07 de novembro de 2019

Publicação: Valor Economico

Anfavea prega importância da Argentina

Entidade espera recuperação do mercado vizinho, e clama por “bom senso” de Brasília com Fernández

Por Ana Paula Machado — De São Paulo

As montadoras, apesar da crise que enfrenta a Argentina, veem com certo otimismo o futuro do mercado local e destacam a sua importância para o Brasil. O país, que já representou mais de 70% das exportações brasileiras, amarga uma queda de mercado neste ano que atingiu em cheio as fabricantes instaladas no Brasil. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos de Moraes, disse que tem um olhar otimista em relação à Argentina.

Segundo ele, o novo governo tem um desafio enorme pela frente para arrumar a “casa”. “Ele (Alberto Fernández) terá que fazer muita coisa para colocar o país novamente na rota de crescimento. E o Brasil tem que encontrar um caminho de bom senso, sem ideologia. Democracia é isso, ele foi o escolhido pelo povo”, disse Moraes.

O dirigente lembrou que o país vizinho é o maior parceiro comercial do Brasil em manufaturados e que o seu desempenho econômico impacta diretamente a economia brasileira. No caso da indústria automobilística, por exemplo, a Argentina representava 72% das exportações brasileiras em 2018. Hoje, com a crise econômica instaurada por lá, caiu para 51%. Até outubro, os embarques somaram 186,5 mil veículos, recuo de 52%.

“Espero que o desempenho da Argentina não fique pior do que está. Até porque o setor olha os dois países, Brasil e Argentina, como um olhar só. Todo o planejamento de produção e vendas é feito em conjunto”, afirmou Moraes.

As exportações totais de veículos em outubro atingiram 30 mil unidades, recuo de 22,6%. De janeiro a outubro, os embarques das montadoras somaram 367,5 mil unidades, decréscimo de 34,7%.

Em receita, conforme a Anfavea, as exportações caíram 16,5% em outubro, para US$ 810,84 milhões. Em dez meses, a queda foi de 34,6%, passando de US$ 12,82 bilhões para US$ 8,38 bilhões. “Nem mesmo o crescimento dos embarques para México, Peru e Colômbia foram capazes de compensar a queda das exportações para a Argentina”, disse Moraes, no evento de divulgação do desempenho do setor em outubro.

Para o México, foram enviados 56,2 mil veículos de janeiro a outubro, um aumento de 41% no comparativo com o mesmo período do ano passado. Já para a Colômbia, o crescimento foi mais expressivo 99%, passando de 21,2 mil unidades para 42,1 mil veículos. E para o Peru as montadoras enviaram 15,9 mil veículos no acumulado do ano, alta de 24%, conforme os dados da Anfavea.

Já no mercado brasileiro, segundo a entidade, as vendas de veículos em outubro alcançaram 253,4 mil unidades, um recuo de 0,5% em relação ao mesmo mês de 2018. No acumulado, até outubro, os licenciamentos somaram 2,28 milhões de unidades, crescimento de 8,7% no comparativo com os dez meses de 2018.

Já a produção, em outubro, apontam os dados, aumentou 9,6%, passando de 263,2 mil para 288,5 mil unidades. Até o mês passado, foram fabricados 2,55 milhões de veículos, alta de 3,6%. “Foi o melhor mês em produção desde agosto de 2018. No acumulado de 10 meses, fabricamos o mesmo volume de 2014. É uma sinalização de que haverá melhora no mercado brasileiro.”

Com esse desempenho e com o fechamento da Ford em São Bernardo do Campo (SP), as montadoras empregavam em outubro 127,72 mil pessoas, o que representa uma queda de 2,8% no comparativo com os 12 meses de 2018.

08 de Novembro de 2019 (07:44)

Publicação: Agência IN - Caderno Setorial

IND. AUTOMOTIVA: Faturamento do setor de autopeças sobe em setembro

SÃO PAULO, 8 de novembro de 2019 - O faturamento do setor de autopeças registrou alta de 7,8% no acumulado de janeiro a setembro sobre iguais meses do ano passado. O crescimento do setor continua puxado pelas vendas às montadoras, que subiram 11,3% pela comparação interanual. As exportações, porém, caíram 6,4% na análise em reais e 13,3% em dólares. Os números foram divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

De acordo com a entidade, a receita proveniente das exportações permanecerá em declínio enquanto persistir a retração no mercado argentino.

As vendas ao mercado de reposição cresceram 6,3%. A contribuição é menor que a das montadoras, mas ajuda as perdas com o mercado externo. Com menos embarques, a fatia das exportações no faturamento de 2019 caiu para 16,7% e a do mercado de reposição ficou em 13,6%. Essa diferença era superior a 5 pontos porcentuais até o segundo semestre do ano passado. A participação das montadoras no faturamento de 2019 está em 65,1% (os 4,5% restantes são vendas intrassetoriais, feitas de um fabricante de autopeças para outro).

Ainda de acordo com o Sindipeças, o emprego nacional no setor recuou pelo oitavo mês consecutivo. No acumulado até setembro a queda é de 3,5%. Em contrapartida, a utilização da capacidade instalada cresceu 1,4 ponto porcentual na comparação com os mesmos nove meses de 2018 e desde maio deste ano anota taxas superiores a 70%.

