13 de março de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Nissan América Latina tem novo chairman

Guy Rodríguez assume o posto que era de José Luis Valls, nomeado chairman América do Norte

REDAÇÃO AB

Guy Rodríguez será o novo chairman da Nissan América Latina a partir de 1º de abril, sucedendo José Luis Valls, que recentemente foi nomeado chairman da empresa na América do Norte. Rodrígues continuará sediado no México, onde já estava desde 2017 quando deixou a Ford Brasil e foi contratado como vice-presidente de marketing e vendas da divisão latino-americana da montadora japonesa.

Segundo a Nissan, Rodríguez tem sido peça chave na condução do crescimento da participação de mercado da marca na região, que no fim de 2018 chegou ao recorde de 5%, refletindo evolução constante na Nissan América Latina desde 2014.

Em sua nova função, o executivo argentino vai liderar a estratégia de expansão e operações da Nissan em 38 países latino-americanos, agregando as áreas de manufatura, engenharia, design, vendas e marketing, administração e finanças.

Engenheiro industrial formado pelo Instituto Tecnológico de Buenos Aires e com mestrado em Administração de Empresas pelo Centro de Estudos Macroeconômicos da Argentina, Guy Rodríguez tem mais de 27 anos de experiência executiva na indústria automotiva, passando por posições de liderança na Argentina, Brasil, Canadá e Estados Unidos.

13 de março de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Volkswagen planeja vender 22 milhões de elétricos em 10 anos

Companhia anuncia “mudança radical” e amplia a meta de lançamentos para 70 novos modelos com a tecnologia até 2028

REDAÇÃO AB

O Grupo Volkswagen tem sido rigoroso em seu esforço de transformação. O COE da companhia, Herbert Diess, anunciou na terça-feira, 12, que a empresa vai “mudar radicalmente”. Ao revelar seu balanço financeiro do primeiro bimestre do ano o executivo apontou que a fabricante vai ampliar de 50 para 70 o número de modelos elétricos que serão lançados até 2028. Com isso, a meta é alcançar a venda de 22 milhões de unidades com a tecnologia em 10 anos.

Além de diversificar a fonte energética dos carros, a Volkswagen divulgou ainda o plano de se transformar em uma empresa neutra em emissões de CO2 até 2050. Com o anúncio a companhia dá um passo além do que já anunciou em fevereiro, quando apontou que está planejando a produção da gama de elétricos I.D. para que ela seja neutra em emissões de gases de efeito estufa.

“Estamos assumindo a responsabilidade em relação às principais tendências para o futuro – principalmente quando se trata de proteção ao meio ambiente”, declarou Diess em apresentação aos investidores.

Segundo ele, a estratégia garantirá que a companhia acompanhe a mudança dramática no sistema de mobilidade individual que deve acontecer nos próximos anos. Com este movimento, a companhia se adequa às metas climáticas do Acordo de Paris e distancia a sua imagem do dieselgate, a fraude em 11 milhões de carros vendidos globalmente que poluíam mais do que o permitido. “Vamos sistematicamente alinhar a nossa produção e as etapas da cadeia de valor à neutralidade em emissões de CO2”, disse o executivo.

A empresa vai trabalhar para reduzir gradativamente as emissões – até 2025 a diminuição deve chegar a 30%. Em seguida, vai investir para que a energia usada no abastecimento dos seus carros e operações venham de fontes limpas e, por fim, usará ferramentas de compensação ambiental para o restante das emissões.

€ 30 BILHÕES DE INVESTIMENTO EM ELÉTRICOS

Para garantir o projeto de eletrificação dos carros do Grupo Volkswagen, a companhia investirá € 30 bilhões até 2023 e, com isso, quer que 40% de suas vendas sejam de modelos com a tecnologia até 2030. O primeiro carro fruto deste esforço a chegar ao mercado é o Audi E-Tron, seguido pelo Porsche Taycan e depois pela família Volkswagen ID.

A mudança no perfil dos produtos implica também na atração de novos fornecedores. Por enquanto LG, Chem, SKI, CTL e Samsung são as empresas certificadas globalmente para fornecer as células de bateria dos carros.

