17 de Abril de 2019 (15:46)

Publicação: Notícias - Gov. SP

Toyota anuncia aportes e apresenta 1º veículo híbrido flex do mundo

O Governador João Doria recebeu nesta quarta-feira (17), no Palácio dos Bandeirantes, o presidente da Toyota Brasil, Rafael Chang, e executivos da multinacional japonesa. Durante o encontro, foi divulgado que o Novo Corolla brasileiro será o primeiro veículo do mundo equipado com propulsão híbrida flex.

Impulsionando um novo ciclo de evolução tecnológica no país, o anúncio está em linha com os propósitos do Programa Rota 2030 que busca, entre outros temas, estimular a produção de veículos mais eficientes.

“Estamos aqui fazendo o lançamento do primeiro veículo hibrido flex do mundo, com desenvolvimento tecnológico brasileiro, realizado aqui em São Paulo, por engenheiros japoneses e brasileiros que conseguiram essa conquista extraordinária", destacou o Governador.

A 12ª geração do Corolla promete ser referência não só em seu segmento, mas em toda a indústria automotiva nacional. Único veículo a contar com um motor elétrico e outro de tecnologia flexfuel, o Novo Corolla, com essa motorização, será o automóvel movido a etanol mais eficiente do Brasil e o híbrido mais limpo do mundo.

“Vamos começar a produção desse novo Corolla a partir do mês de outubro. Esse projeto tem um investimento de R$ 1,6 bilhão e uma geração de 900 empregos diretos. A comercialização começará a partir do mês de outubro e a exportação a partir dos primeiros meses de 2020", comentou o presidente da Toyota Brasil, Rafael Chang. “O mais importante é que estamos trazendo duas tecnologias muitos limpas, a hibrida e o etanol", explicou.

A nova geração do automóvel tem previsão de chegada às concessionárias brasileiras no último trimestre de 2019. Para os mercados latino-americanos onde o veículo é exportado - Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Peru e Colômbia - a Toyota planeja sua comercialização a partir do primeiro semestre de 2020.

Processo de modernização

A fábrica da Toyota em Indaiatuba (SP) será a pioneira neste processo de hibridização dos veículos da marca no Brasil. O Novo Corolla será produzido na planta, que vem sendo modernizada e passando por diversas melhorias em sua estrutura desde setembro do ano passado, quando foi anunciado investimento de R$ 1 bilhão na unidade. Este foi o primeiro investimento da indústria automotiva nacional após o anúncio do Programa Rota 2030, o que demonstrou a confiança da Toyota no futuro do País.

A modernização da planta, que completou 20 anos de operação em 2018, está intimamente ligada ao compromisso da Toyota de produzir carros cada vez melhores e ao engajamento de toda a sua cadeia de valor.

IncentivAuto

Com o investimento anunciado pela Toyota, a montadora poderá se enquadrar no Programa IncentivAuto, que tem como objetivo modernizar a indústria automobilística no Estado, ampliar a produção de veículos, gerar novos empregos e aumentar a receita a partir da oferta de descontos progressivos, de até 25%, do ICMS devido nos produtos fabricados em São Paulo.

“O anúncio representa o fortalecimento do setor automobilístico em São Paulo, um setor muito importante, forte empregador, forte utilizador de tecnologia, com robusta rede complementar de revendedores e fornecedores. É uma cadeia produtiva bastante importante para São Paulo e para o Brasil. São milhares de empregos gerados e a expansão desse setor vai gerar ainda mais emprego, tecnologia, renda e mais benefícios com arrecadação de mais impostos, permitindo ao governo de São Paulo investir em saúde, educação, habitação, segurança pública e assistência social", reforçou João Doria.

Para participar do programa, as empresas interessadas devem apresentar plano de investimento superior a R$ 1 bilhão no Estado e criar, no mínimo, 400 postos de trabalho. O desconto de ICMS aumenta de acordo com o tamanho do investimento feito pela montadora e só é repassado após a conclusão do aporte. Entre os critérios, poderão ser aceitas propostas de novas fábricas, novas unidades de produção, novos produtos e expansão de plantas industriais.

As empresas inicialmente deverão apresentar os projetos junto à Comissão de Avaliação da Política de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, constituída por integrantes da Secretaria da Fazenda e Planejamento e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

Uma vez aprovados, os projetos serão acompanhados pela Investe São Paulo (Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade), por meio de relatório demonstrativo semestral do cumprimento do cronograma de execução do projeto de investimento.

17 de Abril de 2019 (13:22)

Publicação: Agência IN - Caderno Setorial

Novo Corolla feito no Brasil será o 1º híbrido flex do mundo

SAO PAULO, 17 de abril de 2019 - Dando sequência a uma nova e determinante fase de sua história de mais de 60 anos no Brasil, a Toyota confirmou hoje, em evento no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo, que o Novo Corolla brasileiro será o primeiro veículo do mundo equipado com propulsão híbrida flex. Na ocasião, estiveram presentes o Governador de São Paulo, João Doria, o presidente da Toyota do Brasil, Rafael Chang, dentre outros membros do governo estadual, entidades e da montadora.

Os estudos envolvendo a tecnologia híbrida flex da Toyota foram anunciados pela fabricante em março do ano passado, enquanto a confirmação de produção aconteceu em dezembro do mesmo ano. Impulsionando um novo ciclo de evolução tecnológica no País, o anúncio está em linha com os propósitos do Programa Rota 2030 que busca, entre outros temas, estimular a produção de veículos mais eficientes.

A 12ª geração do Corolla, o carro mais vendido globalmente, promete, mais uma vez, ser referência não só em seu segmento, mas em toda a indústria automotiva nacional. Único veículo a contar com um motor elétrico e outro de tecnologia flexfuel, o Novo Corolla, com essa motorização, será o automóvel movido a etanol mais eficiente do Brasil e o híbrido mais limpo do mundo.

O modelo será montado sobre a plataforma TNGA (Toyota New Global Architecture, ou Nova Arquitetura Global da Toyota, em tradução para o português), que já equipa veículos da marca como o Prius, o SUV compacto C-HR e o sedã grande Camry. Com ela, o Corolla, que já é referência por seus atributos, dará um salto ainda maior em qualidade, conforto, dirigibilidade e estabilidade. Tudo isso aliado a uma série de novos equipamentos, fará deste futuro Corolla um carro completamente renovado e pronto para surpreender aos mais exigentes dos clientes.

