24 de novembro de 2018

Publicação: Automotivebusiness

Volkswagen Connect estreia no T-Cross e estará em todos os novos carros da marca

Sistema apresenta informações detalhadas de uso do veículo direto no smartphone do consumidor

GIOVANNA RIATO, AB

A sensação de saber que o carro está com um problema, mas não conseguir identificar qual é deve acabar logo para quem tem carros da Volkswagen. Ao menos é o que a empresa pretende com uma novidade que estreará no T-Cross, que tem lançamento previsto para abril de 2019: o Volkswagen Connect. O sistema apresenta todas as informações do carro em um aplicativo no celular do usuário. Dá para ver onde o automóvel está estacionado, detectar milhares de falhas e problemas, acompanhar detalhadamente o consumo de combustível, entre uma série de outras funcionalidades.

Todas as informações são captadas da central de diagnóstico do veículo, o OBD. É deste mesmo sistema que os mecânicos extraem as informações para fazer a manutenção do automóvel, a partir de um cabo ligado ao computador. A diferença, no caso do Volkswagen Connect, é que o sistema fará tudo de forma automática porque já vem com um dispositivo interno de leitura das informações do OBD e transferência para o celular.

“A tecnologia vai estrear no T-Cross, mas estará em todos os nossos modelos a partir de agora”, conta Fabio Rabelo, head de digitalização e novos modelos de negócio da montadora no Brasil.

Há outra empresa que o oferece solução parecida com a do Volkswagen Connect no mercado nacional. No fim de 2017 a Engie chegou ao Brasil. A startup israelense vende um dispositivo simples que pode ser conectado ao OBD de carros fabricados a partir de 2002, ler as informações e mostra-las em um aplicativo no celular do cliente.

Rabelo garante, no entanto, que a solução da própria montadora é mais precisa e detalhada por ter sido desenvolvida internamente. “Além disso, não cobraremos nada do usuário para que ele tenha acesso ao sistema, diferentemente da Engie, que vende seu dispositivo a um valor baixo, mas ainda assim cobra alguma coisa por ele”, esclarece. Para a montadora, o Volkswagen Connect é mais uma aposta para melhorar a jornada do consumidor com a marca. “É uma facilidade para o cliente na rotina de uso do carro, uma simplificação”, detalha Rabelo.

24 de novembro de 2018

Publicação: Automotivebusiness

PSA começa a vender Citroën Jumper e Peugeot Boxer

Utilitários compartilham o mesmo projeto e chegam com preço promocional de R$ 117.171,60

REDAÇÃO AB

As concessionárias do grupo PSA começam a vender os utilitários Citroën Jumper e Peugeot Boxer. Os veículos compartilham o mesmo projeto e vêm da Itália com preço promocional de R$ 117.171,60, válido até o fim de dezembro. Depois disso entra em vigor a tabela de R$ 139.490.

O motor é um 2.0 turbodiesel de 130 cavalos com tecnologia SCR para controle de emissões, que requer a utilização de aditivo à base de ureia (Arla 32). Os modelos Jumper e Boxer recebem um câmbio manual de seis marchas. A capacidade de carga dos veículos é de 1.667 quilos. Em volume são 13 metros cúbicos.

A porta lateral deslizante tem 1,25 metro de largura, permitindo o carregamento até por empilhadeiras. E as portas traseiras têm abertura em 270 graus, o que facilita o acesso à carga e a movimentação ao redor do veículo. A largura máxima do compartimento de carga chega a 1,87 metro e o comprimento é de 3,7 m.

A lista de equipamentos de segurança inclui controles eletrônicos de tração e estabilidade, mais assistente de partida em rampa. Segundo a montadora, as suspensões foram adaptadas à realidade brasileira e os freios são superdimensionados. O tanque para 90 litros de diesel garante boa autonomia.

A alavanca de câmbio fica no painel e não no assoalho, permitindo a movimentação do motorista quando ele precisa descer pela porta direita. O condutor conta também com descansa-braço e uma mesinha para anotações ajustável em altura.

A rede de revendas Citroën e Peugeot oferece revisão no mesmo dia, revisões com preço fixo, veículo reserva para deslocamento pessoal se o utilitário tiver de ficar mais de quatro dias em reparo, além de assistência 24 horas com reboque por oito anos.

Os principais concorrentes da dupla Jumper/Boxer são os Mercedes-Benz Sprinter e Renault Master. Ambos recebem motores diesel que dispensam o uso de Arla 32.