07 de Novembro de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Primeiro passo da eletrificação no Brasil será das frotas

Bérgamo e Dalmine, Itália - Na garagem da Hochbahn, empresa que administra o transporte público de Hamburgo, na Alemanha, foram instalados 44 carregadores de veículos elétricos da ABB. São capazes de, à noite, gerar a energia suficiente para que um ônibus elétrico rode 150 quilômetros pela cidade, durante o dia. É um passo importante para os planos da operadora alemã que pretende, até 2030, só dispor de veículos sem emissões e ruídos em sua frota.

07 de Novembro de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

ABB pega carona nos veículos elétricos

Bérgamo e Dalmine, Itália - Ao dividir seus negócios em quatro unidades distintas - eletrificação, automação industrial, robótica e motores e geradores elétricos - a ABB, multinacional de origem suíço-sueca com sede em Zurique, criou, na prática, quatro empresas sob um mesmo guarda-chuva. A de eletrificação, que no ano passado representou em torno de 45% das vendas da companhia, enxerga na indústria automotiva uma importante parceira para alavancar os negócios.

A acelerada que a Europa, especialmente, deu no segmento de veículos elétricos, identificada no último Salão do Automóvel de Frankfurt, Alemanha, onde poucas novidades traziam sob o capô motores a combustão, ampliou a convicção da ABB. Para o presidente da área de eletrificação, Tarak Mehta, as perspectivas são de crescimento médio de 8% ao ano para o segmento - um mercado estimado em US$ 5 bilhões para seus negócios.

A ABB fornece, dentre outros produtos, recarregadores para veículos elétricos. No mês passado adquiriu uma concorrente na China, a Chargedot, com o objetivo de ampliar sua atuação no mercado global - em especial o asiático, onde graças aos chineses e suas políticas de incentivo as vendas de carros elétricos já alcançaram grandes volumes.

Esta aquisição permitirá à empresa ampliar sua produção global de carregadores. Segundo Mike Mustapha, chefe de negócios globais, o modelo de negócios será o de contratação: terceiros montarão os carregadores ABB, que fornecerá a expertise e tecnologia: “Não faz sentido investir em fábricas para isso. Vamos escolher fornecedores ao redor do mundo e abastecer a demanda global por meio deles".

Nada, ainda, no Brasil - embora o México esteja no radar do executivo para produzir os carregadores. Mustapha argumenta que a frota brasileira de elétricos, ainda na casa das pouco mais das 7 mil unidades, não sustenta um investimento do tipo. Mas tem confiança na eletrificação do mercado brasileiro:

“A tendência é a de que o preço do carro elétrico comece a cair com o aumento da escala. E o consumidor perceberá que o uso deste veículo é mais barato do que um modelo a combustão, até por causa da manutenção menos custosa. E quando as pessoas começarem a comprar mais carros elétricos demandarão infraestrutura, que é o que nós fornecemos".

Os resultados por aqui vão bem, de acordo com o executivo: será o segundo ano com crescimento na casa dos dois dígitos, mesmo diante de tantos problemas - e aí entram os outros negócios da área, como prédios inteligentes e digitalização: “É um país importante para nós, porque estamos indo bem. O Brasil é o segundo maior mercado da região depois do México".

Para sustentar os negócios do País e em outros mercados do continente a ABB está investindo na construção de um centro de distribuição em Miami, Florida. Este é hoje, para a companhia, seu mercado mais relevante no negócio de eletrificação - impulsionado pela aquisição, no ano passado, da área de soluções industriais da GE, agora plenamente incorporada.

07 de Novembro de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Vendas de usados cresceram 4% em outubro

São Paulo - As vendas de veículos seminovos e usados cresceram 3,9% em outubro, somando 1 milhão 345 mil 240 transferências, segundo a Fenauto, Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores. No acumulado do ano o saldo é positivo em 2%. se comparado com janeiro a outubro do ano passado.

07 de Novembro de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

New Holland inaugura concessionária em Goiás

São Paulo - A New Holland Construction inaugurou na quinta-feira, 7, a Bamaq Máquinas, nova concessionária em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana de Goiania. Com 1 mil metros quadrados de área construída oferecerá a linha completa de retroescavadeiras, pás carregadeiras, escavadeiras hidráulicas, motoniveladoras, tratores de esteiras, minicarregadeiras e miniescavadeiras, assim como assistência técnica e outros serviços.

O Grupo Bamaq representa marcas da CNH Industrial em Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Roraima.

07 de Novembro de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Banco CNH Industrial capta R$ 500 milhões no mercado de capitais

São Paulo - O Banco CNH Industrial captou R$ 500 milhões na sua terceira emissão de letras financeiras, uma das estratégias usadas pela instituição para acessar de forma recorrente o mercado de capitais. Em comunicado o banco observou que o valor arrecadado será aplicado na concessão de crédito para os clientes de suas marcas - New Holland, New Holland Construction, Case IH, Case Construction, FPT Industrial, Iveco e Iveco Bus.

