29 de março de 2019

Publicação: FSP, p. 2

Após fusão com Nissan, Renault cogita comprar Fiat Chrysler.

Prioridade dos executivos é consolidar acordo já existente após prisão de Ghosn.

Além de tentar reiniciar negociações sobre uma fusão com a Nissan nos próximos meses, a Renault está se mostrando interessada em adquirir outra montadora - o alvo principal seria a Fiat Chrysler - afirmaram nesta quinta (28) fontes sobre os planos da companhia francesa.

O planejamento marca uma nova estratégia após a prisão de Carlos Ghosn, ex-presidente da aliança Nissan-Renault, acusado de fraude fiscal e uso de verbas do grupo para benefício próprio. Ele nega todas as acusações.

Tanto o lado francês quanto o japonês declararam publicamente que o foco está em fazer primeiramente com que a aliança funcione, para apenas depois se pensar em uma reestruturação de capital.

A recente criação de um novo conselho para a aliança, presidido por Jean-Dominique Senard, presidente do conselho da Renault, renovou a confiança nos avanços dos planos da fusão, disseram algumas pessoas informadas sobre o que os dois lados pensam.

A combinação das duas companhias em uma só, em seguida, buscaria uma nova aquisição que adensaria seus negócios, visando uma disputa pelo domínio do maercado mundial de automóveis contra rivais como Volkswagen e a Toyota.

Duas pessoas informadas sobre o assunto disseram que Ghosn havia conduzido negociações sobre uma fusão entre a Renault e a Fiat Chrysler dois ou três anos atrás, mas que a proposta foi torpedeada pela oposição do governo francês. Essas tratativas não haviam sido noticiadas anteriormente.

A Fiat Chrysler está buscando ativamente uma parceria ou fusão, e John Elkann, presidente do conselho, já se reuniu com representantes de diversos rivais, entre os quais a PSA (Peugeot) da França, a fim de discutir possíveis acordos para fortalecer a montadora.

Outra fonte declarou que a negociação pode demorar para acontecer. "É possível que a Fiat Chrysler já tenha promovido uma fusão bem sucedida com outro grupo quando a Renault e a Nissan tiverem enfim decidido seus assuntos", disse.

Ainda que seja uma montadora de automóveis de porte médio, fabricando cerca de cinco milhões de veículos por ano, a Fiat Chrysler, que controla as marcas Jeep e Alfa Romeo, ainda assim poderia ser um alvo de custo elevado, dada sua capitalização de mercado de mais de € 20 bilhões (cerca de R$ 88,6 bilhões). A Renault, a Nissan e a terceira participante da aliança, Mitsubishi, têm valor de mercado combinado estimado em mais de €50 bilhões (R$ 221 bilhões).

Além dos planos de consolidação, Renault, Nissan e Mitsubishi também devem anunciar um novo plano estratégico, talvez antes do final do ano, que deixaria de lado as metas existentes de expandir as vendas combinadas dos três grupos a 14 milhões de veículos por ano, até 2022, de acordo com um executivo que ocupa um cargo sênior na aliança.

As metas de sinergia, que envolveriam reduzir os custos combinados das três empresas em € 10 bilhões (R$ 44,03 bilhões) até 2022, também serão "deixadas de lado" como parte da reformulação, de acordo com pessoas informadas sobre o assunto.

Como parte da revisão, as duas empresas também devem alterar a composição de seus conselhos, com a Nissan incorporando conselheiros externos representantes do acionista majoritário e a Renault reduzindo o número de integrantes de seu conselho.

Há apenas três semanas, os presidentes-executivos da Renault, Nissan e Mitsubishi fizeram aparições públicas juntos e tentaram pôr fim a meses de crise, prometendo uma parceria em que todos os colaboradores sairão ganhando.

Mas a intenção da Renault é retomar as negociações "assim que possível", de acordo com duas pessoas próximas da empresa, o que mostra que a montadora fala sério sobre pressionar por mudanças permanentes na aliança, que celebrou seu 20º aniversário na quarta-feira.

A pressão por negociações surgiu depois da tentativa de Ghosn de tornar a aliança "irreversível", em 2018, o que agravou as tensões entre Paris e Tóquio e por fim resultou na queda do homem que liderou a empresa por quase 20 anos.

Pessoas próximas da Renault e do governo francês dizem que Senard liderará a empreitada. "O primeiro trabalho dele era colocar a casa em ordem", disse uma dessas pessoas. "Ele já o fez. Agora, é estabilizar e desenvolver".

A Renault controla 43% das ações da Nissan, e o governo da França detém 15% das ações da montadora francesa, com direitos de voto duplos.

A Nissan pode estar aberta a retomar as conversas sobre reformular a estrutura de capital da aliança se Senard provar que é um parceiro de negociação digno de confiança, de acordo com pessoas próximas ao grupo japonês.

Porta-vozes da Renault e Nissan se recusaram a comentar.

FINANCIAL TIMES

28 de março de 2019

Publicação: FSP, p. A-26

Comitê da Nissan diz que fatos mostram violações de Ghosn.

Relatório diz que na montadora 'ninguém podia fazer objeção ao senhor Ghosn'.

Um comitê externo que analisa a governança na Nissan Motor disse nesta quarta-feira (27) que há fatos suficientes para se suspeitar de violações de leis e de uso particular de fundos da empresa por parte do ex-presidente do conselho Carlos Ghosn.

Após uma auditoria de três meses da governança da Nissan na esteira de um escândalo que abalou a indústria automotiva global, o comitê atribuiu a culpa diretamente ao que classificou como concentração de poder de Ghosn. O órgão também apontou o papel de Hiroto Saikawa, diretor-executivo da empresa, no arranjo salarial de Ghosn que está no cerne do escândalo.

Exatamente 20 anos depois que a montadora francesa Renault concordou em resgatar a Nissan, o comitê disse que na cultura administrativa da Nissan "ninguém pode fazer nenhuma objeção ao senhor Ghosn", que era "endeusado dentro da Nissan como um salvador que resgatou a Nissan do colapso".

O grupo emitiu 38 recomendações para fortalecer a governança da Nissan, entre elas que altos cargos executivos da montadora japonesa não devem ser ocupados por pessoas que têm cargos executivos na Renault ou na parceira minoritária Mitsubishi Motors.

O comitê também propôs que a maioria dos diretores, inclusive o presidente do conselho, seja de executivos independentes e externos, também sugeriu que o cargo de presidente da empresa seja abolido.

As recomendações do comitê externo de sete membros vêm semanas depois de Nissan e Renault anunciarem que reformularão sua aliança —uma das maiores entre montadoras de veículos do mundo—para acabar a presidência antes exercida por Ghosn.

"Existem fatos suficientes para se suspeitar de violações de leis e regulamentos, de violações de regras internas e também do uso particular de fundos e gastos da empresas por parte do senhor Ghosn", disse o comitê em seu relatório.

O texto também destacou Greg Kelly, diretor da Nissan que também foi indiciado, por supostamente ter ajudado Ghosn a evitar a supervisão, e disse que Saikawa assinou documentos relacionados a compensações que Ghosn receberia depois de se aposentar.

"Está claro que há questões que exigem melhoras com respeito à governança da Nissan, já que esta não poderia evitar a má conduta".

Ghosn, que foi libertado neste mês pagando uma fiança de US$ 9 milhões depois de passar mais de 100 dias em um centro de detenção de Tóquio, disse que as acusações que lhe foram imputadas "não têm mérito". Kelly também negou as acusações.

28 de março de 2019

Publicação: Valor Econômico, p. B-4

Renault pensa em novas parcerias e mira Fiat Chrysler.

A Renault quer retomar as discussões de fusão com a Nissan em 12 meses e depois comprar outra montadora, sendo a Fiat Chrysler um dos alvos preferidos. A informação foi dada ontem por várias fontes a par dos planos da companhia francesa.

Os planos fazem parte da nova estratégia adotada após a prisão em Tóquio de Carlos Ghosn, o ex-presidente-executivo da Renault e presidente do conselho de administração da Nissan, em novembro, por irregularidades financeiras. Ele nega todas as acusações.

