20 de Maio de 2019 (13:59)

Publicação: Notícias - DF

Brasília está a poucos passos de utilizar veículo elétrico compartilhado

Causaram sensação, na última quinta-feira (16), fotos e vídeos do governador Ibaneis Rocha guiando pela cidade um minicarro elétrico. A aventura viralizou nas redes sociais e mostrou que, além de arrojado e afeito a desafios, o chefe do Executivo está na vanguarda da mobilidade urbana e sustentabilidade. E já estuda implantar por aqui o veículo como transporte compartilhado nos moldes do que já acontece com os patinetes e as bicicletas. O primeiro passo foi dado nesta segunda-feira (20), com a assinatura de uma parceria, em forma de acordo de cooperação, entre o GDF, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Parque Tecnológico de Itaipu (PTI).

Esse modelo de compartilhamento em ambiente real é pioneiro no Brasil", informou o secretário de Ciências e Tecnologia e Inovação, Gilvan Máximo. A ideia é que, depois do projeto piloto, possamos expandir a ideia de forma gratuita para a população. Também presente ao evento de assinatura do acordo, realizado no Palácio do Buriti, o o secretário de Projetos Especiais, Everardo Gueiros, destacou: De nossa parte, foi só tentar auxiliar. Já estamos nessa parceria público privada. Esse é um projeto que vai dar muitos frutos e que nos orgulha muito. Espero que consigamos, num futuro breve, expandir a ideia do DF para todo o Brasil.

Esse modelo de compartilhamento em ambiente real é pioneiro no Brasil. A ideia é que, depois do projeto piloto, possamos expandir a ideia de forma gratuita para a populaçãoGilvan Máximo, secretário de Ciências e Tecnologia e Inovação

O custo da iniciativa experimental de implantação dos carros elétricos para o GDF será zero. Todo o investimento ficará a cargo da ABDI, que pretende investir R$ 2,3 milhões no projeto inserido dentro dos programas de cidades inteligentes e de integrar toda a Explanada dos Ministérios com tecnologias que possam ser renováveis e reduzam os custos das administrações públicas. Atualmente, o GDF tem custo em manutenção e combustíveis de sua frota estimado em R$ 16 milhões por ano. Se o projeto for utilizado 100% dentro do previsto, a estimativa de economia neste setor será de 50%.

Esse é um tema discutido no Brasil e no mundo inteiro, lembrou o presidente da ABDI, Guto Ferreira. A partir da parceria que nós, da ABDI, fizemos com o Parque Tecnológico de Itaipu, nasceu a busca de um governo ou cidade e Brasília saiu na frente. Assim que o governador soube da iniciativa, imediatamente disse que queria usar o veículo em Brasília, dando uma prova definitiva de que é possível fazer um trabalho atendendo ao anseio da sociedade na velocidade que ela merece, que é a velocidade digital e não analógica.

Caráter experimental

A meta é que, a partir do segundo semestre deste ano, servidores selecionados e alguns secretários usem o modelo em caráter experimental para ir e voltar de reuniões. Os 20 modelos Twizy, disponibilizados pela marca Renault, circularão apenas no Distrito Federal. Os veículos serão cedidos ao governo distrital em forma de comodato, com cláusulas sobre operação, manutenção, taxas e seguros, compartilhados por um software desenvolvido pelo Parque Tecnológico de Itaipu (PTI), que permite reservar os veículos disponíveis e acompanhar a localização deles. O aplicativo rastreia o automóvel, monitora a velocidade, a carga de bateria, as rotas percorridas e até mede a quantidade de emissão de gás carbônico que deixou de ser enviada para a atmosfera. Os carros poderão ser desbloqueados com os crachás dos funcionários cadastrados no programa experimental.

Nessa primeira etapa do projeto, serão instalados, sem custo para os usuários, 35 eletrospostos (pontos de recarga) conectados a redes elétricas nos estacionamentos de órgãos federais e locais vinculados ao programa. Os tótens de combustíveis serão identificados por sinalizações no chão, nos moldes dos espaços reservados para deficientes, bombeiros e policiais. Brasília será a cidade com maior número de eletropostos do país. Isso é absolutamente importante, porque colocamos eletropostos justamente na cidade em que é a sede do poder nacional, enfatizou Guto Ferreira. Não existe melhor exemplo de começar esse projeto, por Brasília.