24 de novembro de 2018

Publicação: automotivebusiness

Volkswagen vai digitalizar rede de concessionárias a partir de dezembro

Com a ajuda de recursos tecnológicos, marca poderá oferecer nova experiência ao consumidor em lojas menores

GIOVANNA RIATO, AB

Visitar uma concessionária não costuma figurar na lista das melhores experiências de consumo. O processo analógico e, muitas vezes, burocrático de compra de um veículo destoa em um mundo cada vez mais digital. Ciente disso, a Volkswagen desenhou estratégia para transformar esta jornada e, de quebra, resolver outro problema: o investimento estratosférico que os distribuidores precisam fazer para colocar de pé uma revenda da marca. “A partir de dezembro começaremos a implementar o conceito de concessionária digital”, conta Fabio Rabelo, head de digitalização e novos modelos de negócio da montadora no Brasil.

O plano é colocar a novidade em 20 revendas da Volkswagen no próximo mês, ainda como uma ilha digital. A partir de fevereiro de 2019 a companhia deve espalhar o formato em todas as suas lojas na América Latina, em até 10 países. O alcance será grande: a rede de revendas da marca alemã é uma das maiores entre as montadoras no Brasil. Rabelo, no entanto, não especifica quando a companhia pretende inaugurar revendas já nativas digitais, que já nasçam totalmente focadas no novo conceito, mas dá pistas de que isso deve acontecer em breve.

O CARRO É REAL, A EXPERIÊNCIA, DIGITALIZADA

O novo conceito para as concessionárias da marca é de oferecer uma nova jornada para o cliente, totalmente apoiada em recursos tecnológicos e pensada para melhorar a experiência do consumidor. Nada de entrar em uma grande revenda cheia de carros e se sentir deslocado ou de sentar na frente de uma mesa burocrática para falar dos opcionais disponíveis para o veículo. Agora a discussão toda será apoiada nos recursos visuais apresentados em uma grande tela instalada na loja. Ali o vendedor pode ajudar o cliente a escolher o carro que mais se encaixa em suas necessidades, mostrar com clareza a diferença de cada versão dos modelos da marca, suas caraterísticas e o impacto de cada opção no bolso. Tudo claro e simples.

Com um tablet em mãos, o consultor de vendas pode checar na hora se há estoque do modelo em que o cliente está interessado ou verificar condições de financiamento. Para vivenciar a experiência a bordo do veículo, o cliente veste um óculos de realidade virtual que coloca ele na garagem Volkswagen. Neste universo digital, ele escolhe o carro, entra, conhece o interior e verifica as funcionalidades. Se para fechar o negócio ainda precisar de mais, é só agendar um test drive, como conta Rabelo.

“É uma experiência muito melhor para o cliente e um investimento bem mais baixo para o concessionário. Podemos fazer concessionárias menores, de 90 metros quadrados, com toda a jornada apoiada em telas e apenas um ou dois carros expostos”, conta o executivo. Ele cita a possibilidade de inaugurar uma loja Volkswagen dentro de um shopping, por exemplo, e oferecer test drive agendado em carros que ficam no estacionamento, sem a necessidade de ter tudo reunido ali e exposto no espaço físico da marca. Menos investimento para oferecer uma experiência melhor para o cliente, assegura.

Apesar de o modelo de concessionárias menores, sem o amplo showroom, já ser bastante conhecido na Europa, a jornada digital da revenda foi desenvolvida localmente pelo time de Rabelo em parceria com a Vetor Zero, estúdio de 3D e animação. O executivo não revela o valor investido no projeto, apenas aponta que o montante não foi grande perto do potencial de resultado que a solução pode gerar.

23 de novembro de 2018

Publicação: automotivebusiness

Allison mostra caixa automática para ônibus urbanos

Transmissão de seis marchas já opera em chassis Mercedes e Agrale com motor dianteiro

MÁRIO CURCIO, AB

A fabricante de transmissões Allison apresentou dois ônibus urbanos homologados com sua caixa automática 3270. Os coletivos têm motor dianteiro. Um deles utiliza chassi Mercedes-Benz OF 1721 L e o outro, Agrale MA 17. Ambos receberam carroceria fabricada pela Caio. Em agosto a Allison esteve na LatBus & Transpúblico, quando revelou os entendimentos com Agrale e Mercedes para fornecer essa transmissão. O diretor regional da Allison para a América do Sul, Evaldo Oliveira, acredita que as caixas automáticas elevem o preço dos chassis em cerca de 10%. “É um número aproximado porque isso depende da negociação da montadora com o cliente”, afirma o executivo.

“A melhor avaliação é o TCO (sigla em inglês para custo total de propriedade). E nesse caso o retorno do investimento ocorre em cerca de três anos”, garante Oliveira.

