12 de dezembro de 2018

Publicação: Valor econômico

Rolls-Royce reforça estoques temendo efeitos do Brexit

Por Valor, com Dow Jones Newswires

SÃO PAULO - A britânica Rolls-Royce informou nesta quarta-feira que está fortalecendo seus estoques em preparação à saída do Reino Unido da União Europeia (UE), no chamado Brexit. A empresa também anunciou que os resultados do acumulado de 2018 devem ficar na metade superior das faixas de projeção.

A companhia afirmou que está conversando com todos seus fornecedores e que revisou as opções na área de logística. Também informou que divulgará mais detalhes a respeito dos preparativos assim que tiver uma noção exata sobre quais efeitos o Brexit pode ter sobre suas atividades. “Nós continuaremos a implementar nossos planos de contingência até termos certeza de que um acordo e um período de transição foram acertados”, diz trecho de nota divulgada pela Rolls-Royce.

Para o acumulado de 2018, a companhia espera obter um lucro operacional entre 400 milhões de libras e 500 milhões de libras (US$ 502,4 milhões e US$ 628 milhões, respectivamente). Excluindo os resultados da fabricante alemã de sistemas de injeção L’Orange, vendida no começo de 2018 para a americana Woodward, e da unidade marítima, colocada a venda neste ano, o lucro operacional da Rolls-Royce deve ficar entre 450 milhões de libras esterlinas e 550 milhões de libras esterlinas.

A empresa também estima que o fluxo de caixa livre deve encerrar o ano entre 450 milhões de libras esterlinas e 550 milhões de libras esterlinas.

12 de dezembro de 2018

Publicação: Valor econômico

Hyundai destina US$ 7 bi para célula de hidrogênio

Por Bryan Harris e Song Jung-a | Financial Times, de Seul

O Hyundai Motor Group vai investir quase US$ 7 bilhões no desenvolvimento de sistemas alimentados a hidrogênio para carros, drones e navios, aumentando ainda mais sua aposta em uma tecnologia emergente que tem dividido a indústria automotiva.

O segundo maior conglomerado sul-coreano está apostando que a tecnologia de células de combustível vai ajudá-la a manter sua competitividade no longo prazo, em meio às críticas de que foi demasiado lento para se adaptar aos veículos a baterias elétricas.

Há anos, a Hyundai, juntamente com a rival japonesa Toyota, tem investido na tecnologia de células de combustível, que opera convertendo o hidrogênio armazenado nas células em eletricidade para alimentar veículos a motor.

Em setembro, a montadora, principal do conglomerado Hyundai, anunciou que lançaria comercialmente sua primeira frota de caminhões comerciais a hidrogênio, como parte de uma aliança com empresa suíça de hidrogênio H2 Energy.

O plano de investimento anunciado agora é muito mais ambicioso. O grupo comprometeu-se a gastar 7,6 trilhões de wons sul- coreanos (US$ 6,7 bilhões) nos próximos dez anos para elevar a produção de sistemas de células de combustível e motores para 700 mil unidades. A capacidade de produção atual da Hyundai é de 3 mil carros a hidrogênio por ano.

Euisun Chung, que na prática comando o grupo automotivo, disse ontem que o objetivo do investimento é promover uma "sociedade do hidrogênio". "Vamos expandir nosso papel além do setor de transporte automotivo e desempenhar um papel central na transição da sociedade mundial para a energia limpa, ajudando a tornar o hidrogênio uma fonte de energia economicamente viável", disse.

Além do fornecimento das células de combustível para carros, drones e embarcações, o grupo espera que a demanda por sua tecnologia "emerja rapidamente" nas áreas de geração de eletricidade e de armazenamento.

A Hyundai, que junto com a afiliada Kia Motors, é a quinta maior montadora do mundo, lançou em 2013 seu primeiro carro a hidrogênio de produção em massa, o Tucson Fuel Cell.

O modelo, no entanto, não conseguiu atrair grande interesse e apenas pouco mais de 1 mil carros foram vendidos. A Toyota, por sua vez, vendeu mais de 7 mil unidades de seu modelo Mirai desde o lançamento em 2014.

O grupo também investe em veículos alimentados a baterias elétricas. Neste ano, lançou o Kona um modelo "crossover" de longa distância. A empresa, entretanto, foi criticada por ter chegado demasiado tarde ao segmento.

Os defensores do hidrogênio dizem que as células de combustível são mais adequadas para o transporte de longa distância do que os veículos puramente elétricos, que sofrem com limitações de alcance, reabastecimentos demorados e degradação das baterias.

Os críticos, por sua vez, dizem que o processo de extrair hidrogênio da água é prejudicial ao ambiente. Elon Musk, da Tesla, depreciou a tecnologia chamando-a de "desconcertantemente estúpida".

O analista Kim Jin-woo, da corretora Korea Investment & Securities, considera compreensível que a montadora invista nas duas tecnologias, por não estar claro qual vai ser dominante no futuro.

"Poderia haver demanda pela tecnologia de células de combustível mesmo em outras áreas, mas tudo depende da infraestrutura associada. Mas em comparação ao Japão e outras economias avançadas, a Coreia do Sul não tem sido tão atuante na construção da infraestrutura necessária tanto para os carros a hidrogênio quanto para os veículos elétricos", disse Kim.

O analista prevê, entretanto, que vai levar muito tempo para que a tecnologia de células de combustível comece a contribuir para os lucros da Hyundai.

A montadora enfrenta problemas como o forte aumento nos custos com o "recall" de veículos nos EUA e a queda nas vendas, tanto no mercado americano quanto no chinês. O lucro líquido da Hyundai caiu quase 70%, para 306 bilhões de wons no terceiro trimestre, o mais baixo em sete anos.

Lee Hang-koo, analista do Korea Institute of Industrial Economics & Trade, é cético quanto à demanda por carros à hidrogênio. Prevê que os modelos com essa tecnologia vão representar só 2% de todos os veículos vendidos no mundo em 2030, enquanto os veículos elétricos vão chegar a 18%.

12 de dezembro de 2018

Publicação: Valor econômico

Fabricante de moto prevê alta de 4% em 2019

Por Carlos Prieto | De São Paulo

Ao mesmo tempo que comemoram a volta ao patamar de um milhão de unidades produzidas no Polo Industrial de Manaus neste ano, os fabricantes de motos adotaram uma postura conservadora para 2019. O setor voltou a crescer depois de dois anos seguidos de queda na produção e fecha 2018 com 1,035 milhão de motos montadas, alta de 17,2% sobre 2017. As vendas no atacado devem encerrar o ano com crescimento de 18,5% (965 mil unidades) e os emplacamentos com expansão de 10,3% (939 mil motos). A exceção é a exportação. Por conta, principalmente, da crise argentina, as vendas externas encerram o ano no vermelho. Queda de 14,4%, com 70 mil unidades embarcadas.

