10 de junho de 2019

Publicação: Valor Econômico p. B-5

Em reviravolta, Renault vai contra mudança em governança da Nissan.

A Renault informou à Nissan que vai bloquear o plano da empresa japonesa de rever sua conturbada governança corporativa, inflamando ainda mais o relacionamento tenso entre os dois parceiros da aliança. A decisão - revelada em uma carta de Jean-Dominique Senard, presidente do conselho da Renault, para Hiroto Saikawa, CEO da Nissan, no sábado - marca uma reversão abrupta da política e ameaça destruir meses de trabalho da Nissan.

A carta de Senard foi enviada apenas duas semanas antes da reunião anual da Nissan, em que a empresa esperava votar, por meio de uma transição há muito atrasada, a adoção de um sistema de governança com três comitês de remuneração e auditoria.

Segundo pessoas familiarizadas com a carta - que não foi tornada pública -, Senard escreveu que, como acionista de 43% da Nissan, a Renault decidiu se abster da votação, o que na prática inviabiliza a proposta, que precisa do aval de dois terços dos acionistas. Pessoas próximas à montadora japonesa condenaram a ação, considerando-a "ultrajante e irresponsável".

O plano de criar os três comitês, para o qual Senard votou pessoalmente várias vezes como diretor do conselho da Nissan, surgiu após a prisão, em novembro passado, de Carlos Ghosn, anteriormente presidente do conselho e diretor executivo de ambas as empresas.

Em seu mandato, Ghosn vinha tentando tornar a aliança das montadoras "irreversível", irritando muitos dentro da Nissan, que também temiam a influência do Estado francês no grupo. As relações entre as empresas há muito são preocupantes, mas estão mais tensas desde a saída de Ghosn.

Senard havia procurado retomar as negociações de fusão com a Nissan pouco depois de assumir o comando da Renault, em um esforço para estabilizar o relacionamento. Mas se voltou para a Fiat Chrysler. A Nissan só foi informada das conversas com a Fiat Chrysler no último minuto, minando ainda mais a confiança dos dois lados.

A Fiat Chrysler retirou sua oferta de fusão com a Renault após o governo francês, que tem 15% da empresa, ter exigido mais tempo para garantir que a Nissan apoiasse uma aliança.

Autoridades do governo francês dizem que a decisão de adiar foi estimulada em parte pelos representantes do conselho da Nissan na Renault, indicando que eles se absteriam em vez de votar a favor do acordo. E enquanto o ministro das Finanças, Bruno Le Maire, apoiou Senard, algumas autoridades francesas disseram, em particular, que ele assegurou que a Nissan apoiava o acordo, acusando o chefe de 66 anos da Renault de ser ingênuo.

Pessoas próximas à Nissan dizem que a intervenção de Senard pode representar uma tentativa de ganhar alavancagem sobre seu parceiro na aliança -- seja na expectativa de que a Fiat Chrysler volte à mesa de negociações ou porque Senard quer reativar as negociações de fusão com a Nissan.

Após a prisão de Ghosn, a Nissan montou um grupo para analisar falhas de governança e propor melhorias. A principal recomendação foi a adoção imediata do sistema de três comitês. O conselho completo da Nissan, que incluía Senard, deu a ideia de sua aprovação unânime em 15 de maio.

Na carta de sábado, disseram pessoas familiarizadas com o conteúdo, Senard justificou a reviravolta abrupta argumentando que o novo sistema poderia ser usado, de alguma forma, para reduzir a influência da Renault como acionista da Nissan. As fontes enfatizaram que a carta foi "um passo, mas só um passo", na preparação para o encontro anual da Nissan, e que a posição da Renault pode mudar.

Essas mesmas pessoas disseram que a Renault estava procurando garantir seus direitos como acionista, acrescentando que a montadora francesa estava preocupada com a futura composição dos comitês e sobre como os poderes do conselho seriam transferidos para esses comitês. "Senard, claramente, não quer que isso seja visto como uma declaração de guerra, mas como o início de uma negociação", disse outra pessoa próxima à Renault. Nissan e Renault não fizeram comentários.

10 de junho de 2019

Publicação: Valor Econômico p. B-3

De olho na América do Norte, grupo Randon expande operações no México.

O grupo gaúcho Randon planeja ampliar sua atuação na América Latina e nos Estados Unidos com a criação de uma subsidiária no México, voltada para a fabricação e comercialização de suspensões e outros componentes automotivos para ônibus, caminhões, trens, reboques e semirreboques. A ideia é "começar do zero" e não com a aquisição de companhias locais.

O investimento inicial será de US$ 2 milhões, com uso de recursos próprios, disse ao Valor Sergio Carvalho, diretor da divisão de autopeças da Randon, que concentra as empresas Suspensys, Fras-le, Jost Brasil e Suspensys WE/Castertech. O grupo irá alugar um terreno na cidade de Apodaca, na região de Monterrey, no Norte do México, com 3.500 metros quadrados de área construída para a instalação da subsidiária, chamada de Suspensys Automotive Systems.

A controlada Fras-le, fabricante de autopeças, já possui um escritório no país, mas essa será a primeira fábrica mexicana do grupo Randon. A expectativa é que as operações sejam iniciadas já no fim de 2019.

"Esperamos atender principalmente o México, onde estão algumas montadoras brasileiras para as quais já fornecemos, e a parte norte da América do Sul", afirmou Carvalho. Na reunião do conselho de administração que analisou o projeto, realizada na semana passada, a expansão do grupo Randon nos Estados Unidos também foi citada como motivo para a criação da nova subsidiária mexicana.

Segundo o executivo, as recentes ameaças de imposição de tarifas alfandegárias pelos Estados Unidos às importações provenientes do México não afetaram os planos de expansão da companhia. Para Carvalho, a ofensiva comercial do presidente americano, Donald Trump, foi a maneira encontrada por ele para intimidar o México a conter o fluxo de migrantes ilegais.

"Estados Unidos, Canadá e México ficaram anos discutindo um novo formato para o Nafta [acordo comercial dos países da América do Norte], com cláusulas específicas para a redução ou retirada das tarifas sobre aço", diz Carvalho. "Acho que a movimentação dos Estados Unidos é mais um posicionamento político, já que a questão das tarifas está acertada". O novo acordo entre os três países ainda deve ser votado no Congresso americano.

O mercado externo responde por cerca de 13,5% da receita líquida consolidada da Randon. No primeiro trimestre deste ano, em parte pelos problemas que vive a Argentina, o Nafta passou a ser a região mais relevante para a companhia no exterior, representando 40% das exportações consolidadas. Um ano antes, esse percentual era menor, de 34,7%. Especificamente no mercado americano, os volumes vendidos no período ficaram estáveis.