12 de março de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Maxion Wheels fará rodas de alumínio na China com a Dongfeng

Empresas firmam sociedade meio a meio para construir fábrica com capacidade para 2 milhões de unidades/ano

PEDRO KUTNEY, AB

No mesmo dia que o grupo Iochpe-Maxion divulgou balanço com faturamento e lucros robustos, a multinacional brasileira anunciou nova expansão internacional. Sua divisão Maxion Wheels firmou contrato de sociedade meio a meio com a Dongfeng para a construção de uma nova fábrica de rodas de alumínio para veículos leves China. O sócio chinês é uma das maiores empresas automotivas do país, produz autopeças e veículos com marca própria e em associações com montadoras estrangeiras, como o Grupo PSA.

A Dongfeng Maxion Wheels, como será chamada a joint venture, construirá a nova planta com capacidade de produzir 2 milhões de rodas por ano na província de Hubei. O início das operações previsto para o terceiro trimestre de 2020, com a geração de 450 empregos diretos. A Maxion investirá € 8 milhões no negócio e a Dongfeng deverá aportar recursos semelhantes na unidade.

“Aumentar a presença na Ásia é uma das prioridades da Iochpe-Maxion”, disse Marcos Oliveira, presidente da empresa. A Maxion já tem uma fábrica de rodas de aço para veículos pesados na China, com volumes bem menores. O objetivo agora é fazer uma ofensiva no segmento de rodas de alumínio em países asiáticos, incluindo o mercado chinês, o maior do mundo para o componente. A empresa também realiza investimentos para a expansão de sua linha de rodas de alumínio já existente na Tailândia e termina a construção de outra fábrica na Índia.

“Quando fizemos o primeiro investimento na China, em 2008, o objetivo era exportar para a Europa, mas as condições mudaram e a operação se focou no mercado chinês. Agora, com a produção de rodas de alumínio vamos atingir onde está a maior demanda”, acrescentou Oliveira.

13 de março de 2019

Publicação: Automotivebusiness

NTN investe R$ 3,5 milhões em centro de distribuição

Instalação erguida na região metropolitana de Curitiba vai suprir todo o território nacional

REDAÇÃO AB

A fabricante de rolamentos NTN investiu R$ 3,5 milhões em um novo centro de distribuição em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba. O local terá capacidade de armazenamento para mais de 3 mil itens e vai atender todo o território nacional. Esta é a segunda operação da empresa no Paraná, onde tem uma fábrica em Fazenda Rio Grande.

O Grupo NTN também atua em Guarulhos (SP), produzindo juntas homocinéticas. De acordo com o presidente da NTN Rolamentos do Brasil, Mathieu Ollier, o centro de distribuição permitirá a ampliação do estoque em quantidade e diversidade de itens.

“Com a reorganização de um estoque local, o crescimento em vendas para os segmentos industrial e automotivo será um resultado decorrente", conclui Ollier. O novo espaço terá 3,6 mil metros quadrados e cerca de 4 mil posições-palete, com possibilidade de ampliação para 5,5 mil, além de outras 4 mil posições para caixas em prateleiras.

13 de março de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Lucro da Iochpe-Maxion salta 3.000% em 2018

Multinacional brasileira com 31 fábricas em 14 países apura receita líquida anual de R$ 9,6 bilhões

PEDRO KUTNEY, AB

Com 31 fábricas de rodas e componentes estruturais espalhadas por 14 países, o grupo multinacional brasileiro Iochpe-Maxion fechou 2018 com receita operacional líquida de R$ 9,6 bilhões, em expressivo crescimento de 28,4% sobre 2017 – ou de 14,3% sem considerar a variação cambial favorável da desvalorização do real, já que a companhia faz 75% de seu faturamento no exterior, em dólar e euro. Mas o maior avanço mais notável do balanço divulgado na terça-feira, 12, é o vistoso salto de 3.000% no lucro líquido, que somou R$ 201 milhões, contra R$ 6,4 milhões um ano antes.

O avanço foi obtido graças à consistente geração de caixa medida pelo EBTIDA (ganhos antes de impostos, despesas financeiras e depreciação de ativos), que cresceu também expressivos 32,4% de 2017 para 2018, somando pouco mais de R$ 1 bilhão, ao mesmo tempo em que a dívida líquida de R$ 2,3 bilhões foi reduzida para 2,2 vezes o valor do EBTIDA, contra 2,8 vezes um ano antes. Isso ocorreu porque a empresa conseguiu redefinir o perfil de suas dívidas contraídas no início da década, fazendo a troca por crédito mais barato.

“Foi um bom ano, com faturamento diversificado em diversos países onde temos operação, assim conseguimos manter geração consistente de caixa. Ao mesmo tempo, reduzimos os custos das dívidas que fizemos no passado recente para viabilizar aquisições importantes. Essa combinação garantiu o salto no lucro líquido”, explica Marcos de Oliveira, presidente do grupo Iochpe-Maxion.

