R$ 22,21 bilhões) será operado por veículos menores entre os bairros e terminais, corredores de ônibus e estações do Metrô e da CPTM. Estão previstos para este sistema os miniônibus, midi (micrões) e os do tipo padrão, a depender das condições viárias.

As empresas vencedoras terão até 120 dias para iniciar a operação, contados a partir da assinatura dos contratos. Já as mudanças do sistema só devem ser introduzidas 12 meses após as assinaturas, seguidos por um período de transição da operação por mais 36 meses (três anos) para serem concluídas.

RENOVAÇÃO DA FROTA E PROPULSÃO MAIS LIMPA

A idade média exigida da frota na cidade será de cinco anos, tanto para modelos movidos a diesel como para a gás natural veicular (GNV). Veículos com mais de dez anos de uso não poderão mais operar na cidade. Já para ônibus com tração elétrica, como os trólebus ou 100% movidos a bateria, os modelos deverão ter vida útil de no máximo 15 anos e para estes não há determinação de idade média.

A frota também deverá seguir a nova Lei de Mudanças Climáticas (16.802, de 17 de janeiro de 2018), que estipula um cronograma de redução de emissões de poluentes. O tipo de ônibus para cumprir as metas poderá ser escolhido pelos empresários e poderá ser entre modelos a gás natural (GNV), etanol ou biometano, ou ainda híbridos, 100% elétricos movidos a bateria e DualBus (duas tecnologias de tração elétrica em um só ônibus). Também é prevista a adição de 50 trólebus ao sistema de transporte municipal, mas sem ampliar a rede aérea existente, aproveitando apenas trechos não utilizados.

A TIR (Taxa Interna de Retorno) que embute o lucro das empresas e se refere ao retorno dos investimentos realizados pelas viações será limitada a 9,85%. O que passar deste porcentual, voltará automaticamente para os cofres públicos. Se o retorno for abaixo dos 9,85%, haverá avaliação anual dos contratos, que será considerada na revisão de acordos para equilíbrio- econômico das empresas a cada quatro anos.

Atualmente, as empresas são pagas apenas pelos passageiros transportados. Nos três editais da licitação, a prefeitura propõe pagar as companhias de ônibus por uma fórmula que considera cumprimento ou não de critérios de qualidade, total de penalidades recebidas por falhas nos serviços, ganhos de produtividade e redução dos custos sem comprometer a oferta e o total de passageiros transportados.

O TCM acompanhará esta revisão dos contratos, que também vai levar em conta os investimentos em tecnologia e ônibus mais modernos e menos poluentes, como os movidos a GNV, biometano ou ainda os modelos híbridos e os elétricos a bateria.

Nas revisões de contratos, também serão consideradas as variações salarias dos trabalhadores e os impactos financeiros e operacionais no sistema municipal de transporte público pela atuação dos aplicativos como Uber, Easy, Cabify e 99.

07 de dezembro de 2018

Publicação: Automotivebusiness

Novo VW Delivery chega à Colômbia, seu décimo mercado

Linha de caminhões leves e médios já é responsável por 30% das exportações da VWCO

REDAÇÃO AB

Esta semana a Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) lançou a nova linha de caminhões leves e médios VW Delivery na Colômbia, o décimo mercado de exportação do modelo, que desde o lançamento no Brasil há um ano já está sendo vendido em grande número de países latino-americanos, como Peru, Chile, Paraguai, Uruguai, Argentina e México, entre outros. A nova família Delivery já representa 30% das vendas externas do fabricante. As encomendas já antecipadas pelos colombianos garantiram ao Delivery 11.180 o título de caminhão VW mais procurado no país.

O novo Delivery foi apresentado em Bogotá na quarta-feira, 5, pelo grupo Porsche Colômbia, representante da VWCO no país. Além do 11.180, os clientes e imprensa local também conheceram o Delivery 9.170, outra versão disponível para vendas por lá.

Lançada há pouco mais de um ano, a nova linha Delivery é composta por modelos de 3,5 a 13 toneladas. Segundo a VWCO, mais lançamentos da família de caminhões vão acontecer nos próximos 12 meses, abrangendo todos os mercados externos da fabricantes.

