29 de Abril de 2019

Publicação: Estadão Economia e Negócios

Fiat Chrysler lidera movimento de venda direta pela fábrica

O grupo FCA Fiat Chrysler foi o que mais vendeu automóveis e comerciais leves com nota fiscal diretamente da fábrica no primeiro trimestre. Dos 28,6 mil modelos vendidos pela Jeep, marca premium do grupo, 68% foram de forma direta. O Renegade, por exemplo, teve 4,3 mil unidades vendidas no varejo e 11,4 mil a clientes corporativos, segundo dados da Fenabrave.

Na Fiat, 57,6% dos 78.821 modelos comercializados de janeiro a maio foram pelo canal direto. O campeão da marca na modalidade foi a Strada, com 15,6 mil unidades. Apenas 1 mil picapes foram adquiridas por consumidores pessoa física. A FCA não comentou o assunto.

No caso das picapes, consumidores relatam que tanto os modelos de cabine simples da Fiat, da General Motors e da Volkswagen (Strada, Montana e Saveiro, respectivamente) não estão disponíveis para pronta entrega nas concessionárias e a espera para quem quiser encomendar é em torno de três meses. Se for pessoa jurídica, a entrega é rápida. As empresas alegam que, por serem modelos "de trabalho", mais procurados por trabalhadores rurais e pequenos empresários, a oferta para o consumidor comum é restrita.

Do total de 51,3 mil carros vendidos pela Renault, 48,4% foram de forma direta, com o sedã Logan à frente (5,8 mil unidades ante 690 no varejo). A Renault informou que vem mantendo participação estável nas vendas diretas.

Estratégia

Na sequência estão Volkswagen e General Motors, com aproximadamente 46% de suas vendas feitas diretamente à locadoras, frotistas e ao grupo que têm isenção de impostos. A GM vendeu 106,4 mil unidades de janeiro a março e a Volkswagen, 83 mil.

O compacto Gol teve 10,7 mil unidades vendidas pela forma direta e 5,4 mil no varejo. Já o Onix, da GM, campeão nas duas modalidades, teve 22,7 mil unidades vendidas de forma direta e 32,7 mil no varejo.

O presidente da Volkswagen, Pablo Di Si, reconhece que a venda para clientes pessoa física está praticamente estagnada. Em sua opinião, isso é menos um indicativo de demanda fraca e mais um reflexo da estratégia das empresas, que estão concentrando ações em clientes corporativos.

No caso da Volkswagen, os aumentos mais significativos ocorrem nas vendas para taxistas (20% no primeiro trimestre) e para pessoas com deficiência, com alta de 130%, negócio reforçado após o lançamento do Gol com câmbio automático. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

29 de Abril de 2019

Publicação: Agência Estado Conjuntura e Finanças

Locadoras disputam setor de seminovos

Não há dados separados sobre a participação das locadoras nas vendas com nota fiscal diretamente das montadoras, mas, segundo executivos de montadoras elas são, sem dúvida, as maiores clientes do setor. Na opinião de Paulo Cardamone, da Bright Consulting, as locadoras têm grande poder de barganha de preços justamente em razão do alto volume de carros que adquirem anualmente.

Além disso, segundo executivos automotivos, conseguem financiamentos a juros mais baixos nos bancos - entre 8% a 10% ao ano, enquanto o consumidor pessoa física paga cerca de 22%.

Concorrência

Com lojas para revender os modelos usados, as locadoras também são fortes concorrentes das concessionárias pois, normalmente, revendem os veículos após um ano de uso também com descontos atraentes.

A Localiza, maior locadora do País, vendeu no primeiro trimestre 36,6 mil veículos seminovos, 45% a mais ante igual período do ano passado. O número de lojas com a marca subiu de 99 há um ano para 108.

Segundo balanço financeiro divulgado pela empresa na quinta-feira, a frota alugada passou de 90,9 mil carros nos três meses do ano passado para 114,8 mil, alta de 26,2%.

Para todos os serviços em que atua, incluindo gestão de frota e locação para quem trabalha com apps, como Uber e 99, a Localiza dispõe hoje de frota de 247,6 mil veículos, 54,3 mil a mais do que tinha há um ano. A empresa não divulga quantos modelos novos pretende adquirir ao longo de 2019.

O presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção, diz não ser contra esse canal de vendas, mas sim contra o procedimento das empresas. "O ruim é quando há desequilíbrio, um valor excessivo de descontos."

Ele defende que os descontos dados pelas montadoras não sejam superiores aos determinados em lei para as categorias que têm direito à isenção de impostos por lei.

"Estamos fazendo um trabalho forte com a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) para que haja um equilíbrio, seja quem for o comprador", afirma Assumpção. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

29 de Abril de 2019

Publicação: Logweb - Notícias

Grupo atacadista adquire 75 caminhões Volkswagen

As empresas Real Distribuidora e JC Distribuidora, que pertencem a um dos maiores grupos atacadistas do Brasil, localizado em Goiânia (GO), acaba de adquirir 75 caminhões VW para compor sua frota. Os clientes são parceiros da marca há mais de 20 anos e possui mais de 70% de sua frota de veículos VWCO. Fazem parte do grupo as empresas: JC Distribuidora, Real Distribuidora, Multicanal Distribuidora, Norte Sul Real Distribuidora e Destaque do Norte.