Na segunda fase do projeto de implantação dos carros elétricos na cidade, serão disponibilizados mais 20 modelos e, num terceiro momento, outros dez. O secretário Gilvan Máximo não descartou negociações com outras montadoras dessa nova tecnologia. Todas as montadoras estão trabalhando com carros elétricos, e nós vamos procurá-las, [atendendo] a determinação do governador para que possamos trazer para Brasília alguma indústria.

Após a coletiva de apresentação do projeto, alguns profissionais da impressa puderam fazer o teste drive no carrinho. Chamativos, os modelos têm design futuristas, com portas transparentes que abrem para cima. Com capacidade para andar a até 80km/h e autonomia de 100km com bateria carregada, os veículos, pelo tamanho, são perfeitos para os centros urbanos, encaixando-se em qualquer vaga. É uma iniciativa que traz um impacto muito grande no eixo da mobilidade da cidade, dentro desse conceito de cidade inteligente, Gilvan Máximo.

Uso sempre vantajoso

O fenômeno citycar feito para uso exclusivo em cidades não tem volta: algum dia você abrirá a carteira e comprará um. Todas as grandes marcas, de todos os continentes já têm modelos.

O Twizy ainda não está à venda. Só é comercializado em parcerias como esta, entre Renault/Itaipu/ABDI e o Governo do Distrito Federal, dentro de propostas de mobilidade zero emissão. Pelo menos 150 veículos destes circulam pelo país. É um carrinho de 2,33m de comprimento e 1,23m de largura. Na Europa, onde é vendido regularmente em alguns países, custa 8 mil euros cifra equivalente a R$ 37 mil, pela cotação desta segunda-feira (20).

O motor 100% elétrico gera potência equivalente a 20cv e tem autonomia de até 100km (quanto mais rápida for a condução, mais energia se gasta). É facílimo de se conduzir: não tem marchas, e o torque (a força), até mesmo numa ladeira, é constante. Basta acelerar e frear.

O espaço é mínimo, principalmente para quem vai atrás. Este condutor, de 1,80m de altura, nada sofreu num rápido teste no entorno do Palácio do Buriti. A relação preço-tamanho é proporcionalmente equilibrada, mas o modelo se torna mais justo na verdade, imprescindível com a quantidade de benefícios que oferta paralelamente.

As vantagens aparecem para o bolso (o veículo tem manutenção barata), para os ouvidos (é tão silencioso que vem com um sensor sonoro para alertar os pedestres), para o meio ambiente (pesa 450kg e usa energia limpa, com zero de emissões) e, enfim, como um todo, para as cidades (transporta apenas duas pessoas). A média de ocupação por veículo, hoje, é de 1,4; e o Twizy, por fim, ainda ocupa menos espaço nas ruas, seja em movimento ou parado.

Curiosidades

Estrela das campanhas da Renault no Brasil, a cantora Anitta ganhou um Twizy. A artista disse que viu um exemplar na França e se apaixonou. Ele encanta todo mundo por onde passa, declarou, recentemente.A parceria da Renault com a Itaipu vem desde 2013, quando as duas empresas começaram a montar um lote de Twizy, em Foz do Iguaçu. No fim do ano passado, ambas criaram um centro de treinamento para manutenção de veículos elétricos.A Renault já vendeu (ou doou) mil carros na América Latina. O milésimo foi um Zoe, que fará parte de um estudo de mobilidade elétrica compartilhada da construtora MRV Engenharia.Mais de 350 mil elétricos já foram vendidos no mundo, até o fim de 2018. A China, é de longe, o país que quem mais produz consome.

20 de Maio de 2019

Publicação: Logweb - Notícias

21 caminhões Volkswagen desembarcam no Paraguai

21 novos caminhões Volkswagen acabam de ser entregues no Paraguai, onde terão uma missão elétrica: os veículos foram adquiridos pela Ande, empresa responsável pela administração nacional de distribuição de energia naquele país. O lote é composto por 20 unidades do Delivery 9.170 e um Constellation 19.320, todos equipados com implementos eletricitários especiais e dedicados a uma região específica.

A Diesa, importadora oficial da VW Caminhões e Ônibus no Paraguai, e representantes brasileiros da VW Caminhões e Ônibus estiveram presentes na cerimônia de entrega dos veículos, que contou com a participação de autoridades daquele país.

Dentre os modelos Delivery, dezessete têm elevadores de 13 metros para manutenção em linhas de energia convencionais; outros três têm elevadores que alcançam 15 metros e dedicam-se a trabalhos em linhas energizadas. Já o Constellation 19.320 será utilizado no transporte de máquinas e equipamentos.