07 de dezembro de 2018

Publicação: Automotivebusiness

Campo de Provas da Mercedes-Benz em Iracemápolis ganha prêmio internacional da Daimler Trucks

Empreendimento foi escolhido como melhor iniciativa em uma das categorias da competição de melhoria contínua da companhia

REDAÇÃO AB

O Campo de Provas da Mercedes-Benz inaugurado em maio deste ano em Iracemápolis (SP) para testes de caminhões e ônibus já ganhou um prêmio internacional da Daimler Trucks. Em eleição promovida entre 15 mil empregados de 34 países da divisão de veículos comerciais do Grupo Daimler, o empreendimento foi escolhido em primeiro lugar em uma das categorias da Global CI Cup.

A competição premia os melhores projetos voltados à melhoria contínua de processos e produtos da companhia. Para alcançar o primeiro lugar na categoria “Cadeia de Valor”, a equipe de engenharia responsável pelo projeto em Iracemápolis apresentou o case “Da fazenda de cana-de-açúcar ao eficiente Campo de Provas”, detalhando os benefícios trazidos pelo investimento de R$ 90 milhões, que transformou uma plantação de cana-de-açúcar ao lado fábrica de montagem de carros da marca (inaugurada ali em 2015) no maior Campo de Provas do Hemisfério Sul, com 16 pistas de testes em uma extensão total de 12 km. Construída com os mesmos padrões do campo da Daimler em Wörth, na Alemanha, a unidade brasileira é um laboratório que simula, em condições reais, as situações para avaliar a robustez e durabilidade dos veículos.

Mas o campo de testes não foi o único premiado. Nesta edição da Global CI Cup, que contou com a participação de todas as marcas da divisão no mundo, a Mercedes-Benz do Brasil foi a unidade que mais conquistou prêmios. “Dos 18 troféus entregues na Alemanha, nós conquistamos nove. Com isso, o time brasileiro se destaca em inovação no âmbito global da Daimler Trucks, ao se diferenciar na maneira como desenvolve seus projetos”, afirma Marcus Kliewer, diretor de desenvolvimento de caminhões da empresa no País.

Os demais prêmios conquistados pela Mercedes-Benz do Brasil variam entre desenvolvimento de novos produtos e componentes, chegando até a mudança da cultura empresarial, como o projeto “Lean Mindset”, vencedor na categoria “Cultura Lean”, que tem o objetivo de tornar processos internos mais sustentáveis e, ao mesmo tempo, qualifica pessoas para tornar possível essa transformação.

“Conquistar esse prêmio reforça a importância de se investir em uma mudança significativa de processos, que beneficiaram desde a linha de produção até as rotinas administrativas. Sem dúvidas, um importante reconhecimento para nossos colaboradores do Brasil”, afirma Carlos Santiago, vice-presidente de operações da Mercedes-Benz no País.

07 de dezembro de 2018

Publicação: Automotivebusiness

BMW Group promove rotação em diretorias de Mini e Motorrad no Brasil

Rodrigo Novello (esq.) é o novo diretor de vendas e marketing da marca inglesa e Julian Mallea assume mesma função na divisão de motos

O BMW Group Brasil anunciou uma rotação nas diretorias de marketing e vendas da Mini e Motorrad. Rodrigo Novello vai dirigir a área da marca inglesa de minicarros. O executivo já atuava na Mini no País, era gerente de vendas, produto e preços. Ele vai substituir Julian Mallea, que foi transferido para assumir a diretoria de vendas e marketing da divisão de motos do grupo BMW, posto até agora ocupado por Federico Álvarez, que após cinco anos deixa o comando da operação brasileira da Motorrad e retorna à Espanha, onde deve desempenhar novas atribuições na empresa naquele país.

Brasileiro, Novello atuou nas áreas de vendas e marketing de diversos fabricantes de automóveis e componentes no País. Ele está desde 2012 no BMW Group Brasil. O executivo é graduado em Administração de Empresas pela Universidade Metodista de São Paulo e tem pós-graduação pelo Ibmec. Em suas novas funções, Novello irá se reportar a Ricardo Humphrey, diretor de vendas e marketing da Mini para América Latina.