Os lados francês e japonês já disseram publicamente que seu foco agora está em fazer a aliança funcionar bem, antes de reformular a estrutura de capital.

No entanto, a criação recente de um novo conselho da aliança, presidido pelo chairman da Renault, Jean-Dominique Senard, melhorou a confiança no avanço dos planos de fusão, segundo fontes familiarizadas com o pensamento dos dois lados.

A companhia combinada tentaria então fazer uma nova aquisição que daria uma maior massa aos negócios, para lutar pelo domínio global com a Volkswagen e a Toyota, por exemplo. Duas fontes a par do assunto disseram que Ghosn discutiu uma fusão da Renault com a Fiat Chrysler (FCA) há dois ou três anos, mas a proposta não seguiu adiante por causa da oposição do governo francês. Essas negociações não haviam sido divulgadas.

A própria FCA vem buscando de maneira intensiva uma parceria ou uma fusão. O chairman John Elkann já se reunido com várias concorrentes, como a PSA da França, para sondar possível acordo para fortalecer a montadora. É possível que a FCA já esteja fundida a outro grupo quando a Renault e a Nissan resolverem seus problemas, disse uma fonte próxima da aliança.

Embora seja uma montadora de escala média, com uma produção de 5 milhões de veículos por ano, a FCA, que controla as marcas Jeep e Alfa Romeo, ainda seria um alvo bem caro, com valor de mercado de mais de € 20 bilhões. Renault, Nissan e o terceiro membro da aliança, a Mitsubishi, possuem um valor de mercado combinado de mais de € 50 bilhões.

À parte sua consolidação, Renault, Nissan e Mitsubishi também pretendem anunciar novo plano estratégico já no fim deste ano, que abandonaria metas existentes para ampliar as vendas combinadas para 14 milhões de veículos até 2022, segundo um executivo de alto escalão da aliança.

As metas de sinergia para chegar a economias combinadas de € 10 bilhões até 2022 também serão "deixadas de lado" como parte da reorganização, segundo disseram as fontes. Como parte da revisão, as duas companhias também deverão reformular seus conselhos, com a Nissan aumentando o número de diretores externos e a Renault reduzindo o tamanho de seu conselho.

Há apenas três semanas, os executivos-chefes da Renault, Nissan e Mitsubishi apareceram juntos em público e tentaram pôr uma pedra em meses de crise, prometendo uma parceria baseada em colaborações em que todos os lados sairão ganhando.

Mas a intenção da Renault é reiniciar as discussões "o mais cedo possível", segundo duas fontes próximas da empresa, o que mostra que a companhia está levando a sério a ideia de pressionar por mudanças permanentes na aliança, que comemorou seu vigésimo aniversário ontem.

A pressão pelas negociações começou a ocorrer depois da tentativa de Ghosn, em 2018, de tornar a aliança "irreversível", numa decisão que aumentou as tensões entre Paris e Tóquio e acabou levando à queda de Ghosn, que comandou a companhia por quase 20 anos.

Fontes próximas da Renault e do governo francês disseram que Senard vai liderar a estratégia. "Seu primeiro trabalho foi colocar a casa em ordem", disse uma fonte. "Ele fez isso. Agora, a missão é estabilizar e desenvolver."

A Renault tem 43% da Nissan e o Estado francês 15% na montadora francesa e o dobro das ações com direito a voto.

27 de março de 2019

Publicação: Valor Econômico, p. B-3

Geely deve comprar metade da divisão Smart.

Daimler, proprietária da Mercedes-Benz, está a ponto de concluir a negociação para a venda de metade da participação na sua marca de pequenos automóveis para a Geely, da China, segundo três fontes familiarizadas com os planos da companhia alemã.

A venda da participação na sua divisão Smart deverá ser confirmada antes do Salão do Automóvel de Xangai (Shanghai Auto Show), marcado para abril, informou uma das fontes.

A iniciativa da Geely, que no ano passado se tornou a maior acionista da Daimler, vai ajudar o grupo alemão, que tem enfrentado dificuldades para manter a deficitária marca Smart. A divisão vende apenas 130 mil automóveis em um ano, uma fração dos 2,25 milhões de carros que a Mercedes-Benz vende.

A Daimler e a Geely tornaram-se mais próximas no ano passado. Em outubro, elas anunciaram um negócio conjunto para oferecer serviços de transporte privado de passageiros na China.

A Daimler informou que o grupo tinha conversado com "vários possíveis parceiros" conforme preparava a próxima geração de produtos Smart.

Um porta-voz da Geely não quis comentar o assunto.

A Geely se expandiu rapidamente nos últimos anos em várias regiões. O grupo chinês já possui a Volvo Cars, a marca britânica Lotus de carros esportivos e a Proton da Malásia, além de ter participação na fabricante de caminhões Volvo Group.

O futuro da divisão Smart sob o comando da Daimler era questionado desde que a proprietária da Mercedes-Benz anunciou, no ano passado, que o executivo-chefe Dieter Zetsche deixaria o cargo em maio, encerrando um mandato de 13 anos.

O ex-executivo-chefe foi um incentivador da marca de carros compactos, mas a avaliação é que seu sucessor, Ola Kallenius, tem menos entusiasmo pela divisão de microautomóveis. Esse cenário ficou pior, especialmente, depois que as margens de lucro do grupo alemão passaram a estar sob pressão, no ano passado.

A Daimler não fornece dados específicos sobre os ganhos com o Smart, mas analistas acreditam que a marca fracassou em gerar lucros desde sua fundação, há 21 anos. De acordo com estimativas da Evercore ISI, a divisão Smart perde entre € 500 milhões e € 700 milhões a cada ano.

Contudo, uma venda parcial para a Geely pode enfrentar oposição política em Berlim, segundo um banqueiro próximo à Daimler. Isso aconteceria porque a Alemanha expressou, recentemente, preocupações com a influência crescente de empresas chinesas nos negócios da maior economia da Europa.

Quando a Geely adquiriu participação de 9,7% na Daimler, há um ano, Berlim foi pega de surpresa. Um parlamentar alemão disse, à época: "A Geely apenas se aproximou da Daimler sorrateiramente, apareceu do nada."

Um projeto de lei foi aprovado no ano passado para dar ao governo alemão o direito de vetar investimentos superiores a 15% por parte de empresas de fora da União Europeia em setores sensíveis, abrangendo desde a área de defesa até a de energia.

Várias capitais europeias, inclusive, demonstram temor que empresas chinesas estejam adquirindo ativos na União Europeia para depois transferir tecnologia para a China.

De qualquer maneira, o provável é que o potencial do Smart, que tem como meta tornar-se 100% movido a baterias até 2020, esteja na China. O país é líder mundial para automóveis totalmente elétricos, com um crescente mercado para os modelos compactos.

28 de março de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Caoa reduz ritmo de nacionalização; compras somam R$ 2,9 bilhões em 2019

Fabricante de Chery e Hyundai aumenta número de fornecedores nacionais e premia os melhores de 2018

PEDRO KUTNEY, AB

As compras de componentes usados na produção de modelos Hyundai e Chery do Grupo Caoa em Anápolis (GO) e Jacareí (SP) estão orçadas em R$ 2,9 bilhões em 2019, mais que o dobro do orçamento de R$ 1,3 bilhão em 2018. A consolidação das operações da Caoa Chery, com quatro novos veículos lançados em menos de um ano, fez a conta crescer e o número de fornecedores nacionais aumentar de 92 para 101, mas o ritmo de nacionalização foi reduzido com o fim das obrigações impostas pela legislação do Inovar-Auto (encerrado em 2017) e maior volume de importações da China para montar os Chery no Brasil.