A vocação sob medida da Volkswagen Caminhões e Ônibus foi determinante para o êxito desta negociação, uma vez que o processo licitatório exigia soluções técnicas que atendessem às necessidades das operações, comenta Alexander Marafiotti, consultor de vendas da VW Caminhões e Ônibus responsável por aquele mercado.

No Brasil a marca é também a preferida no segmento eletricitário, com 45% de liderança nas vendas. E a nova linha Delivery tem papel de destaque, com uma lista de atributos específicos para essa operação. Produtividade, conforto e relação custo-benefício dos caminhões leves VW estão entre os atrativos que aguçam o interesse de clientes do setor. Seus caminhões conferem acessibilidade e manobrabilidade superiores no mercado, o que facilita a circulação dos veículos e o atendimento aos reparos em redes elétricas.

Também traz componentes de robustez em seu trem de força e chassi, que refletem na maior disponibilidade do veículo em operação. Outro benefício é o chassi que permite diversas configurações, o que facilita e agiliza o processo de implementação para que entrem em operação o quanto antes.

O que diferencia a Volkswagen Caminhões e Ônibus, principalmente em segmentos vocacionais, é a flexibilidade em produtos e serviços para oferecer o melhor custo total de operação ao cliente, expertise que a empresa exporta de seu centro mundial de desenvolvimento brasileiro, localizado em Resende (RJ) aos mais de trinta destinos.

20 de Maio de 2019

Publicação: Agência Estado Conjuntura e Finanças

EUA: Ford anuncia plano de reestruturação que cortará 7 mil postos de trabalho

Nova York, 20/05/2019 - A Ford Motor Company afirmou que demitirá 7 mil funcionários assalariados, aproximadamente 10% da sua força de trabalho corporativa. A decisão é parte do plano de revitalização da fabricante de automóveis do presidente-executivo da companhia, Jim Hackett, e foi comunicada por e-mail a funcionários da empresa.

No comunicado, Hackett afirma que os cortes incluem algumas demissões que já ocorreram, e que o processo será concluído em agosto. De acordo com ele, as demissões economizarão US$ 600 milhões por ano e são parte de uma reestruturação mais ampla. Nos Estados Unidos serão cortados 800 empregos.

A Ford sinalizou, no ano passado, que havia começado uma reformulação global de sua força de trabalho que resultaria em demissões. Hackett assumiu o cargo há dois anos e vem trabalhando em um plano de recuperação que, segundo ele, tornará a Ford mais ágil em meio às mudanças que afetam o setor automobilístico. Fonte: Dow Jones Newswires.

18 de Maio de 2019 (12:34)

Publicação: Money Times - Notícias

Toyota mostra descontentamento com investimentos nos EUA

Multinacional japonesa mostra descontentamento com discurso de Trump (Divulgação: Toyota)

A Toyota divulgou uma nota sobre a declaração do presidente Donald Trump de que a indústria automobilística seria uma ameaça a Segurança Nacional dos EUA, conforme apurado pela reportagem da CNBC.

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“A proclamação de hoje envia uma mensagem para a Toyota que nossos investimentos não são bem-vindos, e as contribuições de cada um dos nossos funcionários nos EUA não são valorizadas", aponta a nota.

A automobilística japonesa destacou a história de mais de 60 anos nos EUA e os mais de 475 mil empregos indiretos gerados por sua operação norte-americana.

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Veja a nota na íntegra:

“Today's Executive Proclamation is a major set-back for American consumers, workers and the auto industry.

Toyota has been deeply engrained in the U.S. for over 60 years. Between our R&D centers, 10 manufacturing plants, 1,500-strong dealer network, extensive supply chain and other operations, we directly and indirectly employ over 475,000 in the U.S., and have invested over $60 billion in this country, including over $1 billion in philanthropic and community-outreach efforts.

Today's proclamation sends a message to Toyota that our investments are not welcomed, and the contributions from each of our employees across America are not valued.

We have been a leader in R&D through open-sourcing of patents in critical technologies such as fuel cells, hybrid electrification and continue to be transparent and collaborative with our innovations. Our goal is to develop technologies that help society and contribute to sustaining the economy and jobs in the U.S. We continue to innovate in areas of AI, autonomous and robotics technologies that will further contribute and improve our American society.

Most every American has a Toyota story and we are very proud of the fact that over 36 million Toyota and Lexus vehicles are still on U.S. roads today. Our operations and employees contribute significantly to the American way of life, the U.S. economy and are not a national security threat.