A estratégia de internacionalização da empresa adotada nesta década vem se pagando a cada ano. Para se ter ideia de quanto, em 2010 a Iochpe-Maxion faturou R$ 2,3 bilhões e 18,4% da receita vinha do exterior, oito anos depois a contribuição das operações externas subiu para 75,3% dos R$ 9,62 bilhões faturados em 2018, sendo que 36,5% dos recursos foram de vendas na Europa, 29,2% na América do Norte, 24,6% na América do Sul e 9,6% na Ásia e outras regiões. As vendas domésticas realizadas no Brasil somaram R$ 2,37 bilhões, em alta de quase 30% sobre 2017.

“Enquanto o mercado caiu fortemente no Brasil, nossa forte presença internacional compensou as perdas, assim nossa geração de caixa continuou a avançar consistentemente durante todos esses anos”, destacou Oliveira. “Adotamos a estratégia de produzir onde vendemos, por isso temos fábricas em 14 países. Isso garante hedge natural (proteção contra variações cambiais) e equilíbrio financeiro para manter a operação lucrativa”, acrescenta.

Somando atualmente 15 mil funcionários no mundo todo e com produtos vendidos em 42 países, a maior unidade de negócios é a de fabricação de rodas de aço e alumínio, para veículos leves e pesados, a Maxion Wheels, que em 2018 contribuiu com 81% do faturamento global. A área de autopeças estruturais Maxion Structural Components colaborou com os 19% restantes.

Segundo o informe financeiro divulgado pela Iochpe-Maxion, maior impacto positivo sobre o faturamento em 2018 veio da recuperação do mercado de veículos comerciais no Brasil e na região do Nafta (Estados Unidos, Canadá e México), que compensaram resultados negativos causados pela queda das vendas de veículos leves na Europa e retraçãoo de exportações para a Argentina.

INVESTIMENTOS E CRESCIMENTO

Em 2018 a Iochpe-Maxion completou investimentos de R$ 507 milhões, pouco mais que o dobro dos R$ 246 milhões de 2017. Os recursos foram usados em desenvolvimento de novos produtos, ampliação e modernização de fábricas. A maior parte foi aplicada em uma nova unidade de produção de rodas de alumínio na Índia e uma linha de estampados no México.

No Brasil, o principal investimento já foi feito em 2016, quando foi inaugurada fábrica em Limeira (SP) com capacidade de produzir 800 mil rodas de alumínio por ano, para atender à crescente demanda doméstica do mercado por este componente. A unidade se somou ao potencial da planta de Santo André (SP), de até 1,8 milhão de rodas de alumínio por ano. Ambas trabalham hoje em três turnos próximas do limite. Oliveira reconhece que nos próximos dois anos será necessário fazer investimentos adicionais para elevar o potencial produtivo.

Também na terça-feira a empresa anunciou investimento de € 8 milhões para construir nova fábrica na China com capacidade de até 2 milhões de rodas de alumínio por ano. O empreendimento é feito em sociedade meio a meio com a divisão de autopeças da Dongfeng, que deverá direcionar a produção para fabricantes de veículos leves e consumo próprio – a empresa fabrica alguns milhões de carros no país sob sua própria marca e em sociedade com outras montadoras, como o Grupo PSA. A nova unidade deverá ter papel fundamental para ampliar o faturamento na Ásia no maior mercado mundial de veículos.

A Maxion Wheels já tem na China uma planta de rodas de aço para veículos comerciais, que opera com volumes bem menores. “Quando fizemos o primeiro investimento no país, em 2008, o objetivo era exportar para a Europa, mas as condições mudaram e a operação se focou no mercado chinês. Agora, com a produção de rodas de alumínio vamos atingir onde está a maior demanda”, diz Oliveira.

Somando a nova unidade chinesa com a expansão da capacidade de produção da linha de rodas de alumínio que a Maxion já tem na Tailândia, mais a nova fábrica na Índia (onde também só produzia rodas de aço), o faturamento na Ásia deverá ser substancialmente ampliado, “mas isso deverá ocorrer a partir de 2020, quando os investimentos que estamos fazendo na região estiverem todos finalizados”, segundo explica Oliveira.