Ivan Witt, diretor de compras e RH do Grupo Caoa, avalia que os índices de nacionalização vão continuar subindo nos próximos anos, “mas em ritmo menos acentuado porque não existem mais as obrigações do Inovar-Auto”, explica. No programa Rota 2030, que entrou em vigor este ano, os incentivos estão mais direcionados a pesquisa e desenvolvimento, redução de emissões e aumento de equipamentos de segurança. “Claro que se aumentarmos nossa escala deveremos comprar mais aqui, como também existe a possibilidade de soluções da manufatura 4.0 tornarem viáveis a produção local de peças mesmo com baixa escala”, pondera o diretor.

Apesar do incentivo do Rota 2030 para nacionalizar componentes sem produção nacional, “o investimento no desenvolvimento de ferramentaria para fazer aqui peças plásticas e metálicas é elevado, os volumes produzidos no Brasil pela Caoa ainda não compensam esse gasto para localizar, só vale a pena se for para atender a legislação, como no caso de importação de vidros da China, em que o governo brasileiro aplica uma sobretaxa antidumping e deixa o produto nacional mais competitivo”, explica o gerente de compras Julio Ishida.

“Criamos um programa simulador de nacionalização, que leva em conta muitos fatores, como preço, legislação, tributação, riscos e custos logísticos de trazer peças importadas que levam 90 dias no mar para chegar, variação cambial e comparação de qualidade. Levando tudo isso em consideração, as importações da China ainda são muito competitivas, porque eles têm escala, produzem lá em um mês o que levamos um ano para fazer aqui”, diz Ivan Witt.

Segundo ele, o volume de autopeças brasileiras usadas na produção dos Caoa Chery está estacionado em 11%, enquanto os modelos Hyundai montados em Anápolis, que tinham elevado o grau de localização de 6% em 2014 para 33% em 2017, no ano passado aumentaram ligeiramente o nível para 36%. “Essa proporção varia muito de modelo para modelo. No caminhão Hyundai HD80, por exemplo, já chegamos a 65% para atender as exigências de financiamento pelo BNDES-Finame”, diz Witt.

“Conseguimos aumentar os componentes nacionais de ambas as marcas, mas no caso dos Chery elevamos as compras locais para os modelos mais antigos em produção, mas os novos chegam com mais componentes importados, assim não houve variação de um ano para outro. Nos próximos anos esse índice tem potencial para subir para 25% ou 30%”, explica o executivo.

Com a rápida ascensão das vendas da Caoa Chery, este ano orçamento de compras será invertido. Em 2018, o gasto com suprimentos para fazer em Anápolis os Hyundai Tucson, ix 35, New Tucson, HR e HD80 foi de R$ 997 milhões, ou 72% do total, enquanto R$ 385 milhões (28%) foram para os Chery QQ, Tiggo 2 e Arrizo feitos em Jacareí e um pouco para o Tiggo 5x em Anápolis, que entrou em linha na planta goiana só no fim do ano passado. Já em 2019, com a montagem dos Tiggo 7 e 8 em Goiás, estão nos planos gastar R$ 1,66 bilhão em peças para a Caoa Chery (57% do orçamento) e R$ 1,23 bilhão para os Hyundai (43%).

NOVOS FORNECEDORES

Anápolis concentra hoje 75 fornecedores nacionais e Jacareí tem 26, sendo sete novos em 2018 com a entrada em produção do Tiggo 2 e Arrizo: Michelin, Aptiv, Estamparia Paulista, Continental, Coplac, EQ Max e Puncron. Do total de 101 fornecedores produtivos no Brasil do Grupo Caoa, 11 fornecem para as duas fábricas e nove passaram a integrar a lista em 2018 por causa da Caoa Chery: Aptiv, Bosch, Castrol, Continental, Coplac, EQ Max, Moura, Pancron e Sulfix.

O número de peças nacionalizadas usadas na produção de Anápolis alcança 580 itens, até agora apenas 98 para os Caoa Chery Tiggo 5x e 7. Em Jacareí esse número chega a 248. Witt explica que estratégia é nacionalizar componentes mais pesados, de difícil transporte, como rodas, pneus, vidros e bancos. Mesmo assim, em certos casos os chineses continuam sendo mais competitivos. “Temos bons fornecedores de rodas de liga leve no País, mas a China compra alumínio mais barato do que a cotação feita em Londres e vende as rodas mais baratas e com qualidade similar”, pontua.

Também os sistemas multimídia estão no alvo, porque compensa a montagem na Zona Franca de Manaus (AM), com componentes eletrônicos importados isentos de tarifas de importação.

Witt lembra que a nacionalização também depende da nacionalidade das marcas. “A Hyundai tem muitos fornecedores cativos na Coreia, alguns do próprio grupo, quando começou a produzir carros em Piracicaba (SP) trouxe alguns deles e isso nos beneficiou. Exemplo disso é a fabricante de ar-condicionado Doowon, que tem um espaço próprio dentro da fábrica de Anápolis para montar os sistemas de climatização que usamos nos Hyundai feitos lá”, conta. “A Chery e outras montadoras chinesas também deverão nos próximos anos atrair fornecedores da China e se fizer sentido vamos comprar peças deles aqui”, acrescenta.

PREMIAÇÃO AOS FORNECEDORES

Prêmio Caoa 2019

Grupo Caoa premiou os melhores fornecedores nacionais de 2018

Apesar das dificuldades em nacionalizar, Ivan Witt afirma que deve “gratidão” aos fornecedores nacionais do Grupo Caoa, “porque sempre nos trataram da mesma forma de quem compra em grande escala”. É o que o diretor disse aos presentes na cerimônia da terceira edição do Prêmio Melhores Fornecedores Caoa.

Este ano a premiação foi adaptada ao novo momento da empresa. Os fornecedores foram divididos em três categorias: fornecimento para a Caoa Montadora (que faz os modelos Hyundai em Anápolis), Caoa Chery (em Jacareí e Anápolis) e Pós-Venda – esta categoria para os que fornecem peças, insumos e serviços às 130 concessionárias Ford, Hyundai, Caoa Chery e Subaru do grupo, que em 2018 representaram compras de R$ 895 milhões.

Com base em avaliações de qualidade, redução de custos e pontualidade de entrega durante 2018, este ano o Grupo Caoa premiou 12 fornecedores, um da operação de concessionárias, seis da operação Caoa Chery em seis subcategorias (incluindo “O Melhor do Ano”) e seis da Caoa Montadora (Hyundai) nas mesmas seis categorias.

28 de março de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Honda faz recall do recall para o sedã Accord

Montadora terá de trocar novamente insufladores do airbag do motorista, já substituídos em 2014

REDAÇÃO AB

A Honda está repetindo um recall feito há cinco anos para os sedãs Accord modelos 2003 a 2007. O motivo é o mesmo, um problema com os airbags do motorista fornecidos pela Takata. Em 2014 eles foram convocados por causa da descoberta de que a exposição a variações de temperatura e elevada umidade poderiam degradar os insufladores do airbag, tendo como consequência o disparo de fragmentos metálicos para dentro do carro em caso de batida que resulte na abertura da bolsa inflável.

Sendo assim, mesmo os proprietários que já atenderam ao chamado anterior terão de voltar às concessionárias para uma nova substituição. Isso porque se descobriu a possibilidade, desta vez, de falha na fabricação do insuflador. O risco é o mesmo: possibilidade de disparo de fragmentos de metal para dentro do carro, ocasionando lesões graves e até fatais no motorista e passageiros.

O recall envolve 1.920 unidades do Accord. A substituição do item é gratuita e deverá ser realizada em qualquer concessionária de automóveis Honda a partir do dia 8 de abril. A consulta à necessidade do reparo deve ser feita no link www.honda.com.br/recall. O agendamento pode ser efetuado por este mesmo endereço eletrônico ou pela central de atendimento 0800 701 3432, que atende de segunda a sexta-feira das 8 às 20 horas e sábado, das 9 às 14 horas.

28 de março de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Venda de pneus recua no primeiro bimestre

Alta no fornecimento às montadoras não compensou queda na reposição, mais forte nos carros de passeio

REDAÇÃO AB

A venda de pneus no primeiro bimestre somou 9,2 milhões de unidades, registrando discreta queda de 0,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Embora as entregas às montadoras tenham avançado 5,9% no período, para 2,5 milhões de unidades, o mercado de reposição (que é bem maior) encolheu 2,1%, para 6,8 milhões. Os números foram divulgados pela Anip, entidade que reúne fabricantes do setor.