O argentino Julian Mallea atua no BMW Group desde 2003. Ele já foi gerente de marketing e vendas da BMW Motorrad Argentina, gerente da Mini no mesmo país, gerente de finanças do grupo e assumiu a direção de Mini no Brasil em 2014. É graduado em contabilidade pública pela Universidad Católica de Cuyo, pós-graduado em gestão de impostos pela Universidad de Belgrano e tem um MBA pela IAE Business School da Universidad Austral. Mallea agora se reportará a Alejandro Echeagaray, CEO da fábrica do BMW Group em Manaus (AM) e diretor da BMW Motorrad para América Latina.

07 de dezembro de 2018

Publicação: Automotivebusiness

Airbags Takata geram novo recall, de mais de 80 mil Fiat

Deflagradores defeituosos podem projetar estilhaços sobre ocupantes do veículo

REDAÇÃO AB

O risco de ferimentos graves e até fatais em razão de airbags defeituosos fabricados pela Takata levou a FCA Fiat Chrysler a convocar proprietários dos Fiat Uno, Novo Palio e Grand Siena dos anos-modelos 2012 e 2013 para verificação e eventual substituição dos componentes. A campanha envolve 81.697 carros. O maior volume é do Grand Siena, com mais de 26 mil unidades.

Os deflagradores desses airbags podem se degradar por eventual exposição do veículo a variações elevadas de temperatura e umidade por longos períodos. Em caso de colisão com acionamento do airbag poderá ocorrer a ruptura do deflagrador, provocando a dispersão de fragmentos metálicos em direção ao motorista e aos passageiros do veículo.

O atendimento à campanha começa a partir da segunda-feira, 10 de dezembro. O tempo estimado de reparo é de duas horas. A FCA orienta o agendamento prévio do serviço em uma concessionária Fiat. Outras informações podem ser obtidas pelo site www.fiat.com.br ou no telefone 0800 707 1000.

Xx de dezembro de 2018

Publicação: Automotivebusiness

Iveco prevê crescimento de 21% das vendas de caminhões em 2019

Para a montadora, volume total deve superar as 104 mil unidades no Brasil

SUELI REIS, AB | De Sete Lagoas (MG)

Com a expectativa de que o mercado brasileiro encerre 2018 com um volume de vendas totais de 86,5 mil caminhões – até novembro foram 68,3 mil com alta de 49% – a Iveco prevê um novo crescimento para o setor em 2019 na ordem de 21%, para 104,7 mil veículos. Se a previsão se confirmar, esta será a primeira vez que o setor superará a faixa das 100 mil unidades em quatro anos. A última vez que se viu um nível acima disso foi em 2014, quando o segmento de pesados registrou pouco mais de 137 mil veículos novos entregues ao mercado interno. No volume estimado, a montadora inclui os modelos de peso bruto total (PBT) a partir de 3,5 toneladas.

“Superada a crise, o momento do mercado é outro, está apontando para cima e indicando mais de 100 mil unidades”, afirma o vice-presidente da Iveco para a América Latina, Marco Borba.

O executivo lembra a trajetória de depressão do mercado entre 2013 e 2017, quando as vendas caíram abruptamente ano após ano, até começar a retomar o fôlego em meados do ano passado. “Em alguns momentos a crise exigiu algumas adaptações, mas em momento algum a Iveco ‘botou o pé no freio’ e continuamos nos mexendo”, disse, se referindo ao fato de a empresa ter sido uma das poucas fabricantes de veículos comerciais a anunciar investimentos no período da crise – embora o anúncio de US$ 120 milhões entre 2017 até o primeiro semestre de 2019 tenha sido feito durante a Fenatran, maior feira do segmento para a região da América Latina realizada em outubro de 2017, quando o setor já dava sinais mais firmes de recuperação.

O diretor de vendas e marketing, Ricardo Barion, reforçou dizendo que a confirmação de que o pior já havia ficado para trás veio com a reversão da curva de queda dos índices de confiança da indústria, do varejo e de serviços. Por conta desse cenário um pouco mais alentador, a primeira reação é tradicionalmente do mercado de caminhões pesados, responsável por 70% do transporte de cargas no País. Com isso, a nova projeção da montadora apontou para a venda total de 86,5 mil veículos pesados neste ano, o que já representa 43% de aumento com relação a 2017. “Só nos pesados, as vendas devem dobrar este ano”, afirma Barion.

