27 de Maio de 2019 (15:12)

Publicação: Abril - Revista Exame.COM

Fusão Fiat e Renault pode criar gigante com quase 30% do mercado no Brasil

O movimento de consolidação do setor automotivo global ganha mais força com o anúncio nesta segunda-feira, 27, da possível fusão entre a ítalo-americana Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e a francesa Renault. A nova empresa seria a terceira maior montadora do mundo, com 8,7 milhões de vendas anuais, bem como uma economia de 5 bilhões de euros ao ano.

Pela proposta da FCA, a nova empresa pertenceria em 50% aos acionistas do grupo ítalo-americano e, o restante, aos da montadora francesa. A Renault disse em comunicado que deverá informar o resultado das negociações futuramente.

A possível fusão acertaria em cheio o Brasil, onde as marcas Fiat, Jeep (também do grupo FCA) e Renault, juntas, possuem um market share estimado de mais de 27%, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

A Fiat é a terceira maior montadora em automóveis e veículos comerciais leves, segundo dados da Fenabrave, com 13,6% do mercado. A Renault vem logo atrás, com 8,8% de participação, e a Jeep tem 4,91%, de acordo com dados acumulados até abril.

No país, Argo, Mobi e Cronos são os carros mais vendidos da Fiat. Kwid, Sandero e Captur são os mais populares da Renault.

Movimento global

Outra aliança global que pode estar a caminho é entre Volkswagen e Ford na área de projetos de veículos, o que incluiria o Brasil. No entanto, não haveria fusão ou participações acionárias entre as empresas.

Para o consultor do setor automotivo da Bright Consulting, Paulo Cardamone, as montadoras estão buscando, globalmente, consolidação. “No caso da FCA e da Renault, haveria uma mudança significativa inclusive no mercado brasileiro, com ganho de escala. Além disso, a exigência do consumidor em relação a tecnologias embarcadas, que custam caro, demanda recursos das empresas e uma fusão desse tipo favorece os envolvidos."

Ele destaca que é possível que as duas montadoras consigam inclusive reorganizar sua rede de distribuição. “FCA e Renault conhecem profundamente o que é uma aliança estratégica e ambas têm raízes na Europa, o que facilita culturalmente a parceria".

O gerente da consultoria especializada em indústria automotiva Jato Dynimics, Milad Kalume Neto, alerta, porém, para as bases do acordo. “Como qualquer fusão no segmento, trata-se de um negócio bastante complexo, por isso é preciso entender principalmente onde ficará a aliança entre Renault e Nissan/Mitsubishi, que hoje é muito intrínseca", avalia.

A montadora francesa e a Nissan possuem uma aliança estratégica global de quase 20 anos, que deve trazer desafios para as ambições do grupo FCA. Em comunicado do acordo, o grupo ítalo-americano afirma que, se combinadas as operações, incluindo Nissan e Mitsubishi, seria a maior aliança de montadoras do mundo, com vendas anuais de mais de 15 milhões de veículos.

Mercados

Em 2018, a Renault vendeu no mundo 3,8 milhões de automóveis e comerciais leves e obteve 57,42 bilhões de euros em faturamento. Possui 183 mil funcionários, cerca de 7 mil só no Brasil. Globalmente, o grupo possui cinco marcas: Renault, Dacia, Renault Samsung Motors ou RSM, Alpine e Lada. No Brasil, a empresa tem fábrica no Paraná e cerca de 300 concessionárias.

Já a FCA faturou 110 bilhões de euros no ano passado, com vendas de 4,8 milhões unidades, considerando todas as marcas e joint ventures do grupo. Possui 236 mil funcionários no mundo e 102 fábricas. O grupo tem no Brasil seu segundo maior mercado global, atrás apenas da Itália. Além da fábrica de Goiana (PE), que produz modelos Jeep, o complexo industrial de Betim (MG) é o maior do grupo no mundo, com capacidade instalada para 800 mil veículos por ano.

A Fiat conseguiu entrar mais forte no mercado norte-americano com a aliança e posterior fusão com a Chrysler, que foi concluída em 2014 com abertura de capital da FCA na Bolsa de Nova York. No caso da Renault, essa seria uma grande oportunidade para afiar as garras e entrar de cabeça nos EUA.

27 de Maio de 2019 (14:20)

Publicação: EFE - Notícias Econômicas

Mercados se animam com proposta de fusão entre Renault e Fiat Chrysler

Paris/Roma, 27 mai (EFE).- A possibilidade de fusão entre a Renault e a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) começa a ganhar forma, após a reação positiva dos mercados e a decisão do grupo francês de estudar "com interesse" a proposta da concorrente ítalo-americana.

A operação resultaria na maior aliança do setor automotivo do mundo no quesito vendas - 15,5 milhões de veículos por ano - caso seja incluída a contribuição das japonesas Nissan e Mitsubishi, aliadas da Renault.

O conselho administrativo da Renault se reuniu nesta segunda-feira e decidiu estudar a proposta da Fiat Chrysler por considerar que a iniciativa "reforça a marca industrial" do grupo francês e "gera valor adicional" Ã aliança.

A Renault não estabeleceu nenhum prazo para examinar a proposta da Fiat Chrysler, mas detalhou que, por uma questão jurídica, a operação não poderá ser submetida à assembleia de acionistas do dia 12 de junho.

De acordo com a fabricante francesa, a operação pode demorar entre um ano e 18 meses. O diretor-executivo da FCA, Mike Manley, disse em carta aos trabalhadores que a operação talvez demore "mais de um ano".

O grupo Fiat Chrysler calcula que a fusão com a Renault proporcionaria uma sinergia de mais de 5 bilhões de euros anuais, valor que se somaria ao derivado da aliança com Nissan e Mitsubishi. Segundo a FCA, o faturamento do grupo resultante beiraria os 170 bilhões de euros e o lucro líquido superaria os 8 bilhões.

Segundo a proposta, a fusão - que cotaria nas bolsas de Paris, Milão e Nova York - pertenceria em 50% aos acionistas da FCA e 50% aos da Renault. Por isso, e para diminuir a disparidade de valor nas bolsas, os acionistas da FCA receberiam um dividendo de 2,5 bilhões de euros.

Segundo uma fonte próxima à operação, a proposta sugere que o grupo resultante seja presidido por John Elkann, presidente da FCA, e que o presidente da Renault, Jean-Dominique Senard, seja o diretor executivo.

Fontes da empresa francesa consultadas pela Agência Efe disseram que ainda é cedo para especular sobre a definição dos cargos. A fusão não acarretaria no fechamento de instalações, segundo a FCA.

Um dos principais sindicatos da Itália, a Federação Italiana de Metalurgia (Fim Cisl), pediu para que o Tesouro italiano participe da operação, mesmo que simbolicamente.

Além disso, uma porta-voz da Renault indicou que a proposta da FCA está aberta à incorporação da Nissan, o que pode ser interpretado como um gesto para forçar a empresa japonesa a sair da inércia na qual parece ter mergulhado desde que veio à tona o escândalo do ex-presidente Carlos Ghosn.

Após a detenção de Ghosn no Japão, a Renault sugeriu dar um passo à frente na cooperação e transformar a aliança em uma fusão, algo que gerou uma firme oposição em Tóquio.

O presidente de Nissan, Hiroto Saikawa, declarou hoje que está "aberto ao diálogo" sobre a proposta da FCA.

No âmbito político, a porta-voz do governo da França, Sibeth Ndiaye, mostrou a posição "favorável" do Estado à operação desde que as condições sejam benéficas para a empresa e os empregados. O Estado francês possui 15% das ações da Renault.

Tanto a Renault como a Fiat Chrysler Automobiles dispararam na bolsa nesta segunda-feira após confirmarem que negociam uma possível fusão. EFE

27 de Maio de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

FCA propõe fusão à Renault

São Paulo - A FCA, Fiat Chrysler Automobiles, entregou na segunda-feira, 27, uma proposta de fusão com o Grupo Renault, que, se concretizada, criaria a terceira maior montadora global, com vendas na casa das 8,7 milhões de unidades por ano, com ampla distribuição global.

O plano é cada companhia manter 50% das ações do possível novo Grupo nas mãos dos atuais investidores - ou seja, metade aos acionistas FCA e metade aos acionistas Renault. É a intenção, também, se manter na Aliança com a Nissan e Mitsubishi: o comunicado distribuído pela FCA cita, inclusive, potencial acréscimo de € 5 bilhões em sinergias às sinergias atuais da Aliança.

Pela proposta o Conselho de Administração da nova empresa seria composto por onze integrantes, a maioria independentes, mas com igual número de pessoas indicadas pela FCA e Renault e um membro nomeado pela Nissan, mantendo, assim, as regras da Aliança.

Minutos após a divulgação da proposta pela FCA, o Grupo Renault divulgou um comunicado dizendo que uma reunião de seu Conselho de Administração decidiu seguir com os estudos para a fusão. Segundo agências internacionais o governo francês, que detém 15% das ações da empresa, também deu o aval para prosseguir com a negociação.

27 de Maio de 2019

Publicação: Agência Estado Conjuntura e Finanças

Fiat Chrysler propõe fusão com a Renault; cada montadora teria 50% em nova empresa

Por: Sergio Caldas, com informações da Dow Jones Newswires

São Paulo, 27/05/2019 - A Fiat Chrysler (FCA) anunciou hoje uma proposta de fusão de iguais com a Renault, numa iniciativa que tende a ter significativo impacto na indústria automotiva global.

Em comunicado, a montadora ítalo-americana propõe que acionistas da FCA controlem 50% da empresa resultante e que acionistas da Renault fiquem com os demais 50%, com "uma estrutura de governança equilibrada". O conselho de administração seria inicialmente formado por 11 membros, majoritariamente independentes.