A análise dos dados de reposição leva acreditar que os proprietários de carros de passeio estejam preferindo os pneus importados ou reformados na hora da troca. Neste primeiro bimestre, a venda de pneus de passeio no aftermarket caiu 10,4% na comparação com o mesmo período do ano, para 3,5 milhões de unidades. Já o fornecimento desse mesmo tipo de pneu às montadoras cresceu 4,6% na comparação interanual. O maior volume de importações que exportações (leia adiante) confirma essa possibilidade.

A venda de pneus para carga (caminhões e ônibus) cresceu 12,3% no bimestre, para 1,2 milhão de unidades. O fornecimento às montadoras aumentou 39,1%, registrando 282,9 mil unidades. As vendas ao mercado interno favoreceram esse crescimento. A reposição subiu também, 6%, com 923 mil pneus.

No fornecimento total para comerciais leves houve alta de 6,5% com a venda de 1,2 milhão de pneus. A maior parte (730,6 mil unidades) era para o segmento de reposição, que cresceu 14,8% na comparação com o primeiro bimestre de 2018. Já as montadoras compraram 4,2% a menos, 471,7 mil pneus. Para o segmento de motocicletas a Anip só vem divulgando as vendas ao mercado de reposição: 1,55 milhão de unidades no bimestre e alta de 4,9%.

BALANÇA COMERCIAL TRAZ SUPERÁVIT

Nestes dois meses o Brasil importou 4 milhões de pneus, 1,5 milhão a mais do que enviou ao exterior. Contudo, os embarques tinham maior valor agregado e resultaram num superávit de US$ 29,9 milhões.

28 de março de 2019

Publicação: Automotivebusiness

ZF fecha acordo para comprar Wabco por US$ 7 bilhões

Duas empresas somam forças no fornecimento para veículos comerciais que podem gerar vendas de € 40 bilhões

PEDRO KUTNEY, AB

A ZF prossegue em sua rota de expansão global via aquisições bilionárias de empresas que complementam o seu já extenso portfólio de produtos. Na quinta-feira, 28, a companhia alemã anunciou que fechou acordo para comprar a Wabco por valor estimado de US$ 7 bilhões, em dinheiro. A fusão cria uma nova gigante no fornecimento de componentes e sistemas para veículos comerciais, que terá faturamento estimado em € 40 bilhões, segundo comunicado divulgado pela ZF.

Com sede global em Berna, na Suíça, mas de origem nos Estados Unidos e ações negociadas na Bolsa de Nova York (por isso o preço de aquisição é fixado em dólares), a Wabco é uma das maiores fornecedoras para veículos comerciais pesados de sistemas de atuação em direção, freios, válvulas, ABS, controle eletrônico de estabilidade (ESC), centrais eletrônicas de controle de transmissões, entre outros itens. Ao lado dos principais fabricantes globais de caminhões, ônibus e carretas, a ZF também é cliente da Wabco, que fornece componentes suplementares para os eixos e transmissões. Por isso a fusão traz complementações importantes de produtos e faturamento.

A aquisição deve ser concluída no início de 2020, pois ainda depende de aprovação de acionistas da Wabco e autoridades de fiscalização de mercado. Caso seja efetivado, o negócio faz a ZF dar um novo salto na posição de maior fornecedor da indústria automotiva mundial, que em 2018 apurou faturamento de € 36,4 bilhões, com 146 mil empregados em 230 endereços de 40 países – inclusive no Brasil, onde a empresa tem seis fábricas.

A centenária companhia alemã – fundada em 1915 para produzir engrenagens para os dirigíveis projetados pelo Conde Zeppelin – fez sua mais recente grande ampliação vertical e horizontal há quatro anos, quando a ZF concluiu a compra da americana TRW por cerca de US$ 12 bilhões, o que aumentou significativamente a atuação no segmento de veículos leves com sistemas de freios, direção, segurança e sensores. Um ano depois, em 2017 o negócio adicionou quase € 9 bilhões às vendas globais da ZF.

UNIÃO PARA ENFRENTAR TRANSFORMAÇÕES

Assim como a ZF, a Wabco também é uma empresa centenária, originária da divisão de freios a ar da Westinghouse, fundada há mais de 150 anos. Com operação em 40 países, 16 mil empregados e 28 fábricas (uma no Brasil, na região de Campinas, SP), a Wabco registrou vendas globais de US$ 3,8 bilhões em 2018. Significativamente menor do que sua compradora, a companhia vem fazendo intensivos investimentos no desenvolvimento de novas tecnologias de eletrificação e automação, mas seus gestores reconhecem que, para continuar crescendo e fazer frente à concorrência de gigantes de dentro e fora do setor automotivo, precisavam de estrutura e caixa maiores para atender as novas e crescentes demandas tecnológicas que estão transformando a indústria.

“Vemos grandes oportunidades à frente, mas elas estão mais desafiadoras de serem aproveitadas. Nosso setor encara um novo nível de complexidade tecnológica e atrai novos competidores, que trazem recursos sem precedentes ao nosso meio. Esse cenário antecipa a necessidade de grandes investimentos e novas alianças para desenvolver tecnologias em novos domínios. Por isso acreditamos que este é o momento apropriado para unir forças com a ZF. Essa união nos dará acesso a tecnologias críticas em escala global, para reduzir os riscos sobre os investimentos”, declarou em comunicado Jacques Esculier, CEO da Wabco.

Para a ZF, a aquisição traz ao seu portfólio pela primeira vez o domínio de sistemas de freios para veículos comerciais, que se integram às soluções de assistência avançada ao motorista desenvolvidas pela ZF, incluindo a frenagem de emergência que atua sobre freios e direção. Com isso, a companhia espera acelerar o desenvolvimento de sistemas autônomos de direção para caminhões e ônibus. Dentro do seu plano estratégico de desenvolver tecnologias que possam dar aos veículos a capacidade de “ver, pensar e agir”, a ZF já domina a produção de sensores e centrais de processamento que “veem e pensam”. Os atuadores projetados pela Wabco trazem agora a “ação” a esse processo e fecham o ciclo tecnológico arquitetado pela ZF.

“Para a ZF, a aquisição de um especialista em sistemas de frenagem significa acrescentar à empresa um segmento de negócios estável e crescente, que permite à nossa divisão de veículos comerciais expandir sua especialidade em controles de dinâmica veicular. Isso cria as fundações para a ZF oferecer sistemas completos de segurança e mobilidade para o transporte de passageiros e cargas”, disse em comunicado Wolf-Henning Scheider, CEO da ZF.

RECURSOS EM CAIXA

Após a compra da TRW, o faturamento cresceu até acima do que era esperado e a ZF quitou mais rapidamente seu endividamento. Com isso, sobraram recursos para ir às compras novamente. “A pretendida aquisição estratégica da Wabco vem em boa hora para a ZF. Depois da bem-sucedida integração com a TRW, as dívidas foram significativamente reduzidas. De fato, nós superamos as metas de redução de endividamento. A Wabco é uma empresa saudável e em crescimento, com fluxo de caixa robusto, o que faz deste um casamento perfeito com a ZF e garante a implementação de nossa estratégia”, avaliou Konstantin Sauer, o chefe financeiro (CFO) da ZF.

A transação precisará ser aprovada por no mínimo 50% dos acionistas da Wabco. Pelo acordo fechado na quinta-feira, a ZF vai oferecer a eles US$ 136,50 por ação, um prêmio de 13% sobre a cotação de US$ 120,75 registrada no dia 26 de março, ou ágio de 18% e 23% ante o preço médio das ações apurado nos últimos 30 e 90 dias.

Graças ao perfil de fluxo de caixa de ambas as empresas, a ZF espera reduzir ainda mais o endividamento após a consolidação da fusão com a Wabco.