Para este ano, o executivo não revela projeções de porcentuais ou faturamento, mas a empresa trabalha com expectativa de crescimento das vendas no Brasil e na Ásia, estabilidade na Europa e América do Norte.

12 de março de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Mercedes traz ao Brasil três novos AMG C 63

Modelos com apelo esportivo recebem motor 4.0 biturbo com até 510 cv e começam em R$ 499,9 mil

REDAÇÃO AB

A Mercedes está renovando parte da linha de esportivos AMG à venda no Brasil. São três modelos, AMG C 63, AMG C 63 S e AMG C 63 S cupê, com preços sugeridos de R$ 499,9 mil, R$ R$ 546,9 mil e R$ 555,9 mil, respectivamente.

Os carros recebem motor 4.0 V8 biturbo com 476 ou 510 cavalos, dependendo da versão. Também conforme a opção, a velocidade máxima é limitada entre 250 e 290 km/h e a aceleração de zero a 100 km/h ocorre entre 3,9 e 4,1 segundos.

A transmissão é automática de nove marchas com embreagem banhada a óleo no lugar do conversor de torque, o que, segundo a montadora, resulta em mais rapidez nas trocas de marcha.

A aparência do novo C 63 se destaca pelo acabamento da grade dianteira. Os veículos são equipados com rodas de liga leve de 19 polegadas com raios cruzados. O visual traseiro recebe duas ponteiras de escape duplas com cromo de alto brilho.

O interior traz um cockpit totalmente digital. O acabamento reforça a identidade da AMG. A lista de itens de série inclui acabamento do painel com fibra de carbono e revestimento de couro preto, preto com cinza, vermelho com preto e branco com preto.

O C 63 vem de série com um sistema de escapamento com flaps variáveis. Eles são controlados de forma contínua por meio de mapeamento, dependendo do programa de condução, potência exigida e rotação do motor. O som do motor varia entre um tom discreto, próprio para viagens longas, ou bem mais alto quando ocorre a abertura dos flaps.

12 de março de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Metalúrgicos da Ford tentam segurar empregos no caso de venda da fábrica

Sindicato quer participar da transação com eventuais compradores da unidade

REDAÇÃO AB

Os representantes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC que viajaram aos Estados Unidos ouviram da matriz da Ford em Dearborn o que já se imaginava: a montadora se mantém irredutível em sua decisão de fechar a fábrica de São Bernardo do Campo (SP). Diante disso e da perspectiva de venda da unidade, os trabalhadores exigem agora a garantia de manutenção dos empregos no momento da negociação, que já teria três interessados, entre eles o Grupo Caoa.

“Para nós não importa que seja brasileiro ou internacional, mas que se comprometa com os empregos. Não permitiremos que um acordo de compra e venda seja feito sem que inclua a garantia de que estes trabalhadores continuarão aqui”, afirmou o presidente do sindicato, Wagner Santana, durante assembleia realizada na fábrica na manhã de terça-feira, 12.

O coordenador do comitê sindical na Ford, José Quixabeira de Anchieta, que também viajou para os Estados Unidos, divulgou detalhes da reunião. “Apresentamos vários argumentos para a manutenção da planta. Reforçamos a versatilidade da mão de obra, já que pelo acordo feito aqui os trabalhadores são os únicos que atuam tanto na linha de automóveis como na de caminhões”, diz.

Rafael Marques, ex-presidente do sindicato e trabalhador na Ford, também fez parte da comitiva que se encontrou com os representantes da montadora em Dearborn: “A direção não tinha resposta aos argumentos que apresentamos. Os caminhões são um acerto da Ford no Brasil. Não conseguimos entender a decisão de abandonar esse produto, esse mercado e esses trabalhadores”, ressalta.

Terminada a assembleia, os trabalhadores decidiram manter a mobilização iniciada em 19 de fevereiro, quando a empresa anunciou o fechamento da unidade. A paralisação continua até o dia 14, quando os metalúrgicos terão nova assembleia em frente à fábrica.

12 de março de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Mercedes-Benz planeja vender 8 mil ônibus em 2019

Negócios estarão concentrados em urbanos, fretados e rodoviários

MÁRIO CURCIO, AB

O mercado brasileiro de ônibus deve fechar 2019 com alta de 6% sobre o ano passado. Serão cerca de 16 mil veículos até o fim do ano e a Mercedes-Benz quer ao menos a metade disso. Os maiores volumes da marca estarão concentrados em modelos urbanos, rodoviários e de fretamento. Neste primeiro bimestre, dos 3,1 mil ônibus emplacados, perto de 1,5 mil foram montados sobre chassis Mercedes.