A francesa Renault já possui uma aliança com a japonesa Nissan, pela qual as companhias compartilham tecnologia e autopeças. A Renault detém 43,4% da Nissan, enquanto a Nissan possui fatia de 15% da Renault.

Se a fusão entre FCA e Renault for adiante, a nova empresa teria valor de mercado de cerca de US$ 37 bilhões e produção anual de quase nove milhões de automóveis e caminhões leves. A fusão criaria a terceira maior montadora do mundo em produção, atrás da alemã Volkswagen e da japonesa Toyota, mas à frente da americana General Motors (GM).

27 de Maio de 2019

Publicação: Revista Apolice Notícias

Alper fecha parceria com rede de concessionárias

Parceria fortalece os associados da concessionária na medida que a expertise da corretora possibilita a oferta de produtos customizados com as principais seguradoras do Brasil

A Alper Consultoria e Corretora de Seguros S.A. comunica aos seus clientes, acionistas e parceiros que fechou uma parceria com a Associação Brasileira das concessionárias Hyundai (Abrahay), que reúne mais de 300 concessionárias de veículos Hyundai, para que possam oferecer todos os tipos de seguros, principalmente, o Seguro Auto aos mais de 18.000 automóveis comercializados, mensalmente, na rede de concessionárias em condições diferenciadas.

Os seguros serão comercializados através da marca Abrahy.

Esta parceria fortalece os associados da concessionária na medida que a expertise da corretora possibilita a oferta de produtos customizados com as principais seguradoras do Brasil e em condições especiais. Esta oferta tem por objetivo melhorar a experiência do cliente na rede, fomentando sua fidelização mesmo após a compra do automóvel.

26 de Maio de 2019

Publicação: Diario ABC - Economia

Indústria automotiva crê na importância do Metrô

Presente na região com seis montadoras e extensa cadeia de fornecedores, o setor automotivo também acredita que o Metrô seria importante para o desenvolvimento do Grande ABC. O projeto da Linha 18 - Bronze visa a integração da região até a Capital (Tamanduateí) e prevê 13 estações localizadas entre Santo André, São Bernardo e São Caetano.

Mesmo sendo responsáveis pela produção de automóveis, ônibus e caminhões, as empresas reconhecem que a implementação de mais um modal seria importante para a mobilidade regional, além do próprio desenvolvimento econômico. O presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Luiz Carlos Moraes, afirma que o melhor modal deve ser decidido com base na capacidade de investimento e também conforme as características de cada cidade, mas ele diz não ser contra a implantação do Metrô, que pode funcionar com a integração com outros modais.

É um importante sistema de transporte de grande fluxo e, com a combinação de corredores de ônibus, é perfeito. São diversos benefícios, como o estímulo da economia e a geração de empregos na região, disse.

Diretor de relações institucionais e governamentais da Scania para a América Latina, Gustavo Bonini também acredita que a interligação com outros meios de transporte seja positiva. Quando falamos de mobilidade, todas as opções são válidas porque está relacionada a usar multimodal, ou seja táxi, carros, aplicativos. Cada modal tem a sua vocação e eles devem ser interligados. Não devemos apostar em uma só opção de transporte porque assim todos nós perdemos. Nós apoiamos o projeto porque apoiamos a mobilidade e produzimos sistema de transporte que transporta cargas e pessoas, afirmou.

Segundo o coordenador de MBA em gestão estratégica de empresas da cadeia automotiva da FGV (Fundação Getulio Vargas), Antonio Jorge Martins, a implantação do Metrô pode abrir outras possibilidades para o setor automotivo. A tendência é não beneficiar as montadoras por conta da substituição do carro pelo Metrô, mas podem-se abrir novas frentes de mobilidade que se ligam ao Metrô através da possibilidade de deslocamento para outras regiões. Por exemplo, o Metrô serve a região do ponto 1 até o ponto 2, mas não atende os 3 e 4. Há possibilidade de criação de empresas de prestação de serviços que favoreçam o deslocamento entre esses locais. Há uma grande possibilidade de ter mais carros sendo vendidos por essas empresas prestadoras de serviço nesses pontos, analisou.

A Mercedes-Benz, que também possui fábrica em São Bernardo, afirmou que toda iniciativa com foco na melhoria da mobilidade urbana é muito bem-vinda e positiva tanto para a indústria como para a sociedade. Acreditamos que uma rede integrada pode promover ao passageiro a escolha do melhor trajeto ou modalidade realizando o transbordo, propiciando um menor custo possível ao passageiro. Sendo assim, a interligação entre os modais para um transporte eficiente, e com qualidade aos passageiros, deve ser sempre considerado. Com certeza, a região e sua população ganham e muito com essas novas possibilidades de transporte público que se apresentam nessas cidades, informou, por nota.

A alemã, líder de vendas de ônibus no País com mais de 50% de participação no mercado e 70% se considerado só o segmento de urbanos, destacou que possui linha completa de ônibus para atender os mais variados perfis de transporte e conviver com outros modais para a oferta de um serviço de qualidade pelas empresas de ônibus.

Questionadas, a GM, Toyota e Ford afirmaram que não iriam se manifestar. A Volkswagen não retornou aos questionamentos do Diário.

Junho é o prazo dado pelo governo do Estado para o anúncio oficial da escolha do modal que vira à região, se o monotrilho ou uma alternativa, como o BRT (sigla em inglês para sistema de transporte rápido por ônibus).

25 de Maio de 2019

Publicação: Estadão Economia e Negócios

Cresce oferta de carros elétricos no mercado brasileiro

Apesar de ainda distante da realidade nacional - e do bolso do brasileiro -, aumenta a chegada de carros elétricos ao País. Aos poucos, cada marca anuncia seu produto porque ninguém quer ficar de fora do mercado que promete ser o futuro da mobilidade e abrir caminho para os modelos autônomos.

A General Motors confirmou ontem o início das vendas do Bolt EV para outubro. O modelo custará R$ 175 mil e pode rodar até 380 km com uma carga completa de energia. "No Brasil, o Bolt EV simboliza para nós o início da era da eletrificação", diz Hermann Mahnke, diretor de marketing da GM. Para ele, o modelo chegará "em um momento de busca por novas soluções de mobilidade que passam pela conectividade, sustentabilidade e eletrificação".

A BMW informou que vai instalar 40 novos pontos de recarga no País até o fim do ano. Atualmente há 110 postos em várias capitais abertos por iniciativas da montadora em parceria com empresas como Multiplan, Iguatemi, Pão de Açúcar e Ipiranga. Um exemplo é o corredor elétrico Rio-São Paulo, com seis postos na Rodovia Presidente Dutra (três em cada lado).

A marca premium iniciou em abril a pré-venda de três versões do elétrico BMW i3: o i3 BEV, por R$ 205,9 mil; o i3 BEV Connected (R$ 229,9 mil); e o i3 REX Full (R$ 257,9 mil). Na linha luxo, a Jaguar começa na segunda-feira a venda do SUV I-Pace com preços a partir de R$ 437 mil.

Recentemente, a Audi começou a testar seu primeiro SUV 100% elétrico, o e-tron para avaliar a compatibilidade do carro com a infraestrutura local, performance e autonomia em diferentes condições de temperatura e pisos comuns no Brasil.

Em julho, a Nissan começará a entregar as primeiras 16 unidades do Leaf, o elétrico da marca que estava disponível para encomendas desde novembro, a R$ 178,4 mil. Em igual período a Renault vendeu 20 unidades do compacto Zoe para pessoas físicas por R$ 150 mil cada. Números de vendas a empresas não foram divulgados.

Na quinta-feira, a BYD entregou o primeiro caminhão elétrico para coleta de lixo na cidade do Rio de Janeiro e outros 10 deverão chegar em alguns meses. Por enquanto importado da China, a BYD também entregou no ano passado 21 caminhões para a mesma finalidade para a Corpus, de Indaiatuba (SP).

Carreata. No Brasil há atualmente em circulação 11 mil veículos elétricos e híbridos (funcionam com bateria elétrica e motor a combustão).

Em defesa dos veículos com baixa ou nenhuma emissão de poluentes, a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) promove hoje em São Paulo carreata com cerca de 250 ônibus, caminhões, automóveis, patinetes, skates, monociclos, diciclos, bicicletas e motos, todos elétricos ou híbridos.

Chamado de Dia da Mobilidade Elétrica, a carreata partirá às 10h da Rua Treze de Maio, passará pela avenida Paulista e irá até o Estádio do Pacaembu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

24 de Maio de 2019 (12:34)