Além da Agrale e da Mercedes-Benz, a Allison já negocia também o fornecimento da transmissão 3270 para os chassis Volksbus e Iveco. Evaldo Oliveira recorda que as transmissões automáticas têm como vantagem a maior disponibilidade e menor custo de manutenção, já que não exigem a substituição de embreagem. Estudos de aplicação real revelam que somente esse fator teria gerado uma economia de mais de 80% num período de dez anos na comparação com a caixa manual. E quando associada ao retarder, a transmissão automática traz também redução de custo na manutenção dos freios. Outro exemplo real indica redução de 53% do gasto com substituição de lonas e pastilhas, também num período de dez anos.

As novas transmissões Allison 3270 recebem a tecnologia xFE (Extra Fuel Economy), desenvolvida para redução de consumo de combustível. De acordo com levantamentos realizados pela empresa, o consumo de diesel é pouco maior com a transmissão automática quando a operação ocorre em topografia mais acidentada, mas se equipara ou pode até ser mais favorável que o das caixas manuais em outras condições.

OPERAÇÃO NO BRASIL

A operação brasileira da Allison tem uma equipe de 30 profissionais, além de 20 pontos de atendimento distribuídos pelas principais capitais. A empresa traz as transmissões de sua fábrica americana de Indianápolis (EUA). Aqui são customizadas com suportes e módulos de controle para o mercado regional.

Em média são 3 mil unidades por ano, mas 60% desse total equipa ônibus vendidos na Argentina, onde boa parte da frota urbana utiliza caixa automática. Isso decorre de uma legislação em vigor desde 1993 na capital, Buenos Aires.

Os 40% restantes ficam no Brasil e são aplicados basicamente em caminhões de coleta de lixo e betoneiras. “Essa proporção (60%/40%) deve se inverter em favor do Brasil tanto pela crise no país vizinho como pela perspectiva de encomendas de ônibus com nossas transmissões”, estima o diretor regional da Allison. Vale lembrar que a maioria dos ônibus urbanos é equipada com motor dianteiro, para o qual a nova transmissão foi desenvolvida.

Em todo o mundo a Allison emprega 2,7 mil colaboradores e já produziu mais de 7 milhões de transmissões. A empresa só faz caixas automáticas, vendidas para mais de 100 montadoras. Entre os ônibus, equipa desde os micros até os biarticulados.

Na linha de caminhões, as caixas Allison são aplicadas no Brasil também em veículos de serviço como os bombeiros. E em 2018 a empresa começou a fornecer suas caixas para o Volkswagen Constellation canavieiro.

23 de novembro de 2018

Publicação: Automotivebusiness

Smartphone já é o principal dispositivo para pesquisar sobre carros

Estudo da J.D. Power mostra que 88% dos consumidores usam o celular para levantar informações sobre o modelo que querem comprar

GIOVANNA RIATO, AB

O smartphone é o dispositivo mais usado pelos consumidores interessados em comprar um carro novo para fazer pesquisas. Esta é uma das conclusões do Digital Shopper Experience Study (DSE), realizado pela primeira vez no Brasil pela J.D. Power em parceria com o iCarros a partir da entrevista com 1,4 mil pessoas que planejam investir em um veículo zero quilômetro. A pesquisa investigou a jornada digital dos clientes e descobriu que a Hyundai Brasil e a Volkswagen são as montadoras que garantem a melhor experiência on-line.

O estudo indica que 88% das pessoas pesquisam sobre carro na internet pelo smartphone, enquanto 54% usam também o computador e apenas 7% utilizam o tablete. Entre as gerações mais jovens, o celular é usado de forma ainda mais intensa e passa a ser a plataforma de pesquisa de 99% dos consumidores da geração Z (1995 a 2004), e de 93% dos clientes quando se trata da geração Y (1977 a 1994).

A maioria dos entrevistados para o estudo, 48%, preferem fazer buscas on-line para saber mais sobre carros à noite, entre 18h e 21h, e 91% dos respondentes realizam este processo quando estão em casa, entre segunda e sexta-feira. Para 35%, o objetivo é pesquisar informações sobre o modelo, 32% vão atrás de comentários e avaliações de outros consumidores sobre o veículo e 30% se interessam por comparativos entre carros. Dados sobre preços de serviços e informação sobre o pós - venda são foco da pesquisa de 20% das pessoas. "Esta é uma preocupação principalmente das pessoas mais velhas, que têm experiência com o custo de propriedade do automóvel", conta Fábio Braga, diretor de operações da J.D. Power no Brasil.

23 de novembro de 2018

Publicação: Automotivebusiness

Fras-le é fornecedora global do ano da Meritor

Fabricante de pastilhas e lonas de freios das Empresas Randon recebeu prêmio nos EUA

REDAÇÃO AB

A Fras-le foi indicada melhor fornedor global do ano da Meritor. Fabricante de pastilhas e lonas de freios do grupo brasileiro Empresas Randon, sediado em Caxias do Sul (RS), há 20 anos a Fras-le fornece componentes à Meritor, que produz eixos trativos para caminhões e ônibus. O prêmio foi recebido na quinta-feira da semana passada, 15, em Detroit, nos Estados Unidos.