Mas o ritmo de dois dígitos já ficou no passado. Para 2019, as previsões são bem mais modestas. A Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo) estima alta de apenas 4,3% na produção no próximo ano, chegando a 1,080 milhão de unidades. As vendas no atacado somariam 965 mil unidades, alta de 6,8%, e os emplacamento chegariam a 939 mil, expansão de 6,3%. "Não temos um percepção muito clara dos ajustes que o novo governo conseguirá emplacar e o impacto sobre o mercado consumidor de motos", afirmou ontem Marcos Fermanian, presidente da entidade durante apresentação dos números do setor.

A maior oferta de crédito e a volta da confiança do consumidor sustentaram o crescimento em 2018, conta Fermanian. Como essas duas variáveis vão se comportar em 2019 pode determinar o desempenho do setor, que segundo números da Suframa movimenta perto de R$ 13 bilhões por ano e hoje emprega pouco mais de 12 mil pessoas em Manaus. Os bancos das montadoras, em média, aprovam 2,7 fichas a cada dez propostas que são preenchidas. Boa parte dos consumidores que não consegue o financiamento direto recorre aos consórcios. Os financiamentos respondem por 41,2% das vendas e os consórcios, por 27,1%. A venda à vista fica com 31,7%.

"Vamos esperar que o novo governo tenha força e equipe competente para conseguir fazer as mudanças necessárias", afirma Fermanian. Ele lembra que o setor chegou a produzir mais de dois milhões de motos em 2011 e mesmo com o crescimento deste ano, que volta ao ano de 2015 em termos de produção, ainda existe uma enorme capacidade ociosa. "Estamos quatro anos atrasados", diz.

O presidente da Abraciclo garante que mesmo com uma capacidade de produção bem acima da demanda, as empresas continuam investindo em tecnologia. Fermanian diz que o ganho de produtividade nas linhas de montagem é fundamental para oferecer um produto competitivo. "O câmbio pesa para o setor, sobre os preços do aço, do alumínio, da borracha. Não poderíamos estar produzindo hoje como há 10 anos", conta.

O maior desafio para o setor no próximo ano é tentar estancar a queda nas exportações. Muito dependente da Argentina, que historicamente fica com 75% das vendas externas, os fabricantes tentam ampliar os mercados para outros países da região, como Colômbia, Peru e Paraguai. Mas por enquanto as previsões para 2019 são bem pessimistas. A Abraciclo estima queda de 30% nas exportações, com o embarque de apenas 49 mil unidades. Pouco mais da metade das 81,8 mil motos exportadas em 2017.

11 de dezembro de 2018

Publicação: Valor econômico

Ghosn fica na prisão sem direito a fiança até 20 de dezembro

Por Valor, com Dow Jones Newswires

SÃO PAULO - Um tribunal de Tóquio decidiu nesta terça-feira (11) que o executivo Carlos Ghosn, ex-presidente do conselho de administração da Nissan, irá permanecer na prisão pelo menos até 20 de dezembro sem direito a fiança.

A decisão foi a mesma para Greg Kelly, braço direito de Ghosn na montadora. Os dois estão presos desde o dia 19 de novembro. A defesa de Ghosn recorreu da decisão na Justiça, mas a apelação não foi aceita.

Ontem (10), promotores japoneses acusaram Ghosn de ter declarado remuneração abaixo da real na Nissan durante um período de cinco anos, encerrado no ano fiscal de 2015. Os promotores também apresentaram a suspeita de que o executivo tenha feito o mesmo nos anos fiscais de 2016, 2017 e 2018 — o que baseou o pedido de prorrogação da prisão por mais dias. Kelly foi acusado de participação na fraude.

Após o dia 20 de dezembro, os promotores podem pedir a prorrogação da prisão sem direito a fiança por um período adicional de 10 dias. Finalizado esse período, Ghosn poderá solicitar ao tribunal que seja libertado após pagamento de fiança.

Advogados, no entanto, dizem que é improvável que isso aconteça, ao menos que Ghosn confesse delitos. Isso porque, segundo os defensores, quando um réu nega irregularidades, os promotores geralmente se opõem ao pagamento de fiança argumentando que há um risco de o réu fugir ou destruir provas.

Ghosn foi diretor-presidente e presidente do conselho de administração da Nissan até 2017 e continuou presidindo o conselho até o dia 22 de novembro, quando foi afastado do cargo por decisão do próprio conselho. Kelly foi afastado de suas funções na mesma data.

12 de dezembro de 2018

Publicação: Automotivebusiness

BMW de Araquari atinge a marca de 50 mil carros produzidos

Unidade inaugurada em 2014 já recebeu mais de R$ 1 bilhão em investimentos

REDAÇÃO AB

O Grupo BMW atingiu a marca de 50 mil automóveis produzidos na fábrica de Araquari, município de Santa Catarina. O automóvel de número 50.000, um BMW X1, deixou a linha de produção na quarta-feira, dia 12. Quando se somam as motocicletas montadas em Manaus o grupo acumula mais de 100 mil veículos fabricados no Brasil.

Recentemente, a companhia anunciou novo investimento de R$ 125 milhões na unidade catarinense. Com isso a BMW voltou a fabricar o utilitário esportivo X4 e se prepara para o início da produção, no segundo semestre de 2019, da nova Série 3.

A BMW de Araquari foi inaugurada em outubro de 2014 e recebeu mais de R$ 1 bilhão desde que entrou em atividade. Foi erguida em uma área de 1,5 milhão de metros quadrados, com 500 mil m² de superfície pavimentada. A infraestrutura inclui atividades de montagem, engenharia, soldagem e também instalações de pintura e logística, além de prédios administrativos e auxiliares.

12 de dezembro de 2018

Publicação: Automotivebusiness

AB firma cooperação com Women in Leadership in Latin America

Organização está em fase de coleta de dados para a pesquisa Mulheres na Liderança

REDAÇÃO AB

Automotive Business anuncia parceria com a Women in Leadership Latin America, organização internacional que visa valorizar e incentivar a presença de mulheres na liderança de empresas de diversos setores. A instituição passa a apoiar a Rede AB Diversidade, iniciativa inédita que estreia em 2019 com o objetivo de ser um campo neutro de discussão e troca de boas práticas entre empresas desta indústria.

Além desta, a parceria tem outra sinergia importante: enquanto Automotive Business realiza a pesquisa anual Presença Feminina no Setor Automotivo, a Will promove o estudo Mulheres na Liderança em colaboração com o Valor Econômico, a Editora Globo e, a partir de agora, com Automotive Business.