A nova geração do Corolla tem previsão de chegada às concessionárias brasileiras no último trimestre de 2019. Para os mercados latino-americanos onde o veículo é exportado - Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Peru e Colômbia - a Toyota planeja sua comercialização a partir do primeiro semestre de 2020.

'Nos últimos 50 anos, o Corolla foi sinônimo de confiabilidade, segurança e qualidade. Com essa nova geração, queremos que ele seja reconhecido também como símbolo de modernidade e, acima de tudo, como uma nova forma de mobilidade. Somos entusiastas de motores eletrificados e precursores da disseminação em massa dessa tecnologia. Agora, estamos mais uma vez fazendo história, trazendo a propulsão híbrida flex para um dos maiores ícones da indústria automotiva', afirma Rafael Chang, presidente da Toyota do Brasil.

Até chegar à formatação do primeiro protótipo, a Toyota realizou diversos testes em escala de laboratório, que tiveram início há quase quatro anos, em meados de 2015. O projeto colocou lado a lado as equipes de engenharia da Toyota Motor Corporation, no Japão, e da Toyota do Brasil, para somar esforços e buscar sintonia entre as tecnologias híbrida e flexfuel.

O trabalho foi direcionado no sentido de extrair o potencial máximo de cada solução: alta eficiência, baixíssimos níveis de emissões e capacidade de reabsorção dos impactos de gás carbônico (CO2), ao utilizar combustível oriundo de fonte 100% renovável.

Em março de 2018, a Toyota anunciou os testes de rodagem com um protótipo híbrido flex no Brasil construído sobre a plataforma de um modelo Prius. A ideia foi colocar à prova a durabilidade do carro em diversos tipos de estradas para avaliar o conjunto motor-transmissão quando abastecido com etanol.

Durante esses meses, uma série de dados relacionados à performance e comportamento do carro foram coletados de modo a contribuir na busca pelo balanço ideal de todo o conjunto.

Estudos realizados pela Toyota do Brasil apontam que o híbrido flex, quando abastecido com etanol, possui um dos mais altos potenciais de abatimento da emissão de CO2. Isso ocorre ao longo do ciclo de vida do etanol, desde que o biocombustível é extraído da cana-de-açúcar, passando pela disponibilidade nas bombas de abastecimento e sua queima no processo de combustão do motor. Quando abastecidos apenas com etanol (E100), os resultados de abatimento do CO2 estão entre os melhores do mundo.

A fábrica da Toyota em Indaiatuba, localizada no interior de São Paulo (SP), será a pioneira neste processo de hibridização dos veículos da marca no Brasil. O Novo Corolla será produzido na planta, que vem sendo modernizada e passando por diversas melhorias em sua estrutura desde setembro do ano passado, quando foi anunciado investimento de R$ 1 bilhão na unidade. Este foi o primeiro investimento da indústria automotiva nacional após o anúncio do Programa Rota 2030, o que demonstrou a confiança da Toyota no futuro do País.

A modernização da planta, que completou 20 anos de operação em 2018, está intimamente ligada ao compromisso da Toyota de produzir carros cada vez melhores e ao engajamento de toda a sua cadeia de valor.

A produção local da Nova Geração do Corolla equipado com motorização híbrida flex acontece 16 anos após o início da comercialização do primeiro veículo capaz de ser abastecido com gasolina e/ou etanol no País. Agora, como berço do primeiro híbrido flex do mundo, a unidade de Indaiatuba e o Novo Corolla ganham um novo papel como protagonistas na história da Toyota no Brasil.

As primeiras unidades do Corolla desembarcaram no Brasil em 1994, quatro anos após o início da abertura de importação no segmento de automóveis no País. Tais mudanças na legislação brasileira em relação ao comércio internacional de veículos assegurou a chegada do Corolla no território nacional, importadas do Japão.

Já nos três primeiros anos de vendas no mercado, a Toyota observou um crescente interesse dos consumidores pelo sedã, que já despontava como líder de seu segmento em vários países ao redor do mundo. O aumento constante da demanda apoiou o plano da fabricante para viabilizar sua produção local a partir de 1998, na mesma unidade localizada em Indaiatuba (SP).

Desde então, com mais de 1 milhão de unidades produzidas no País, o Corolla vem se destacando como um dos veículos de maior sucesso do Brasil. Nos últimos anos, ele mantém a liderança absoluta entre todos os sedãs médios no mercado nacional, com uma fatia de mercado superior a 40%.

17 de Abril de 2019 (06:15)

Publicação: Zero Hora - Economia

Caoa Chery planeja produção nacional de carro movido a etanol e eletricidade

XANGAI, CHINA (FOLHAPRESS) - O Brasil ainda não está preparado para adotar um sistema de veículos totalmente elétricos, afirmou o presidente da Caoa Chery, Marcio Alfonso, durante conversa com jornalistas brasileiros nesta terça-feira (16), em Xangai.

"Acreditamos que, no Brasil, vamos ter que partir para o híbrido primeiro e, no futuro, assim que a infraestrutura estiver desenvolvida, caminhar juntamente com os países mais avançados para o elétrico", diz o executivo.

Além do ambiente incipiente para o motor totalmente elétrico, a avaliação de Alfonso é que a ideia de um carro híbrido, a partir da junção de eletrificação e etanol, "cai muito bem no Brasil".

"Estamos desenvolvendo muito rápido fontes de energia limpa e já temos o biocombustível. Essa combinação nos dá uma opção que nem todo país tem. Então, gradualmente, nós vamos migrar para isso."

De acordo com o executivo, quem possui veículo 100% elétrico no país enfrenta a dificuldade de encontrar postos de recarga.

Embora projetos de carros eletrificados possam ocorrer tanto com o QQ e Tiggo 2 quanto com Tiggo 5X e Arizzo 5, este último parece ser o alvo mais certo, segundo o executivo.

"O [sedã] Arizzo 5 tem um apelo muito forte para frotas. Frotas de empresa, frotas de taxi, até de veículos compartilhados. Então ele é naturalmente um candidato a isso."

Alfonso disse que ainda não há um valor de investimento que deva ser feito para produzir os carros elétricos no Brasil, mas afirmou não devem ser aportes gigantescos e que as fábricas da montadora chinesa têm estrutura para se adaptar. Existem estudos em andamento para tal mudança.

A projeção da marca é lançar entre o fim do ano e o começo de 2020 uma versão atualizada do Arizzo 5. Além disso, o Tiggo 8, na configuração chinesa, está em desenvolvimento e deve chegar no Brasil no ano que vem.

*O jornalista viajou a convite da Caoa Chery.