A premiação foi recebida pelo CEO da Fras-le, Sérgio de Carvalho, ao lado de outros executivos da empresa. “Estamos extremamente agradecidos e honrados com esta premiação recebida de uma organização de classe mundial como a Meritor, e continuaremos com nossos esforços para fortalecer esta parceria através de um suporte comercial e técnico de excelência”, disse Bob Harrison, vice-presidente sênior de vendas e marketing da Fras-le North America.

Meritor e o grupo de autopeças das Empresas Randon mantêm longos anos de parceria. As empresas são sócias na Master, fabricante de sistemas de freios para veículos comerciais, e já tiveram sociedade na Suspensys, que produz conjuntos de suspensões.

23 de novembro de 2018

Publicação: Automotivebusiness

Volvo FH completa 25 anos no auge do desempenho

Caminhão mais caro vendido no País tem fila de espera de até seis meses

PEDRO KUTNEY, AB | De Curitiba (PR)

A eficiência do Volvo FH parece superar qualquer susto com relação ao preço de aquisição do caminhão extrapesado mais caro vendido no Brasil, acima dos R$ 400 mil. Ao completar 25 anos de seu lançamento global e 20 anos de produção na fábrica brasileira da marca sueca, em Curitiba (PR), o FH mostra que está no auge de seu desempenho comercial por aqui: atualmente os clientes enfrentam filas de espera para comprar o modelo que podem chegar a seis meses, as encomendas de novembro só serão entregues em abril. Por isso a Volvo abriu contratações este mês para completar a operação do segundo turno na planta paranaense e assim tentar atender os pedidos mais rapidamente.

As vendas do FH dispararam este ano com o crescimento do agronegócio e a necessidade dos transportadores do segmento em renovar suas frotas na busca de caminhões mais eficientes, de maior capacidade de carga e menor consumo. De janeiro a outubro foram vendidas quase 7 mil unidades, número 98% superior ao verificado nos mesmos meses de 2017. “Estamos crescendo perto de 1,5 ponto acima da média do segmento de pesados e lideramos as vendas de (cavalos-mecânicos) 6x4 com 40% de participação”, afirma Bernardo Fedalto, diretor comercial do Grupo Volvo América Latina. O volume do mercado doméstico equivale a cerca de 75% da produção da linha FH em Curitiba, os 25% restantes são exportados para países latino- americanos.

“Não é possível ser competitivo sem trabalhar com as tecnologias de ponta. O FH traz isso ao Brasil desde o seu lançamento aqui, [o modelo] é testemunha da evolução tecnológica do caminhão”, afirma Fedalto.

Em 25 anos, a Volvo vendeu 1 milhão de modelos FH no mundo e 130 mil na América Latina, cerca de 100 mil deles no Brasil. Para comemorar a longevidade bem-sucedida de seu campeão de vendas, a Volvo do Brasil decidiu replicar aqui a série especial comemorativa FH 25 Years, lançada este ano também na Europa. Com cabine vermelha perolizada – para lembrar os primeiros FH vendidos no mercado brasileiro –, o modelo vem pacote completo de equipamentos, como controle eletrônico de estabilidade, sensor de mudança de faixa e de ponto cego, piloto automático inteligente (ACC) com frenagem automática, freios eletrônicos a disco com ABS, sensor de chuva, além de acabamento luxuoso da cabine, incluindo tela multimídia de sete polegadas e revestimento em couro com costura colorida de bancos e volante.

Apenas 25 unidades foram colocadas à venda e todas elas já foram adquiridas por transportadores selecionados pela fabricante. “Não são os maiores clientes, mas aqueles que vêm comprando as diversas gerações do modelo desde o seu lançamento aqui”, explica Fedalto. Segundo ele, a versão “com todos esses equipamentos custaria cerca de R$ 600 mil, mas decidimos colocar à venda pelo mesmo preço de um FH normal, em torno de R$ 400 mil”. O executivo conta que houve quem quisesse comprar todos os 25, “mas vamos entregar só um por empresa escolhida”, garantiu.

PIONEIRO TECNOLÓGICO

O FH foi lançado pela Volvo na Europa em 1993 e no mesmo ano o primeiro lote foi importado pela subsidiária brasileira, que iniciou as entregas em 1994. O modelo trouxe muitas novidades, como a cabine avançada (cara-chata) ainda pouco vista no País até então, desenho pensado no conforto do motorista, assim como motor eletrônico e freios com sistema antitravamento ABS.

