Conjuntura do Agronegócio

1. Agronegócio: Santa Catarina exporta 7,7% mais no primeiro quadrimestre

O agronegócio de Santa Catarina exportou US$ 1,75 bilhão nos primeiros quatro meses do ano, 7,7% mais que em relação a igual período do ano passado. Em nota, a Secretaria da Agricultura, diz que a participação do setor nas exportações do Estado foi de 63,7% . Os embarques de carnes e produtos de origem animal puxaram o desempenho, com US$ 914,5 milhões, alta de 13,8% ante 2018. Grãos, frutas e tabaco responderam por 13,4% do total. O setor faturou mais de US$ 367 milhões, aumento de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O bom desempenho é levado principalmente pelas exportações de soja, que já superam US$ 210 milhões e apresentaram uma alta de 17,6% em 2019.

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Fonte: Broadcast Agro/UDOP

2. Comitê de coordenação do Plano Nordeste começa a definir prioridades

O Comitê de Coordenação Central do Plano de Ação para o Nordeste (Plano Nordeste) reuniu-se nesta terça-feira (21/5), pela primeira vez para definir as prioridades para região. Em nota, o coordenador do comitê, Paulo Melo, disse que a ideia é que no semiárido os esforços concentrados cheguem a 30 microrregiões até o fim do governo Jair Bolsonaro. O plano é considerado prioritário pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que desde o início da gestão esteve na região três vezes.

Conforme a Agricultura, serão criados comitês de coordenação estadual em cada uma das unidades da federação abrangidas pelo Plano Nordeste, e instalados escritórios locais em cada uma das microrregiões, para facilitar a operacionalização dos projetos. Ficou definido que até o dia 28 deste mês todos os envolvidos no Plano Nordeste revisem as propostas apresentadas e posteriormente será definido um prazo para entrega da lista de projetos.

O Comitê de Coordenação Central do Plano de Ação para o Nordeste é formado por todas as secretarias do ministério, pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e Serviço Florestal Brasileiro, além de instituições parceiras, Confederação da Agricultura e da Pecuária do Brasil (CNA) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

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Fonte: Estadão Conteúdo/Globo Rural

3. Redução das abelhas ameaça segurança alimentar

O declínio mundial das populações de abelhas representa uma séria ameaça a uma ampla variedade de plantas críticas para o bem-estar e os meios de subsistência humanos, e os países devem fazer mais para proteger os principais aliados do mundo. Foi isso que afirmou a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) no Dia Mundial da Abelha.

O número de abelhas e outros polinizadores está diminuindo em muitas partes do mundo devido, em grande parte, a práticas agrícolas intensivas, monocultura, uso excessivo de produtos químicos agrícolas e temperaturas mais altas associadas às mudanças climáticas, que afetam apenas para os rendimentos das culturas, mas também a nutrição. Se esta tendência continuar, colheitas cada vez mais frequentes e nutritivas, como frutas, nozes e muitos vegetais, serão substituídas por culturas básicas, como arroz, milho e batatas, o que poderia levar a uma dieta desequilibrada, segundo a FAO.

"As abelhas estão sob a maior ameaça contra os efeitos combinados das alterações climáticas, a agricultura intensiva, o uso de pesticidas, perda de biodiversidade e poluição", disse o Diretor Geral da FAO, José Graziano da Silva, em uma mensagem de vídeo gravado para o World Bee Day. "A ausência de abelhas e outros polinizadores eliminaria café, maçãs, amêndoas, tomates e cacau, para citar apenas algumas das culturas que dependem da polinização. Os países devem mudar para políticas e sistemas alimentares mais amigáveis e mais sustentáveis para os polinizadores”, completa ele.

Em sua mensagem, Graziano da Silva pediu a todos que tomem decisões respeitosas e amigáveis com os polinizadores. "Até cultivar flores em casa para alimentar as abelhas é uma maneira de contribuir com esse esforço", acrescentou.