De janeiro a março, a receita líquida da Randon foi de R$ 1,13 bilhão, 23% maior, na comparação anual. O lucro ficou em R$ 31,7 milhões, 27% abaixo do resultado apurado um ano antes, influenciado, entre outros fatores, pelo aumento das despesas operacionais e financeiras e pela adoção da norma contábil IFRS 16, que teve efeito negativo de R$ 700 mil na última linha do balanço.

07 de junho de 2019

Publicação: OESP, p. B-5

Produção de carros no País deve crescer menos que o previsto.

A indústria automobilística vai deixar de exportar este ano mais de 120 mil veículos para a Argentina em razão da crise econômica no país. A perda, calculada com base nas entregas do ano passado, levará o setor a reduzir projeções feitas em janeiro para venda externa e produção.

O setor previa produzir 2,88 milhões de veículos, 9% a mais que em 2018. As exportações já seriam 6,2% inferiores ao ano passado, com 590 mil unidades. Os dois números serão revistos. "O impacto da Argentina é maior do que imaginávamos", disse o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes.

Segundo ele, em 2018, foram exportados, em média, 45 mil veículos por mês para a Argentina. Hoje, é metade disso. De janeiro a maio de 2018, o país recebeu 76% das exportações brasileiras, fatia que caiu para 59%.

Nem o recente anúncio do governo de Mauricio Macri, de que haverá incentivos para a compra de carros, deve mudar o quadro. "Qualquer melhora lá pode ajudar aqui, mas não sabemos ainda se será apenas uma medida pontual", diz Moraes.

Principalmente em razão do recuo de vendas para a Argentina, a Toyota vai cortar 340 vagas da fábrica de Sorocaba. A Volkswagen dará férias e folgas de um mês aos funcionários da produção de São Bernardo do Campo, a partir do dia 24, e já adotou o expediente na filial de Taubaté por 20 dias. A Nissan suspendeu plano de criar um terceiro turno em Resende (RJ).

Empregos. Nos cinco meses do ano, a exportação total de veículos caiu 42% ante 2018 (para 181,6 mil unidades). A produção cresceu 5,3% (1,241 milhão) e as vendas 12,5% (1,084 milhão).

Só em maio foram produzidos 275,7 mil veículos, alta de 30% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando a greve dos caminhoneiros paralisou as fábricas por causa da falta de peças. As exportações caíram 32,7%, somando 915,1 mil unidades, enquanto as vendas cresceram 21,6%, para 245,4 mil unidades. Em um ano, o setor fechou 2,4 mil postos de trabalho. Hoje, emprega 130 mil pessoas. Em maio de 2018 eram 132,4 mil.

07 de junho de 2019

Publicação: Valor Econômico p. B-4

Anfavea analisa rever previsão de produção neste ano.

O impacto provocado pela crise argentina nas exportações de veículos tem sido maior do que esperavam os fabricantes. Isso tende a, consequentemente, levar a uma perda de produção acima do calculado pelo setor.

Segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes, nos próximos dias a entidade vai analisar a possibilidade de rever a previsão de produção para este ano.

Em janeiro, a Anfavea anunciou que calculava, para 2019, um crescimento de 9% no volume de veículos produzidos na comparação com o ano anterior, quando foram fabricadas 2,87 milhões de unidades. Segundo Moraes, a estimativa inicial já foi calculada prevendo a crise no país vizinho. "Mas esperávamos que o impacto fosse menor", disse.

De janeiro a maio foram exportados 181,5 mil veículos, uma queda de 42,2% na comparação com os primeiros cinco meses de 2018. Desse total, 107 mil unidades seguiram para o mercado argentino. No mesmo período de 2018, foram enviados ao país vizinho 233 mil veículos produzidos no Brasil. Há um ano, as montadoras embarcavam para a Argentina, em média, 45 mil veículos por mês. O volume caiu à menos da metade.

A Argentina continua a ser o principal mercado externo para as montadoras. Mas sua participação está em declínio. Era de 76% no acumulado até maio de 2018 e passou para 59% no mesmo período deste ano. Na mesma base de comparação, a fatia do México, o segundo maior mercado, subiu de 7% para 13%. Também aumentaram a participação a Colômbia (de 3% para 9%) e o Chile (de 5% para 7%).

No mês passado, o mercado de veículos novos manteve ritmo de expansão, o que ajudou a compensar as perdas com exportação. Em maio foram licenciados no país 245,4 mil veículos, o que representou crescimento de 21,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

A Anfavea aponta a oferta de crédito, que aumentou 21% em um ano, como justificativa da expansão das vendas no mês passado. Soma-se a isso a venda direta de veículos para grandes frotistas, como locadoras. Além disso, em maio de 2018, o movimento em toda a atividade econômica do país encolheu por conta da greve dos caminhoneiros.

No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, no entanto, a expansão das vendas foi menor. O licenciamento de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no período somou 1,08 milhão de unidades, uma alta de 12%.

Foram produzidos no mês passado 275,7 mil veículos, o que representou um avanço de 29,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Já no acumulado do ano, o crescimento foi menor. Com total de 1,24 milhão de unidades, a alta foi de 5,3%.

Para o presidente da Anfavea,, os resultados positivos do setor automotivo se devem também a um longo processo de recuperação, que começou há dois anos, depois de uma retração de mais de 40% entre 2015 e 2016.

Ao divulgar o desempenho do setor, ontem, Moraes reclamou da necessidade de o país fazer uma simplificação tributária e burocrática. A Anfavea calcula gasto anual, no setor, de R$ 2,3 bilhões só com o que chama de custo burocrático-tributário. Trata-se de valor maior que o total de R$ 1,5 bilhão previsto com pesquisa e desenvolvimento no programa Rota 2030. "Ou acabamos com esse sistema tributário ou ele acaba com o Brasil", disse Moraes, que chamou o quadro de "manicômio tributário".

O dirigente citou o exemplo do processo de importação de airbag, item obrigatório nos veículos. As etapas para a entrada do equipamento no país somam 15 passos burocráticos de requerimentos. Segundo o dirigente, concluir o processo todo pode levar até 50 dias.

07 de junho de 2019

Publicação: Valor Econômico p. B-4

Estado é peça chave no quebra-cabeça das fusões de montadoras.

Não será tão fácil para os fabricantes de veículos fechar fusões globais sem o aval dos governos. Isso independe de o Poder Público ter ou não ações numa montadora, como é o caso do governo da França, que detém participação na Renault e cujas exigências levaram ao fracasso no acordo da empresa francesa com Fiat Chrysler na quarta-feira. Segundo Jaime Ardila, consultor internacional, fusões nessa indústria não saem sem aprovação governamental sempre que o Estado considere o setor estratégico. E isso ocorre na maior parte dos países.