07 de Novembro de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Reynaldo Contreira assume Wabco América Latina

São Paulo - Reynaldo Contreira assumiu o cargo de diretor presidente da Wabco América Latina, acrescentando novos mercados à sua função anterior, de presidente para a América do Sul. O México, que antes era atendido pela divisão estadunidense, passa, nesta nova estrutura, a fazer parte da operação administrada a partir do Brasil.

Segundo comunicado divulgado pela empresa a transição começou há pouco mais de um ano, quando o pós -venda mexicano passou a ser atendido a partir do Brasil. No começo de 2019 as operações OEM também foram agregadas.

“Já temos presença em todas as montadoras com operação em território mexicano", afirmou Contreira, em nota. “Com a estrutura local focada em vendas a ideia é aumentar nossa participação."

No México a Wabco atende a fabricantes de implementos rodoviários por meio de uma unidade industrial e um centro de distribuição.

07 de Novembro de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Caoa Chery registra novo recorde de vendas

São Paulo - A Caoa Chery bateu um novo recorde mensal ao registrar, em outubro, 2 mil 194 unidades emplacadas - crescimento de 65% sobre o mesmo mês do ano passado e de 18,6% na comparação com setembro.

No acumulado do ano, segundo a empresa, foram comercializados 16 mil 104 veículos, aumento de 165% com relação ao mesmo período do ano passado - embora bem abaixo da meta estipulada pelo seu presidente, Márcio Alfonso, de 27 mil unidades, já revisada para baixo dos 35 mil veículos estimados no fim de 2018.

A empresa comemora ter registrado 0,9% de market share em outubro e a sua consolidação na décima-segunda posição no ranking das montadoras do mercado brasileiro.

07 de Novembro de 2019 (10:00)

Publicação: COMPUTERWORLD

Volvo usará blockchain para rastrear cobalto presente em carros elétricos

A Volvo Cars, subsidiária da companhia com foco em automóveis, anunciou um acordo com as fornecedoras de baterias CATL e LG Chem para utilizar blockchain no rastreamento do cobalto utilizado na produção de baterias para carros elétricos.

A companhia explicou que os dados no blockchain incluem a origem do cobalto, atributos como peso e tamanho, a cadeia de custódia e informações que estabelecem que o comportamento dos participantes é consistente com as diretrizes da cadeia de suprimentos da OCDE.

Como a tecnologia blockchain estabelece uma rede de dados compartilhada transparente e confiável, é possível garantir que as peças foram produzidas de forma sustentável — preocupação cada vez mais recente no mundo automotivo, pressionado por governos para encontrar combustíveis mais sustentáveis aos seus veículos.

A Volvo Cars já começou a se adaptar às novas demandas do mercado: além de ter lançado o XC40 Recharge, seu primeiro veículo totalmente elétrico, a companhia lançou um ambicioso plano climático, que inclui uma redução radical das emissões de carbono em 40% por veículo até 2025, além de um compromisso contínuo com negócios éticos em toda a sua cadeia de operações e suprimentos.

07 de Novembro de 2019 (08:57)

Publicação: Fator Brasil - Automotivo

Bridgestone recebe o Prêmio AB Diversidade no Setor Automotivo

A empresa foi reconhecida na categoria Boas Práticas pela implementação de ações que compreendem os eixos gênero, etnia, LGBT, gerações e pessoas com deficiência.

A Bridgestone, maior fabricante de pneus do mundo, é uma das empresas vencedoras do Prêmio AB Diversidade no Setor Automotivo, que visa destacar e dar visibilidade às companhias por seu engajamento e resultados na promoção da diversidade, buscando conscientizar toda a cadeia automotiva sobre a importância do tema, bem como gerar um movimento de transformação positiva no segmento. A cerim'nia de premiação ocorreu no dia 01 de novembro, em São Paulo.

Para nós, é uma honra e um orgulho ter o reconhecimento em um tema tão importante como é a diversidade, afirma Lucila Del Grande, diretora executiva de Recursos Humanos da Bridgestone. Reter, recrutar e desenvolver equipes de trabalho diversificadas e que englobam o multiculturalismo faz parte da missão global da Bridgestone, completa.

O prêmio, que está em sua primeira edição e é organizado por Automotive Business, plataforma de conteúdo dedicada à liderança automotiva, em parceria com a MHD Consultoria, reconheceu 26 empresas em 14 categorias, com base nas respostas à pesquisa Diversidade no Setor Automotivo, que mediu a presença de diferentes populações nas organizações e seus esforços para promover a igualdade de oportunidades.

07 de Novembro de 2019

Publicação: Jornal Correio Braziliense

Indústria automotiva acelera

Nelson Cilo

São Paulo - Se havia dúvidas a respeito da retomada da indústria automotiva brasileira, elas foram eliminadas após a divulgação dos resultados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Entre janeiro e outubro, foram vendidos no Brasil 2,28 milhões de veículos, o melhor desempenho para o período desde 2014, e 8,7% a mais do que nos 10 primeiros meses de 2018.

Os resultados da produção também surpreenderam. Em outubro, a produção de veículos no país cresceu 16,6% na comparação com setembro e 9,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com a Anfavea, foram fabricados em outubro 288.512 autoveículos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus), contra 263.186 no mesmo mês de 2018.