17 de Abril de 2019

Publicação: Estadão Economia e Negócios

Sem BNDES, vendas de máquinas devem cair

Com o esgotamento dos recursos do programa Moderfrota, principal linha de financiamento de máquinas agrícolas do Brasil, às vésperas da maior feira de tecnologia agrícola do País, a Agrishow, o volume de negócios envolvendo maquinários deve recuar significativamente na edição de 2019, segundo o vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Alfredo Miguel Neto.

Na segunda-feira, 15, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou ter suspendido no dia 11 pedidos de crédito do Moderfrota e do Inovagro, que financia investimentos em inovação no setor, na safra 2018/19. "O grande produtor tem alternativas, com linhas do banco onde é correntista, mas o pequeno e o médio não têm. As vendas não devem parar na feira, mas vai haver uma redução grande", disse Miguel Neto ao Broadcast Agro. A Agrishow será realizada em Ribeirão Preto (SP) de 29 de abril a 3 de maio.

Conforme o executivo da Anfavea, o investimento necessário para cobrir toda a demanda do setor agrícola seria de R$ 14 bilhões. No entanto, o valor liberado foi de R$ 8,6 bilhões, além de mais R$ 470 milhões liberados para o Moderfrota no fim de fevereiro.

Outras linhas usadas por produtores rurais para financiar a compra de máquinas, como Pronaf (destinada a agricultores familiares) e do Fundo Constitucional do Centro-Oeste, estão esgotadas.

Miguel Neto diz que ainda é difícil estimar o tamanho da redução durante a Agrishow e que será preciso observar a reação dos produtores. O executivo lembra que a rentabilidade no campo aumentou nos últimos anos, o que poderia levar o setor a usar recursos próprios.

Não há, por ora, qualquer sinalização do Ministério da Agricultura de novo remanejamento de recursos para a linha, de acordo com o vice-presidente da Anfavea. "O ministério não tem dinheiro novo nem de onde remanejar recursos. Temos falado constantemente com eles", afirma o executivo.

As esperanças do setor agora se concentram no BB. Miguel Neto diz que existem comentários no mercado de que o banco liberaria cerca de R$ 500 milhões para o setor agrícola. Mesmo se isso ocorrer, diz ele, o montante seria suficiente apenas para 15 dias.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

17 de Abril de 2019

Publicação: Logweb - Notícias

IVECO fornece 90 unidades da Daily Hi-Matic Blue Power NP para o grupo Casino

O grupo varejista francês Casino encomendou 90 veículos Daily Hi-Matic Blue Power NP com a IVECO, marca do grupo CNH Industrial. A empresa escolheu a montadora por sua longa experiência em tecnologia de veículos movidos a gás natural veicular (GNV) e sua capacidade de contribuir para uma logística sustentável. Os modelos estão equipados com caixas frigoríficas e serão utilizados na região de Île-de-France (França). As entregas começam em 2020.

Estamos orgulhosos de contribuir para o desenvolvimento de uma logística mais ecológica. Ao optarem por veículos movidos a GNV, a IVECO e o grupo Casino estão desempenhando um papel ativo na redução de emissões de poluentes na área de Paris, bem como a diminuição de emissão de carbono no transporte rodoviário de carga, afirmou Thierry Kilidjean, diretor administrativo da IVECO na França.

Para Thomas Ors, diretor de projetos de transporte do grupo Casino, a IVECO foi uma escolha óbvia. Procurávamos por um veículo movido a GNV que pudesse ser equipado com uma carroceria refrigerada. A marca tem uma longa experiência em veículos comerciais pesados e leves e é a única montadora que oferece uma gama completa de veículos com tração alternativa. Além disso, esses veículos oferecem uma solução perfeita para nossas restrições operacionais, com as mesmas vantagens de conforto e robustez da versão Daily a diesel.

A Daily Hi-Matic Blue Power NP, que venceu o prêmio International Van of the Year 2018, é ideal para missões em áreas urbanas. Ela pode acessar os centros das cidades a qualquer hora do dia ou da noite, liberando os operadores de transportes das restrições impostas pelas regulamentações ambientais.

O modelo gera 76% menos material particulado fino e 12% menos emissões de NOx do que seu equivalente a diesel. A caixa de câmbio Hi-Matic proporciona uma direção confortável, além de economia de combustível de até 2,5% em uma área urbana quando comparada a uma caixa de câmbio manual. O menor custo do GNV também resulta em um preço muito competitivo por quilômetro. A economia nos custos de combustível pode chegar a 40% em comparação a um veículo a diesel.

Com suas soluções inovadoras, a IVECO demonstra a disponibilidade de veículos para apoiar a transição de energia que ocorre dentro do setor de transporte rodoviário. Isso permite que todos os operadores logísticos façam investimentos sustentáveis.

16 de Abril de 2019 (17:00)

Publicação: Abril - Revista Exame.COM

Após vender Waze por US$ 1,3 bilhão ao Google, o que faz Uri Levine?

O economista israelense Uri Levine é mais conhecido por um dos criadores do aplicativo para evitar engarrafamentos Waze, vendido ao Google por 1,3 bilhão de dólares em 2013 — mas ele não quer depender de apenas uma história de sucesso.

Levine cofundou o Waze em 2007, junto com os cientistas da computação Amir Shinar e Ehud Shabtai. Ele foi o único a não aceitar um cargo de diretoria no Google após a compra do aplicativo, hoje usado por 250 milhões de motoristas. Parte dos 38 milhões de dólares obtidos com a venda foi revertida para novas startups de Levine, seja como fundador ou como investidor.

O empreendedor participa de 12 startups. Está como cofundador ou fundador na Engie, que analisa a situação de automóveis antes da visita a um mecânico; na FairFly, que monitora tarifas aéreas mesmo após a reserva de um voo; na FeeX, que expõe taxas desconhecidas pelos usuários; na Fibo, que permite a empregados preencherem seus impostos de maneira simples; na Life Care, aparelho de monitoramento da saúde de idosos; na Refundit, uma plataforma de reembolso simples de impostos sobre consumo; e na Roomer, marketplace para vender reservas de hotéis que não teriam reembolso.

Como investidor e/ou membro do conselho de administração, Levine atua na Here, plataforma global de localização pública; na Moovit, o Waze para transportes públicos; na SeeTree, que permite administrar colheitas de forma inteligente; na WeTrip, plataforma de planejamento de viagem para millenials; e na ZeeK, marketplace de crédito não utilizado. A SeeTre anunciou hoje sua chegada ao Brasil, concentrando-se em fazendas de frutas cítricas em São Paulo.

