14 de agosto de 2019

Publicação: Valor Economico

Schalka quer setor na defesa da Amazônia

Estoque alto desafia fabricantes de celulose

Por Stella Fontes | De São Paulo

O excesso de estoques de celulose, que chegou a níveis históricos entre o fim do ano passado e o início deste ano, está desafiando a indústria global. Há duas saídas para o quadro atual: forte retomada das compras por parte dos chineses, que está sujeita às condições macroeconômicas, ou redução mais drástica na oferta da matéria-prima, que depende do plano de cada companhia. Sobre essa opção, porém, não há consenso no setor.

Maior produtora de celulose de mercado do mundo, a Suzano reduziu a 9 milhões de toneladas a produção prevista para este ano, ante capacidade instalada de 11 milhões de toneladas anuais. Além da brasileira, a chilena CMPC disse que avalia a possibilidade de prolongar paradas programadas. E ao menos três produtores de celulose fibra longa já restringiram a produção, ainda que em pequena escala. O movimento não foi suficiente para conter a queda dos preços internacionais, que chegaram ao custo marginal de produção mas ainda não desencadearam novos anúncios de redução de oferta.

Para o presidente da Suzano, Walter Schalka, o ritmo de ajuste no mercado global vai depender da modelagem de retirada de celulose do mercado. Durante a 14ª conferência latino-americana da Fastmarkets Risi, o executivo convocou seus pares à reflexão e afirmou que, ao analisar os diferentes fatores que afetam os custos em geral, todos os produtores vão descobrir que existe uma "última tonelada" de celulose que não está gerando o retorno adequado.

"Nós, brasileiros, somos os mais competitivos, mas não temos a obrigação única de gerar caixa e, sim, retorno sobre o capital empregado. Nossa responsabilidade é maior do que isso: criar valor de forma sustentada e reduzir a volatilidade", afirmou. Conforme Schalka, a deflação de US$ 260 por tonelada da celulose de fibra curta "não agrega valor para ninguém". "A indústria brasileira é muito relevante globalmente nesse caso. Juntos, Chile, Uruguai e Brasil têm um peso importante no mercado global", acrescentou.

Na Eldorado, de acordo com o diretor comercial Rodrigo Libaber, não há avaliação, neste momento, sobre reduzir produção, embora a companhia sempre avalie o que pode ser feito para trazer mais estabilidade e menos volatilidade ao mercado. "Uma restrição de produção está sempre em pauta a partir do momento em que entendemos que vai fazer a diferença no mercado como um todo", observou. Contudo, quando há outros fatores a serem enfrentados, a redução não é viável. "Se achar que o ajuste de produção vai surtir efeito imediato, a gente vai avaliar com carinho. Mas hoje há outros fatores que não estão equacionados", disse.

Segundo Libaber, a China vai crescer, a demanda vai voltar e a questão, neste momento, é poder optar por ter estoques maiores, mas não em corte de produção.

Para o principal executivo do negócio de celulose do grupo chileno CMPC, Jaime Argüelles, a queda dos preços da matéria-prima é parte normal da evolução do mercado de commodities, que tem volatilidade, mas a companhia poderá partir para a redução de oferta. "Acho que estamos na parte baixa do ciclo, perto ou já no fundo, mas pensamos que isso é parte do negócio", disse.

O executivo disse que a CMPC não enfrenta um problema grande de estoques e que avalia a redução do volume de produção para preservar florestas e vender seus produtos a preços melhores, porém sem especular. "Gostamos mais da estabilidade, mas se o preço estiver muito baixo, também podemos tomar essa decisão [de reduzir produção]", afirmou, acrescentando que a companhia está avaliando a extensão de paradas anuais já programadas.

Na Suzano, Schalka admite que a companhia errou em sua estratégia comercial de celulose, ao segurar a oferta de fibra diante da queda dos preços iniciada no fim do ano passado. Mas chama a atenção para um "erro estatístico" na análise dos números do setor. O aumento dos estoques, que tradicionalmente giravam em torno de 35 dias a 37 dias, para 52 dias, segundo os últimos dados disponíveis, sugere que houve uma alta "brutal" nos volumes, quando na verdade o que ocorreu foi a transferência de volumes que antes estavam nas mãos dos compradores para os produtores, explicou.

"Isso dá a impressão de que estoques subiram brutalmente. Eles não subiram [tão agressivamente], mas mudaram de mãos", afirmou. A estimativa da companhia é a de que os estoques no comprador tenham subido cerca de 700 mil toneladas, enquanto entre 1,7 milhão e 1,8 milhão de toneladas tenham sido transferidas do comprador para o produtor. À medida que os inventários sejam reduzidos e mais fábricas interrompam a produção por causa dos preços baixos, afirmou o executivo, as cotações começarão a se recuperar. "A data, não consigo prever."

Para o segundo semestre, a meta é reduzir os estoques da companhia, hoje de cerca de 3 milhões de toneladas. O nível pretendido, porém, não é informado - o volume normal é de 1,5 milhão de toneladas. Conforme Schalka, o consumo de papel na China sofreu pouca alteração e a demanda de tissue segue muito próxima do Produto Interno Bruto (PIB). "O consumo chinês não foi afetado de forma relevante", afirmou, acrescentando que, diante disso, a expansão do consumo global de celulose deve seguir ao redor de 2% ou 3% ao ano.

12 de agosto de 2019

Publicação: Valor Economico

Suzano reduzirá envios à China nos próximos meses

Por Stella Fontes | De São Paulo

Em linha com a estratégia de reequilibrar seus estoques de celulose, a Suzano vai reduzir os embarques para a China nos próximos três ou quatro meses. Essa iniciativa, combinada à melhora das vendas frente ao primeiro semestre, deve contribuir para a redução do volume de fibra de eucalipto estocado naquela região, de acordo com o diretor de comercial celulose da companhia, Carlos Aníbal.

"A combinação de maiores volumes de venda, a saída dos volumes da Klabin e a produção menor vão conduzir a queda de nossos estoques até o fim do ano", afirmou o executivo. A Suzano pretende encerrar 2019 com inventários menores do que os atuais. Ao fim do segundo trimestre, eles estavam praticamente estáveis ante março, ao redor de 3 milhões de toneladas, o dobro do nível considerado normal.