“Todos os números estão de acordo com a nossa projeção para o fechamento do ano", diz Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea. “Os resultados indicam o terceiro ano de recuperação do setor automotivo como um todo, mesmo com a queda nas exportações". Moraes diz que o setor deverá encerrar 2019 com a marca de 2,67 milhões de carros emplacados, um aumento de 8,1% diante do ano anterior. A produção, nas projeções da entidade, subirá 2,1%, totalizando 2,94 milhões de unidades.

Mais uma vez, os caminhões foram o principal destaque dos números apresentados pela Anfavea. As vendas em outubro somaram 9,4 mil unidades, volume 19,3% superior ao anotado no mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano até outubro, as entregas alcançaram 83,6 mil unidades, alta de 37,9% em relação ao resultado obtido há um ano.

“O setor de caminhões mostra um crescimento robusto, que cria boas expectativas para o futuro", afirma Marco Antonio Saltini, vice- presidente da Anfavea para o segmento de pesados. “O desempenho até aqui confirma nossa projeção para 2019 de uma evolução de 35% e indica claramente a mudança de patamar ocorrida nos últimos dois anos, em um ambiente de negócios que vem melhorando pouco a pouco".

O desempenho em 2019 deve ser comemorado por uma razão especial: o setor conseguiu driblar a crise na Argentina, principal destino das exportações da indústria automotiva nacional. Em outubro, foram embarcadas apenas 30 mil unidades, uma queda de 18,2% sobre setembro e de 22,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, as exportações encolheram 34,7%, de 563 mil veículos em 2018 para 367,5 mil em 2019. Em termos de receitas, as perdas foram substanciais, de US$ 12,8 bilhões para US$ 8,4 bilhões.

A crise econômica da Argentina é a principal responsável pelo declínio das exportações brasileiras de automóveis. Até outubro, os embarques para o país vizinho totalizaram 186,5 mil unidades, volume 52% inferior ao registrado nos primeiros 10 meses do ano passado. Como não poderia deixar de ser, a participação da Argentina nos negócios das montadoras brasileiras caiu de 72,5% para 51% no período de um ano.

Para que as exportações se recuperem, a Anfavea espera uma maior aproximação com o novo governo argentino. “Com a Argentina, nós começamos a sofrer em maio do ano passado", afirma Luiz Carlos Moraes, presidente da entidade. “Este ano, tivemos uma queda superior a 50%. A Argentina é nosso maior parceiro em termos de indústria no setor automobilístico. Então, a gente entende que o governo brasileiro e o argentino têm que encontrar o caminho para, com bom senso e sem ideologias, tratar de negócios".

A indústria automobilística é um termômetro importante do vigor da economia brasileira. Além de responder por 10% da indústria nacional, ela é uma forte geradora de empregos. Em um cenário com 12,5 milhões de pessoas sem oportunidades de trabalho, a retomada do setor pode ser vista como um alento para profissionais de diversas áreas.

07 de Novembro de 2019

Publicação: Logweb - Notícias

MWM fecha fábrica de motores na Argentina e transfere para o Brasil

A crise econômica na Argentina tem afetado enormemente o setor automotivo por lá. Mesmo com a redução de quadro de funcionários, queda nas vendas e fechamento de alguns turnos de trabalho, essa parte da indústria no país vizinho continua perdendo terreno e, agora, fábrica.

A MWM, tradicional fabricante de motores diesel, anunciou o fechamento de sua planta de produção na Argentina. Controlada pela americana Navistar, a empresa tem planta em Jesús María, na província de Córdoba, região centro-norte do país. A unidade é uma das três que a empresa sediada no Brasil possuía.

Inaugurada em 1995 junto com a planta de Canoas-RS que fazia o motor da Chevrolet S10 e fechada em 2015 a unidade de Córdoba agora fecha as portas também com a demissão de 100 empregados. De acordo com a MWM argentina, a operação no país se tornou inviável.

A MWM produzia motores diesel para Ford, GM e Mercedes -Benz. No entanto, em 2001, a crise da ocasião encerrou a produção de propulsores, mantendo-se a fabricação de peças para abastecimento das linhas que ficavam no Brasil. No ano de 2013, a empresa já estava nas mãos da Navistar International e iniciou a produção de geradores e motores elétricos.

06 de Novembro de 2019 (12:34)

Publicação: Money Times - Notícias

Movida “cala" críticos, dobra venda de seminovos e mercado aplaude

A Movida (MOVI3) enviou uma forte mensagem aos críticos da sua administração e revelou um lucro líquido muito superior ao esperado pelo mercado no terceiro trimestre de 2019.

O lucro líquido da empresa de aluguel e venda de carros seminovos cresceu 45,8% e chegou a R$ 60 milhões, enquanto o Ebitda, medida de lucro operacional, avançou 60,6% e ficou em R$ 191,8 milhões. Ambos são recordes para a empresa.

“O terceiro trimestre da Movida envia uma mensagem poderosa sobre sua execução comercial e deve ajudar a reduzir o risco sobre o caso de investimento", avaliam os analistas Renato Mimica e Lucas Marquiori, do BTG Pactual.