Mesmo assim, o principal alvo de Levine continua em sua terra natal, Israel. Apelidado de “nação das startups", o país aparece constantemente em listas de vendas de startups e possui negócios inovadores em setores como cibersegurança, indústria automotiva, inteligência de negócios e internet das coisas com aplicação industrial. Segundo o estudo Global Startup Ecosystem Report, Israel é o país com mais startups per capita do mundo.

Em passagem pelo país para uma palestra sobre empreendedorismo no C6 Bank, Levine falou a EXAME sobre o que tornou o Waze tão bem sucedido; qual sua tese de investimento em novos negócios; e o que falta para o Brasil ter um ecossistema de empreendedorismo tão forte quanto Israel.

Confira, abaixo, os principais trechos da conversa com Uri Levine:

EXAME — O Waze foi lançado em 2009, quando smartphones ainda estavam começando. Por que vocês investiram em um aplicativo de navegação naquela época?

Uri Levine — O Waze não é apenas para navegação, mas para a idas e voltas diárias. Combinamos o smartphone com o sistema de posicionamento global para evitar engarrafamentos. Esse é o principal benefício visto pelos usuários do Waze e a razão para seu uso diário e sua expansão em diversos mercados, incluindo o brasileiro. A simplicidade de uso também foi um grande incentivador para o crescimento. Se você criar valor aos seus usuários, você terá um negócio bem sucedido.

O suporte do ecossistema de empreendedorismo israelense, de empreendedores a investidores e apoiadores públicos, foi fundamental para o crescimento do Waze?

Mais startups são criadas por ano em Israel do que no Brasil, mesmo que tenhamos populações respectivas de 8 milhões e 200 milhões de habitantes. Nosso ecossistema é mais poderoso, inclusive pelo investimento do governo. Se eu investisse em uma startup do Brasil, teria de pagar impostos. Em Israel, não se paga imposto na mesma situação e isso encoraja investidores a entrarem nesse mercado.

Por que você decidiu recusar continuar no Waze, por meio de um cargo no Google, e no lugar investir em startups?

Eu sou um empreendedor, estou sempre construindo startups, seja como fundador, adquirindo ou participando do processo. E tenho sido bem-sucedido nisso, com casos como Engie, Moovit e SeeTree.

Qual sua tese de investimento em empreendedores e suas startups?

Eu geralmente começo ajudando com aconselhamentos, e não apenas investindo. A maioria desses contatos é feita antes mesmo do negócio começar. Empreendedores vêm até mim e, se vejo um problema que merece ser solucionado, converso com os empreendedores sobre como performar bem e executar os planos e resolver as questões propostas de maneira real. Se eles decidirem construir a empresa, ajudamos nesse estágio inicial e eu posso me tornar o primeiro investidor, com uma rodada de capital semente. Tenho um fundo, chamado Founders Kitchen, que cuida da parte de investimento.

Quantas startups você já ajudou?

Hoje estou em 12 startups e para mim já é suficiente no momento. Mas, com o tempo, esses negócios precisarão menos do meu tempo. Vamos continuar investindo nas startups atuais e, nos próximos anos, procuraremos outras.

Essa relação de aconselhamento falta no ecossistema de empreendedorismo brasileiro?

Há diversas pessoas apaixonadas por negócios e dispostas a ajudar outros empreendedores no Brasil. O que falta é uma estrutura, um modelo a ser seguido, que faça essas combinações entre empreendedores que buscam ajuda e empreendedores experientes serem mais frutíferas. Essas relações são mandatórias para criar um ecossistema de empreendedorismo de alto desempenho.

16 de Abril de 2019 (07:53)

Publicação: Fator Brasil - Automotivo

Complexo Industrial da Nissan em Resende completa 5 anos

A primeira fábrica 100% Nissan no Brasil já recebeu investimentos de R$ 2,6 bilhões e emprega mais de 2.500 pessoas.

Rio de Janeiro " O Complexo Industrial da Nissan em Resende completou no dia 15 de abril cinco anos de operação contribuindo para a evolução da marca japonesa no Brasil e na América Latina. A produção atingiu 106 mil unidades no Ano Fiscal 2018 " de 1 de abril de 2018 a 31 de março de 2019 ", um volume recorde de produção. Este resultado foi impulsionado principalmente pelo sucesso do crossover Nissan Kicks, que começou a ser produzido na cidade do sul fluminense do Rio de Janeiro em 2017, e se consolidou como um dos líderes do segmento de SUVs compactos no país.

Ao longo desses cinco anos, a fábrica de Resende, que é a primeira 100% Nissan no Brasil e na América Latina, inaugurada em abril de 2014, já produziu mais de 300 mil veículos. Ela começou suas atividades poucos dias depois de criada a organização regional Nissan América Latina, que engloba um total de 38 países, e também está completando cinco anos.

Os primeiros produtos fabricados em Resende foram o compacto Nissan March e o motor 1.6 16V flexfuel, produzidos sob o alto padrão japonês. A unidade seguiu acelerando ao longo dos anos, e atualmente é responsável também pela produção do Nissan Versa e do motor 1.0 12V flexfuel, além do Kicks.

O Complexo Industrial da Nissan em Resende já recebeu mais de R$ 2,6 bilhões de investimento e possui um ciclo completo de produção. As atividades na unidade vão desde a área de estamparia até as pistas de testes, passando pela chaparia, pintura, injeção de plásticos, montagem e inspeção de qualidade, além da fábrica de motores. A planta conta com mais de 2.500 funcionários, trabalhando em dois turnos.

"O Complexo Industrial da Nissan em Resende atingiu marcas importantes ao longo desses cinco anos. Foram mais de 300 mil veículos produzidos para o mercado interno e externo. O que demonstra que estamos consolidando nossa operação no Brasil e reforça o compromisso com o país. Em Resende, temos uma equipe de milhares de funcionários comprometidos em entregar para os nossos clientes produtos produzidos no país com a qualidade e inovação japonesa", diz Marco Silva, presidente da Nissan do Brasil.

Além de atender às demandas do mercado brasileiro e as necessidades do consumidor local, o Complexo Industrial de Resende é um importante centro de exportação para a América Latina. Os modelos produzidos em Resende são enviados para oito diferentes mercados da região: Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, Panamá, Peru, Paraguai e Uruguai.