Junto com os resultados do segundo trimestre, a companhia anunciou que pretende produzir 9 milhões de toneladas de celulose neste ano, no piso do intervalo fornecido em maio, frente a 10,3 milhões de toneladas no ano passado e 11 milhões de capacidade instalada. No primeiro semestre de 2019, a produção de fibra foi de cerca de 4,3 milhões de toneladas. Além disso, a partir de agora, a Klabin será responsável pela comercialização direta de toda a celulose que produz, após ter decidido encerrar o contrato comercial relativo à fibra curta que mantinha com a Fibria, comprada pela Suzano.

Conforme Aníbal, a demanda de celulose vem melhorando na China desde março e, em julho, as vendas da fibra ficaram dentro do esperado, "mas com alguma pressão sobre os preços". Diante disso, no curto prazo, a expectativa da companhia é de melhora do mercado, que sentiu a desaceleração da atividade econômica global. Mas, diante das incertezas geopolíticas, ainda é difícil fazer projeções mais específicas. "Acreditamos em melhora do mercado nos próximos meses e vemos os clientes trabalhando da 'mão para a boca'. Quando a confiança for retomada, veremos uma reestocagem [de celulose nos clientes] rápida", comentou.

Aníbal destacou que o aumento das tensões comerciais entre China e Estados Unidos acabou atingindo o negócio de celulose, e levou os produtores a lidar com uma forte correção dos preços da fibra. Além disso, não houve paradas inesperadas de produção, como ocorreu em 2017 e 2018, o que contribuiu para o cenário de sobreoferta visto neste momento.

Os preços menores da matéria-prima devem seguir reduzindo o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) no segundo semestre e, diante disso, a alavancagem financeira da Suzano tende a continuar subindo, de acordo com Marcelo Bacci, diretor de Finanças e Relações com Investidores.

12 de agosto de 2019

Publicação: Valor Economico

Preço em queda faz Suzano rever investimento

Por Stella Fontes | De São Paulo

O cenário mais difícil do que o esperado para o negócio de celulose, cujos preços exibem queda acentuada neste ano, levou a Suzano a reduzir os investimentos previstos para 2019. A maior produtora mundial de fibra de eucalipto prevê agora desembolsos de R$ 5,9 bilhões, quase 8% abaixo dos R$ 6,4 bilhões iniciais.

Em entrevista ao Valor, o presidente da companhia, Walter Schalka, explicou que a medida faz parte de um conjunto de iniciativas financeiras que têm sido adotadas para proteger a empresa do cenário mais ácido. A Suzano também emitiu um bônus para alongar sua dívida e eliminou todos os compromissos que previam algum "covenant".

Do lado operacional, a empresa reiterou a mensagem de que produzirá menos do que o volume que pretende vender neste ano, para ajustar seus estoques. Em maio, a companhia havia anunciado que a produção ficaria entre 9 milhões e 9,4 milhões de toneladas, abaixo da capacidade instalada de 11 milhões de toneladas. Ontem, informou que o volume ficará no piso do intervalo, "a depender das condições do mercado global de celulose".

A meta é chegar ao fim do ano com estoques menores - a companhia não informa o nível almejado -, que no encerramento do segundo trimestre permaneciam em torno de 3 milhões de toneladas, com aumento marginal em relação a março. De abril a junho, foram produzidas 2,22 milhões de toneladas da fibra, queda de 8% na comparação anual e alta de 2% ante os três primeiros meses do ano. As vendas, por sua vez, caíram 14% ante o segundo trimestre do ano passado, a 2,21 milhões de toneladas. Na comparação com o primeiro trimestre, houve alta de 28%.

Segundo Schalka, o negócio de celulose enfrenta um desafio conjuntural, externo à companhia, e a expectativa é de que haja recuperação gradual dos preços em algum momento. A boa notícia é que não houve queda no consumo de fibra na China e, agora, há retomada na produção de papel no país asiático, o que indica que houve regularização dos estoques nos clientes. "Ainda existe um certo volume de estoques no mercado, acima da necessidade e do nível adequado. Há rumores de fechamento de várias capacidades e isso provavelmente levará a um processo gradual de recuperação [dos preços], mas é difícil falar em prazos".

No segundo trimestre, a Suzano teve receita líquida de R$ 6,67 bilhões, com queda de 16% na comparação anual e alta de 17% frente aos três primeiros meses do ano. O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado caiu 24%, a R$ 3,1 bilhões, mas subiu 12% na comparação trimestral. A última linha do balanço ficou positiva em R$ 700 milhões, ante prejuízo de R$ 2,06 bilhões um ano antes, beneficiada pelo impacto positivo da desvalorização cambial na parcela da dívida em moeda estrangeira e pela linha de depreciação, exaustão e amortização, ainda na esteira da compra da Fibria.

Segundo Schalka, a Suzano demonstrou resiliência e disciplina operacional e financeira no trimestre, e a captura de sinergias com a Fibria está dentro do esperado. "A companhia é resiliente e está tranquila para enfrentar o mercado", disse. Para o executivo, a recuperação dos resultados na comparação trimestral é sustentada.

15 de Agosto de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Voith participa da 7ª Semana de Celulose e Papel de Três Lagoas com inovações da Indústria 4.0 e seus impactos no setor

Entre os dias 27 e 29 de agosto, acontece na Suzano de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, a 7ª Semana de Celulose e Papel. Fornecedora completa para o mercado de papel, a Voith é uma das patrocinadoras e palestrantes do encontro.

O evento traz para a discussão o capital humano como centro gerador dos diferenciais competitivos, e questiona como o setor de celulose e papel vem investindo em seu principal ativo com foco na inovação tecnológica.

Neste contexto, o Sales Manager da Voith Paper América do Sul, Ivan Medeiros, contribuirá para o debate com sua palestra “Como as inovações da Indústria 4.0 impactam a produção de Papel e Celulose", a ser realizada no dia 28 de agosto, das 12h10 às 12h40. Após sua apresentação, alguns minutos serão dedicados para um debate com os participantes.

Para mais detalhes sobre a 7ª Semana de Celulose e Papel de Três Lagoas, basta acessar o site.

14 de Agosto de 2019 (12:34)

Publicação: Money Times - Notícias

Ações da Klabin e da Suzano são baratas, diz Itaú BBA

“Estamos revisando nossas estimativas para que a Suzano e a Klabin". A afirmação se insere em relatório do Itaú BBA sobre a Klabin (KLBN11) e a Suzano (SUZB3), no qual os analistas mantêm a recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado), além de atualizarem os preços-alvo das ações para R$ 21,00 e R$ 47,00 - respectivamente. Os upsides (potenciais de valorização) são de 33,5% e 44,3% - na mesma ordem.