José Carlos Vieira Silva é sócio proprietário do grupo e há mais de duas décadas confia suas operações à marca Volkswagen Caminhões e Ônibus: “Além do bom relacionamento que temos com o concessionário e a marca, os caminhões VW nos oferecem baixo custo de manutenção e maior valor de revenda", comenta o sócio proprietário.

Entre os modelos adquiridos estão o Constellation 19.360, Constellation 24.280, Constellation 13.190 e o Delivery 9.170, todos para o segmento de distribuição. Os veículos foram entregues pelo concessionário Belcar Caminhões (GO).

“Além do bom relacionamento comercial com o Grupo JC, existe uma relação de confiança entre nós e o cliente. O Grupo JC confia nos produtos VWCO e no nosso atendimento de pós-vendas. Com essa parceria, o cliente renova constantemente sua frota, contando ainda, com um ótimo valor de revenda dos veículos VWCO", explica Franco Gedda, diretor Comercial da Belcar Caminhões.

Os veículos circularão em média 1 milhão e 860 mil km/mês para a distribuição atacadista entre os estados de Goiás, Distrito Federal, Tocantins, Mina Gerais e Sul do Pará.

“É uma honra para a Volkswagen Caminhões e Ônibus manter um parceria de longa data como essa. Estamos sempre trabalhando para melhorar nossos produtos e serviços e essa é prova que estamos conseguindo alcançar as necessidades dos nossos clientes ao longo dos anos", comenta Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da Volkswagen Caminhões e Ônibus.

27 de Abril de 2019

Publicação: D. Comércio BH - Notícias

FCA usa tecnologia da Indústria 4.0 para melhorar ergonomia na produção

28 de abril é Dia Mundial da Saúde e Segurança no Trabalho. Na era da Indústria 4.0, a Fiat Chrysler Automóveis (FCA), com uma das plantas em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), celebra essa data com foco na ergonomia do futuro.

São novas tecnologias para avaliação dos postos de trabalho, muitas delas pioneiras como a termografia. Com esse método, é possível antecipar diagnósticos ao identificar indivíduos pré-dispostos a lesões ou quadros iniciais, mesmo sem qualquer sintoma.

A FCA é a primeira indústria no Brasil a adotar essa técnica com ênfase em saúde ocupacional. Iniciado em outubro de 2018, o projeto-piloto é realizado no Polo Automotivo da Fiat, em Betim, com a participação de 26 funcionários, que são avaliados de forma contínua. Com uma câmera termográfica, sessões de fotografias são realizadas no início da jornada de trabalho.

“Os tecidos inflamados têm temperatura mais alta. Na termografia, a temperatura dá o alerta e, com isso, podemos agir preventivamente", afirma Izonel Fajardo, responsável pela Ergonomia na FCA.

A tecnologia permite avaliar vasos sanguíneos, tendões, músculos e inervação, que são estruturas envolvidas na biomecânica das atividades. “Resultados preliminares indicam que o método tem potencial e pretendemos expandir sua aplicação em outras plantas da FCA na América Latina", comemora Izonel Fajardo.

Sempre atenta às inovações, a FCA também foi pioneira na América Latina no uso do exoesqueleto nas linhas de montagem. Dentro do conceito de “ergonomia colaborativa", o equipamento facilita a realização da tarefa ao oferecer mais conforto ao empregado.

“O projeto iniciado há dois anos já conta com mais de cinco mil horas de testes nas fábricas do Brasil e da Argentina, realizadas em 44 diferentes postos de trabalho", afirma Izonel Fajardo, que está diante de um novo desafio: participar do desenvolvimento dos exoesqueletos de segunda geração, que trazem mais avanços.

“Os equipamentos que usamos na FCA são fabricados em várias partes do mundo, como Estados Unidos, Suíça e Itália. Recentemente, nós fomos convidados por um parceiro para desenvolver um equipamento nacional, o que nos traz muito orgulho. É o reconhecimento de nosso trabalho", ressalta.

Outra importante ferramenta é a simulação virtual, com a evolução do conceito de ergonomia corretiva para ergonomia em projetos. A realidade virtual é aplicada para avaliar modificações no projeto de um novo modelo ou na própria linha de montagem, quando dificuldades para o operador são identificadas.

“Se a ergonomia não estiver adequada, o primeiro passo é realizar mudanças no produto. Mas se ainda não tivermos uma condição ideal, as alterações serão feitas na manufatura, ou seja, na altura da linha de montagem, na posição do veículo ou do operador. Tudo no virtual, para depois ser aplicado na linha real", explica o médico André Dumont, gerente de Saúde Ocupacional da FCA para a América Latina.

Segurança - Na área de segurança, a novidade veio com a Inteligência Artificial. O time de Engenharia de Manufatura da FCA desenvolveu uma solução que permite o reconhecimento facial e a verificação do uso de Equipamentos de Produção Individual (EPIs), como luva, óculos e capacete. “As regulamentações determinam que os robôs devem trabalhar em um ambiente separado dos humanos, ou seja, enclausurados. Mas a presença de pessoas torna-se necessária para realizar manutenções, que são periódicas", explica Marcello Marucci, responsável pelo projeto.

Com a nova tecnologia, só entra na área enclausurada dos robôs quem apresentar as competências técnicas necessárias e se estiver usando todos os equipamentos de segurança obrigatórios.