A unidade do sul-fluminense utiliza a tecnologia a favor da sociedade, seguindo os pilares da Nissan Intelligent Mobility, a visão da marca para transformar a maneira na qual os veículos são conduzidos, impulsionados e integrados na sociedade. Ela conta com 97 rob's e 167 AGVs (Automatic Guided Vehicles), veículos guiados automaticamente, responsáveis por otimizar o tempo de produção, facilitando o processo e o transporte dos carros na linha.

O uso dos AGVs e dos rob's contribui para a redução da emissão de gases de efeito estufa, já que utilizam baterias elétricas recarregáveis. Mas o compromisso ambiental vai além. O projeto da fábrica prioriza a utilização de iluminação natural com amplas janelas e claraboias no teto, e com uso de lâmpadas de LED, que tem um aproveitamento de energia 80% maior em comparação à iluminação incandescente.

Há uma atenção especial com o sistema de tratamento de resíduos utilizados no processo produtivo, para reutilização da água e segregação de resíduos sólidos para correta destinação de descarte. O objetivo é reduzir constantemente as emissões de CO2 e a geração de compostos orgânicos voláteis (VOCs) provocados pela produção.

A pintura, por exemplo, segue o moderno e sustentável sistema 3 wet, onde a aplicação da base e do verniz é feita logo em seguida da aplicação do primer, tornando o processo mais curto e reduzindo o consumo de energia. Os rob's utilizam cartuchos para a pintura, o que reduz a perda de tinta e solventes, diminuindo a emissão de compostos orgânicos voláteis (COVs), o que deixa a operação mais sustentável. Para isso também é fundamental o uso de água como base na pintura.

O foco da Nissan em ter uma produção ambientalmente mais amigável segue para fora das paredes de sua unidade industrial brasileira. O entorno do complexo conta com um cinturão verde, que ocupa uma área de 12 hectares e formado por árvores de 20 espécies do bioma local.

Com a inauguração, em 2018, da fábrica de picapes da Nissan em Córdoba, na Argentina, a planta de Resende começou a trabalhar de maneira integrada e buscando sinergias de boas práticas com a unidade do país vizinho. Lá é produzida a picape Nissan Frontier e, durante a preparação do início de sua fabricação, vários funcionários de Resende foram enviados para Córdoba para contribuir com a equipe da Argentina. Juntas, elas representam os dois centros de produção da Nissan América Latina.

16 de Abril de 2019 (01:01)

Publicação: Super Noticia - Geral

Volkswagen convoca 114 mil unidades do Polo e do Virtus; saiba o motivo

Nesta terça-feira (16), a Volkswagen anunciou um recall que envolve 114.523 unidades do Polo e do Virtus no Brasil. Segundo a marca, uma falha na fixação de revestimentos na coluna B opde prejudicar o funcionamento dos airbags laterais, item de série nos dois modelos.

Os proprietários podem agendar uma visita às concessionárias a partir da próxima segunda-feira (22). O tempo de reparo é de 1 hora, segundo a Volkswagen, caso seja necessário trocar todo o revestimento da coluna.

Mais informações pelo site da Volkswagen vw.com.br ou pelo telefone 0800-019 8866.

16 de Abril de 2019

Publicação: ABRAPP - Notícias

Anfavea realiza reunião com Abrapp para analisar plano instituído setorial

Anfavea realiza reunião com Abrapp para analisar plano instituído setorial

A direção da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) se reuniu com o Diretor Vice Presidente da Abrapp, Luiz Paulo Brasizza (foto) e com o Superintendente Geral, Devanir Silva, para conversar sobre o cenário atual da Previdência no país e as opções para oferecer planos de benefícios para as empresas associadas e seus funcionários. Com a presença do Presidente da Anfavea, Antônio Botelho Megale, e o Diretor Executivo Aurélio Santana, a reunião foi realizada nesta segunda, 15 de abril, na sede da associação de fabricantes em São Paulo.

“Foi uma conversa muito positiva em que os dirigentes da Anfavea demonstraram interesse em entender como funciona um plano instituído setorial de Previdência Complementar", diz Luiz Brasizza. Durante o encontro, foi traçado um panorama da situação atual da Previdência Complementar Fechada e as perspectivas de mudanças com a Reforma da Previdência.

“Procuramos transmitir uma visão ampla sobre o cenário da Reforma da Previdência e a perspectiva de crescimento das entidades fechadas com as novas opções de planos setoriais voltados inclusive aos familiares de participantes", comenta o Vice Presidente da Abrapp. Segundo o dirigente, o Presidente e o Diretor da Anfavea ficaram bastante interessados em aprofundar as discussões sobre o plano setorial e devem levar o assunto para análise interna na associação. Se for aprovado pelos demais dirigentes da Anfavea, a Abrapp se colocou à disposição para continuar auxiliando no desenvolvimento do projeto.

“O plano instituído setorial é o mais adequado para o momento atual. É um formato mais flexível e palatável para as empresas", conta Brasizza. Um atrativo evidente é a possibilidade de oferecimento do plano aos familiares de participantes. Além disso, a oferta de benefícios de risco, de morte e invalidez, é outro forte atrativo para as empresas. “As empresas enxergam, agora mais do que nunca, a necessidade de oferecer planos de Previdência Complementar e coberturas de risco aos funcionários".

Anfavea - A associação reúne atualmente 26 montadoras de diversos segmentos, como ônibus, caminhões, veículos agrícolas, além dos carros de passeio. As associadas da Anfavea são responsáveis por 130,4 mil empregos diretos, segundo dados do final de 2018. O público seria formado por esses funcionários e seus familiares. A Anfavea desenvolve ainda diversas ações e projetos que visam o desenvolvimento da cultura e educação financeira de suas associadas e empregados.

Workshop Abrapp da Lei Geral de Proteção de Dados está disponível em vídeo

O vídeo do Workshop “Lei Geral de Proteção de Dados - Reflexos e Experiências nas EFPCs" já está disponível na internet. Realizado no último dia 9 de abril em formato hídrido (presencial e webinar), o evento teve o objetivo de sensibilizar dirigentes e profissionais das associadas da Abrapp para a necessidade de se adaptar às exigências da nova legislação. O seminário contou com palestras de Thiago Sombra, Patrícia Linhares e Cristiano Verardo, além de apresentações de casos específicos (Previ, Visão Prev e Quanta Previdência) - leia mais.

