21 de janeiro de 2020

Publicação: Valor Econômico

Ambev amplia meta para substituir plástico

Companhia pretende chegar a 2025 com todas as embalagens retornáveis ou com material 100% reciclado

Por Cibelle Bouças — De São Paulo

A Ambev decidiu ampliar as metas para por fim à poluição plástica decorrente de suas embalagens. Em 2018, a companhia havia anunciado a meta de ter 100% dos seus produtos em embalagens retornáveis ou que tivessem mais de 50% de material reciclado na composição até 2025. Agora, quer usar exclusivamente embalagens retornáveis ou com material 100% reciclado até a mesma data.

“Nos últimos dois anos, geramos negócios da ordem de R$ 200 milhões na economia circular com a reciclagem de plástico. Quando chegarmos em 100%, vamos colocar na economia circular em torno de R$ 1 bilhão, sem contar investimentos em inovação e novos materiais”, afirmou Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de sustentabilidade e suprimentos da Ambev.

O executivo disse que a empresa busca alternativas com custo igual ou inferior ao do plástico não reciclado. “Hoje já conseguimos com parceiros acesso a plástico reciclado pelo mesmo preço do plástico virgem”, afirmou.

Segundo Figueiredo, 40% das cervejas são vendidas em garrafas retornáveis. No caso dos refrigerantes, 37% da produção de garrafas PET têm material reciclado como principal componente. No caso do Guaraná Antarctica, o índice é de 61%. “Nosso sonho é atingir 100% de garrafas recicladas para a marca até o fim deste ano”.

A companhia vai atuar em três frentes. A principal consiste no uso das embalagens retornáveis e conteúdo 100% reciclado nas novas embalagens. Desde 2018, a Ambev participa do programa Reciclar pelo Brasil, de fomento a cooperativas de catadores. O programa conta com 12 empresas, incluindo Coca-Cola. As empresas apoiam 233 associações e cooperativas e 5 mil cooperados, em 81 cidades do país. O programa já recolheu 133 mil toneladas de plástico no país.

A Ambev também pretende eliminar plástico quando seu uso é desnecessário, como para embalar pacotes promocionais de latas de cerveja. Figueiredo observou que em algumas marcas, como Budweiser, Stella Artois e Corona, os pacotes de latas, que antes eram envolvidos em plástico, agora são embalados em papel-cartão.

23 de Janeiro de 2020 (10:00)

Publicação: Valor Econômico - Notícias

Kimberly-Clark vê lucro subir 33% e atingir US$ 547 mi no 4º trimestre

O resultado ficou ligeiramente acima do esperado pelos analistas A Kimberly-Clark, fabricante do papel higiênico Neve e das fraldas Huggies, teve lucro líquido de US$ 547 milhões no quarto trimestre de 2019, aumento de 33% na comparação anual. Divulgação O lucro por ação da multinacional americana no período ficou em US$ 1,71, alta de 7% ante um ano antes. O resultado ficou ligeiramente acima do US$ 1,70 esperado pelos analistas. A receita da dona dos absorventes femininos Intimus ficou em US$ 4,58 bilhões entre setembro e dezembro de 2019, uma pequena alta de 0,3% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. O resultado veio em linha com o consenso das projeções dos analistas. “Durante todo o ano de 2019, entregamos um crescimento de 4% nas vendas orgânicas e no lucro por ação ajustados ambos à frente de nossa perspectiva original para o ano", disse Mike Hsu, presidente da Kimberly-Clark, em comunicado ao mercado. A geração de caixa da fabricante de bens de consumo no quarto trimestre foi de US$ 924 milhoes, queda de 2,63% em base anual. As despesas em 2019 somaram US$ 1,209 bilhão, sendo que aquelas relacionadas ao programa de reestruturação global, maiores que os US$ 877 milhões verificados em 2018. Em fevereiro do ano passado, a multinacional fechou uma fábrica de absorventes Intimus no Rio Grande do Sul, que funcionava há 23 anos. Vendas nos países emergentes A Kimberly- Clark informou que as vendas da categoria de cuidados pessoais nos países emergentes cresceram 1% no quarto trimestre de 2019. A empresa reportou vendas de US$ 2,2 bilhões no segmento, aumento de 1%. Houve aumento do volume de produtos vendidos na Europa Oriental, Índia, África do Sul, mas caiu na América Latina. A Kimberly-Clark não detalhou o desempenho no Brasil, quarto maior mercado para a companhia depois de Estados Unidos-Canadá, Coreia do Sul e Reino Unido. Para 2020, a fabricante de bens de consumo projeta avanço de 1% na receita e que o lucro por ação deve oscilar entre US$ 7,10 e US$ 7,35.

23 de Janeiro de 2020

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Corona lança embalagem especial de papel com venda revertida em limpeza de praia

Produzido em papel biodegradável, embalagem de Coronita Extra estará disponível por tempo limitado convidando consumidores a participarem da causa.