“O software de visão computacional aciona a abertura da porta somente após o reconhecimento facial e do uso dos EPIs, de forma automática", ressalta Marucci.

A FCA está patenteando essa solução, que nasceu no World Class Center (WCC), centro de excelência localizado no Polo de Betim, voltado para a realização de provas de conceito (PoCs) das mais diversas soluções da Indústria 4.0, incluindo tecnologias de Realidade Aumentada, robôs colaborativos, Big Data, Internet das Coisas, entre outras. Ao todo, em 2018, foram desenvolvidas 84 PoCs no WCC.

Desse total, 19 foram implementadas nas linhas de produção. Em 2019, a expectativa é de que cerca de 100 novas provas de conceito sejam realizadas.

27 de Abril de 2019

Publicação: Diario ABC - Nacional

Guarda Civil de SP passa a usar patinete elétrico em ronda

Se você encontrar guardas civis metropolitanos usando patinetes elétricos nas Avenidas Paulista e Brigadeiro Faria Lima ou no Elevado João Goulart, o Minhocão, não estranhe - este é mais um modo de patrulhar essas regiões. Doze equipamentos do tipo passaram a ser usados ontem nessas três regiões.

"São áreas de grande concentração desses veículos. O patinete é mais uma ferramenta de deslocamento do guarda, que, com a sua presença, tende a inibir a prática de crimes nessas localidades", disse José Roberto Oliveira, secretário municipal de Segurança Urbana.

A Prefeitura aguarda a chegada de mais 30 patinetes. Os equipamentos, doados por empresas, serão identificados com as cores da Guarda Civil Metropolitana (GCM). A parceria tem validade de 36 meses. "É mais uma forma que agora a GCM tem para fazer as rondas pela cidade", afirmou o prefeito Bruno Covas (PSDB).

Segundo Covas, as regras de circulação dos patinetes elétricos na capital serão publicadas até junho. Pela lei, os equipamentos não podem passar de 20 km/h em ciclovias e ciclofaixas e de 6 km/h nas calçadas, de acordo com regra do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Porém, cabe aos órgãos e às entidades de trânsito representativas das cidades e do Distrito Federal regulamentar o uso.

Os veículos começaram a ser vistos nas ruas de São Paulo em agosto de 2018, com a entrada de empresas de compartilhamento, e desde então a circulação tem crescido. Na semana passada, o Estado mostrou que em menos de um ano os patinetes chegaram a pelo menos 13 cidades brasileiras - 10 delas, capitais -, e hoje apenas a Região Norte não conta com o serviço.

As prefeituras, no entanto, não acompanharam a velocidade com que as empresas entraram nos municípios e, enquanto as operadoras atuam sem pagar pelo uso das vias, as gestões discutem regras do equipamento no espaço público.

Em São Paulo, a gestão vem conversando com outras prefeituras, como as de Nova York e Paris, para analisar as experiências. A gestão Covas já manifestou intenção de vetar os patinetes nas calçadas. Outra questão são os estacionamentos, chamados de pontos ou estações, instalados em locais particulares.

As empresas argumentam que os pontos ocupados pertencem a elas, aos comércios e às bancas de jornal, seus principais parceiros. A Prefeitura já identificou irregularidades e chegou a recolher patinetes estacionados em locais que atrapalhavam os pedestres. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

29 de abril de 2019

Publicação: Automotivebusiness

VW reabre 2º turno em fábrica do Paraná para elevar produção do SUV T-Cross

Montadora traz de volta 500 funcionários que estavam em layoff e contrata mais 60

REDAÇÃO AB

A Volkswagen retomou na segunda-feira, 29, o segundo turno de sua fábrica em São José dos Pinhais (PR), conforme já havia comunicado em outubro do ano passado. A VW trouxe de volta à unidade fabril seus 500 funcionários que estavam afastados em regime de layoff (suspensão temporária de contratos). O número representa um quinto do total de trabalhadores da planta, que conta com 2,6 mil pessoas atualmente. Além disso, contratou mais 60 pessoas.Além do segundo turno, a fábrica aumentará o número de dias de produção neste ano, para 250 dias, cem a mais do que em 2018.

Além do segundo turno, a fábrica aumentará o número de dias de produção neste ano, para 250 dias, cem a mais do que em 2018.

Com o segundo turno, a empresa quer elevar a produção do T-Cross para abastecer tanto o mercado interno como as exportações. O modelo, para o qual a VW investiu R$ 2 bilhões, é o primeiro SUV da marca feito no Brasil e chegou ao mercado brasileiro há pouco mais de dois meses. Segundo a fabricante, ele tem potencial para ser vendido em 50 mercados, entre países da América Latina e África.

“Além das 500 pessoas que retornarão do layoff, ainda contrataremos mais 60 profissionais para acelerar a produção do T - Cross. Ele é o 12º das 20 novidades que lançaremos até 2020. É o modelo mais importante da Volkswagen em 2019. Temos compromisso com o Brasil e aqui estamos investindo nesse período R$ 7 bilhões para essa que é a maior ofensiva de produtos da história da marca Volkswagen no País”, diz o presidente e CEO da Volkswagen América Latina, Pablo Di Si.