A cautela se deve, sobretudo, porque as tecnologias desenvolvidas pelas empresas do setor automotivo costumam ser usadas na área de defesa - militar e até espacial, diz o consultor. Para ele, ao encerrar as negociações com a Renault, começam a se esgotar as opções para a Fiat Chrysler na busca de nova aliança. A empresa já bateu à porta de outras grandes, como General Motors - diversas vezes -- e Volkswagen. Nenhuma delas se interessou.

Há tempos, a Fiat Chrysler busca um sócio com vistas a conseguir fôlego para colocar em prática projetos necessários, como veículos elétricos. Caso não encontre um parceiro entre as montadoras tradicionais uma das soluções seria aproximar-se de alguma empresa chinesa. Ardila prevê, no entanto, uma imediata resistência do governo dos Estados Unidos, que está em plena guerra comercial com a China.

"Não acredito que as autoridades americanas aceitem um acordo da Chrysler, carregada de novas tecnologias, com chineses", afirma o colombiano Ardila, ex-presidente da General Motors na América do Sul e sócio-fundador da Hawksbill, uma empresa de consultoria, criada há três anos e com sede nos Estados Unidos.

Ardila lembra que há tempos veículos militares e projetos espaciais dos EUA, incluindo os primeiros foguetes enviados à Lua, carregam algum tipo de tecnologia desenvolvida pelas montadoras. Isso ganhou força nos anos 70. Ele não tem dúvidas de que as novas tecnologias, voltadas à eletrificação dos veículos e, principalmente, conectividade são projetos que interessam ao Pentágono e aos departamentos de defesa de outros países.

O consultor não duvida que Fiat Chrysler e Renault retomem as conversas. Para ele, essa união faz muito sentido em termos de complementariedade de produtos. Ontem, a Renault distribuiu aos funcionários uma carta dizendo que as negociações foram interrompidas para que o governo francês tenha mais tempo de avaliar a proposta. Mas dentro das empresas há dúvidas.

Para Ardila, a Renault, a partir de agora, fica numa posição confortável se conseguir manter a aliança que mantém com a Nissan há 20 anos. Já a Fiat precisa continuar sua peregrinação em busca de novo parceiro. Uma vez descartada a aproximação com os chineses dar certo, segundo o raciocínio do consultor, o grupo poderia voltar-se para outros asiáticos.

"No Japão, a Nissan já demonstrou que não tem interesse. A Toyota está mais interessada em acordos de cooperação; por razões culturais prefere manter estratégia própria, enquanto que Fiat Chrysler precisa de uma fusão. A Honda está mais próxima da General Motors, embora seu desejo seja manter-se independente, como rainha da tecnologia em motores e motocicletas. E as marcas coreanas são mais complicadas; têm muitos problemas internos", destaca.

Se tivesse que apostar em outro parceiro ideal para o grupo ítalo-americano Ardila apontaria uma marca de luxo como a BMW. Embora tenha boa saúde financeira e esteja no topo da agenda de desenvolvimento tecnológico dos carros, a BMW, diz Ardila, "está ficando um pouco pequena para o mundo de hoje".

Uma alternativa mais radical seria juntar-se a uma empresa de tecnologia do porte de Google ou Apple. "Essas empresas podem comprar uma montadora, mas não têm demonstrado interesse", afirma o consultor. Segundo ele, incomoda aos grupos tecnológicos ter que lidar com os pesados ativos das montadoras, o que inclui problemas logísticos e relações turbulentas com sindicatos.

Durante um tempo, surgiram no mercado rumores de que o grupo PSA Peugeot Citröen estaria interessado na Fiat Chrysler. Nesse caso, a negociação teria que, mais uma vez, enfrentar os interesses do governo francês, dono de 13,7% das ações da companhia.

Há dois anos, a PSA comprou a Opel, uma empresa europeia que pertencia à GM. A Opel dava prejuízo nas mãos dos americanos, mas ajudou os franceses a engordar os lucros logo no ano seguinte. O grupo vai bem financeiramente, mas tem participações de vendas pequenas fora da Europa e sequer aparece em alguns dos maiores mercados do mundo, como os Estados Unidos. A PSA continua a ser uma companhia "muito europeia" na opinião de Ardila. Poderia ganhar novos ares e a chance de expansão caso se juntasse a outra empresa.

No início do ano, Ford e Volkswagen fizeram uma aliança que pode ser, segundo Ardila, o primeiro passo para uma futura compra da empresa americana pela alemã. Por enquanto, a família Ford ainda luta para preservá-la independente, diz.

Outra venda ou parceria à vista, nas projeções do consultor, pode envolver a Tesla, produtora de carros elétricos fundada por Elon Musk. Para Ardila, a Tesla vai acabar por se juntar a outra empresa, que poderá ser até da área de tecnologia.

As fusões no setor estão longe de terminar, segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes. "A necessidade de investir pesado em tecnologias como eletrificação, carro autônomo e conectividade estão mudando nosso modelo de negócios."

No meio automotivo, há quem aposte que a Fiat pode voltar a tentar nova aproximação com a Volks, o maior produtor de veículos do mundo. A vantagem, para a montadora alemã, seria ganhar acesso ao mercado americano.

Outros concordam com Ardila na opinião de que a conversa com Renault pode ser retomada. É possível até, dizem alguns, que a retirada da proposta tenha sido uma espécie de blefe. Uma forma de colocar pressão. Para uma fonte do setor, poderia ter sido jogada "a la Marchionne".

Sergio Marchionne, que comandou a Fiat até a sua morte, em julho do ano passado, era conhecido pela ousadia e esperteza nas negociações. "Agia como num jogo de pôquer", diz pessoa próxima a ele. Foi ele, aliás, que negociou a bem -sucedida fusão com a Chrysler, que acabou por evitar que a Fiat saísse de cena.

07 de junho de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Maxion Wheels inicia construção de fábrica na China

Planta em sociedade com a Dongfeng poderá produzir 2 milhões de rodas de alumínio por ano

REDAÇÃO AB

A Maxion Wheels, divisão de rodas do grupo multinacional brasileiro Iochpe-Maxion, iniciou oficialmente a construção de nova fábrica na China, em sociedade com a unidade de autopeças do grupo chinês Dongfeng, um dos maiores fabricantes de veículos do país. Na quinta-feira, 6, foi realizada a cerimônia de assentamento da pedra fundamental da planta na cidade de Suizhou, com a presença de representantes do governo chinês, executivos das duas empresas, clientes e fornecedores.

O investimento de cerca de € 8 milhões de cada sócio foi anunciado em março passado. A nova fábrica deverá iniciar as operações no último trimestre de 2020, com área de 22 mil metros quadrados e capacidade para produzir até 2 milhões de rodas de alumínio por ano, boa parte destinada às linhas de montagem de veículos do grupo Dongfeng.

