29 de novembro de 2018

Publicação: Valor Econômico

Eco Brasil negocia projeto de US$ 1,2 bilhão

Por Stella Fontes | De São Paulo

A Eco Brasil Florestas, que tem terras e florestas de eucalipto no Tocantins, e a indiana Aditya Birla estão em conversas avançadas para construção de uma fábrica de celulose solúvel no país, apurou o Valor. O investimento total no projeto, com capacidade para 1 milhão de toneladas por ano de celulose para uso na fabricação de viscose, chega a US$ 1,2 bilhão.

Segundo fontes próximas às negociações, do valor total, US$ 200 milhões devem ser investidos em novas florestas pela empresa brasileira, que pertence às famílias Zogbi, Moritz e Safra, enquanto aos indianos caberia aplicar US$ 1 bilhão nas instalações industriais. Mediante o aporte de florestas já existentes e a nova rodada de investimentos, a Eco Brasil deve ficar com algo entre 30% e 40% do projeto, enquanto a Aditya Birla teria participação final entre 60% e 70%.

Um representante do alto comando do grupo indiano, que está entre as cinco maiores do mundo no segmento de celulose solúvel, está no país e se reunirá com os acionistas da Eco Brasil Florestas amanhã. É possível que as bases de um acordo sejam acertadas nesse encontro. A fábrica deve entrar em operação em 2021.

Sócios brasileiros devem ficar com 30% a 40% do projeto, enquanto os indianos terão fatia maior, entre 60% e 70%

Esse é o terceiro projeto de celulose solúvel em estudo ou anunciado para o Brasil em 2018, o que confirma a corrida entre os maiores participantes desse mercado para anunciar a próxima fábrica e a preferência do país entre os investidores, sobretudo por causa da disponibilidade de terras e florestas e do custo de produção competitivo da matéria-prima. Jari Celulose e Bracell, dona da Bahia Specialty Cellulose (BSC) e parte do grupo indonésio Royal Golden Eagle (RGE), já produzem esse tipo de matéria-prima localmente.

Em junho, a austríaca Lenzing e a Duratex informaram que planejam investir US$ 1 bilhão em uma fábrica de 450 mil toneladas por ano no Triângulo Mineiro. Segundo fontes do setor, o interesse da Lenzing no país é antigo e os austríacos chegaram a oferecer, sem sucesso, US$ 1,1 bilhão para comprar a fábrica da Fibria em Jacareí (SP).

Já a indonésia RGE, que no início do ano comprou a Lwarcel, pretende converter a fábrica de celulose de eucalipto de Lençóis Paulista (SP) para a produção de fibra solúvel e ampliar a até 1,5 milhão de toneladas por ano a capacidade instalada, segundo fontes do setor. Agora, o projeto de produção da Eco Brasil no Tocantins está em vias de sair do papel.

A Eco Brasil Florestas tem sede em Araguaína (TO) e foi constituída em 2007 com vistas a investir em plantio de eucalipto e produção de celulose. No fim de 2013, o Valor informou que a empresa estava em busca de um sócio estrangeiro para levar adiante um projeto de US$ 2,5 bilhões para produção de 1,5 milhão de toneladas por ano de fibra de eucalipto.

Em 2016, segundo fonte da indústria, a Suzano Papel e Celulose chegou a apresentar uma proposta de compra da empresa, por R$ 800 milhões. Enquanto Zogbi e Safra defenderam a venda, a família Moritz vetou - agora, as conversas com os indianos são lideradas justamente por esse acionista.

Mas as conversas com a Suzano renderam outro negócio para Eco Brasil Florestas. A companhia dos Feffer acabou comprando 7,5 milhões de metros cúbicos de eucalipto da empresa, por cerca de R$ 400 milhões a depender do volume efetivamente contratado. A colheita deve ocorrer entre este ano e 2020.

Sediada em Mumbai, a Aditya Birla é o terceiro maior conglomerado privado da Índia, com receita anual de US$ 44,3 bilhões, operação em 36 países e atuação em diversos segmentos e setores, entre os quais cimento, química, alumínio e cobre e finanças.