“No começo todos estranharam essas evoluções tecnológicas, diziam que um caminhão assim não daria certo no Brasil”, lembra o engenheiro de vendas Ricardo Tomasi, que trabalha na Volvo desde 1991 e testemunhou o lançamento do moderno cavalo-mecânico sueco. Mas a eficiência logo superou preconceitos e em 1998 a linha FH com motor de 380 cavalos começou a ser produzida na fábrica de Curitiba – foi o primeiro caminhão com airbag opcional para o motorista.

O FH seguiu sendo um pioneiro tecnológico, com introdução precoce no Brasil de equipamentos como computador de bordo em 1999 e o câmbio automatizado I-Shift em 2003, que hoje equipa quase 100% dos Volvo extrapesados vendidos no País. Um grande pacote de sistemas de segurança passiva e ativa chegou a partir de 2010, incluindo controle eletrônico de estabilidade (ESC), monitor de faixa de rodagem, freios eletrônicos a disco, sensor de ponto cego, bafômetro, piloto automático adaptativo (ACC) e detector de atenção do motorista.

Em 2014, mesmo diante do cenário de mercado desfavorável, a Volvo tomou a decisão de produzir no Brasil a mais nova geração do FH, lançada cerca de um ano antes na Europa, que chegou ao mercado nacional de 15% a 20% mais cara que a anterior, com novos avanços tecnológicos na suspensão e na conectividade, como o programa de navegação preditiva I-See, que interpreta a rota à frente e indica ações ao motorista e ao próprio caminhão, como acelerações e reduções de marcha. “O FH marca a decisaão da Volvo do Brasil de sempre trazer ao País o que há de mais moderno no menor espaço de tempo”, diz Fedalto.

“O FH foi a base de crescimento da Volvo no Brasil”, afirma Tomasi. De fato, hoje o modelo representa 80% das vendas da marca sueca no País e tem cerca de 65% de nacionalização. Alguns componentes importados da transmissão automatizada I-Shift são justamente o principal gargalo de produção.

26 de Novembro de 2018 (10:44)

Publicação: Zero Hora - Economia

Mitsubishi Motors remove Carlos Ghosn da presidência do conselho | GaúchaZH

A Mitsubishi Motors informou hoje que seu conselho de administração votou pela remoção do executivo brasileiro Carlos Ghosn da presidência do colegiado. Na última quinta-feira (22), Ghosn foi afastado também do comando do conselho da Nissan, três dias depois de ser preso em Tóquio por supostas irregularidades financeiras.

A Nissan, que é parceira da Mitsubishi e da francesa Renault numa aliança das três montadoras, acusa Ghosn de ter fraudado sua declaração de renda por anos seguidos.

O atual chefe-executivo da Mitsubishi, Osamu Masuko, vai acumular o cargo de presidente do conselho da empresa.

Segundo a Mitsubishi, Ghosn perdeu a confiança da Nissan e não é mais capaz de cumprir suas funções. A Nissan tem participação de 34% na Mitsubishi. Fonte: Dow Jones Newswires.

25 de Novembro de 2018

Publicação: Folha - Economia

Japonesa Nissan prepara volta de jipe X-Trail ao Brasil

EDUARDO SODRÉ

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Nissan quer trazer de volta ao Brasil o utilitário esportivo X-Trail. As duas primeiras gerações desse jipe de luxo japonês foram vendidas no país entre 2005 e 2009.

O modelo passou por uma grande mudança em 2013 e recebeu alguns retoques na linha 2018. A parte mecânica é bem diferente das versões antigas, que só contavam com motores a gasolina.

A montadora japonesa avalia quais serão as opções no Brasil, e o X-Trail híbrido é o principal candidato.

Uma unidade com essa tecnologia, que combina um motor 2.0 a gasolina a outro, elétrico, foi exposta no estande da marca no Salão do Automóvel de São Paulo, realizado neste mês.

As únicas semelhanças do jipe atual com o último modelo vendido no Brasil são o comprimento -cerca de 4,60 metros- e a logomarca.

A geração atual do Nissan X-Trail tem sistemas semiautônomos de direção, com frenagem automática em caso de emergência e sensores que leem as faixas de trânsito e emitem alertas, caso o veículo comece a invadir a pista ao lado.

A tela do sistema multimídia pode ler ou exibir mensagens de redes sociais, outro recurso inexistente em 2009.

Três adultos se acomodam no banco traseiro sem muito aperto. No porta-malas, cabem 565 litros de bagagens.

Quando chegar ao Brasil, o Nissan X-Trail vai concorrer com os utilitários de luxo Volkswagen Tiguan Comfortline (R$ 150 mil), Peugeot 3008 (R$ 161 mil) e Chevrolet Equinox Premier (R$ 164,7 mil).