14 de Agosto de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Valmet lança novo módulo óptico de ultra-alta definição para a análise de fibras

A Valmet, líder mundial no desenvolvimento e fornecimento de tecnologias, automação e serviços para os setores de celulose, papel e energia, acaba de lançar a nova versão do Analisador de Imagem de Fibra Valmet FS5. Com os seus mais de 35 anos de experiência em medições de morfologia da fibra em laboratório e online, a Valmet apresenta o módulo óptico, de altíssima definição, que mede fibras com uma resolução muito maior, expandindo suas áreas de aplicação e aumentando a precisão das medições.

“Os analisadores de morfologia de fibras da Valmet vem sendo utilizados por muitos anos, com suas tecnologias cada vez mais consolidadas, na América do Sul. O desenvolvimento deste equipamento é feito em parceria com os seus usuários e sua aplicação vai desde as áreas acadêmicas, em Universidades, até os mais desenvolvidos centros de Pesquisa e Desenvolvimento dos fabricantes de celulose e papel", conta o gerente de vendas da Valmet, André Kakehasi.

Desde o seu lançamento em 2013, o Analisador de Imagem de Fibra Valmet FS5 possibilitou realizar medições padronizadas e precisas de morfologia de fibra, sem necessidade de treinamento especial na sua utilização, na preparação de amostras ou na instalação no laboratório. “A plataforma Valmet FS5 foi validada por mais de cem clientes satisfeitos em todo o mundo. Graças às possibilidades oferecidas pelo novo módulo óptico, tivemos um feedback positivo de nossos antigos e novos clientes", afirma o diretor da linha de produtos de Analisadores, Medidores e Soluções de desempenho da Valmet, Tuomo Kälkäjä,.

Agora, o novo Valmet FS5 apresenta uma célula de medição mais ampla para melhor medição de Shives; este módulo conta, também, com uma área de imagem maior para medir fibras mais longas e em maior quantidade, e uma câmera de ultra-alta definição que analisa fibras de forma mais rápida e com maior nitidez, para detecção de fibrilas e partículas pequenas. O novo módulo óptico também está disponível como uma atualização dos analisadores Valmet FS5 já existentes.

“As melhorias na parte óptica permitem que nossos clientes vejam partículas menores, identifiquem partículas como células de parênquima e sejam capazes de medir fibras mais longas ou Shives maiores," diz o gerente do produto do Valmet FS5, Tommi Niskanen.

O Valmet FS5 destina-se ao uso regular no dia a dia da fábrica, além de atender aos requisitos dos laboratórios de pesquisa. Os resultados estão em conformidade com a norma ISO e são totalmente rastreáveis, além de fornecerem uma melhor compreensão do potencial da celulose para a fabricação de papel, ajudando os fabricantes a gerenciar melhor o processo para obter a qualidade desejada do produto final. Os requisitos de manutenção do Valmet FS5 são mínimos e cada unidade é calibrada com uma ferramenta credenciada no centro de produção da Valmet em Kajaani, na Finlândia.

Tecnologia Ultra HD

O Analisador de Imagem de Fibra da Valmet permite que as fábricas de papel e celulose liberem todo o potencial de sua matéria-prima para obter um produto final de maior qualidade. Com a nova unidade compacta e fácil de usar, os usuários contam com variedade de medições disponíveis, o que resulta em economias de tempo e recursos.

O analisador não requer nenhuma outra instalação especial além de água, drenagem e eletricidade, e pode ser transportado para uso na sala de máquinas ou em laboratório. Facilmente programado para diferentes análises e relatórios personalizados, o Valmet FS5 vem com medições básicas das dimensões das fibras (comprimento e largura), de finos, Coarseness e Curl, com dois pacotes opcionais de medição que adicionam relação de receita, fibrilação externa, Kink e espessura da parede celular, bem como a classificação por rede neural das células dos vasos, Shives, células do parênquima, entrelaçamento de fibra, entre outros.

14 de Agosto de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Setor florestal brasileiro se reuniu em Salvador no IV Congresso Brasileiro de Eucalipto

“Uso múltiplo sustentável" das florestas plantadas foi o tema central do IV Congresso Brasileiro de Eucalipto (IV CBE) que aconteceu em 07 e 08 de agosto na sede da Fieb, em Salvador (BA). O evento, que foi organizado e promovido pela Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF), em parceria com o Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (Cedagro/ES), reuniu importantes palestrantes, autoridades, dirigentes de governo, acadêmicos (presença de quatro universidades que tem cursos florestais que apresentaram 54 trabalhos técnicos), diretores de empresas, entre outros participantes (cerca de 300) de 15 estados do Brasil e de 30 cidades baianas.

A importância do evento também se pode medir pela presença de diversas autoridades locais e nacionais, a exemplo do diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Sr. Valdir Colatto; do presidente da Câmara Setorial de Florestas Plantadas do MAPA, Sr. Walter Rezende; do presidente da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), Sr. Paulo Hartung; e do Secretário de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), Sr. Lucas Teixeira Costa.

“Nós precisamos investir em políticas públicas, como regularização de terras e áreas para que os cultivadores possam expandir. A indústria tem um potencial enorme e quer implantar mais núcleos de beneficiamentos. A gente está articulando para que isso aconteça", declarou o secretário Lucas Costa. Para o secretário, a realização do evento em Salvador é uma demonstração da força da Bahia no segmento. “Em eventos como esse a gente difunde a tecnologia, auxilia o investidor a produzir ainda mais. Eu acredito que a gente consiga aqui, compartilhar muita tecnologia, mostrar os resultados de pesquisas das indústrias. O Estado também está articulando para introduzir o consórcio entre o eucalipto e a pastagem, já temos três referências técnicas na Bahia e o nosso interesse é termos mais de dez, para que o produtor possa visualizar essa tecnologia que tem ajudado muito".

O presidente da Ibá, Paulo Hartung, afirmou que a Bahia assumiu o protagonismo no segmento não apenas pela produtividade, mas também por reunir importantes players da indústria. “A Bahia é uma das regiões ímpares que trabalham o cultivo de árvores para fins industriais. Uma coisa bacana que acontece na Bahia é que esse plantio vem sendo feito em áreas degradadas, que já foram utilizadas em outras atividades com menor valor agregado. Ou seja, onde entrou esse plantio, melhorou-se a qualidade de vida na região. Um evento como este reforça a importância da Bahia e abre espaço para discutir temas importantes para que o setor possa dar novos passos na Bahia e no Brasil", completou.

Já o presidente da ABAF, Moacir Fantini avaliou que o evento é uma oportunidade muito importante para o setor florestal da Bahia. “A partir deste evento, saem expectativas e oportunidades para continuar pensando no desenvolvimento do negócio do eucalipto, seja para a grande indústria, seja para o pequeno produtor ou processador da madeira plantada".