O T-Cross faz é o segundo de cinco modelos da ofensiva de SUVs que a Volkswagen planeja lançar no Brasil até 2020. O primeiro deles foi o Tiguan Allspace. Atualmente, os SUVs representam 23,3% do mercado total de automóveis no mercado brasileiro. Estima-se que em quatro anos, a cada dez unidades vendidas no Brasil, no mínimo três serão SUVs, considerando o mercado de veículos leves.

29 de abril de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Pajero Sport HPE 2020 chega às concessionárias Mitsubishi

SUV de 7 lugares vem da Tailândia com motor turbodiesel de 190 cv e preço sugerido de R$ 256.990

REDAÇÃO AB

Mitsubishi começa a vender no Brasil o Pajero Sport HPE 2020. O carro vem da Tailândia em versão única por R$ 265.990. É equipado com motor 2.4 turbodiesel de 190 cavalos e transmissão automática de oito marchas. Grande, o SUV mede 4,78 metros e tem lugar para sete pessoas.

A quarta geração do Pajero Sport HPE traz vários recursos eletrônicos de segurança como controle de descida (HDC), controle de tração (ATC), controle de estabilidade (ASC), sensores para acionamento dos faróis e limpador de para-brisa, piloto automático adaptativo (ACC) e sistema de mitigação de colisão contra carros em sentido oposto (FCM).

Seu sistema de tração 4x4 tem reduzida e conta com um programa capaz de aumentar a segurança em descidas de montanha ou no tráfego sobre cascalho, lama, neve, areia ou pedra.

Pajero Sport HPE 2020 Novo Mitsubishi traz teto solar, 11 airbags e saídas de ar-condicionado para as três fileiras de bancos

A lista de equipamentos de série inclui central multimídia, teto solar, alerta de ponto cego, câmera de ré, sensor de estacionamento e 11 airbags, que protegem até a terceira fileira de bancos. O ar-condicionado tem duas zonas distintas de temperatura e inclui saídas para as três filas de assentos.

O sistema multimídia tem tela de sete polegadas compatível com Android Auto e Apple Car Play e é equipado com audio streaming de última geração e conexão WiFi, que permite o acesso a aplicativos como Waze e Spotify.

29 de abril de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Como manter a sua empresa relevante no setor automotivo?

REDAÇÃO AB

Para inspirar e contribuir para que a liderança automotiva trabalha em novas estratégias e soluções, Automotive Business elaborou o e-book Como manter negócios relevantes no setor automotivo. A publicação traz a análise de 15 consultorias que estarão entre 120 speakers do #ABX19, o Automotive Business Experience. A um mês do evento, que acontece no dia 27 de maio, divulgamos este material como uma prévia do conteúdo de alto impacto que veremos por lá.

Entre os autores que escreveram análises para o e-book estão Andrea Cardoso, diretora-executiva e líder do setor automotivo na Accenture, Octavio de barros, sócio e cofundador da Quantum4 – Soluções de Inovação, Jaime Troiano, presidente da Troiano Branding, e uma série de outros grandes especialistas. Ao unir diferentes pontos de vista e reflexões sobre um mesmo tema, esperamos contribuir para o desenho de mais soluções para o seu negócio.

A CONVERSA CONTINUA NO #ABX19

Estas discussões continuam no INSERIR A FRASE AQUI#ABX19, maior evento já realizado com foco e engajar a liderança das empresas do segmento, justamente o grupo que tem a responsabilidade de pavimentar o caminho para a indústria automotiva do futuro. A busca é por gerar conhecimento para fomentar transformações positivas no setor, contribuir para que as empresas desenvolvam seu potencial de criar soluções inovadoras para os clientes, benéficas para o consumidor e para a sociedade.

26 de abril de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Caminhões com 16 anos ou mais são um quarto da frota

E mais da metade deles têm entre 6 e 15 anos de vida, como aponta novo estudo do Sindipeças

MÁRIO CURCIO, AB

Um quarto dos caminhões do Brasil está com 16 anos ou mais. E 55% da frota tem entre 6 e 16 anos de vida. Os números fazem parte do novo Relatório da Frota Circulante divulgado pelo Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores). Ainda de acordo com o estudo, 19% desses veículos têm até cinco anos de idade. Como resultado, a média etária dos caminhões encontrados é de 11 anos e 4 meses.

Essa média era de 11 anos em 2017 e só não é mais alta atualmente por causa do agronegócio, que favorece desde 2018 a retomada nas vendas do segmento de caminhões para o transporte de grãos. De acordo com a projeção do Sindipeças, a média de idade estará em quase 12 anos até o fim de 2020.

A frota de ônibus também envelhece. Como exemplo, de 2017 para 2018 passou de 10 anos e 1 mês para 10 anos e 4 meses. E quase 60% desses veículos têm entre 6 e 15 anos. De acordo com o Sindipeças, a média estará próxima a 11 anos até o fim do ano que vem.

Os anos de recessão também resultaram no envelhecimento dos automóveis. De acordo com o Sindipeças, a média etária subiu entre 2015 e 2018 de 8 anos e 11 meses para 9 anos e 7 meses e estará em 10 anos até o fim de 2020. É verdade que 27% deles têm até 5 anos, mas outros 18% estão com 16 ou mais. A idade dos comerciais leves avançou mais lentamente desde a metade da década, é mais baixa que a dos automóveis e está atualmente em 7 anos e 11 meses.