A Maxion já tem uma fábrica de rodas de aço para veículos pesados na China, com volumes bem menores. Com o sócio chinês, irá reforças sua estratégia de ampliar significativamente sua presença na Ásia. “A parceria com a Dongfeng nos permitirá atender à demanda de fabricantes de automóveis globais e chineses por rodas de alumínio produzidas na China”, disse em nota Marcos Oliveira, diretor presidente da Iochpe-Maxion S.A.

07 de junho de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Toyota e Subaru se unem para criar carros elétricos

Acordo prevê desenvolvimento de nova plataforma para SUVs e outros veículos de médio e grande portes

REDAÇÃO AB

Toyota e Subaru divulgaram no Japão que pretendem desenvolver juntas uma plataforma dedicada a veículos 100% elétricos de médio e grande portes, entre eles um utilitário esportivo. Segundo as montadoras, a parceria vai se beneficiar do know-how da Subaru em tração integral e da experiência da Toyota em eletrificação.

A nova plataforma será aplicável a vários tipos de veículo, incluindo sedãs e SUVs do porte do Toyota RAV4, do Subaru Forester ou maiores. As duas empresas têm um acordo de colaboração comercial desde 2005 que já resultou no Toyota 86 e no Subaru BRZ, desenvolvidos em conjunto em 2012, e no Subaru Crosstrain Hybrid, produzido a partir de tecnologias da Toyota e vendido nos Estados Unidos.

As duas montadoras japonesas reconhecem a urgência de dominar os conjuntos de motorização e outros componentes relacionados aos veículos elétricos, como as baterias de grande capacidade.

07 de junho de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Ministério da Economia habilita mais empresas ao Rota 2030

Brascabos, Fras-le, General Motors, Pirelli, S Ryco e Volvo passam a participar do programa

REDAÇÃO AB

Nesta semana mais seis empresas foram habilitadas a participar do programa Rota 2030, política industrial para o setor automotivo, que prevê uma série de exigências em troca de incentivos fiscais. As portarias de habilitação foram publicadas na última quarta-feira, 5, e publicadas do Diário Oficial da União (DOU) pela Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação, vinculada ao Ministério da Economia.

Entre as montadoras habilitadas nesta semana, estão a General Motors e o Grupo Volvo. Até então, apenas três montadoras estavam habilitadas ao programa: Agrale, PSA e Volkswagen, cujas portarias foram publicadas no fim de dezembro passado. Na ocasião, a Voss Automotive, fabricante de componentes com fábrica em Diadema (SP), também havia se habilitado ao programa.

A habilitação ao Rota 2030 é vigente por cinco anos a partir da data de sua publicação e, conforme determina a lei, pode ser prorrogada a pedido de cada habilitada.

No segmento de autopeças, a portaria publicou a habilitação da Brascabos, fabricante de chicotes elétricos em Rio Claro (SP); da Fras-le, fabricante de itens para fricção e que pertence ao conglomerado das Empresas Randon, de Caxias do Sul (RS), da Prometeon Tyre, razão social da fabricante de pneus Pirelli para o segmento de carga, e da S Riko Automotive, da área de fundição de autopeças com sede em Minas Gerais.

Uma vez habilitadas, as fabricantes de veículos poderão contar com uma redução do IPI se alcançaram as metas de eficiência energética determinadas pelo Rota 2030, que também prevê o abatimento no Imposto de Renda para investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

No caso das autopeças, as empresas poderão utilizar os recursos de um fundo criado a partir do regime de ex-tarifários para dedicá-los a projetos de novas tecnologias.

07 de junho de 2019

Publicação: Automotivebusiness

BMW e Jaguar Land Rover desenvolverão juntas tecnologias para carros elétricos

Cooperação permitirá o uso conjunto de recursos, proporcionando economia de escala em compras

REDAÇÃO AB

O Grupo BMW e a Jaguar Land Rover anunciaram uma parceria para o desenvolvimento conjunto de tecnologias dedicadas a carros elétricos, que permitirá às empresas o uso compartilhado dos recursos a partir da abertura de suas tecnologias e do planejamento de produção, visando uma economia de escala em compras conjuntas.

A cooperação já prevê como primeiro projeto a utilização compartilhada do Gen 5, a quinta geração do sistema de propulsão elétrica criada pelo Grupo BMW, que será lançada no iX3 Sports no ano que vem, e que será a base para as próximas gerações dos sistemas de propulsão a serem utilizados por ambas as empresas. A tecnologia agrega motor elétrico, transmissão e gerenciamento eletrônico em um único compartimento.

As equipes do Grupo BMW e da Jaguar Land Rover sediados em Munique, na Alemanha, terão a tarefa de iniciar os trabalhos conjuntos a partir do Gen 5, com a produção das transmissões elétricas por cada parceiro em suas próprias fábricas. Cada empresa deverá adequá-las aos seus projetos específicos.

07 de junho de 2019

Publicação: Automotivebusiness

ZF amplia divisão E-Mobility na Europa

Empresa abriu prédio de P&D na Alemanha e semana que vem inaugura fábrica na Sérvia

REDAÇÃO AB

A empresa alemã ZF está expandindo sua estrutura como resposta ao aumento da demanda de componentes para veículos elétricos. Nesta semana sua divisão E-Mobility inaugurou um prédio para administração, pesquisa, desenvolvimento e vendas em Schweinfurt, Alemanha, no qual investiu € 30 milhões.

Na próxima semana a empresa vai inaugurar em Pancevo, perto de Belgrado (capital da Sérvia), uma fábrica dedicada à produção de motores elétricos.

“A demanda por soluções em transmissões elétricas cresceu fortemente, por isso investimos pesado nessa divisão”, afirma Michael Hankel, membro do conselho administrativo responsável por áreas como a eletromobilidade.

Segundo a ZF, o novo prédio de Schweinfurt tem espaço para mais de 500 novos colaboradores. A arquitetura moderna facilita a comunicação entre as diferentes equipes. O local abriga 16 bancadas de teste e instalações de checagem que podem ser utilizadas para avaliar motores elétricos, híbridos e seus componentes.

A ZF de Pancevo vai primeiramente produzir, além de conjuntos elétricos de propulsão, geradores para motores elétricos e híbridos, seletores de transmissão e microinterruptores. Em curto prazo terá cerca de mil trabalhadores.

Outra fábrica para motores elétricos como esta já começou a ser construída em Hangzhou, na China. Será inaugurada em 2020.

07 de junho de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Jeep registra aumento de 180% no volume de vendas do programa de recompra garantida

Plano de financiamento é considerado ferramenta adequada para aproximar e manter o cliente

REDAÇÃO AB

A Jeep registrou um aumento expressivo de 180% do volume de vendas de seu programa de recompra garantida, o Next Jeep, durante o acumulado de janeiro a maio em comparação com mesmo período do ano passado. O plano, que permite o financiamento de um modelo novo da marca com entrada a partir de 30% do valor do veículo e 35 mensalidades fixas, garante a recompra do veículo por um concessionário da rede.