“Ficamos satisfeitos com a qualidade dos palestrantes e do profissionalismo do evento como um todo. Tudo isso, inclusive, foi atestado pelas avaliações positivas feitas pelos participantes e reforçam o sucesso do evento que pretendemos repetir em 2 anos", declarou Wilson Andrade, diretor executivo da ABAF.

>Bahia Florestal - O evento também marcou o lançamento do Bahia Florestal 2019 - relatório ABAF com os principais indicadores do setor florestal na Bahia que se encontra disponível no site da ABAF (http://www.abaf.org.br/sintese-do-setor-florestal-na-bahia/). O documento que apresenta um panorama completo da cadeia produtiva de base florestal no estado da Bahia (e com referências ao Brasil) foi feito com a cooperação das empresas (e associações de produtores) associadas à ABAF e teve dados compilados pela STCP Engenharia de Projetos Ltda.

CBE - O objetivo principal do congresso foi discutir e sugerir alternativas que removam os principais obstáculos ao desenvolvimento do setor de florestas plantadas, bem como mostrar os avanços tecnológicos e as novas exigências de mercado e de oportunidades de negócios.

O tema central do congresso está em sintonia com o trabalho que a ABAF vem desenvolvendo na Bahia. “Além de informar sobre importantes tópicos para a diversificação e sustentabilidade da atividade agropecuária, o objetivo da ABAF é estimular a produção e processamento da madeira plantada. A Bahia ainda não produz (e processa) a madeira plantada suficiente para atender a demanda do estado e muito disso se dá pela falta de conhecimento sobre o setor. Trabalhamos, inclusive, para a inclusão dos pequenos e médios produtores e processadores de madeira para uso múltiplo, visando o atendimento da demanda por móveis, peças e partes de madeira na Bahia - hoje atendida, na sua maior parte, por outros estados brasileiros. E este é um dos temas trabalhados pelo nosso Programa Ambiente Florestal Sustentável (PAFS)", acrescenta Wilson Andrade, diretor executivo da ABAF.

“O Congresso Brasileiro de Eucalipto é um dos mais importantes fóruns brasileiros de inovação tecnológica, atualização e intercâmbio técnico e empresarial que integra os agentes da cadeia produtiva da madeira, representados pelos segmentos de insumos, produção, logística, indústria, comercialização, exportação e pelas instituições de crédito, pesquisa, extensão, ensino, fomento entre outros", explica Gilmar Dadalto, presidente executivo do Cedagro.

14 de Agosto de 2019

Publicação: Valor Econômico - Notícias

Vendas de papelão ondulado mostram melhora em julho, diz ABPO

As expedições de caixas, acessórios e chapas de papelão ondulado reduziram em julho o ritmo de queda na comparação anual e mostraram alta relevante frente a junho, segundo dados prévios divulgados nesta quarta-feira pela Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO).

De acordo com a entidade, as expedições totalizaram 310,478 mil toneladas no mês passado, com queda de 0,13% ante julho de 2018 e avanço de 12,43% frente a junho. Com um dia útil a mais do que no ano anterior (27 contra 26), a produção por dia útil caiu 3,8%, informa o superintendente de Estatísticas Públicas do IBRE/FGV, Aloisio Campelo, em nota que acompanha o boletim da ABPO.

Com esse desempenho, a venda de papelão ondulado, importante termômetro do nível de atividade econômica, acumula alta de 0,83% de janeiro a julho, com 2,046 milhões de toneladas.

De acordo com Campelo, considerando os dados livres de influência sazonal, a expedição de papelão ondulado subiu 2,6% em julho, para 297 mil toneladas, o maior volume desde fevereiro. A expedição por dia útil nos dados sazonalmente ajustados foi de 11 mil toneladas.

A ABPO, que no fim do ano passado projetava crescimento de 3% para o setor em 2019, trabalha agora com uma estimativa mais moderada, de expansão de 1,7%.

14 de Agosto de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Embalagens do e-commerce devem iniciar uma nova venda

Há mais de dez anos, venho estudando um tema que chamei de “a nova fronteira da embalagem", que se abriu com a crescente difusão da internet e posteriormente do e-commerce.

A conexão da embalagem com a web vem permitindo que o contato da empresa e de seus produtos com seu público-alvo se estenda e se aprofunde. Ela ganha status de uma grande plataforma para conectar o consumidor ao site e às redes sociais. Mas, afinal, por que isso acontece?

Porque está cada vez mais difícil encontrar os pontos de conexão com os consumidores. Existem hoje centenas de canais de TV, milhões de sites interessantes, YouTube, Facebook, Twitter, Instagram, LinkedIn e tantos outros, sem contar as músicas, filmes, games e aplicativos de todas as naturezas que disputam vorazmente a atenção e a preferência das pessoas hiperconectadas. Vivemos numa sociedade que conecta tudo e cada vez lidamos com mais conexões.

Esse cenário complexo e desafiador levou profissionais de marketing a perceberem que uma das formas mais precisas e eficientes de se conectar com os usuários de seus produtos é por meio da embalagem. Quando ela traz um convite para acessar suas redes, grande parte dos consumidores o faz.

A definição precisa do público-alvo facilitam esse trabalho e as embalagens passaram ser o meio para as mensagens de conexão, e as torna possível, mais que isso, convidativa. Isso acontece primeiro nos produtos de marca e, posteriormente, nas embalagens de delivery do e-commerce.

A primeira vez que comprei um produto na Amazon, fiquei decepcionado com a embalagem que chegou em minha casa (imagem à esquerda). Com o passar do tempo, percebi uma crescente evolução no visual das embalagens. Até mesmo ações de interação com as crianças por meio de “embalagens que se transformam em brinquedos" foram registradas.

Recentemente, uma grande mudança chamou minha atenção: a integração da plataforma de filmes Amazon Prime com o e-commerce da empresa. Numa ação conjunta, a empresa usa a embalagem como suporte de divulgação de uma nova série, que recebeu apoio de comunicação nas embalagens do e-commerce da Amazon.

A pessoa que recebeu a embalagem com o anúncio da nova série (imagem à direita) havia comprado um suplemento vitamínico. A embalagem veio acompanhada de uma descrição entusiasmada sobre a inteligência e o inusitado da série. Funcionou, pois a consumidora não conhecia a série e só passou a seguí-la graças ao anúncio que transportou as suas vitaminas.