O ano de 2019 foi de saldo positivo para a parceria entre Corona e Parley, que juntas realizaram a limpeza de mais de 20 praias e lideraram diversas campanhas e iniciativas de conscientização e mobilização para remover o lixo descartado nos mares e praias.

A marca lançou um design especial para os packs de Coronita (210 ml) e com a venda de cada embalagem com seis unidades da cerveja, 100% da renda será revertida para a limpeza de um metro quadrado de praia. Produzida em papel biodegradável, a edição comemorativa já chegou aos principais pontos de venda do Rio de Janeiro e do litoral paulista, onde fica disponível por tempo limitado enquanto durarem os estoques.

“A Corona é uma cerveja que convida as pessoas a curtir a vida ao ar livre, aproveitando principalmente a praia e o mar, onde a marca nasceu e sempre esteve presente. Essa causa é importante para nós e, enquanto os oceanos e a vida animal ainda estiverem ameaçados pelo descarte inadequado do plástico, continuaremos trabalhando para combater os danos e conscientizar as pessoas", conta Bruna Buás, diretora de marketing de Corona. “O lançamento do pack de Coronita representa para nós mais um passo para continuarmos cuidando dos oceanos e queremos continuar espalhando cada vezes mais esta mensagem, para que todos possam se inspirar e se juntar à causa", complementa.

22 de Janeiro de 2020 (18:19)

Publicação: Money Times - Notícias

P&G: crescimento das vendas em foco após ações atingirem máxima histórica

As ações da Procter & Gamble (PG), líder mundial em produtos básicos de consumo, tiveram um excelente 2019. Os investidores fizeram o papel disparar até a máxima histórica após cinco trimestres consecutivos de crescimento explosivo, alimentando fortes expectativas para este ano.

Tudo indica que essa boa fase da empresa deve continuar, quando a fabricante das fraldas Pampers e dos barbeadores Gillette divulgar seus resultados para o 2T fiscal de 2020 amanhã pela manhã. Em média, os analistas esperam um lucro por ação de US$ 1,37 sobre vendas de US$ 18,42 bilhões.

Na expectativa de outro trimestre espetacular, as ações da maior fabricante mundial de produtos domésticos atingiram outra máxima histórica na sexta-feira, a US$ 127. O papel fechou o pregão de ontem cotado a US$ 126,09, uma alta de 38% em relação ao ano passado.

Nos últimos dois anos, a P&G, cujas marcas de produtos domésticos incluem diversos nomes internacionais, como o detergente Dawn, os papéis-toalha Bounty e a pasta de dentes Crest, vem aumento consistentemente suas vendas, graças à sua inovação, marketing e estrutura organizacional simplificada.

Em outubro, a companhia divulgou que as vendas orgânicas, que excluem fatores como aquisições e flutuações cambiais, aumentaram 7% no primeiro trimestre fiscal, mostrando que está a todo vapor, após ter apresentado o mais rápido crescimento em vendas orgânicas em mais de uma década no trimestre anterior.

Mas o ritmo de crescimento que a P&G está apresentando não é comum para uma companhia que fabrica produtos de consumo para o dia a dia, em categorias onde a concorrência é intensa e as margens são baixas. Para uma empresa gigante no setor de consumo como a P&G, não seria justo sempre esperar trimestres espetaculares.

Durante o mesmo período, a Kimberly-Clark (KMB), fabricante de produtos como Huggies e Kleenex, registrou um crescimento de 4% em vendas orgânicas, ao passo que a Reckitt Benckiser (RB), fabricante britânica de produtos como o desinfetante Lysol e o detergente Woolite, apurou um crescimento orgânico decepcionante de apenas 1,6%.

Essas preocupações fizeram com que alguns investidores questionassem o valuation muito alto da P&G e sua capacidade de subir ainda mais, após um rali tão rápido e poderoso.

Atualmente, os papéis da P&G são negociados a 24 vezes seu lucro prospectivo, em comparação com a média de cinco anos em torno de 20. Na última década, a ação nunca apresentou um múltiplo tão elevado quanto esse.

Esses receios podem dar margem a investidores de curto prazo, mas acreditamos que medir o desempenho das ações da P&G com base nessas métricas não é capaz de mostrar um quadro verdadeiro do potencial crescimento da companhia.

O que está impulsionando os ganhos do papel é o sucesso da empresa em executar sua estratégia de recuperação diante da mudança nas necessidades de consumo, bem como em se colocar bem à frente dos concorrentes.

Sob a gestão do CEO David Taylor, a P&G reduziu seu portfólio de marcas de 175 para 65, focando nas 10 categorias com maior margem. Ao longo desse processo, a companhia também eliminou 34.000 postos de trabalho através da combinação de vendas de marcas, programas de demissão e fechamento de fábricas, reduzindo mais de US$ 10 bilhões em custos.