Publicação: Canal Executivo - Pesquisas

Setor automotivo precisa reagir à nova era de disrupções, diz KPMG

Os veículos elétricos e autônomos e a mobilidade como um serviço estão causando disrupções sem precedentes no setor automotivo. Nesse cenário, os negócios impulsionados por produtos e serviços habilitados digitalmente podem tornar o valor gerado pela mobilidade dos automóveis até dez vezes maior que a venda ou o financiamento de veículos particulares. Essas são algumas das conclusões da pesquisa "A hora é agora: você é um simples fabricante ou um especialista em mobilidade e conectividade?" (The time is now: are you a metalsmith or 'gridmaster?', em inglês). "As montadoras, que implementaram um modelo de negócio consistente por cem anos, estão atravessando um período de transformações sem precedentes. Como a mobilidade pessoal é muito mais ampla que o fornecimento de um veículo, muitas delas planejam se tornar prestadoras de serviços. No entanto, o tempo para criar novas oportunidades está pressionando cada vez mais os líderes dessas empresas", afirma o Líder do Setor Automotivo da KPMG no Brasil, Ricardo Bacellar. A partir disso, dois modelos de negócios distintos e vencedores dever ser implementados. Algumas montadoras permanecerão fabricando veículos e dando suportes a carros cada vez mais sofisticados, mas cedendo ao cliente a interface de serviços de mobilidade. Outras evoluirão para o desenvolvimento de plataformas direcionadas para uma variedade de serviços de mobilidade. O conteúdo revela ainda que as montadoras precisam redefinir os papéis que desejam desempenhar nesse novo ecossistema e tomar decisões estratégicas sobre seus futuros modelos de negócio. Ao mesmo tempo, precisam proteger os parceiros que permitirão a elas preencher as lacunas de novas competências. De acordo com a pesquisa da KPMG, o desafio atual está na adoção em massa de serviços de mobilidade, o que representa uma mudança fundamental no mercado e no relacionamento com o cliente. Os fabricantes precisam identificar oportunidades de negócio em escala e integrar essas novas proposições com a oferta como parte de uma estratégia de mobilidade futura. "Projetar e executar novos modelos de negócios exigirá um conjunto de habilidades atualizado que demandará engajamento direto dos consumidores, fornecimento de soluções flexíveis, gerenciamento de interface de usuário digital, monetização das novas formas de relacionamento com clientes, controles de dados e segurança cibernética", completa Ricardo Bacellar. Novas abordagens de mobilidade, como sistemas coletivos de transporte e de propriedade compartilhada, devem reduzir parte da população que possui um carro. Isso diminuirá as vendas de veículos unitários e também reduzirá acentuadamente o número de fabricantes. A pesquisa também destacou que o modo de deslocamento das pessoas também está acelerando a transformação do setor. Entre as razões, estão a crescente preocupação com a questão ambiental e medidas públicas de governos para diminuir as emissões de gás carbônico com soluções mais limpas e ecológicas.

24 de Maio de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

AutoData anuncia o Ranking de Qualidade e Parceria 2019

São Paulo - Continental, Denso, NGK e G-KT foram, pela ordem, os fornecedores com melhor pontuação no Ranking AutoData de Qualidade e Parceria 2018/2019 - que, este ano, chega à sua sexta edição. As quatro empresas estão automaticamente classificadas para concorrer ao tradicional Prêmio AutoData - Melhores do Setor Automotivo na categoria Qualidade e Parceria.

Completam a lista dos dez melhores qualificados, também pela ordem, Maxion Wheels, Casco, Axalta, Usiminas, ZF e Panasonic. As dez empresas receberão placas comemorativas em cerimônia que será realizada em São Paulo na quinta-feira, 4 de junho. O evento também destacará os melhores colocados nos principais segmentos de fornecimento da indústria.

O estudo, criado pela AutoData Editora em 2014, reúne em único reconhecimento as empresas que mais se destacaram como fornecedores OEM no setor automotivo brasileiro nos últimos trinta e seis meses - ou seja, de agosto de 2016 a junho de 2019. A lista aponta as trinta empresas que mais prêmios receberam das montadoras neste período.

A ideia do Ranking AutoData de Qualidade e Parceria é mostrar quais são empresas fornecedoras com maior regularidade nas premiações do setor automotivo nacional. Para chegar ao resultado o estudo leva em conta os prêmios concedidos e divulgados pelos principais fabricantes de veículos do País ao longo dos últimos três anos. Neste ano foram computados os prêmios de doze montadoras: General Motors, FCA, Ford, PSA, Honda Automóveis, Honda Motos, Toyota, Mercedes-Benz, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Hyundai e CAOA Montadora e CNH Industrial.

AutoData atribuiu notas diferenciadas aos diversos patamares de prêmios ofertados ao longo do período estudado. A pontuação segue uma lógica de importância: primeiro, os títulos de caráter global, depois os de empresa do ano, categorias e, por fim, certificados e menções. É importante ressaltar que este período de três anos é considerado como ideal para avaliar a regularidade das empresas nestes eventos.

A soma dos pontos é muito semelhante à utilizada durante o campeonato mundial de Fórmula 1. A consolidação do ranking é o resultado da tabulação de uma lista de 288 empresas que, de alguma forma, foram citadas em algum dos prêmios das montadoras brasileiras nestes três últimos anos.

24 de Maio de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Vendas do Chevrolet Bolt EV começarão em outubro

São Paulo - Anunciado durante o Salão do Automóvel do ano passado o elétrico Bolt EV, produzido pela General Motors, chega à rede concessionária Chevrolet em outubro. Na versão Premier, bem equipada, sairá por R$ 175 mil.

O carro tem autonomia de 383 quilômetros com carga completa e conta com sistema regenerativo que aproveita a energia dissipada em frenagens e desacelerações para aumentar a autonomia. Para carregar as baterias o Bolt EV precisa de 30 minutos em um eletroposto, com carregador rápido, para garantir 145 quilômetros de autonomia.

O motor do veículo gera 203 cv, acoplado a um câmbio automático de seis marchas. O Bolt EV é um dos onze lançamentos da Chevrolet previstos para este ano.

24 de Maio de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

BMW entra no segmento de patinetes elétricos

São Paulo - A BMW começa a vender em setembro, por enquanto apenas no mercado europeu, um patinete elétrico desenvolvido em parceria com a empresa Micro. O alvo são, segundo a empresa, jovens e idosos de grandes centros urbanos, que, recentemente, foram invadidos por este tipo de veículo. Não há previsão de que o patinete da BMW seja vendido no Brasil, ainda que tenham empresas explorando este modal de transporte nos grandes centros.

A E-Scooter, nome dado ao patinete, pesa 9 quilos, tem autonomia de 12 quilômetros e velocidade máxima de 20 km/h. Possui dois sistemas de frenagem independentes e luzes dianteira e traseira embutidas. O motor de 150W e a bateria de íons de lítio fica alojada na parte inferior da base do patinete junto à roda traseira. A bateria demora duas horas para carregar completamente.

24 de Maio de 2019 (07:25)

Publicação: Fator Brasil - Automotivo

Cobreq lança pastilha de freio para Fiat Ducato

A Cobreq, marca da TMD Friction, uma empresa do grupo Nisshinbo, apresenta ao mercado a pastilha de freio N-2066 para eixo dianteiro, e N-2068 para eixo traseiro, novos lançamentos para atender o modelo Fiat Ducato.

A Cobreq é uma das marcas do grupo TMD Friction, a maior fabricante de pastilhas de freio do mundo. A empresa desenvolve lonas, sapatas e pastilhas de freio abrangendo veículos das linhas leve, pesada e de motos. Localizada em uma área de 100 mil m, em Salto, interior de São Paulo, a fábrica representa uma das maiores unidades do grupo TMD Friction fora da Europa. ' www.cobreq.com.br.

A TMD Friction, um grupo da Nisshinbo Holdings Inc., é líder global na fabricação de pastilhas de freio para a indústria automotiva. Também fabrica pastilhas de freio a disco e lonas de freio a tambor para aplicações em diversos tipos de veículos. Seu portfólio de produtos também inclui pastilhas de freio esportivas, bem como materiais de fricção para esse segmento. A TMD Friction atende ao mercado global de peças de reposição por meio das marcas Textar, Nisshinbo, Mintex, Don, Pagid e Cobreq, além de desenvolver e produzir revestimentos de fricção para a indústria sob as marcas Cosid e Dynotherm. O TMD Friction Group tem quatro plantas fabris na Alemanha, além de outras unidades na Europa, nos EUA,

24 de Maio de 2019 (01:01)

Publicação: Super Noticia - Geral

Fiat vai entrar com tudo no segmento dos SUVs, o que o Super Motor já sabe?

Na tarde da última quarta-feira (22), no Polo Automotivo de Betim, a Fiat Chrysler Automóveis (FCA) anunciou a construção de uma nova fábrica de motores dentro do complexo industrial da marca com um investimento pomposo de R$ 500 milhões.

Na ocasião, o presidente da FCA para a América Latina, Antonio Filosa, também confirmou que marca vai realizar 25 lançamentos no Brasil (15 deles a partir de Betim até 2024, entre novos modelos, atualizações de veículos em linha e séries especiais.

Para a fábrica de Betim, está planejada a produção de três novos modelos a partir do ano que vem. Dois deles marcarão a entrada da Fiat no segmento de utilitários-esportivos, o que mais cresce no mercado brasileiro e mundial. Serão veículos que vão chamar atenção por design, desempenho, tecnologia embarcada e nível de conectividade, destacou Antonio Filosa.

SUV do Argo

Por questões estratégicas, nenhum detalhe sobre os novos carros foi revelado ainda pela FCA, mas o Super Motor descobriu um pouco sobre alguns deles. A Fiat já começou, por exemplo, a trabalhar internamente na construção de um desses modelos.

Chamado de projeto 363, trata-se do primeiro utilitário-esportivo compacto da marca, que será feito sobre a nova plataforma do hatch Argo e do sedã Cronos.

Conforme apuramos com uma fonte, o novo rival de Honda HR-V, Nissan Kicks, VW T-Cross e de outros modelos será produzido na fábrica da Fiat, em Betim, mas será lançado no mercado provavelmente só em 2021.

Novo motor 1.3 turbo

O SUV da Fiat na base do Argo deve vir equipado com a nova família de motores 1.0 e 1.3 turbo da FCA, batizada de GSE, e que passará a ser feito nesta nova fábrica de motores anunciada para o Polo Automotivo do grupo, em Betim, com a tecnologia bicombustível (flex).

Ainda sem nome definido, o utilitário-esportivo deve ter versões equipadas com o novo motor 1.3 turbo, quatro cilindros, dotado de sistema de injeção direta que, na Europa, rende até 180 cv de potência com gasolina.

Nova Strada e SUV da Toro

Antes disso, a montadora italiana pretende lançar sua nova picape compacta ainda neste ano. Ela deve misturar elementos do Mobi e da Toro, e o Super Motor flagrou rodando em testes pelas ruas de Belo Horizonte no ano passado com uma camuflagem pra lá de pesada.