O levantamento reúne dados de diversos setores para identificar as melhores práticas corporativas para o fomento da participação de executivas no comando das organizações. A instituição está justamente na fase de coleta dos dados da segunda edição do estudo. Para garantir a representatividade da indústria automotiva no levantamento, convidamos o nosso público leitor a participar.

Para receber o questionário, basta escrever para este e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

As respostas são anônimas e serão processadas pelo Instituto Ipsos, que presta o suporte metodológico à pesquisa. Somente o ranking das empresas vencedoras será divulgado com os nomes. Todos os outros dados serão apresentados de forma global, sem detalhamento por empresa.

12 de dezembro de 2018

Publicação: Automotivebusiness

Cyro Gazola é o novo VP para bicicletas na Abraciclo

Executivo passou por importantes multinacionais e é presidente da Caloi há dois anos

REDAÇÃO AB

Cyro Gazola é o novo vice-presidente para o segmento de bicicletas da Abraciclo, entidade que reúne as fabricantes de motos e bikes instaladas em Manaus. O executivo é graduado em Administração de Empresas pela Universidade Católica do Rio de Janeiro, com MBA pela Northern Illinois University, em Chicago, nos Estados Unidos.

Gazola tem experiência de 28 anos na indústria de bens de consumo, acumulada em cargos de liderança de companhias como Procter & Gamble, Royal Dutch Philips, Modelez e Caloi, fabricante de bicicletas da qual ele é presidente há dois anos. Na Abraciclo ele substitui João Ludgero.

Cyro Gazola comemora o bom momento da indústria em Manaus, que produziu de janeiro a novembro deste ano 751,8 mil bicicletas, 16,5% a mais que no mesmo período do ano passado. Para 2019 a Abraciclo projeta alta de 10%, com 857 mil unidades.

“A ampliação da infraestrutura urbana e o apoio do varejo, com crédito mais acessível, contribuem para o crescimento do setor”, afirma Gazola. O aumento da tecnologia dos produtos nacionais e a maior disposição dos consumidores são outros fatores apontados pelo executivo.

12 de dezembro de 2018

Publicação: Automotivebusiness

Caoa Chery avança rápido com lançamentos e triplica vendas

Com mais de 100 concessionárias e novos produtos, plano é vender 38 mil unidades em 2019 e crescer 280%

PEDRO KUTNEY, AB | De Anápolis (GO)

O primeiro ano da parceria entre o grupo brasileiro Caoa e a chinesa Chery e já pode ser considerado um sucesso. A associação em partes iguais das duas empresas, confirmada em novembro de 2017 com a promessa de gerar US$ 2 bilhões em investimentos até 2023, contabiliza o lançamento de quatro veículos modernos e atraentes, com preços muito competitivos, aliados à rápida reconstrução da imagem e da rede de concessionárias da marca sino-brasileira.

O resultado foi o salto de 168% nas vendas, de modestas 3.734 unidades em 2017 para projetados 10 mil este ano, fazendo a participação de mercado avançar rapidamente no período de 0,19% para 0,34%, alcançando 0,55% em novembro. Com duas linhas de produção em operação plena e cinco modelos em linha (três SUVs), a projeção é vender 38 mil carros em 2019 e anotar novo crescimento de 280%, com 24 mil unidades produzidas na planta de Jacareí (SP) originalmente erguida pela Chery e 16 mil na fábrica que o Grupo Caoa mantém há 11 anos em Anápolis (GO), onde também produz sob licença modelos da coreana Hyundai.

“A marca está crescendo de forma robusta, as vendas vêm crescendo mês-a-mês, começamos com 285 unidades vendidas em novembro de 2017, quando a parceria foi confirmada, e já superamos 1,1 mil carros um ano depois, em novembro passado. As duas fábricas já montadas nos deram a oportunidade de lançar tantos produtos em tão pouco tempo e crescer muito rápido”, afirma Marcio Alfonso, CEO da Caoa Chery.

INVESTIMENTOS E CONTRATAÇÕES EM JACAREÍ

Os lançamentos começaram em maio deste ano, com o SUV compacto Tiggo 2, que foi integrado à fábrica de Jacareí onde apenas o subcompacto QQ era produzido. Em outubro foi a vez do sedã médio Arrizzo 5 entrar em produção.

“Nesse período investimos para reformular o body shop (solda de carroceria), que ganhou 35 estações. Também contratamos, o número de empregados aumentou de 354 para 547 e em janeiro mais 114 devem ocupar novos postos. É um crescimento respeitável de 20% no efetivo só este mês. É uma operação pequena ainda, mas estamos avançando rápido”, avalia Alfonso.

ANÁPOLIS JÁ PRODUZ DUAS MARCAS

Caoa Chery e Hyundai em Anápolis. A fachada da fábrica do Grupo Caoa em Anápolis (GO): unidade já produz carros Caoa Chery ao lado de modelos Hyundai

Este mês foi a vez de Anápolis se tornar uma fábrica de duas marcas de dois fabricantes diferentes. Ao lado dos SUVs Hyundai Tucson, ix35 e New Tucson e do minicaminhão HR, está em produção o Caoa Chery Tiggo 5x, SUV médio-compacto lançado este mês.

Em ritmo frenético, já em janeiro começa a ser fabricado na unidade mais um SUV, um pouco maior, o Tiggo 7. E para o fim de 2019, em dezembro, já está agendada a entrada em linha do Tiggo 8, um SUV de porte maior de até sete lugares.

“Fizemos uma nova linha de montagem estendida em Anápolis para abrigar a produção das duas marcas. Os processos logísticos foram todos redefinidos para operar duas linhas diferentes. Temos agora capacidade de produzir até 30 mil modelos Caoa Chery por turno de trabalho”, explica Alfonso.

REDE EM EXPANSÃO

A combalida rede de concessionárias da Chery, que somava apenas 25 lojas há um ano, cresceu na mesma medida das ambições da agora Caoa Chery. Já são 65 pontos de venda e o número deverá chegar a 111 no início de 2019, segundo estima Alfonso: “É o número que achamos adequado para atender a demanda projetada. Recriamos toda a rede e isso dá muito trabalho. As concessionárias agora têm um novo padrão visual e de atendimento, com pós-venda padronizado. Os pontos recebem regularmente a visita de profissionais que avaliam as lojas e oficinas para propor melhorias constantes”, afirma o executivo.