“A taxa Selic está atrativa e por isso motiva os frotistas”, afirma o diretor de vendas e marketing de ônibus da montadora, Walter Barbosa. O executivo recorda que 2018 já havia sido um ano de recuperação, com alta de 28,3%. Como forma de garantir sua participação de mercado, a Mercedes-Benz ampliou o investimento em sua frota de demonstração.

“A cada biênio investíamos entre R$ 9 milhões e R$ 10 milhões em nossa frota própria de ônibus de demonstração. Para o período 2019-2020 serão R$ 12 bilhões”, afirma Barbosa.

A frota atual de demonstração conta com uma equipe de seis profissionais dedicados e é composta por 21 ônibus. Eles foram encarroçados por Busscar, Caio, Comil, Marcopolo e Neobus. Do total, 11 são modelos rodoviários.

“Eles estão equipados com as tecnologias que queremos demonstrar e que trazem redução de consumo e aumento de segurança”, recorda Barbosa. De acordo com a Mercedes, num ônibus O 500 RSD (modelo com três eixos e tração 6x2) equipado com pacote de tecnologias para redução de consumo, a economia de diesel foi de 5%. Numa frota de mil unidades fazendo o trajeto São Paulo-Belo Horizonte sobrariam R$ 8,6 milhões por ano no caixa da empresa.

Além do pacote de economia, os ônibus de demonstração recebem também tecnologias de segurança como o ACC (controlador automático de velocidade capaz de atuar também sobre os freios), controles de tração e de estabilidade, assistente de permanência na faixa de rodagem e monitoramento da pressão dos pneus, entre outros equipamentos.

“Esses itens despertam bastante interesse em trajetos de serra ou com velocidade média mais alta”, recorda o executivo. A frota da Mercedes realizou 24 demonstrações em 2018, que resultaram em 134 unidades vendidas. Este ano serão 80 demonstrações, o que aumenta bastante a possibilidade de fechamento de negócios. Os ônibus são cedidos em contratos de comodato de 30 ou 60 dias.

MAIS ATENÇÃO AO VAREJO

A partir do segundo semestre a Mercedes-Benz começa a trabalhar com uma pequena equipe voltada ao varejo, traduzido naquelas pequenas empresas com dois a cinco ônibus apenas, mas que respondem por 30% do segmento de ônibus.

Além do trabalho nos concessionários, uma equipe fará ações para captar novos clientes de pequeno porte oferecendo veículos, serviços de manutenção e gerenciamento de frota.

13 de Março de 2019 (12:26)

Publicação: Agência CMA - Notícias

FIAT CHRYSLER: Cia faz recall de quase 900 mil veículos nos EUA por emissão

São Paulo, 13 de março de 2019 - A Fiat Chrysler anunciou um recall de 862.520 veículos nos Estados Unidos, após testes mostrarem que os automóveis não atenderam aos padrões federais de emissões. O recall voluntário será feito em etapas, já que inclui veículos fabricados desde 2011 e vários modelos como Dodge Journey, Dodge Avenger, DodgeCaliber e Jeep Compass, segundo informações da Agência de Proteção Ambiental norte-americana (EPA, na sigla em inglês). A Fiat Chrysler entrará em contato com os proprietários quando as peças estiverem disponíveis e os clientes deverão levá-los à concessionária para reparos. "Os proprietários podem continuar a conduzir seus veículos nesse meio tempo. Proprietários que moram em locais sujeitos a inspeção e manutenção podem ser obrigados a fazer o recall antes de realizar a inspeção", diz a Fiat em comunicado. Por volta de 12h23 (de Brasília), as ações da Fiat Chrysler caíam 1,04%, cotadas a US$ 14,34 na Bolsa de Valores de Nova York. Carolina Gama / Agência CMA

13 de Março de 2019 (11:03)

Publicação: EFE - International News

Setor automotivo põe pé no freio em previsões sobre condução autônoma

Washington, 13 mar (EFE).- Acidentes mortais, dificuldades tecnológicas e exigências de legisladores podem atrasar a chegada dos veículos autônomos que são capazes de circular sem nenhuma intervenção de motoristas.

Uma das promessas dos automóveis autônomos que mais mexeu com a imaginação do público é a de uma futura diminuição substancial do número de mortos nas estradas que se alcançaria com a adoção da nova tecnologia.