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Fonte: Agrolink

Insumos

4. Medida cautelar da CNA contesta reajuste na tabela de preço mínimo para frete

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) impetrou, no Supremo Tribunal Federal (STF), medida cautelar contra reajustes na tabela de preços mínimos para o frete rodoviário pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O pedido ocorre após a ANTT autorizar, em 24 de abril, aumento de 4,13% nos fretes, após a alta de 10,69% no preço do diesel.

A petição da CNA defende o fim de quaisquer atos normativos sobre o tema até julgamento de três Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) que tramitam na corte. O documento foi encaminhado ao ministro Luiz Fux, relator das ações. As ADIs questionam a Lei 13.703, de agosto do ano passado, que criou a tabela para o transporte rodoviário.

A CNA chegou obter, em 2018, liminar para suspender os efeitos da lei até o julgamento do mérito nos processos, mas o próprio STF revisou, em dezembro, a decisão, manteve o tabelamento e determinou a inclusão imediata das ações na pauta da Corte. Como isso não ocorreu, a entidade representante dos produtores sugere, no novo pedido feito ao Supremo, a inclusão imediata do julgamento na pauta.

Além disso, a medida cautelar requer a suspensão da eficácia de outra resolução da ANTT, de 30 de abril, que excluiu qualquer sanção para caminhoneiros caso haja o descumprimento do tabelamento mínimo do preço do frete. Para a CNA, essa medida fere o princípio constitucional da isonomia.

Entre 1º de fevereiro e 8 de maio "foram lavrados, pela ANTT, 5.375 autos de infração, onde o montante total das multas aplicadas aos embarcadores pode chegar a R$ 37.363.525,00. A ANTT possui um salvo conduto para editar atos sem controle judicial algum, em patente afronta também ao direito fundamental de acesso à Justiça", relata.

Segundo o chefe da Assessoria Jurídica CNA, Rudy Ferraz, a investida no STF é "mais uma tentativa de tentar estancar o prejuízo que a aplicação de forma arbitrária da lei tem causado ao setor do agronegócio". Para Ferraz, sem o julgamento das ações e sem a apreciação da medida cautelar, há "a manutenção de um estado de salvo conduto da ANTT para editar normativas que não podem nem ser questionadas na Justiça comum", afirmou.

No documento, a CNA considera que a ameaça de uma nova greve de caminhoneiros "tornou-se um grande 'ativo' político das lideranças da categoria que, assim, constrangem o governo e esse Supremo Tribunal Federal, diante dos prejuízos incomensuráveis que podem causar". A entidade cita o recuo do governo no reajuste quinzenal programado no preço do diesel após a ameaça, em março, de uma nova paralisação dos motoristas e, em seguida, a concessão de um aumento um pouco mais baixo no preço do combustível, seguido pelo reajuste do frete.

Para a representante de produtores rurais, as resoluções da ANTT sobre o tema tratam de maneira desigual e desequilibrada partes do processo "uma vez que, se um lado não pode buscar no Poder Judiciário sequer proteção contra abusividades (...) decorrentes do tabelamento do frete rodoviário, a outra parte (sindicato dos caminhoneiros e governo federal) têm a autonomia de livremente alterar a tabela de preços mínimos do frete". A CNA citou também que o prejuízo à economia, provocado pela greve dos caminhoneiros, há um ano, foi estimado em R$ 15,9 bilhões pelo Ministério da Economia.

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Fonte: Estadão Conteúdo/Globo Rural

5. Ubyfol aposta no crescimento do agronegócio no Pará

De pequenas a grandes lavouras, a agricultura é responsável por quase 40% da economia do Pará, abastecendo tanto o mercado interno quanto o externo. O estado possui vantagens tanto estruturais quanto geográficas, com uma extensão territorial maior que Mato Grosso, abrindo possibilidades em todos os setores do agronegócio. A Ubyfol, de olho neste mercado, tem intensificado sua atuação na região e participa, de 22 a 25 de maio, da Show Agro Coopernorte – Feira Estadual do Agronegócio, em Paragominas.

Esta é a sexta vez que a empresa estará no evento e segundo o Diretor Comercial, José Marcos Nascimento, é um mercado de grandes oportunidades, em que a Ubyfol se apresenta como grande parceira na difusão de tecnologias. “Temos como propósito crescer junto a este gigante do agronegócio brasileiro”, diz.