Prova disso é o aumento do índice de tráfego de veículos no Brasil que mostra o total de caminhões registrados em pedágios nas estradas do País: o número já está no patamar verificado em 2012, período antes da crise.

Em sua análise, Borba acredita que como o segmento de pesados teve o maior índice de crescimento deste ano, o crescimento da categoria deverá ser mais linear e menos intenso em 2019. Em contrapartida, as demais categorias, como os semileves, leves e médios devem crescer com índices maiores que os realizados por cada um deles em 2018. “As vendas vão aumentar em 2019 com relação a 2018 e como marca deveremos crescer junto com o mercado. Já como meta, a Iveco quer manter sua participação e crescer em cada segmento; mas não crescer só por crescer e sim aumentar os negócios de uma forma muito sustentável em cada segmento que atuamos”, defende.

ADAPTAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO

Ao longo dos últimos dois anos, a Iveco sofreu transformações importantes em termos de produto, como a descontinuação da linha de médios Vertis, a introdução do câmbio automatizado no semipesado Tector, o lançamento de mais opções na categoria de furgão com o Daily City e agora com o lançamento em 2019 do novo pesado Hi-Road, que substitui o Stralis.

Ele conta que essa recuperação iminente do mercado percebida já no ano passado chamou a atenção dos dirigentes globais da Iveco, o que permitiu dar um passo adiante no planejamento da marca para o mercado local.

Além dos novos produtos com novidades também já confirmadas para 2019, a empresa mantém seu plano de expansão da rede: em 2018, a ideia é encerrar com 74 casas, 16% a mais que as 64 no fim de 2017. No ano que vem, a rede aumentará ainda mais, cerca de 20%, e pretende chegar a 88 unidades, entre revendas (pontos de venda) e pontos de assistência.

“Precisa ser estratégico na redistribuição da capilaridade e sempre olhar as rotas que precisam dessa cobertura. As vezes um local precisa mais de um ponto de assistência do que de vendas e essas 88 concessionárias previstas para 2019 são todas estrategicamente desenhadas e preparadas que cobrem quase 100% da necessidade dos pontos reais de vendas e de pós- venda no País”, afirma Borba.

10 de Dezembro de 2018 (08:23)

Publicação: Zero Hora - Mundo

Carlos Ghosn é acusado formalmente e continuará preso no Japão

Três semanas depois de sua detenção em Tóquio, Carlos Ghosn foi acusado formalmente nesta segunda-feira (10) por ocultar parte de sua renda durante cinco anos e continuará em prisão provisória.

A Promotoria decidiu acusar o presidente da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi Motors por não ter declarado às autoridades da Bolsa quase 5 bilhões de ienes (38 milhões de euros) de seus rendimentos durante um período de cinco anos, entre 2010 e 2015.

Seu braço direito, Greg Kelly, detido no mesmo dia que o executivo, também foi acusado.

A montadora Nissan também foi acusada formalmente de ter fornecido as declarações de rendimentos às autoridades.

Ghosn seguirá detido. A prisão provisória foi prorrogada para permitir a investigação de outra suposta ocultação de renda, neste caso entre 2015 e 2018, por um total de 4 bilhões de ienes. O período sob custódia pode chegar a 22 dias a partir desta segunda-feira.

Carlos Ghosn, 64 anos, chegou ao Japão em 19 de novembro em um jato particular. No desembarque, foi detido pelos investigadores da Promotoria por suposta sonegação fiscal e foi levado para um centro de detenção da zona norte do Tóquio.

Poucos dias depois foi destituído da presidência dos conselhos de administração da Nissan e da Mitsubishi Motors.

A Promotoria também investiga o executivo pelo uso ilícito de residências de luxo pagas pela empresa.

A Nissan anunciou que apelará contra uma decisão de um tribunal do Brasil que autorizou representantes de Ghosn a entrar em um apartamento no Rio de Janeiro. A empresa alega que deseja "evitar a destruição de possíveis provas".

O caso está cercado de incógnitas porque os promotores divulgam poucas informações, e a defesa de Ghosn, liderada por Motonari Ohtsuru, ainda não falou em público.