Picape será mistura do Mobi com a Toro e terá versão 4 portas

O novo modelo da Fiat deve inovar ao ser a primeira picape do segmento com quatro portas. Neste caso, a de se esperar uma caçamba com capacidade menor.

Outro projeto da Fiat que já sabemos é o SUV inédito da marca, provavelmente de sete lugares, que será construído na plataforma da picape Toro. O modelo apareceu como carro-conceito na última edição do Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro de 2018.

24 de Maio de 2019

Publicação: InfoMoney - Business

Doria: interessadas na fábrica Ford devem investir pelo menos R$ 1 bi

A Ford anunciou em fevereiro que encerraria as atividades da planta ao longo de 2019, após decisão de sair do segmento de caminhões

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta quinta-feira, 23, que as duas empresas interessadas em comprar a fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo) estão dispostas a investir pelo menos R$ 1 bilhão na planta e a gerar no mínimo 400 empregos novos, condições necessárias para que o comprador possa fazer parte do programa do governo estadual de incentivo fiscal ao setor automotivo, chamado Incentivauto.

"Sem isso (as duas condições), nós nem teríamos sentado para conversar (com essas empresas)", disse o governador, que desde fevereiro tem ajudado a Ford a encontrar um comprador para a fábrica. "E muito provavelmente o investimento (a ser anunciado pelo comprador) será superior a R$ 1 bilhão", acrescentou.

A Ford anunciou em fevereiro que encerraria as atividades da planta ao longo de 2019, após decisão de sair do segmento de caminhões - a fábrica de São Bernardo é a única da empresa no mundo que produz veículos pesados.

A declaração de Doria foi dada à imprensa após o governador participar de reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, no escritório do ministério em São Paulo. Também participou do encontro o dono do grupo Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, um dos interessados em adquirir a fábrica. A outra empresa prefere se manter em sigilo. Até o fim do mês de junho haverá uma definição sobre o futuro da fábrica, disse Doria.

Ainda segundo o governador, as duas empresas interessadas, além de terem se comprometido a gerar 400 novos empregos na fábrica, também estão dispostas a preservar todos os atuais empregados da Ford. A fábrica tem cerca de 3 mil pessoas empregadas. A montadora, no entanto, abriu um programa de demissão voluntária, após um acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

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24 de Maio de 2019

Publicação: Logweb - Notícias

Ford apresenta robô inteligente para entregas com veículos autônomos

A Ford apresentou um robô desenvolvido pela Agility Robotics para trabalhar junto com os veículos autônomos, que promete revolucionar o sistema de entregas a domicílio. Dotado de duas pernas e braços, o robô Digit se parece com um ser humano e caminha como tal para levar as encomendas até a porta do cliente. Veja o vídeo.

O humanoide foi projetado para se dobrar automaticamente e ser transportado na traseira do veículo, entrando em ação quando ele chega ao seu destino para completar a última etapa da entrega.

As pessoas usam cada vez mais as compras on-line e o volume de entregas expressas nos EUA dobrou nos últimos 10 anos. Os carros autônomos podem transportar tanto pessoas como produtos e os robôs oferecem uma solução para aquela que é, surpreendentemente, considerada a etapa mais difícil da entrega: o trecho final do veículo até a porta de casa, diz Ken Washington, vice-presidente de Pesquisa e Engenharia Avançada da Ford.

Feito de material leve, o robô Digit consegue levantar pacotes com até 18 kg, subir e descer escadas, andar em terrenos irregulares e até sofrer esbarrões sem perder o equilíbrio. Como a maioria das residências tem acesso por escadas, sem rampas, seria difícil para um robô com rodas se movimentar nesses locais. Para mapear o ambiente e contornar obstáculos, além de câmeras e sensor óptico LiDAR, o androide usa outro recurso inovador: recebe informações sem fio do poderoso sistema de sensores e computação do veículo. Assim, consegue transitar com agilidade nos mesmos locais que as pessoas sem ter de carregar o peso de um sistema de hardware próprio.

Isso contribui também para economizar energia, um item essencial para negócios de carros autônomos que precisarão operar durante a maior parte do dia.

Nosso objetivo principal ao trabalhar com os robôs é garantir que eles sejam seguros, confiáveis e capazes de interagir com as pessoas de modo inteligente, completa Ken Washington. Nessa parceria com a Agility, buscamos determinar como nossos carros autônomos podem operar com o Digit da melhor forma e entender as vantagens desse futuro método de entrega.

24 de Maio de 2019

Publicação: M&M - Meio & Mensagem - On-line

Passagem livre para as locadoras de automóveis

Empresas que alugam carros tornam-se o novo foco de crescimento de Sem Parar e ConectCar

Recentemente, as duas maiores empresas de tecnologia de pagamento contactless em pedágios e estacionamentos em atuação no Brasil anunciaram parcerias com locadoras de automóveis. O Sem Parar (comprado pelo grupo americano Fleetcor em 2016) passou a oferecer seus serviços nos carros da Movida e a ConectCar (do Itaú Unibanco e rede de postos Ipiranga) selou parceria com a Localiza Hertz.

Esta era uma demanda do nosso consumidor que sempre estivemos atentos. Quando surgiu a oportunidade junto à Movida nos abraçamos à ideia e investimos para trazer essa tecnologia, explica Fernando Yunes, CEO do Sem Parar.

Já Felix Cardamone, CEO da ConectCar, dá um contexto detalhado. Ele conta que desde 2016, quando houve uma troca de comando da empresa, o atual time fez uma avaliação profunda do mercado, colocando o cliente no centro da estratégia. Isso resultou em um plano de transformação digital com várias etapas - definição de prioridades estratégicas, reposicionamento da marca e redesenho da plataforma tecnológica para alcançar estabilidade, escalabilidade e flexibilidade sistêmica (como resultado, neste último tópico foi feita migração para a nuvem, nova arquitetura do sistema e exposição de todos os processos de negócio em APIs)

Com tudo isso, foram mapeadas todas as oportunidades de tangibilizar suas soluções de pagamento, inclusive indo além das cancelas de pedágio e estacionamentos. Foi então que se percebeu o mercado de locadoras no Brasil como um dos segmentos desatendidos. Ele comenta o Localiza Pass by ConectCar: É uma solução concreta onde conseguimos entregar para os consumidores uma experiência fluida, digital e transparente, além de sanar o gap de experiência de viajantes que costumam alugar veículos no exterior, onde já existe soluções de pagamento automático de pedágios.

A Sem Parar espera que a parceria com a Movida gere em média R$ 40 milhões em receita para as duas empresas. Segundo Yunes, além de o serviço poder ser usado em pedágios, estacionamentos com ou sem cancelas, postos de combustíveis, drive-thrus e locadoras de veículos, a empresa já está atuando com lava-rápidos e restaurantes, além de analisar outras inovações que permitam a identificação e pagamento em deslocamento, permitindo às pessoas curtir o caminho e/ou aproveitar melhor o seu tempo.

A concorrente ConectCar tem se aproximado de startups e agentes do ecossistema que desenvolvem soluções de mobilidade, o que deve trazer novas parcerias. Felix Cardamone afirma que a plataforma tecnológica permite conexão com qualquer solução ou parceiro, sendo potenciais oportunidades as montadoras de veículos, empresas com soluções de mobilidade urbana como car sharing, táxis, e demais modais de circulação entre cidades, parcerias B2B no sentido de facilitar a gestão das frotas, transportadores e embarcadores, além de qualquer pagamento durante a jornada do consumidor com seu veículo.

No momento, além de benefícios, como 5% de desconto no abastecimento de combustível, a empresa tem criado planos para diferentes perfis de clientes. Depois do Plano Completo, para quem usa com frequência na cidade e na estrada, foi lançado, no início deste ano, o Plano Urbano, para quem quer usar à vontade em estacionamentos, shoppings e aeroportos, e em pedágios só quando precisar. Até o fim de maio, a empresa relançará o Plano Básico, definido pela empresa como único plano pré-pago, com cobertura nacional e que marcou o início da ConectCar no mercado. Essa opção voltará remodelada e com facilidades, como a recarga pelo app. Já no segundo semestre, até outubro, a empresa deve lançar outras novidades, citando como exemplo o Vale-Pedágio ConectCar, para o público B2B.

23 de Maio de 2019 (20:39)

Publicação: Abril - Revista Exame.COM

BMW cria 40 novos pontos de recarga para híbridos e elétricos no Brasil

São Paulo - Dentro de sua estratégia Strategy Number ONE>NEXT, que enfoca a eletromobilidade e busca apoiar o aumento da frota de modelos eletrificados, o BMW Group Brasil, das marcas BMW e Mini, anunciou a instalação de 40 novos pontos de recarga no Brasil. Todos os pontos serão criados até o fim de 2019.

Atualmente, são 110 pontos de recarga no Brasil, seja postos próprios da BMW, seja parcerias com empresas como Ipiranga e Grupo Pão de Açúcar.

Em 2018, o grupo vendeu 142 mil veículos eletrificados (bateria elétrica e plug-in híbrido) no mundo. Até 2021, a empresa terá cinco modelos totalmente elétricos à venda: o BMW i3, o MINI Electric, o BMW iX3, o BMW i4 e o BMW iNEXT. E em 2025, esse número deve crescer para, pelo menos, doze modelos.

Confira alguns dos modelos híbridos da marca encontrados no Brasil ou que podem ser encomendados:

MINI Cooper S E Countryman ALL4

Esse é o primeiro modelo da marca britânica equipado com um sistema híbrido de propulsão: o motor elétrico impulsiona as rodas traseiras e o motor a combustão impulso as rodas dianteiras. Com autonomia de 500 quilômetros, o motor elétrico atuando ao lado do a combustão alcança potência total de até 224cv (165kw) e chega a 100 km/h em 6,8 segundos. No Brasil, é vendido por R$ 214.990.