Como opção, a empresa sugere que com o valor da recompra, o cliente pode quitar o saldo devedor junto ao banco e ainda pagar a entrada para aquisição de um novo Jeep.

Para o diretor da plataforma Jeep Bank, a oferta de serviços financeiros adequados é uma ferramenta importante de vendas porque tem contribuído para o crescimento da marca no Brasil.

Segundo a diretora da Jeep para América Latina, Tânia Silvestri, o Next Jeep também representa uma importante plataforma para a conquistar novos clientes e mantê-los junto à marca. “Se considerarmos que a atual frota de veículos Jeep já ultrapassa as 300 mil unidades no País, vemos um potencial enorme para o Next Jeep continuar crescendo e servindo aos clientes que querem permanecer junto à marca.”

07 de junho de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Nissan de Resende, RJ, comemora 100 mil Kicks fabricados

SUV é montado na unidade desde abril de 2017, ao lado de March e Versa

REDAÇÃO AB

A fábrica da Nissan em Resende (RJ) atingiu a marca de 100 mil unidades produzidas do modelo Kicks. O SUV estreou no Brasil em agosto de 2016, num primeiro momento vindo do México, e em abril de 2017 começou a ser montado no Rio de Janeiro.

O carro é feito na mesma unidade onde a Nissan já fabricava no Brasil o hatch March e o sedã Versa. Foi responsável por um investimento extra de R$ 750 milhões na planta, que resultou na implantação do segundo turno e na contratação de 600 novos funcionários. Atualmente, são 2,4 mil trabalhadores.

Desde seu lançamento no Brasil, há quase três anos, ele já teve mais de 103 mil unidades vendidas no País. É o terceiro utilitário esportivo mais vendido no mercado interno, atrás apenas dos Jeep Renegade e Compass. Além de abastecer as concessionárias locais, o Kicks brasileiro também é exportado para Argentina e Paraguai.

10 de Junho de 2019 (09:33)

Publicação: Maxpress - Releases

Toyota e Subaru desenvolverão juntas plataforma para SUV elétrico

As duas empresas aplicarão as tecnologias de tração nas quatro rodas da Subaru e as tecnologias de eletrificação de veículos da Toyota

SUV desenvolvido será comercializado sob a marca de cada empresa

A Toyota Motor Corporation e a Subaru Corporation (Subaru) divulgaram ontem, 6 de junho, no Japão, que irão desenvolver conjuntamente uma plataforma dedicada a veículos elétricos a bateria (BEVs) de médio e grande porte e um SUV BEV para venda sob a marca própria de cada empresa. Combinando suas respectivas fortalezas, como as tecnologias de tração nas quatro rodas que a Subaru domina há muitos anos, e as tecnologias de eletrificação de veículos que a Toyota está empregando para reunir outras empresas que compartilham suas aspirações, as duas empresas pretendem enfrentar o desafio de criar produtos atraentes com apelo que somente os BEVs podem oferecer.

Desde a conclusão de um acordo de colaboração comercial, em 2005, a Toyota e a Subaru vêm aprofundando sua cooperação em vários campos, incluindo desenvolvimento, produção e vendas. Os exemplos incluem os esforços que levaram ao início das vendas do Toyota 86 e do Subaru BRZ, desenvolvidos em conjunto, em 2012, e o início das vendas do híbrido-elétrico original (HEV) Subaru Crosstrain Hybrid nos Estados Unidos, que recebeu conhecimento relacionado às tecnologias HEV da Toyota.

A indústria automotiva está no meio de um período de transformação profunda que ocorre uma vez em cada século. Começando com as respostas ao acrônimo que vem dominando a indústria automotiva atualmente - CASE, que significa Conectividade, Direção Autônoma ou Assistida, Nova Mobilidade ou Compartilhamento de Carros, e Eletrificação, a Toyota e a Subaru se encontram diante da necessidade de condução do desenvolvimento tecnológico com um senso de velocidade em um amplo espectro de iniciativas. Baseando-se em seus laços de colaboração, o novo acordo anunciado representa uma nova área de colaboração que se concentra especialmente na necessidad e urgente de responder ao domínio "E" do CASE, ou seja, conjuntos de motorização e componentes eletrificados.

Atualmente, abordar a eletrificação de veículos é obrigatório, devido a questões energéticas e a políticas governamentais de cada país ou região, bem como devido às diferenças nas regulamentações ambientais, nas etapas de preparação da infraestrutura e nas necessidades do mercado por veículos elétricos, eficiência e rápido desenvolvimento de produtos adequados.

Além disso, a comercialização de BEVs requer o uso de baterias de grande capacidade e, junto com a popularização de veículos com este tipo de propulsão, demanda uma nova dimensão para o fornecimento de baterias. Com as diferenças na forma como os carros serão utilizados e ao estado da construção da infra-estrutura, uma nova abordagem nos métodos de vendas também será necessária. Essas e outras questões apresentam um crescente número de desafios relacionados a custos, suprimentos e formas de vender.

Para responder com um senso de velocidade às diversas necessidades desses mercados e a múltiplos desafios, a Toyota e a Subaru acreditam que seja necessário buscar um modelo de negócios que vá além das convenções, cruzando fronteiras industriais junto com vários tipos de outras entidades que compartilhem suas aspirações. Como um primeiro passo nessa direção, ao acelerar a produção reunindo tecnologias que representam os pontos fortes de cada empresa e cooperando sempre que possível, as duas companhias desenvolverão conjuntamente uma plataforma dedicada ao BEV. A plataforma será desenvolvida para ser amplamente aplicável a vários tipos de veículos, incluindo sedãs e SUVs de segmento C e D, bem como ao desenvolvimento eficiente de modelos de veí ;culos derivados.

Nota Subaru

Após este acordo com a Toyota, a Subaru agora mudará seus recursos de desenvolvimento de BEVs para este novo projeto conjunto. Dentro desta nova estrutura, a Subaru continuará seus esforços para criar um atraente utilitário esportivo para os nossos clientes, melhorando as eficiências em termos de engenharia, desenvolvimento, compras e outras áreas através do novo projeto conjunto.

10 de Junho de 2019 (09:11)

Publicação: Maxpress - Releases

ALD Automotive Brasil apresenta nova solução voltada à sustentabilidade

A ALD Automotive Brasil, uma das maiores empresas de gestão e terceirização frotas corporativas, e pioneira em desenvolver no segmento ações voltadas a compensação de carbono, lança, na Semana do Meio Ambiente, o ALD ECOWash, uma solução sustentável para lavar os veículos de sua frota. A lavagem ecológica, que economiza até 500 litros de água por lavagem, é realizada em parceria com a Easy Carros e utiliza apenas 300 ml de água por veículo.