A crise também foi cruel com nossa “sambada” frota de motocicletas, atualmente com 7 anos e 9 meses em média. E 60% delas estão com 6 a 15 anos de idade.

IMPORTADOS: PARTICIPAÇÃO PRÓXIMA A 15%

O Relatório da Frota Circulante do Sindipeças revela que a participação dos importados caiu entre 2015 e 2018 apenas 0,5 ponto porcentual (de 15,1% para 14,6%). O levantamento de 2018 indica a presença de 6,5 milhões deles no País, ante 38,2 milhões de nacionais.

A participação pode se manter estável ou com baixo crescimento nos próximos anos. Embora não haja mais sobretaxação nem restrição de cotas como ocorreu durante o Inovar-Auto, a desvalorização do real vem prejudicando o desempenho desse mercado.

26 de abril de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Nissan financia pesquisa na Unicamp para eletrificar etanol

Universidade vai pesquisar viabilidade para uso do biocombustível como uma opção para a mobilidade elétrica

PEDRO KUTNEY, AB | De Campinas (SP)

A Nissan assinou nesta sexta-feira, 26, acordo com a Unicamp para financiar pesquisas com o objetivo de ampliar o uso do etanol na eletrificação veicular. Em uma primeira fase, nos próximos quatro meses, o Laboratório de Genômica e Bioenergia (LGE) da Universidade Estadual de Campinas vai produzir um estudo que aponta a viabilidade e tendências da utilização do etanol na etromobilidade.

Segundo Marco Silva, presidente da Nissan no Brasil, existe especial interesse em investigar a produção de etanol de segunda geração, que pode ser produzido a partir de material celulósico, como bagaço e palha de cana ou outros tipos de plantas. Inicialmente, a ideia é voltar a fazer testes de rodagem no País com a van EV200 SOFC, veículo elétrico equipado com um catalisador que extrai hidrogênio do etanol para alimentar sua célula de combustível, um gerador eletroquímico que produz eletricidade com injeção de hidrogênio e ar, emitindo na atmosfera apenas vapor d’água.

O protótipo já esteve no País em 2016 e 2017, quando rodou abastecido em postos regulares com o etanol brasileiro. Depois dessa experimentação, o protótipo voltou ao Japão e agora deverá ser trazido novamente para trafegar com o etanol de segunda geração. “Estudamos várias fontes energéticas para eletrificar nossos veículos. Fizemos aqui testes bem-sucedidos com nosso SOFC e até agora o etanol se mostrou a solução mais barata e eficiente”, afirmou Hirofumi Eta, diretor de engenharia de produto da Nissan no Brasil.

“É importante destacar que este é um desenvolvimento brasileiro para o mundo, que coloca o etanol como alternativa energética de eletrificação. Nossa engenharia no Japão tem grande interesse em incluir essa solução brasileira na construção de uma matriz energética sustentável”, disse Marco Silva.

O executivo também informa que, na mesma linha de ação, está no horizonte a introdução de um gerador flex (bicombustível gasolina-etanol) no powertrain híbrido e-Power, que combina tração 100% elétrica com motor a combustão para gerar energia. Silva já havia dito que a Nissan estuda introduzir esse tipo de tecnologia em modelos produzidos no País e o candidato número um para isso é o SUV compacto Kicks. Esta solução ganhou mais força com a criação de incentivos para carros híbridos flex no programa Rota 2030, que prevê o desconto de três pontos porcentuais de IPI para veículos equipados com esse tipo de propulsão.

No entanto, Silva garantiu que neste primeiro momento o estudo em curso com a Unicamp “não tem nada a ver com incentivos do Rota 2030, estamos investindo recursos próprios para ampliar as possibilidades de uso do etanol no powertrain elétrico”, disse. “Não podemos olhar a eletrificação de uma só forma, precisamos estudar as várias alternativas de eletrificação”, acrescenta.

INTERNACIONALIZAÇÃO DO ETANOL

Segundo o professor titular do LGE da Unicamp, o geneticista Gonçalo Pereira, que vai coordenar os estudos da Unicamp com a Nissan, combinar o etanol com a eletrificação seria atualmente o melhor caminho para internacionalizar o biocombustível e transformá-lo em uma commodity negociável em bolsas de mercadorias.

“A eletrificação abre espaço para a globalizar do etanol”, avalia o professor Gonçalo Pereira.

Ele explica que atualmente há tecnologia para multiplicar várias vezes a produção de etanol no Brasil e no mundo, com o cultivo de plantas alternativas e evolução do processo de extração do etanol celulósico. “Como exemplo, Pereira cita a cana-energia, uma espécie de cana com caule duro que tem alta concentração de açúcar celulósico, não solúvel, que ele chama de “dinossauro da cana”. Segundo ele, enquanto no Brasil a produtividade da cana comum, “que já é a mais elevada do mundo”, é de 80 toneladas por hectare, enquanto a cana-energia produz três vezes mais, cerca de 240 toneladas por hectare.