O perfil do Estado é promissor. Possui por exemplo, rios para transportar soja e milho, com a vantagem de serem próximos aos grandes portos. Ainda é privilegiado com uma precipitação pluviométrica acima dos 2.000 mm por ano, bem distribuída e com topografia adequada para mecanização. “Todas essas características favorecem o crescimento da agricultura com alta tecnologia, podendo se tornar este estado entre os primeiros do agronegócio brasileiro”, aponta Nascimento.

Necessidades nutricionais

No Pará a soja já ocupa a posição de principal produto de exportação brasileira, sendo o Estado ainda líder na produção de frutas e hortaliças. Há também números positivos na produção de cana-de-açúcar, pastagem e eucalipto. Contudo, assim como outras regiões, há necessidades nutricionais específicas para o Estado.

De acordo com o RTV da Ubyfol, José Pinheiro, há exigência de maior demanda de aplicações foliares no início do ciclo vegetal, absorção de nitrogênio no período vegetativo, proteção ou recuperação de plantas expostas a situações de estresses, doenças e condições climáticas adversas, e ainda estímulo ao crescimento de raízes e parte aérea. Nesse cenário, a Ubyfol apresenta um portfólio com soluções especiais para todos os cultivos, maximizando o desempenho das culturas desde o plantio, até o fim do ciclo.

Os visitantes da feira poderão conhecer de perto o portfólio da empresa para poder auxiliar na melhora da produção, conforme destaca Pinheiro. “Durante o evento apresentaremos um infográfico com soluções especiais para a cultura da soja. O destaque será o fertilizante Potamol - indicado para o tratamento de sementes e para aplicações foliares no início do ciclo vegetal. Serão apresentados também os produtos Kymon, N32, Indução Aminofosfito de Cobre e o adjuvante de alta performance Disperse Ultra”, destaca Pinheiro.

Expectativa para o evento

A Show Agro Coopernorte 2019 visa proporcionar aos agricultores da região norte do País acesso ao conhecimento e ao que há de mais moderno no setor, além de estimular ótimas oportunidades de negócios. O Pará possui sete municípios entre os mais poderosos da agropecuária brasileira. Entre eles está a cidade de Paragominas, a maior fronteira agrícola da região, por onde a soja avança, e o que mais produz essa commoditie no estado. Pinheiro finaliza destacando o potencial do município, “esta é uma grande oportunidade para a geração de bons negócios e também para ampliar a presença do portfólio Ubyfol no território paraense”, diz.

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Fonte: Agrolink

6. Pesticida “à prova de chuva” é eficiente contra ferrugem

Cientistas fundiram dois peptídeos para criar um pesticida à prova de chuva que protege as leguminosas da ferrugem asiática da soja, sendo que um peptídeo mata o fungo por trás da doença e o outro age como um adesivo para ligar o sistema às folhas. A ferrugem asiática da soja é conhecida por causar danos de até 80% da safra de uma estação.

Para proteger contra esta e outras pragas de plantas, os agricultores dependem de pesticidas para proteger seus produtos. No entanto, a chuva pode facilmente lavar a maioria dos pesticidas da superfície das plantas, o que significa que os agricultores precisam aplicar cada pesticida várias vezes durante a estação de crescimento. Muitos destes também são tóxicos para humanos e animais selvagens, por isso os cientistas estão ansiosos para encontrar alternativas mais seguras.

Agora, uma equipe de pesquisadores, liderada por Uwe Conrath e Ulrich Schwaneberg, da Universidade RWTH Aachen, na Alemanha, projetou um pesticida à prova de chuva. “Basicamente, fundimos dois peptídeos naturais. Um liga o outro à superfície da planta. O outro combate o fungo da ferrugem antes que ele penetre na planta hospedeira”, explica Conrath.