Essas medidas claramente estão ajudando a empresa a buscar preços mais altos para seus produtos, apesar de um ambiente inflacionário benigno. A P&G começou a implementar aumentos graduais de preços em meados do ano passado, depois de tentar reativar o crescimento fazendo o oposto.

A mudança na estratégia de preços será concluída em fevereiro, o que pode levar a aumentos entre 4% e 10% nos produtos, incluindo as marcas como Pampers, Bounty, Charmin e Puffs.

As ações da P&G continuam sendo nossa escolha favorita entre as empresas de produtos de consumo embalados. A empresa é uma das maiores pagadoras de dividendos dos EUA, distribuindo um dividendo anual de US$ 2,98 por ação, para um yield de 2,36%, um histórico difícil de bater.

A fabricante das fraldas Pampers elevou seus proventos por 62 anos consecutivos. Agora que o crescimento voltou, os investidores podem esperar mais elevações de dividendos. Vemos poucas razões para abandonar essa gigante do consumo, mesmo que suas ações passam por alguma correção.

22 de Janeiro de 2020 (16:18)

Publicação: Agência IN - Caderno Setorial

Klabin recebe aval para drones em longa distância

SAO PAULO, 22 de janeiro de 2020 - A Klabin, maior produtora e exportadora de papéis para embalagens do Brasil e pioneira na adoção do manejo florestal em forma de mosaico, é a primeira empresa do setor de papel e celulose a conseguir liberação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar veículos aéreos não tripulados (VANTs ou drones) sem a necessidade de contato visual constante com uma equipe em terra.

A Unidade Florestal da companhia, responsável pelo manejo de cerca de 216 mil hectares de florestas nativas e mais de 239 mil hectares de florestas plantadas de pínus e eucalipto, já utiliza drones em sua operação desde 2014. Com a liberação, poderá realizar voos de até 400 pés (aproximadamente 120 m) de altura e a um raio de cinco quilômetros de distância. Antes, as distâncias eram limitadas a 500 metros do ponto de decolagem.

De acordo com Marino Moreira, líder da equipe de VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado) da Klabin, a novidade garante um ganho para a empresa e para os colaboradores que pilotam os drones. 'A nossa equipe poderá operar com mais segurança, já que não precisará mais se deslocar para áreas muito próximas aos terrenos plantados para fazer as imagens. Além disso, a Klabin poderá aumentar a sua produtividade, já que o raio de alcance do drone aumenta'.

Por meio do novo sistema, a operação é observada em tempo real, seja para captar imagens aéreas da região quanto para ajudar na prevenção de pragas, doenças, possíveis incêndios florestais, dentre outras atividades. 'A autorização trará mais propriedade, segurança e resultados assertivos nos monitoramentos florestais', acrescenta Moreira.

22 de Janeiro de 2020 (00:18)

Publicação: Money Times - Notícias

Demanda da China alivia excedente de celulose, diz Suzano

A celulose pode estar em um ponto de inflexão uma vez que clientes da China retornam ao mercado depois de minarem seus estoques enquanto os maiores fornecedores cortam a produção.

Essa é a visão da Suzano (SUZB3), maior produtora mundial de celulose.

A empresa observa um aumento da demanda chinesa, o que é um bom indicador para o consumo final na Ásia, disse o diretor financeiro da Suzano, Marcelo Bacci, em entrevista.

“O que estamos vendo são nossos clientes na China comprando grandes volumes para atender ao consumo e, provavelmente, repondo estoques que foram reduzidos no ano passado para níveis abaixo do normal", disse.

A recuperação da demanda deve se refletir nos estoques da indústria brasileira do último trimestre de 2019, disse Bacci. “Podemos ver um corte grande."

No terceiro trimestre, a Suzano divulgou queda maior do que a esperada dos estoques.

Embora a rival Klabin (KLBN11) tenha acabado de reajustar os preços para vendas na China, os melhores fundamentos do setor ainda não causaram um impacto significativo no mercado, já que os preços permanecem próximos dos menores níveis dos últimos anos.

“O mercado inteiro aguarda essa recuperação, mas ninguém sabe quando virá", disse Bacci, acrescentando que até o momento a empresa não recebeu informações de que os incêndios na Austrália tenham causado cortes de fornecimento na Ásia.

Enquanto produtores aguardam uma alta dos preços, a Suzano permanece à frente dos concorrentes asiáticos quando se trata de margens, mesmo considerando custos mais altos de logística, disse Bacci.

O custo caixa da celulose de fibra curta, de cerca de US$ 170 a tonelada, está bem abaixo do preço final na China, de US$ 460, e do custo total da celulose entre os produtores da China e da Indonésia, de US$ 400 a US$ 450, disse.

“O Brasil é um lugar muito mais competitivo para a produção de celulose."