O acidente protagonizado em março de 2018 por um dos automóveis de teste de condução autônoma do Uber no Arizona, no qual morreu uma transeunte, Elaine Herzberg, de 49 anos, pôs o pé no freio da rapidez com a qual nos dirigimos a um mundo de automóveis autônomos.

Após o acidente, o Uber decidiu deixar de utilizar sua frota de veículos autônomos de testes no Arizona, o que foi um claro revés em seus planos, apesar de ter mantido seu programa de condução autônoma nos estados da Pensilvânia e da Califórnia.

Outros acidentes, alguns deles mortais, de veículos autônomos ou semiautônomos, como os da Tesla, tiveram um impacto negativo nas perspectivas de quando os veículos autônomos se materializarão nas ruas e estradas.

Outros acidentes, alguns deles mortais, de veículos autônomos ou semiautônomos, como os da Tesla, tiveram um impacto negativo nas perspectivas de quando os veículos autônomos se materializarão nas ruas e estradas.

Na semana passada, um diretor do alto escalão da Volskwagen (VW) reconheceu no Salão do Automóvel de Genebra que talvez o setor tenha sido otimista demais nas previsões sobre a tecnologia.

Em declarações aos meios de comunicação, Thomas Sedran, diretor de Veículos Comerciais da VW, comparou o desenvolvimento da tecnologia que permitirá aos automóveis circular sem nenhuma intervenção humana com o envio de seres humanos a Marte.

Sedran também antecipou que o nível 5 de veículos autônomos, o que realmente permite que um automóvel circule sem que um ser humano intervenha de nenhuma forma na viagem, nunca poderá ser aplicado de forma global dada as exigências tecnológicas requeridas.

Uma das companhias que mais "vendeu" a tecnologia de veículos autônomos é a fabricante de automóveis elétricos de luxo Tesla. Seu fundador, Elon Musk, utilizou frequentemente a promessa dessa tecnologia para fomentar a imagem dos seus veículos.

Em 20 de julho de 2016, Musk publicou no blog da Tesla a segunda parte do seu "plano mestre" da companhia que incluía promessas como: "quando os reguladores aprovarem a verdadeira condução autônoma, significará que será possível invocar seu Tesla basicamente de qualquer lugar".

"Uma vez que você estiver dentro, poderá dormir, ler ou fazer o que quiser no caminho até seu destino", acrescentou.

É importante notar que Musk pôs o peso da materialização dos veículos comerciais em que "os reguladores aprovem" a tecnologia e não em que o setor seja capaz de desenvolver a tecnologia que permita a condução autônoma segura.

A maneira como Musk e a Tesla, cujos veículos estão equipados com o sistema Autopilot, venderam esta tecnologia prejudicou a empresa.

Em março de 2018, uma pessoa morreu quando o Tesla que ocupava se chocou na Califórnia. No momento do acidente, o sistema Autopilot estava em funcionamento e o motorista não tinha as mãos no volante, segundo reconheceu a montadora.

Em 2016, outro motorista também morreu, desta vez na Flórida, quando seu Tesla se chocou contra um caminhão.

Em 2018, o Center for Auto Safety e o Consumer Watchdog, dois grupos de defesa dos direitos dos consumidores, acusaram a Tesla de mentir ao público americano com sua publicidade.

Musk fez uma previsão em um tweet publicado em janeiro de 2016 de que "em dois anos", seus veículos seriam capazes de percorrer os Estados Unidos de costa a costa sem motorista.

Neste mês, a Tesla atualizou finalmente seu site do Autopilot no que parece ser um reconhecimento de que a tecnologia caminha mais lenta que o desejado pelo seu fundador.

Como afirmou o site Arstechnica, a Tesla moderou seus prognósticos de um futuro de condução autônoma e agora inclui uma advertência sobre a capacidade da condução autônoma absoluta.

"O futuro uso destas caraterísticas sem supervisão dependerá de alcançar uma confiabilidade muito maior que a de motoristas humanos, demonstrada com bilhões de milhas de experiência assim como a aprovação dos reguladores, que pode levar mais tempo em algumas jurisdições", afirma agora a Tesla em seu site. EFE

13 de Março de 2019 (06:21)

Publicação: Zero Hora - Mundo

Volkswagen vai cortar de 5.000 a 7.000 postos de trabalho até 2023

A principal marca do grupo alemão Volkswagen, VW, suprimirá entre 5.000 e 7.000 postos de trabalho até 2023 como parte de um plano de ajustes que pretende financiar importantes investimentos no carro elétrico autônomo, anunciou a empresa.