Outro ponto atacado ao longo do último ano de operação da Caoa Chery foi a distribuição de peças de reposição. Foi inaugurado um grande centro de armazenagem de 14 mil metros quadrados em Barueri, na região metropolitana de São Paulo, que já opera em dois turnos para garantir “que não falte peças em nenhuma oficina autorizada”, diz Alfonso. Ele destaca que essa foi uma providência fundamental para reconstruir e consolidar a reputação e confiabilidade da marca no País.

“Com a garantia da disponibilidade de peças, inclusive as seguradoras reduzem o custo do seguro dos carros da marca. Já temos bons preços. O seguro anual do recém-lançado Arrizo 5 está cotado em R$ 1,65 mil”, lembra.

Alfonso ressaltou que a estratégia da marca sino-brasileira é oferecer novos e interessantes produtos, ter a maior e mais ampla linha de SUVs produzidos no Brasil (serão quatro até o fim de 2019) e garantir a satisfação dos clientes com uma rede preparada e bem suprida de produtos e peças. Até agora, está dando certo.

11 de dezembro de 2018

Publicação: Automotivebusiness

Jaguar traz edição especial Landmark do sedã XE

Modelo de R$ 250,2 mil usa como base a versão R-Sport e recebe motor 2.0 de 250 cv

REDAÇÃO AB

A Jaguar traz ao Brasil o XE Landmark, edição especial do sedã 2019. O carro usa como base a versão R-Sport e tem preço sugerido de R$ 250,2 mil. Segundo a Jaguar, a nova opção incorpora elementos de design únicos. O motor utilizado é o Ingenium 2.0 turbo a gasolina de 250 cavalos. Com ele o Landmark acelera de zero a 100 km/h em 6,5 segundos e atinge 250 km/h de velocidade máxima.

O sedã recebe rodas de liga leve de 18 polegadas, para-choque dianteiro diferenciado, faróis de xênon e soleiras de metal. Por dentro ele traz detalhes de acabamento da versão R-Sport, como o tipo de couro empregado.

A Jaguar recorda que o coeficiente aerodinâmico de toda a linha 2019 do XE foi melhorado por causa de novas aberturas no para-choque dianteiro, que direcionam o ar para as rodas dianteiras a fim de reduzir a resistência aerodinâmica.

Também como parte das melhorias os XE 2019 incorporam de série uma central multimídia com tela sesível ao toque de dez polegadas, molduras das janelas cromadas e comandos dos bancos elétricos cromados.

11 de dezembro de 2018

Publicação: Automotivebusiness

Rota 2030 é sancionado com extensão de benefícios ao Nordeste, mas com vetos

Nova política industrial automotiva também beneficiará fabricantes da Zona Franca de Manaus

SUELI REIS, AB

A MP convertida em projeto de lei que institui o Rota 2030 foi sancionada como a lei nº 13.755 de 10 de novembro de 2018 e publicada no Diário Oficial da União na edição de terça-feira, 11, praticamente da forma como estava quando foi aprovada às pressas pelo Senado e para que seu decreto pudesse ser assinado na abertura do Salão do Automóvel, no mês passado. Com a sanção, a nova política automotiva, que passa a vigorar a partir de agora, garantiu a extensão dos benefícios ao Nordeste, um dos embates pelo qual se deu o atraso na análise das 80 emendas que o texto recebeu e que passaram pelo crivo da comissão mista formada por deputados e senadores.

Pela nova lei, o regime automotivo do Nordeste passa a vigorar até 2025 e não mais até 2020, embora a lei tenha reduzido o valor dos incentivos fiscais na ordem de 40%.

A sanção do Rota 2030 preservou ainda emendas que também beneficiam a bancada do Amazonas, uma vez que agora a lei garante incentivos fiscais para quatro fabricantes de triciclos e quadriciclos com produção na Zona Franca de Manaus (AM): Honda, Suzuki, Kawasaki (produzidas pela AVA Industrial) e a Cofave (Sociedade Amazonense Fabricante de Veículos), que produz os modelos Kasinski. Para isso, foi necessária uma mudança no tipo do produto na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) que agora os classifica como automóvel. A mudança foi acatada pela Receita Federal. Por sua vez, a bancada do etanol também foi atendida com a redução em até três pontos porcentuais do IPI e isenção de IOF para veículos híbridos com um motor elétrico e movidos também a etanol.

Por outro lado, a lei foi publicada com dez vetos presidenciais em relação ao texto original. Entre eles, está a prorrogação para a utilização dos créditos já obtidos no regime automotivo do Nordeste: as montadoras instaladas na região - FCA Fiat Chrysler (Goiana/PE) e Ford (Camaçari/BA) - terão que usá-los até 2020 e não poderão abater de todos os impostos, como era sugerido na emenda.

Também foi vetado o artigo referente à volta do Reintegra, Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as empresas Exportadoras. A emenda determinava uma alíquota entre 2% e 5% (a atual é de 0,1%) e a reinclusão do setor moveleiro e de comércio varejista de calçados e artigos de viagem na política de desoneração da folha de pagamento.

Outro veto foi a isenção de IPI e IOF para veículos de baixa cilindrada e a suspensão de IPI para importação de matérias- primas e pelas por encomenda ou conta própria.

Segundo reportagem do jornal Valor Econômico, as emendas mantidas elevarão o gasto fiscal, o que já tinha sido negociado previamente entre o setor e o governo. No caso dos vetos, como foram feitos em dezembro, só devem ser analisados pelo Congresso que toma posse em 2019. Ainda de acordo com a publicação, fontes do setor afirmaram que os vetos estão dentro do esperado e é improvável que haja mobilização por parte do novo Congresso.

NOVA POLÍTICA INDUSTRIAL

As medidas agora impostas pelo Rota 2030 formam um plano de incentivo para as montadoras de veículos nos moldes do que foi o Inovar-Auto, com regras que as fabricantes deverão cumprir para terem direito aos benefícios previstos na nova lei. Em contrapartida, as montadoras deverão fazer investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Entre as exigências do Rota 2030, está o aumento da eficiência energética, no qual as fabricantes são obrigadas a manter a meta de eficiência energética do Inovar Auto e melhorar esse patamar em 11% até 2022, reduzindo o consumo de combustível e a emissão de poluentes.

Outra meta é promover a etiquetagem veicular, no qual os veículos vendidos no País recebem etiquetas que informam de maneira clara e direta ao consumidor a eficiência energética do veículo (nível de consumo) e os equipamentos de segurança instalados.

No longo prazo, até 2027, também está prevista a incorporação de novas tecnologias de assistência ao motorista, que auxiliam na condução e podem ajudar a reduzir acidentes. O novo programa foi dividido em três ciclos de investimentos ao longo de 15 anos com um foco diferente para cada período.