22 de Janeiro de 2020

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Expedição de papelão ondulado tem alta de 1,6% em 2019

A expedição de caixas, acessórios e chapas de papelão ondulado foi de 285 526 toneladas em dezembro de 2019, segundo apuração prévia da ABPO - Associação Brasileira do Papelão Ondulado. O volume total cresceu 7,31% em relação ao mesmo mês em 2018, atingindo o maior nível de expedição para dezembro desde 2005.

Na comparação trimestral, houve 4,5% de crescimento na expedição em relação ao quarto trimestre de 2018.

Considerando os dados livres de influência sazonal, a expedição de papelão ondulado aumentou em 0,12% em dezembro, para 311.357 toneladas. Desde o segundo semestre a expedição vem crescendo sucessivamente e, o resultado do mês é o maior nível desde junho de 2018 (318.377 - mês de recuperação após a greve dos caminhoneiros).

De acordo com a prévia, o crescimento da expedição em 2019 foi de 1,6%, chegando a 3 600 000 toneladas, maior volume desde 2014.

21 de Janeiro de 2020

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Governo de SP firma nova parceria com Bracell para investimento de R$ 1 bi no Estado

O Governador João Doria e os Secretários de Estado, Patricia Ellen (Desenvolvimento Econômico) e Julio Serson (Relações Internacionais), se reuniram nesta terça-feira (21) com o presidente mundial do Grupo RGE (Royal Golden Eagle), Anderson Tanoto, e anunciaram o investimento adicional da Bracell, de R$ 1 bilhão, para a fábrica de celulose em Lençóis Paulista, no interior de São Paulo. O recurso será destinado a novos processos produtivos focados em inovação e sustentabilidade.

“Esse talvez seja um dos principais encontros que teremos em Davos. São cerca R$ 8 bilhões em investimentos, que significam, nesse momento, mais de 1,2 mil empregos garantidos na construção na fábrica. Quando ela estiver pronta, em Lençóis Paulista, serão outros 7,5 mil postos de trabalho. Hoje, a Bracell anunciou mais R$ 1 bilhão em investimentos para São Paulo e o compromisso de participar ativamente do Citi (Centro Internacional de Tecnologia e Inovação)", comentou Doria.

O anúncio acontece no segundo dia de reuniões que seguirá extensa agenda até a sexta-feira (24). Estão previstos cerca de 32 encontros, além da participação do Governador e Secretários em seminários e reuniões para apresentação de projetos e ações do Governo para líderes de empresas e grupos de investidores mundiais.

Na edição de 2019 do Fórum Econômico Mundial, Doria garantiu junto ao grupo asiático o investimento de R$ 7,5 bilhões para a expansão da fábrica da Bracell, no interior do estado de São Paulo. O anúncio ocorreu oficialmente em julho e foi o maior investimento que a região de Bauru já recebeu nos últimos 20 anos. A unidade da empresa faz parte de um dos doze polos regionais de desenvolvimento, criado pelo Governo do Estado para centralizar e estimular empresas do mesmo setor, neste caso o Polo de Papel, Celulose e Reflorestamento.

Dessa vez, o primeiro investimento é para uma das maiores instalações de gaseificação de biomassa existentes, com objetivo de apoiar a operação do forno de cal. A planta de gaseificação usará biomassa 100% renovável como matéria-prima para produzir biogás.

Já o segundo investimento é destinado a um sistema de distribuição de energia de última geração, incluindo uma tecnologia de subestação isolada a gás de 440 KV, que aumentará a segurança no sistema de fornecimento de energia verde para a rede nacional. A Bracell fornecerá cerca de 180MW dessa energia renovável, que será gerada a partir da queima da fração orgânica do licor (sistema de recuperação química) . O Projeto Star da Bracell também visa reduzir o uso de recursos naturais em seus processos, instalando um sistema robusto de captação de água da chuva e sua reutilização em toda a área industrial.

A Secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen, ressalta que o compromisso do Governo de São Paulo é com o desenvolvimento econômico e apoio às tecnologias sustentáveis. “Mais um importante investimento para o nosso Estado, que está alinhado ao respeito a inovação e a sustentabilidade", disse Patricia.

A Bracell vai destinar parte do valor para investimentos comunitários e sociais, com prioridade na melhoria das infraestruturas de saúde e segurança pública nos principais municípios onde estão localizados seus projetos de expansão, além de programas de qualificação da força de trabalho e fornecedores locais que atenderão às necessidades da nova fábrica.

O projeto de expansão da Bracell em São Paulo tem conclusão prevista para 2021 e, durante esses dois anos, empregará cerca de 11 mil trabalhadores durante o pico da obra. Após a conclusão, a fase de operação empregará cerca de 6.650 trabalhadores diretos e terceirizados de forma permanente nas operações industriais, florestais e de logística. A Bracell é patrocinadora do Centro da 4ª Revolução Industrial, que será anunciado em Davos.