O vigor do crescimento do mercado mundial de celulose solúvel também explica o interesse em novos projetos. De acordo com a consultoria RISI, a demanda desse tipo de celulose deve crescer 7% ao ano até 2020, ultrapassando 9 milhões de toneladas. Em 2017, o consumo global ficou em 7,6 milhões de toneladas. Além da aplicação em viscose, há outro grau de celulose solúvel que é usado na fabricação de medicamentos, alimentos e outras indústrias.

A celulose solúvel é comercializada com prêmio em relação aos demais tipos de fibra e, na última década, atraiu o interesse de muitos produtores que já atuavam na indústria, diante da demanda crescente de fibra de viscose pela indústria têxtil. Observando-se os últimos anúncios, a RISI calcula que 2,5 milhões de toneladas em nova capacidade deverão iniciar produção entre 2018 e 2020. A consultoria observa que alguns desses projetos correspondem a conversão de máquinas flex. O único projeto dessa lista na América Latina, por enquanto, é o da Arauco no Chile.

28 de novembro de 2018

Publicação: Valor Econômico

Justiça mantém decisão de venda de controle da Eldorado na arbitragem

Por Stella Fontes | Valor

SÃO PAULO - A Justiça manteve nas mãos da arbitragem a decisão sobre o contrato de venda do controle da Eldorado Brasil, produtora de celulose de eucalipto da J&F Investimentos, para a Paper Excellence (PE). Tanto a holding dos Batista quanto a PE haviam apresentado recursos, mas não foram integralmente atendidas.

Em decisão unânime nesta quarta-feira, os três desembargadores da Primeira Câmara de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) mantiveram no geral o teor de duas decisões anteriores, atribuindo à câmara arbitral a resolução da disputa e impedindo que a J&F venda as ações da Eldorado até o fim desse processo.

A PE pede na Justiça que a Eldorado seja obrigada a aceitar recursos para o pagamento de dívidas, com a consequente liberação de garantias cedidas pela J&F a esses compromissos, condição precedente para a consumação da compra do controle da produtora de celulose, além da prorrogação do prazo do contrato firmado em setembro do ano passado. Os desembargadores indeferiram o pedido. Já o acordo de acionistas, que garante certos direitos à PE, foi mantido em vigor.

A J&F, por sua vez, pedia para ser liberada pela Justiça para vender as ações da Eldorado antes do término da arbitragem, que pode se estender por dois ou três anos. O pedido não foi atendido.

As sócias entraram em litígio no meio do ano, pouco antes do prazo final para consumação da venda das ações de controle da Eldorado para os asiáticos. A PE alega que a J&F dificultou a liberação das garantias, enquanto a holding afirma que colaborou com a sócia, que não cumpriu o que estava previsto em contrato.

Em nota, a Paper Excellence informou que a "decisão assegura as condições para que a Eldorado seja preservada até que a PE conclua a transação e venha a ser dona de 100% da Eldorado Brasil por meio de decisão a ser proferida no âmbito do processo arbitral".

A J&F disse entender que "essa decisão constitui mais uma importante demonstração do seu direito, que espera ver definitivamente confirmado no procedimento arbitral, com o consequente encerramento da disputa".

28 de novembro de 2018

Publicação: Valor Econômico

Expedição de papelão ondulado cai 1% em outubro ante setembro, diz ABPO

Por Stella Fontes | Valor

SÃO PAULO - As expedições de caixas, acessórios e chapas de papelão ondulado, importante termômetro do nível de atividade no país, recuaram 1% em outubro ante setembro, na série com ajuste sazonal, de acordo com boletim estatístico da Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO).

Sem considerar esse ajuste, o volume expedido totalizou 326,994 mil toneladas no mês passado, alta de 4,56% na comparação com outubro de 2017 e de 9,37% ante setembro.

Com um dia útil a mais que o mesmo mês do ano passado, a expedição por dia útil em outubro subiu 0,54% na comparação anual.

No acumulado de janeiro a outubro, as expedições mostram alta de 2,3%, para 2,985 milhões de toneladas. Para 2018, a expectativa da ABPO é de crescimento de 2,2%.