11 de dezembro de 2018

Publicação: Automotivebusiness

Goodyear de Americana comemora 45 anos

Unidade do interior paulista produz pneus para veículos leves, pesados e máquinas

REDAÇÃO AB

A fábrica da Goodyear de Americana (SP) chegou aos 45 anos. A unidade está entre as mais modernas da companhia em todo o mundo e se tornou referência no desenvolvimento da região em que foi erguida. Fabrica pneus para automóveis, utilitários, caminhões, ônibus, máquinas agrícolas, de construção e empilhadeiras, entre outros.

A empresa destaca entre os fatos mais importantes destes 45 anos a inauguração em 2001 do campo de provas e o início em 2007 do programa Zero Envio de Resíduos para Aterro. Em 2018 a Goodyear venceu a primeira edição do prêmio de fornecedores da Randon na categoria Sustentabilidade com Foco no Processo.

Isso porque a gestão de recursos hídricos da Goodyear permite a reutilização de 73% da água captada. O volume economizado é suficiente para suprir a necessidade de 27,2 mil pessoas.

A fábrica de Americana passou por diversos processos de expansão e modernização que resultaram em aumento de produtividade e incorporação de tecnologias. Um exemplo é o sistema de cogeração de energia com gás natural, visando autossuficiência em 60% de energia e 100% de vapor empregados no processo produtivo.

A Goodyear está no Brasil há 99 anos. Além de Americana atua em Santa Bárbara do Oeste (SP, produzindo materiais de recapagem) e em São Paulo (SP, recauchutagem de pneus para aviação).

11 de dezembro de 2018

Publicação: Automotivebusiness

Siemens PLM compra a Comsa, sua quinta aquisição no ano

Companhia será integrada à unidade Mentor; valor da transação não foi divulgado

REDAÇÃO AB

A Siemens PLM Software anuncia a compra da Comsa, empresa com sede em Munique (Alemanha) que desenvolve softwares para sistemas elétricos e engenharia de fiação para o setor automotivo. A companhia, que é responsável pela criação da solução LDorado, líder de sua categoria no mercado alemão, será integrada à unidade Mentor, que pertence à Siemens PLM Software.

Esta é a quinta compra da Siemens PLM feita neste ano: antes da Comsa, a empresa adquiriu a Sarokal Test Systems, Austemper Design Systems, Mendix e Lightwork Design. A transação foi concluída no dia 3 deste mês e o valor não foi divulgado.

Com essa aquisição, a Siemens planeja ampliar globalmente o fornecimento de novas tecnologias para eliminar interrupções na indústria de cabos automotivos causadas por megatendências como veículos elétricos e de direção autônoma.

“A aquisição da Comsa faz parte do investimento contínuo da Siemens em tecnologia para a indústria automotiva”, disse o presidente e CEO da Siemens PLM Software, Tony Hemmelgarn. “Juntas, desenvolveremos sistemas elétricos e de engenharia de fiação adequados para atender às demandas de desenvolvimento de veículos elétricos e autônomos e forneceremos capacidades técnicas integradas, que beneficiarão os clientes da Comsa e Siemens no mundo todo”, completou.

A Bishop and Associates estima que em 2017 o mercado de montagem de cabos movimentou US$ 155 bilhões, com cerca de 30% desse valor relacionado ao setor automotivo. De acordo com uma pesquisa recente da Cowen, o cabo elétrico corresponde ao terceiro maior custo de um carro, atrás apenas do motor e do chassi. Os cabos elétricos são construídos individualmente e podem atingir cerca de 50% do custo de mão de obra do carro inteiro. Eles também são o terceiro componente mais pesado e também atrás do chassi e do motor, nesta ordem.

“Com a aquisição da Comsa pela Siemens, poderemos participar e contribuir com esse mercado crescente de maneiras e em locais que não seriam possíveis se estivéssemos sozinhos. A potencial do software LDorado da Comsa em engenharia de cabos elétricos e análise de dados é o complemento perfeito para o portfólio do software Capital desenvolvido pela Mentor; por isso, estamos empolgados com essa oportunidade de fazer parte da próxima jornada juntos”, declarou o CEO da Comsa, Josef Biermeier. “Essa união traz benefícios para as duas empresas, aos nossos clientes e para toda a indústria automotiva”, acrescentou.

11 de dezembro de 2018

Publicação: Automotivebusiness

Aptiv completa um ano com crescimento em todas as regiões

Receita global cresce 14% no acumulado até setembro, para US$ 10,8 bilhões

REDAÇÃO AB

A Aptiv está completando seu primeiro ano com empresa focada em soluções de eletrônica, conectividade e segurança após a cisão da Delphi, que separou a unidade da divisão de powertrain e que passou a se chamar Delphi Technologies, também seguindo como uma companhia separada. A fornecedora de sistemas eletroeletrônicos e tecnologias para o setor automotivo no mundo também comemora o bom resultado dos negócios no período terminado em setembro, quando registrou crescimento de 14% da receita, para US$ 10,8 bilhões.

No mesmo período acumulado de nove meses, o lucro ajustado totalizou US$ 1,04 bilhão ou US$ 3,09 por ação diluída, alta de 17% por ação na comparação com igual intervalo de 2017. Segundo a empresa, os resultados são reflexo do aumento dos negócios em 14% na América do Norte, 10% na Ásia, 7% na Europa e 8% na América do Sul.

Com sede em Dublin, na Irlanda, a Aptiv opera em 14 centros tecnológicos globalmente e possui fábricas em 45 países, que empregam 147 mil pessoas. Deste total, 5 mil estão no Brasil: por aqui, a companhia mantém atividades fabris em Jambeiro (SP), Jundiaí (SP), Conceição dos Ouros (MG), Contagem (MG), Espírito Santo do Pinhal (SP) e Paraisópolis (MG), além da sede administrativa em São Caetano do Sul (SP).

A produção nacional atende o mercado interno e externo, com exportações para mais de 25 países e para os quais são enviados sistemas de distribuição eletroeletrônico, além de componentes, como módulos de conectividade e multimídia, centrais elétricas, cabos USB, cabos para airbag e antenas, conectores, terminais e abraçadeiras, entre outros, além dos softwares que integram esses dispositivos.

“A Aptiv surgiu com o objetivo de mudar a maneira de pensar a mobilidade, com foco em segurança, sustentabilidade e conectividade. Desenvolvemos sistemas que melhoram o modo de conectar um veículo a outro”, reforça o vice-presidente e diretor executivo da Aptiv para a América do Sul, Paulo Santos.

Ele cita o exemplo frota de trinta carros autônomos nível 4 que estão rodando em Las Vegas (EUA) a partir da parceria da Aptiv com a Lyft, empresa americana de transporte de carros compartilhados.