"Devido à automação das tarefas de rotina, a empresa parte do princípio que entre 5.000 e 7.000 postos de trabalho devem desaparecer até 2023", afirma um comunicado da VW.

A queda no número de funcionários vai acontecer com a não substituição dos trabalhadores optarem pela aposentadoria.

Ao mesmo tempo, a VW anunciou um investimento adicional de 8 bilhões de euros até 2023 nas "questões do futuro", especialmente nos carros elétricos e na direção autônoma.

No total, a VW investirá 19 bilhões de euros (21,44 bilhões dólares) entre 2019 e 2023.

13 de Março de 2019 (03:00)

Publicação: Super Noticia - Geral

Elétrico personalizável

A Fiat apostou em uma novidade 100% elétrica para o Salão de Genebra, na Suíça, que termina no próximo domingo. Trata-se do Fiat Centoventi, conceito que celebra os 120 anos da fabricante. O subcompacto tem formato caixote e grandes caixas de roda, com visual retrô que exalta faróis retangulares e frente alta, com faróis bem afilados.

O carro conceitual é elétrico e se destaca por ser 100% personalizável. Nele, o cliente pode configurar o interior, escolher os acessórios e adaptar o espaço para criar um carro genuinamente único. O conjunto de baterias modulares do Concept Centoventi permite ao condutor aumentar a autonomia de 100 km para 500 km simplesmente adquirindo ou alugando baterias adicionais.

Várias possibilidades

A Fiat define o Concept Centoventi como uma verdadeira tela em branco. Produzido apenas em uma cor, pode ser pintado pelo cliente por meio do programa '4U (For You), com opção entre quatro cores de teto, quatro cores de para-choques, quatro tipos de calotas e quatro caracterizações externas.

Tão revolucionário como o painel, o quadro de instrumentos disponibiliza duas soluções: a primeira, perfeita para a geração millenial, faz do smartphone o coração do sistema, em combinação com a tela principal de dez polegadas, enquanto a segunda opção, mais tradicional, exibe uma segunda tela integrada de 20 polegadas.

Na primeira opção, sem custo extra, os condutores podem pendurar o telefone celular ou tablet no painel para navegar, ouvir música, receber e enviar mensagens etc.

13 de Março de 2019

Publicação: DCI - Notícias

Ford manterá decisão, diz sindicato

Em encontro nos Estados Unidos, dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC ouviram da direção global da Ford que a empresa não vai retroceder na decisão de fechar a fábrica de São Bernardo do Campo prevista para o fim deste ano.

Eles disseram que não vão investir mais nenhum centavo nessa fábrica, relatou Rafael Marques, uma das lideranças dos metalúrgicos que participou do encontro na última quinta-feira (07).

Só na manhã desta terça-feira (12), em assembleia realizada nos portões da fábrica, os trabalhadores foram informados do resultado da reunião pedida pelos sindicalistas, que tinha como objetivo tentar convencer a empresa a rever a decisão anunciada em 19 de fevereiro.

Segundo Marques, o presidente de operações globais da Ford, Joe Hinrichs, confirmou que há três grupos interessados na aquisição da fábrica, duas delas com propostas mais firmes, com quem terão reuniões nos próximos dias e permitiu a participação do sindicato nessas negociações. Agora, nossa luta é ajudar para que essas negociações deem certo e que a fábrica seja vendida com porteira fechada, ou seja, com a manutenção de todos os trabalhadores, disse o presidente do sindicato, Wagner Santana. /Estadão Conteúdo

13 de Março de 2019

Publicação: CanalTech Corporate Noticias

Waymo busca parceiros externos para investir em carros autônomos, aponta site

Fazer um carro autônomo não é nem um pouco barato. A Waymo, empresa sob o teto da Alphabet, está em busca de investidores para diminuir os custos de pesquisa e desenvolvimento de sua tecnologia. Segundo o The Information, a companhia está estudando aumentar seus gastos muito acima do que a Alphabet gostaria de investir e, por isso, agora busca investidores externos para o projeto.

No fim do ano passado, a empresa passou a testar a tecnologia do Waymo One, um serviço de transporte por aplicativo de forma autônoma. O programa demorou nove anos para chegar ao estágio de testes atual, ainda com acompanhamento humano.