A embalagem é uma poderosa ferramenta de marketing, veículo de comunicação e elo de conexão com a internet que não pode mais ser utilizada apenas para “carregar" o produto. Ela precisa ser utilizada para dar início a uma nova venda, para promover outros produtos da empresa, fortalecer a ligação da marca com seu público e muito mais.

De sua parte, as gráficas precisam alertar seus clientes do e-commerce que ainda não estão explorando todo o potencial que a embalagem pode oferecer. Existe uma grande oportunidade que não para de crescer, pois os números do e-commerce não deixam dúvida que essa forma de comércio está numa evolução acelerada, e esse crescimento pode ser turbinado ainda mais com embalagens ativas, propositivas, surpreendentes e visualmente estimulantes.

13 de Agosto de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

APP investe em 18 novas Máquinas de Papel

A Asia Pulp and Paper (APP), irá aumentar sua capacidade produtiva de Papel Tissue na China, após um investimento em 18 novas maquinas de papel.

As maquinas serão instaladas em sua nova fabrica em Rudong Jeangsu na China. Todas as máquinas serão projetadas e fabricadas com o mesmo conceito para produzir tecidos de 11,5 até 22 gramas, com uma velocidade máxima de 1.600m / min.

As máquinas fortalecerão a posição da APP no mercado de tissue chinês, adicionando capacidade de produtos premium com baixo impacto ambiental.

13 de Agosto de 2019

Publicação: Agência Estado Conjuntura e Finanças

Briga entre sócios da Eldorado deixa projeto de R$ 12 bilhões na ‘geladeira’

Segunda maior produtora de celulose do País, atrás da gigante Suzano (dona da Fibria), a Eldorado, que pertence à holding J&F, da família Batista, e à Paper Excellence (do clã indonésio Wadjaya), está segurando um “cheque” de cerca de R$ 12 bilhões. O valor refere-se ao projeto de expansão da companhia, que tem hoje capacidade para 1,7 milhão de toneladas por ano. Esse investimento está “sustado” em razão da briga entre os dois sócios e não deverá sair do papel enquanto o processo de arbitragem não for concluído - a pendenga deve ir até setembro do ano que vem.

Vendido em setembro de 2017 para o empresário Jackson Widjaya, da mesma família que controla a gigante asiática Asia Pulp and Paper (APP), o negócio foi fechado por R$ 15 bilhões. Feito quatro meses após as delações dos irmãos Batista sobre corrupção virem à tona, a aquisição incluía dívidas, mas não foi concluída. Desentendimentos entre comprador e vendedor levaram a negociação para arbitragem, que está sob sigilo.

Ao Estado, o presidente da Eldorado, Claudio Cotrim, disse que a Paper Excellence não vai tocar esse projeto enquanto não tiver 100% das ações da companhia. A Paper Excellence, segundo ele, não tem intenção de prejudicar ou parar os investimentos da Eldorado. Mas, “a expansão não vai sair até a gente assumir”.

Hoje, os Batistas têm 50,6% e, os Widjaya, os 49,4% restantes da Eldorado. A Paper Excellence desembolsou R$ 3,8 bilhões por 49,4% das ações, mas o negócio não foi concluído porque os Batistas alegaram que os asiáticos não liberaram as garantias prestadas pela holding em dívidas da Eldorado para pagar os credores. A Paper Excellence acusa a J&F de ter dificultado a liberação, por conta da recuperação dos preços da celulose após o negócio ter sido fechado. “É a crônica do vendedor que se arrependeu de fazer o negócio”, disse Cotrim.

Enquanto trocam acusações, os projetos de expansão da gigante de celulose ficam, por ora, em compasso de espera. A ideia original da empresa era elevar a capacidade de produção dos atuais 1,7 milhão para 4 milhões de toneladas. O movimento é vital para que o grupo se mantenha competitivo nos próximos anos, segundo fontes.

Para Cotrim, a Eldorado já tem feito pesados investimentos na atual fábrica, que devem continuar. A companhia está investindo cerca de R$ 350 milhões em uma unidade de biomassa. “Cada dia de tonelada perdida, vou cobrar da J&F ao final desse processo”, disse ele.

Neste momento, os preços da celulose no mercado internacional estão baixos diante da menor demanda da China, maior importador da matéria-prima. A demanda da Ásia por papel tissue (usado para fazer papel higiênico, por exemplo), cresce. Já a de papel para imprimir e escrever segue fraca.

A segunda linha de produção da Eldorado já tem projeto de engenharia e licença ambiental, além da terraplenagem concluída. Tirar esse projeto do papel, contudo, não é simples: demora mais de três anos para erguer a parte industrial e a empresa precisará definir com antecedência a compra de matérias-primas e elevar a produção de eucalipto.

Na semana passada, a Suzano anunciou que vai reduzir investimentos este ano, de R$ 6,4 bilhões para R$ 5,9 bilhões. O movimento reflete a queda dos preços da celulose no mercado internacional e os altos estoques da companhia. A empresa deve produzir este ano 9 milhões de toneladas (a capacidade é de 10,9 milhões).

Em avaliação. Em nota, a Eldorado informou que a implantação de uma segunda linha de produção faz parte do plano original do grupo, desde 2010. “A companhia avalia constantemente as condições para executar esse projeto, embora a disputa societária em andamento crie um momento desfavorável.”

A J&F Investimentos, como acionista controladora, tem tido “o máximo cuidado para evitar que a companhia seja afetada pelos atos hostis da acionista minoritária”.

13 de Agosto de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

SupremeFilm: Voith lança novo revestimento de rolo premium em poliuretano para prensas de filme

Com o SupremeFilm, a Voith aumenta a sua linha de produtos de acabamento com um novo revestimento em poliuretano (PU) de alto desempenho para rolos de prensas de filme.

Para melhorar algumas características do papel, como a printabilidade, os fabricantes recobrem o papel com colas ou amido por meio de unidades aplicadoras instaladas na seção de revestimento e colagem.

O novo revestimento SupremeFilm é indicado tanto para o Speed Sizer AT da Voith como para aplicações complexas em prensas de filme de outros fabricantes.

“Já faz tempo que os revestimentos de rolo em PU se consagraram como soluções de ponta para seções de prensas", destaca Ralf Moser, gerente global de produtos para a Seção de Acabamento da Voith. “Agora estamos explorando as excelentes qualidades desse material, adaptando-o especificamente às necessidades das prensas de filme".

O SupremeFilm se caracteriza pela transferência extremamente homogênea e constante do filme de revestimento. Além disso, a rugosidade da superfície dos rolos se mantém ao longo de toda a sua vida útil graças aos inovadores materiais de carga adicionados pela Voith.