“O projeto, que nasceu na CES 2018, deu tão certo que conta agora com mais de cinco mil viagens e a partir de 2022, deveremos ter carros autônomos sob demanda, com pedido pelo celular, em todo o mundo”, completa Santos.

11 de dezembro de 2018

Publicação: Automotivebusiness

Anfir estima US$ 4 milhões em exportações após nova rodada de negócios

Encontro em Florianópolis (SC) reuniu quinze fabricantes e 19 importadores da América Latina

REDAÇÃO AB

Uma nova rodada de negócios promovida pela Anfir, associação das fabricantes de implementos rodoviários, e a Apex-Brasil, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, pode gerar US$ 4 milhões em exportações de produtos fabricados no Brasil. A estimativa é um balanço dos dois dias de encontro em Florianópolis (SC) no fim de novembro que reuniu quinze fabricantes associadas e 19 importadores da América Latina.

Os importadores atuam nos mercados da Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Peru, República Dominicana e Uruguai. As empresas participantes foram Al-Ko Brasil, Frigo King, Grimaldi, HC Hornburg, Ibiporã, Kroville, Librelato, Metalesp, MGN Indústria Metalúrgica, Morumbi Industrial, Randon, Rodofrio, Sergomel, Thermo Star Equipamentos e Truckvan.

Durante o encontro, foi ministrada palestra da chefe de gabinete do presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC- Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, Maria Teresa Bustamante, que apresentou as potencialidades do estado durante a solenidade de abertura do evento.

“A Rodada de Negócios é um instrumento importante de aproximação de compradores e vendedores, criando o ambiente ideal para realização de negócios”, assinala o diretor executivo da Anfir, Mario Rinaldi.

O encontro, o terceiro deste ano, faz parte do MoveBrazil, Programa de Internacionalização da Indústria de Implementos Rodoviários, criado pelas duas entidades.

11 de dezembro de 2018

Publicação: Automotivebusiness

Daimler vai investir € 20 bilhões na compra de baterias para elétricos

Componentes são essenciais para atender ao avanço da oferta de veículos com propulsão alternativa

REDAÇÃO AB

A Daimler anunciou que vai investir € 20 bilhões na compra de células de bateria para carros elétricos entre 2020 e 2030. Com o aporte, a empresa deve fomentar a evolução desta cadeia de suprimentos, que é essencial para o amadurecimento da produção global de veículos com propulsão alternativa. Sem detalhar quem são seus fornecedores no projeto a organização aponta que pretende ampliar os pedidos hoje localizados na Ásia e na Europa, com planos para expandir estas operações para os Estados Unidos.

Dieter Zetsche, CEO da Daimler, aponta que garantir a oferta de baterias é o próximo passo do plano de eletrificação da companhia. A intenção da companhia é comprar as células de parceiros comerciais e finalizar a montagem em oito fábricas próprias espalhadas pelo mundo, incluindo cinco na Alemanha, além de unidades em Pequim, Bancoque e Tuscaloosa, nos Estados Unidos.

Até 2022 a Daimler pretende oferecer uma versão eletrificada para cada veículo de seu portfólio, incluindo automóveis, vans, caminhões e ônibus. A empresa anuncia que manterá controles rigorosos para acompanhar o processo produtivo das baterias desde a extração do minério. A exploração de cobalto, um dos insumos mais usados para fazer os componentes, acontece em sua maioria no Congo, na África, um dos países mais pobres do mundo.

12 de Dezembro de 2018

Publicação: Agência Estado Conjuntura e Finanças

'No Brasil as montadoras pedem incentivo para cumprir legislação ambiental', critica Mansueto

São Paulo, 12/12/2018 - O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, que permanecerá no cargo durante o governo de Jair Bolsonaro, criticou nesta quarta-feira a postura de montadoras instaladas no Brasil em relação a pedidos de incentivo fiscal. Segundo ele, as empresas pedem benefícios para cumprir a legislação ambiental.

A crítica surgiu enquanto o secretário contava, em um evento, de uma reunião que teve com executivos de uma montadora alemã que atua no mercado brasileiro durante as discussões para aprovação do Rota 2030, nova política do governo para o setor.

"Eles me perguntaram por que o programa estava demorando para sair e eu disse a eles que estava demorando para sair porque no Brasil vocês [as montadoras] pedem incentivo para cumprir legislação ambiental, e isso não faz sentido. Eu não posso dar incentivo a uma empresa de fora para ela cumprir a legislação ambiental", relatou, em evento da FecomercioSP que discutiu o papel do Estado na economia. Ele não citou os nomes dos executivos nem da empresa.

O Rota 2030 começou a ser discutido no ano passado e foi aprovado pelo Congresso em novembro deste ano. As discussões foram marcadas por um embate entre o Ministério da Fazenda e o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).

Enquanto a Fazenda resistia em conceder alguns benefícios pedidos pelas montadoras, com a justificativa de que isso atrapalharia o ajuste fiscal, o Mdic se posicionava ao lado das empresas. Almeida participou das conversas enquanto secretário de Acompanhamento Fiscal, Energia e Loteria, cargo que ocupou até abril, quando passou a comandar o Tesouro.

No fim das contas, o programa foi aprovado no Congresso com uma regra que prevê o abatimento no Imposto de Renda devido ou na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 10% a 12% do valor investido pelas empresas em pesquisa e desenvolvimento.

O programa também envolve, entre outras medidas, descontos de até 2 pontos porcentuais no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as fabricantes que superarem as metas estabelecidas para melhorar a eficiência energética (redução de consumo de combustível e de emissão de poluentes) e a segurança dos automóveis. (André Ítalo Rocha - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

12 de Dezembro de 2018

Publicação: Folha - Economia

Robôs-táxis começam a levar passageiros nos Estados Unidos

RAFAEL BALAGO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Waymo, empresa ligada ao Google, lançou na semana passada um serviço de táxi autônomo na região de Phoenix, Arizona, no Oeste dos Estados Unidos.

Apelidado de robô-taxi, o serviço faz viagens desde o dia 5 de dezembro numa área de cerca de 160 km², que abrange áreas de subúrbio. Inicialmente, apenas pessoas que receberam convites podem pedir viagens. Os passageiros precisam baixar um aplicativo e pagar a corrida via cartão de crédito. O preço é similar ao do Uber ou do Lyft no país: cerca de US$ 7,50 (cerca de R$ 30) por um trajeto de cinco quilômetros.

A empresa não revelou exatamente quantos veículos estão em teste, mas falou em “centenas”.

Embora o carro seja guiado de forma autônoma, um motorista fica a postos para assumir a direção em caso de necessidade. Nos bancos de trás, há monitores sensíveis ao toque que dão as boas-vindas ao passageiro e passam informações sobre o trajeto. Uma voz automatizada avisa os movimentos que o carro fará, como virar à esquerda.