Atualmente, a Alphabet tem direcionado US$ 1 bilhão em investimentos para o setor, sendo que problemas com orçamento têm sido constantes para o projeto. Assim, a empresa está buscando ajuda de fabricantes já enraizadas no mercado.Participe do nosso Grupo de Cupons e Descontos no Whatsapp e garanta sempre o menor preço em suas compras de produtos de tecnologia.

No mês passado, uma reportagem do japonês Nikkei noticiou que ela estava buscando uma empresa oriental: a Aliança Nissan-Renault-Mitsubishi para lançar um serviço de táxi autônomo na Ásia.

Agora, esta nova reportagem do The Information aponta que a Waymo também está conversando com a Volkswagen e outras fabricantes do mercado europeu para conseguir investimentos externos. A empresa não deixaria que as montadoras tivessem mais de 20% do projeto.

A proposta principal seria aliviar os custos para a Alphabet, mas pode ser um retorno bastante positivo em valor da empresa. A reportagem aponta que a movimentação pode elevar a avaliação da Waymo “algumas vezes mais" que a da Cruise, braço de carros autônomos da Genetal Mortors, hoje segunda maior do setor e avaliada em US$ 15 bilhões.

Apesar das notícias, as empresas não confirmam as negociações.

Vale lembrar que, em dezembro do ano passado, a Waymo anunciou o lançamento do ChaufferNet, seu sistema de inteligência artificial que imita como motoristas reais dirigem.

12 de Março de 2019 (13:31)

Publicação: Câmara - Notícias

Projeto estende benefício fiscal para setor automotivo até 2025

O Projeto de Lei 1132/19 estende de 2020 para 2025 o prazo para que montadoras instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste contem com o crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre os veículos produzidos. O texto tramita na Câmara dos Deputados.

A proposta foi apresentada pelo deputado Glaustin Fokus (PSC-GO) e altera a Lei 9.826/99, que trata de incentivos fiscais para montadoras de veículos que instalarem fábricas fora do eixo Sul-Sudeste.

O crédito presumido é um desconto de 32% sobre o IPI devido. Esse valor “economizado" deve ser usado no pagamento das contribuições à seguridade social (PIS e Cofins). O benefício fiscal é condicionado à realização de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica na região.

Se o projeto for aprovado, será a quarta mudança na data final de uso do crédito presumido. Incialmente, a Lei 9.826/99 previa o incentivo até 2010. Posteriormente, o prazo foi estendido para os anos de 2015 e 2020, que vigora atualmente.

Para Glaustin Fokus, o adiamento é importante porque assegurar a competividade das indústrias automotivas instaladas no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. “A medida foi fundamental para diminuir as desigualdades econômicas entre as diferentes regiões do País, contribuindo igualmente com a melhoria da balança comercial do setor automotivo", disse.

Tramitação

O projeto será analisado agora pelas comissões da Câmara dos Deputados.

12 de Março de 2019 (11:31)

Publicação: Zero Hora - Economia

Renault, Nissan e Mitsubishi revisam estrutura de aliança com nova diretoria

Renault, Nissan e Mitsubishi revisam estrutura de aliança com nova diretoria

Os chefes da Renault, Nissan e Mitsubishi anunciaram hoje uma revisão da estrutura de liderança da aliança das montadoras, que havia sido elaborada pelo empresário brasileiro Carlos Ghosn, em busca de um recomeço após a prisão e afastamento de Ghosn.

As empresas informaram que vão estabelecer uma diretoria operacional para substituir a estrutura anterior, que era considerada complicada.

A nova diretoria se reunirá mensalmente em Paris e Tóquio e será encabeçada pelo novo presidente da Renault, Jean-Dominique Senard. Seus demais integrantes serão os executivos-chefes das três montadoras.

A diretoria substituirá duas subsidiárias com sede na Holanda, uma das quais era ligada à Nissan e Renault e a outra à Nissan e Mitsubishi.

O anúncio de hoje marca uma melhora das relações entre Renault e Nissan após tensões causadas pela inesperada prisão de Ghosn em 19 de novembro do ano passado, ocorrida após uma investigação sigilosa da Nissan sobre sua conduta.

Ghosn é acusado de ter fraudado declarações de renda na montadora japonesa. Ghosn, que foi libertado mediante pagamento de fiança na semana passada, alega inocência.

Ghosn, que deixou a liderança das empresas, mas ainda é diretor da Nissan, havia pedido para participar da reunião executiva realizada mais cedo pela montadora japonesa. Sua solicitação, porém, foi rejeitada por um tribunal em Tóquio

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