O X-Trail é fabricado no Japão e na Rússia. Em 2017, foi o utilitário esportivo mais vendido do mundo. É também o carro mais comercializado da Nissan, que passa por problemas administrativos.

O executivo franco-brasileiro Carlos Ghosn, que presidiu a marca por quase 20 anos –período em que a empresa se associou à Renault e voltou a ser rentável– e hoje é o presidente do conselho, foi preso em Tóquio por suspeita de fraude fiscal.

24 de Novembro de 2018 (17:07)

Publicação: Zero Hora - Economia

Com aposta em realidade virtual, Fiat e VW lançam concessionárias digitais | GaúchaZH

A experiência digital chega às lojas de automóveis. Na terça-feira, 27, a Fiat vai inaugurar em São Paulo a primeira concessionária no País onde há apenas três carros expostos, mas a linha completa de produtos da marca pode ser vista de todos os ângulos e em todas as cores e opcionais disponíveis por meio de recursos digitais. É possível até "entrar" no veículo com equipamento de realidade virtual. Em dezembro será a vez da Volkswagen iniciar um projeto piloto semelhante em 10 revendas, sendo duas na cidade de São Paulo.

Com grandes telas sensíveis ao toque, tablets e óculos 3D, o consumidor pode ver todos os detalhes internos e externos do veículo, opções de cores e equipamentos e, virtualmente, acessar seu interior. Também verifica valor, condição de pagamento e média de preço do carro usado que fará parte do pagamento.

As montadoras afirmam que a ideia é dar suporte e facilitar o processo de compra com experiências de interatividade com o produto e a marca. Paralelamente, há uma redução de custos para o concessionário. Uma loja digital pode ter área a partir de 90 metros quadrados, enquanto a convencional parte de 500 a mil metros quadrados.

O número de funcionários também é menor. Outra vantagem é poder ocupar pequenos imóveis em regiões nobres onde não há disponibilidade de grandes áreas, assim como shopping centers ou mesmo espaços temporários em eventos.

A redução de custos em razão de tamanho, infraestrutura e número de funcionários pode variar de 30% a 70%, na comparação com a loja convencional, calcula a Volkswagen.

A primeira loja digital no País será aberta pelo grupo Amazonas, revendedor Fiat há 26 anos. A tecnologia do sistema foi desenvolvida no Brasil pela montadora em parceria com a Samsung. A revenda está instalada na avenida Pacaembu, na capital paulista e, segundo a Fiat, é a primeira da marca no mundo, que opera em conjunto com a Chrysler, dona da Jeep.

Outras três revendas da marca italiana estão programadas para serem abertas até março nos bairros Itaim, Jardins e Tatuapé. Ao longo de 2019, o conceito será estendido a várias cidades do interior de São Paulo e outros Estados.

No caso da Volkswagen, que também estreia no Brasil o novo formato de venda, a tecnologia é um desenvolvimento conjunto entre a montadora, a Vetor Zero e a IBM.

O plano da marca alemã é estender o novo modelo de vendas para cerca de 100 dos 506 pontos de venda da marca ao longo de 2019, inicialmente dentro das concessionárias atuais, informa o presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores Volkswagen (Assobrav), Luiz Eduardo Guião.

"Será uma espécie de ilha digital dentro das revendas", explica Guião. O conceito também será levado a concessionárias de outros países da região.

Óculos

Na loja virtual da Volkswagen - que teve demonstração para o público que visitou o Salão do Automóvel de São Paulo, encerrado no domingo -, a interatividade ocorre por meio de um telão de 50 polegadas que permite ao consumidor ver detalhadamente o carro por dentro e por fora apenas com o toque do dedo.

Além disso, óculos de realidade virtual levam o cliente para dentro do carro, onde pode ver de perto detalhes do painel, dos bancos e do câmbio, por exemplo. "Com essa tecnologia as concessionárias podem ter área a partir de 90 m², com apenas um ou dois carros expostos", diz Fabio Rabelo, responsável pela área de digitalização da montadora. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

26 de novembro de 2018

Publicação: Valor econômico

Ações da GM sobem em NY após montadora anunciar corte de modelos Por Valor, com agências internacionais

Por Valor, com agências internacionais

SÃO PAULO - Segundo agências internacionais de notícias, as ações da General Motors subiam 7,18% (por volta das 14h) em Nova York, depois que a montadora anunciou que irá paralisar a produção de vários modelos de seus carros e que pretende fechar algumas de suas plantas ao redor do mundo, o que implicaria na demissão de cerca de 15% de seu staff na América do Norte.

Segundo a CEO da GM, Mary Barra, as medidas, que devem promover uma redução de custos no valor de US$ 4,5 bilhões, vão proporcionar "uma maior agilidade e lucratividade, enquanto permite uma maior felixibilidade para investir no futuro". No comunicado, a executiva afirma que mais recursos serão alocados para as áreas de veículos elétricos e autônomos.