23 de novembro de 2018

Publicação: Valor Econômico

CMPC cobra R$ 1,2 bilhão da Mapfre

Por Stella Fontes | De São Paulo

Produtora de celulose de eucalipto do grupo chileno CMPC no Brasil, a Celulose Riograndense está cobrando uma indenização de US$ 320 milhões, ou cerca de R$ 1,2 bilhão ao câmbio de hoje, da Mapfre Seguros Gerais. O valor corresponde aos prejuízos alegados pela companhia com o incidente em um dos principais equipamentos da fábrica de celulose instalada em Guaíba (RS), no início do ano passado, que resultou em perdas de produção de cerca de 600 mil toneladas. A Mapfre negou a cobertura dos danos.

Além da ação judicial movida pela CMPC contra a Mapfre, o litígio levou à instalação de um tribunal arbitral. Em outubro do ano passado, após receber a negativa da seguradora, a companhia chilena informou que iria recorrer da decisão. A ação judicial e a arbitragem tornaram-se públicas no fim da semana passada, com a publicação do balanço da CMPC no terceiro trimestre.

Em nota que acompanha as demonstrações financeiras, a CMPC informou que a Riograndense é parte em processo de arbitragem iniciado contra a Mapfre por causa da recusa em cobrir o incidente na caldeira de recuperação da linha 2 da fábrica gaúcha. "A ação judicial contra a seguradora foi apresentada em 30 de agosto, antes da definição do tribunal arbitral definido, onde se solicita que a apólice contratada seja cumprida, pagando à CMPC os danos que o fato gerou, no valor aproximado de US$ 320 milhões", diz a nota.

O acidente ocorreu em fevereiro e paralisou imediatamente, por mais de 30 dias, a produção na linha 2, que é a maior da fábrica de Guaíba e tem capacidade de 1,3 milhão de toneladas por ano. A linha 1, que produz 450 mil toneladas anuais, continuou operando normalmente.

Em julho, a Riograndense voltou a parar a linha 2, para uma manutenção programada, mas acabou estendendo a parada até novembro após inspeções adicionais na caldeira de recuperação. Naquele momento, a companhia chilena informou que a perda de produção estava estimada em 400 mil toneladas - sem contar o que deixou de ser produzido em fevereiro - e perdas estimadas em US$ 200 milhões, mais US$ 60 milhões relativos à reparação da caldeira.

Procurada, a Mapfre Seguros informou que não comentaria o assunto. A CMPC não deu retorno até o fechamento desta edição. A parada estendida na fábrica de Guaíba, em um momento de forte demanda global por celulose, contribuiu para aumentos sucessivos nos preços internacionais da celulose de fibra curta. A companhia chilena é a terceira maior produtora de celulose de mercado do mundo, segundo ranking da Hawkins Wright, e atua ainda nos segmentos de papéis para fins sanitários (tissue) e embalagens.

Em 12 meses até setembro, a divisão de celulose registrou vendas de US$ 3,21 bilhões, o equivalente a 53% das vendas totais da companhia. O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) com o negócio de fibra totalizou US$ 1,46 bilhão, ou 87% do resultado consolidado. No Brasil, a operação de celulose está concentrada em Guaíba, onde a capacidade total de produção é de 1,76 milhão de toneladas anuais atualmente. A fábrica de Guaíba, além de terras e florestas, foi comprada da Fibria em 2009, por US$ 1,43 bilhão. Três anos depois, a companhia chilena aprovou investimentos de R$ 4,9 bilhões para construção da linha 2 na unidade, com início de operação em maio de 2015.

29 de Novembro de 2018

Publicação: Agência Estado Conjuntura e Finanças

Suzano: com aprovação da Comissão Europeia, fusão com Fibria será concluída em 14/01

São Paulo, 29/11/2018 - A Suzano Papel e Celulose informa que o processo de combinação de operações com a Fibria deve ser concluído em 14 de janeiro. Em comunicado ao mercado, as duas empresas anunciaram ter recebido nesta quinta-feira a aprovação da Comissão Europeia para concluir o processo. Há pouco, na bolsa paulista Suzano ON subia 2,20% e Fibria ON avançava

A fusão resultará na criação da quarta companhia mais valiosa do Brasil (excluindo empresas financeiras), com uma capacidade combinada de produção de 11 milhões de toneladas de celulose de mercado e 1,4 milhão de toneladas de papel por ano. Juntas, as duas empresas já investiram R$ 4,9 bilhões nos nove primeiros meses deste ano. (Fabiana Holtz - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

28 de Novembro de 2018

Publicação: Agência Estado Conjuntura e Finanças

Ibá: produção de celulose fica estável em outubro ante out/17, somando 1,6 milhão de toneladas

São Paulo, 28/11/2018 - A produção de celulose indicou estabilidade ( 0,1%) em outubro ante o mesmo mês do ano anterior, somando 1,6 milhão de toneladas, de acordo com dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá). No acumulado do ano foi registrada expansão de 9,3%, atingindo 17,4 milhões de toneladas fabricadas.