BMW 530e M Sport

A versão híbrida do sedã executivo é equipado com o sistema BMW eDrive, que integra um motor elétrico de última geração associado a um motor de quatro cilindros e 1.998 cm³, movido a gasolina, e apto a entregar 184cv, entre 5.000 e 6.500 rpm. A potência combinada é de 252cv, a mesma do BMW 530. O sedã é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 6,2 s e alcançar 235 km/h de velocidade máxima. No Brasil, é encontrado por R$ 328.950.

BMW i8 Coupé e Roadster

O BMW i8 Roadster pode ser encomendado por R$ 699.950; o BMW i8 Coupé, por R$ 649.950. Ambos são equipados com a última geração da tecnologia BMW eDrive, que combina um novo propulsor elétrico sincronizado ao motor à combustão, de três cilindros, 1.499 cm³. O motor elétrico é responsável por mover as rodas dianteiras, enquanto o motor à gasolina movimenta as rodas traseiras. As duas versões trazem potência combinada de 374cv e alcançam velocidade máxima de 250 km/h, além de aceleração de 0 a 100 km/h em 4,4 segundos (Coupé) e 4,6 s (Roadster).

BMW i3 120Ah

Com versões de R$ 205.950, R$ 229.950 e R$ 257.950, o novo BMW i3 120Ah é equipado com baterias de alta voltagem de íons de lítio, com maior capacidade de armazenamento de energia - 120 Ah/42,2 kWh. A unidade elétrica BMW eDrive é capaz de gerar 125 kW (170 cv).

23 de Maio de 2019 (12:40)

Publicação: Abril - Revista Exame.COM

Ação da Tesla pode cair para US$ 10, diz analista do Morgan Stanley

(Bloomberg) — Um analista de Wall Street que tinha um preço-alvo de US$ 379 para a Tesla há pouco mais de um ano, realizou uma teleconferência privada com investidores na quarta-feira para explicar por que acha que a ação agora pode cair para US$ 10.

“A Tesla era vista como uma história de crescimento", disse o analista Adam Jonas, do Morgan Stanley, na teleconferência, cuja gravação foi obtida pela Bloomberg News. “Hoje, a oferta supera a demanda, estão queimando caixa, ninguém se importa com o Model Y, levantam capital e não há 'buy-in' estratégico. Hoje, a Tesla não é realmente vista como uma história de crescimento. É vista mais como uma história de crédito distressed e reestruturação."

As ações da Tesla ampliaram um período de perdas pelo sexto dia consecutivo, fechando a quarta-feira com queda de 6%, para US$ 192,73, o menor preço desde dezembro de 2016. Jonas, que tem recomendação equivalente a neutra para a montadora de Elon Musk, divulgou relatório na terça-feira informando que a Tesla pode ter “saturado em excesso" o mercado de sedãs elétricos movidos a bateria fora da China.

Representantes da Tesla e Morgan Stanley não responderam imediatamente aos pedidos de comentários sobre a longa teleconferência realizada por Jonas, que durou quase uma hora. O Morgan Stanley foi um dos subscritores das ofertas de novas ações ordinárias e bônus conversíveis da Tesla no início deste mês.

“O coração disso está na demanda", disse Jonas sobre os problemas de Tesla. “O que mudou é a demanda. Esse é o primeiro dominó."

A Tesla entregou 63 mil carros nos três primeiros meses do ano e disse aos acionistas que espera entregar entre 90 mil e 100 mil unidades no segundo trimestre. Jonas disse que o “número sussurrado" em Wall Street é que as entregas atinjam a faixa média de 70 mil unidades.

As informações sobre a teleconferência foram divulgadas anteriormente pelo Business Insider na quarta-feira.

Jonas ainda é otimista em relação à tecnologia da Tesla: o software da empresa e capacidade de oferecer atualizações over-the-air para os clientes; e também o hardware, infraestrutura de recarga e volume de dados que coleta de motoristas usando o Autopilot.

“Executivos de montadoras descrevem a Tesla como o coelho branco em uma corrida de cães", disse Jonas. “Todas as outras empresas sabem que nunca vão agarrar o coelho; só esperam ser o cachorro mais rápido. A Tesla é o coelho branco, mas está presa a passivos com execução e passivos financeiros reais. Quanto vale o coelho?

23 de Maio de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Toyota RAV4 híbrido chega ao Brasil em junho

São Paulo - A Toyota anunciou que o SUV RAV4 chegará ao mercado brasileiro em junho exclusivamente com motorização híbrida - a princípio com motores elétrico e a gasolina. O modelo, em sua quinta geração, é montado sobre a plataforma TNGA, a mesma sobre a qual será construída a versão híbrido-flex do Corolla em Indaiatuba, SP.

Segundo informou a montadora por meio de comunicado, com a motorização híbrida o veículo tem desempenho de 14,3 km/l na estrada e de 12,8 km/l em ambiente urbano. O veículo foi o SUV mais vendido no mundo em 2018, informou a empresa, e sua produção segue no Japão, onde é fabricado desde 1998.

O preço sugerido de venda por aqui será de R$ 165 mil 990 para a versão S Hybrid, e R$ 179 mil 990 para a versão SX Hybrid.

Sobre os itens de série a versão de entrada S Hybrid tem como principais atrativos sete airbags, faróis de LED com ajuste automático de altura, bancos em couro, bancos dianteiros com sistema de ventilação, banco do motorista com memória para duas posições, regulagem elétrica de seis posições, sistema de áudio com tela de LCD sensível ao toque de 7" e sistema start-stop.

A versão topo de linha, a SX Hybrid, vem com todos esses equipamentos e ainda teto solar, carregador de celular sem fio ou por indução, abertura e fechamento elétrico da tampa do porta-malas com acionamento interno ou por sensor de movimento, sistema de transmissão com função paddle shift e pacote de segurança ativo.

23 de Maio de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Comprador da Ford terá que investir mais R$ 1 bilhão no Taboão

São Paulo - O eventual comprador da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo, SP, precisará investir no mínimo R$ 1 bilhão além do valor aplicado na aquisição. Segundo o governador do Estado de São Paulo, João Doria, as regras previstas no IncentivAuto estão atreladas ao negócio e, logo, deverão ser obedecidas pelo novo administrador das operações no bairro do Taboão - e incluem, também, a contratação de ao menos quatrocentos trabalhadores e a manutenção dos atuais funcionários.

“Sem isso nem estaríamos sentando para conversar. Mas ao que tudo indica o investimento programado superará esse valor."

Nesta quinta-feira, 23, o governador e seu secretário da Fazenda e Planejamento, Henrique Meirelles, se reuniram com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, proprietário do Grupo Caoa - um dos interessados na aquisição da unidade da Ford - para tratar do tema.

Após a reunião o governador revelou que a definição do acordo ficou para o fim de junho - na terça-feira, 21, ele estimara para os próximos quinze dias o desfecho da negociação coordenada pelo governo estadual: “Nossa expectativa é a de que até o fim de junho haja uma posição definitiva com relação à venda da fábrica com manutenção dos empregos diretos e os de toda a cadeia produtiva. São cerca de 25 mil postos de trabalho".

Reafirmando o que disse em sua visita à fábrica da Scania, também em SBC, existem dois interessados em adquirir a unidade, no caso, o Grupo Caoa e “outro grupo que prefere se manter no anonimato".

Apesar da presença do empresário do Grupo Caoa na reunião, Doria disse que a conversa com o ministro teve como pauta a apresentação de investimentos industriais em São Paulo, sobretudo os da indústria automotiva, como os da General Motors e Scania, recentemente anunciados, e Honda e Toyota.

Doria deu pistas de que as quatro empresas estão credenciadas a receber descontos no ICMS previstos no IncentivAuto, programa de fomento à indústria automotiva. Empresas que investirem mais de R$ 1 bilhão no Estado e gerarem ao menos quatrocentos novos postos de trabalho podem se credenciar a receber o incentivo - cuja regulamentação ainda não foi totalmente publicada.

Esta reunião de Doria, Guedes e Andrade fora inicialmente marcada para a segunda-feira, 13, mas, por problemas de agenda, o governador não compareceu. Após a reunião da quarta-feira, 23, o empresário declarou apoio “incondicional à reforma da Previdência".

“Temos investido intensamente no setor automotivo para consolidar nossos sonhos e intenções de elevar e expandir a imagem da indústria automotiva brasileira para que ela seja reconhecida e admirada além de nossas fronteiras", afirmou, em nota. “Nosso apoio e nossa confiança são absolutos, mas enxergamos na questão da reforma previdenciária um ponto crítico que pode destravar investimentos e tornar mais seguro o futuro dos cidadãos brasileiros. Temos certeza que o atual governo não está medindo esforços para atingir a melhor e mais justa solução em todas as questões que estão sendo discutidas para a aprovação da reforma".

23 de Maio de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

Diretoria da FCA tem audiência com Bolsonaro

São Paulo - Em audiência com o presidente da República, Jair Bolsonaro, a diretoria global da FCA, Fiat Chrysler Automobiles reforçou a confiança da companhia no Brasil e expressou apoio à agenda de reformas do governo federal, que, na opinião dos diretores, vai “estabilizar as contas públicas e promover o desenvolvimento sustentável do País".

John Elkann, chairman da FCA, e Mike Manley, CEO do Grupo, acompanhados do presidente para a América Latina Antonio Filosa, afirmaram a Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, que a FCA sempre acreditou no Brasil.

Disse Elkann, em nota: “Nossa confiança se renova ao enxergarmos com grande otimismo a determinação do governo brasileiro em aprovar as reformas estruturais tão necessárias para a retomada do crescimento econômico e para a melhoria da competitividade do País".

Durante a audiência, Manley apresentou o ciclo de investimentos de R$ 16 bilhões nas operações industriais do Brasil até 2024, para a produção de novos veículos, motores e desenvolvimento de novas tecnologias. “O Brasil tem grande importância estratégica para as operações globais da FCA".