De acordo com a imprensa japonesa, Ghosn nega as acusações. "Tem uma mentalidade forte e combativa", afirmaram fontes na sede da montadora francesa Renault.

O executivo franco-brasileiro de origem libanesa afirma que é bem tratado, recebe visitas dos embaixadores da França e do Líbano, assim como do cônsul do Brasil, e passa o tempo lendo livros e revistas entre os interrogatórios.

O jornal Asahi Shimbun afirma que, durante os interrogatórios, que acontecem em inglês e são gravados, Ghosn admitiu ter assinado documentos que mencionam os pagamentos que teria recebido, mas garante que os valores não eram definitivos e por isso não constavam nos documentos públicos da Nissan.

Uma fonte ligada às investigações afirmou que o sistema de suposta fraude teria começado após a entrada em vigor de uma lei que obriga os executivos mais bem pagos de uma empresa a tornar públicas suas remunerações.

O objetivo de Ghosn teria sido evitar as críticas dos acionistas e dos funcionários.

Independentemente do resultado judicial, o caso afetará a aliança Renault-Nissan, nascida em 1999, e que, em 2016, com a entrada da Mitsubishi Motors, tornou-se o maio grupo mundial do setor automobilístico.

Na Nissan, a demissão de Ghosn provocou reações intensas.

"O senhor Ghosn e o Estado francês (acionista da Renault) são o diabo", afirmou o analista Takaki Nakanishi, para quem a crise é uma oportunidade para reforçar a parte japonesa da empresa.

Na Renault, que tem 43% da Nissan e da qual Ghosn permanece como conselheiro delegado, há "estupor", e o executivo recebe mensagens de apoio. A montadora francesa lamenta não ter recebido todos os documentos do caso por parte da Nissan.

No Líbano, a detenção do empresário, símbolo do sucesso da diáspora libanesa, também despertou comentários a favor do executivo. "A fênix libanesa não será queimada pelo sol japonês", disse o ministro do Interior, Nohad Machnouk.

* AFP Três semanas depois de sua detenção em Tóquio, Carlos Ghosn foi acusado formalmente nesta segunda-feira (10) por ocultar parte de sua renda durante cinco anos e continuará em prisão provisória. A Promotoria decidiu acusar o presidente da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi Motors por não ter declarado às autoridades da Bolsa quase 5 bilhões de ienes (38 milhões de euros) de seus rendimentos durante um período de cinco anos, entre 2010 e 2015. Seu braço direito, Greg Kelly, detido no mesmo dia que o executivo, também foi acusado. A montadora Nissan também foi acusada formalmente de ter fornecido as declarações de rendimentos às autoridades. Ghosn seguirá detido. A prisão provisória foi prorrogada para permitir a investigação de outra suposta ocultação de renda, neste caso entre 2015 e 2018, por um total de 4 bilhões de ienes. O período sob custódia pode chegar a 22 dias a partir desta segunda-feira.

Carlos Ghosn, 64 anos, chegou ao Japão em 19 de novembro em um jato particular. No desembarque, foi detido pelos investigadores da Promotoria por suposta sonegação fiscal e foi levado para um centro de detenção da zona norte do Tóquio. Poucos dias depois foi destituído da presidência dos conselhos de administração da Nissan e da Mitsubishi Motors. A Promotoria também investiga o executivo pelo uso ilícito de residências de luxo pagas pela empresa.

A Nissan anunciou que apelará contra uma decisão de um tribunal do Brasil que autorizou representantes de Ghosn a entrar em um apartamento no Rio de Janeiro. A empresa alega que deseja "evitar a destruição de possíveis provas". O caso está cercado de incógnitas porque os promotores divulgam poucas informações, e a defesa de Ghosn, liderada por Motonari Ohtsuru, ainda não falou em público. De acordo com a imprensa japonesa, Ghosn nega as acusações. "Tem uma mentalidade forte e combativa", afirmaram fontes na sede da montadora francesa Renault. O executivo franco-brasileiro de origem libanesa afirma que é bem tratado, recebe visitas dos embaixadores da França e do Líbano, assim como do cônsul do Brasil, e passa o tempo lendo livros e revistas entre os interrogatórios.