Isso garante uma aplicação otimizada para papeis com rigorosos padrões de qualidade.

Além disso, o PU é um material extremamente resistente à abrasão, o que resulta em maiores intervalos entre retíficas e valores de 2-sigma do perfil mais estáveis.

A fábrica da papeleira Sappi em Ehingen foi um dos primeiros clientes a utilizar o novo revestimento de rolo SupremeFilm com sucesso em sua prensa de filme.

“Nosso objetivo é evoluir sempre, de modo a tornar a nossa produção cada vez mais eficiente. Para alcançar isso, estávamos buscando novas tecnologias. Esse também foi o motivo por que optamos por esta inovadora e promissora solução da Voith", explica Dietmar Muser, gerente de fábrica da Sappi Ehingen GmbH.

“E valeu muito a pena, porque nossos resultados - que já eram muito bons - ficaram ainda melhores. Com o SupremeFilm, conseguimos manter o 2-sigma do perfil estável por um período recorde de operação. Em outras palavras, alcançamos nossa principal meta, que é a produção de um papel com qualidade perfeita. Além disso, reduzimos nossos custos de manutenção e aumentamos o tempo de operação entre trocas de rolos".

13 de Agosto de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

CMPC compra Sepac por 1.3 Bi

A empresa ligada a família Matte que a partir de 2019 está denominada Softys para o mercado de Papel Tissue, acaba de fechar acordo de compra da Sepac, por 1.3 Bilhão de Reais. A Softys adquiriu 100% da empresa da família Ferreira Dias.

Essa aquisição vem sendo conversada desde fevereiro quando a Sepac anunciou o interesse em ser vendida.

Com a compra a Softys passa a ser a numero 01 no mercado de Papel Tissue do Brasil, com quase 300.000 toneladas ano de capacidade instalada. Toda a transação deve ser finalizada em 120 dias.

12 de Agosto de 2019

Publicação: GESEL Not. Setor Elétrico

EDP inicia obras de ETD em Suzano

A distribuidora EDP iniciou as obras da Estação de Transformação de Energia (ETD) Dona Benta, no município de Suzano. Com investimento de mais de R$ 15 milhões, a unidade beneficiará aproximadamente 120 mil clientes ao aumentar capacidade do sistema energético em 45%, passando dos atuais 146 MVA para 212 MVA. A previsão para sua energização é dezembro deste ano. Para conectar a Estação ao sistema da distribuidora, será construída uma nova rede com tecnologia que propiciará maior proteção, minimizando o impacto de agentes externos. (Agência CanalEnergia 12.08.2019)

12 de Agosto de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Suzano realiza Parada Geral para manutenção preventiva da Unidade Industrial em Jacareí (SP)

A Suzano realiza, entre os dias 9 de agosto e 10 de setembro, a Parada Geral 2019 para manutenção preventiva na unidade de Jacareí (SP) para a execução de reparos e ajustes nos equipamentos com o objetivo de manter a produtividade, elevar o bom desempenho ambiental, garantir a segurança dos colaboradores e da comunidade.

A PG 2019 contará com cerca de 2.500 profissionais prestadores de serviços de 72 empresas, de diferentes segmentos vindos de vários estados brasileiros e do exterior para cumprir 2.357 ordens de serviço de manutenção (Mecânica / Elétrica / Instrumentação / Inspeção / outros) e projetos de engenharia.

Segundo o gerente-geral Industrial da Suzano, Alexandre Lanna, o procedimento é fundamental para o bom funcionamento dos equipamentos e o total atendimento às normas de segurança. “O planejamento da Parada Geral é bem detalhado para que todas as atividades, prazos e orçamentos sejam cumpridos com qualidade e segurança. E, para que isso aconteça, são utilizadas as melhores práticas de gerenciamento de projetos e de cuidados ambientais", afirma.

Dentre as ordens de serviços desta PG haverá a substituição do Superaquecedor da Caldeira de Recuperação CR4, uma operação que envolverá 272 profissionais de cinco diferentes empresas especializadas. O Superaquecedor é uma parte da caldeira de recuperação que é responsável por fornecer vapor para o processo. A Sala de Controle também passará por mudança que envolverá 68 profissionais de seis empresas contratadas.

Economia local aquecida

O período de Parada Geral costuma movimentar a economia local com a contratação de mão de obra da cidade e da região. Além disso, setores como hotelaria, alimentação e transporte são influenciados positivamente com a chegada de profissionais de outros estados e até do exterior.

A Suzano realizou uma reunião, em 2 de agosto, com líderes da comunidade do distrito de São Silvestre, em Jacareí, para apresentar todas as informações sobre a Parada Geral, desde o cronograma de ações até os cuidados com o aumento da movimentação nas áreas próximas à unidade.

12 de Agosto de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Suzano anuncia geração de caixa operacional de R$ 2,2 bilhões no segundo trimestre

A Suzano, empresa fabricante de biomateriais desenvolvidos a partir do cultivo da árvore, divulga hoje (8 de agosto) os resultados referentes ao segundo trimestre de 2019. O período de abril a junho foi marcado pela aceleração das vendas de celulose no exterior e pelos maiores volumes de papéis comercializados no mercado externo. Como resultado, a companhia totalizou geração de caixa operacional de R$ 2,2 bilhões no período, um aumento de 25% na comparação com o trimestre anterior. O EBITDA ajustado alcançou R$ 3,1 bilhões, com uma margem EBITDA ajustada de 48% no período, excluindo-se as vendas de Klabin.

“O ambiente de negócios no mercado de celulose continua desafiador, sobretudo em função de questões macroeconômicas e geopolíticas, ocasionando um desequilíbrio entre oferta e demanda. Identificamos, contudo, evolução na demanda ao longo do trimestre, suportando um melhor desempenho de nossas vendas. A competitividade em custos da companhia, associada à nossa solidez financeira, nos proporciona total resiliência para atuar em um cenário mais adverso", afirma o Presidente da Suzano, Walter Schalka.

As vendas de celulose atingiram 2,2 milhões de toneladas no segundo trimestre, o que representa uma expansão de 28% em relação ao total comercializado no primeiro trimestre deste ano. As vendas de papel, de 301 mil toneladas, cresceram 10% em igual comparação, reflexo da estratégia adotada pela companhia de flexibilizar a alocação comercial com o objetivo de garantir atendimento a clientes nacionais e estrangeiros.