23 de Maio de 2019 (10:00)

Publicação: Agência AutoData - Notícias

VW Constellation 32.360 chega ao mercado chileno

São Paulo - Destinado a operações extremas como terraplanagem, mineração, florestal, dentre outras, o Constellation 32.360 6x4 acaba de desembarcar no mercado do Chile. A Porsche Chile, representante, lá, da Volkswagen Caminhões e Ônibus, ampliou o seu portfólio local com o modelo destinado ao mercado fora de estrada.

Julio Torres, gerente da VWCO na Porsche Chile, comemorou o desempenho de vendas: “Acumulamos crescimento de 15,7% e nos mantemos fortes no caminho de virmos a estar juntos com os líderes de mercado".

Produzido em Resende, RJ, o caminhão tem motor Cummins ISL 360 e transmissão automatizada ZF de dezesseis velocidades. Além do Chile o caminhão chega também à Colômbia, ao Peru e ao Equador.

23 de Maio de 2019 (09:30)

Publicação: Fator Brasil - Automotivo

FCA amplia para R$ 8,5 bilhões investimentos em Minas Gerais

E transforma complexo de betim no maior polo de Powertrain da América Latina. Aporte de R$ 500 milhões na produção de novos motores turbo integra o maior ciclo de investimentos já feito pela FCA e fornecedores no Brasil " R$ 16 bilhões entre 2018 e 2024. Mais 1.200 empregos serão gerados na FCA e em fornecedores com a nova fábrica de motores, que terá capacidade para 100 mil unidades/ano a partir de 2020. Mais de 400 mil motores serão exportados a partir de Betim até 2022, principalmente para o mercado europeu. Referência tecnológica no exterior, os novos motores GSE turbo a serem produzidos no Brasil ganharão ainda mais desempenho e alta eficiência energética ao incorporarem capacidade de operar com etanol. FCA América Latina passa a contar com um dos maiores portfólios de motores e transmissões da FCA. Só no Brasil, serão quatro famílias: Fire, Firefly, Firefly Turbo e E.torQ, além dos importados Tigershark e Multijet turbodiesel.

BETIM (MG) " O Polo Automotivo Fiat, em Betim, vai receber a mais nova fábrica de motores GSE Turbo da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) no mundo. A decisão de localizar em Minas Gerais a nova unidade de produção foi anunciada hoje pelo CEO mundial da FCA, Mike Manley, e pelo presidente/COO do grupo para a América Latina, Antonio Filosa, durante solenidade que contou com a presença do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e convidados.

A FCA e seus fornecedores vão investir R$ 500 milhões para instalar a nova unidade de motores e para dotar os novos propulsores de capacidade flex, operando simultaneamente com etanol e gasolina. Esse aporte amplia para R$ 8,5 bilhões os investimentos programados pela FCA e fornecedores para o Polo de Betim até 2024 - o que representa o maior investimento da FCA em Betim desde a inauguração da fábrica, em 1976. Entre 2018 e 2024, a FCA e fornecedores planejam um investimento de R$ 16 bilhões no Brasil " o maior do grupo e seus fornecedores no país em todos os tempos.

A nova fábrica de motores vai gerar 1,2 mil empregos adicionais, entre FCA e fornecedores, e transformará Betim no maior polo produtor de motores e transmissões da América Latina, com capacidade de produção de 1,3 milhão de unidades por ano a partir de 2020 (data de início da produção dos turbos). A nova unidade partirá com capacidade de produzir 100 mil propulsores turbolimentados por ano, mas já nasce predisposta à expansão da produção.

Os novos investimentos ampliam também a capacidade exportadora do Polo Automotivo Fiat, que já tem contratado o embarque de mais de 400 mil motores até 2022. O destino inclui vários mercados, principalmente o europeu.

A FCA sempre acreditou no Brasil e enxerga com grande otimismo o empenho do governo em aprovar as reformas estruturais tão necessárias para a retomada do crescimento econ'mico e para a melhoria da competitividade, afirma Manley. Fiz questão de visitar o Brasil neste momento para reforçar nossa confiança na agenda das reformas e confirmar os investimentos adicionais em Betim, que é uma planta em que temos investido muito nos últimos anos por sua importância estratégica para as operações da FCA na região.

Os sólidos resultados apresentados pela América Latina nos últimos trimestres, o potencial de crescimento do nosso mercado e, em especial, a versatilidade e alta qualificação da mão-de-obra brasileira foram fatores fundamentais para trazer esse investimento ao Brasil, que disputava com outros países a possibilidade de receber a nova fábrica de motores turbo, comenta Filosa.

A nova família de motores turbo a serem produzidos em Betim " os já consagrados mundialmente GSE T3 e T4 e o novíssimo E4, de patente desenvolvida no Brasil, com inovadora tecnologia turbo voltada apenas à combustão de etanol " terá papel fundamental na expansão e diversificação da gama de veículos da FCA na região.

A companhia programa 25 lançamentos até 2024, entre novos modelos, atualizações de veículos em linha e séries especiais. Em Betim, está planejada a produção três novos modelos a partir de 2020. Dois deles marcam a entrada da Fiat no segmento de SUVs, que é o que mais cresce no mercado brasileiro. Serão veículos que vão chamar a atenção pelo design, desempenho, tecnologia embarcada e nível de conectividade, destaca Filosa.

Ainda na cerim'nia de anúncio do investimento na nova fábrica de motores, a FCA e o governo do Estado de Minas Gerais firmaram planos de cooperação para um amplo programa voltado à educação e capacitação em Engenharia Automotiva. O plano inclui programas de escopo, profundidade e duração variados " desde experiências introdutórias às mais modernas práticas em Engenharia Automotiva até programas de residência tecnológica e pesquisa aprofundada para mestrandos e doutorandos.

Os objetivos principais do programa são estreitar os laços da FCA com a comunidade acadêmica e ajudar a qualificar as novas gerações de engenheiros e técnicos para as constantes evoluções em curso na indústria automotiva.

Queremos consolidar as diversas iniciativas que mantemos com entidades educacionais estratégicas do Estado e criar um programa amplo e coordenado, que possa incluir novos parceiros e beneficiar ainda mais estudantes, comenta o COO, ele mesmo um engenheiro automotivo de formação. O programa também reforça a competitividade de polo mineiro de autopeças, um dos maiores da América Latina.

Também durante o evento foi assinado termo de cooperação técnica entre a FCA e a Gasmig " concessionária exclusiva de distribuição de gás natural do Estado de Minas Gerais " para a promoção e incentivo ao uso do GNV e biometano como combustível veicular. A Fiat conta em sua gama com o Grand Siena GNV, veículo que sai de fábrica predisposto para a utilização do gás natural como combustível.

Motores turboalimentados de três e quatro cilindros " A nova planta produzirá os motores GSE Turbo de três e quatro cilindros, batizados de T3 e T4, que se destinam a equipar o topo da gama de veículos atual e futura da FCA.

Estes propulsores vêm completar a família Firefly, que foi lançada mundialmente em 2016 a partir de Betim. Os motores T3 e T4 têm as mesmas cilindradas dos motores Firefly N3 e N4, mas ganham ainda mais versatilidade e potência graças à sobrealimentação. Foram introduzidas novas tecnologias para garantir desempenho e consumo de combustível alinhados com as expectativas de mercado, já atendendo às mais exigentes normas de emissões que serão adotadas a partir da próxima década.

Os novos motores combinam mais desempenho com menor consumo. Suas principais características são: . Bloco de alumínio com alta rigidez estrutural '. Câmara de combustão com quatro válvulas por cilindro, alinhado com a exigência do sistema turboalimentado '. Injeção direta de combustível '. Sistema MultiAir de última geração, com controle eletr'nico das válvulas de admissão '.Coletor de descarga integrado ao cabeçote '. Sistema de arrefecimento misto água/ar integrado no coletor de admissão para refrigerar o ar aspirado '.Bomba de óleo a cilindrada variável'. Turbo controlado eletronicamente.

Os motores a serem produzidos em Betim ganharão ainda mais tecnologia e capacidade flex: serão capazes de queimar etanol e gasolina, separados ou misturados em qualquer proporção, além da compatibilidade de materiais de alguns componentes aos combustíveis latino-americanos, como por exemplo os injetores, válvulas e sedes de válvulas e anéis.

Todo o trabalho de desenvolvimento desses novos materiais e componentes, bem como a capacidade de trabalhar com etanol e gasolina, já estão em andamento para que os novos propulsores cheguem ao mercado até o final de 2020, equipando modelos da FCA, explica Aldo Marangoni, diretor de Powertrain da FCA para a América Latina.

Com a chegada dos motores GSE Turbo, a FCA passa a ter uma das maiores gamas de propulsores na América Latina. Em Betim (MG) são produzidos os motores Fire 1.0 flex e 1.4 gasolina e flex, Firefly 1.0 flex e 1.3 gasolina e flex, além danova família GSE Turbo, flex e gasolina. A planta de Campo Largo (PR) vai continuar a produzir os motores E.torQ 1.6 (gasolina, exportação) e 1.8, nas configurações gasolina e flex.

Turbo e4: novo patamar para motores a etanol " A Engenharia de Powertrain da FCA na América Latina é uma das maiores especialistas em propulsores flex do mundo. Não se trata apenas de calibrações ou de ajustes em motores importados, mas de toda uma cadeia de engenharia de desenvolvimento.

A chegada dos novos motores GSE Turbo será a base para acelerar o desenvolvimento de um revolucionário propulsor, por enquanto chamado de E4, que irá elevar os motores a etanol a um outro patamar de aproveitamento energético. Trata-se de um motor concebido para uso otimizado do etanol, baseado na arquitetura do T4. O objetivo é reduzir o gap de consumo do etanol em relação à gasolina, que é de 30% atualmente, para obter um motor de alta eficiência energética e baixo impacto ambiental. A FCA está utilizando tecnologias muito inovadoras nesse projeto, algumas das quais desenvolvidas em Betim.