21 de Janeiro de 2020

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Veracel reduz ainda mais o uso de água para fabricação de celulose

A fábrica da Veracel Celulose, localizada no município de Eunápolis no Sul da Bahia, bateu o recorde interno de uso da água. Foram 22,2 metros cúbicos (m3) de água para cada tonelada de celulose produzida (m3/tsa) . A meta para 2019 era de 23,7 m3/tsa - já considerada bastante desafiadora - e as ações implementadas fizeram com que o resultado fosse ainda melhor.

Em 2015, foi proposto um plano de ação para reduzir o uso de água anual, que até então era de 25 m3/tsa. O plano previa atingir a marca de 22,5 m3/tsa em 2020. O uso da metodologia Lean Six Sigma (conjunto de práticas para aprimorar sistematicamente os processos), novas lógicas de automação para controle dos níveis dos tanques e eliminação dos transbordos, correções de vazamentos em válvulas e comportas, instalação de novos alarmes nos painéis para os operadores e ferramenta de gestão de água online para indicar a origem das perdas, entre outras ações ajudaram a melhorar o desempenho da empresa em relação ao uso da água. “O resultado é fruto do trabalho conjunto de várias áreas na busca constante da nossa eficiência operacional e ambiental", comemora Tarciso Matos, coordenador de Meio Ambiente e Licenciamento da Veracel. Para 2020, o desafio é ficar abaixo de 22 m3/tsa.

Para Ari Medeiros, diretor da área Industrial, 2019 já é considerado o melhor ano em termos ambientais para a Veracel. “No segundo semestre, a fábrica operou 99,5% do tempo disponível. Essa alta eficiência contribuiu muito para reduzir o consumo de água devido à alta estabilidade dos processos. Tivemos dois meses em que os valores foram inferiores a 21 m3/tsa. Esses são motivos de sobra para continuar apoiando as novas ideias e investindo em tecnologias que tornem o processo industrial cada vez mais eficiente e sustentável, sem trazer prejuízos aos nossos equipamentos e a qualidade da celulose. Queremos ser cada vez mais reconhecidos como uma empresa-referência em melhores práticas ambientais", declara Medeiros.

Reciclagem de resíduos industriais - Em 2019, a Veracel também conseguiu outro feito importante: reciclou 99% dos resíduos industriais. Essa marca foi obtida com a reciclagem da cal queimada - um resíduo que não era reciclável até 2019.

Os resíduos do processo de fabricação de celulose, explica Matos, possuem características bastante valorosas para agricultura. “Basicamente, são dois tipos principais de rejeito; um rico em calcário e o outro rico em matéria orgânica e nutrientes. Descobrimos que o rejeito da cal queimada em reação química com outros elementos podia ser convertido em carbonato de cálcio, um material que serve para corrigir a acidez de solo".

Atualmente, a geração anual de resíduos calcários da fábrica Veracel está em equilíbrio com a necessidade de uso de corretivo de acidez de solo nos plantios de eucalipto da empresa. “Todo corretivo oriundo da reciclagem é utilizado em nossa área florestal e por nossos parceiros. O aterro industrial zero poderá ser uma realidade em um futuro bem próximo", avalia Matos.

21 de Janeiro de 2020

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Biomassa florestal como energia: ganha o produtor florestal e agrícola

A floresta tem um peso económico considerável na economia nacional. O Valor Acrescentado Bruto em 2017, segundo o Observatório para as Fileiras Florestais foi quase de 167 milhões de euros. O INESC TEC - Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência e os seus parceiros acreditam que muito mais se pode fazer para valorizar este bem nacional. Assim, nascem os projetos GOTECFOR - Tecnologia para a mobilização e aproveitamento de Biomassa Florestal na agroindústria e o BIOTECFOR - Bionegócios e Tecnologia para a valorização eficiente dos recursos florestais endógenos no Norte de Portugal e Galiza para promover a valorização dos recursos florestais considerando duas abordagens complementares e com diferentes escalas de implementação temporais.

Os projetos são complementares, tendo o GOTECFOR como motivação dois problemas fundamentais existentes no sector agroflorestal: baixo valor económico dos resíduos florestais e elevados custos no aquecimento de estufas, quando utilizado gás e/ou eletricidade. Neste sentido, pretende-se avaliar a potencialidade de utilizar resíduos florestais no aquecimento das estufas, reduzindo assim os custos neste processo.

Biomassa como fonte de energia

Filipe Neves Santos, coordenador da investigação no INESC TEC, explica que estão numa fase de “encontrar, adaptar e parametrizar a utilização de uma ferramenta informática para otimização da cadeia de abastecimento da Biomassa Floresta [BF] às culturas protegidas. Em paralelo, temos vindo a analisar o parque de máquinas e alfaias florestais, e temos identificado inovações nestas máquinas no sentido de as tornar mais eficientes no contexto da utilização de resíduos florestais no aquecimento de estufas".