O jornal Asahi Shimbun afirma que, durante os interrogatórios, que acontecem em inglês e são gravados, Ghosn admitiu ter assinado documentos que mencionam os pagamentos que teria recebido, mas garante que os valores não eram definitivos e por isso não constavam nos documentos públicos da Nissan. Uma fonte ligada às investigações afirmou que o sistema de suposta fraude teria começado após a entrada em vigor de uma lei que obriga os executivos mais bem pagos de uma empresa a tornar públicas suas remunerações. O objetivo de Ghosn teria sido evitar as críticas dos acionistas e dos funcionários.

Independentemente do resultado judicial, o caso afetará a aliança Renault-Nissan, nascida em 1999, e que, em 2016, com a entrada da Mitsubishi Motors, tornou-se o maio grupo mundial do setor automobilístico. Na Nissan, a demissão de Ghosn provocou reações intensas. "O senhor Ghosn e o Estado francês (acionista da Renault) são o diabo", afirmou o analista Takaki Nakanishi, para quem a crise é uma oportunidade para reforçar a parte japonesa da empresa. Na Renault, que tem 43% da Nissan e da qual Ghosn permanece como conselheiro delegado, há "estupor", e o executivo recebe mensagens de apoio. A montadora francesa lamenta não ter recebido todos os documentos do caso por parte da Nissan. No Líbano, a detenção do empresário, símbolo do sucesso da diáspora libanesa, também despertou comentários a favor do executivo. "A fênix libanesa não será queimada pelo sol japonês", disse o ministro do Interior, Nohad Machnouk. * AFP

10 de Dezembro de 2018

Publicação: New Trade - Geral

70% das empresas tentam escapar da alta do frete

Pesquisa feita com 27 grandes companhias mostra que empresas avaliam criação de frota própria e até compra de transportadora

As incertezas em torno da nova tabela de frete mínimo têm levado as empresas a buscarem alternativas para escapar do aumento de custos. Quase 70% das companhias estudam estratégias diferentes para transportar suas mercadorias, como a aquisição de frota própria, uso de outros modais de transporte (como ferrovias e transporte marítimo) e até a compra de transportadora.

Uma pesquisa feita pela consultoria Integration com 27 grandes companhias, cujos gastos com frete chegam a R$ 2 bilhões por ano, revela que as empresas ainda têm muitas dúvidas sobre a lei do frete. Para 40% delas, não há nitidez suficiente nas regras para aplicá-las no dia a dia. “A questão do frete de retorno, por exemplo, é um assunto que ainda gera muitas dúvidas e preocupações", afirma o sócio diretor da consultoria de estratégia e gestão de empresas, Luis Vidal.

Nesta semana, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STF), Luiz Fux, suspendeu temporariamente a aplicação de multa pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para quem descumprir a tabela de frete. Favorável às transportadoras, a decisão criou mal estar entre os caminhoneiros. Pelo WhatsApp, os motoristas se articulam para nova paralisação.

Esse tipo de incerteza traz preocupação para o setor produtivo, que já trabalha com relevante aumento nos custos. De acordo com a pesquisa da Integration, 55% das empresas esperam aumento superior a 20% nos gastos com transporte e logística. Por isso, as empresas buscam alternativas. A mais comum é a formação de frota própria. Desde o início da criação da tabela de frete, varias empresas tem manifestado interesse em comprar seus veículos próprios.

Cerca de 57% das empresas pesquisadas afirmaram que estão tentando criar uma frota interna de caminhões. A estratégia foi adotada, por exemplo, pelo grupo JBS que comprou 360 caminhões em agosto e já recebeu os veículos. A Amaggi comprou 300 caminhões que começarão a ser entregues em fevereiro.

A americana Cargill, uma das líderes globais em agronegócios, tem planos semelhantes, mas ainda não bateu o martelo. Em nota, a multinacional afirmou que acredita na “ratificação da inconstitucionalidade do tabelamento do fretes". E destacou: “Se isso não ocorrer ou se essa decisão se alongar de forma a dificultar nossas operações no País, estamos preparados para adotar a alocação de frota própria".