Em volume, as exportações de celulose cresceram 5,9% no mês passado no comparativo anual, para 1,1 milhão de toneladas, e 10,3% nos primeiros dez meses do ano ante igual período do ano anterior, somando 12,2 milhões de toneladas.

No segmento de papel, as exportações aumentaram 6,4% em outubro no comparativo anual, para 183 mil toneladas. Já a produção de papel cresceu 3,7% no mês passado no comparativo anual, somando 929 mil toneladas, mas apresentou estabilidade no acumulado de 2018. No balanço mensal os destaques ficaram com as divisões de embalagens ( 5,2%) e papel cartão ( 4,8%).

No segmento de painéis de madeira, as exportações diminuíram 15,9% em outubro ante um ano antes, para 116 mil m³, mas indicaram estabilidade no acumulado do ano, somando 1,1 milhão de m³ comercializados.

Em valores, as exportações da indústria de base florestal cresceram 26% entre janeiro e outubro em relação ao mesmo período do ano anterior, somando US$ 8,8 bilhões. No período, foram registradas expansão de 33,7% no segmento de celulose, de 5% em painéis de madeira e de 4,2% em papel.

Balança comercial

No acumulado do ano, o saldo da balança comercial do setor também foi positivo, com crescimento de 28,7%, totalizando US$ 7,9 bilhões. A representatividade da balança do setor continuou crescendo, totalizando 4,4% do total de exportações brasileiras e 10,4% das exportações do agronegócio.

A China mantém o posto de principal mercado externo para comercialização da celulose, tendo adquirido US$ 2,9 bilhões do produto em outubro, aumento de 39,1% em relação ao mesmo período de 2017. O papel, por sua vez, continua com seu foco de negociações externas na América Latina, que apresentou avanço de 9% no valor negociado. A América Latina ainda é o principal destino dos painéis de madeira e investiu US$ 142 milhões na aquisição do produto neste ano, alta de 12,7%.

Vendas domésticas

No acumulado do ano, o mercado de painéis de madeira no Brasil registrou expansão de 4,7%, com 5,6 milhões de m³ vendidas, e acréscimo de 2,7% em outubro ante o mesmo mês do ano anterior, totalizando 612 mil m³. Já o segmento de papel registrou expansão de 1% tanto no acumulado do ano e no comparativo com o mesmo mês do ano anterior, totalizando 492 mil toneladas. (Fabiana Holtz - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

26 de Novembro de 2018

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Suzano lança nova embalagem do Papel Senninha

A Suzano Papel e Celulose apresenta ao mercado sua mais nova embalagem do papel Senninha®, da linha Report. A principal novidade é o QR Code que dá acesso ao aplicativo de jogos do personagem.

Além disso, a nova embalagem, que começa a ser produzida em novembro, também foi atualizada com novas informações sobre o produto e sobre o Instituto Ayrton Senna.

O design, desenvolvido pelo Instituto, tem como principal objetivo modernizar o produto e o personagem.

Idealizado e lançado por Ayrton Senna, piloto brasileiro tricampeão mundial de Fórmula 1, Senninha é um menino de seis anos que adora velocidade e quer ser piloto de Fórmula 1.

O personagem, inspirado na vida do piloto, pretende passar para as crianças aprendizados socioemocionais como resiliência, empatia, trabalho em equipe e respeito ao próximo, além de valores como amizade, honestidade e cuidado com o meio ambiente.

O papel do Senninha® também possui uma importante função social, pois parte do montante arrecadado com o licenciamento do produto é revertido para o Instituto Ayrton Senna, que trabalha há mais de 20 anos para melhorar a educação pública no Brasil e beneficia 1,5 milhão de estudantes anualmente.