A receita líquida de o segmento de seminovos expandiu 93,1%, sendo uma contribuição do aumento de 82,7% no volume e 5,4% no preço médio. O Ebitda ficou negativo em R$ 2,7 milhões, que é o melhor resultado desde o IPO.

“O volume de 14,5 mil carros vendidos é compatível com o tamanho atual da frota e demonstra um giro saudável", afirma a empresa em seu relatório de resultados.

Número de carros vendidos X preço médio do carro vendido (R$)

“Acreditamos que os esforços da companhia em aprimorar a eficiência e manter o giro da frota em níveis saudáveis estão gerando resultados sequencialmente melhores", explica a analista da XP Investimentos, Bruna Pezzin.

Outro destaque do balanço foi o forte crescimento no Gestão e Terceirização de Frotas (GTF). A receita líquida cresceu 35,6% em razão da adição de 9,4 mil carros operacionais no período.

06 de Novembro de 2019 (12:34)

Publicação: Canal Executivo - Pesquisas

Montadoras atingem maior nível de produção do ano em outubro

São Paulo - A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apresentou o balanço da indústria automobilística em outubro e no acumulado dos 10 primeiros meses do ano. “Todos os números deste mês estão de acordo com nossa projeção para o fechamento do ano. Os resultados indicam o terceiro ano de recuperação do setor automotivo como um todo, mesmo com a queda nas exportações”, afirmou o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes. Produção - Para o setor de veículos, o resultado mensal de 288,5 mil unidades apontou para uma alta de 16,6% na comparação com setembro, e de 9,6% em relação a outubro do ano passado. Foi o melhor mês de produção neste ano, e recorde desde agosto de 2018. O acumulado do ano, de 2,55 milhões de unidades, representa alta de 3,6% sobre o mesmo período do ano passado. Licenciamento - O mercado interno, com 253,4 mil unidades, também registrou alta na comparação com o mês anterior, de 7,9%. Houve ligeira queda de 0,5% em relação ao mesmo mês de 2018. Mais uma vez os caminhões se destacaram com 9,4 mil emplacamentos, melhor outubro desde 2014. No acumulado do ano, de 83,7 mil unidades, o crescimento é de 37,9% em relação ao ano passado. O setor de ônibus já tem em 10 meses mais vendas do que nos 12 meses dos últimos três anos.

06 de Novembro de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Volvo investe em segurança ativa para vender mais ônibus

Curitiba, PR - A Volvo usou a paisagem de Morretes, cidade localizada no litoral do Paraná, para apresentar na terça-feira, 4, ao mercado brasileiro um conjunto completo de recursos de segurança ativa que, em teoria, contribuirão de forma decisiva na operação dos ônibus rodoviários da marca sob o ponto de vista do apoio aos motoristas e melhora nas condições de operação.

06 de Novembro de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Produção de chassis de ônibus caiu 3% no acumulado do ano.

São Paulo - A produção de chassis de ônibus apresentou queda de 3,7% no acumulado do ano na comparação com igual período no ano passado, informou a Anfavea na quinta-feira, 6. Foram produzidas nos primeiros dez meses 24 mil 433 unidades. A maior queda foi a registrada no segmento de ônibus rodoviários.

Até outubro saíram das linhas 4 mil 696 unidades de chassis de modelos rodoviários, volume que representa queda de 17,6% diante de idêntico período de 2018. A produção de chassis de ônibus urbanos apresentou estagnação frente o volume produzido em igual período no ano passado, 0,4%, somando 19 mil 737 unidades.

As vendas de chassis de ônibus registraram alta de 42,7%, chegando a 17 mil 353 unidades no janeiro- outubro. Apenas em outubro as vendas somaram 2 mil 157 unidades, alta de 28,7% sobre as realizadas em outubro de 2018.

06 de Novembro de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Para presidente da Anfavea, PEC apresentada em Brasília é positiva

São Paulo - Durante a coletiva mensal de apresentação do balanço da indústria, na quarta-feira, 6, o presidente da Anfavea, Luiz Carlos de Moraes, fez observações sobre alguns pontos do pacote econômico apresentado pelo governo federal. De forma genérica, pois ainda é muito cedo para avaliar o conjunto das propostas para um posicionamento mais elaborado, ele disse que o que foi levado ao Congresso Nacional "é positivo".

Em linhas gerais avaliou como correta a direção que o País toma por meio da PEC, a proposta de emenda à Constituição, apresentada pelo governo federal, justamente por “atacar as ineficiências e proporcionar choque de redução de tarifas e abertura de mercado".

Sobre uma das propostas que constam no documento, a da redução de cinco para quatro anos no tempo de revisão de todos os incentivos concedidos pelo governo, Moraes afirmou que é algo que diz respeito a todos os setores da economia: “Essa medida vale para a sociedade, para todos os setores, não só o automotivo. Teremos que trabalhar aqui como nossas empresas fazem lá fora, buscando eficiência em todos os departamentos".

A pauta é sensível ao setor automotivo, que recebeu benefícios fiscais em algumas operações no País e em segmentos específicos da atividade industrial por meio do Rota 2030, a nova política industrial tornada lei no fim do ano passado.