O peptídeo de ancoragem, chamado thanatin, enterra na camada de cera da folha, o que impede a chuva de lavá-la. Ligada à thanatin está a dermaseptina, um peptídeo antimicrobiano, que fica voltado para fora da folha e interrompe Phakopsora pachyrhizi, o microrganismo responsável pela ferrugem asiática da soja, de infectar a planta. Peptídeos antimicrobianos, como a dermaseptina, degradam naturalmente e, portanto, não poluem a água ou o solo.

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Fonte: Agrolink

Proteína Animal

7. Athena Foods encerrou abril com lucro líquido de US$ 9 milhões

A Minerva, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, informou que sua subsidiária Athena Foods — que está em vias de abrir seu capital na bolsa de Santiago, no Chile, apesar de o processo ter sido adiado por condições de mercado adversas — encerrou o mês de abril com resultado líquido positivo de US$ 9 milhões.

A receita líquida da Athena alcançou US$ 161,2 milhões, ao passo que seu Ebitda foi de US$ 13,8 milhões — o Ebitda ajustado atingiu US$ 14,6 milhões, e a margem Ebitda ajustada ficou em 9,1%.

A Minerva ressaltou, em comunicado, que os dados têm caráter informativo, uma vez que ainda não são auditados.

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Fonte: Valor Econômico

8. Venda de participação em ativos no Oriente Médio no foco da BRF

Em busca de um sócio estratégico para ingressar no mercado de carne de frango da Arábia Saudita, a BRF pode oferecer uma participação minoritária em alguns de seus ativos no Oriente Médio, conforme apurou o Valor.

De acordo com duas fontes consultadas pela reportagem, a companhia brasileira pode envolver os negócios de distribuição que possui na região e a fábrica de alimentos que detém em Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes Unidos. Procurada, a BRF não comentou.

Na prática, a operação ajudaria a companhia em duas frentes. Financeiramente, aceleraria o processo de redução do endividamento. Estrategicamente, a associação com um parceiro que esteja alinhado à política de substituição de importações da Arábia Saudita abriria caminho para a BRF se estabelecer no país como uma criadora e processadora de frango, e não apenas exportadora. Atualmente, o país é o segundo maior importador do frango produzido no Brasil. Nos mercados muçulmanos como um todo, as vendas da BRF renderam R$ 8 bilhões no ano passado.

Como forma de reduzir as importações e estimular a produção local de aves, o Estado saudita aplicou diversas restrições contra a carne de frango importada do Brasil nos últimos anos. Nesse cenário, a BRF já admitiu que precisa de um parceiro no país para produzir frango e evitar a perda de um de seus principais mercados. O objetivo da Arábia Saudita é produzir localmente 60% da demanda doméstica por frango até 2030.

Embora os valores de uma eventual associação no Oriente Médio ainda não estejam claros, a avaliação é que, caso decida vender uma participação entre 30% e 35% dos ativos de distribuição no Oriente Médio e da sua fábrica na região, a companhia poderia angariar até mais que os R$ 1,3 bilhão obtidos com a venda à americana Tyson Foods dos ativos na Tailândia e Europa. Essa foi a principal alienação do programa de desinvestimentos com o qual a BRF obteve cerca de R$ 4 bilhões.

De acordo com uma das fontes, a companhia brasileira inevitavelmente receberá dinheiro na associação, porque o investimento necessário para começar a produzir frango na Arábia Saudita não é dos mais altos, ao menos em um primeiro momento. Em contrapartida, a BRF ofereceria ao eventual sócio no Oriente Médio um conjunto de ativos no qual investiu centenas de milhões de dólares para reunir.

Na área de distribuição, a BRF é dominante nos Emirados Árabes Unidos, Omã, Kuwait e Catar. A posição da empresa nessa área foi construída entre 2012 e 2016, com as aquisições das empresas que distribuiam produtos da marca Sadia na região: Federal Foods, Al Khan Foods, Alyasra Food e QNIE.

Para adquirir esses ativos, a BRF gastou (incluindo a assunção de dívidas) cerca de US$ 430 milhões. Na fábrica de Abu Dhabi, inaugurada em 2014, a empresa investiu US$ 160 milhões. Posteriormente, a unidade teve sua capacidade ampliada em cerca de 40% (o valor do investimento não foi divulgado na ocasião).