Atualmente, o GOTECFOR tem um piloto a decorrer nas estufas de flores (FlorAlves), em Vila do Conde. Aqui, o aquecimento das estufas tem sido feito com estilha proveniente de resíduos florestais. Os investigadores têm “avaliado o impacto económico na utilização biomassa para aquecimento da estufa". E já foram retiradas algumas conclusões, tais como que “as alfaias, máquinas, caldeiras e gestão das cadeias de abastecimento que necessitam de ser adaptadas, nomeadamente: caldeiras que necessitam de ser ajustadas no sentido de serem mais tolerantes a estilha com algum conteúdo de terroso e pedras; estilhadoras com capacidade aumentada na filtragem do calibre da estilha e de materiais não lenhosos; melhor monitorização de teores de humidade das pilhas de estilha; e sistemas de apoio à gestão das cadeias de abastecimento da BF às culturas protegidas".

A biomassa florestal utilizada como fonte de energia é assim uma oportunidade quer para produtores florestais, quer para os profissionais que recorram a este produto florestal. A utilização direta de estilha/biomassa no aquecimento de estufas reduz os custos associados ao aquecimento das estufas e aumenta a produtividade das culturas, traduzindo-se para o agricultor numa maior rentabilidade da exploração e aumento da capacidade de produção/exportação de produtos agrícolas durante todo o ano. As mais-valias não se ficam por aqui, pois a utilização de estilha/biomassa no aquecimento de estufas permite também aumentar o número de locais com capacidade para o consumo da biomassa e reduzir os custos de transporte da biomassa e ao mesmo tempo eliminar as perdas nos ciclos de transformação biomassa (energia térmica - energia elétrica - energia térmica) - que podem chegar aos 50%. Esta redução de custos de transporte e redução nas perdas de transformação pode viabilizar a utilização de outros subprodutos florestais e pode tornar autossustentável a manutenção/limpeza da floresta.

“Ao associarmos à cadeia de valor uma ferramenta que analisa a procura (agricultor com estufas) e oferta (proprietário florestal/prestador de serviços), que otimiza os custos de transporte e aumenta os ganhos do lado da procura e oferta, estamos a aumentar a inteligência e eficiência de toda a cadeia e a aumentar a rentabilidade para todos envolvidos", destaca Filipe Neves Santos, sublinhando que “pela via do aumento da rentabilidade do agricultor, redução dos custos de transporte e redução nas perdas de transformação é possível viabilizar esta cadeia de valor que promove uma economia circular envolvendo floresta e agricultura".

Gerar novos biomateriais

Paralelamente ao GOTECFOR, está a decorrer o projeto BIOTECFOR que visa também valorizar os produtos da floresta, neste caso enaltecer a importância da biomassa florestal recorrendo à geração de novos biomateriais e redução de custos operação com recurso à automação e robótica.

Filipe Neves Santos recorda que “um dos fatores limitantes na limpeza/manutenção florestal é custo destas operações, reflexo da inexistência de máquinas mais eficientes/adaptadas à realidade portuguesa e da dependência de recursos humanos inexistentes ou escassos. Para responder a esta limitação, no INESC TEC desenvolvemos tecnologia robótica que permite automatizar uma máquina teleoperada para efetuar, de forma autónoma e segura, operações de limpeza e manutenção florestal". O instituto está também a desenvolver uma alfaia autónoma para acoplar a este robô que efetue não só a recolha, mas também o pré-processamento e processamento da biomassa, no sentido de reduzir custos de transporte, reduzir o esforço físico destas operações e dignificar o trabalho neste contexto. Os biomateriais integram igualmente este projeto e, neste campo, os investigadores do CTAG (Fundación para la promoción de la innovación, la investigación y el desarrollo tecnológico en la industria de automoción de Galici) incorporar até 60% material lenhoso de origem florestal em plásticos (compósito), com capacidade para utilização na indústria automóvel. Esta utilização de material lenhoso de origem florestal em materiais compósitos permitirá valorizar até dez vezes o valor económico da biomassa florestal (tipicamente utilizada em centrais de geração de energia elétrica).

Os principais beneficiadores do projeto BIOTECFOR são os fabricantes de alfaias e máquinas florestais e prestadores de serviços florestais que poderão, com o conhecimento obtido no projeto, sentir-se motivados a desenvolver novas máquinas e alfaias mais compactas e inteligentes para operações de limpeza e manutenção florestal.

“Neste momento, o INESC TEC é claramente a instituição de I&D [Investigação e Desenvolvimento], na Península Ibérica, com mais experiência no desenvolvimento de robótica para contexto florestal e com capacidade para ajudar as empresas a desenvolver novas máquinas, alfaias, robôs, sensores, IoT [Internet of Things - Internet das Coisas] e Sistemas de Apoio à Decisão para este contexto florestal", explica Filipe Neves Santos.