History has shown that limiting import vehicles and parts is counterproductive in creating jobs, stimulating the economy and influencing consumer buying habits. These artificial limitations would reduce consumer choice and impact all automakers since vehicle parts used in U.S. manufacturing are sourced from around the globe. If import quotas are imposed, the biggest losers will be consumers who will pay more and have fewer vehicle choices.

We remain hopeful that the upcoming negotiations on trade can be resolved quickly and yield what is best for the American consumer, workers and the auto industry."

17 de maio de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Marcopolo entrega 28 ônibus ao Estado de Sergipe

Veículos montados sobre chassis Mercedes OF-1721 farão transporte urbano em Aracaju

REDAÇÃO AB

A fabricante de carrocerias Marcopolo entregou à Atalaia, operadora de transporte urbano de Sergipe, um novo lote de 28 ônibus Torino. Os veículos foram montados sobre chassis Mercedes-Benz OF-1721. Recebem elevadores para passageiros com mobilidade reduzida, câmeras internas e sistema de monitoramento por GPS.

Segundo a Marcopolo, esta foi sua primeira venda feita para a Atalaia e os veículos serão utilizados no transporte urbano de passageiros de Aracaju, capital sergipana. A renovação de frotas urbanas e rodoviárias em 2019 fez a venda de ônibus saltar 74,5% no primeiro quadrimestre de 2019 quando comparado ao mesmo período do ano passado. As vendas governamentais para o programa Caminho da Escola também favoreceram o segmento neste início de ano.

17 de maio de 2019

Publicação: Automotivebusiness

BorgWarner lança carregador de bateria a bordo para híbridos e elétricos

Componente que utiliza tecnologia de carboneto de silício é compatível com baterias de voltagens de 400, 650 e 800 volts

REDAÇÃO AB

A BorgWarner amplia seu portfólio de componentes para veículos eletrificados com o lançamento de um carregador de bateria a bordo (OBC, na sigla em inglês) de última geração, que utiliza tecnologia de carboneto de silício e converte a eletricidade AC em DC para carga de baterias em veículos híbridos ou elétricos. O produto é compatível com toda a química e voltagens de baterias de 400, 650 e 800 volts.

Segundo a empresa, os OBCs são projetados para atender os padrões de uso em diferentes países e regiões, incluindo Estados Unidos, Europa, Japão e China. Com isolamento entre a entrada principal e a saída DC, são herméticos à água e poeira.

Para futuras aplicações, a equipe de engenharia da BorgWarner está se concentrando em inovações em densidade de potência, carga de energia, eficiência, peso do volume, fator de potência e ajuste dos níveis de segurança para atender aos diversos padrões nacionais e regionais.

“Nosso centro técnico em Lugo, na Itália, dedica-se a projetar OBCs que sejam rigorosamente adequados aos mercados globais de veículos elétricos e híbridos”, afirma o presidente e gerente-geral da BorgWarner Morse Systems, Joel Wiegert. “Estamos orgulhosos de que o nosso mais recente produto com sua tecnologia de carboneto de silício proporcione a máxima eficiência de conversão elétrica, economizando, assim, energia e oferecendo mais opções às montadoras e seus clientes.”

17 de maio de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Honda traz nova geração da Gold Wing ao Brasil

Moto renovada tem preço inicial de R$ 136.550 e recebeu opção automática de sete marchas

REDAÇÃO AB

A Honda passa a vender no Brasil a nova geração da GL 1800 Gold Wing, sua moto mais completa. O modelo 2019 recebeu um novo motor boxer de seis cilindros. Quadro e suspensões também mudaram. A Gold Wing tem preço inicial de R$ 136.550 e sobe para R$ 156.550 na opção Tour.

Desde a versão de entrada ela traz sistema de som, controlador automático de velocidade, maletas laterais e faróis totalmente em LEDs. Entre as novidades estão os sistemas start-stop e a suspensão traseira por braço único.

A versão topo de linha Tour traz um câmbio de dupla embreagem e sete marchas, que pode ser utilizado de forma automática ou manualmente, com trocas feitas por comandos “+” e “-” na mão esquerda (a moto básica tem câmbio convencional de seis marchas). A Tour recebe ainda suspensão com ajuste automático ou configurável em uma destas quatro opções: só piloto, piloto e bagagem, piloto e garupa ou piloto, garupa e bagagem.