Nesse processo de ampliação das atividades no Oriente Médio, portanto, a BRF investiu ao menos US$ 590 milhões - o equivalente a quase R$ 2,4 bilhões considerando a cotação de ontem - nos ativos que podem ser oferecidos a um sócio na região.

Esse cálculo desconsidera a produtora de carne de frango turca Banvit, adquirida por cerca de US$ 340 milhões no início de 2017. A empresa foi comprada pela BRF em sociedade com o fundo soberano do Catar (QIA). Nas tratativas para atrair um parceiro que abra as portas da Arábia Saudita, é difícil que a Banvit seja incluída. As relações diplomáticas entre os sauditas e os catarianos estão estremecidas e o abastecimento de carne de frango é assunto de Estado para os sauditas.

Diante desse processo, há outros candidatos possíveis e mais alinhados ao governo saudita. Um deles é a gestora Saudi Agriculture and Livestock Investment Company (Salic), que no passado recente demonstrou interesse pelas operações de frango halal (voltados ao mercado muçulmano) da BRF. A Salic pertence ao reino saudita e, no Brasil, é a maior acionista da Minerva Foods, produtora de carne bovina.

Em entrevista concedida ao Valor em março, Patricio Rohner, executivo que comanda as operações internacionais da BRF, disse que já havia escolhido as empresas com as quais deseja se associar para ingressar no mercado saudita. O executivo não revelou nomes, mas afirmou que um acordo poderia ocorrer no curto prazo - de seis meses e um ano.

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Fonte: Valor Econômico

9. EUA podem exportar 10% a mais de carne bovina com retirada de restrição do Japão

A decisão do Japão de liberar sem restrições de idade a importação de carne bovina dos Estados Unidos pode elevar em até 10% as vendas externas do produto norte-americano, segundo projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O departamento estima que o acesso total ao mercado japonês pode ampliar as exportações de carne bovina para o país asiático em até US$ 200 milhões por ano.

O Japão proibia importação de carne bovina norte-americana de gado com mais de 30 meses de idade desde 2003, em virtude de preocupações com a potencial disseminação da encefalopatia espongiforme bovina, também chamada de doença da vaca louca. Segundo o USDA, o Japão é o principal mercado de carne bovina dos EUA. A agência acredita, no entanto, que as exportações não atingirão os níveis anteriores à proibição.

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Fonte: Estadão Conteúdo/Globo Rural

Agroenergia

10. Votação do plano de recuperação da Abengoa Bioenergia em risc

A votação do plano de recuperação judicial da Abengoa Bioenergia, marcada para 30 de maio, pode ser frustrada. Uma decisão judicial proferida nesta terça-feira pelo desembargador Araldo Telles, da 2ª Câmara de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), determinou que os credores decidam antes sobre a modalidade da recuperação.

Se os credores decidirem que as cinco recuperandas que integram o liticonsórcio da Abengoa devem apresentar planos de recuperação separados, uma nova data para a votação terá de ser marcada. Isso porque, na assembleia de 30 de maio, um plano conjunto — envolvendo as cinco empresas da Abengoa — deveria apreciado pelos credores do grupo.

A determinação do desembargador atendeu a um agravo de instrumento do China Construction Bank, que tem cerca de R$ 40 milhões a receber da Abengoa. Como um todo, o processo de recuperação judicial da Abengoa Bioenergia envolve R$ 1,5 bilhão em dívidas. A empresa possui duas usinas sucroalcooleiras no Estado de São Paulo.

O banco chinês é representado pelo advogado Diogo Rezende de Almeida, do escritório Galdino & Coelho.

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Fonte: Valor Econômico

11. Brasil e China assinam acordo e encerram disputa do açúcar

Brasil e China assinaram um acordo com o qual evitarão a disputa sobre as barreiras chinesas ao açúcar diante dos juízes na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Conforme antecipou o Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, e confirmaram o Ministério da Agricultura e o Itamaraty, a China se comprometeu a não estender uma salvaguarda, por meio da qual protege seus produtores, além de 21 de maio de 2020. O resultado é que a alíquota de importação fora da cota voltará a cair, favorecendo as exportações brasileiras.