Mais cedo, as negociações com os papéis da companhia chegaram a ser suspensas em Nova York.

Apesar da alta desta segunda-feira (26), a ação da montadora acumula queda de 14,23% no ano.

26 de novembro de 2018

Publicação: Valor econômico

GM planeja encerrar operações em Oshawa, Canadá, diz agência

Por Dow Jones Newswires

DETROIT (EUA) - A General Motors planeja encerrar as operações na cidade de Oshawa, no Canadá, de acordo com fontes próximas do assunto, a mais recente de uma série de medidas de redução de custos da empresa de Detroit.

A decisão vai afetar cerca de 2,8 mil trabalhadores em Oshawa, a leste de Toronto, onde a GM constrói picapes e sedãs, e acontece no momento em que o setor automobilístico canadense luta pela manutenção de postos de trabalho e para atrair novos investidores.

Duas fontes disseram que as operações da GM em Oshawa vão fechar antes do fim de 2019. A medida faz parte de uma reestruturação global da GM que envolve a aproximação aos veículos híbridos e de baixa emissão, o que também vai afetar fábricas de outros países, disse uma fonte.

26 de novembro de 2018

Publicação: Valor econômico

Ghosn tinha muito poder, diz diretor-presidente da Nissan

Por Dow Jones Newswires

Bloomberg

TÓQUIO - Carlos Ghosn tinha muito poder como presidente do conselho da Nissan porque também liderava a Renault, a maior acionista da montadora japonesa, disse nesta segunda-feira o diretor-presidente da Nissan, Hiroto Saikawa, a funcionários. A afirmação consta de transcrição de parte da conversa entre Saikawa a funcionários obtida pelo “Wall Street Journal”.

Essa foi a primeira vez que Saikawa se dirigiu aos funcionários desde a prisão de Ghosn, ocorrida há uma semana em Tóquio. Na conversa, ele notou que era um problema que executivos da Nissan se comunicassem frequentemente com seus parceiros na Renault por meio de Ghosn. Sem Ghosn, disse Saikawa, a comunicação será feita de forma direta, o que deve ajudar a autonomia da empresa.

A Renault possui 43,4% da Nissan, enquanto a Nissan é dona de uma parcela de 15% da empresa francesa. As duas empresas formam uma aliança desde 1999.

Segundo uma fonte que acompanhou a conversa, Saikawa não mencionou detalhes das acusações contra Ghosn e também não propôs revisões específicas da aliança formada pela Nissan com a Renault.

Procuradores suspeitam que Ghosn deixou de declarar 5 bilhões de ienes (US$ 44 milhões) em cinco anos em documentos apresentados ao órgão regulador do mercado de capitais do Japão até 2015. Separadamente, uma investigação interna da Nissan mostrou que o executivo usou recursos da empresa para fins pessoais, como a compra de casas em cidades como Rio de Janeiro e Beirute.

A Nissan afastou Ghosn da presidência do conselho na quinta-feira. A decisão foi unânime entre os membros do colegiado. Hoje, o conselho da Mitsubishi — empresa na qual a Nissan é a maior acionista — também votou pela destituição do executivo do cargo de presidente do conselho.

O executivo não pode ser contatado para comentar as acusações. De acordo com a emissora NHK, ele negou, em depoimento, que tenha subestimado seu salário em documentos oficiais da Nissan.

Segundo uma fonte, a defesa de Ghosn é feita pelo ex-procurador japonês Motonari Otsuru e pelo escritório de advocacia americano Paul, Weiss, Rifkind, Wharton & Garrison LLP, que defende os principais bancos de Wall Street.

26 de novembro de 2018

Publicação: Valor econômico

Brasil garante competitividade e lucratividade para a Scania

Por Marli Olmos | De São Bernardo do Campo

Na semana passada, Henrik Henriksson, presidente mundial da Scania, passou um dia numa aprazível praia do Guarujá, no litoral paulista. Ali ele apresentou a concessionários e frotistas a nova geração de caminhões da marca, que segue o padrão do que a montadora produz na Suécia, França e Holanda. Isso garante que a fábrica de São Bernardo do Campo (SP) continue a ser uma importante base exportadora para mercados exigentes como a Europa. Este ano, a Scania vai exportar 63% do que produz na fábrica do ABC.

Na contramão do que a maioria dos executivos desse e outros setores reclamam, Henriksson diz que o Brasil é competitivo, sim, e que, por isso a Scania está no país. Segundo o executivo, que assumiu o cargo em janeiro de 2016, a mão de obra brasileira é habilidosa e os fornecedores de componentes oferecem produtos de qualidade. Segundo ele, a operação na região é lucrativa há pelo menos dez anos.