24 de Novembro de 2018

24 de Novembro de 2018

Embalagem de Papelão Ondulado é o tema do novo livro do Instituto de Embalagens

Com o objetivo de ser referência como fonte de informação sobre embalagens de papelão ondulado, o Instituto de Embalagens lança o novo livro Embalagens de Papelão Ondulado, no próximo dia 11 de dezembro, em São Paulo.

O conteúdo da publicação bilíngue (português-inglês) foi desenvolvido com o apoio técnico da Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO).

“Ficamos muito felizes e honrados com o apoio técnico e o patrocínio da ABPO para o 17° livro do Instituto de Embalagens: Embalagens de Papelão Ondulado - Corrugated Paper Packaging", afirma Assunta Napolitano Camilo, diretora do Instituto de Embalagens.

Segundo Assunta, falta literatura sobre este tema em todo o mundo. “A publicação traz informações técnicas e enfoque mercadológico. Além disso, o novo lançamento complementa a coleção Embalagem Melhor Mundo Melhor".

“Por ser referência em embalagem de transporte, a embalagem de papelão ondulado e responsável por “carregar" quase todas as outras embalagens (as primárias). É decisiva para garantir a integridade dos produtos e redução de perdas", salienta Assunta sobre a importância do lançamento do livro.

“É com muita satisfação que a Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO), representante da Indústria de Papelão Ondulado no Brasil, patrocina o livro “Embalagens de Papelão Ondulado"", afirma Gabriella Michelucci, presidente da ABPO.

Além de apresentar informações técnicas, tendências e inovações do setor, a publicação destaca as características positivas das embalagens de papelão ondulado, incluindo as propriedades de sustentabilidade. Totalmente recicláveis, biodegradáveis e renováveis, as embalagens de papelão ondulado possuem atributos de sustentabilidade que se sobressaem em relação às demais soluções no mercado.

“Para a ABPO, que tem entre os seus principais objetivos promover o conhecimento, disseminar e conscientizar os profissionais do setor de papel e celulose, as indústrias, os formadores de opinião e a sociedade sobre os benefícios das embalagens de papelão ondulado, o livro é uma importante fonte de informação", destaca Gabriella.

O livro conta ainda com o patrocínio da FuturePack, Furnax e apoio especial da Embalagens Jaguaré e Hevi Embalagens.

22 de Novembro de 2018 (16:12)

Publicação: Maxpress - Releases

Voith eleva a eficiência na troca do formato da rebobinadeira da Klabin

Novo sistema facilita processo de manutenção e reduz tempo de parada de máquina

Expertise da Voith proporciona instalação do novo sistema de facas em uma semana

Principal parceira e pioneira na indústria de papel, a Voith desenvolveu e implantou com sucesso o novo sistema automático de corte para a rebobinadeira da Klabin, instalada na unidade de Otacílio Costa, em Santa Catarina.

Com o objetivo principal de aumentar a eficiência da rebobinadeira, o projeto aplicado à máquina de fabricação de papel kraft foi responsável por um ganho de tempo estimado em cerca de 80% na troca de formato da rebobinadeira.

O projeto também contou com a instalação de um novo sistema com suportes de facas mais modernos e posicionamento automático das mesmas, que foi instalado em cerca de uma semana.

No antigo equipamento, o processo para troca de formato de cortes era feito manualmente e se alongava de acordo com a habilidade e experiência do operador. Já a instalação do novo modelo, possibilita o posicionamento automático de facas, diminuindo, assim, o tempo de máquina parada.

O sistema antigo era composto de faca e rolo contra-faca. Com o novo sistema, projetado para operar com faca e motor contra- faca, os pontos de corte foram individualizados e o processo de manutenção foi facilitado, proporcionando um ganho expressivo e um corte ainda mais preciso.

Sobre a Voith Paper

A Voith Paper é uma divisão do Grupo Voith e a principal parceira e pioneira na indústria de papel. Por meio de inovações constantes, está continuamente otimizando o processo de fabricação de papel com foco no desenvolvimento de produtos que preservam recursos. Graças ao Papermaking 4.0, os fabricantes de papel podem inter-conectar seus equipamentos de maneira otimizada e aumentar sua competitividade por meio do uso efetivo e seguro dos dados gera-dos. Com o Servolution, a Voith Paper oferece aos seus clientes um amplo portfólio de serviços para todas as seções do processo de fabricação de papel.