A questão que se coloca é se os empresários florestais, e outros empreendedores, estão abertos a novos negócios e apostar nos recursos florestais de outra forma. O investigador do INESCTEC não tem dúvidas de que “sim", estão “claramente preparados". Filipe Neves Santos pormenoriza: “Num dos workshops organizado no contexto do projeto BIOTECFOR, onde juntámos fabricantes, prestadores de serviços e proprietários florestais foi percetível a clara capacidade do sector em inovar e a enorme vontade de procurar novas formas de valorizar a floresta. Penso que o sector carece de apenas mais investimento que promova a colaboração entre os diferentes atores do sector e que promova o desenvolvimento de soluções tecnológicas de origem nacional, para que possa emergir um ecossistema no sector composto por fabricantes, prestadores de serviços e proprietários florestais com capacidade para exportar tecnologia desenvolvida na realidade portuguesa".

Ao longo destes dois anos de GOTECFOR e BIOTECFOR muito trabalho já foi feito, contudo os investigadores gostariam de dar continuidade ao trabalho. Filipe Neves Santos considera “fundamental que exista uma continuidade destes projetos, não só pelo investimento já efetuado, mas essencialmente porque é uma área onde claramente Portugal se poderá destacar e vir a ser líder em termos de robótica florestal, sistemas de apoio à decisão e ecossistemas florestais-agrícolas". Por isso, conclui que “gostaria que a continuidade passasse por um consórcio de empresas fabricantes, prestadores de serviços e proprietários florestais focada no desenvolvimento de robôs (máquinas e alfaias), sensores, IoT e Sistemas de Apoio à Decisão para este contexto florestal".

Fonte: Vida Rural (PORTUGAL)

20 de Janeiro de 2020

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Celulose - Indústria do Paraná registra mantém o melhor desempenho do País

O Paraná encerrou os onze primeiros meses de 2019 com 5,4% de crescimento na produção industrial. É o maior índice do País, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apenas oito dos quinze locais pesquisados registraram variação positiva entre janeiro e novembro, e o balanço nacional aponta recuo de -1,1% no período.

O resultado da indústria do Paraná, até novembro do ano passado, também é o maior desse recorte desde 2011. Entre 2012 e 2018 foram quatro resultados negativos - o mais expressivo deles em 2015, no auge da crise econômica, com queda de - 8,3%.

O crescimento industrial paranaense em 2019 foi puxado pela fabricação de produtos de metal (4,7%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (6,2%), máquinas e equipamentos (12,7%), produtos alimentícios (6,6%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (27%). Os dois últimos segmentos tiveram o melhor resultado do País.

Segundo o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o desempenho industrial representa um sinal da confiança do setor empresarial em um novo ciclo de crescimento do Paraná e resulta da capacidade técnica e de pessoal da indústria paranaense. “É um número que mostra a força econômica do Paraná, e contrasta com o momento de baixa no Brasil", afirmou.

PERSPECTIVA - O governador destacou, ainda, a atração de R$ 23 bilhões em projetos privados para o Estado em 2019, o que tende a aumentar o volume da produção industrial nos próximos anos.

“Para manter esse ritmo econômico há um esforço de todo o Governo do Estado em atrair investimentos, gerar empregos, aumentar a nossa força produtiva", acrescentou Ratinho Junior. “No ano passado, concentramos esforços para que a máquina pública trabalhe com mais agilidade para induzir o crescimento econômico".

DOZE MESES - O Paraná também lidera o ranking brasileiro na taxa anualizada da produção da indústria. Nos últimos doze meses (até novembro de 2019) o crescimento paranaense foi de 5%. Na sequência estão Goiás (3,1%), Rio Grande do Sul (2,6%), Santa Catarina (2,3%) e Amazonas (2,2%). O desempenho nacional, também nesse indicador, ficou negativa em - 1,3%.

Na comparação entre novembro de 2019 e novembro de 2018, o setor industrial nacional mostrou redução de -1,7%, com dez dos quinze locais pesquisados apontando resultados negativos. Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pará, Bahia e São Paulo registraram taxas negativas nesse índice.

PETROQUÍMICA - O pesquisador Daniel Nojima, diretor de Estatística do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), aponta que os resultados do Estado em novembro passado foram influenciados por recuos nas indústrias de combustíveis, de madeira e de celulose.

“A indústria petroquímica teve um recuo de mais de 30% em relação a 2018, e as indústrias de madeira e papel e celulose registraram pequenas variações negativas. Esses percalços pontuais puxaram o índice mensal para baixo", afirmou. “Entretanto, as indústrias de máquinas e equipamentos, automobilística e de alimentos continuam com trajetórias ascendentes, o que indica boas perspectivas de fechamento de resultados do conjunto da indústria do Estado em 2019".

PIB INDUSTRIAL - O Produto Interno Bruto (PIB) da indústria paranaense cresceu 2,3% no acumulado dos três primeiros trimestres de 2019, segundo Ipardes. Também houve crescimento de 1,89% no 3º trimestre na comparação com o mesmo período de 2018. A projeção do instituto para o PIB estadual de 2019, com todos os setores econômicos, é de crescimento de 0,7%.