“O que vamos fazer com a Nissan é apontar quais são as tendências e as melhores alternativas para produção e uso de etanol em veículos eletrificados, especialmente com célula de combustível”, explica Pereira. “O etanol de segunda geração já é viável, o que falta é criar demanda e escala econômica para ele, como fizemos com o carro a álcool nos anos 80, quando saímos de quase zero para a produção de 10 bilhões de litros de etanol por ano, com o flex saltamos para além de 30 bilhões, com a célula de combustível e o etanol de segunda geração poderíamos passar dos 100 bilhões”, calcula.

Visto dessa forma, o horizonte do etanol parece bastante promissor. O biocombustível de cana já é a fonte energética líquida mais limpa disponível, mesmo quando é integralmente queimado em motores a combustão interna, pois mais de 90% de suas emissões de CO2 são reabsorvidas pela própria plantação de cana. A combinação com a eletrificação em carros híbridos ou com célula de combustível só eleva a vantagem ambiental do etanol, pois aumenta sua eficiência.

Espera-se, por exemplo, que o novo Toyota Corolla híbrido flex, que será produzido no Brasil no segundo semestre, tenha desempenho superior a 15 km/l. A tecnologia da célula de combustível é ainda mais eficiente, pois o etanol não é queimado, mas reformado quimicamente para extração do hidrogênio a ser injetado nas células para geração de eletricidade. O protótipo SOFC da Nissan apresentou autonomia de 20 a 25 quilômetros por litro de etanol reformado. Esse processo emite menos de um terço de CO2 produzido por um motor a combustão e o gás pode ser totalmente reabsorvido. Mais: o etanol é o segundo combustível mais eficiente para extração de hidrogênio por reforma química (só perde para o metanol) e por isso tem emissão ainda mais baixa.

Outro uso sustentável do carro elétrico equipado com célula de combustível é que ele pode se transformar em um gerador doméstico de energia. Ao colocar o veículo na garagem, ele pode ser plugado na tomada, não para ser recarregado, mas para produzir eletricidade para uma residência ou fornecer esse excedente a uma rede pública inteligente.

O que falta resolver é o até agora alto custo da célula de combustível, que vem caindo ao longo dos últimos 20 anos de pesquisa, mas ainda não o suficiente para se tornar viável economicamente. Nesse contexto, a pesquisa em conjunto da Nissan com a Unicamp irá identificar como o etanol pode contribuir para tornar a tecnologia mais acessível.

26 de abril de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Sabó entra em recuperação judicial para reduzir carga de juros

Segundo empresa, produção não será afetada, todos os pedidos serão atendidos

PEDRO KUTNEY, AB

No fim da quarta-feira, 24, a Justiça aceitou o plano de recuperação judicial da Sabó, uma das tradicionais fabricantes brasileiras de autopeças (retentores, juntas e sistemas integrados de vedação), com 77 anos recém-completados, que resistiu ao movimento de compras por multinacionais do setor no fim dos anos 1990 – muito pelo contrário, foi às compras no exterior e tornou-se ela uma multinacional. A empresa ainda não divulgou nenhum comunicado oficial sobre seu programa de recuperação, mas segundo fontes relataram o motivo do pedido é para renegociar dívidas e dessa forma reduzir a carga de juros que vêm sendo pagos.

Representantes da Sabó passaram a semana visitando alguns dos principais clientes da indústria, como GM, Volkswagen e Mercedes-Benz, para informar sobre o plano de recuperação judicial e assegurar que todos os pedidos serão atendidos normalmente. Ainda segundo fontes ouvidas por Automotive Business, a empresa atualmente não tem nenhum problema de produção, qualidade ou atraso nas entregas.

Do faturamento anual na casa dos R$ 500 milhões, incluindo operações no Brasil e negócios internacionais, 60% vêm de componentes para reposição vendidos no aftermarket e 40% são vendas diretas às fabricantes de veículos e motores (OEM), sendo metade para exportação. Até o início desta década os porcentuais de fornecimento doméstico OEM, exportação e aftermarket eram equilibrados em 33% para cada segmento de negócio, mas a queda da produção de veículos no País (de 3,7 milhões de unidades em 2013 para 2,1 milhões em 2016) provocou a retração contínua do fornecimento doméstico OEM, redução das receitas e aumento do aftermarket.

A Sabó reduziu suas operações internacionais. No fim dos anos 1980, a empresa adquiriu a alemã Kako e expandiu os negócios com fábricas na Alemanha, Hungria, Áustria, Estados Unidos e China. Mas em 2014 vendeu o controle ao grupo chinês ZhonDing e permaneceu com 20% de participação.

Graças a investimentos feitos em desenvolvimento tecnológico para novos produtos e processos produtivos no Brasil, nos últimos anos a Sabó fechou importantes contratos de fornecimento para novos projetos de motores e caixas de câmbio no Brasil e no exterior. Contudo, os pedidos não foram suficientes para reduzir a enorme capacidade ociosa em suas duas fábricas brasileiras, a mais antiga em São Paulo, no bairro da Lapa, e a moderna unidade de Mogi Mirim, cerca de 200 km distante da capital paulista, que há dois anos ganhou linhas automatizadas digitalizadas de produção, sob o conceito de indústria 4.0, mas que ainda opera com apenas metade de sua capacidade instalada de 330 mil peças/dia.