Moraes acredita que as discussões no âmbito governamental ainda terão novos capítulos e que os “resultados de tudo isso serão sentidos a partir do segundo semestre do ano que vem".

06 de Novembro de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Caminhões: vendas cresceram 38% até outubro.

São Paulo - As vendas de caminhões, no acumulado do ano, chegaram a 83 mil 673 unidades, volume que representa alta de 38% sobre o resultado de igual período no ano passado. Segundo dados divulgados pela Anfavea na quinta-feira, 6, as vendas de pesados apresentaram o maior porcentual de crescimento no janeiro-outubro, chegando a 42 mil 919 unidades. Neste caso a alta foi de 57,5% sobre 2018.

Em outubro as vendas somaram 9 mil 418 unidades, maior volume desde 2014 e que representou alta de 38% sobre as de outubro do ano passado.

As vendas de semipesados somaram, no acumulado do ano, 18 mil 966 unidades, alta de 32%. Já no caso dos médios as vendas chegaram a 8 mil 389 unidades, 38% a mais. E as vendas de caminhões leves apresentaram retração de 3,5% até outubro.

A montadora que mais vendeu caminhões, no período, foi a Mercedes-Benz, com 25 mil 63 unidades. O volume registrado representa alta de 50% sobre o observado nos primeiros dez meses do ano passado. A Volkswagen Caminhões e Ônibus vendeu 21 mil 810 caminhões, alta de 32,6%, e a Volvo 13 mil 148 unidades, 52% a mais.

De acordo com Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, ainda é cedo para afirmar que o crescimento registrado das vendas seja reflexo do volume vendido pelas montadoras durante a Fenatran. Tais reflexos, segundo ele, poderão ser percebidos de novembro em diante.

06 de Novembro de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

General Motors convoca recall do Onix Plus

São Paulo - A General Motors convocará para recall proprietários do Chevrolet Onix Plus, modelo produzido em Gravataí, RS, e lançado em setembro. A medida foi tomada pela montadora após episódio de incêndio em uma unidade do modelo ocorrido na Região Nordeste. A falha detectada, segundo nota enviada a AutoData, foi no software que gerencia o motor.

De acordo com a montadora, “em condições muito especificas e combinadas de pressão atmosférica, temperatura ambiente, umidade relativa do ar e composição do combustível o software de gerenciamento do motor pode, eventualmente, apresentar falha, com risco de danos ao motor e potencial incêndio, como no caso ocorrido na Região Nordeste".

As entregas dos veículos nas concessionárias foram suspensas pela montadora.

Os proprietários dos modelos envolvidos serão chamados a comparecer à rede de concessionários para realizar o serviço de forma gratuita. O motor do novo Onix é o 1.0 flex turbo produzido na fábrica de Joinville, SC, a qual, recentemente, foi alvo de expansão ao custo de R$ 1,9 bilhão. Em outubro o modelo foi o sexto mais vendido no País, com 7 mil 140 unidades emplacadas.

As versões vendidas do Onix Plus são as LT, LTZ e Premiere, com motorização turbo ou aspirada.

06 de Novembro de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Vendas acumuladas superam 2,2 milhões de unidades

São Paulo - As vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus, até outubro, este ano somaram 2 milhões 282 mil 982 unidades, volume que representa alta de 8,7% sobre as vendas realizadas em igual período do ano passado, quando foram registrados 2 milhões 100 mil 948 licenciamentos. Em outubro foram vendidas 253 mil 361 unidades, o melhor desempenho comercial do ano e volume 8% maior do que o registrado em outubro do ano passado.

As vendas de automóveis somaram 204 mil 532 unidades, queda de 2%, e as de comerciais leves chegaram a 37 mil 254 unidades, alta de 3%.

As vendas de caminhões somaram 9 mil 418 unidades no mês, volume 3,5% superior ao resultado de outubro do ano passado, e representa o melhor desempenho para o segmento desde outubro de 2014, informou a Anfavea na quinta- feira, 6, durante a divulgação dos resultados mensais da indústria. As vendas de ônibus somaram 2 mil 157 unidades, alta de 24,3%.

A mediana de vendas no mês, com 23 dias úteis, foi de 11 mil 16 unidades/dia, 1,5% menor do que a registrada em setembro nas concessionárias.

Ainda que os veículos com motorização flex representem a maior fatia dentro do mix no mercado brasileiro o balanço da Anfavea mostrou crescimento das vendas de veículos híbridos e/ou elétricos. Até outubro foram 7 mil 436 unidades, volume que representa alta de 135,4% sobre aquele vendido no ano passado.

Tamanho desempenho coincide com período de lançamento de parte dos modelos anunciados pelas montadoras para o mercado brasileiro no Salão Internacional do Automóvel de 2018, Nissan Leaf e Chevrolet Bolt.

06 de Novembro de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Indústria de máquinas deverá ficar abaixo das projeções

São Paulo -- A queda das vendas internas de máquinas agrícolas e rodoviárias em outubro, 16,2% a menos do que em igual período do ano anterior, pode reduzir a projeção da Anfavea para este segmento. Ou, então, novembro e dezembro terão dois dos três melhores desempenhos do ano para cumprir a meta estabelecida pela entidade de negociar, em 2019, 46 mil unidades no mercado nacional.