Sobre a Klabin

A Klabin é a maior produtora e exportadora de papéis para embala-gens do Brasil, única companhia do país a oferecer ao mercado uma solução em celuloses de fibra curta, fibra longa e fluff, e líder nos mercados de embalagens de papelão ondulado e sacos indus-triais. Fundada em 1899, possui 17 unidades industriais no Brasil e uma na Argentina.

Toda a gestão da empresa está orientada para o Desenvolvimento Sustentável, buscando crescimento integrado e responsável, que une rentabilidade, desenvolvimento social e compromisso ambiental. A Klabin integra, desde 2014, o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da B3. Também é signatária do Pacto Global da ONU e do Pacto Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo, buscando fornecedores e parceiros de negócio que sigam os mesmos valores de ética, transparência e respeito aos princípios de sustentabilidade. Saiba mais: www.klabin.com.br

22 de Novembro de 2018

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Em seis anos, exportações de celulose aumentaram 112 vezes no Paraná

A nova fábrica da Klabin, de Ortigueira, que começou a produzir há dois anos, colocou a celulose no mapa de exportações do Paraná. Maior investimento privado da história do Estado, com R$ 8,5 bilhões atraídos pelo programa de incentivos Paraná Competitivo, a unidade direciona boa parte da produção para as exportações.

Em seis anos, as exportações de celulose pelo Paraná aumentaram 112 vezes - de US$ 4,9 milhões (2011) para US$ 553,8 milhões em 2017.

No primeiro trimestre de 2018 já foram embarcados US$ 180,6 milhões, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

A celulose, que ocupava a 81ª posição entre os produtos exportados pelo Paraná em 2011, passou para sétimo lugar em 2017 e no primeiro trimestre de 2018 subiu para a quarta colocação, atrás apenas de soja em grão, carne de frango in natura e farelo de soja.

“A celulose desbancou os automóveis em exportações no trimestre. Como é um produto com múltiplas aplicações, não apenas para fabricação de papel e embalagens, mas também fraldas e outros produtos de higiene, há um potencial muito grande para exportações pelo Paraná", diz o diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).

Emprego e divisas

De acordo com ele, a instalação de uma fábrica como a da Klabin, além de transformar uma região com baixo índice desenvolvimento econômico, como Ortigueira, com geração de empregos e renda, também tem efeitos positivos em outras áreas.

“Um projeto desse se desdobra no aumento da produção florestal, nas exportações e na movimentação logística até o porto de Paranaguá, e até mesmo no aproveitamento de resíduos para a geração de energia", exemplifica.

Quinto colocado

O Porto de Paranaguá, com forte atuação na movimentação de grãos e automóveis, vem se firmando também como um terminal de exportação de papel e celulose.

Já é o quinto porto do País em movimentação desses produtos.

China e Itália são os principais destinos da celulose exportada pelo Paraná.

Juntos, os dois países respondem por 81% dos embarques.

A Klabin opera um terminal logístico a 5 quilômetros do cais do porto, que foi inaugurado com previsão de giro de 900 mil toneladas no primeiro ano.

O governo federal pretende leiloar uma outra área para movimentação de celulose dentro da faixa primária do porto, com capacidade para 1,3 milhão de toneladas.

Fábrica

A unidade Puma, como foi batizada pela Klabin, possui capacidade anual de produção de 1,5 milhão de toneladas de celulose, sendo 1,1 milhão de toneladas de celulose branqueada de fibra curta (eucalipto) e 400 mil toneladas de celulose branqueada de fibra longa (pínus), parte convertida em celulose fluff.

Florestas

O projeto da Klabin vem fomentando também a produção florestal no Estado.

O Paraná ultrapassou São Paulo e já é o primeiro em produção de toras para papel celulose no Brasil.

Em 2016, último dado disponível do IBGE, foram 15,9 milhões de metros cúbicos, 18,7% da produção nacional.

Em 2011 o Estado ocupava a quarta colocação, com 12,7% de participação.

Fonte: Paraná Portal

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