A partir da crise deflagrada em 2008, a Sabó reduziu o quadro de empregados no País de 4 mil para os atuais 1,1 mil. Desde então, vem aumentando seu endividamento e o peso dos juros para financiar investimentos e capital de giro. Com a queda nos volumes de fornecimento e faturamento até o ano passado, a carga de juros começou a desequilibrar o balanço e gerar prejuízos, o que a empresa espera recuperar agora com a proteção da recuperação judicial, que permitirá a renegociação de dívidas para recolocar as contas no azul.

26 de abril de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Frota circulante passará de 60 milhões em 2020

Somente de automóveis serão quase 40 milhões rodando no País em dois anos

MÁRIO CURCIO, AB

A frota brasileira deverá passar dos 60 milhões de veículos em 2020 na soma de automóveis, veículos comerciais leves, pesados e motos. A estimativa foi divulgada no Relatório da Frota Circulante, estudo anual do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores). Até o fim do ano passado esse total era de 57,9 milhões, o que indica para estes dois anos um crescimento de 3,7%.

Pelas novas projeções, somente de automóveis serão quase 40 milhões (38,9 milhões pelo Sindipeças) rodando em 2020. O volume de 37,1 milhões referente a 2018 crescerá 4,8% até 2020.

A maior alta porcentual, no entanto, tende a ocorrer nos comerciais leves. Até o fim do ano passado eles somavam 5,3 milhões de unidades. Devem chegar em 2020 com 5,7 milhões, 7,4% a mais.

As estimativas do Sindipeças preveem pequena alta para a frota de caminhões. Ela permaneceu de 2015 a 2017 na faixa de 1,96 milhão de unidades e subiu para 1,98 milhão em 2018. A previsão para 2020 é de pouco mais de 2 milhões de caminhões rodando no Brasil e crescimento de 1,3% nestes dois anos.

FROTA DE ÔNIBUS ESTAGNADA

Os anos de recessão causaram adiamentos e atrasos nos programas de renovação, sobretudo de empresas de ônibus urbanos. Com isso a frota circulante encolheu de 2016 para 2017 e desde então permanece pouco acima de 386 mil unidades. E a estimativa de crescimento para no período 2018-2020 é de apenas 0,2%.

TOTAL DE MOTOS AINDA ENCOLHERÁ POR MAIS 2 ANOS

Como resultado de quedas seguidas em vendas desde 2012, a frota circulante de motocicletas estagnou em 13,5 milhões de unidades na metade da década e a partir de então entrou em declínio. As estimativas do Sindipeças apontaram 13,1 milhões de unidades em 2018 a as novas projeções indicam 13 milhões (100 mil motos a menos) até o fim do ano que vem.

O Relatório da Frota Circulante é elaborado com informações baseadas nos emplacamentos e no índice de sobrevivência dos veículos. Para as projeções empregou-se como base metodológica a estimativa de crescimento da produção de veículos, elaborada pelo Grupo de Forecast do Sindipeças mediante análise dos fatores ativos que podem impactar (para cima ou para baixo) a evolução das estimativas realizadas.

26 de abril de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Iluminação automotiva: um mercado florescente

Empresas investem em novos tipos de lâmpadas e em tecnologia LED para ganhar espaço

WILSON TOUME, PARA AB

De acordo com o estudo mais recente do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Tributação (IBPT), publicado há cerca de um ano, existem atualmente, cerca de 66 milhões de veículos rodando no Brasil – entre automóveis de passeio, utilitários leves, caminhões, ônibus e motos. Naturalmente, uma frota desse tamanho exige manutenção, ainda mais ao se levar em conta que a idade média desses veículos supera os nove anos para automóveis e onze anos para os caminhões.

Não é à toa que as principais empresas do segmento de iluminação automotiva estão de olho no mercado brasileiro de reposição. Philips, GE e Osram, que dominam aproximadamente 75% dessa categoria, apresentaram novidades para todos os tipos de veículos durante a Automec 2019, e não por coincidência, todas exibiram linhas diversificadas, com produtos mais acessíveis, avançados e de maior durabilidade – além de estrearem sistemas específicos para motos.

“Ninguém vai correr o risco de ser multado ou ter de deixar o veículo parado por causa de uma lâmpada”, afirmou João Paulo Borgonovi, da Philips.

De acordo com João Paulo Borgonovi, diretor geral da Philips para a América Latina, o Brasil sempre foi um mercado importante para a empresa, mas a região ganhou ainda mais relevância à medida em que o grupo, por meio das marcas Philips, Narva e Haloway, foi conquistando espaço nos demais mercados do continente. “No Brasil somos líderes há algum tempo”, explica. Nem mesmo a grave crise econômica chega a preocupar, segundo Borgonovi. “Acho que o nosso mercado de aftermarket é relativamente estável. Independentemente da inflação ou da queda do PIB, quem tem um carro ou uma frota vai substituir uma lâmpada queimada no automóvel”, explica. “Ninguém quer correr o risco de ser multado ou ter de deixar seu veículo parado por causa de uma lâmpada”, acrescenta.

Entre as novidades que a Philips apresentou na Automec, destaque para a Moto LED, destinada a motocicletas de baixa cilindrada e corrente contínua, que agora podem contar com uma opção de qualidade e preço acessível, assim como a Master Duty X-tremeVision (24V) para caminhões que, segundo a fabricante, proporciona 100% mais visibilidade para o motorista e maior durabilidade na comparação com o modelo tradicional.