Honda Gold Wing

Honda GL 1800 Gold Wing recebe motor de 6 cilindros boxer de 128 cv. Na versão Tour, o câmbio convencional de seis marchas dá lugar a outro automático de dupla embreagem e 7 velocidades. Painel tem tela de cristal líquido de 7 polegadas com alta definição

A versão topo de linha também traz para-brisa com ajuste elétrico, sistema de áudio compatível com Apple Car Play, controle de tração e baú central traseiro. E continua sendo a única moto em todo o mundo equipada com airbag.

17 de maio de 2019

Publicação: Automotivebusiness

FCA celebra 4 anos em Pernambuco com novo investimento de R$ 7,5 bi

Montante também inclui aportes de novos fornecedores que vão construir unidades perto do Polo Jeep

REDAÇÃO AB

A FCA (Fiat Chrysler Automobiles) participou na quinta-feira, 16, de uma cerimônia em comemoração aos quatro anos completados de sua fábrica no Nordeste brasileiro, em Goiana (PE), inaugurada em 28 de abril de 2015. Considerada a mais moderna do Grupo FCA em todo o mundo, o Polo Automotivo Jeep, como é conhecido o complexo industrial, recebeu investimento total de R$ 11 bilhões (R$ 1 bilhão de fornecedores) para sua construção e agora está recebendo outros R$ 7,5 bilhões, também incluindo aportes que serão feitos por mais empresas que irão compor a cadeia local de suprimentos.

O novo investimento em Goiana faz parte do programa da FCA anunciado em julho do ano passado, quando a empresa informou que iria aportar R$ 14 bilhões em suas operações no País. No mesmo mês, indicou que R$ 8 bilhões estavam sendo direcionados para a fábrica de Betim (MG). Contudo, como o orçamento desses aportes é feito em euros, a desvalorização cambial no último ano fez a soma em reais aumentar. Além disso, fornecedores também vão investir em ambas as operações. Levando em consideração esses dois fatores, o montante em Betim agora é de R$ 8,5 bilhões, que somados aos R$ 7,5 bilhões para Goiana elevam ao total de R$ 16 bilhões o plano da FCA no Brasil.

Desde que iniciou suas operações, a fábrica pernambucana já produziu mais de 600 mil veículos. Por lá são montados os SUVs Jeep Renegade e Compass, além da picape Fiat Toro. Há pouco mais de um ano (14 meses), a unidade vem operando em três turnos e alcançou a marca de mil veículos produzidos por dia.

O complexo emprega atualmente 13,6 mil pessoas, incluindo as que trabalham nas 16 empresas que integram o parque de fornecedores, localizado dentro do perímetro fabril.

“O Polo Automotivo Jeep, em Goiana, é a mais moderna unidade fabril da FCA no mundo e um verdadeiro modelo global em termos de produtividade, inovação e padrões de qualidade”, afirmou o presidente da FCA para a América Latina, Antonio Filosa, durante o evento de comemoração oferecido pelo governo do Estado de Pernambuco, no Palácio Campo das Princesas, na capital Recife.

“Nossas operações em Pernambuco são altamente estratégicas para a FCA na América Latina, pois aqui produzimos veículos desejados e reconhecidos pelo consumidor e Goiana é o ponto de partida para todo esse sucesso”, completa Antonio Filosa.

Segundo o executivo, a questão mais estratégica para o futuro do polo está na redução do gap logístico da Região Nordeste, que resulta em ineficiências ao longo de toda a cadeia produtiva. “A questão é delicada e demanda esforços de todas as partes, desde as diferentes esferas governamentais até o setor privado, mas vemos que há consciência sobre as dificuldades e interesse real em resolvê-las”, comenta. “Estamos trabalhando para ampliar o parque de fornecedores e trazer mais empresas para a região, com o objetivo de amenizar os gargalos e aumentar a eficiência. Isso vai resultar em mais oportunidades de emprego e novos negócios”, completou.

A empresa tem pressa em resolver os gargalos. Isso porque a Jeep lidera o segmento de SUVs no Brasil há três anos consecutivos, sendo um com o Jeep Renegade e dois com o Jeep Compass. Neste ano, no acumulado de janeiro a abril, as vendas da marca cresceram 27% na comparação com igual período do ano passado, mantendo a participação de 4,9% do mercado total, o que lhe garantiu a posição entre as dez marcas mais vendidas no País.

Já a Fiat Toro está consolidada como a segunda picape mais vendida do Brasil, com mais de 17, 8 mil unidades emplacadas nos quatro meses fechados de 2019.