“Queremos alertar para a importância do tema para que nossas associadas possam se antecipar às exigências da nova legislação para implementar os mecanismos de proteção de dados", disse Luís Ricardo Marcondes Martins, Diretor Presidente da Abrapp, durante o workshop. Ele destacou e agradeceu o esforço e a dedicação dos membros Grupo de Trabalho Ad Hoc formado pela Abrapp com a participação de especialistas e profissionais de diferentes áreas. “O Grupo de Trabalho está preparando um guia de referência e uma matriz de risco que serão apresentados nos Encontros Regionais dos meses de maio e junho", revelou o Diretor Presidente.

Diretora de Seguridade deixa a Fundação Libertas

A Diretora de Seguridade da Fundação Libertas, Cláudia Balula, deixou o cargo após três anos e 11 meses. Diretores e gerentes das áreas previdenciária e de saúde prestaram depoimentos em homenagem realizada na última quarta-feira, 10 de abril. “A lista de conquistas é grande e não teria conseguido sem vocês. Cuidamos do equilíbrio nos planos BD, questões ligadas à educação previdenciária, PDV's nas patrocinadoras e realizamos uma transformação na área da saúde. Deixo o convívio diário, mas continuo na família Libertas como participante do meu querido VocêPrev", disse Cláudia.

A profissional retorna para o Rio de Janeiro, onde ficará ao lado da família e seguirá como consultora atuarial. O Diretor Presidente da Libertas, Edevaldo Fernandes, acumula o cargo, temporariamente, até a escolha de um novo diretor ou diretora.

16 de Abril de 2019

Publicação: Estadão Economia e Negócios

Mercedes diz que não fechará fábrica mineira

Trabalhadores da Mercedes-Benz em Juiz de Fora (MG) cruzaram os braços e paralisaram a produção nessa segunda-feira, 15. À tarde, eles foram para a Câmara Municipal para participar de uma audiência pública convocada por vereadores locais para discutir a situação da unidade que, segundo os políticos, estaria sob risco de fechar as portas.

O encontro na Câmara foi organizado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais após informações de que a Mercedes estaria estudando transferir a operação para outro Estado. A medida deixaria desempregados mais de 1,1 mil trabalhadores. "Resguardar empregos e a produção na cidade é muito importante", disse Antônio Almas, prefeito de Juiz de Fora.

O diretor de comunicação da Mercedes, Luis Carlos de Morais, participou da audiência e negou o fechamento. "Nós investimos R$ 700 milhões em Juiz de Fora e tivemos a maior crise econômica da história deste País", justificou. Ele disse que a indústria de caminhões trabalha com ociosidade de 60% e citou as dificuldades de se produzir no Brasil. "Não é fácil, com tantos problemas, chegar na Alemanha e falar que queremos mais investimentos."

Marco Antônio Jesus, presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos de Minas Gerais, cobrou mais exatidão da montadora e disse que a continuidade da produção das cabinas de caminhão na cidade segue sendo uma dúvida. Ele afirmou que a empresa foi beneficiada com investimentos do governo estadual 20 anos atrás, quando abriu a fábrica em Juiz de Fora. "Então a empresa precisa ter responsabilidade social com os trabalhadores."

Ajustes

Em nota, a direção da Mercedes-Benz disse que "em nenhum momento informou que deixaria de produzir em Juiz de Fora", pois a unidade tem importância estratégica para o grupo. A unidade produz cabines para os caminhões feitos na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

Sem dar detalhes, a empresa admitiu, contudo, que há necessidade de ajustes, "tanto na produção como nos processos logísticos", para tornar a empresa mais eficiente e competitiva no mercado. Informou ainda que, dos R$ 2,4 bilhões de investimentos planejados para 2018 a 2022, também há um aporte para a planta mineira.

A companhia lamentou a paralisação dos funcionários e argumentou que o mercado está retomando suas demandas. "Estamos em um período em que o mercado de caminhões está retomando suas demandas e, com a paralisação, estamos deixando de produzir nossas cabinas de caminhões para atender nossos clientes."

No primeiro trimestre a Mercedes vendeu 6.646 caminhões, alta de 61,7% em relação ao mesmo período de 2018.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

16 de abril de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Novo Toyota Corolla brasileiro terá versão híbrida flex e pode ser cliente do IncentivAuto

Fabricante irá confirmar produção em Indaiatuba nesta quarta-feira ao governador de SP

PEDRO KUTNEY, AB

A Toyota informou que vai anunciar nesta quarta-feira, 17, qual será o seu primeiro modelo híbrido flex a ser fabricado no País. Embora ainda não confirme oficialmente qual será o modelo, é o segredo mais descoberto da atualidade no setor automotivo nacional: será uma das versões do novo Corolla, que entra em produção sobre a plataforma TNGA (Toyota News Global Architecture) em Indaiatuba (SP) no meio do segundo semestre – o lançamento do carro no mercado brasileiro é aguardado para outubro.

O anúncio foi marcado para o fim da manhã da quarta-feira no Palácio dos Bandeirantes, com a presença do governador João Doria e do presidente da Toyota do Brasil Rafael Chang, entre outras autoridades e representantes da empresa. O local e os personagens do encontro sugerem que o novo carro poderá ser o segundo “cliente” beneficiado pelo IncetivAuto – programa criado no início de março pelo governo de São Paulo de incentivo à indústria automotiva, que prevê descontos no ICMS de 2,25% para investimento mínimo no Estado de R$ 1 bilhão e geração de pelo menos 400 empregos; o benefício sobre gradualmente até o abatimento máximo no imposto estadual de 25% para aportes superiores a R$ 10 bilhões, como anunciado pela GM no mês passado.

Em setembro passado a Toyota anunciou investimento de R$ 1 bilhão para modernizar e trazer novos modelos para a fábrica de Indaiatuba (SP). Como o projeto ainda não chegou ao fim, em tese toda a nova linha Corolla poderia ser também beneficiada pelo IncentivAuto, conforme o próprio governador Doria confirmou quando foi anunciado o investimento da GM, ao dizer que o programa poderia ser aplicado a projetos em curso. Também é possível que a Toyota faça investimentos adicionais na planta paulista e dessa forma poderá aumentar também o tamanho do desconto do ICMS a receber.

Caso seja confirmado, este seria o segundo incentivo importante negociado pela Toyota para o seu primeiro híbrido flex. A fabricante conseguiu o apoio da bancada da cana no Congresso Nacional e conseguiu incluir no Rota 2030 – programa federal de metas e incentivos ao setro automotivo nacional aprovado no fim de 2018 – o desconto de três pontos porcentuais no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de carros com motorização híbrida bicombustível, que alia a propulsão elétrica ao motor a combustão que pode usar etanol ou gasolina em qualquer proporção.