28 de março de 2019

Publicação: Automotivebusiness

BorgWarner prevê maior participação em todos os mercados de propulsão

Híbridos e elétricos terão os maiores índices de crescimento, mas veículos a combustão ainda dominarão o mercado no médio prazo

SUELI REIS, AB

É fato que a indústria automotiva também está se reinventando quando o assunto se refere a propulsão. Basta reparar na crescente lista de modelos de veículos híbridos ou aqueles 100% elétricos que surgem em intervalos cada vez mais curtos de tempo. Algumas montadoras com atuação global, como VW e Volvo já anunciaram sua ofensiva de produtos eletrificados, o que está beneficiando não só as cidades e as regiões com níveis cada vez mais exigentes na redução de emissões, como os fornecedores da cadeia dedicados à indústria.

Caso da BorgWarner, fabricante de sistemas e componentes voltados para os sistemas propulsores. Segundo o vice-presidente global de marketing, relações públicas, comunicação e assuntos governamentais, Scott Gallett, esse movimento aumentará significativamente os negócios da companhia, que atua nas três principais frentes com amplo portfólio tanto para veículos a combustão, quanto híbridos e também 100% elétricos. Ele esteve no Brasil para uma conversa exclusiva com Automotive Business e falou sobre as expectativas da empresa e o futuro dos sistemas de propulsão e qual o impacto de cada um deles na empresa.

Os motores a combustão ainda vão dominar os mercados por um período importante, naturalmente em volumes menores do que já foi registrado em anos passados ao mesmo tempo em que híbridos e elétricos aumentarão sua participação no mercado global.

Ele cita dados da IHS que demonstram avanços para a empresa em cada um dos três tipos de propulsão, com dados relacionados entre 2017 e 2023. Neste período, o volume de veículos no mundo movidos a combustíveis fósseis deve diminuir 3%, de 91 milhões para 76 milhões, considerando o mercado mundial de veículos de passeio.

“Apesar disso, nossa receita com este segmento deverá crescer 1% no mesmo período, para US$ 8,3 bilhões, já considerando contratos de fornecimento assinados: são números reais e não somente projeções”, indica Gallett.

Da mesma forma, o mercado de veículos híbridos trará bons resultados para a companhia. Seus cálculos mostram que este terá o maior índice de crescimento entre o período de 2017 a 2023, passando de 3 milhões para 23 milhões. “Será um crescimento anual de 36% o que consequentemente elevará também nossa receita e participação neste mercado”, comenta.

Veículos híbridos representaram pouco mais de US$ 100 milhões da receita da fabricante em 2017, quando somou US$ 9,8 bilhões, segundo seus dados mais recentes. Para 2023, a companhia projeta um faturamento de US$ 14 bilhões, com crescimento anual previsto em 6% ao ano até lá. Da mesma forma, a parcela da receita que virá do mercado de veículos híbridos deverá aumentar 73%, para US$ 3,2 bilhões entre 2017 e 2023.

O mesmo vale para os modelos 100% elétricos: em 2017, o faturamento advindo deste mercado foi um pouco abaixo dos US$ 100 milhões, montante que deve avançar para mais de US$ 600 milhões nos próximos cinco anos. O volume global de vendas, segundo forecast da IHS, prevê mais de 5 milhões de unidades em 2023 contra os pouco mais de 900 mil de 2017.

“A BorgWarner aposta nos três sistemas de propulsão e nossa projeção está alinhada com o mercado, mantendo um equilíbrio e proporcional ao crescimento de cada segmento”, reforça Gallett.

O aumento da receita não se deve apenas ao maior volume de vendas previsto em cada segmento, mas também ao maior valor agregado dos componentes de cada sistema. Segundo a empresa, em 2023, até 46% dos veículos híbridos terão pelo menos um componente da marca contra 25% do volume verificado em 2017. De acordo com a empresa, em média, cada componente que equipou um carro híbrido em 2017 equivaleu a US$ 147, valor que deverá subir para US$ 275 em cinco anos.

A mesma lógica é aplicada nos veículos 100% elétricos: em 2017, a participação da BorgWarner neste mercado foi de 13% e sua projeção indica um market share de 33% em 2023. O valor de cada componente passará de US$ 204 para US$ 340, em média.

O mercado de veículos a combustão não fica para trás: a participação de 2017, que foi de 47%, passará para 52% em cinco anos, com valores por peça avançando de US$ 187 para US$ 210.

OPORTUNIDADES NO BRASIL

Embora o mercado brasileiro ainda engatinhe quando o assunto é veículo híbrido e elétrico, a BorgWarner ainda vê boas oportunidades aqui com o que o País oferece em termos de produto. Para o diretor geral da empresa no Brasil, Vitor Maiellaro, o Rota 2030 produzirá o mesmo efeito do Inovar-Auto, que exigiu redução de emissões, e com isso, obrigou as montadoras a introduzir componentes em seus veículos com este fim.

“Enxergamos com bons olhos porque dará continuidade para que possamos trazer mais tecnologias e aplicações de produtos para o Brasil.”

Ele cita que entre os produtos do portfólio que deverão elevar a demanda por causa da maior eficiência energética exigida também pelo Rota 2030 está o turbocompressor, além do start-stop, correntes e variador de fase do eixo de comando de válvula, também conhecido como VCT, também fabricado no Brasil, na unidade de Itatiba (SP).

“Todos vão escolher as mesmas tecnologias? Claramente que não, mas todas vão adotar. E caso elas escolham ou necessitam de algo a mais que ainda não temos aqui, dependendo do projeto, podemos trazer, porque o portfólio global é amplo”, indica.

28 de março de 2019

Publicação: Automotivebusiness

VW se une à Amazon Web Services para desenvolver nuvem industrial

Sistema reunirá dados de todas as máquinas e fábricas do grupo no mundo visando melhorias na produtividade

REDAÇÃO AB

O Grupo Volkswagen firmou um acordo global com a Amazon Web Service (AWS) para desenvolverem um projeto conjunto de nuvem industrial da VW, sistema pelo qual a companhia pretende combinar dados de todas as máquinas e fábricas dos 122 complexos industriais e seus respectivos sistemas que o grupo mantém em todo o mundo com o objetivo de melhorar os processos produtivos e criar os pré-requisitos para avanços na produtividade.

Segundo a empresa, no futuro, toda a cadeia global de fornecimento do grupo também poderá ser integrada à sua nuvem industrial, que será uma plataforma aberta e pela qual os parceiros das áreas industrial, logística e vendas poderão utilizar no longo prazo. Atualmente, a companhia conta com mais de 30 mil instalações e mais de 1,5 mil fornecedores.

“Iremos continuar a fortalecer a produção como um fator chave de competitividade para o Grupo Volkswagen. Nossa colaboração estratégica com a Amazon Web Services será o alicerce”, declarou o presidente do conselho executivo da Porsche e membro do conselho diretor da Volkswagen responsável pela área de produção, Oliver Blume. “Com nossa plataforma industrial global, queremos criar um ecossistema industrial crescente com transparência e eficiência, trazendo benefícios para todos os envolvidos”, completou.

A Volkswagen optou pelo portfólio de serviços da AWS, incluindo Internet das Coisas (IoT), análise do aprendizado de máquina e serviços computacionais, que foram desenvolvidos especialmente para o ambiente de produção e que serão ampliados para atender às necessidades do Grupo VW. Essa arquitetura será a nova plataforma digital de produção (DPP) da empresa no futuro e todas as fábricas irão basear suas arquiteturas de sistema nessa plataforma, como forma de padronizar e simplificar a troca de dados entre os sistemas e fábricas, que atualmente possuem diferentes plataformas que não conversam entre si.

A empresa informa ainda que também será possível que a plataforma em nuvem possa ser acessível por outras fabricantes de veículos, o que pode gerar um ecossistema industrial global com crescimento permanente. Negociações específicas a este respeito e com grandes empresas interessadas em migrar para a nuvem industrial Volkswagen já estão em andamento.