A segunda hipótese parece menos factível, pois o presidente Luiz Carlos Moraes afirmou, durante a apresentação do balanço mensal da indústria, que “dificilmente haverá a recuperação do volume perdido no início do ano" por causa da falta de recursos de financiamento no BNDES.

De janeiro a outubro foram negociadas 37 mil 99 unidades desses equipamentos, redução de 6,3% sobre igual período de 2018. A Anfavea projeta queda de 3,6% nas vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias em 2019.

Para atingir esse resultado deverão ser negociadas, nos próximos dois meses, exataos 8,9 mil unidades.

A boa notícia é que a Anfavea já está discutindo com o setor agrícola mecanismos que serão levados ao governo para que as condições de financiamento voltem à normalidade em 2020: “Queremos ter previsibilidade sobre as linhas de financiamento disponíveis para esse setor tão importante para a atividade da indústria".

06 de Novembro de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Fábricas registram maior produção desde 2014

São Paulo - As fábricas instaladas no País produziram este ano, até outubro, 2 milhões 547 mil 22 unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus, volume que representa alta de 3,6% sobre o volume produzido em igual período no ano passado. O desempenho observado nas linhas foi o maior registrado pelo setor desde 2014, segundo dados da Anfavea divulgados na quarta-feira, 6.

Em outubro foram produzidas 288 mil 515 unidades, 9,6% a mais do que em outubro do ano passado e 16,6% a mais do que em setembro. Foi o maior resultado do ano em termos de unidades produzidas, apontou o balanço. Segundo o presidente Luiz Carlos de Moraes o desempenho do acumulado do ano tem relação direta com o aumento das vendas no mercado interno. Já a alta sobre setembro significa a preparação das montadoras para a parada da produção em dezembro.

Uma vez produzido volume para suprir as demandas do mercado durante período de férias coletivas a tendência é a de que haja desaceleração do ritmo das linhas até o fim de dezembro, como aconteceu no último trimestre de 2018 - em outubro daquele ano foram produzidas 263,2 mil unidades, chegando a 244,8 mil, em novembro e 177,5 mil em dezembro.

Outro indicador que denota ritmo menor nas fábricas a partir deste mês é o volume que as montadoras mantêm em estoque. O número dessas unidades saltou de 148,6 mil, em setembro, para 173,6 mil em outubro. O estoque nas concessionárias caiu no mesmo período, de 200 mil unidades para 191,5 mil unidades. Os estoques somados representam o equivalente a 43 dias úteis de vendas.

Do total produzido até outubro os veículos leves - automóveis e comerciais leves - foram 2 milhões 423 mil 858 unidades, alta de 3,4% sobre o janeiro-outubro de 2018. Apenas em outubro a produção de veículos da categoria chegou a 274 mil 583 unidades. O volume representa crescimento de 17% na comparação com o produzido em outubro do ano passado.

A produção de caminhões no acumulado do ano foi de 98 mil 731 unidades, o que significa crescimento de 12% sobre a produção registrada em 2018. De acordo com o presidente da Anfavea foi o maior volume produzido para o período desde 2014. A produção mensal de caminhões chegou a 11 mil 279 unidades, 8,4% a mais do que em outubro do ano passado.

O presidente da entidade, ilustrando o velho jargão que versa sobre a relação PIB-vendas, mostrou dados que poderiam justificar o crescimento da produção de caminhões: “O risco Brasil está caindo e os investidores estão de olho nisso. Inflação baixa e redução da taxa de juros completam o quadro. Hoje o País constitui um ambiente mais propício para os negócios".

Sobre o declínio da projeção do produto interno bruto, acentuado a partir de fevereiro, no entanto, o executivo disse que “o importante é que o gráfico da projeção parou de cair, com tendência de que passe a apontar para cima".

O maior volume produzido dentro do segmento foi o de caminhões pesados, com 54 mil 17 unidades fabricadas até outubro, 36,4% a mais do que o volume produzido em igual período do ano passado.

A produção de ônibus apresentou queda de 3,7% no janeiro-outubro, somando 24 mil 433 unidades.

O nível de emprego em outubro se manteve estável na comparação com o registrado em setembro, 127,7 mil funcionários. Na comparação com outubro do ano passado, entretanto, representa queda de 2,8%. A diminuição do quadro, segundo o presidente da Anfavea, se deu em função da saída da Ford do negócio caminhão na América do Sul.

06 de Novembro de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Em alta, exportações para México, Colômbia e Peru não compensam Argentina

São Paulo -- A crise na Argentina continua tendo impacto negativo sobre as exportações da indústria automotiva nacional. Isso não é mais novidade, porém alguns sinais de recuperação dos negócios com outros países da região começam a mostrar o potencial do veículo nacional nesses mercados. Em outubro, de acordo com os dados da Anfavea, foram exportados 29 mil 964 unidades, redução de 22,6% com relação a igual período do ano anterior.