A Toyota começou a testar o sistema híbrido flex no início de 2018, transformando em bicombustível o motor a combustão de seu híbrido Prius, que rodou o País por alguns meses. A solução tecnológica foi validada em campo e a fabricante japonesa anunciou, ainda no ano passado, que iria produzir no Brasil o primeiro híbrido flex do mundo, mas sem ainda divulgar qual seria o carro. Como o Prius é fabricado sobre a plataforma TNGA e já era sabido que a Toyota preparava a produção em Indaiatuba da nova geração do Corolla sobre a TNGA, não tardou para se concluir que o sedã, um dos 10 carros mais vendidos do mercado brasileiro, iria incorporar uma versão híbrida, para aproveitar sua força de vendas aliada ao apelo tecnológico de um carro muito econômico com baixas emissões.

Conforme medições já feitas com o Prius a gasolina, o consumo urbano chega a quase 24 km/l, porque o motor elétrico está constantemente ajudando na propulsão e em baixas velocidades, no anda-e-para do trânsito, só é usada a propulsão elétrica sem gasto de combustível e emissão zero. Segundo a Toyota, com motor flex a tecnologia híbrida será ainda mais eficiente e limpa, porque cerca de 90% do CO2 emitido na queima de etanol são reabsorvidos pelas próprias plantações de cana, em um ciclo quase neutro de emissões de gás de efeito estufa quando se considera a equação “do poço à roda”, ou da produção, distribuição e uso do biocombustível.

16 de abril de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Governo tenta evitar greve de caminhoneiros com nova linha de crédito do BNDES

Com um total de R$ 500 milhões e limite de R$ 30 mil por profissional autônomo, recursos serão destinados à manutenção e compra de pneus

REDAÇÃO AB

Temendo a ameaça de uma nova greve dos caminhoneiros, o governo anunciou na terça-feira, 16, um pacote de medidas que visam beneficiar a categoria, entre elas, uma linha de crédito de R$ 500 milhões do BNDES com um limite de até R$ 30 mil para cada profissional autônomo. Os recursos serão dedicados à manutenção dos caminhões e compra de pneus.

Segundo o governo, o crédito poderá ser acessado primeiro via bancos públicos e depois nos demais bancos e cooperativas de crédito. O limite de R$ 30 mil será por CPF que possua até dois caminhões. Segundo o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que fez o anúncio durante uma coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, o crédito não subsidiará a compra de novos veículos. Também disse que o dinheiro a ser utilizado virá de contribuições de cada ministério. No entanto, não ficou claro se o crédito será oferecido com taxas subsidiadas.

Além disso, também anunciou um total de R$ 2 bilhões que serão realocados para o Ministério de Infraestrutura destinados à rodovias em todo o País, dos quais cerca de R$ 900 milhões serão utilizados para recuperação e manutenção, incluindo obras de pavimentação da BR-163/PA até o porto de Mirituba (PA), que liga o Centro-Oeste ao Norte do País, além da conclusão de 69 km de duplicação da BR-116, duplicação de 84 km da BR-101/BA e construção de oito pontes de concreto em substituição às de madeira na BR-242/MT, entre outras obras.

O anúncio vem quase uma semana após a suspensão do aumento médio do diesel em 5,7% previsto pela Petrobras, que desistiu do ajuste a pedido do próprio presidente, Jair Bolsonaro, indo contra sua própria declaração de que a estatal era independente para tomar decisões em sua política de preços. Uma outra reunião entre o presidente e seus ministros na tarde desta terça-feira está tratando da política de preços da Petrobras para alinhar a postura do governo. Um dia após o recuo da estatal sobre o aumento do diesel, a Petrobras perdeu R$ 32 bilhões em valor de mercado na bolsa.

Ao jornal Folha de S. Paulo, a CNTA, Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos, declarou que a medida é “esmola” e não contempla as principais reivindicações da categoria, como o cumprimento do tabelamento do frete e redução do preço mínimo. À publicação, o presidente da entidade, Wanderlei Alves, não descartou uma nova paralisação.

“Nada do que o ministro da Infraestrutura anunciou hoje nos ajuda. É um avanço conseguir pegar dinheiro do BNDES? É, mas hoje, mais da metade dos caminhoneiros está com o nome sujo. Nós vamos conseguir pegar esse crédito?”, declarou ao jornal.

Além disso, Alves disse que a categoria está se mobilizando para uma paralisação no dia 21 de maio: “Isso se não parar antes, se houver aumento do [preço] do diesel”, afirmou.

16 de abril de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Volvo reafirma projeção de mercado de 20% a 30% maior este ano

Movimento de renovação de frotas deve sustentar vendas de caminhões em alta

PEDRO KUTNEY, AB | De Itu (SP)

Apesar das constantes revisões para baixo de crescimento do PIB este ano, a Volvo segue trabalhando com a perspectiva de que o mercado de caminhões pesados e semipesados deve crescer de 20% a 30% em 2019. No primeiro trimestre, as vendas desse segmento foram 46% maiores do que no mesmo período de 2018, com alta de 67% para modelos pesados e de 30% para semipesados, pontua Alcides Cavancanti, diretor de comercial da Volvo Brasil.

“Em 2018 vimos que o agronegócio sustentou o mercado. Este ano há um forte movimento de renovação de frotas, porque já fazia alguns anos que muitos transportadores não renovavam e agora estão fazendo isso”, explica Alcides Cavalcanti.

O executivo lembra ainda que também ajuda a aquecer o mercado o acesso facilitado ao crédito dos bancos privados, com redução da dependência das linhas subsidiadas do BNDES, que até 2014 foram responsáveis por cerca de 80% das vendas de caminhões no País. “Com a inflação e os juros baixos e estáveis, as linhas de CDC ficaram muito competitivas, com taxas de 10% a 11% ao ano”, diz. Segundo ele, também aumentaram bastante as compras à vista: “É porque no movimento de renovação o frotista vende o usado e usa o recurso para comprar o novo”.

FILA DE ESPERA MENOR

Devido ao forte fluxo de pedidos iniciado no segundo semestre do ano passado, a Volvo terminou 2018 com fila de espera pelos seus caminhões pesados FH que chegava a oito meses. No começo deste ano a empresa contratou mais 270 funcionários para acelerar o segundo turno na fábrica de Curitiba (PR). Também conseguiu reduzir o gargalo causado pela limitação de componentes importados da transmissão automatizada I-Shift. Com isso, segundo Cavalcanti, o prazo de entrega dos pesados da linha F caiu para 60 a 90 dias, e dos semipesados VM pra no máximo no máximo 60 dias.