28 de março de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Lâmpadas automotivas Tungsram chegam ao Brasil

Empresa húngara fornece para montadoras e mercado de reposição em veículos leves e pesados

REDAÇÃO AB

A fabricante de lâmpadas Tungsram anuncia sua chegada ao Brasil. A empresa tem cinco fábricas na Hungria, seu país de origem, e produz itens para fornecimento a montadoras e também para o mercado de reposição. A linha de produtos inclui lâmpadas incandescentes tradicionais, halógenas e também soluções com LED. Atende aos segmentos de automóveis, motos e caminhões.

Recentemente, a Tungsram adquiriu a divisão de lâmpadas automotivas da G&E (General Electric) e por isso usará as empresas BRLight e GLA como distribuidoras. Os produtos da nova marca estarão à venda no País até o fim do semestre. A entrada no Brasil é parte da estratégia global da fabricante, que existe há 120 anos e atua há 60 no setor automotivo.

“A qualidade Tungsram é gerenciada por processos de design controlados, linhas de produção automatizadas e programas de investimentos contínuos que tornam a empresa pioneira em soluções de iluminação automotiva”, afirma o diretor da distribuidora GLA, Cirilo Moscatelli.

29 de Março de 2019 (10:00)

Publicação: COMPUTERWORLD

Volkswagen anuncia parceria com AWS para desenvolver Nuvem Industrial

A Volkswagen e a Amazon Web Services (AWS) anunciaram nesta semana um acordo global para desenvolverem de forma conjunta a chamada Nuvem Industrial Volkswagen.

Conforme um comunicado da montadora sobre a parceria, no futuro o projeto vai combinar dados de todas as máquinas, fábricas e sistemas de todas as 122 instalações industriais do Grupo Volkswagen

Com isso, destaca a VW, serão apresentadas novas possibilidades para a otimização de processos de produção, ao mesmo tempo em que serão permitidos avanços consideráveis em termos de produtividade nas fábricas. O objetivo de longo prazo do projeto consiste em integrar toda a cadeia global de fornecimento do Grupo Volkswagen, com mais de 30 mil instalações e mais de 1.500 fornecedores e empresas parceiras.

TI na produção

No texto sobre a novidade, a montadora também anunciou que vai usar a Nuvem Industrial para lançar a base para uma digitalização sem barreiras da sua produção e logística.

Para isso, toda a TI no nível de produção de maquinário, equipamentos e sistemas deverá ser padronizada e ligada em rede através de todas as 122 plantas de produção do Grupo Volkswagen.

Otimização de processos

E a Volkswagen pretende melhorar ainda mais a eficiência e flexibilidade de produção a partir da combinação de dados das fábricas, habilitada pela Nuvem Industrial.

Essa otimização de processos inclui controle mais eficiente do fluxo de materiais, a detecção precoce e eliminação de engarrafamentos no fornecimento e interrupções de processos e a operação otimizada do maquinário e equipamento em todas as fábricas.

29 de Março de 2019 (10:04)

Publicação: Fator Brasil - Turismo

Movida é primeira locadora a integrar uma plataforma multimodal

Desenvolvida pela Enel e a Mobicity, a arquitetura do aplicativo ficará disponível para aquisição de outras empresas.

São Paulo " A partir deste mês, a Movida passa a ser a primeira locadora de carros a participar de uma plataforma multimodal que recomenda ao usuário a melhor opção de locomoção para realizar o seu trajeto. O aplicativo, desenvolvido pela Enel em parceria com a Mobicity, inova ao conectar diversos modais de transporte em um único local, fazendo uma gestão de compartilhamento que considera tempo de deslocamento e custo por quil'metro.

Movida_Jamyl_Jarrus_086Esta novidade vem atender a mudança de comportamento que a mobilidade urbana está passando. Cada vez mais, as pessoas procuram facilidade e agilidade para o seu dia a dia e é neste cenário de solução e prestação de serviço que a Movida quer fazer parte, levando maior comodidade e informação aos consumidores que utilizam os novos modais, comenta Jamyl Jarrus Junior, Diretor Executivo de Rent a Car da Movida.

Nesta primeira etapa, o aplicativo está habilitado para os 2.500 colaboradores da Enel em São Paulo. Atualmente, eles realizam mais de 335 mil deslocamentos administrativos por mês em 2.158 veículos, sendo 250 carros leves, além das 12.153 chamadas de taxi. A expetativa é que o novo sistema melhore a ociosidade da frota em 25 pontos percentuais e aumente o índice de 18% no compartilhamento de viagens, reduzindo em 5% o número de carros em circulação e economizado cerca de R$ 1,2 milhão em deslocamentos por ano.

Eduardo Bortotti, responsável pela área de Planejamento, Performance e Mobilidade da Enel, explica que o aplicativo possui uma visão integrada de mobilidade, cuidando tanto das viagens profissionais, pagas pela empresa ou que exigem reembolso, como dos percursos de cunho pessoal, por meio do programa de carona solidária e compartilhamento de viagens no percurso casa-trabalho. Desta forma, o nosso colaborador pode escolher dentro de diversas opções, o melhor transporte em relação ao custo-benefício para o trajeto solicitado, conta o executivo. O aplicativo ainda fornece relatórios que auxiliam a gestão de mobilidade da empresa, com indicadores que demonstram a economia gerada.

E o grande destaque é que a plataforma foi construída com uma visão de mercado, ou seja, toda a arquitetura e o código fonte ficarão disponíveis para que outras empresas possam comprar o aplicativo da Startup desenvolvedora e, assim, disponibilizar a mesma solução aos seus funcionários e parceiros.

Estamos atentos ao movimento de reinvenção da mobilidade urbana, estudando as tendências e mudanças de comportamento da população para investirmos em tecnologia, aplicativos e novos modais. Não é por acaso que lançamos no ano passado o aluguel mensal de bicicletas elétricas para pessoa física, ampliando o serviço para o segmento corporativo no início deste ano, ressalta Jamyl.

No segundo semestre de 2018, a Movida realizou um importante movimento para oferecer soluções multimodais, ao firmar uma aliança com a E-Moving " a maior startup de locação de bicicletas elétricas do País " dando origem a uma nova linha de negócios batizada de I-Move. Além disso, a locadora já disponibiliza o aluguel de Trikkes para o mercado carioca, na orla da praia de Copacabana e em quiosques no Museu do Amanhã. Trata-se de um triciclo ideal para locomoção em curtas distâncias e ótimo para conhecer as praias e aproveitar a natureza. ' www.movida.com.br

29 de Março de 2019

Publicação: Diario ABC - Economia

Grupo assina termo de interesse na Ford com manutenção de empregos

O governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB) recebeu ontem, no Palácio dos Bandeirantes, o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, o Wagnão, para posicioná-los a respeito da negociação para a compra da fábrica da Ford em São Bernardo.

Segundo Morando, Doria contou a eles que foi assinado termo de confiabilidade entre a Ford e um grupo interessado na montadora. Embora a assinatura desse termo não signifique que o negócio foi selado, o prefeito afirma que está mais otimista porque, caso esse interesse se comprove e a negociação avance, os 2.800 empregos da planta da região serão mantidos. O governador explicou que não poderia nos dar detalhes sobre o grupo por uma questão de confidencialidade, mas garantiu que a negociação inclui a manutenção dos empregos, contou Morando. Não estará contemplada mudança de objeto, ou seja, o grupo deverá assumir a produção de caminhões e carro, complementou.

De acordo com o prefeito, a expectativa do governador é que a negociação tenha um desfecho "dentro do mês de abril".

Wagnão disse estar confiante de que a negociação possa tomar um rumo no qual os trabalhadores continuarão empregados. A manutenção dos empregos foi uma exigência que o governador colocou para que o acordo seja feito. O sindicalista afirmou que diversos questionamentos foram realizados para Doria a respeito da identidade do grupo, inclusive sobre a Caoa, que até então tinha sido a única a manifestar interesse público, mas que nada poderia ser dito.