As empresas que utilizarem o ALD EcoWash, além da contribuição com o meio ambiente, terão uma lavagem 100% segura com produtos que não danificam a pintura, deixando o carro limpo por mais tempo que uma lavagem convencional; ter o serviço realizado por profissionais qualificados e especializados em estética automotiva; ter a experiência de comodidade com o serviço in loco, solicitando-o via aplicativo e o controle de pagamento e supervisão sobre as boas condições e limpeza dos veículos da frota.

“Em 2012 fomos os pioneiros no segmento a incluir o programa Carbono Zero. Começamos com 200 mudas de árvores e, hoje, já passamos de 300 mil. O ALD EcoWash é mais um capítulo dentro do compromisso da ALD com o meio ambiente. Sabemos o quanto nosso segmento interfere na mudança climática, mas estamos felizes em saber que nossas iniciativas como o carro compartilhado e a bike elétrica estão sendo muito bem recebidos pelos clientes. Tenho certeza de que a lavagem ecológica da frota também o será", comenta Pedro Reis, CEO da ALD Automotive Brasil.

10 de Junho de 2019

Publicação: InfoMoney - Business

Fusão da FCA com a Renault pode ser retomada com corte de fatia na Nissan

Planos iniciais foram frustrados pela parceira japonesa, mas, de acordo com a Reuters, as montadoras ainda buscam uma forma de unir forças

SÃO PAULO - A fusão entre as montadoras de veículos Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e Renault pode ser retomada, de acordo com a Reuters.

Duas fontes da agência de notícias disseram que a Nissan, parceira da Renault, ofereceu uma alternativa que levaria a seu apoio ao negócio: a redução da participação de 43,7% da francesa na japonesa.

No sábado, Jean-Dominique Senard, presidente do conselho da Renault, enviou uma carta a Hiroto Saikawa, CEO da Nissan, dizendo que sua empresa se absteria de votar a adoção de um novo sistema de governança corporativa da montadora japonesa, em reunião marcada para daqui duas semanas. Na prática, isso inviabilizaria um plano há muito aguardado pela Nissan.

No dia 6 de junho, a FCA retirou uma oferta que fizera de uma fusão com a Renault depois que o governo francês, maior acionista da Renault, bloqueou o voto do seu conselho e demandou mais tempo para conseguir o apoio da Nissan. Os representantes japoneses se abstiveram.

Juntas, as duas empresas formariam um conglomerado de 5 bilhões de euros, tornando-se a terceira maior montadora de veículos do planeta.

Quando fez a proposta, o CEO da Fiat, Mike Manley, enviou um e-mail aos seus funcionários em que dizia que a indústria automotiva está passando pela "mais fundamental e dramática transformação vista em quase um século".

10 de Junho de 2019

Publicação: Logweb - Notícias

Volkswagen homologa baú da 4TRUCK como o maior do mercado para a linha Delivery

A equipe técnica da MAN/Volkswagen homologou o baú de alumínio desenvolvido pela 4TRUCK Soluções Sobre Rodas, que possui o maior comprimento do mercado para o veículo VW Delivery Express.

Com 4,40 m de comprimento e para-choque parafusado (sem uso de solda ou perfuração no chassi original), o implemento passou a ser desenvolvido pela indústria sediada em Guarulhos (SP) em meados de 2018, mas só recentemente foi validado pela área de Engenharia da montadora alemã.

Algumas das principais vantagens do modelo, segundo o CEO da 4TRUCK Osmar Oliveira, são a leveza do implemento, a maior capacidade de carga, e a manutenção do chassi em seu estado original. Considerando a mesma altura e largura, nosso projeto de maior comprimento chega a fornecer 0,6 m³ a mais de espaço interno no baú e, consequentemente, mais espaço para o transporte de cargas volumosas. Além disso, o implemento também é bastante leve, uma vez que boa parte da caixa de carga é confeccionada em alumínio, com perfis e chapas.

O gestor da implementadora detalha ainda que o modelo Delivery Express é o veículo mais implementado pela 4TRUCK atualmente. Ele representa, aproximadamente, 50% do volume entre as camionetes, concorrendo diretamente com os modelos MB Sprinter e Iveco Daily, além dos menores Renault Master, Fiat Ducato, Hyundai HR e Kia Bongo, completa.

O baú de alumínio desenvolvido pela 4TRUCK para o Delivery Express possui 2,20 m de largura e 2,20 m de altura, sendo a altura passível de alteração conforme a necessidade do cliente. Projetos especiais também foram desenvolvidos para baús lonados e carrocerias carga seca.

O CEO destaca que o desenvolvimento de um projeto otimizado se deu para atender uma demanda de transporte cada dia mais exigente e proporcionar ao transportador o implemento leve para cargas pesadas. Nossa proximidade com a área técnica da Volkswagen proporciona a troca constante de informações sobre a necessidade dos clientes e experiências na implementação dos veículos; e nos faz ter um cuidado especial para a entrega de produtos de qualidade, de acordo com a legislação e em conformidade com as regras da montadora.

10 de Junho de 2019

Publicação: Logweb - Notícias

Randon amplia presença no Brasil e instala unidade de reposição de peças no Espírito Santo

Menos de um ano após anunciar seu interesse em se instalar em Linhares, no Espírito Santo, a Randon Implementos inaugurou na cidade, nesta quinta-feira (6), a Unidade de Reposição Linhares. Voltada a peças para equipamentos de transporte de carga, esta iniciativa dá continuidade ao projeto de expansão da empresa. O empreendimento inicia com uma base para ampliar o suporte à rede de distribuidores no Brasil e exterior e capacidade de absorver futuras ampliações. Além de autoridades estaduais e municipais, como o prefeito Guerino Zanon, o evento de inauguração contou com a presença do presidente das Empresas Randon, Daniel Randon, do COO da Divisão Montadora, Alexandre Gazzi, do diretor comercial de Vendas Nacionais, Wilson Ferri e do diretor responsável pelos negócios de reposição, Eduardo Dalla Nora.

A realização deste projeto reflete a confiança das Empresas Randon no Brasil que responde aos estímulos do crescimento e que deverá crescer ainda mais com a aprovação das necessárias reformas, disse o presidente Daniel Randon. Ao nos instalarmos em Linhares, fortalecendo o parque local, estaremos atraindo outras iniciativas empresariais de fornecedores, prestadores de serviços e da própria Rede de Distribuidores Randon, o que torna o projeto ainda mais relevante para o pronto atendimento do mercado e para o crescimento conjunto da Companhia, disse o COO da Divisão Montadora das Empresas Randon, Alexandre Gazzi. Para o prefeito de Linhares, Guerino Zanon, a Unidade de Reposição Linhares é fruto da seriedade de uma empresa inovadora e cidadã que avaliou muito bem a viabilidade do negócio, como se espera de uma Companhia comprometida com os resultados.