Mas Luiz Carlos Moraes, presidente da entidade, destaca que o resultado em dólares, US$ 810 milhões 841 mil, 0,4% superior ao de outubro de 2018, ocorreu por causa do “melhor mix de produtos exportados e dos números positivos de embarques para alguns países, como o México".

No acumulado do ano as exportações de automóveis e comerciais leves para o México totalizaram 56 mil 186 unidades, crescimento de 41% sobre o ano anterior. A Colômbia também merece destaque este ano com 42 mil 118 unidades exportadas, incremento de 99%. E apesar do número ainda ser baixo, 15,9 mil unidades, o aumento de 24% mostra uma tendência de que há mercado para o veículo nacional nesses países. Já o Chile, anteriormente citado como um mercado promissor, registra queda nos embarques: as 37,9 mil unidades deste ano representam queda de 19% com relação a 2018.

“Esses países não compensam os volumes exportados para a Argentina", ponderou o presidente da Anfavea. "porque os volumes ainda são muito pequenos."

De janeiro a outubro foram exportadas 367 mil 463 unidades, retração de 34,7% sobre igual período do ano passado. A projeção da Anfavea é a de que este ano as exportações caiam 33,2%.

06 de Novembro de 2019 (10:00)

Publicação: Valor Econômico - Notícias

Venda de veículos cai em outubro e cresce no ano; produção sobe no mês e no ano

Exportações continuam em queda, de quase 35% em volume e receita, no acumulado do ano, mostra Anfavea As vendas de veículos no Brasil ficaram em 253,4 mil unidades em outubro, queda de 0,5% em relação ao mesmo mês de 2018. No acumulado do ano até outubro, porém, os licenciamentos somaram 2,28 milhões de unidades, crescimento de 8,7% no comparativo com os dez meses de 2018. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (6) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A produção aumentou 9,6% em outubro, passando de 263,2 mil para 288,5 mil unidades. Até o mês passado, foram fabricados 2,55 milhões de veículos, alta de 3,6% no acumulado do ano. As exportações continuam em queda. Em outubro, os embarques totalizaram 30 mil veículos, recuo de 22,6% em relação ao mesmo mês de 2018. De janeiro a outubro, as vendas externas das montadoras somaram 367,5 mil unidades, um decréscimo de 34,7%. Em receita, de acordo com a Anfavea, as exportações caíram 16,5% em outubro, para US$ 810,84 milhões. De janeiro a outubro, a queda foi de 34,6%, passando de US$ 12,82 bilhões para US$ 8,38 bilhões. Com esse desempenho e com o fechamento da Ford em São Bernardo do Campo (SP), as montadoras empregavam em outubro 127,72 mil pessoas, o que representa uma queda de 2,8% no comparativo com os 12 meses de 2018. Estoques O presidente da Anfavea, Luiz Carlos de Moraes, disse nesta quarta, durante a coletiva de divulgação dos números de outubro, que as montadoras instaladas no país fecharam o mês com estoques de 365,1 mil veículos, o que equivale a 43 dias de vendas. “Em setembro, esse giro era de 348,6 mil unidades, 41 dias de venda. Estamos em linha com os estoques de setembro. As montadoras já começaram os esforços para as paradas programadas da produção, por isso, tivemos uma aceleração nas linhas de montagem", disse Moraes. Segundo ele, a produção em outubro foi a melhor nos últimos 14 meses, desde agosto de 2018. “A estimativa é um crescimento de 2,1% na produção este ano. Mesmo com a queda das exportações para Argentina", afirmou o dirigente. Moraes afirmou ter um olhar otimista em relação à Argentina no próximo ano. Segundo ele, o novo governo tem um desafio enorme pela frente para arrumar a “casa". “Ele (Alberto Fernández, presidente eleito) tem um desafio enorme para colocar o país novamente na rota de crescimento. E o Brasil tem que encontrar um caminho de bom senso, sem ideologia", disse o presidente da Anfavea. O dirigente lembrou que o país vizinho é o maior parceiro comercial do Brasil em manufaturados e que o seu desempenho econômico impacta diretamente a economia brasileira. No caso da indústria automobilística, por exemplo, a Argentina representava 72% das exportações brasileiras em 2018. Hoje, com a crise econômica instaurada por lá, caiu para 51%. Até outubro, os embarques somaram 186,5 mil veículos, recuo de 52%. “Espero que o desempenho da Argentina não fique pior do que está. Até porque o setor olha os dois países, Brasil e Argentina, como um só. Todo o planejamento de produção e de vendas é feito em conjunto." Oferta global O presidente da Anfavea falou ainda que o excesso de capacidade mundial de veículos pode significar aumento das importações pelo Brasil. Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta que o desempenho da indústria automobilística influencia a economia mundial e, com a guerra comercial entre Estados Unidos e China, as vendas tendem a cair nos próximos anos. “Nosso desafio é sermos competitivos no país, porque com mais de 20 milhões de capacidade ociosa no mundo, as montadoras tendem a olhar para mercados mais abertos. Esse elemento pode representar aumento das importações", disse Moraes. O mercado da América do Sul gira em torno de 5 milhões de unidades, sendo que o Brasil é o maior em vendas. “Já temos desafios de sermos competitivos com outros países, em termos de custos, agora temos esse fator. Existe esse risco."

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