Na segunda-feira, durante o Congresso Latino-Americano realizado no Cenforpe, em São Bernardo, o presidente da Caoa, Mauro Correia, confirmou ao Diário o interesse da montadora na aquisição da fábrica da Ford, em São Bernardo. Porém, de acordo com o executivo, ainda precisam ser feitos estudos sobre a operação. O que eu posso dizer de Caoa é: existe interesse sobre? Existe. Agora já temos um estudo feito? Não. É uma discussão muito incipiente ainda, classificou Correia, que trabalhou na Ford por 20 anos. A Caoa distribui no Brasil veículos das marcas Subaru, Hyundai e Chery a qual adquiriu em 2017.

EM PARALELO - Enquanto isso, Wagnão afirma que está conversando com a montadora a respeito do desligamento dos profissionais. Estamos debatendo o encerramento dos contratos de trabalho com a Ford. Mesmo que haja a transição de uma empresa para outra, é preciso encerrar um contrato e iniciar outro, assinalou.

Questionado se haverá PDV (Programa de Demissão Voluntária), para garantir indenização aos colaboradores, ele disparou: Não posso dar detalhes, mas é óbvio que a Ford tem um preço a pagar pela decisão que tomou.

Os trabalhadores da fábrica de São Bernardo estão paralisados desde 19 de fevereiro, quando a montadora avisou que irá fechar a planta em novembro, pois havia tomado a decisão de encerrar a produção de caminhões na América do Sul. Na terça-feira, haverá mais uma assembleia para discutir a respeito dos novos passos da mobilização.

Questionada sobre a reunião, a Ford disse que não vai comentar o tema.

28 de Março de 2019 (12:25)

Publicação: Agência IN - Caderno Setorial

Volvo Car Brasil exibe pela primeira vez o Novo S60

SÃO PAULO, 28 de março de 2019 - A Volvo Car Brasil fechará em grande estilo as atrações de sua loja conceito de veículos híbridos, no shopping JK Iguatemi, em São Paulo. Entre esta quinta-feira (28) e domingo (31), a marca vai exibir a nova geração do sedã médio S60.

Os visitantes que passarem pela Plug-in Hybrid Concept Store poderão conhecer de perto o novo modelo premium da fabricante sueca, que estará exposto na versão Polestar, com motorização T8 híbrida plug-in.

O S60 T8 Polestar também marca a primeira aparição no Brasil de um veículo da divisão elétrica de performance da Volvo Cars, por meio do pacote de desempenho Polestar Engineered, que atua nas rodas, freios, suspensão e unidade de controle do motor, aumentando a potência combinada do veículo para incríveis 415 hp.

"O Novo S60 é um dos carros mais empolgantes que a Volvo já desenvolveu, por isso estamos oferecendo aos consumidores brasileiros este primeiro contato com o modelo", afirma Leandro Teixeira, diretor de Marketing da Volvo Car Brasil. "O S60 nos coloca numa posição forte no segmento de sedãs, criando ainda mais oportunidades de crescimento para a marca, que já vem num ritmo muito acelerado de emplacamentos desde o ano passado".

Apresentado mundialmente em outubro de 2018, o Novo S60 será o primeiro veículo Volvo sem uma oferta de motor diesel, destacando o compromisso pioneiro da fabricante sueca na indústria automotiva com a eletrificação de sua linha.

O sedã é produzido na mais nova fábrica da marca, em Charleston, na Carolina do Sul (EUA), nas motorizações a gasolina T5 (254 hp), T6 (320 hp) e híbridas T6 (340 hp), T8 (407 hp) e T8 Polestar. A chegada do novo sedã premium está prevista para o segundo semestre deste ano, mas ainda não foram confirmadas as versões e preços disponíveis no Brasil.

28 de Março de 2019 (10:05)

Publicação: Baguete Diário - Notícias

Volkswagen coloca as fichas na AWS

A Volkswagen fechou um mega contrato com a AWS, por meio do qual dados de 122 fábricas da montadora alemã serão processados na nuvem da companhia americana.

O contrato é para a construção do chamado Volkswagen Industrial Cloud (VIC), uma “plataforma de produção digital aberta", por meio da qual a montadora quer melhorar processos de manufatura e logística, ao mesmo tempo em que melhora a qualidade do produto final.

Os sistemas de TI a nível de maquinário, equipamento e sistemas devem ser estandardizados e conectados em rede, atendendo a funcionalidades como planejamento de produção e gerenciamento de inventário.

Não foram revelados valores ou mesmo a duração prevista do contrato, que parece ser enorme, envolvendo serviços como Internet das Coisas, aprendizado de máquina, analytics para um total de 30 mil localizações e 1,5 mil fornecedores.

O time trabalhando no projeto inclui 220 pessoas da AWS e da VW trabalhando a partir dos centros de TI da montadora. No momento, 140 projetos já estão sendo integrados, na Industrial Cloud, com a entrada em operação dos primeiros serviços prevista até o final do ano.

A Volkswagen vem fazendo movimentações no assunto nuvem nos últimos meses, tendo fechado um acordo com a Microsoft para usar a nuvem Azure e a plataforma de Internet das Coisas Edge em uma iniciativa visando oferecer serviços para carros conectados.

A SEAT, montadora espanhola de carros controlada pela Volkswagen, contratou a IBM para usar a plataforma de inteligência artificial Watson no Mobility Advisor, um projeto piloto de mobilidade urbana da empresa em Barcelona.

O projeto da AWS, no entanto, tem dimensões muito maiores e envolve o core das operações da empresa no mundo todo e não só novas frentes de negócios, que, por mais promissoras que possam ser, são acessórias no final das contas.

É um grande conquista para a AWS, que é líder indiscutível no mercado, mas ainda tem muito progresso a fazer no mundo das corporações gigantes como a VW.

O avanço da AWS é também uma ameaça para os players tradicionais de TI corporativa que normalmente atenderiam um contrato como esse. No caso da Volkswagen, esse alguém é a T-Systems, multinacional alemã de tecnologia que tem a montadora entre seus maiores clientes.

A T-Systems de fato, adquiriu essa posição, ao comprar em 2006 a Gedas, uma companhia de TI criada pela própria VW para atender a empresa ainda nos anos 80, chegando a ter 5,5 mil funcionários e um faturamento de € 600 milhões.

De todas formas, a T-Systems já havia adotado uma posicionamento do tipo “se não pode vencê-los, una-se a eles", ao fechar um acordo para oferecer serviços gerenciados em nuvem para a Amazon Web Services no final do ano passado.

A gigante alemã, que possui data centers em diversos países do mundo, incluindo o Brasil, passou a vender também serviços de SAP, VMWare, segurança, migração e redes para quem quiser usar a AWS.

Garanta novos patamares de eficiência e produtividade com as soluções Sequor para Indústria 4.0 e tenha sua fábrica na palma da mão, em qualquer lugar do mundo.

Controle e otimize seus processos com ferramentas inovadoras para Gestão de Manufatura e Logística. Conheça a Sequor Softwares Industriais, uma empresa do Grupo Snef.

Quer colocar o seu anúncio somente em notícias com as palavras chave mais importantes para a sua empresa? Pergunte-me como.

28 de Março de 2019 (07:42)

Publicação: Zero Hora - Economia

Honda inaugura fábrica sem novos modelos, vagas e aumento de produção | GaúchaZH

Honda inaugura fábrica sem novos modelos, vagas e aumento de produção

Foi uma cerimônia simples, com um terço dos convidados presentes na festa do lançamento da pedra fundamental da fábrica, em 2013. Sem novos modelos, vagas e aumento de produção, a Honda inaugurou ontem sua segunda unidade no País, em Itirapina, no interior de São Paulo.

A fábrica estava pronta havia três anos, mas a empresa decidiu esperar a melhora da economia para iniciar operações. Quando anunciou o investimento de R$ 1 bilhão, cinco anos atrás, o mercado brasileiro batia recorde, com 3,8 milhões de unidades vendidas. Inaugurada em 1997, a fábrica de Sumaré operava em capacidade máxima de 120 mil veículos ao ano com horas extras diárias, inclusive em fins de semana.