Numa viagem de teste feita pela agência de notícias Reuters, o veículo se movimentou de forma bastante contida, como se fosse um condutor recém-habilitado.

Embora seja capaz de ler as placas de trânsito e de detectar objetos e pessoas ao redor, o sistema teve dificuldade para entender as intenções de pedestres e parou diante de um homem que esperava na esquina, mas que não tinha intenção de atravessar a rua, por exemplo.

Neste teste, o carro fez algumas trocas de faixa de um jeito um tanto confuso. Em um momento, ele atravessou três pistas de uma vez para chegar a um estacionamento.

O avanço dos veículos autônomos ocorre em meio à uma grande disputa entre empresas de tecnologia e fabricantes de automóveis, que buscam começar a ganhar dinheiro com o serviço para compensar anos de investimento para criar os sistemas que pretendem substituir o trabalho do motorista.

A General Motors anunciou que pretende lançar seu serviço de robô-táxi em 2019 e a Ford, em 2021. A Uber também tem planos, mas não divulgou datas.

No entanto, as regras para este mercado ainda precisam ser definidas. O Senado dos EUA debate há mais de um ano uma lei para regular a circulação. No país, alguns Estados permitem testes, e outros não.

O Brasil também precisa criar suas regras para estes novos tipos de veículo, sob risco de se repetir os confrontos gerados com a chegada repentina de aplicativos como o Uber, alguns anos atrás.

11 de Dezembro de 2018 (19:55)

Publicação: Câmara - Notícias

Temer sanciona com dez vetos projeto que cria novo regime automotivo

O presidente Michel Temer sancionou nesta terça-feira (11), com dez vetos, o projeto de lei de conversão (PLV 27/18) aprovado pelo Congresso Nacional que cria o novo programa de incentivos para montadoras no Brasil, o Rota 2030. O projeto, que foi transformado na Lei 13.755/18, é oriundo da Medida Provisória 843/18, assinada pelo próprio Temer em julho, após negociação com a indústria automobilística. A MP foi relatada pelo deputado Alfredo Kaefer (PP-PR).

Na mensagem enviada ao Congresso, Temer disse que decidiu vetar os dez trechos por "inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público".

Uma das partes rejeitadas previa a suspensão da cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de matérias- primas e componentes de automóveis de origem estrangeira importados diretamente pela empresa montadora. A justificativa para o veto foi de que a suspensão do tributo contraria as leis fiscais, pois não está lastreada em estimativa do impacto orçamentário-financeiro.

Pela mesma razão foi vetado o artigo que previa a volta do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra), programa que vigorou em 2013 para restituir, aos exportadores, tributos residuais da cadeia produtiva que não tinham sido atingidos pela isenção da leLei Kandir. Pela redação aprovada na Câmara e no Senado, a devolução atingiria inclusive as empresas participantes do Rota 2030.

Temer também vetou a volta da política de desoneração da folha de pagamentos para o setor moveleiro e de comércio varejista de calçados e artigos de viagem. Em vez de contribuírem com 22% sobre a folha de salários dos empregados para o INSS, as empresas contribuiriam com 2,5% da receita bruta.

O presidente vetou ainda a possibilidade de as montadoras instaladas no Nordeste utilizarem créditos presumidos para abater qualquer tributo federal. Temer alegou que essa permissão poderia afetar a arrecadação com as contribuições previdenciárias, “num momento sensível em que se discute o elevado déficit da previdência".

Os vetos presidenciais ao Rota 2030 serão analisados em uma sessão do Congresso Nacional, o que deve acontecer no próximo ano. Existe uma sessão marcada para esta quarta-feira, mas esses vetos só entrariam numa “extra-pauta", o que dependeria de um acordo político envolvendo todos os partidos.

O Rota 2030 institui um regime tributário para as montadoras de veículos no Brasil com a contrapartida de investimentos em pesquisa e desenvolvimento de produtos e tecnologias.

11 de Dezembro de 2018 (09:55)

Publicação: It Mídia - IT Forum 365

Foco em mobilidade transforma indústria automobilística

Empresas têm de deixar de querer vender mais carros

Os desafios enfrentados pelos Original Equipment Manufacturer [(OEMs) Fabricante Original de Equipamento, em português] devido ao seu tamanho e estrutura muitas vezes inibem a agilidade comercial necessária para fornecer valor duradouro ao cliente em uma era de ruptura digital. O foco sempre foi mais distorcido em relação à experiência do produto e às características, sendo a grandeza definida pelo “número de carros".

Segundo Lorenzo Introna, analista da Forrester, a mobilidade como motor de mudança existe há mais de dez anos, mas o aumento da competitividade de players não tradicionais criou novos desafios para os OEMs e forçou-os a repensar seu papel. Como produzir mais ideias orientadas a serviços, como esquemas de compartilhamento de carros, parcerias com serviços de passeio e uma colaboração mais próxima com planejadores urbanos.

Apesar dessas mudanças, o foco ainda está no “número de carros". A recente fusão da Mercedes-Benz car2go e da BMW DriveNow destaca a necessidade de aumentar o tamanho da frota para competir com os não tradicionais.

Durante o Quociente de Mobilidade 2018 Innovation Summit foi muito falado sobre carros autônomos, ofertas de serviços mais inteligentes em torno de carros e melhor trabalho em conjunto com planejadores urbanos, de alguma forma, geriam as expectativas de mobilidade do futuro. Considerando que o formato físico da mobilidade permanece incontestado - ainda parece um carro - o futuro parece seguro para o OEM.

Dr. Dieter Zetsche, presidente do conselho de administração da Daimler AG e chefe da Mercedes-Benz Cars, teria dito o seguinte após a fusão da car2go e BMW DriveNow: “Como pioneiros na engenharia automotiva, não deixaremos a tarefa de moldar a mobilidade urbana futura para os outros. Haverá mais pessoas do que nunca sem um carro que ainda queira ser extremamente móvel".

O desejo dos OEMs de definir os termos do que a mobilidade será pode fazer sentido para os negócios, mas a mobilidade é mais do que apenas o carro. Mobilidade é sobre conveniência e empoderamento, e é algo a ser usado em vez de possuído. Tornar a mobilidade conveniente dependerá de quão bem as empresas trabalham juntas e gerenciam e compartilham dados dentro dos ecossistemas de mobilidade.