O emprego do etanol na matriz energética da propulsão é uma vantagem comparativa do Brasil, que conta com tecnologia e condições climáticas para a produção competitiva do etanol a partir da cana-de-açúcar, além de estrutura altamente eficiente de distribuição do combustível. O etanol é uma alternativa compatível com os objetivos de redução das emissões de CO da frota, já que a maior parte deste gás emitido para a atmosfera no processo de combustão do motor é capturado de volta pelas folhas da cana-de-açúcar através do processo de fotossíntese, contribuindo para redução das emissões dos gases de efeito estufa.

Indústria 4.0 já é realidade " A decisão de localizar a nova fábrica de motores turbo em Minas Gerais foi decorrente de várias vantagens comparativas da fábrica de Betim. Essa planta tem uma forte cultura industrial de motores e transmissões e também muita sinergia com as linhas de produção de outras famílias de motores, observa Claudio Rocha, diretor de Manufatura de Powertrain da FCA para a América Latina. Ele também destaca a eficiência logística propiciada pela instalação da planta de motores no mesmo perímetro industrial da produção de automóveis.

A linha de produção dos motores GSE T3 e T4 já nascerá em ambiente da Indústria 4.0, de forte conexão entre pessoas, máquinas, dados e inteligência artificial. Os novos motores serão produzidos no mais avançado processo de manufatura e estarão credenciados para competir nos mais exigentes mercados globais.

Com capacidade para fabricar 100 mil propulsores por ano, a nova planta reunirá todas as etapas produtivas do motor, desde a usinagem do bloco e cabeçote até as linhas de montagem. Todo o processo é conectado a uma central de gerenciamento, no melhor exemplo de interação entre pessoas, máquina e dados.

Na nova unidade, serão aplicadas as melhores práticas industriais globais da FCA, para entregar ao mercado motorizações que são 100% testadas, após cada etapa de manufatura. A precisão do processo de fabricação permite a completa rastreabilidade de cada componente montado. Haverá incremento da aplicação de rob's colaborativos, sistemas avançados de visão para o controle do processo e incremento das tecnologias para otimizar o consumo de energia. A melhor tecnologia disponível no grupo globalmente será aplicada a esta fábrica, a fim de assegurar a qualidade dos motores produzidos, afirma Rocha.

23 de Maio de 2019 (08:32)

Publicação: Portal Fator Brasil - Geral

Ford expande o serviço de transporte médico não emergencial com vans nos EUA

A Ford anunciou mais um passo na expansão dos seus negócios na área da mobilidade nos Estados Unidos, com a ampliação do serviço de transporte médico não emergencial GoRide Health para todo o país. A empresa, iniciada como startup no ano passado no estado de Michigan, oferece vans com motoristas treinados para levar idosos, cadeirantes e pacientes com problemas de mobilidade para consultas e tratamentos médicos.

Até o final do ano, o serviço deverá estar disponível nas principais cidades de Ohio e da Flórida, realizando milhares de viagens por dia. E será expandido em 2020 para vários outros estados, como Carolina do Norte, Louisiana, Texas e Califórnia.

O primeiro ano de funcionamento da empresa serviu para o conhecimento do mercado e aperfeiçoamento do sistema. A reputação da GoRide Health como serviço confiável, seguro e de qualidade, com um índice de 95% de pontualidade no primeiro trimestre do ano, atraiu a atenção dos grandes convênios médicos.

A GoRide Health está ganhando força porque é um serviço confiável e centrado no ser humano, para pessoas cujas vidas dependem das consultas médicas, diz Minyang Jiang, CEO da GoRide Health. Mesmo sendo uma necessidade crítica e crescente, a maioria dos pacientes não consegue encontrar transporte confiável com motoristas que entendam suas necessidades. A GoRide Health pode preencher essa lacuna.

Além de atender convênios médicos nos EUA, a GoRide Health também começa a atuar em parceria com órgãos municipais que fornecem transporte para cidadãos cadeirantes ou com necessidades especiais. Todos os seus motoristas são treinados e habilitados para auxiliar os passageiros com segurança.

A GoRide usa a tecnologia de roteamento dinâmico da Ford para realizar despachos automáticos e garantir a eficiência das viagens, com tempos médios de espera de 10 a 20 minutos, mesmo para o transporte de cadeira de rodas. Ela também usa a análise de dados para ajudar os administradores a identificar as áreas carentes de transporte e direcionar os serviços para onde eles são mais necessários.

27 de maio de 2019

Publicação: automotivebusiness.com.br

Empresas de autopeças apostam em alta de até 25% nos próximos 5 anos

Estudo realizado por AB e Reed Exhibitions indica otimismo para o médio prazo

GIOVANNA RIATO, AB

A cadeia de valor automotiva enfrentou momentos difíceis no Brasil nos últimos anos como consequência das dramáticas quedas na produção de veículos. Agora, no entanto, a projeção para o médio prazo é otimista, conforme apurado na pesquisa O Horizonte para a Indústria de Autopeças, realizada por Automotive Business em parceria com a Reed Exhibitions. Segundo o estudo, a maior parte das empresas do segmento (45%) apostam em expansão de 16% a 25% do mercado brasileiro de autopeças nos próximos cinco anos.

O estudo buscou mapear como as empresas de autopeças foram afetadas pela recente crise, suas expectativas para a recuperação do mercado e a visão sobre inovação. As conclusões foram apresentadas com exclusividade no ABX19 – Automotive Business Experience, evento que reuniu 2 mil lideranças de empresas automotivas em São Paulo na segunda-feira, 27.

O EFEITO DA CRISE

A crise que contraiu as vendas da indústria automotiva nos últimos anos teve consequências severas para a cadeia de autopeças. Dos respondentes da pesquisa 52% apontam que houve queda no faturamento das empresas em que trabalham durante a crise. Para 20% a situação foi de estagnação. Para 57% dos respondentes, a crise teve impacto negativo sobre a saúde financeira da organização, aumentando ou gerando endividamento.

Parcela de 28% apontam que foram capazes de registrar expansão das receitas mesmo no cenário adverso. A maior parte dos entrevistados, 59%, apontou que o principal impacto negativo da crise foi a redução da margem de contribuição – o montante que sobra da receita das vendas dos produtos e serviços e é usado para pagar os custos fixos e gerar lucro. Outro efeito importante foi a paralisação dos investimentos em inovação, algo sinalizado por 48% dos entrevistados.

O contexto negativo, não impediu que os respondentes identificassem efeitos positivos da crise. O principal deles foi a redução de custos. Os gestores que participaram da pesquisa indicaram em seguida o enxugamento das equipes, sem levar em conta os custos sociais das demissões. A abertura da novos clientes e mercados também figura na lista dos improváveis efeitos positivos do momento complicado.

EXPECTATIVAS PARA OS PRÓXIMOS ANOS

Ainda que a recuperação da economia não tenha indicado consistência, a visão das pessoas que trabalham em empresas de autopeças se mostrou otimista para 2019. Para 87%, haverá crescimento nas vendas este ano - e 69% afirmam que esta expansão deve chegar a 15%. O panorama para a contratação de pessoas não é tão positiva: para 31% o quadro de funcionários deve se manter estagnado.

Questionados sobre a perspectiva para os próximos cinco anos, a maior parte dos respondentes, 45%, esperam que os mercado brasileiro de autopeças cresça entre 16% e 25%. Entre os entrevistados, ninguém apontou esperar contração dos negócios. As apostas também são positivas para as exportações, com 31% dos entrevistados convictos de que as vendas externas avençarão de 6% a 15% no mesmo período.

INOVAÇÃO É DESAFIO

Mesmo diante do avanço da transformação digital, boa parte da cadeia de autopeças demonstrou ter visão ainda restrita quando o assunto é inovação. Entre os entrevistados, 16% declararam que as novas tecnologias digitais não são vistas como um fator relevante para a organização em que trabalham – o número está longe de representar a maioria, mas ainda assim é alarmante pela relevância do tema.

Apenas 26% dos respondentes apontaram que suas empresas investem amplamente em tecnologias digitais, que estão inseridas em toda a estratégia da marca. Já 35% indicaram que as empresas em que atuam não geram novas receitas com soluções inovadoras.

Por outro lado, 25% dos entrevistados apontam estar criando faturamento com serviços que há pouco não existiam e 20% estão obtendo receitas com novos produtos tecnológicos.

27 de maio de 2019

Publicação: automotivebusiness.com.br

Pesquisa indica que 83% dos transportadores planejam comprar caminhões em 2019

Estudo feito por AB em parceria com a Reed Exhibitions mostra que a renovação começou em 2018

GIOVANNA RIATO, AB

A aguardada recuperação do mercado brasileiro de caminhões ganhou fôlego em 2018 e tende a continuar este ano. Esta é uma das conclusões da pesquisa Intenção de Compra de Caminhões, feita por Automotive Business em parceria com a Reed Exhibitions Alcântara Machado com o público visitante da Fenatran, Salão do Transporte Rodoviário, que teve a última edição em 2017 e acontece de novo em outubro deste ano.

O estudo foi realizado a partir de entrevistas on-line com 114 pessoas – 13% dos respondentes eram transportadores autônomos e 65% profissionais de empresas que têm mais de um caminhão. A seguir você conhece as principais conclusões da pesquisa, que foi apresentada com exclusividade no ABX19 – Automotive Business Experience, evento que reuniu 2 mil lideranças do setor automotivo no dia 27 de maio.