"O Brasil vê positivamente o resultado alcançado, que reflete o engajamento e a disposição construtiva de ambas as partes para alcançar uma solução para a disputa", apontaram Itamaraty e Agricultura em comunicado conjunto.

Em maio de 2017, a China impôs a salvaguarda, elevando as tarifas de importação e restringindo a entrada do açúcar de Brasil, Austrália, Tailândia e Coreia do Sul, seus principais fornecedores. Os chineses argumentavam que a indústria local vinha sendo gravemente afetada pelo aumento das importações.

Na ocasião, o país asiático manteve em 15% a tarifa cobrada sobre as importações dentro de uma cota de 1,945 milhão de toneladas. Mas aumentou a alíquota para os volumes superiores à cota, de 50% para 95% no primeiro ano, para 90% no segundo e agora para 85%, patamar que vai vigorar até maio de 2020.

Inicialmente, o Brasil, maior exportador de açúcar do mundo, viu o mercado chinês se fechar para suas vendas. E denunciou a China na OMC por entender que a investigação de Pequim que identificou riscos para a indústria local não respeitou as regras globais.

Mais tarde, a China restringiu também a entrada do açúcar de pequenos produtores em seu mercado. Com isso, o Brasil, muito competitivo, recentemente voltou a ampliar as exportações para o mercado chinês.

Agora, pelo acordo assinado, o Brasil abandona a denúncia na OMC e evita a abertura de um painel (comitê de investigação) contra os chineses. De seu lado, a China se compromete em não estender a salvaguarda além de maio de 2020. Assim, a tarifa fora da cota, que é de 85%, voltará a ser de 50%.

Além disso, a China se comprometeu a ser "consistente" com as regras da OMC no licenciamento das importações e na administração das cotas tarifárias no açúcar.

Uma disputa na OMC demora anos e não tem efeito retroativo. Daí porque, em boa parte dos casos, é melhor para os negócios um entendimento bilateral.

"O governo brasileiro foi sensível e agiu com rapidez para reverter o impacto que as medidas chinesas causaram nas exportações. Esse é um exemplo de como, com o diálogo e ações eficazes, o país pode se posicionar como um player consolidado no mercado internacional", disse, em nota, Eduardo Leão, diretor-executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

Até o início da salvaguarda, a China era o maior mercado para o açúcar brasileiro no exterior, com compras que chegavam a 2,5 milhões de toneladas por safra. Em 2017/18, já com a barreira em vigor, o volume caiu para 115 mil toneladas, e em 2018/19 cresceu para 890 mil. No total, os embarques brasileiros de açúcar alcançaram 21,3 milhões de toneladas e renderam US$ 6,5 bilhões em 2018, segundo dados da Unica.

O anúncio do acordo coincide com a presença em Pequim do vice-presidente Hamilton Mourão. Ele foi levar aos chineses a mensagem de que o Brasil quer manter uma relação estratégica e pragmática. Já os chineses indicaram que esperam que o Brasil não se "bandeie" para o lado dos EUA, apesar do alinhamento do governo com Washington.

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Fonte: Valor Econômico

12. Açúcar: preços registram mais um dia de alta

Os preços do açúcar subiram no mercado internacional ontem (21). Na bolsa de Nova York, a commodity foi comercializada, na tela julho/19, a 11.81 centavos de dólar por libra-peso, alta de 19 pontos. No vencimento outubro/19, a valorização foi de 15 pontos, com negócios firmados em 12.17 centavos de dólar por libra-peso. Os demais contratos subiram de 10 a 15 pontos.

De acordo com o jornal Valor Econômico, "o recuo da moeda americana ante o real deu força para os preços do açúcar se manterem no campo positivo ontem na bolsa de Nova York."

No lote agosto/19, da bolsa de Londres, os preços do açúcar branco subiram 3,10 dólares, com negócios firmados em US$ 326,30 a tonelada. Na tela outubro/19, a commodity foi cotada a US$ 331,00 a tonelada, valorização de 3,30 dólares. Os demais vencimentos tiveram alta entre 1,60 e 3,40 dólares.