As montadoras dizem que tem recebido muita sondagem, mas poucos negócios foram fechados. “Por enquanto, recebemos só consultas. Muitos têm dúvidas se as medidas serão eternas. Outros ainda fazem as contas para saber se é vantajoso ou não ter frota própria", diz o diretor da Ford Caminhões, João Pimentel.

No mercado, essa estratégia é vista como um tiro no pé por muitos especialistas. “A opção de adquirir frota própria pode colocar as empresas num problema maior", diz João Moretti, sócio da Agrega Tech - empresa de soluções logísticas. O que ele quer dizer é que ao comprarem os caminhões, as companhias passam a ter outros custos, como o de manutenção dos veículos e de pessoal para operar a frota.

Mas essa não é a única estratégia. Muitas empresas tem procurado diversificar a matriz de transportes, inserindo hidrovias, ferrovias e cabotagem (em navios pelo mar) no planejamento. Esse é o caso de 49% das empresas ouvidas pela Integration. A ideia é reduzir a dependência pelo transporte rodoviário, que hoje representa cerca de 60% de tudo que é movimentado no Brasil.

08 de Dezembro de 2018

Publicação: Diario ABC - Economia

Empresa do Ceará pede falência da Ford

Por conta de dívida de R$ 163.024,13, a empresa de transportes rodoviários Uruburetama, do Ceará, pediu na Justiça a falência da Ford, montadora norte-americana com sede em São Bernardo. No processo, a transportadora alegou que foi impossível resolver o recebimento da quantia de forma amigável, devida desde março do ano passado, sendo que o valor chegou inclusive a ser protestado.

O passivo cobrado corresponde a aproximadamente metade do preço de um Mustang, carro esportivo premium da marca, que custa cerca de R$ 315 mil.

Mesmo com o valor já depositado em juízo pela automotiva, o processo ainda corre na 1ª Vara Cível de São Bernardo. O trâmite judicial teve início em abril deste ano, em Fortaleza, Capital cearense, onde fica a transportadora. A empresa tinha contrato de prestação de serviços com a Ford. A ação, porém, foi transferida para a comarca do Grande ABC, por conta do endereço da Ford brasileira (no bairro Taboão).

A Uruburetama se baseou no artigo 94 da Lei 11.101/2005, que considera decretada a falência do devedor que não efetua o pagamento dentro do vencimento de quantia superior a 40 salários mínimos, ou seja, acima de R$ 38.160.

De acordo com o advogado Gustavo Milaré, sócio do escritório Meirelles Milaré Advogados, o dispositivo é utilizado por empresas para que o recebimento da quantia seja de maneira mais rápida. A legislação permite que tenha esse pedido de falência. O juiz pede para citar a empresa, que tem um período de dez dias para responder. O que acontece quando uma empresa tem a falência decretada, todos os seus bens serão liquidados e o dinheiro vai para o pagamento dos credores. Se a firma é acionada nesta situação, mesmo que tenha dificuldades, ela vai arranjar dinheiro e não vai quebrar, explicou.

O especialista afirmou que já há jurisprudência contra essa forma de cobrança. Isso porque ela vai contra o sistema e acaba sendo tática para recebimento do valor, sem entrar com o processo de execução da dívida, que costuma ser mais demorado. Pegando o caso da Ford como exemplo, a empresa está inadimplente, mas não significa que ela não tenha patrimônio e dinheiro para pagar o passivo. É uma tática para recebimento, o que acaba funcionando como uma espécie de coação, segundo a jurisprudência, argumentou.

No caso da montadora, o valor pedido pela transportadora foi depositado em juízo no dia 14 de setembro, praticamente um mês após a abertura do processo. Ou seja, para evitar as consequências de um processo de falência, o trâmite e a resolução acabam sendo mais rápidos, disse Milaré.

Questionada sobre o assunto, a Ford afirmou, por meio de nota, que, na sua avaliação, o pedido de falência ajuizado pelo prestador de serviço não é o meio processual adequado para tratativa de uma questão estritamente comercial. A Ford já apresentou a sua defesa e efetuou o depósito em juízo, afastando o risco de falência, e aguarda a definição do Judiciário.

Procurado, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC declarou não ter conhecimento sobre o assunto. A equipe do Diário entrou em contato com a Uruburetama ontem diversas vezes, por telefone, mas ninguém retornou às ligações até o fechamento desta edição.