O EFEITO DA CRISE PARA OS TRANSPORTADORES

O mercado de caminhões sofreu redução dramática nos últimos anos, com queda do recorde de 172 mil unidades em 2011 para 50,2 mil veículos em 2016. Depois da forte baixa, em 2018 o segmento registrou alta nas vendas: 46,8%, segundo os dados da Fenabrave, contra uma expectativa de crescimento inicial de apenas 20%.

Segundo os entrevistados, o período anterior de retração, no entanto, provocou queda no volume transportado em 63% das organizações e fez com que 12% permanecessem estagnadas. Curiosamente, 26% dos respondentes registraram aumento de suas atividades nos últimos anos.

RENOVAÇÃO DA FROTA JÁ COMEÇOU

O estudo revelou que a renovação da frota de caminhões já começou no ano passado, quando 51% das empresas apontaram ter investido na compra de veículos novos. Só 19% dos respondentes indicaram ter feiro isso entre 2012 e 2017, enquanto 13% declaram que a última vez que investiram em um caminhão foi até 2011, no período pré-crise.

Quando analisado o perfil das empresas que compraram veículos recentemente, fica claro que este é um movimento mais presente entre médias e grandes organizações, mais capitalizadas. Só 33% dos pequenos transportadores conseguiram investir em caminhões no ano passado.

INTENÇÃO DE COMPRA DE CAMINHÕES

Dos entrevistados, 83% sinalizaram o plano de comprar caminhão em 2019. Índice um pouco maior, de 87% pretende investir em novos veículos nos próximos cinco anos. Entre 2022 e 2023 os caminhões vendidos no Brasil passarão a ter regras mais rigorosas de controle de emissão de poluentes (Proconve 8 ou Euro 6).

Em 2011, às vésperas de uma mudança equivalente na regulamentação, houve intensa antecipação das compras pelos frotistas, que buscavam garantir os preços mais baixos dos modelos com motores com a tecnologia que seria substituída. O movimento levou o mercado brasileiro ao recorde de 172 mil caminhões licenciados em apenas um ano. Desta vez, no entanto, quase metade dos respondentes, dizem que manterão sua estratégia de compra de caminhões inalterada apesar da mudança. Parcela de 13% declarou que pretende antecipar compras para garantir preços mais baixos, enquanto 19% disseram que pretendem aguardar para comprar caminhões mais modernos depois de 2022/2023.

FATORES QUE PODEM IMPACTAR OS PLANOS DE COMPRAS

o crescimento robusto da economia e a oferta de crédito barato aparecem como os fatores com maior potencial de estimularem transportadores a comprarem veículos novos. Por outro lado, os grandes e médios empresários sinalizam que uma nova retração na economia poderá interromper aquisições. Para os transportadores autônomos ou frotistas, é a falta ou dificuldade de acesso ao crédito que poderia congelar planos – o que demonstra que os desafios variam de acordo com o porte da empresa.

DIFICULDADE DE ACESSO AO CRÉDITO

Para 71% dos entrevistados, as linhas de crédito ainda são caras, com juros elevados. Somente 4% acham que é fácil obter financiamento. Por isso, a maioria dos empresários do setor (62%) gostaria que o governo desenhasse um programa de incentivos aos moldes do PSI (Programa de Sustentação do Crescimento), que durou até 2013 e garantiu taxas de juros subsidiadas para as compras de veículos comerciais.

O interesse em crédito mais acessível e as taxas menores de compras recentes de caminhões entre os transportadores autônomos ou de pequeno porte indicam que existe aí uma demanda reprimida: há interesse e necessidade de comprar veículos, mas é difícil obter financiamento.

27 de maio de 2019

Publicação: automotivebusiness.com.br

No setor automotivo, 61% das empresas estão longe da transformação digital

Resultados preliminares do índice feito pelo Cesar em parceria com AB mostram que companhias ainda mantêm foco só em otimizar processos

GIOVANNA RIATO, AB

As empresas automotivas têm anunciado uma série de esforços para acompanhar a transformação digital. Apesar disso, 61% dos profissionais desta indústria indicam que as empresas em que trabalham estão longe de alcançar maturidade digital – deste porcentual, 14% estão muito longe deste ponto. Esta é uma das conclusões preliminares do Índice de Transformação Digital do Setor Automotivo, feito pelo Cesar – Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife, em parceria com Automotive Business.

Os dados foram apresentados no ABX19 – Automotive Business Experience, evento que reuniu 2 mil lideranças do segmento em São Paulo, no dia 27 de maio. Os números prévios foram apurados por meio de questionário on-line com 93 pessoas que atuam em organizações, um universo que gira em torno de 600 empresas, entre fornecedores da cadeia de valor e as fabricantes de veículos. Dos entrevistados, 46% são de cargos de coordenação, gerência, diretoria, vice-presidência e presidência das empresas.

Assim que respondiam ao questionários, estes profissionais recebiam um diagnóstico, com o índice da própria organização – este serviço segue disponível INSERIR A FRASE AQUI. Eduardo Peixoto, Chief Design Officer, diz que os resultados estão dentro do esperado para o setor automotivo.

“Trata-se de um segmento que é símbolo da revolução industrial, marcada pela linha de montagem desenvolvida por Henry Ford. Agora, no entanto, estas empresas precisam encarar uma série de desafios para acompanhar a atual revolução digital”

Enquanto as respostas da maior parte dos entrevistados indicaram que as companhias em que trabalham estão distantes de alcançar a maturidade, 31% apontam que estão perto de concretizar a transformação digital e apenas 4% sinalizam estar muito perto.

DIGITALIZAÇÃO OU APENAS OTIMIZAÇÃO?

Ainda que exista um longo caminho a ser percorrido pelas empresas automotivas, 86% dos respondentes indicaram que a transformação digital é um tema prioritário nas empresas em que trabalham. Por outro lado, 9,7% dos entrevistados disseram que as organizações não priorizam o assunto.

“Outra questão sensível no setor automotivo é que muitas empresas falam em transformação digital, mas só executam medidas de otimização dos processos, deixando uma série de iniciativas essenciais de fora, como a geração de novos modelos de negócio”, alerta Peixoto.

Segundo o especialista, apesar da priorização da transformação digital estar na maior parte das empresas, apenas 42,9% dos respondentes mostram iniciativas mais abrangentes, que vão além da preocupação em otimizar a companhia. “Em geral, o setor automotivo ainda olha para a inovação, que engloba a transformação digital, como algo que deve ser feito internamente, de forma vertical”, diz Peixoto.

Para ele, no entanto, a abordagem deveria ser mais aberta, com cocriação em ciclos interativos, em rede, com foco que vá além do produto:

“A transformação digital precisa ser profunda e incluir a ruptura do modelo de negócio em atividades-chave das organizações. O setor automotivo tem que passar por este processo para não perder espaço para empresas desafiantes”, resume.

CONHEÇA OS OITO EIXOS DA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

Para medir o estágio em que as empresas automotivas estão, o Índice de Transformação Digital se apoia em oito eixos:

- Cultura e pessoas: perspectiva do ser humano em relação às mudanças na era digital, passando pelo papel de líder nas transformações e pela função das empresas nas novas configurações das sociedades e dos negócios.

- Consumidores: trata-se da mudança na relação entre as organizações e os seus consumidores. Passa pela possibilidade de customização, disponibilidade e oferta de soluções conectadas e sob demanda.

- Concorrência: a era digital reconfigurou a competição. Mesmo empresas bem estabelecidas podem ser fortemente impactadas por novos competidores ágeis, inesperados e assimétricos.

- Inovação: há novos métodos e processos. Antes as empresas desenhavam e lançavam sozinhas seus produtos no mercado. Agora a cocriação e a contínua experimentação são as estratégias com maior potencial.

- Processos: este é o eixo da otimização. Passa pelo mapeamento de como as empresas se envolvem digitalmente com o setor em que estão inseridas, e da propensão ao uso de software para gerenciar operações internas, otimizar o uso de ativos e os relacionamentos com clientes e fornecedores.

- Modelos de negócio: ao usar ferramentas digitais, as empresas devem detectar novos mercados e caminhos para crescer. Segundo o Cesar, modelar novos negócios é essencial para a sobrevivência das organizações na era digital.

- Dados: a captação e uso inteligente de dados tem extrema relevância para a estratégia e tomada de decisões das empresas. A questão é que poucas organizações sabem extrair valor deles e, ao mesmo tempo, assegurar os direitos intelectuais em ativos digitais, a privacidade e a segurança dos consumidores.

- Tecnologias: as empresas precisam conhecer e aplicar de forma inteligente as tecnologias digitais, como IoT (Internet das Coisas), big data e inteligência artificial – soluções capazes de garantir vantagem competitiva.

27 de maio de 2019

Publicação: automotivebusiness.com.br

Aptiv abre nova fábrica em Espírito Santo do Pinhal, SP

Unidade tem o dobro da área da planta antiga e fornece chicotes para GM, PSA e VW

REDAÇÃO AB

A Aptiv investiu R$ 30 milhões em uma nova fábrica em Espírito Santo do Pinhal, em São Paulo. O espaço tem 18,6 mil metros quadrados de área construída, o dobro do anterior, e é dedicado à produção de chicotes elétricos.

“A fábrica tem espaço previsto para expansão nos próximos três anos”, afirma o vice-presidente e diretor executivo da Aptiv para a América do Sul, Eric Carneiro.

A unidade de Espírito Santo do Pinhal está operando em dois turnos. Emprega 1,3 mil colaboradores. Produz 30 mil chicotes por dia para suprir demandas da General Motors, PSA Peugeot Citroën e Volkswagen. A Aptiv tem know-how para fornecer a arquitetura eletroeletrônica completa, como softwares e computação, e também sensores e cabos elétricos.

A Aptiv tem cinco fábricas no Brasil e emprega mais de 5 mil colaboradores. Produz chicotes, sistemas de conexão e fornece produtos tanto ao mercado interno como para exportação. A unidade de Conceição dos Ouros (MG) também está sendo ampliada.

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