Em fevereiro de 2018, 15 empresas de tecnologia (BlaBlaCar, Citymapper, Didi, Keolis, LimeBike, Mobike, Motate, Ofo, Ola, Scoot Networks, Transit, Uber, Via e Zipcar) assinaram os “Princípios de Mobilidade Compartilhada para Cidades Habitáveis". Alguns dos objetivos do documento são colocar as pessoas à frente da tecnologia, trabalhar em conjunto, avançar para emissões zero e compartilhar dados. É uma coincidência que não existam marcas automotivas nesta lista? Parece que os pioneiros não estão sozinhos.

Os dados e a capacidade de gerenciar e compartilhar dados serão os diferenciais no futuro da mobilidade, e o gerenciamento dos dados desde a primeira milha até a última fornecerá insight e poder incríveis. Esse recurso será o desafio mais importante do OEM a ser superado e também desafiará a posição e a influência em um setor que provavelmente não será mais chamado de indústria automotiva, mas assumirá o termo “setor de mobilidade".

Para permanecer relevante, um OEM deve aprender a compartilhar e participar de forma mais proativa, em vez de adiar sua resposta automática a novos desafios construindo muros para se proteger. Tentar se defender só isolará o OEM do setor de mobilidade, seus dados e clientes. Para um OEM, as três áreas a seguir são cruciais.

Posse de carro

Sustentabilidade, mercantilização da mobilidade, hiperadopção e aumento da oferta de mobilidade estão mudando a percepção e a necessidade da posse de carros. Mais soluções estão conectando pessoas a redes de mobilidade que tornam o deslocamento delas mais produtivo. O relatório da Deloitte sobre o futuro da mobilidade estima que até o ano de 2030, até 66% das vendas de veículos novos em áreas urbanas serão compartilhadas.

O OEM ainda pode construir carros, mas a redução na propriedade tem um impacto enorme em sua rede de distribuição: as concessionárias de automóveis. As concessionárias devem ser transformadas para serem menos dependentes do OEM e mais conectadas ao ecossistema de mobilidade por meio de plataformas que permitem a troca de dados usando APIs e microsserviços. Dado o estado atual das capacidades de tecnologia nas concessionárias, poucas sobreviverão se nada for feito.

O impacto para o OEM é a perda de dados. Não ter mais propriedade significa que não há mais dados e nem mais gerenciamento de um relacionamento com o cliente na vida útil da propriedade. Os serviços de compartilhamento de carros OEM têm relacionamentos mais curtos e maiores desafios para manter a lealdade, e os silos de dados dos serviços de compartilhamento de carros continuam a frustrar os clientes. A consolidação de dados e o gerenciamento mais fácil da mobilidade devem ser uma prioridade.

Paisagem móvel e digital

A transformação de dispositivos móveis e digitais está causando uma mudança no gerenciamento de experiências com os clientes. A possibilidade de isolar as experiências da marca está mudando porque os dispositivos digitais, sejam eles telefones celulares, consoles, eletrônicos domésticos ou carros, se tornam mais inteligentes e podem orquestrar o conteúdo de maneira mais inteligente. Os clientes também esperam experiências perfeitas entre canais e dispositivos.

Um OEM deve transformar a maneira como o conteúdo é produzido e gerenciado para poder se comunicar em um ambiente de orquestração inteligente de dispositivos. Ele também precisa disponibilizar conteúdo por meio de plataformas e APIs de ecossistema. A autodefinição das regras para entrega de conteúdo desaparece e a relevância depende da capacidade de gerenciar o conteúdo de maneira mais ágil e dinâmica.

Ecossistemas do cliente

As transformações digitais, juntamente com as escolhas dos clientes e o acesso aos serviços, redefinem a forma como os consumidores resolvem os trabalhos que precisam ser feitos para atender às suas necessidades. Os clientes não confiam mais nas viagens lineares fornecidas pelas marcas, mas orquestram seu valor para o cliente e experimentam os ecossistemas por si mesmos.

O OEM e os revendedores precisam expandir seu conhecimento sobre as jornadas do cliente além da marca e incorporar todo o ecossistema do cliente. Entender o valor que um OEM tem nos ecossistemas permite experiências mais pessoais e identifica outras oportunidades para permanecer relevante no valor do cliente e na experiência dos ecossistemas.

Os ecossistemas são diferentes para clientes individuais, e não é possível gerenciar jornadas de ecossistemas da mesma maneira que hoje. A implicação é que um OEM precisa acessar mais dados e usar tecnologias como inteligência artificial e aprendizado de máquina para analisar e ajustar dinamicamente as mudanças nos ecossistemas do cliente.

Compartilhar é a única escolha real

A capacidade de acessar, gerenciar e compartilhar dados definirá a função de um OEM no setor de mobilidade. Os disruptores digitais que criam serviços em dados estão se tornando atores maiores em um setor de mobilidade determinado pelos dados e fornecem experiências que um OEM tradicionalmente não é capaz de fornecer.

Este é também o lugar onde a oportunidade existe. OEMs e concessionárias possuem infraestrutura que complementa as ofertas de players digitais. A combinação de infraestrutura estabelecida, troca de dados e serviços digitais dinâmicos possibilita a promessa de mobilidade futura. O compartilhamento e o trabalho conjunto terão o benefício mais significativo para os clientes e, com sorte, esse é o mesmo objetivo que os OEMs também têm.

11 de Dezembro de 2018 (08:57)

Publicação: Zero Hora - Economia

Lei define os requisitos obrigatórios para a comercialização de veículos no País

Lei define os requisitos obrigatórios para a comercialização de veículos no País

O Diário Oficial da União de hoje traz a Lei nº 13.755, que estabelece os requisitos obrigatórios para a comercialização de veículos no Brasil. Conforme a lei, o poder executivo federal deverá estabelecer os requisitos obrigatórios para a comercialização de veículos novos produzidos no País e para a importação de veículos novos classificados nos códigos 87.01 a 87.06 da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI), relativos à rotulagem veicular, eficiência energética veicular e desempenho estrutural associado a tecnologias assistivas à direção.

Em relação aos veículos classificados nesses códigos, o poder executivo federal poderá reduzir as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em até dois pontos percentuais para aqueles que atenderem a requisitos específicos de eficiência energética e em até um ponto porcentual para os veículos que atenderem a requisitos específicos de desempenho estrutural associado a tecnologias assistivas à direção.

A lei também institui o Programa Rota 2030 - Mobilidade e Logística, dispõe sobre o regime tributário de autopeças não produzidas, e modifica questões tributárias de várias leis sobre o assunto.

Sobre o Programa Rota 2030 - Mobilidade e Logística, a expectativa é que o mesmo atue em assuntos como desenvolvimento tecnológico, competitividade, inovação, segurança veicular, proteção ao meio ambiente, eficiência energética e qualidade de automóveis, caminhões, ônibus, chassis com motor e autopeças.

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