O projeto de duplicar a capacidade produtiva com a nova unidade, que seria inaugurada em 2016 com 2 mil empregos diretos, foi travado pela crise econômica, que derrubou as vendas totais à metade. A recuperação começou lentamente e, este ano, as fabricantes esperam vender 2,9 milhões de unidades.

Ainda que o grupo continue atuando com horas extras e tenha produzido 138 mil carros em 2018, acima portanto da capacidade em dois turnos e jornada normal, o presidente da Honda América do Sul, Issao Mizoguchi, diz que a decisão de abrir a fábrica neste momento tem mais a ver com a necessidade de reduzir custos operacionais - já que a nova unidade é mais moderna, ampla e eficiente - do que com a ainda insuficiente recuperação do mercado.

"Não houve melhoria significativa no mercado que justifique o aumento da produção, mas, como o segmento é cada vez mais competitivo, aqui temos melhores equipamentos e melhor eficiência para buscarmos redução de custos", diz Mizoguchi.

A solução encontrada pelo grupo foi transferir gradualmente a produção de automóveis de Sumaré para Itirapina, e concentrar na fábrica antiga a fabricação de motores, ferramentas, componentes, além de centro de pesquisa e desenvolvimento e a sede administrativa.

A fábrica começou a operar no fim de fevereiro, com a produção de 90 unidades ao dia do Fit. No segundo semestre chegará o utilitário-esportivo HR-V e os demais modelos da marca (WR-V, Civic e City) serão transferidas gradualmente até 2021, quando o grupo espera atingir a capacidade de 120 mil unidades da nova fábrica.

Sem novas vagas

Neste momento, a fábrica opera em um turno, com 450 funcionários, todos transferidos de Sumaré. Ao longo dos próximos dois anos, a intenção é trazer, ao todo, 2 mil trabalhadores, e manter 1 mil nas linhas de componentes.

A estratégia para evitar cortes em Sumaré frustrou os moradores de Itirapina, muitos dos quais já haviam feito cursos no Senai, passado por entrevistas e aguardavam ser convocados. Hoje, a maior empregadora da cidade é a Prefeitura, com 800 funcionários, e dois presídios, com 400 trabalhadores.

O prefeito de Itirapina, José Maria Cândido (MDB), diz que estão sendo contratados terceirizados para áreas de limpeza, restaurantes e conservação. "Ocorreram por volta de 200 contratações até agora", diz.

Presente no evento, o governador João Doria (PSDB), que recentemente lançou o programa IncentivAuto, afirmou que a Honda poderá usufruir do incentivo de redução de ICMS futuramente. "O setor pode crescer e a Honda dobrar seu investimento e ter acesso ao programa", disse. Ao ser questionado sobre o tema, Mizoguchi respondeu: "Antes de pensar em investir mais, teremos primeiro de recuperar o R$ 1 bilhão que enterramos aqui."

O IncentivAuto prevê desconto de ICMS de 2,7% a 25% para empresas que investirem no Estado a partir de R$ 1 bilhão e gerarem no mínimo 400 empregos diretos. O programa foi lançado após negociações com a General Motors, que ameaçava suspender investimentos no País. Após vários acordos para redução de custos, a montadora anunciou investimentos de R$ 10 bilhões até 2024.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

28 de Março de 2019 (07:41)

Publicação: Agência IN - Caderno Setorial

Daimler transfere produção do Smart para a China

SÃO PAULO, 28 de março de 2019 - A montadora alemã Daimler anunciou nesta quinta-feira que em 2022 interromperá a fabricação dos carros Smart em Hambach, leste da França, e vai transferir a produção para a China.

A fábrica na região leste da França "terá um novo papel na rede de produção internacional da Mercedes Benz" e fabricará um automóvel elétrico de alta qualidade. A empresa informou que não cortará postos de trabalho.

A Daimler também anunciou uma aliança com o grupo chinês Geely, proprietário da montadora sueca Volvo, para produzir na China, a partir de 2022, a próxima geração do Smart.

Geely, cujo proprietário Li Shufu é o principal acionista da Daimler desde 2018, e a montadora alemã criarão uma empresa conjunta para permitir "a expansão do Smart como marca puramente elétrica", informou a Daimler em um comunicado. (Redação com Agências internacionais - Agência IN)

28 de Março de 2019 (07:02)

Publicação: Fator Brasil - Energia

Honda Energy anuncia expansão de seu parque eólico

A Honda Energy anunciou que irá expandir a capacidade de geração de seu parque eólico localizado em Xangri-Lá, no Rio Grande do Sul. A empresa irá construir uma torre adicional em seu parque, ampliando para dez o número de aerogeradores.

A informação foi revelada durante o evento de inauguração da segunda fábrica da Honda Automóveis no Brasil, na cidade de Itirapina, interior do estado de São Paulo.

Atualmente, o parque supre a demanda de energia elétrica da fábrica de automóveis, o Centro de Pesquisa & Desenvolvimento e os escritórios nas cidades de Sumaré e São Paulo.

A Honda Energy passa também suprir a demanda energética da nova fábrica, assegurando que todos os automóveis da marca no país sejam produzidos com energia limpa e renovável. Com a décima torre, a capacidade instalada saltará dos atuais 27,7 MW para 30 MW.

Desde a inauguração do parque, a Honda evitou a emissão de mais de 24 mil toneladas de CO2 no meio ambiente, minimizando o impacto ambiental dos processos produtivos da marca. No resultado acumulado desde janeiro de 2015, a geração de energia ultrapassa os 306 mil MWh.

Pautada pela busca de soluções focada no uso eficaz de recursos renováveis, a Honda optou pela energia eólica, que apresenta um dos menores índices de emissão de CO2 e é favorecida pela boa disponibilidade de ventos no país. Além disso, não gera resíduos e apresenta baixo impacto ambiental, assumindo, portanto, papel fundamental no desenvolvimento e construção de uma sociedade sustentável.

Perfil " Em 1971, a Honda iniciava no Brasil as vendas de suas primeiras motocicletas importadas. Cinco anos depois, era inaugurada a fábrica da Moto Honda da Amaz'nia, em Manaus, de onde saiu a primeira CG, até hoje o veículo mais vendido do Brasil. De lá para cá, a unidade produziu mais de 24 milhões de motos, além de quadriciclos e de motores estacionários que formam a linha de Produtos de Força da Honda no País, também composta por motobombas, roçadeiras, geradores, entre outros. Para facilitar o acesso aos produtos da marca, em 1981 nasceu o Consórcio Honda, hoje a maior administradora de consórcios do mercado nacional, que faz parte da estrutura da Honda Serviços Financeiros, também composta pela Seguros Honda e o Banco Honda. Dando continuidade à trajetória de crescimento, em 1992 chegavam ao Brasil os primeiros automóveis H onda importados. Em 1997, a Honda Automóveis do Brasil iniciava a produção do Civic, em Sumaré (SP), de onde já saíram mais de 1,8 milhão de veículos. A segunda planta de automóveis da marca, construída na cidade de Itirapina (SP), concentrará, a partir de 2021, toda produção dos modelos locais, enquanto a unidade de Sumaré se consolidará como centro de produção de motores e componentes, desenvolvimento de automóveis, estratégia e gestão dos negócios do grupo Honda. Durante esses anos a empresa também inaugurou Centros Educacionais de Trânsito, de Treinamento Técnico, de Distribuição de Peças e de Pesquisa & Desenvolvimento. Estruturou uma rede de concessionárias hoje composta por aproximadamente 1.300 endereços. Em 2014, em uma iniciativa inédita no segmento, a Honda inaugurou seu primeiro parque eólico do mundo, na cidade de Xangri-Lá (RS). O empreendimento supre toda a demanda de energia elétrica da fábrica de Sumaré, reduzindo os impactos ambientais das operações da empresa. Em 2015, a Honda Aircraft Company anunciou a expansão das vendas do HondaJet, o jato executivo mais avançado do mundo, para o Brasil. ' www.honda.com.br ' www.facebook.com/HondaBR

Siga nossas Redes Sociais

Receba nossas Notícias