A receita líquida da Suzano atingiu R$ 6,7 bilhões no período. Quando considerados os resultados dos últimos 12 meses, proporcionando uma visão anual dos números da empresa, a receita líquida acumulada soma R$ 29,4 bilhões. Vale lembrar que os números referentes a 2018 divulgados hoje pela Suzano, empresa resultante da fusão entre Suzano Papel e Celulose e Fibria, consideram dados pro-forma, como se as duas empresas já estivessem integradas um ano antes. A fusão foi concluída em 14 de janeiro de 2019.

O resultado líquido do segundo trimestre foi um lucro de R$ 700 milhões, beneficiado pelo maior volume de vendas de celulose e de papel e pelo impacto positivo da variação cambial no resultado financeiro.

No segundo trimestre, a saúde financeira da companhia foi ampliada pelo aumento da sua posição de liquidez para R$ 10,8 bilhões e pelo alongamento do prazo médio e redução do endividamento.

A companhia também encerrou o primeiro semestre com investimentos totais de R$ 2,8 bilhões, recursos destinados a atividades de manutenção, modernização de suas operações e crescimento de seu negócio, incluindo compra de terras e a construção de terminais portuários em Santos (SP) e Itaqui (MA). Os investimentos de capital em 2019 estão estimados em R$ 5,9 bilhões, um total de aproximadamente R$ 500 milhões abaixo do previsto inicialmente para o ano, como mais uma demonstração da disciplina financeira da empresa em virtude das condições adversas de mercado.

12 de Agosto de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Pesquisa irá levantar panorama nacional de gênero no setor florestal

A Rede Mulher Florestal lançou uma pesquisa inédita no Brasil, que pretende levantar informações sobre gênero no setor florestal, o que permitirá, entre outras coisas, conhecer a presença e a atuação das mulheres no setor florestal brasileiro.

A pesquisa foi dividida em duas partes, uma qualitativa (tendo como fio lógico os indicadores de gênero da certificação FSC® - Forest Stewardship Council® e o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 da ONU) e outra quantitativa, que visa identificar a presença das mulheres nas diferentes posições e áreas técnico-administrativas dentro das empresas florestais. Os dados recebidos serão tratados de maneira confidencial e não serão distribuídos ou compartilhados de forma individualizada.

Esta pesquisa está sendo realizada em parceria com a FAJAR (Faculdade de Jaguariaíva, PR), e os dados serão usados para compor um TCC (trabalho de conclusão de curso) e um relatório específico da Rede Mulher Florestal.

Podem participar da pesquisa empresas do setor florestal de qualquer porte. Para receber o link para preenchimento da pesquisa, basta enviar e-mail para [email protected].

11 de Agosto de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Com foco em papel e celulose, Vale ganha seu sétimo polo econômico do Estado

A RMVale vai integrar o 12º polo de desenvolvimento do governo do Estado, anunciado nesta semana, que dessa vez pretende incentivar a produção e fomentar a geração de empregos na indústria de Papel, Celulose e Reflorestamento.

O anúncio foi feito pelo governador João Doria (PSDB), e põe o Vale do Paraíba com seis cidades entre as escolhidas para atuar no desenvolvimento dos polos criados pela secretaria de Desenvolvimento Econômico.

Aparecida, Cruzeiro, Guaratinguetá, Jacareí, Lorena, Pindamonhangaba, Potim, São José dos Campos, Taubaté e Tremembé foram as cidades da região escolhidas para participar do projeto.

“O nosso compromisso aqui é com o desenvolvimento econômico, geração de empregos, impacto nos municípios, investimento em tecnologia e sustentável", afirmou em nota a secretária da pasta, Patricia Ellen.

De acordo com o governo tucano, o Brasil é o segundo maior produtor mundial de celulose e também está entre dez maiores produtores de papel do planeta. O novo polo tem como principal objetivo incentivar a indústria do setor, atraindo investimentos e otimizando “políticas públicas que impactam direta ou indiretamente o setor produtivo."

ECONOMIA

Em maio deste ano, o governo do Estado anunciou a criação dos primeiros 11 polos de desenvolvimento econômico, sendo que seis deles contam com cidades do Vale: Automotivo; Derivados de Petróleo e Petroquímico; Metal-metalúrgico, Máquinas e Equipamentos; Químico, Borracha e Plástico; Biocombustível e Têxtil, Vestuário e Acessórios.

Entre os seis polos citados, foram beneficiadas as cidades de Caçapava, Cachoeira Paulista, Campos do Jordão, Caraguatatuba, Cruzeiro, Guaratinguetá, Igaratá, Jacareí, Lorena, Pindamonhangaba, São José dos Campos, São Sebastião, Taubaté, Tremembé.

Também foram criados os polos Agritech, Aeroespacial e Serviços Tecnológicos; Alimentos e Bebidas; Couro e Calçados; Eco Florestal; e Saúde e Farma — estes, no entanto, sem a participação do Vale do Paraíba…

10 de Agosto de 2019

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Exportações em MS atingem US$ 3 bi com destaque para celulose

O resultado acumulado das exportações de Mato Grosso do Sul nos meses de janeiro a julho deste ano é de R$ 3,084 bilhões, puxado pelo crescimento nas vendas externas de celulose, milho e carne bovina. É o que aponta a Carta de Conjuntura do Setor Externo, elaborada pela Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar). Clique aqui para visualizar o documento.

O superávit da balança comercial no acumulado de janeiro a julho de 2019 é de US$ 1,78 bilhão. Esses resultados foram obtidos com o aumento de 12,41% das exportações de celulose (primeiro produto da pauta), crescimento de 31,79% das exportações de carne bovina e alta de 201,26% no milho em grão, em relação ao mesmo período em 2018, além do ferro-gusa e ferroligas, com aumento de 92,73%.

A volatilidade dos preços no mercado internacional, no entanto, prejudicou mercados como o da soja, que registrou queda de 45,48% nas exportações do grão. Esse resultado fez com que o acumulado das exportações, de janeiro a julho de 2019, fosse 16,4% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.

“Somente na soja em grão, as exportações ficaram 23% abaixo ao desempenho de 2018 devido à retração do mercado internacional. Nós ainda temos produto estocado em Mato Grosso do Sul e isso se reflete no preço ao produtor, que tem permanecido estável na Bolsa de Chicago", comenta o secretário Jaime Verruck, da Semagro.