Fonte: UOL

20 de Janeiro de 2020

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Veracel e Suzano se unem para realizar o maior monitoramento privado de fauna e flora do País

Em ação inédita, as empresas do setor de celulose e papel Veracel e Suzano se juntam para realizar uma nova abordagem de monitoramento de biodiversidade territorial, denominado Monitoramento de Biodiversidade - BAMGES. A iniciativa visa monitorar a biodiversidade do território, em mais de 900 mil hectares sob a gestão das duas empresas nos Estados da Bahia, Minas Gerais e Espírito Santos. “Com esse projeto conheceremos mais a biodiversidade territorial, propiciando melhorar a gestão sobre a conservação da fauna e flora em áreas de alto valor de conservação das empresas na região", conta Virginia Londe de Camargos, coordenadora de Estratégia Ambiental e Gestão Integrada da Veracel.

Segundo Virginia, desde 2008 as empresas monitoram a biodiversidade dos mesmos grupos de fauna (mamíferos e aves) e flora, mas de forma isolada e por meio de metodologias que não permitiam estudos integrados. “O BAMGES é o aperfeiçoamento desse projeto, porque melhoramos a qualidade das informações e comparamos cada ambiente com as suas particularidades. Com esse conhecimento acumulado, o amadurecimento e a evolução da gestão ambiental das empresas, teremos uma avaliação sistêmica e geração de ações concretas para a conservação da biodiversidade, um importante legado do setor florestal para a região", avalia.

Para Yugo Matsuda, Gerente de Sustentabilidade da Suzano, a iniciativa vai contribuir de forma integrada para a conservação de biodiversidade. “Pensar apenas em monitoramento de biodiversidade não é o suficiente. É preciso agir, efetivamente", afirma. “Precisamos pensar de forma integração e ativa para os problemas e ameaças que nossa biodiversidade tem sofrido ao longo dos tempos. Isso tudo só é possível tendo olhar e gestão do território amplo com parcerias com universidades, empresas, comunidades ONGs e outros. Isso é o que propomos com o BAMGES".

17 de Janeiro de 2020

Publicação: Celulose OnLine - Notícias

Produção de aglomerado de madeira na Rússia continua a crescer

Um relatório recentemente apresentado à Rede Global de Informações Agrícolas do Serviço Agrícola Estrangeiro do USDA prevê que a indústria de aglomerados de madeira da Rússia continuará aumentando a produção e as exportações em resposta à crescente demanda dos países europeus.

O relatório cita o Serviço Estatístico Federal da Rússia (Rosstat) ao reportar que o país produziu 1,4 milhão de toneladas métricas de pellets de madeira em 2018, um aumento de 4% em relação ao ano anterior. O crescimento foi modesto quando comparado ao aumento de 30% na produção experimentado entre 2016 e 2017. Entre janeiro e julho de 2019, Rosstat relatou que a produção de aglomerados de madeira atingiu 766.000 toneladas, um aumento de 121% quando comparado ao mesmo período de 2018.

O relatório, no entanto, também alerta que essas estatísticas podem não ser totalmente precisas. “Fontes da indústria … indicam que as estatísticas de produção ou pellets de madeira da Rosstat capturam principalmente fábricas de grande capacidade, enquanto instalações de tamanho médio e menores, que operam como parte de grandes fábricas, não relatam sua produção", afirma o relatório, observando que Estima-se que a produção de pellets de madeira na Rússia esteja mais próxima de 1,8 milhão de toneladas por ano.

A Rússia exportou um recorde de 1,511 milhão de toneladas métricas de pellets de madeira em 2018, segundo o relatório. Aproximadamente 94% desse volume foi destinado a clientes na UE-28. Os principais destinos de exportação incluem Dinamarca, Suécia, Itália e Reino Unido. Esse nível de exportação faz da Rússia o terceiro maior fornecedor de pellets de madeira para a UE, depois dos EUA e do Canadá.

O relatório observa que os exportadores russos de pellets de madeira, desde 2017, são elegíveis para apoio do governo que ajuda a cobrir os custos de transporte. O relatório cita fontes da indústria que estimam que aproximadamente metade dos 3 bilhões de rublos (US $ 48,96 milhões) alocados pelo governo russo em 2018 para o apoio de exportadores envolvidos no processamento de madeira profunda cobrem até 80% dos custos de transporte dos exportadores. “Os especialistas acreditam que essa medida estimulará uma maior expansão do desenvolvimento dos produtores de aglomerados de madeira, atualmente orientados para a exportação", afirmou o relatório.

O consumo doméstico de pellets de madeira na Rússia é estimado em 335.000 toneladas para 2019. O relatório explica que a demanda doméstica por pellets de madeira deverá permanecer baixa, pois atualmente não há fatores econômicos ou legislativos na Rússia que apoiem um crescimento significativo no consumo doméstico de madeira .

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