Nem mesmo a oscilação cambial, motivo de constantes queixas de exportadores, atrapalha a Scania. Se a empresa perde na exportação por um lado, por outro ganha na importação. "Nas últimas semanas a valorização do real nos ajudou a importar", destaca.

Mas a instabilidade econômica não prejudica os negócios? "Ao contrário", responde prontamente o executivo sueco. Os altos e baixos de cada mercado servem para guiar a estratégia de produção da montadora. Um cenário adverso aqui leva ao deslocamento da produção para outras fábricas do mundo e vice-versa. Afinal, o produto é o mesmo.

Segundo Henriksson, o segredo dessa tranquilidade na companhia é fabricar produtos com um único padrão de qualidade internacional. O evento no Guarujá marcou a adesão da filial brasileira à drástica renovação mundial na linha de produtos, que levará para as estradas de todo o mundo caminhões preparados para permitir que o mesmo veículo receba diferentes opções energéticas, que vão do biodiesel e baterias até veículo autônomo. A modernização faz parte do programa de investimentos de R$ 2,6 bilhões, que será concluído em 2020

Graças à exportação, a Scania não sofreu com a crise. No ano passado, enquanto outros fabricantes de caminhões cortavam turnos e demitiam a Scania mantinha o ritmo para atender aos contratos de exportação de caminhões e ônibus para América, África e alguns países da Europa. O maior contrato é com a Rússia. As vendas externas chegaram a absorver 70% da produção durante a crise. Agora, com a recuperação do mercado interno a fatia baixou para 63%.

No decorrer da semana, ao regressar à fábrica de São Bernardo, onde recebeu o Valor, Henriksson estava animado com as notícias que recebeu dos frotistas e concessionários que encontrou no Guarujá. Veio contente da conversa com os frotistas. "Eles se mostraram otimistas com as perspectivas econômicas pós-eleição; principalmente no agronegócio", disse.

Graduado na área de administração, aos 58 anos Henriksson é o primeiro executivo a assumir o comando mundial da Scania sem formação em engenharia. Ao ingressar na empresa, em 1996, recebeu tarefas que nada tinham a ver com o que aprendera na faculdade. O treinamento em Södertälje, sede da Scania, a cerca de 30 quilômetros de Estocolmo, foi na oficina de uma concessionária que pertencia à montadora. Ele lembra como a mãe lamentava ver o filho recém-formado mexendo na graxa.

O aprendizado o ajudou, mais tarde, a trabalhar na área comercial. Antes de assumir a presidência mundial, Henriksson morou em Johanesburgo, onde comandou as operações na África.

A subsidiária brasileira sempre teve posição de destaque dentro da companhia. Segundo Henriksson, a operação em São Bernardo, que no ano passado completou 60 anos, tem a mesma importância da matriz, na Suécia, e da Holanda e França, onde a montadora também tem fábricas. A Scania faz parte do grupo Volkswagen, que acaba de criar um novo nome para as marcas de caminhões - Traton. A empresa não revela o faturamento na América Latina.

Henriksson diz que sustentabilidade passou a ser uma questão muito séria no setor de transportes e que as empresas que não se enquadrarem nos padrões exigidos pela mudança climática não vão sobreviver. "As próximas gerações não vão querer comprar produtos, investir ou mesmo trabalhar numa empresa que não for sustentável", destaca.

O executivo diz que as preocupações dos transportadores com eficiência e também com sustentabilidade têm rejuvenescido a frota na Europa. Ele calcula que hoje os caminhões que rodam no continente têm, em média, quatro a cinco anos. A média dos que trafegam pelas estradas brasileiras é de 17 anos.

Segundo ele, com a nova geração de caminhões, a Scania deixa de ser uma montadora de veículos para tornar-se uma empresa de soluções. "Por mais que as ferramentas digitais avancem o comprador de um caminhão só vai se convencer de que está fazendo um bom negócio quando lhe mostrarmos as contas, num papel, numa conversa olhos nos olhos", destaca.

Na Europa, diz, o maior problema no transporte rodoviário, hoje, é a falta de motoristas. "Ninguém quer mais um trabalho que o deixa dias longe da família". A Scania se prepara, diz, para, por meio da conectividade, facilitar o revezamento de motoristas por região. "Além disso, temos que tornar os caminhões cada vez mais confortáveis", destaca.

Quanto à mãe de Henriksson, depois do susto inicial, a evolução da carreira do filho a deixa satisfeita. Prestes a embarcar de volta para casa, na quinta-feira, o executivo já pensava no domingo, quando ele e a mãe planejavam preparar o "svartsoppa", um ensopado de ganso, prato típico servido no sul da Suécia no início do inverno.

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