Mercado interno

Em São Paulo, os preços do açúcar subiram 0,29% nesta terça-feira, em comparação aos preços praticados na véspera. Segundo o indicador do Cepea/Esalq, da USP, a saca de 50 quilos do tipo cristal foi vendida a R$ 69,97.

Etanol

O etanol hidratado registrou a terceira queda consecutiva no mercado paulista, segundo o indicador diário da Esalq/BM&F. O biocombustível foi negociado a R$ 1.746,50 o metro cúbico ontem, queda de 0,54% no comparativo com a véspera.

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Fonte: UDOP

Grãos e Grandes Culturas

13. Exportações brasileiras de suco de laranja continuam em queda

As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 807 mil toneladas equivalentes ao produto congelado e concentrado (FCOJ) nos dez primeiros meses desta safra 2018/19 (julho do ano passado a abril deste ano), conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR). Em relação ao mesmo período da temporada passada, houve queda de 14%. Na comparação, a receita com os embarques recuou 13%, para US$ 1,4 bilhão.

Segundo a entidade, os embarques para os principais importadores do produto do país continuam em queda. Para a União Europeia, o volume caiu 5% nos dez primeiros meses da safra, para 531 mil toneladas, a receita diminuiu 3%, para US$ 989 milhões; para os EUA, as retrações foram de 32%, para 173,7 mil toneladas, e 33%, para US$ 305 milhões; e para o Japão os recuos foram de 11%, para 36 mil toneladas, e 10%, para US$ 71 milhões.

As vendas para a China também encolheram. Somaram 27,8 mil toneladas de julho de 2018 ao último mês de abril, 8% menos que no mesmo período do ciclo passado, e renderam US$ 56 milhões, uma baixa de 6%. Apesar da redução, a CitrusBR está confiante em relação ao mercado do país asiático, sobretudo depois que esteve representada na missão da ministra da Agricultura Tereza Cristiana pela Ásia, na qual a China foi a principal escala.

“Estivemos reunimos com a Associação Chinesa de Bebidas, que representa mais de 80% de toda a indústria local, e com Câmara chinesa de Comércio de Importação e Exportação de Alimentos. Estabelecemos uma agenda que, ao que tudo indica, será muito importantes para sensibilizar Pequim”, diz Ibiapaba Netto, diretor-executivo da entidade, em comunicado.

Ele lembra que o principal nó a ser desatado é a chamada tarifa de temperatura, um “gatilho” que é disparado caso o suco chegue à aduana chinesa numa temperatura mais quente que 18 graus Celsius negativos. “A tarifa de importação literalmente dispara de 7,5% para 30%, o que é muito ruim”, diz Netto.

No comunicado, ele afirma que o “gatilho” inviabiliza investimentos em terminais locais para receber o produto a granel, que é entregue entre 8 e 10 graus Célsius negativos no caso do suco concentrado (FCOJ) e entre zero graus e 2 graus positivos para o suco pronto para beber (NFC). Atualmente, as vendas são realizadas por navios containers, com o suco embarcado em tambores. Segundo a CitrusBR, os chineses têm demonstrado interesse em ampliar sobretudo as compras de NFC.

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Fonte: Valor Econômico

14. Preço das frutas mais consumidas no país começa a cair

Os preços das frutas mais consumidas no Brasil começaram a cair em abril, após um início de ano em que os problemas climáticos azedaram o sabor das compras nas principais Ceasas do país. Entre as frutas, as maiores quedas foram as do mamão e da maçã. Entre as hortaliças, apenas a alface caiu, enquanto tomate e cenoura ficaram ainda mais caros que em março, segundo o Boletim Hortigranjeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que levanta mês a mês os preços de uma cesta de itens com maior peso no cálculo da inflação oficial, o IPCA.

Joyce Rocha Fraga, gerente de Modernização do Mercado Hortigranjeiro da Conab, disse que os preços do mamão formosa recuaram com a redução da demanda depois de as cotações se manterem nas alturas por um longo período. "E o aumento da oferta também se refletiu nos preços dos novos carregamentos que chegam ao mercado, vindo do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, além da Bahia", afirmou.