De acordo com o secretário, “o mercado mundial de celulose também se retraiu no último semestre, alongando a parada das indústrias brasileiras, para que fosse consumido os estoques existentes. Mas isso não impediu que Mato Grosso do Sul tivesse um crescimento nas exportações de celulose, de 12%, fazendo com que nesses sete primeiros meses do ano a celulose representasse 40% do total das exportações. Isso mostra uma mudança de perfil, lembrando que a celulose já é um produto industrializado. Na carne bovina, nós temos um crescimento na demanda dos EUA e Japão".

O titular da Semagro lembra que, no caso da soja em grão, o Governo do Estado trabalha para aumentar o nível de industrialização. “Hoje estamos trabalhando com capacidade plena na industrialização de soja hoje e temos previsto para novembro a inauguração de mais uma indústria, na região de Dourados, que fará o processamento do grão, possibilitando a exportação de outros produtos, como o farelo", afirma.

No caso do desempenho do milho em grão, o aumento das exportações é decorrente da super safra deste ano, estimada em 10,127 milhões de toneladas e o bom preço no mercado internacional. “Além disso, estamos viabilizando, junto ao Ministério da Agricultura, para que possamos fazer a exportação direta pela hidrovia, potencializando a utilização dos nossos terminais portuários. Para isso temos de resolver uma questão fitossanitária junto às autoridades na Argentina possibilitando que o nosso milho siga direto para outros países, como a China", diz o secretário.

A China permanece como principal destino das exportações de Mato Grosso do Sul, com 44,46% do total da pauta, com crescimento de 103,78% de participação dos Estados Unidos e Japão com 69,75% de expansão. No âmbito regional, Três Lagoas segue como principal município exportador com 52,12% da pauta, com crescimento de 12,28% em relação ao mesmo período em 2018.

Importações

Em relação aos produtos importados, Mato Grosso do Sul continua com a pauta concentrada na importação de gás boliviano, que representou 50,56% da pauta de importações de janeiro a julho de 2019. Os valores, no entanto, ficaram 18,64% abaixo do verificados nos sete primeiros meses de 2018. Essa queda deve-se sobretudo a menor importação de gás natural.

“A queda nas importações nos preocupa pelo impacto forte que tem em nossa arrecadação. No cenário de curto prazo teremos uma mudança brutal no mercado de gás com a saída da Petrobras do Gasbol. Nos próximos dias teremos uma discussão

sobre como Mato Grosso do Sul deverá se posicionar frente a esse novo mercado de gás que se configura", finalizou Jaime Verruck.

09 de Agosto de 2019

Voith tem sucesso no comissionamento de máquina de papel cartão mais moderna do mundo

Em 28 de junho de 2019, a Voith comissionou com sucesso a KM 7, a maior, mais moderna e mais eficiente máquina de papel cartão do mundo na papeleira BillerudKorsnäs em Gruvön, na Suécia. A máquina de papel cartão XcelLine da Voith foi equipada com uma configuração tecnológica pioneira que estabelece novos padrões de desempenho para linhas de produção projetadas para operar com quatro diferentes tipos de papel cartão. Com uma velocidade de projeto de 1.200 m/min e uma largura de tela de 8.800 mm, a KM 7 tem uma capacidade para produzir 550 mil toneladas de papel cartão por ano. O startup foi concluído em apenas sete dias desde o lançamento da massa na tela até o enrolamento do papel na bobina.

“Não só concluímos o startup da nova KM 7 em Gruvön dentro do cronograma: a colaboração com a equipe da Voith também foi extraordinária. Isso nos permitiu cumprir todos os principais marcos do projeto e produzir papel cartão de alta qualidade na KM 7 já no final de junho. Continuaremos a focar o sucesso do startup da KM 7, a segurança, a estabilidade da produção, assim como aumentos de eficiência e inovação", afirma Maria Engnes, diretora do programa NEXT Generation da BillerudKorsnäs.

“Com esta máquina de papel cartão em Gruvön - que é atualmente a mais moderna do mundo -, a Voith Paper mais uma vez reforça a sua posição como líder em tecnologia e inovação", acrescenta Patrick Romes, gerente de projetos sênior da Voith Paper.

Recursos tecnológicos de última geração

Algumas das principais características da seção de formação incluem a formação em três camadas com formador híbrido DuoFormer D II, duas unidades sacudidoras DuoShake de última geração e um sistema de controle de orientação das fibras. O escopo de fornecimento também incluiu diversos sistemas MasterJet Pro F com módulos adicionais do IntraDamp para a caixa de entrada. Na seção de prensas, uma prensa de sapata Tandem NipcoFlex com rolos com o revestimento SolarPress garante o desaguamento ideal à máquina.

Já a seção de secagem desta máquina de papel cartão será a primeira a ser equipada com os cilindros de aço EvoDry, que promovem uma secagem de papel altamente eficiente e segura graças à maior transferência de calor e sua maior largura de tela. Outra novidade em fábricas de papel da Europa é a rebobinadeira de alto desempenho VariFlex Performance.

Na seção de acabamento, a KM 7 também foi a primeira máquina de papel cartão do mundo a incluir o Curl Control. Para garantir a máxima flexibilidade e a melhor qualidade do produto, a máquina foi equipada com quatro diferentes unidades de revestimento: dois SpeedSizer AT, um JetFlow F e um DynaCoat AT. Além disso, as estruturas das unidades SpeedSizer AT e DynaCoat AT foram fabricadas em fibra de carbono para garantir máxima uniformidade dos perfis transversais e homogeneidade na aplicação de revestimentos.

Papermaking. Next Level: soluções digitais integradas

Outros importantes componentes da KM 7 são as soluções OnEfficiency e OnCare da linha Papermaking 4.0, que realizam o monitoramento e controle online de todos os dados de processo em um formato amigável ao usuário. Entre outras funcionalidades, o OnEfficiency Forming permite realizar a estabilização e coordenação simultâneas do desaguamento, retenção e floculação. O pacote OnCare, que inclui a gestão integrada de ativos, garante a máxima disponibilidade ao aumentar a eficiência da manutenção preventiva de toda a máquina de papel, o que aumenta a rentabilidade do empreendimento como um todo.

Vestimentas iniciais da KM 7 fornecidas pela Voith

A Voith foi contratada para fornecer todas as vestimentas iniciais da KM 7. Além disso, como principal fornecedora desta fábrica da BillerudKorsnäs, a Voith também foi contratada para fornecer as telas secadoras CleanWeave, os feltros de prensa Kinetic e Infinity e as telas formadoras I-Series ao longo dos próximos três anos. Isso garantirá a qualidade continuamente elevada do papel, e é mais uma evidência da confiança que o cliente deposita na Voith - além de uma confirmação do sucesso da empresa como fornecedora completa para o setor papeleiro.

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