O empreendimento Com uma área total de 20 mil m², a Unidade de Reposição Linhares conta com 8 mil m² de área construída, 8 mil posições de pallets e capacidade para armazenar até 2.000 diferentes itens em peças de reposição. O investimento, de R$ 20 milhões aplicado em infraestrutura e estoque, já gerou 10 empregos diretos e outros 20 indiretos em áreas como segurança, alimentação e logística. Para os próximos anos, considerando o crescente nível de automatização e sistemas, cerca de 30 a 40 novos funcionários diretos deverão ser integrados ao processo.

Com uma trajetória de 70 anos completados em 2019, a Randon Implementos já contabiliza mais de 400 mil equipamentos produzidos no Brasil e no exterior, marcando presença em 60 países na América Latina e África. Na nova unidade, estará disponível um diversificado portfólio integrado de peças de reposição para a frota circulante. A unidade utilizará um moderno sistema de gerenciamento de estoques para proporcionar maior agilidade e assertividade no atendimento, tudo para gerar maior competitividade na cadeia de distribuição.

Para Eduardo Dalla Nora, diretor responsável pelos negócios de reposição da Randon Implementos, as oportunidades de ampliação do projeto são bastante interessantes, especialmente considerando a estratégica localização das instalações, às margens da BR 101, próximo aos principais centros consumidores. Estamos preparados com uma bem estruturada logística para dar um atendimento ainda mais eficiente e ágil aos nossos clientes, afirma Dalla Nora.

Durante o evento houve descerramento da aplaca, corte da fita e menções ao primeiro distribuidor, primeiro cliente e primeiro funcionário contratado.

08 de Junho de 2019 (08:46)

Publicação: Fator Brasil - Automotivo

Fiat Chrysler Automóveis avança na liderança do mercado brasileiro

A Fiat Chrysler Automóveis (FCA) avança na liderança do mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves. No acumulado de janeiro a maio, a FCA emplacou 191.142 veículos, alcançando uma participação de mercado de 18,5% no período. Em relação aos cinco primeiros meses do ano anterior, as vendas das empresas cresceram 19,2%, enquanto o mercado no mesmo período cresceu 10,9%.

As duas principais marcas da empresa no Brasil, Fiat e Jeep, também avançaram acima da taxa de crescimento do mercado. Três modelos da FCA " os Fiat Strada e Argo e o Jeep Renegade " estão entre os dez mais vendidos do Brasil.

Fiat continua a crescer acima do mercado " As vendas da Fiat totalizaram 140.460 veículos de janeiro a maio, com expansão de 18,1% em relação ao mesmo período de 2018. A marca ampliou sua participação de mercado para 13,6%, com destaque para o desempenho do modelo Fiat Argo, que acaba de ganhar a versão Trekking. As vendas do modelo cresceram 27,4% no acumulado do ano em relação a igual período de 2018.

Outro destaque da marca são as picapes, segmento no qual a Fiat ganhou 2,2 pontos percentuais em relação ao ano anterior. As vendas somadas dos modelos Fiat Strada e Toro cresceram 12,5% e corresponderam a 41% do total de emplacamentos do segmento.

O diretor da marca Fiat para a América Latina e comercial Fiat Brasil, Herlander Zola, destacou: A gama de produtos Fiat está bem posicionada e o mercado está reagindo à proposta de valor da marca

Jeep mantém forte expansão " As vendas da marca Jeep nos cinco primeiros meses do ano foram superiores ao dobro da taxa de expansão do mercado. As vendas alcançaram 50.247 unidades, avançando 22,4% em relação ao período janeiro a maio de 2018. A participação de mercado foi de 4,9%, o que assegura à Jeep uma posição entre as 10 marcas mais vendidas do país. A marca tem os dois SUVs mais vendidos do Brasil: os modelos Jeep Renegade e Compass.

O Jeep Renegade é o líder no segmento e suas vendas cresceram mais de 50% no acumulado do ano em relação a 2018. O Jeep Compass expandiu suas vendas em 2,9% no mês de maio em relação ao mês anterior.

A diretora da marca Jeep para a América Latina e comercial Jeep Brasil, Tania Silvestri, afirma: Este tem sido um bom ano para a Jeep, apesar da forte concorrência no segmento de SUVs. A liderança de vendas é um estímulo importante para a marca e a rede de concessionários.

08 de Junho de 2019 (01:42)

Publicação: Zero Hora - Mundo

Prioridade da Renault é aliança com Nissan

A prioridade da montadora francesa Renault é "consolidar a aliança" com a Nissan, afirmou neste sábado o ministro francês das Finanças, Bruno Le Maire, dias após o colapso das conversações sobre uma eventual fusão com a Fiat Chrysler.

Para ajudar a fortalecer a aliança com a Nissan, o Estado francês está disposto a "reduzir sua participação" de 15% no capital da Renault, disse Le Maire à AFP à margem da reunião ministerial do G20 em Fukuoka, Japão.

Na quinta-feira, a Fiat Chrysler retirou da mesa a proposta sobre uma fusão com a Renault, alegando a inexistência de "condições políticas" na França, em uma clara referência à demora da montadora francesa em analisar o plano, por influência do Estado francês.

Já Paris alegou que as conversações preliminares não permitiram alcançar qualquer garantia de preservação da aliança Renault-Nissan, que já dura 20 anos.

Neste sábado, Le Maire assinalou que é necessário colocar as prioridades "em ordem" e que isto para a Renault significa "antes de mais nada consolidar a aliança" com a Nissan.

O Estado francês está "aberto a todas as possibilidades", desde que todos os seus associados concordem, disse Le Maire.

"Podemos reduzir a parte do Estado no capital" da Renault. "Isto não representa dificuldades, desde que no final tenhamos uma aliança mais sólida entre as duas grandes montadoras, que são Renault e Nissan".

No momento, a Renault possui 43% da Nissan e a montadora japonesa tem 15% da Renault - sem direito a voto - e 34% da Mitsubishi Motors.

07 de Junho de 2019 (19:41)

Publicação: Zero Hora - Economia

Corrida por tecnologia redesenha setor automobilístico

Corrida por tecnologia redesenha setor automobilístico

Necessidade de investimentos faz montadoras buscarem acordos com concorrentes

A recente tentativa de fusão entre Fiat Chrysler (FCA) e Renault, que não prosperou, espelha uma tendência de redesenho da indústria automobilística. Diante da necessidade de avançar no desenvolvimento de recursos tecnológicos, gigantes do segmento pisaram no acelerador em busca de diferentes tipos de acordos com concorrentes nos últimos anos. Como a evolução dos sistemas exige grande capacidade de investimento, as parcerias são vistas com potencial para assegurar aportes robustos e, ao mesmo tempo, diminuir riscos.