No caso do mamão papaya, o clima pegou de jeito a produção. Houve abortamento de floradas no norte do Espírito Santo, devido à forte incidência de sol, e descarte de produto na Bahia, Ceará, São Paulo e Rio Grande do Norte. Conforme a Conab pragas comuns nas chuvas também prejudicaram a produção e achataram a rentabilidade dos produtores, na medida em que elevaram custos e reduziram qualidade.

Com tudo isso, os preços do mamão recuaram em abril em sete das nove Ceasas pesquisadas pela Conab, invertendo a tendência do primeiro trimestre. A maior queda foi na Ceasa do Rio de Janeiro (41%).

No caso da maçã, houve queda nos preços em todas as centrais atacadistas, como já havia sido observado em março. Na Ceasa de Belo de Horizonte (MG) as cotações caíram 19% e em Curitiba (PR), 16%. Foi boa a oferta de maçã fuji em abril, já que produtores de pequeno porte, que não têm acesso a câmaras frias, escoaram o produto para manter seu fluxo de caixa e evitar perdas no pomar ou em caixas acondicionadoras. Nos mercados, entretanto, a demanda foi reduzida, em parte graças à concorrência com mexericas e kiwis.

Segundo Joyce, no caso da banana os preços não caíram tanto em abril porque são calculados com base nas variedades nanica e prata, que destoaram. "A nanica teve desvalorização porque foi colhida logo, o que aumentou a oferta. Já a prata teve oferta reduzida e de boa qualidade, puxando a média das cotações".

Dentre as hortaliças, o preço da alface foi o único a apresentar quedas significativas na maioria dos mercados analisados, de 6% a 48%. Mais uma vez, os preços do tomate tiveram alta e, na comparação de abril ante março, subiram em todos os nove entrepostos analisados. Em Belo Horizonte, a alta chegou a 36%, enquanto no Rio foi de 34%. O movimento é explicado pela oferta, que explodiu em janeiro de 2019 nos entrepostos atacadistas, como reflexo da maturação antecipada dos frutos, e depois caiu de forma abrupta.

A cenoura também registrou alta nos principais entrepostos atacadistas do Brasil, à exceção de Minas. Na Ceasa de Vitória (ES), os preços subiram 35%; no Rio de Janeiro, 12,5%. Joyce Fraga explica que Minas Gerais - maior pólo fornecedor de cenouras do Brasil, que abastece 47% da demanda de outros Estados - ficou com a oferta mais perecível do produto e enviou para fora as cenouras de melhor qualidade. "A oferta de cenouras menores e mais finas ficou na região, o que fez os preços caírem. Enquanto outros Estados receberam produtos melhores, capazes de resistir bem à viagem", explicou.

De acordo com a pesquisadora Marina Marangon, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a principal região produtora do país é São Gotardo (MG), onde as chuvas no plantio, desenvolvimento e colheita da cenoura provocaram muitas doenças esse ano e reduziram a oferta. "A oferta de cenoura deve se normalizar no inverno, com temperaturas mais favoráveis às lavouras", disse ela.

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Fonte: Valor Econômico

15. Demanda global por milho deverá registrar alta de 25% até 2026

O consumo mundial de milho deverá atingir 1,191 bilhão de toneladas em 2026, alta de 25% [+ 240 milhões de toneladas] sobre o volume consumido em 2016 [951 milhões de toneladas], apontam projeções de estudo da Farsul, com base em dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês).

O documento, coordenado pelo economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, destaca que a demanda será puxada pela Ásia. O consumo no continente asiático deverá registrar avanço de 53% até 2026, o que corresponde a um incremento de 127,26 milhões de toneladas sobre o montante de 2016.

Considerando a mesma base de comparação, a expectativa é que a demanda cresça 38% nas Américas [+90,91 milhões de toneladas], cerca de 7% na África [+15,7 milhões de toneladas] e aproximadamente 2% na Europa [5,45 milhões de toneladas].

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Fonte: Datagro/UDOP

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