08 de Dezembro de 2018

Publicação: Folha - Economia

Fiat faz recall de 81,7 mil veículos modelo Palio, Uno e Grand Siena

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A FCA (Fiat Chrysler Automóveis) anunciou nesta sexta-feira (7) um recall envolvendo 81,7 mil carros, modelos Fiat Uno, Novo Palio e Grand Siena, anos/modelo 2012 e 2013.

Segundo a companhia, foi detectada a possibilidade de degradação do deflagrador do airbag devido à eventual exposição do veículo a variações elevadas de temperatura e umidade durante longos períodos.

Os donos dos veículos devem agendar visita a uma das concessionárias Fiat para que sejam providenciadas gratuitamente a análise, a verificação e, se necessária, a substituição dos módulos dos airbags do lado do motorista e/ou do passageiro.

A Fiat afirma que, em caso de colisão que resulte no acionamento do airbag, poderá ocorrer a ruptura de seu deflagrador devido a uma excessiva pressão interna, provocando a dispersão de fragmentos metálicos com potenciais danos físicos graves ou até mesmo fatais aos ocupantes do veículo.

O tempo estimado de reparo é de duas horas.

Para consulta dos números dos chassis envolvidos e mais informações, é possível visitar o site da Fiat (www.fiat.com.br) ou entrar em contato pelo telefone 0800 707 1000.

08 de Dezembro de 2018

Publicação: D. Comércio BH - Notícias

Venda de veículos em Minas recua em novembro

LEONARDO FRANCIA

As vendas de veículos no Estado alcançaram 57,1 mil unidades em novembro, com uma queda de 15% na comparação com as de outubro. Em relação ao mesmo mês de 2017, quando foram vendidos 48 mil veículos, por outro lado, houve aumento de 18,9%. Os dados foram divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

No acumulado deste ano até novembro, os emplacamentos de veículos no Estado, incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários totalizaram 542,7 mil unidades, 13,5% de crescimento sobre os 477,9 mil veículos vendidos nos mesmos meses de 2017.

Em todo o Estado, os automóveis e comerciais leves responderam pela maior parte das vendas de veículos entre janeiro e novembro, com participação de 81,8%. No período, foram emplacadas 444,1 mil unidades deste tipo em Minas, 14,1% de alta frente o mesmo intervalo de 2017 (388,9 mil veículos).

Somente na Capital, as vendas de veículos somaram 351,5 mil unidades até novembro, o que responde por 64,7% do total de licenciamentos no Estado para o intervalo. Na comparação com os 300,8 mil veículos emplacados em Belo Horizonte no mesmo período de 2017, houve uma evolução de 16,8%. Os automóveis e comerciais leves responderam por 95,9% do total dos emplacamentos no município.

Pesados - As vendas de caminhões e ônibus em Minas, veículos que são responsáveis pelo escoamento da produção, somaram 902 mil unidades em novembro, 17,2% a menos que as 1 mil unidades de outubro. Na comparação com as vendas destes tipos de veículos em idêntico mês de 2017 (767 unidades), houve aumento de 17,6%.

Conforme as informações da Fenabrave, no acumulado até novembro, a comercialização de caminhões e ônibus no Estado somou 9,8 mil unidades, um salto de 46,5% na comparação com os 6,7 mil emplacamentos destes tipos de veículos no mesmo intervalo de 2017.

Em Belo Horizonte, as vendas acumuladas de caminhões e ônibus até novembro deste ano totalizaram 1,4 mil unidades, o que responde por 14,2% de participação nas vendas totais desses veículos dentro do Estado. Na comparação com os mesmos meses de 2017, quando foram emplacados 1,1 mil unidades na Capital, foi apurado aumento de 22,5%.

Entre janeiro e novembro, a comercialização de motos em toda Minas Gerais totalizou 74,5 mil unidades contra 68,8 mil no mesmo intervalo do exercício passado, um avanço de 8,2%. As vendas de motocicletas representaram 13,7% dos emplacamentos totais de veículos no Estado até novembro. A Capital emplacou praticamente 16% das motos vendidas dentro de Minas.

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