17 de maio de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Nissan abre em São Paulo seu 10º estúdio de design

O “The Box” serve como laboratório criativo que colabora globalmente com todas as marcas do grupo

PEDRO KUTNEY, AB

A Nissan inaugurou em São Paulo o “The Box”, como foi batizado o seu décimo estúdio global de design, que nasce com a missão de colaborar com inspirações brasileiras e latino-americanas não só para a região, mas para todas as marcas do grupo no mundo – além da própria Nissan, Infiniti e Datsun. Aberto oficialmente na quinta-feira, 16, o espaço foi construído em bairro nobre no formato de uma grande caixa de concreto e vidro, sem paredes internas. Os seis designers brasileiros que trabalham no local têm experiência internacional e são liderados pelo americano-vietnamita John Sahs, que chegou ao Brasil em julho de 2018, após ter passado 20 anos na sede da companhia no Japão.

Estúdio Nissan The Box

O estúdio é mais um elemento para apoiar a estratégia de crescimento da divisão Nissan América Latina, que em abril passado completou cinco anos de sua criação. Entre os trabalhos está a renovação dos veículos produzidos na região, como Kicks, March e Versa, além do desenvolvimento de versões e novos modelos de carros e mobilidade. O “The Box” também deve participar de concorrências internacionais de design da empresa, somando-se aos outros centros em cidades estratégicas como Londres, Xangai e San Diego.

Sahs não revela em quantos ou quais projetos o estúdio brasileiro da Nissan trabalha atualmente, apenas diz que “são muitos”, porque o objetivo do espaço é ser um gerador compulsivo de ideias que podem ser aproveitadas pela empresa em qualquer parte do mundo. Foi essa a missão que ele recebeu de Alfonso Albaisa, vice-presidente sênior global de design da Nissan, quando há cerca de um ano foi escalado para liderar o time brasileiro de design.

Estúdio Nissan The Box

“Novas tecnologias de propulsão levam a buscar novos formatos para os produtos que fazemos. Estamos pensando a mobilidade de maneira abrangente, que vai além do carro. Não é só mais um produto, mas uma experiência”, elucubra John Sahs.

A ideia, segundo o chefe de design, é gerar disrupção e trabalhar muitas ideias, buscando inspiração em áreas fora do setor automotivo, como moda, móveis e arquitetura. Isso já começou a ser feito dentro do próprio estúdio, onde boa parte mobiliário já foi desenhada pelos próprios designers, como a mesa de reuniões e a escada em formatos assimétricos incomuns. “Temos ter ajuda de outras áreas para desenvolver coisas novas. Sou muito aberto a receber colaborações”, diz Sahs.

“Vamos trabalhar e pensar ‘inside the box’ (dentro da caixa do estúdio) para gerar uma mudança positiva e criativa fora da caixa”, resume Sahs, que criou um ambiente modero e descontraído para liberar o fluxo de ideias. O “The Box” conta com um longe e uma área de criação onde todo o time trabalha integrado, sem divisórias. Um jardim zen japonês e um engawa – espécie de varanda japonesa – complementam o espaço construído para introduzir o pensamento latino-americano no design da Nissan, sem perder o DNA japonês.

Estúdio Nissan The Box

17 de maio de 2019

Publicação: Automotivebusiness

Lear inaugura fábrica de chicotes elétricos em Minas Gerais

É a segunda unidade da divisão de elétricos para o setor automotivo no País

REDAÇÃO AB

A Lear inaugurou sua segunda fábrica de chicotes elétricos automotivos no Brasil, localizada em Camanducaia (MG). Com 12 mil m², a unidade começou a ser instalada em novembro passado e foi concebida com conceitos da indústria 4.0. Ela atenderá diferentes clientes da empresa no País, como FCA (Fiat Chrysler), Ford, GM e Hyundai. A empresa não divulgou o valor do investimento na nova unidade.

Segundo a Lear, nos últimos meses, os novos funcionários da empresa passaram por uma série de treinamentos sobre o processo de fabricação do produto. Inicialmente, a fábrica empregará 300 pessoas.

“Escolhemos Camanducaia por estar em uma localização estratégica para o negócio e por acreditarmos no potencial da região. Para mantermos a qualidade e agilidade na entrega, estruturamos a planta para termos uma produção eficiente e, ao mesmo tempo, um ambiente adequado para o funcionário”, comenta o vice-presidente da Lear América do Sul, Marcelo Moraes.

A outra fábrica da divisão de elétricos da empresa fica em Navegantes (SC), que está sendo ampliada.

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