— Para atender a exigências do mercado, as empresas planejam desenvolver cada vez mais recursos tecnológicos, de conectividade, nos automóveis. Isso exige grandes investimentos. Envolve riscos. O contexto do setor é marcado pela competitividade — avalia o professor Antônio Jorge Martins, que coordena cursos na área automotiva da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Ao apresentar, em maio, a proposta de fusão com a Renault, a Fiat Chrysler destacou que o setor passa por "rápida mudança, com forte posição em tecnologias transformadoras". A intenção da companhia ítalo-americana era criar um novo grupo, com participação de 50% de cada empresa. Ao retirar a ofertana última quarta-feira (5), a FCA apontou dificuldades de negociação com o governo francês, dono de 15% das ações da Renault.

Após a desistência, a Fiat Chrysler tende a mirar em novas parcerias, indicam analistas. Uma delas seria a busca por acordo com outro grupo francês, o PSA, das marcas Peugeot e Citroën.

— O fato de uma negociação não ter evoluído não impede o sucesso de nova tentativa. O que está em jogo é a formação de parcerias ou grupos com poder de aumento de competitividade — sublinha Martins.

A aproximação entre montadoras vem ganhando fôlego no cenário internacional pelo menos desde 2016 (veja mais abaixo). De lá para cá, empresas firmaram alianças comerciais para troca de tecnologias e avanço na produção de carros elétricos e autônomos. Embora não tenham a mesma abrangência de uma fusão como a pretendida entre Fiat Chrysler e Renault, sinalizam a preocupação das companhias com o desenvolvimento de modelos que representam a inovação no setor.

— Há uma troca de informações maior, com brutal necessidade de investimentos. As parcerias visam a produtos específicos

— menciona o economista Raphael Galante, da consultoria automotiva Oikonomia.

Uma das alianças recentes envolve Ford e Volkswagen. Anunciada em janeiro, a parceria prevê novos modelos de veículos comerciais e picapes — a primeira deve ser lançada em 2022. As marcas também estudam a produção, em conjunto, de modelos elétricos e autônomos.

— O cenário é de ajustes e busca por oportunidades. Para ser mais rentável, uma montadora pode aumentar os valores dos veículos ou diminuir custos. As empresas estão atacando a segunda opção — analisa o gerente de desenvolvimento de negócios da consultoria Jato Dynamics, Milad Kalume Neto.

Se fosse adiante, a fusão entre a Fiat Chrysler e a Renault criaria a terceira maior fabricante de veículos do mundo, com vendas anuais de 8,7 milhões de unidades, atrás de Volkswagen e Toyota. No Brasil, a empresa resultante poderia ocupar a liderança do setor. Hoje, o topo do ranking nacional é preenchido pela General Motors (GM), que opera umafábrica no Rio Grande do Sul. O complexo industrial está localizado em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

De janeiro a maio, a GM licenciou 168,9 mil automóveis leves no país, segundo a Anfavea, que representa as empresas do setor. No mesmo período, a FCA e a Renault somariam, juntas, 212,2 mil unidades.

— O desenvolvimento de tecnologias para carros gerou aumento nos custos dentro das fábricas. Com a aproximação entre montadoras, tanto os possíveis riscos quanto os benefícios são compartilhados. Esse é o xis da questão — observa Kalume Neto.

Uma das incertezas que cercavam o debate sobre a tentativa de fusão da FCA e da Renault era o futuro da aliança comercial que a francesa mantém com a Nissan e a Mitsubishi. Por meio do acordo, as três companhias compartilham tecnologias para produção de veículos. A aliança foi comandada pelo brasileiroCarlos Ghosn, que hoje está em prisão domiciliar no Japão, suspeito por supostas irregularidades como sonegação fiscal.

Fiat Chrysler e Renault

A Fiat Chrysler (FCA) tentou, mas não fechou fusão com a Renault. Ao buscar o acordo com a montadora francesa, entre maio e junho, a companhia ítalo-americana vislumbrava a criação de um novo grupo, com participação de 50% de cada empresa. A Renault até confirmou interesse na negociação, mas supostas divergências do governo da França, seu acionista, com a FCA teriam freado as conversas. Além da Fiat e da Chrysler, a FCA também controla marcas como Jeep e Dodge.

Toyota e Suzuki

As companhias japonesas confirmaram, em março passado, parceria global para desenvolvimento conjunto de carros elétricos e compactos. Os focos do acordo seriam a Europa e o mercado da Índia, que está em crescimento. A Toyota vem se destacando por investimentos para produção de veículos autônomos. A Suzuki é especializada em modelos compactos.

Ford e Volkswagen

As companhias americana e alemã anunciaram uma aliança global no último mês de janeiro, sem troca de ações. A intenção é desenvolver tecnologias e novos modelos de veículos comerciais e picapes. A primeira deve ser lançada em 2022. As marcas também estudam a produção, em conjunto, de veículos elétricos e autônomos. Não será criada uma nova empresa a partir da parceria, como ocorreu entre as décadas de 1980 e 1990. À época, a aproximação entre Ford e Volkswagen resultou na Autolatina, que lançou modelos como Apollo, Verona e Escort no Brasil e na Argentina.

General Motors (GM) e Honda

A americana e a japonesa firmaram acordo, em outubro de 2018, para desenvolver novo veículo autônomo. A parceria também engloba a Cruise, subsidiária da GM voltada a esse nicho de mercado. Em 12 anos, a Honda deve investir cerca de US$ 2 bilhões no projeto. Segundo o anúncio feito no ano passado, a companhia asiática ainda pagaria US$ 750 milhões para garantir participação acionária na Cruise. A GM mantém uma fábrica no Rio Grande do Sul, em Gravataí, na Região Metropolitana. No Brasil, a montadora administra outras duas unidades para produção de automóveis, em São José dos Campos (SP) e São Caetano do Sul (SP).

Peugeot, Citroën e Opel

O grupo PSA, das marcas Peugeot e Citroën, confirmou em março de 2017 a compra da Opel, então subsidiária da General Motors (GM) na Europa. Com a aquisição, a companhia francesa tornou-se à época a segunda maior montadora do Velho Continente, atrás da Volkswagen.

Renault, Nissan e Mitsubishi

Para entender a aliança, que garante às marcas o compartilhamento de tecnologias, é necessário retornar a 1999. À época, a Renault comprou 36,8% das ações da Nissan, que enfrentava dificuldades financeiras — o percentual hoje é de 43,4%. Por sua vez, a japonesa tem 15% dos papéis da francesa. A Mitsubishi só entrou na aliança em 2016, quando a Nissan adquiriu 34% da marca. O futuro do acordo ainda é incerto por causa da discussão em torno da eventual fusão entre Renault e Fiat Chrysler. A aliança chegou a ser comandada pelo brasileiro Carlos Ghosn, que hoje está em prisão domiciliar no Japão. O executivo é suspeito por ter cometido supostas irregularidades como sonegação fiscal.

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