“O problema é que os mercados dos Estados Unidos e Europa estavam em forte alta e com boas margens, então ganharam a disputa pelos componentes que precisávamos, porque aqui as vendas também cresceram, mas as margens eram bem menores”, explica Cavalcanti. “Com a queda de exportações para Oriente Médio e África este ano estamos conseguindo importar mais e reduzimos esse gargalo.”

Outro fator que ajudou a reduzir o tempo de espera pelos caminhões Volvo foi a queda nas exportações para a Argentina, com mercado reduzido à metade, enquanto as vendas para Chile e Peru permanecem estáveis.

DE OLHO NO ESPAÇO DA FORD

Cavalcanti admite que a Volvo também está de olho no espaço deixado pela Ford, que anunciou sua retirada do mercado de caminhões e o encerramento da operação na fábrica de São Bernardo do Campo (SP). “Podemos pegar com o VM até 20% dos volumes de modelos 6x2 e 6x4 da Ford”, ele estima.

Mas o executivo afirma que não tem interesse pelo mercado de entrada, formada por modelos 6x2 que correspondem a cerca de 25% das vendas de semipesados. “Não estamos nesse segmento e não estamos interessados em entrar”, diz.

A partir da renovação da linha F de caminhões Volvo, com introdução de novas tecnologias para redução de consumo, Cavalcanti avalia que a marca pode retomar a liderança do mercado de pesados, perdida para a Mercedes-Benz no ano passado.

“Este é um segmento muito sensível a economia de combustível, produtividade e valor de revenda. Conseguimos aprimorar essas qualidades com a nova linha F e queremos retomar a liderança do segmento de pesados”, afirma o diretor comercial.

Como exemplo, Cavalcanti destaca que o Volvo FH 540, apesar de ser o caminhão mais caro do País (R$ 550 mil), foi em 2018 o modelo pesado mais vendido e assim segue sendo no primeiro trimestre, com o emplacamento de pouco mais de 1,4 mil unidades de janeiro a março. “Isso comprova o quanto o frotista profissionalizado deste segmento faz contas para muito além do preço de aquisição.”

16 de abril de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Venda a prazo de veículos leves zero-km cresce só 2% no trimestre

Transações por CDC e consórcio tiveram altas mais expressivas em motos, caminhões e ônibus

REDAÇÃO AB

Reportagem atualizada às 17h20.

A venda a prazo de automóveis e comerciais leves zero-quilômetro no primeiro trimestre somou 298,3 mil veículos e registrou pequena alta de 2,1% sobre o mesmo período do ano passado. O número foi divulgado pela B3, empresa de infraestrutura do mercado financeiro, e inclui vendas parceladas por CDC (Crédito Direto ao Consumidor), consórcio e, em menor parte, por leasing.

Já a negociação de motos teve crescimento mais significativo em volume e porcentual. Segundo a B3 foram entregues 177,7 mil unidades, 13,6% a mais que no período de janeiro a março de 2018. No caso das motocicletas, os principais motivos para a ampliação dos negócios estão na maior oferta de crédito e na ajuda dos consórcios, que responderam por 29% das unidades entregues no começo do ano.

Para os veículos pesados foi o aquecimento da economia que motivou a alta nas vendas. As 26,1 mil unidades zero-quilômetro negociadas a prazo registraram alta de 37,7% sobre o primeiro trimestre de 2018. O setor vem sendo puxado pela maior procura por caminhões e renovações de frotas de ônibus municipais e rodoviários. O transporte de passageiros levou até mesmo a Fenabrave a revisar para cima parte de suas projeções. De acordo com a B3, o CDC respondeu por 86,2% de todas as vendas a prazo no primeiro trimestre. A parcela dos consórcios foi de 12,4%. A fatia do leasing foi de apenas 0,5%.

EM USADOS LEVES, CRESCIMENTO DE 6,5%

Ainda segundo a B3, de janeiro a março foram vendidos a prazo 825,4 mil autos e comerciais leves usados, 6,5% a mais que no mesmo período do ano passado. Entre os segmentos, a maior alta no trimestre, de 15,5%, foi anotada entre as motos, com 40,7 mil unidades negociadas.

Os caminhões e ônibus usados negociados a prazo somaram 34 mil unidades no trimestre, anotando crescimento de 12,9%.

16 de abril de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Crédito disponível favorece venda de usados

Modelos de três a cinco anos na faixa dos R$ 30 mil são os mais procurados

MÁRIO CURCIO, AB

Embora as transações veículos usados tenham aumentado só 1% no primeiro trimestre sobre o mesmo período do ano passado, o comércio eletrônico de modelos de segunda mão ainda tem espaço garantido para crescer. A plataforma Auto Avaliar, dedicada ao comércio de seminovos, registrou alta de 54,5% ao negociar 35 mil unidades de janeiro a março.

Um dos motivos foi o aumento da oferta de crédito: “O grande volume de negócios se concentra em usados de três a cinco anos de uso e valores por volta de R$ 30 mil. Normalmente são dados 30% a 40% de entrada, com taxas por volta de 1,5% ao mês e saldo restante pago em 24 e 36 meses”, afirma J.R. Caporal, presidente da Auto Avaliar. “A condição melhorou, mas ainda está abaixo de países mais maduros”, ressalta.

O executivo recorda que o comércio eletrônico pode se tornar ainda mais eficiente com algumas medidas: “A gestão do estoque de usados ainda é falha e precisa ser aperfeiçoada. Como exemplo, a página do usado à venda tem de melhorar, com mais fotos e detalhes. É preciso humanizá-la porque todo carro tem uma história”, recorda o executivo.

“Outro problema é que um usado muitas vezes não é avaliado. Às vezes chega um carro de R$ 10 mil como entrada para outro de R$ 50 mil e é recusado por não haver clientes para ele na ‘geolocalização’ daquela revenda. Isso tem de mudar porque com a internet você sempre encontrará um comprador para ele”, recorda Caporal. Ele também é favorável ao estabelecimento de um preço fixo para o carro à venda em vez de um valor mais alto e negociável.

“As novas gerações estão habituadas a comprar pela internet, em que os valores das mercadorias são exatamente aqueles divulgados. Por que com o carro usado tem de ser diferente?”, questiona o presidente da Auto Avaliar.

Ele reconhece que a negociação do valor final é uma questão cultural no Brasil e outros países, mas acredita que isso deve ser diferente no comércio eletrônico de usados, “até porque já se tem condição de estabelecer este valor a partir dados coletados”.

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