O mercado brasileiro atrai tanto interesse que existem novas marcas peso-pesado ingressando. É o caso da Lucas, empresa de origem britânica com 140 anos de história, e da Tungsram, fabricante reconhecida por sua qualidade na Europa e em alguns países da América Latina, que fizeram sua estreia na Automec. Ambas serão distribuídas pela BRLight, e, de acordo com Mario Morelli, diretor da empresa, existe espaço para as duas.

“O nosso maior trabalho será fazer a marca se tornar conhecida pelo público, pois a qualidade será constatada com o tempo”, disse Mario Morelli, diretor da BRLight.

O executivo explica a estratégia para cada marca: “Com os produtos da Lucas, pretendemos conquistar espaço na faixa de 25% do aftermarket, onde acreditamos que o consumidor brasileiro ainda não conta com opções de qualidade”, explica Morelli. O portfólio da marca é composto por lâmpadas halógenas e miniaturas (lâmpadas de sinalização) e estão disponíveis para automóveis de passeio e caminhões, além de motocicletas. Com essa linha de produtos, o objetivo é conquistar 10% de participação, de acordo com o executivo.

“Já a Tungsram vai competir no segmento principal, e, para isso, vamos mostrar que as lâmpadas da marca têm tanta qualidade ou até mais do que aquelas que o consumidor já conhece”, conta Morelli. A Tungsram foi fundada em 1896 na Hungria e hoje é reconhecida pela alta qualidade de seus produtos, sendo fornecedora de equipamentos originais de diversas montadoras (OEM).

Inicialmente, a Tungsram terá dois produtos (apresentados na Automec): a lâmpada Megalight Ultra 150+, que proporciona iluminação 150% superior na estrada, de acordo com a fabricante, e a Sportlight Extreme, que tem luz azul-branca intensa, com temperatura de cor até 5.000 Kelvin, o que a torna comparável à luz de xênon. Outros modelos de luzes será lançadas futuramente.

Já a alemã Osram apostou na tecnologia LED para atrair o público para o seu estande na Automec. Além da lâmpada LED Driving Premium, com 6.000 K de temperatura de cor e cinco anos de garantia, a empresa exibiu as Working Lights, barras auxiliares de LED indicadas para picapes, jipes e caminhões, que aliam eficiência e estilo. O principal destaque, porém, foi a lâmpada LED Cool Blue Intense, lançada exclusivamente no Brasil e que possui 6000 K de temperatura de cor e 12V. Segundo a empresa, o produto oferece design compacto, maior compatibilidade de veículos e excelente alcance, além de garantia de dois anos.

26 de abril de 2019

Publicação: Automotivebusiness

VWCO espera nova licitação do Caminho da Escola para o segundo semestre

Montadora venceu mais da metade da licitação de 2018, com 3,4 mil veículos a serem entregues até agosto

SUELI REIS, AB

A VW Caminhões e Ônibus está na expectativa para a segunda fase do programa Caminho da Escola, programa do governo criado em 2007 para renovar e ampliar a frota de ônibus escolares no Brasil. A montadora, que venceu três dos sete lotes previstos na última licitação, feita em janeiro 2018, está em fase de produção e entrega de um total de 3,4 mil ônibus da marca Volksbus. No total, os sete lotes da licitação determinaram a compra de quase 6 mil ônibus pelo FNDE, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, vinculado ao Ministério da Educação e que opera o programa para a entrega dos veículos a municípios brasileiros.

“A fábrica de Resende está a todo vapor para atender esta demanda”, afirma o gerente executivo de vendas de ônibus da VWCO, Jorge Carrer.

O executivo conta que a empresa tem acompanhado os encontros técnicos e reuniões sobre a próxima fase do programa, que segundo ele, há previsão de ser anunciado no segundo semestre. Ainda não há informações sobre quantos lotes ou mesmo quantos veículos devem ser comprados a partir da próxima licitação. Por outro lado, o executivo acredita que não deve haver pedido de veículos muito diferentes do que já vem sendo comprado pelos governos nos últimos 12 anos.

Ele confirma que o lote atual que coube à VWCO começou a ser feito em maio do ano passado e metade dele está para ser entregue até meados de agosto deste ano. Comemora ainda o fato de 100% dos veículos previstos na licitação terem sido confirmados dentro do prazo estipulado. No caso do Caminho da Escola, a licitação tem uma vigência de 12 meses – incluindo contratos firmados entre o FNDE e municípios. A licitação atual contemplou a encomenda de 1,5 mil municípios rurais e urbanos.

A VWCO, além de fornecedora, também tem sido uma das parceiras técnicas que ajudam a definir o FNDE a determinar os tipos e tecnologias adequadas que os ônibus devem ter para cada tipo de aplicação, muitas delas severas, considerando os trechos rurais.

“O programa tem um caráter social muito importante, porque permite que milhões de crianças tenham acesso à educação. Certamente não fosse por isso, elas não teriam essa chance de ir à escola, por morarem em zonas muito distantes. Encaramos como uma missão e não só como venda: ficamos muito felizes em participar”, diz Carrer. “Por outro lado, também há o benefício para a indústria, de alavancar o negócio no segmento de ônibus: a VWCO é líder nas entregas – somos responsáveis por quase metade dos 40 mil ônibus (18 mil) entregues pelo programa desde a sua criação até o fim de 2018.”

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